- Oh meu Deus, ele vai cair outra vez!- exclamou Kate, quase fechando os olhos para não ver Jack levando mais um tombo na pista de gelo.

Mônica em seu colo se divertia assistindo as trapalhadas de Jack, que nesse momento, estava sendo ajudado por Antonio e Elena após levar mais um tombo, já era o terceiro.

- Tio Jack, não é assim que se patina!- disse Enrique, dando gargalhadas do tio.

- Mas é claro que é!- afirmou Jack. – Esse é um jeito novo de patinar, acabei de inventar e ainda vou ganhar um prêmio por isso.

Fazia muito frio, mas a alegria das pessoas na pista de gelo tornava o ambiente aquecido. Jack resolveu levar Kate e as crianças para essa pista de patinação em especial porque era onde seus pais o levavam junto com seus irmãos. Apesar da freqüência com que iam para lá, Jack jamais se tornou um bom patinador. Kate se recordava desse lugar, lhe trazia boas lembranças, ficou feliz em saber que ainda funcionava.

- Agora eu não vou mais cair!- bradou Jack, levantando-se do chão coberto de gelo vitrificado, ao mesmo temo em que se apoiava nas barras de ferro que demarcavam a pista. Porém, não conseguiu se firmar, e levou o terceiro tombo, fazendo uma careta de dor ao cair de costas no gelo.

- Oh, Jack!- disse Kate, compadecendo-se dele.

Elena agachou-se ao lado do tio: - Tio, você está bem?

Jack mordeu os lábios de dor, imaginando se tinha fraturado a coluna. Irônico, já que era especialista em cirurgia de coluna. Kate colocou Mônica sentada em um banco e colocou seus patins rapidamente, dirigindo-se até Jack na pista de gelo.

- Jack, você está bem?- ela indagou, agachando-se ao lado dele.

As crianças olhavam apreensivas para ele, esperando uma resposta.

- Vou sobreviver!- respondeu, levantando-se com cuidado, dessa vez apoiando-se em Kate. – Patinem sem mim, crianças, eu preciso descansar um pouco.

Os três assentiram e saíram rodopiando como cisnes pela pista de patinação. Jack franziu o cenho: - Por que eu não consigo fazer isso?

- Jack, não se torture, você é bom em outras coisas!- Kate disse, e ganhou um olhar divertido de Jack, arrependendo-se imediatamente de seu comentário ambíguo. – Eu quis dizer que você é bom em matemática, por exemplo...

Jack riu: - Tudo bem, Kate. Eu entendi. Só que não me canso de me imaginar patinando levemente nessa pista, erguendo você para o céu, como naqueles campeonatos que a gente costumava assistir, se lembra?

Kate começou a rir, enquanto eles tiravam os patins: - È claro que me lembro, você ficava com ódio porque o Sawyer sabia fazer e você não.

- Sempre o Sawyer!- Jack comentou.

- Mas eu sempre preferi você!- disse Kate olhando profundamente nos olhos dele, Jack devolveu o olhar.

- Tio Jack, tia Kate, eu estou com fome!- choramingou Mônica, subindo no colo de Kate.

- Sim, princesa.- falou Jack acariciando os cabelos loiros da menina. – Que tal irmos comer uma pizza?- sugeriu.

- Ótima idéia.- concordou Kate. – Eu também estou faminta!

- Eu vou chamar nossos três astros da patinação!- disse Jack indo até a divisa da pista. – Toni, Rick, Elena, vamos!

Quinze minutos depois estavam em uma pizzaria, as crianças devorando em segundos uma pizza gigante de Pepperoni. Jack sorriu, diante do ávido apetite dos quatro: - Puxaram o apetite do pai de vocês.

- E o da mãe também!- Kate gracejou.

Jack riu, havia captado a mensagem. Kate tentava sem sucesso separar uma fatia de pizza da bandeja, mas o queijo estava pregando no fundo. Jack ajudou-a e acidentalmente suas mãos se tocaram, enviando um choque elétrico por seus corpos. Kate tentou afastar suas mãos das dele para colocar a fatia em seu prato, mas Jack não permitiu isso, e manteve o contato de suas mãos nas dela, acariciando-as.

- Hey, essa azeitona é minha!- disse a briguenta Elena, para Antonio.

- Sua nada, estava desprezada no seu prato.- respondeu o irmão, irritado.

- Ora seu abusado, ou me devolve a minha azeitona ou leva um soco!- ameaçou Elena.

- Ei, ei!- chamou Jack. – Parem de brigar por bobagens, Antonio, não seja encrenqueiro e devolva a azeitona da sua irmã. E Elena, não seja egoísta, dê um pedaço da azeitona ao Antonio.

As crianças fizeram o que Jack pediu. Kate sorriu, vendo que ele havia resolvido a briga, e comentou baixinho com ele:

- Você daria um ótimo pai!

- Yeah, talvez!- ele disse. – E você daria uma ótima mãe!

Kate ficou sem graça, e nada disse. Jack a olhava intensamente, havia passado o passeio inteiro fazendo isso e ela já estava a ponto de ter um colapso. De repente, Mônica tombou o rostinho de sono, quase caindo de cara na pizza.

- Oh!- exclamou Kate. – A fofinha está com sono! – Acho que é melhor voltarmos, Jack.

- È sim!- ele concordou, apressando-se em pegar a sobrinha no colo. Voltou a sentar-se ao lado de Kate, aconchegando a menina em seu peito. Kate achou uma bonita imagem vê-lo embalando uma criança daquela maneira tão terna.

- Crianças, terminem a pizza, nós já temos que ir!- Kate anunciou aos outros três.

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Em seu quarto, no rancho, Sawyer e Ana-Lucia beijavam-se com paixão. Tinham acabado de assistir "Ghost-do outro lado da vida", filme preferido do casal.

- Sawyer, eu te amo tanto.- murmurou Ana-Lucia, entre um beijo e outro.

- Idem.- respondeu Sawyer, fazendo Ana-Lucia sorrir, porque ela sabia que ele havia respondido daquele jeito por causa do filme.

- Amor, será que as crianças estão bem?

- Ana, é claro que estão. E não corte o clima me perguntando isso.

- Que clima, Sawyer? Você sabe que eu não posso fazer nada.- ela respondeu.

- Mas eu posso, e você vai gostar!- ele comentou, cínico, beijando o pescoço dela.

- Seu pervertido!- Ana disse, fingindo irritação.

- Ah, eu sou pervertido? Claro, com certeza era eu quem ficava tirando a roupa na frente da janela, só pra me exibir pro vizinho.

Ele começou a fazer cócegas nela, que riu se debatendo na cama.

- Não amor, para com isso!- ela choramingou.

O telefone tocou de repente. Os dois não ligaram e continuaram com suas travessuras na cama, porém o aparelho continuou insistindo. Frustrado, Sawyer disse antes de atender o telefone:

- Mas que droga, tanta gente nessa casa e ninguém atende! Alô?

- Alô, aqui é Boone Carlyle, a Kate está aí?

- Hã?- indagou Sawyer, não estava entendendo, a voz estava longe.

- Alô? Tem alguém me ouvindo?

Sawyer continuou sem conseguir entender e resolveu desligar o telefone.

- Quem era?- perguntou Ana-Lucia.

- Eu sei lá. A ligação estava uma droga. Se for importante, vai ligar de novo.

Ele deu um olhar malicioso a Ana-Lucia, que começou a rir.

- Vem aqui, vem, coisa fofa do papai!

- Não, Sawyer, para, para!

No aeroporto, Boone tentava ligar novamente, mas não conseguia. Havia acabado de chegar a Los Angeles, e queria saber a localização do Rancho Shephard, sua irmã tinha vindo junto com ele.

- E aí, conseguiu?- ela indagou.

- Não Shannon, eu acho que é esse clima terrível. Não consigo mais completar a ligação.

- Então vamos para um hotel, cabeção, amanhã a procuramos.

- Nada disso!- ele disse, vou encontrar a Kate ainda esta noite, estou morrendo de saudades. Anda, vamos alugar um carro e sair atrás do tal rancho, não deve ser tão difícil de encontrar assim.

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Jack e Kate chegaram em casa sem fazer barulho. As crianças estavam quietas, pois estavam muito sonolentas. Ao chegarem subiram imediatamente para seus quartos. Sawyer apareceu no corredor, somente usando a calça do pijama e com os cabelos loiros bagunçados, sorriu ao vê-los e pegou a caçula no colo levando-a para o quarto que ela divida com Elena.

- Boa noite!- disse Jack para ele, antes que Sawyer fechasse a porta do quarto das meninas.

- Eu também já vou dormir!- disse Kate. – Estou morrendo de sono!

Mas era mentira, Kate estava muito ligada. Durante a volta do passeio, Jack a provocou de todas as formas possíveis, com lembranças da adolescência, indiretas, e até mesmo toques ousados e estratégicos em seu corpo. Ligada não, Kate estava em brasa, por isso precisava dormir, antes que cometesse uma loucura.

- Não Kate, você não vai dormir!- protestou Jack. – Vamos tomar um drink lá na sala!

- Eu não acho que seja uma boa idéia...

- Dez anos sem me dar notícias e agora vai me negar um drink?- ele insistiu.

- Está certo, mas só um drink!- Kate concordou.

Desceram para a sala, e Jack serviu para ambos uma boa dose de conhaque, para esquentar os ânimos. No entanto, não foram só os ânimos que ficaram aquecidos. Depois da terceira dose, já estavam rindo à toa, principalmente Kate.

- Por que está rindo?- indagou Jack, que não estava tão embriagado assim.

- Esse seu suéter, foi sua mãe quem fez pra você?

- Na verdade foi!- ele respondeu, divertido, observando o suéter colorido que estava usando, parecia uma das roupas de seus sobrinhos. – Muito infantil?

- Ah não, não! – ela disse, passando as mãos pelo peito dele, coberto pelo suéter. – Está ótimo em você, aliás tudo fica ótimo em você porque você é lindo, Jack.

Jack sorriu: - Assim você me deixa sem graça!

- Mas não fica não!- Kate disse, e logo em seguida sussurrou no ouvido dele, antes de mordiscar sua orelha: - Lindo é pouco, você é muito gostoso também, de-li-ci-o-so!

Jack sentiu seu corpo respondeu imediatamente àquele estímulo verbal, e sem conter-se apertou o corpo de Kate junto de si, fazendo-a suspirar.

- Hum, Jack, se você fizer isso de novo eu vou derreter aqui!- sua voz denunciava a sua embriaguez.

Mas Jack não se importou, estava desejando-a desde que a vira novamente, desde o romântico e intenso beijo que trocaram debaixo da neve.

- Então não vamos ficar aqui!- ele disse levantando-se do sofá e carregando-a no colo.

Kate riu: - Você é o Superman e eu sou Lois Lane!

Jack riu também: - Serei o que você quiser.

Ele subiu as escadas rapidamente com ela no colo, levando-a para o seu quarto. Colocou-a no chão e mal fechou a porta, Kate atirou-se nos braços dele, beijando-o com vontade. Jack correspondeu ao beijo e logo sentiu as mãos dela tentando tirar-lhe o suéter.

- Tira isso! –ela ordenou, agressiva.

Jack não se fez de rogado e despiu-se do suéter, da camisa, e das calças também. Em seguida, despiu Kate deixando-a somente de roupa íntima. Ela deitou-se na cama, e lançou-lhe um olhar arrebatador antes de dizer:

- Me faça sua Jack!

Ele terminou de se despir, arrancando um sorriso malicioso de Kate.

- Hum, isso vai ser muito gostoso...

Ela sentou-se na cama, e desfez-se do sutiã. Jack deitou-se sobre ela e acariciou seus seios com a língua, deixando-a arrepiada. Desceu pelo corpo dela inteiro, até chegar ao vente, onde distribuiu beijinhos. Despiu-a da calcinha e voltou a deitar-se sobre ela.

- Kate, como eu senti a sua falta!

- Jack...- ela gemeu, sentindo-o possuí-la.

Começaram a se movimentar juntos, numa dança deliciosa. Kate gemia de prazer, murmurando o nome dele. Ana-Lucia saiu de seu quarto para ir beber água, quando passou na frente da porta de Jack e ouviu os suspiros e gemidos de Kate. Sorriu consigo mesma: - Vai fundo, garota!

- Ah Jack, como eu te amo!- Kate gritou quando o clímax tomou conta de seu corpo.

Jack fechou os olhos de êxtase quando explodiu dentro dela. Ficaram alguns segundos em silêncio, até que ele fez menção de sair de cima dela. Kate protestou, acariciando as costas dele:

- Não, meu amor, dorme aqui, assim, em cima de mim. Não me deixa!

- Eu te amo!- sussurrou Jack no ouvido dela.

Na estrada, Boone havia acabado de atolar o carro no neve.

- Mas que droga, Boone, o que estamos fazendo aqui de madrugada no meio do gelo?- queixou-se Shannon, cruzando os braços sobre o peito, irritada.

- Eu preciso encontrar o tal rancho, Shannon! Você não entende? Estou com um pressentimento estranho, preciso ver a Kate hoje!

Continua...