nisi - ahh que bom que você gostou!!! Vou lhe mandar uma máscara de oxigênio!!!
Huddy S2 - ahh eu fiquei com pena de deixar aquele gostinho de quero mais e decidi postar logo de uma vez!!...ahhh...você ainda vai descobrir mais coisa...kkk *ar de mistério*
Seddy's - eu fico feliz que em saber que esta gostando! assim eu não resisto e posto logo!
liz_house - Hola! Bienvenida! Me alegra que te guste! y ahora voy a seguir!
bom..agora vou deixar de enrolação e postar logo! Espero que vocês, meninas ,estejam gostando e para todos que tambem estejam lendo!
Enjoy!!!
Capítulo 11
No capítulo anterior...
Porém uma parte de si estava furioso e ele não sabia explicar por qual razão. Queria ser o pai daquela menina? Ter a família que aquele homem ali tinha? Nunca desejou aquilo e não seria agora que o desejaria.
Olhou mais uma vez para a menina e para o cara ao lado de Cuddy. Sentiu uma presença a suas costas e virou-se. Cuddy ainda enrolada no cobertor e olhava assustada para ele e para as fotos. Não podia mais negar ou esconder aquilo, finalmente ele descobrira toda a verdade...
- Ela é linda, não? – falou Cuddy.
Depois que tinha visto que não haveria jeito e que ele já descobrira tudo por si só, Lisa Cuddy decidiu enfrentar o maior de seus medos e contar a verdade.
- É...sua filha é linda.. – disse secamente, sem nenhuma emoção ou como não se importasse.
- Sua? Não...nossa. Você ainda não percebeu? – disse com um sorriso meigo no rosto
- É..talvez eu esteja sobrando aqui...
Cuddy olhava-o sem entender, achou que se ele visse as fotos repararia nas semelhanças e tirasse suas próprias conclusões. Ela sabia que não seria fácil ele aceitar, mas talvez com o tempo ele pudesse perceber que aquela garotinha ali poderia ser amada por ele. O coração dele não poderia ser tão duro assim.
- Nossa filha House! – falou inocente, não havia percebido o olhar dele para a foto do homem ao lado delas.
- Quem é esse?
Cuddy desviou lentamente a cabeça para a foto ao seu lado e olhou-a com carinho. George era apenas mais um amigo que havia deixado o preconceito de lado e cuidado por algum tempo da filha deles, como se fosse seu pai. Claro que ele era um algo a mais, mas House não sabia disso e nem precisaria saber sobre a sua vida antes. Encontrou os olhos dele sobre o desenho que a menina tinha feito, e no instante seguinte percebeu o que ele imaginava. Ela teve vários relacionamentos antes de conhecê-lo, e George havia sido um deles, o mais duradouro, mas que tinha acabado antes mesmo dela viajar.
House ainda esperava ela falar alguma coisa, olhando-a diretamente.
- George né? – perguntou com irritante sarcasmo.
- House... Ele sempre a tratou como filha, mas... não é o pai dela – falou, já sabendo que aquela seria mais uma terrível batalha. – Ela é sua...- falou com a voz embargada.
- Você fez o teste? – perguntou friamente.
Cuddy olhou para ele assustada, aquele sempre seria "o" House. O homem que nunca acreditaria em nada sem ter uma prova, o próprio Tomé em pessoa, o cara que preferia machucar a acreditar.
- Eu não acredito que você esteja falando uma besteira dessas – tentou Cuddy – Você sabe que ela é sua... Olhe para ela e veja a si mesmo
- Olhe para esse cara e olhe para ela! – disse gritando
Cuddy fez o que ele disse e uma sombra de pavor passou em seus olhos.
- Acredite Greg..ela é sua filha.. – falou na mais terrível das humilhações. Ela sabia que estava se sujeitando a isso, mas não ia deixar que ele pensasse que era uma mentirosa. Não mesmo.
- Não me chame de Greg.. E ela não é minha filha! – falou mais alto ainda do que a primeira vez.
House olhou para ela e a via chorando, não sentia nenhum remorso. A única culpada era ela e as fotos e o desenho diziam por si só, não era preciso nenhuma explicação. Ele poderia sair dali, não ouvir mais nada, porém não ia deixar que ela pensasse que tivesse o enganado tão facilmente com aquela historinha boba de ' ele só fez criar e a filha é sua..'
Cuddy parou um minuto para poder organizar seus pensamentos. Era como seu cérebro tivesse travado e não conseguisse pensar em mas nada de concreto. Decidiu que o melhor a fazer era contar do começo, pois contar alguma coisa a House era como pisar em ovos, tinha que ter todo cuidado. Respirou profundamente e começou a falar, pausadamente e o olhando fixamente.
House...você sabe como a morte de meu pai me abalou...eu nunca podia imaginar que isso fosse acontecer tão cedo..o baque foi tão grande para mim que eu nem percebi quando meus primeiros enjôos vieram,m a gente não usou nenhum tipo de proteção na ilha..e nem havia - disse sorrindo sem graça daquelas lembranças que pareciam tão nítidas em sua memória - Eu sabia que isso podia acontecer mas eu fiquei tão abalada que nem me preocupei com nada. Em pouco tempo toda a minha família ficou devastada com aquilo; eu me culpei muito, mas principalmente a você. Você não poderia imaginar o quanto de ódio eu senti de ti, achei que você fosse o responsável por todo aquele pesadelo. Finalmente no 3º mês eu descobrir que estava grávida... E ai eu nada pude fazer e mesmo que eu quisesse eu não teria condições..não podia suportar a idéia de tirar o SEU filho de mim, era finalmente um sonho que eu estava realizando e mesmo que você não quisesse compartilhar comigo, ainda assim seria uma grande alegria para mim...- terminou por dizer com o rosto já banhado em lagrimas
Olhou para ele aliviada, era um peso que finalmente ela tiraria das costas. Sempre quisera compartilhar aquilo com ele. House não podia imaginar quantas noites ela o observava naquela sala e que queria ter a coragem de poder falar aquilo com ele. Achou que dessa vez ele raciocinaria com o seu senso e não com suas idéias estúpidas e idiotas de para ele com carinho, esperando pelo menos uma resposta suave.
- Quer dizer então..que eu fui o único cara que você transou, por todo esse tempo? Que esse tal de George era apenas um amiguinho de seu irmão. É nisso que você quer que eu acredite...
Ela não podia acreditar que ele tava falando aquilo, finalmente decidira abrir seu coração para ele e contar toda os seus medos e suas magoas e era aquilo que ele perguntava logo de saída?
- Nós passamos mais de 15 dias juntos naquela maldita ilha e..- tentou ainda justificar, falar nada mais que a verdade
- E antes da ilha? Vai dizer que nunca ''pegou'' ninguém..- falou malicioso-. Que eu fui sua primeira vez... Aiii.. Estou tão emocionado por você ter me dado essa enorme honra!Apesar de o caminho para o paraíso já estar livre.. E 15 dias não significa nada... Você deveria saber como medica que os sintomas de uma possível gravidez podem surgir bem mais tarde...
- Eu sei...- falou fria – Eu sou médica ...
- Tem certeza? Porque não parece... e outra...porque você não me avisou? Se essa filha fosse minha, você como mãe,responsável,que deveria ser , com certeza me avisaria... Imediatamente...
- Você é um hipócrita! Você queria que eu batesse na sua porta e dissesse " oi Stacy..tudo bem? o Greg está? Ahh novidade..eu estou grávida dele, posso entrar?" - falou com suave ironia na voz - E você, claro, justo como é..ia adorar essa novidade..quem sabe se ajoelhar e me pedir em casamento..ahh faça-me o favor né House!
- Ahh..é claro! - sorriu com escárnio - Mas ao invés de você fazer isso você pediu ao titio..ou devo dizer papai George que tomasse conta de seu filho enquanto o papai, otário aqui, não assumisse o bebe! Faça-me o favor você!!
Cuddy abriu a boca espantada, jamais pensou que ele fosse daquele jeito, tão cruel quanto arrogante. Seus nervos começaram a ficar tensos, pensou que a qualquer hora poderia sair gritando pela casa de tanta raiva que tinha dele naquele momento; sempre achou que fosse calma o bastante para agüentar qualquer tipo de provocação, mas o que ele fazia ali com ela já era demais. Ela havia ficado tão nervosa que House podia jurar ver uma das veias de sua têmpora latejando a cada pulsação que seu coração dava. Ficou um pouco preocupado, mas nada daquilo agora tinha importância.
- Onde esta esse tal de George - falou mais calmo, tentando amenizar um pouco a situação.
Percebeu que ela estudava-o em silêncio, não sabia aonde ele queria chegar com aquilo.
- Tem um ano que eu não o vejo - falou um pouco mais calma, depois de respirar por diversas vezes.- Mas porque...?
Lentamente, Cuddy foi dominada por um sentimento de incredulidade, uma enorme frustração foi tomando conta de seu pouco juízo que restava ate aquele momento. Riu nervosa ao entender aonde ele queria chegar e a única vontade que ela tinha naquele momento era de agarrar o pescoço dele e o esganá-lo ali mesmo!
- Eu ainda me pergunto por que eu estou discutindo com você House... Ela tem três anos! Será que você é o idiota o bastante?Porque eu ficaria aqui perdendo meu tempo tentando de explicar algo que já lhe falei um milhão de vezes? Você deve se sentir o máximo não é? Vendo-me aqui me humilhar só para fazer-te acreditar que é o pai dela.. - Cuddy abaixou o tom de voz em um nível perigoso, se aproximando lentamente dele - Escute uma coisa..você não é esse homem todo, para me fazre humilhar por você! Seja homem House! HOMEM!! Você sabe o que é isso?? Não, não sabe, sabe por quê? Porque você é um covarde - falou se aproximando cada vez mais dele - um frouxo! Um maricas! - disse por fim se aproximando do rosto dele.
House nunca tinha sido tão humilhado por uma mulher em toda a sua vida. Nunca nenhuma mulher tivera a coragem de jogar na cara dele, tudo isso. Aquela mulher a sua frente, era deveras uma mulher de fibra, uma mulher que ele aprendera respeitar e agora mais do que nunca a respeitaria, mesmo sendo naquela situação. Mas aquilo não ia ficar assim, ninguém humilharia tão facilmente Gregory House sem levar troco. Respirou mais uma vez e retomou a conversa onde ela tinha encerrado tão bruscamente.
- Eu sou assim, por quê? Porque uma mulher que também não merece nenhum elogio me fez ficar assim...
- Haha.. E essa mulher com certeza sou eu...
- Cara Cuddy, você não merece esse elogio todo.. Três anos né Cuddy..se você fosse pelo menos metade dessa mulher você teria me contado! Você teve dois anos para me contar! - falou com a voz impregnada de incredulidade
- Eu não te entendo sabia? Você tem tanta certeza que não é o pai, mas fica toda hora voltando ao mesmo assunto, batendo na mesma tecla..e ai eu me pergunto. Por quê? Porque você quer tanto saber..? E outra..o que adiantava eu te contar? Não faria nenhuma diferença para você faria? Caia na real House e admita... Só estar querendo ficar nesse assunto porque sabe...
- Que seu namoradinho lhe deu um chute e você veio pedir arrego para mim? - disse House a cortando.
Cuddy fitou-o com uma expressão de desafio e asco. Ficaram se encarando, calados e magoados. Um sabia onde machucar devidamente o outro, sabia onde dar a punhalada fatal...
- onde ela esta?
-Para que você quer saber? Vai querer agora, começar a pagar a pensão dela? - falou Cuddy com desdém.
- Não... Eu quero fazer um exame de DNA - respondeu a fitando seriamente.
-Nunca! Você não vai encostar um dedo nela!
- E por quê? Posso saber? Isso não deve ser orgulho... - House aspirou lentamente - Eu sinto cheiro de medo...Você sabe que eu vou descobrir que nossa pequena é uma bastardinha..
House fitou-a imóvel, esperando pela reação dela. Sabia que tinha pegado pesado. Escutava a respiração de Cuddy ofegante. Passou por ela na intenção de sair, era melhor parar por ali, afinal os corações já haviam sido partidos e não haveria super- bond no mundo capaz de colá-los ém ele era o House, passou por ela e no mais pura intuito de machucá-la falou pausadamente.
- Everybody lies, Cuddy e você foi uma delas...
Sentiu um objeto passar rente pela sua cabeça e um vidro se espatifar contra a parede.
- Você não tem coração seu desgraçado! Eu te odeio!
- Você não me odeia e sabe disso...você odeia o fato de eu saber a verdade!
Cuddy meneou a cabeça e lançou outro objeto nele, dessa vez o atingindo
- Eu só te digo uma coisa..se você encostar um dedo nela eu arrebento a sua perna boa...e ai você verá se eu não te odeio.
Ouviram um barulho de porta sendo aberta e depois fechada la de baixo. Cuddy saiu do quarto se esbarrando nele e foi olhar pelo vão da escada, esperando que alguém aparecesse, com a respiração suspensa. Sabia que só uma pessoa tinha a chave dela e queria acreditar que não fosse ela. Aquele não era um bom momento. House sentia a cabeça latejar, a sorte dele era que o segundo objeto que ela havia lançado era um boneco de plástico, Bob esponja... mas ainda assim doía.
- Droga! - murmurou Lisa, chamando atenção de House
- George chegou? Deixa eu tirar a camisa para ele pegar a gente em flagrante - zombou, tirando a camiseta.
Ouviram uma voz infantil e a não ser que George fosse uma criança, definitivamente aquela voz não seria dele.
- Mamãe!! Cadê você!!??
House viu uma coisinha miúda passar que nem um cometa pelo corredor e abraçar a mãe. Fazia tempo que elas não se viam. Saiu lentamente do quarto e pôs-se a observar atentamente. Olhou para menina que vestia uma echarpe vermelha de lã em volta do pescoço e um casaco branco, muito fofinho. O rostinho era delicado e redondo, os olhos de um azul tão intenso que pareciam que podiam mudar da alegria para a raiva em um minuto. Os cabelos curtos e cheios e cacheados que nem o da mãe, na altura do pescoço da cor de trigo, que o fez lembrar dos seus quando mais novos. De fato ela era uma mistura deles dois, House não podia negar a semelhança, vendo-a ali.
- Mamãe! - falou meio aborrecida- porque você nunca me foi me ver – disse trocando as palavras
- Meu amor... mamãe estava resolvendo uns probleminhas...
- E já cabou?
- Já sim..eu acho que sim...Mas...agora você vai ficar comigo e nunca mais a gente vai ficar longe uma da outra - disse sorrindo por antecipação por contar aquela novidade para ela.
- Sério?? - perguntou com um sorrido desconfiado, o mesmo sorriso que aquele homem insensível à sua frente fazia quando estava assim
- Sim...
- Então...
- Então...- repetiu Cuddy
- Obaaaa!!! - disse a menina se jogando nos braços da mãe.
Ao abraçar a mãe a menina viu o homem barbado e descamisado ao seu lado e saiu dos braços dela, para poder observá-lo mais de perto.
- Quem é esse capenguinha??
- Marguerite! - ralhou Cuddy
- Maggie...Eu sou Maggie - disse encaminhando-se ate ele - mamãe só me chama assim quando esta zangada ou quando eu fico teimosa demais..
House reparou que ela olhava agora para a bengala, percebeu que aquela menina observava tudo a sua volta, não deixando nada passar desapercebido...
-É...ela faz isso comigo também...
- Sério??sr... Bengala?? - disse pondo as mãos na boquinha e rindo mais uma vez...
-Marguerite...- ameaçou Cuddy - eu já te avisei uma vez
- Porque você precisa usar isso...?
- Porque eu tenho um problema...
- Que tipo de problema?
- Um problema na perna...
-Posso ver?
- Não.
- Por quê?
- Porque você faz muitas perguntas...
-Mamãe disse que e sempre bom fazer perguntas...
- Sua mãe é maluca..ninguém nunca lhe disse...
- Minha mãe não é nada...
- E é teimosa..igual a você...
- Hum...capenga! – falou aborrecida
Dessa vez Cuddy deixou passar, ele mesmo que tinha provocado.
- Você não vai brigar com ela? - perguntou olhando para Cuddy
- Dessa vez não..você mereceu.. – falou Cuddy, observando a interação deles dois
- Hum..só porque a anã te defendeu...
- O Sr, e muito mal educado.. – continuou a falar
- Por quê?
- Porque não me disse o seu nome!
- House..- respondeu,sem resolver brigar para surpresa de Cuddy.
- House?? Que nome mais estranho...
-È..pra gente estranha ,eu digo nomes estranhos..
- E para a minha mãe??
- Ahh..depende do momento...pode ser ohh.
-
- Querida - disse Cuddy interrompendo aquela insanidade de sons que House ia começar a imitar - onde esta seu tio?
- La embaixo....Mamãe...
- Diga...
- Porque você ta sem roupa?
-- É mamãe, por quê? - perguntou House
- Cala a boca House! – olhou para a filha que ainda esperava por uma resposta - É...a mamãe..bom..a mamãe
- A mamãe estava com fog.. Calor - House decidiu ajudar
- Calor?? - falou a menina espantada - num frio desses??
- É..calor...agora porque você não desse e fica la com seu tio?
- Sr House..você tira calor das pessoas?
House riu daquela pergunta enquanto Cuddy se desesperava ao perceber que a menina não ia sair dali tão cedo ate que suas perguntas fossem respondidas.
Cuddy sabia que Maggie não era fácil e não se conformava ate saber de tudinho o que queria.
-É..mas só da sua mãe...
-HOUSE!
- O que foi?
- Você não ia embora?
- Porque você vai embora? - perguntou Maggie
- E mamãe - imitou House - porque?
Lisa olhou de revés para ele, não gostando nenhum pouco daquele novo joguinho que ele estava planejando começar. Como ninguém havia mais falado nada a pequena decidiu continuar falando.
- ...se eu tiver com calor, você também pode tirar?
House tossiu um pouco e Lisa quase se engasgou com aquela pergunta inocente que para aqueles dois não tinha nada de inofensiva.
- Bom.. - disse pigarreando um pouco - O que sua mãe sente é outro tipo de calor...mais embaixo..
-House!
- Como assim mais embaixo? – perguntou Maggie com os olhinhos bem abertos
- Maggie, já ta bom, House tem que ir querida... Vai lá embaixo com seu tio, que eu já vou descer...Dê tchau a ele...
- Tchau...- disse Maggie meio aborrecida e contrariada ,queria saber de mais coisas.
- Tchau pequena... você ate que é esperta...apesar de ter saído de sua mãe...- zombou ele rindo e logo depois ficando serio ao ver que a expressão de Lisa não era nada feliz.
- Como assim? - retornou mais um vez
--Esperta ou ter saído de sua mãe?
- Para que eu quero saber se eu sou esperta se eu SEI que eu sou...
House parou e olhou para Cuddy , aquela menina era mais danadinha do que ele imaginara. Cuddy sempre soubera que sua filha era bastante inteligente, sempre dizia aos irmãos que aquela menina já tinha nascido falando. Ela não parava quando começava e só terminava quando finalmente já sabia tudo o que queria.
-Aff...você faz muitas perguntas sua anã...
-E você só responde coisas não espertas..seu capenga
- Já desceu Maggie???
- É Maggie obedeça a sua mãe.
Cuddy não sabia se ele estava sendo verdadeiro ou só queria escapar daquela conversa que provavelmente tinha tomado de 10 a zero para a menina;
A pequena girou os calcanhares e começou a sair dali, quando ouviram um grande estrondo e um clarão. De repente tudo escureceu.
- Mamãe...? - perguntou com a vozinha assustada - cadê você...?
- Eu to aqui meu amor... Siga a minha voz..
Maggie tentava seguir a voz dela, seguiu andando ate que segurou nas pernas de alguém
- As pernas dela são mais macias guria...
Cuddy seguiu ate a janela e viu a rua totalmente apagada, a neve deveria ter partido os cabos condutores resultando numa queda de energia.
- Onde esta William? Eu preciso de uma lanterna...
Ouviram o som de coisas caindo la embaixo e alguns urros de dor.
- Isso deve responder à sua pergunta - falou House.
House viu um facho de luz surgir de Cuddy, finalmente ela tinha achado o que estivera procurando, ele agora a observava, o lençol em volta do corpo, os cabelos ainda bagunçados por conta do que haviam feito mais cedo. Ah..agora ele se arrependia de ter discutido com ela. Sabia que a filha era dele, mas não queria dar o braço a torcer percebeu que começara a se arrepender.
- Bom..eu já vou indo - murmurou House ao ver que a menina ja estava abraçada a mãe...
-Você não tem medo Sr House...de sair no escuro...?
- Não...eu ja perdi meus medos...- disse olhando para Cuddy
Cuddy olhou para ele, se perguntando se aquela resposta era para ela também, percebeu que os olhos dele confirmavam o que ela pensava naquele momento e uma alegria tomou conta dela. Apesar de terem brigado feio, se magoados e ela quase partido a cabeça dele ao meio, parecia que finalmente ele entendera a certeza que ela dava.
- Você não prefere ficar?... Esta escuro la fora... - disse carregando Maggie no colo
- É...fica...- disse Maggie meigamente, afundando a cabecinha no vão do pescoço da mãe e olhando-o carinhosamente.
- Eu prefiro ir...Adeus Cuddy...Maggie
- Adeus?? Ate segunda...
- Não..adeus..Eu vou embora de Nova Jersey...recebi uma proposta de um hospital de la, para daqui um mês...- mentiu ele, sem entender o porque de estar mentindo.
Cuddy ficou olhando espantada para ele, não podia imaginar porque ele fazia aquelas coisas com ela. Porque ele não tinha dito aquilo quando estavam brigando? Porque tinha que ser agora que as coisas pareciam estar bem? Observou-o sair dali meio que tropeçando das coisas e sentiu um nó na garganta que não conseguia afastar. Abraçou Maggie que olhava para a ame.
- Aonde ta doendo mamãe? -disse ela afagando os cabelos soltos de Cuddy.
-Aqui.. - disse apontando para o peito.
- Já vai passar...- disse dando um beijinho delicado no rosto dela, enquanto Cuddy andava em direção a janela.
Viu House subir na moto e dar uma última olhada para a janela que elas estavam. Acenou a cabeça e deu partida, saindo o mais rápido que podia da rua dela.
