Oi meninas!!! Eu não fui tão má assim..olha que hoje eu já estou postando...

bom..esse cap é meio hot...então quem tem problemas de coração ...please não leia hauahua

espero que se divirtam...e se gostarem amanha mesmo eu posto a continuaçao..

bjuxxx Huddies!

No capitulo anterior

House tratou de lamber logo e esticou a colher, ainda olhando pra os dedos dela sujos de brigadeiro. Viu Cuddy mergulha mais uma vez o dedo na tigela e depois se aproximou dele. Cuddy passou os dedos em volta da boca dele, observando cada movimento que ele fazia ao capturar o doce dos dedos dela.

- Prefere ainda a colher? – perguntou sensual

- Não.. – sussurrou ao ver que ela descia o rosto em sua direção, lambendo sensualmente o seu lábio superior.

House respirava com dificuldade, não imaginaria que ela tomasse o controle na situação. Confuso, a viu se afastar dele e sentar-se numa cadeira do outro lado da sala, com a tigela, a colher e evidentemente com o brigadeiro. Cuddy deu um sorriso malvado para ele, fazendo-o entender que aquilo era uma pequena vingança pela provocação que ele tinha feito a ela alguns minutos antes. Observou-a assistir calmamente o filme, sem dar a mínima atenção a ele.

Passados alguns minutos, Cuddy viu que ele se encaminhava ate estante.

- Você não acha que isso vai ficar assim né? – disse desligando a TV e parando em frente a ela.

- Estamos quites – falou Cuddy olhando para cima

- E se eu disser que não..?

Cuddy deu uma gargalhada cruel, até mesmo para ele aquele som foi malvado.

- Você vai fazer o que? – falou Cuddy se levantando e tentando ficar à mesma altura dele – Vai me agarrar a força? – perguntou, andando e fazendo ele recuar. Olhou para os lábios dele provocativamente e depois voltou a sua cadeira, enquanto House continuava em pé, observando-a intrigado.

Antes de chegar à sua cadeira, Cuddy ouviu o barulho de madeira contra madeira, bengala contra chão e deixou-se ficar parada, esperando ver o que ele faria. Sentiu as mãos dele pelos seus ombros e depois a sua respiração percorrendo cada pedacinho de pele exposta de seu pescoço

- Diga que você não deseja isso tanto quanto eu... - falou aspirando suavemente, enviado pequenas ondas de prazer ao corpo dela – prove que você consegue resistir...

Cuddy sentia os lábios dele subirem de seus ombros até o seu pescoço, parando na pontinha de sua orelha e mordiscando-a.

- Claro que eu consigo! – falou se virando para ele, com os olhos em brasa

- Você mente muito Drª Cuddy...

- Você nem imagina o quanto - disse olhando para a tigela (que não largava) e depois para ele.

House desceu seus lábios até os dela e lentamente o encostou, passando os lábios dele sobre os delas mas sem a beijar, uma carícia leve só para provocá-la. Sentiu-a ceder por alguns instantes ate ver que ela se afastava

- Isso não significa que eu queira... - Cuddy falou arfando

House respirou desesperado, odiava aquela brincadeira de gato e rato. Viu-a sorrindo e adorando o que estava fazendo com era a vez dela brincar . Começou a passar o brigadeiro nos lábios, lambendo-os e atiçando ainda mais o desejo dele. Viu House jogar a bengala para o lado e sentar-se no sofá, rendido.

- Você está me provocando Dr.ª? É isso?

- Estou?? – perguntou inocentemente, parando na frente dele. Sacudiu os ombros e virou-se de costas, saindo dali o mais rápido possível. Sentiu umas mãos firmes a segurarem pela cintura; quando deu por si a estava no colo dele, frente a frente se encarando. Cuddy olhava-o desafiadoramente, imaginando se dessa vez ele agüentaria a pequena provocação que ela tinha feito e tomaria a atitude que ela tanto ansiava.

House aproximou-a de para mais perto dele, nem se importando com a dor na perna. Suas bocas estavam tão próximas que apenas um filete de luz conseguia passar por elas.

Cuddy levou uma porção de brigadeiro à boca e olhou-o sensualmente. Já podia sentir os efeitos que o corpo dele produzia ao senti-la tão de perto.

Trilhando um caminho invisível, seus lábios foram até os de Cuddy que os entreabriu instintivamente, como se buscasse ar. Bem próximos dele House falou:

- Tá sim

O beijo era lento, embora libidinoso, House afastou as pernas dela com desejo e posse, colocando o seu corpo entre elas.

3 anos. Há exatamente 3 anos que ela esperava por aquilo. Vê-lo todos os dias e não poder fazer nada, era uma tarefa muito árdua de se cumprir. Sentiu a língua dele invadir a sua boca com paixão e emergência e as mãos leves percorrerem o seu corpo rijo e curvilíneo.

- Isso me parece um deja-vù - murmurou Lisa arfando e tonta de desejo. Tinha medo que naquela noite acabasse sozinha mais uma vez, pensou que talvez devessem conversar antes. Antes que qualquer coisa acontecesse e não houvesse mais a oportunidade de voltar atrás. Ficou subitamente tensa, fazendo House sentir aquela sutil mudança.

- Algum problema? – perguntou enquanto abria o fecho do sutien dela.

Cuddy sentiu-se tentada a falar, mas não naquela hora, não naquela noite.

- Nenhum... – falou enquanto olhava nos olhos dele.

Enquanto as roupas deles eram jogadas no chão,House com a ultima força que lhe restava , jogou Cuddy no macio tapete do chão.

Rapidamente se livraram da roupa, com pressa. Não podiam esperar um segundo sequer; já haviam esperado muito. House desceu sob o corpo dela fazendo-a sentir sua língua sobre cada centímetro quadrado do corpo dela. Ouviu um gemido e olhou para ela, que ainda mantinha os olhos fechados, esperando pelo próximo caminho que a língua dele percorreria. House pegou a tigela de brigadeiro e mergulhou o dedo nela ( na tigela!!!), enquanto a olhava com a respiração suspensa. Lentamente passou o brigadeiro pela parte mais sensível do corpo dela, arrancando suspiros indescritíveis de prazer...ouviu a respiração entrecortada dela e aquilo o excitou mais ainda.

- Eu adoro brigadeiro...

Foi a ultima coisa que ela ouviu dos lábios dele antes de perder completamente a razão. Sentiu os lábios dele, tirar todo o brigadeiro de lá, ate não sobrar nenhum doce. Lentamente sentiu-o na direção contrária, fazendo o caminho inverso e subindo pelo seu umbigo, sentindo a respiração dela ainda pesada. Derramou mais uma porção de brigadeiro entre seus seios e depois em cada um limpando-os demoradamente, enquanto uma de suas mãos descia ate a sua intimidade. Cuddy não conseguia nem pensar em qual parte de seu corpo ele a tocava. Ele a sentiu pronta só de ouvir os sons de prazer que saiam pensou que não agüentaria esperar tanto, quando de repente a sentiu levantar. Olhou confuso, pensando que ela poderia sair dali, sem nenhuma outra explicação, apenas para provocá-lo mais uma vez. Via ela se encaminhar ate a mesinha de centro e pegar um pote.

- Creme?? – perguntou House, suspirando excitadamente

- e morango...- disse ela, arqueando uma das sombracelhas.

O movimento sensual dela,levantando-se e avançando vagarosamente em sua direção fez um arrepio subir por sua espinha

Ela o fez deitar no macio tapete, trocando de posições e postando-se por cima dele, como uma tigresa selvagem. Desceu devagar pelo corpo dele, os cabelos roçando-lhe pelo peito, barriga e chegando finalmente à parte preferida dele. Deu um sorriso malvado para ele e começou a passar o creme em seu objeto de desejo.

- Eiii ..isso esta frio..- murmurou quase sem fôlego

- Você vai ficar quente...eu te prometo...

- Promessa é dívida..

- E desde quando eu não cumpro...

House experimentou uma mistura de incríveis sensações, nunca tinha feito aquele tipo de coisa com ninguém. Sentia ela pôr demoradamente o creme, torturando com aquelas ondas de prazer, ia falar alguma coisa...não estava conseguindo se segurar

- Shhh –ouviu a advertência,não era exatamente um pedido, e sim uma imposição que ela murmurou enquanto colocava a ultima peça do jogo:o morango...

Olhou mais uma vez para ele inocente e disse demoradamente:

- Eu adoro banana split...

Cuddy agora olhava para ele extasiada, adorou ver mais uma vez aquele rosto corado e suado. Suavemente House moveu-se de encontro à ela e se encaixaram perfeitamente, entrando em uma única sintonia. Ele a beijava enquanto sentia os espasmos de prazer e Cuddy podia sentir a mistura de brigadeiro e creme no seu corpo. Atingiram o clímax do prazer no mesmo instante e caíram exaustos.

- Adorei essa sobremesa...- disse House, antes de deitar ao seu lado e puxar o corpo dela para si.

XXX

House foi o primeiro a acordar, achou que já tivesse amanhecido porem o dia escuro atrapalhou totalmente os seus sentidos, era ainda bem cedo. Sentiu o gosto de brigadeiro em sua boca e ficou tentado em acordá-la para repetirem o que tinha feito durante toda a noite. As lembranças da noite anterior afloraram em sua mente...

Ela estava lá, protegida pela coberta, House podia ver apenas a sombra de sua silhueta em contraste com o negro tapete felpudo de sua sala. Aproximou-se a passos lentos e que ela sentisse o desejo só por antecipaçã a coberta para o lado e encostou o seu corpo no dela.

- Você não cansa... - ela perguntou com a voz arrastada e débil.

Ele aproximava-se dela, quase tocando seus lábios, e afastando-se, como se a torturasse ou que quisesse por a prova que ela também queria próprio corpo reagia imediatamente ao sentir presença dela, ele achava que ainda estavam longe...a queria mais sorriu ao perceber o que ele sentia e sem mais demora, começaram a se movimentar, mais uma vez. Lentos e suaves...

Saindo de suas lembranças, House olhou para a morena ao seu lado. Observou a respiração suave e tranqüila dela e desejou não sair dali tão cedo. Pegou a sua calça e pôs-se a vestir. Estava na hora de ir embora. Olhou mais uma vez para ela e de repente sentiu um papel tocar em suas mãos. Tirou aquela foto do seu bolso, aquela que ele nem lembrava mais. Começou a pensar que talvez a mãe dela estivesse delirando e não houvesse filho nenhum. Analisou aquela foto, talvez ela não tivesse tido aquele filho, ou talvez a criança nem fosse dele, afinal não havia data na foto; só o mês: dezembro. E os outros dois anos que eles passaram afastados, os outros dois dezembros?? O que ela poderia ter feito? Não saber aqueles segredos, era pior do que saber se eles tinham ou não uma filha juntos.

Aos poucos Cuddy foi despertando, ouvia uma musica vindo provavelmente do ipod dele, lá da cozinha

"Can't stop the feeling

Eu não posso parar esse sentimento

I've been this way before

Já estive assim antes

But with you I've found the key to open any door

Mas com você eu achei a chave, pra abrir qualquer porta

I can feel my love for you growing stronger day by day

Eu posso sentir meu amor por você, crescendo forte dia a dia

And I can't wait to see you again

E eu não posso esperar pra te ver de novo

So I can hold you in my arms

Então eu posso te envolver nos meus braços."

Achou que aquilo fosse um sonho bom e não queria acordar. Estava tão cansada que nem abriu os olhos, ficou apenas ouvindo aquela canção, compartilhada pela voz rouca e sensual dele, querendo que aquela canção fosse para ela também. Sentiu suaves beijos, trilhados sob suas costas nuas. Aquilo era tão bom, um despertar tão suave. Abriu um olho e viu aquela figura meio despida sobre ela; a camisa aberta mostrando o peito e o abdômen. Era o homem que ela podia dizer que amava ,o cara que ela brigava todas as manhãs só para ter o prazer de discutirem e se olharem desafiadoramente, vendo quem ali seria o mais forte.

Sentiu os passos dele se afastando e pensou que talvez ele fosse embora; seus piores medos estavam se realizando. Ele iria embora e voltariam a ser e Drª Cuddy, brigando pelo hospital e fingindo que nada tinha acontecido. Silenciosamente House subiu as escadas, à procura do banheiro; antes porem parou em um dos quartos. Decidiu curioso, entrar ali. O quarto era colorido, definitivamente não era para ela, caminhou-se ate a cômoda e viu varias fotos de criança. Sua respiração ficou suspensa.

- Então era verdade – falou baixinho, com receio que alguém pudesse estar ouvindo.

Olhou para um das fotos e analisou-a bem de perto. A menina tinha os olhos azuis de Cuddy e bem espertos, seus cabelos cor de trigo, pareciam com os seus quando mais novo; mas aquilo não indicaria nenhum parentesco entre eles. Viu seu rosto no reflexo do espelho e subitamente percebeu que aquela menina parecia ser sua cópia fiel. Sentiu um pouco de pânico, não era todo o dia que ele descobria que tinha uma filha. Ainda mais com a sua chefa.

Deixou aquela foto ali e pôs-se a observar as outras. Em todas, Cuddy aparecia com a menina; uma, porém lhe chamou a atenção. Um cara aparecia, mas do que o normal em diversas fotografias havia varias dela com a mãe, Will e os outros irmãos, mas ele só via aquela foto, daquele guy. O homem parecia ter uns 40 anos e tinha os olhos azul-esverdeados e os cabelos cor de trigo. Pegou uma das fotos em que os três apareciam em uma grande cadeira de balanço: uma verdadeira família, pai, mãe e filha. Receoso de descobrir mais coisas que não gostaria, House pôs a observar os desenhos de criança espalhados pela parede.

- Essa menina desenha muito mal...

Olhou para ultima foto. Havia três pessoas e três palavras meio tortas, normal para uma criança de quase 3 anos, era indispensável ler a pequena legenda torta; ele mesmo quando criança criava aqueles tipos de desenhos, uma fantasia tola para esquecer o que realmente acontecia em sua casa. Mesmo assim leu, só para confirmar o que seu cérebro via: Eu, Mamãe Lisa e Papai George.

Era isso. Estava tudo explicado. Aquele homem era o pai dela e não ele. Como fora estúpido em pensar aquilo. Uma parte dele estava aliviado, seria tudo mais fácil: ele sairia de la, como sairia de uma casa de qualquer mulher, a diferença era que não precisava pagar. Porém uma parte de si estava furioso e ele não sabia explicar por qual razão. Queria ser o pai daquela menina? Ter a família que aquele homem ali tinha? Nunca desejou aquilo e não seria agora que o desejaria.

Olhou mais uma vez para a menina e para o cara ao lado de Cuddy. Sentiu uma presença a suas costas e virou-se. Cuddy ainda enrolada no cobertor e olhava assustada para ele e para as fotos. Não podia mais negar ou esconder aquilo, finalmente ele descobrira toda a verdade.