Oiee meninas!!! O capitulo 9 está como capitulo 14 aqui no fanfiction. Ignorem essa maluquice..eu não entendi o que aconteceu para ele fazer isso...Bom..vou postar o capitulo 14 no 15..Entederam?!! Se eu já tiver conseguido ajeitar ignorem esse comentario!

Bom..espero que voces se divirtam com esse cap!!

bjuxxx |H|uddies

Capítulo 14

Cuddy abriu os olhos devagar, a claridade naquela manhã estava no limite do suportável e alguém muito sapeca tinha aberto as cortinas. Nem parecia que na noite anterior tinha caído aquela tempestade e era quase irreal pensar que House finalmente havia descoberto. Lembrou-se da noite anterior...

(...)

Viu a moto dele cruzar a rua e parar tentando driblar a montanha de neve que tinha coberto a estrada

- Ah mamãe...ele podia ter ficado aqui né? - falou Maggie no colo da mãe e tentando pegar a lanterna

- Hum..seu pa..House é muito teimoso, eu não consigo controlá-lo...só as vezes é que.. - Cuddy parou de falar abruptamente, aquela conversa não era adequada para Maggie e mesmo se fosse ela não entenderia o significado daquilo tudo.

Olhou carinhosamente para a filha, era tão bom tê-la por perto

- Porque a gente não vai dormir heim?? Amanha agente vai ter um dia compriiiido - falou beijando o topo da cabeça da menina

- Amanhã a gente vai para onde?? – perguntava Maggie curiosa enquanto descia do colo da mãe e andava em direção à sua cama

- Bom..amanhã vai ser...uma surpresa..!!

- Ah não mamãe..você sabe que eu não sei gostar de surpresa...

- É ..eu sei que você não gosta..mas mesmo assim eu não vou te contar... Nem adianta fazer esse bico mais lindooo..eu não conto e pronto!

- Eu não gosto de você! – disse ela se virando e jogando a coberta por cima do corpo..

- Humm..Maggie é má...eu vou embora então...

Cuddy observou a filha colocar o rostinho para fora e observá-la

- Mamãe ta indo embora...viu?!

Ouviu um som de risadinhas e olhou para trás.

- Eu te amo Drª Lisa Cuddy...

A principio ela sentiu um sobressalto, não podia imaginar onde a filha tinha ouvido aquilo, mas soou tão natural que Cuddy imaginou que ela tinha inventado aquilo, o que era perfeitamente normal para Maggie.

- Eu também minha filhota!

(...

Cuddy olhava agora para aquela pequena criaturinha fofa à sua frente que pulava no colchão, forçando Cuddy a se levantar de qualquer jeito.

- Vamos...mamãe – dizia entre pulos – levante...hoje já é cedo!!

Cuddy sentia os impactos dos pulos da filha, virou-se para acômoda e olhou o relógio: 06h35min da manhã

- Maggie tá muito cedo..

- Você disse que era pra gente levantar cedo ué...

-Mas não tão cedo..agora deixe eu dormir mais um pouquinho – disse Cuddy se enrolando novamente na macia colcha. Percebeu que a menina tinha parado de bagunçar e tirou lentamente a cabeça de dentro do cobertor

- Buhh... – gritou Maggie mostrando o belo par de olhos azuis que tinha herdado da mãe.

- Ahh sua sapequinha!! Você não me escapa agora!! Vem cá!! Cuddy puxou a filha e deu cosquinhas nela

- Pára mamãe...pára..não.. - dizia entre lágrimas e risos

- Você promete que vai me deixar dormir mais um pouco?

Maggie levantou uma das sombracelhas, pensativa.- Não...? Ao que Cuddy recomeçou a dar cosquinhas nela... – Sim.. Eu deixo..- falou respirando o inverno era assim; vento mais frio era igual a Maggie resfriada e para piorar ela ainda tinha asma. Cuddy observava cuidadosamente ela respirar

- Respire devagar querida...você trouxe a bombinha? Cuddy a viu afirmar que sim e respirar mais calmamente.

- Vamos descer mocinha...

XXX

Cuddy tinha decidido chegar mais cedo , era melhor que poucos a vissem chegando com a filha, apesar de saber que um segredo naquele hospital não era muito fácil de ser guardado. A sorte dela talvez fosse que Wilson tinha pedido uma semana de despensa. O casamento dele não ia tão bem e talvez ele tivesse agora a 4ª senhora ex- Wilson e ainda teria uma pequena bagagem de 2 anos e meio, Tommy, que certamente ficaria com ele. Ao estacionar, percebeu que House já havia chegado lá. Lembrou-se do que ele havia dito a ela na noite anterior e talvez ele estivesse ali tão cedo para pedir logo a sua carta de

recomendação. Cuddy atravessou o corredor com Maggie,em direção ao elevador sem chamar muito a atenção, ainda era cedo e ela não teria que se preocupar tanto.

- Mamãeee deixa eu apertar o botão?

- A gente vai para o segundo andar, aperte o 2 – disse Cuddy mostrando o numero com o dedo e enquanto a suspendia. –Isso...! disse enquanto a suspendia e dava beijos na pequena que ria alto, mostrando a boquinha sem alguns dentes.

Saíram comportadas do elevador e fingiram estar marchando, já que não havia ninguém ali, até a sua sala . A secretária ainda não havia chegado, mas havia alguém la dentro, já que se podia ver as luzes acesas.

- Bom dia House...o que faz aqui tão cedo. – disse o observando de costas

- Cuddy eu...- House parou ao ver que Maggie estava ali com ela. Ficou observando a menina e se levantou da cadeira.

- !! Você conseguiu chegar em casa?!? – falava com a vozinha cheia de espanto e curiosidade, enquanto ia se sentar na grande cadeira da mãe

- Eu vim te entregar isso e ...pedir um prazo de um mês..para ajeitar as minhas coisas.. – disse sem levantar os olhos para Cuddy e entregando o seu pedido de demissão – E sim...eu consegui chegar em casa..afinal eu sou o House!

House observou a cara de desdém que a pequena fez para ele, como se não acreditasse de fato naquele poder todo que ele tinha, e na verdade não tinha, mas inocente como ela era, no fim acabaria acreditando.

- E é melhor do que o Bob?

- Quem é Bob?

- Bob esponja!

- Ah..essa almofada amarela e quadrada ai;??

- Ela não é uma almofada! É uma esponja!

- Humm..ta bom.. – disse House desinteressado. Ele agora observava Cuddy que estava branca como o cal quase lívida de susto. As mãos tremiam, mas ela conseguia disfarçar, mas não tão rápido como o olhar clínico de House

- Ok..- conseguiu finalmente falar – No fim do mês eu lhe entrego e..

- Cuddy, eu gostaria que você me desse amanhã...

- Amanhã?? – Cuddy ficou sem chão, não queria entregar a recomendação dele, entregando, ela sabia que faltaria pouco para que ele fosse embora de verdade. – Eu não posso, eu tenho muitas coisas para fazer...– se apressou em dizer.

- Tipo...

- Tipo... – Por um segundo um turbilhão de idéias passou por sua uma cabeça, mil desculpas, mil afazeres, mas a única coisa que conseguiu dizer para ele foi:

- Tipo que não é da sua conta...enquanto isso você continua trabalhando normalmente, a não ser que você não queira – terminou por dizer sustentando o olhar para ele e esperando nada menos que uma resposta agressiva

- Ta certo...

- Certo?

-Yeap! – House parou de fitar Cuddy e se dirigiu para Maggie que prestava atenção neles dois, mas fingia que olhava para outro lugar - ninguém nunca lhe disse que é feio ficar ouvindo a conversa dos outros?

- Se isso fosse segredo você teria contado no ouvido da mamãe... – replicou, sustentando o mesmo olhar que Cuddy tinha quando se dirigia para ele

House não tina -se devagar, mancando ate a saída e fazendo Cuddy perceber porque ele não discutira. Ele tinha visto que Maggie estava ali ouvindo a conversa deles e por mais que ele não tivesse nenhum escrúpulo, achou que a criança não deveria ouvir aquele tipo de briga;

- Posso ir com ele mamãe? – perguntou Maggie vendo que ele saia dali.

- Não..ele vai trabalhar – falou distraída

- E você?

- Eu também...

- E eu?

- Você..sua pequena travessa...vai para creche e...

-Creche é para idiotas! E eu não sou nenhuma!

-Marguerite! Isso não é jeito de falar! E você vai sim para lá e vai ficar ate a hora de eu sair..

- E isso é que horas?

- À noite

- Ahhh mamãe!!! Eu não quelo!! Eu não vou!

-Vai sim! E não adiantar ficar falando igual a um bebê não, porque a senhorita vai sim e vai ficar la! Entendido??

Maggie não falou nada, ficou olhando para a janela fingindo que não prestava atenção na mãe ou que ela não estivesse por ali.

- Marguerite...?? – disse Cuddy elevando um pouco a voz

- Sim...eu prometo..- falou fazendo descaso e cruzando os dedos atrás das costas.

Não restava duvidas, aquela menina tinha puxado o gênio do pai.

XXX

House estava sentado em sua cadeira pensando no nada e jogando sua bola para cima e para baixo. Olhou pelo vidro e viu 13 e Kutner olhando para ele espantados.

- E então? Vão ficar ai? – falou com seu humor habitual

- Não sabia que estaria aqui tão cedo... - comentou 13

- Pois é..peguei emprestado o tapete de Aladim e vim voando –falou mas baixo parecendo sério– e não peguei engarrafamento. Agora é a sua vez – falou apontando a bengala para Kutner.

- Menino de um ano, acabou de extrair um nódulo cancerígeno no intestino grosso, com baixa plaquetas no sangue e baixa imunidade...

- Acho que vocês bateram na porta errada. Ali diz Gregory House MD e não James Wilson...

- Cuddy disse que ele precisava resolver algumas coisas pessoais e..

House levantou uma sobrancelha e imaginou o que poderia ser,olhou para baixo distraído comentando – "mais um casamento fracassado"

-É...- se empolgou Kutner em falar, se calando logo em seguida ao ver a cara fechada de House

House mancou até os dois e puxou a pasta da mão de 13 - Vão procurar alguma coisa mais interessante – disse enquantosaía da sala. Olhou para trás e viu que os dois ainda o seguiam – Vocês são surdos? – observou-os e viu Kutner afirmar negativamente com a cabeça

- Cuddy pediu pra gente ficar junto - falou 13 timidamente esperando nada menos que uma resposta brusca..

- Ficar junto?? Isso é o que um ménage a trois ou uma grande família?? Caiam fora! – falou aborrecido

Ao ver que os dois ainda o seguiam, House mancou ate a sala dachefa, disposto a brigar se fosse preciso, entrou de vez e bateu a porta na cara dos dois médicos, que já esperavam por aquilo.

- Fiscal? Babás??

- O paciente é de Wilson e eu quero garantir que nada aconteça com ele e que você não faça nenhuma besteira .- falou Cuddy bem calma, alheia ao nervosismo dele, já sabendo que ele não iria gostar nem um pouco da intervenção dela

- Ahhh...como se eu fosse uma criança de 3 anos..- falou irônico

- Você É uma criança de três anos. – falou mais calma ainda, piorando o aborrecimento dele

House ficou parado batendo a bengala contra o chão de madeira,fazendo zoada só para ver se a irritava e a olhando firmemente. Cuddy no entanto nem ligava, fingia que mexia em alguns papéis

- Isso é porque eu vou sair? – comentou

- Claro que não! – falou indignada

- Então...é porquê?

- Eu já te expliquei House, agora vai cuidar do seu paciente..

Ficaram em silêncio, Cuddy esperando que ele saísse logo dali e House esperando uma resposta convincente dela, só se ouviam o barulho da bengala dele e o farfalhar de papéis que ela mexia,

além disso nada mais era ouvido.

- Eu me demito...

-Você já fez isso..se esqueceu?

- Mas eu me demito agora! ...

- Você só pode estar brincando não é?

- Não! – disse grosseiramente

- Então me lembre se colocar em sua carta que você é um insubordinado e prefere deixar a vida de uma paciente em risco só por causa de um capricho! – falou exaltada

- É...isso mesmo! E não se esqueça de deixar claro a chefe de bunda grande insuportável que eu tinha!!

Cuddy ficou olhando para ele, sem se importar com suas frases de ameaça ou de desrespeito

- E outra...- continuou Cuddy – se o paciente morrer eu te despedirei imediatamente..

- Eu poderia te processar sabia? – falou se aproximando dela

- É mesmo...- Cuddy fingiu uma voz de pena – e qual seria o seu grande argumento? Bundas e peitos que te tiram do sério? – falou em tom de desdém provocando-o.

- É..ou assédio ...já que você é minha chefa ...eu podia dizer que você se aproveitou de minha perna ruim e me...

- Eu já entendi – disse sentando-se na mesa – Mais alguma coisa? Ou será que você já esta satisfeito? Nossa cota diária de discussão termina por aqui...

- Se eu fosse você não teria tanta certeza assim...eu voltarei mais tarde – disse se aproximando do rosto dela.

- Veremos ..- disse num falso sorriso para ele.

- House! – 13 apareceu na porta - ...desculpa..mas

Cuddy movimentou a boca em um adeus silencioso, dando um adeusinho com as mãos e mostrando a ele quem estava no comando por ali.

XXX

Andaram apressadamente pelo corredor ate o quarto do menino. A criança estava com dificuldade em respirar

- Saturação de oxigênio caindo...82,80...72..69.. muito rápido,ele vai ter uma parada – falou Kutner que já tinha ido para la - House...

House largou a bengala e abriu uma gaveta procurando por uma dose de epinifrina; aplicou rapidamente no garoto e ficou olhando para o monitor esperando uma reação com a respiração suspensa. Aos poucos viu o tórax do menino subir e descer mais calmamente e o monitor voltar ao normal. House se abaixou para pegar a bengala e viu a sonda do menino numa cor escura. Levantou a coberta e viu o estomago do menino roxo.

- Hemorragia interna..preparem uma S.O.( sala de operações)!

XXX

- Você não pode abri-lo House! Ele acabou de passar por uma cirurgia delicada e ainda não se recuperou totalmente. – tentou explicar Cuddy.

- Se não abrirmos ele morrerá de qualquer jeito!! Não há jeito ,se fizermos ele pode morrer...se não ele também pode... – disse olhando com os olhos baixos para a mãe do garoto.

A mãe do garoto olhava agora para os dois, esperando uma explicação, o pai, entretanto já tinha tomado sua decisão, não iria conceder a autorização para a cirurgia, uma já bastava.

- Não. Ele não fará– falou o pai.

- Seu idiota! Você vai acabar matando-o!....E você? – disse apontando para a mãe – Quer ver seu filho morrer em suas mãos?? Garanto que você vai ter o resto da vida em pensar porque não deu uma simples autorização...então será unicamente a sua culpa...

- Seu filho da mãe desgraçado!! – gritou o pai tentando dar uma soco em House que se desviou e deu uma bengalada nele.

- House! – gritou Cuddy – saia já daqui!...Agora!. Ela olhava-o furiosa, ele não podia ter passado dos limites como daquele jeito.

- Eu não quero esse cara perto de meu filho! Se eu o vir Drª Cuddy eu vou te processar e a esse hospital também!! – gritava aborrecido enquanto House saia da sala tranquilamente.

Pôs-se a caminhar pelo corredor e de repente parou na ala pediátrica. Ficou observando os casais ali felizes, com a chegada de seus bebês . Ele não conseguia entender o porquê de tanta felicidade por aquelas coisinhas que só sabiam chorar,,comer e arrotar; era melhor cuidar de um cachorro, pensava. Seus olhos se depararam em uma criança ali de costas;a principio achou que era filha do casal bobo mas depois percebeu que eles tinham saído e a garota continuava ali ainda.

- Ei..você não pode ficar ai sozinha...- Viu a menina se virar e percebeu quem era .

- Eu escapei...aquela creche é muito chata – disse sorrindo e olhando para os bebes com o nariz colado no vidro - eles são tão feios..tem cara de...bola murcha...

House olhou- a de lado rindo, pela primeira vez tinha que concordar com ela. Viu ela se virando para ele e um olhar questionador cruzou o seu rosto.

- Porque você não tá trabalhando..?

- Sua mãe não deixa...

Ficaram os dois ali observando os bebes sendo levados e trazidos, alguns choravam, outros apenas se sacudiam como se pedissem para ser tirado dali. Ouviram um pequeno ronco e imediatamente House olhou com nojo para a menina.

- Foi minha barriga!! – protestou

- É...e eu não tenho dúvida!

- Eu tô com fome ué!!! – disse rindo – eu quero comer...

- Eu não me lembro de ter me transformado em sua mãe... -esnobou House

- Você podia comprar alguma coisa para eu comer..eu to com fome....- falou sorrindo como se tivesse uma grande idéia- eu to com fomeee...- falou olhando com os olhinhos la de baixo.

House rolou os olhos e pensou como Wilson fazia falta naquelas horas.

- Vamos..ande na frente – disse, sem querer que ele fosse visto com uma criança

- Como? Eu não sei onde é..

- Vai andando e depois entre na esquerda

Andaram mais um pouco, House tentava acompanhar as perninhas céleres de Maggie, mancando mais apressadamente. Antes de virarem, a pequena parou e olhou para trás.

- O que é a esquerda?

- OOhh..Você não era esperta?

- Essa ainda eu não aprendi..- falou magoada, com a carinha de choro.

- Ta...não precisa chorar...Você já escreve? – Viu a menina girar as mãos num sinal de mais ou menos – Sim..que seja..com qual mão? – a menina mostrou a mão esquerda – humm..você é canhota..igual A mim...então sua esquerda é a direção desse seu braço que você escreve...entendeu?

-Hum...então isso é a esquerda..?

-É..agora anda!

Seguiram direto para o refeitório e House pôs duas embalagens na bandeja. Ia apontando e perguntando se ela queria ou não.

- É muito alto – ela reclamou fazendo biquinho – eu não to vendo nada

- É carne com molho de pimentão e barbacue

- Eu preciso ver...- disse tentando esticar o pescoçinho, porém sem rolou os olhos contrafeito, ofereceu o braço para Maggie que sem entender muito bem o agarrou, sendo içada para cima e para baixo a cada "demonstração" de comida

- Ta vendo agora..?

- Hum rum – respondeu com a mão na boca e encostando o nariz na barra de rolagem das bandejas.

Depois de alguns levantas e abaixa House quase não sentia mais o braço, apoiar-se na bengala e tentar levantá-la era um esforço duplo que ele fazia e não sabia por qual motivo. Pegou um pedaço de torta e foi ate o caixa. Finalmente ia pagar por alguma coisa que comia, quando avistou no meio da fila Foreman e 13, falou alguma coisa para o caixa e se encaminhou para a saída. Olhou de relance para trás e viu o caixa o apontando para Foreman, dando então um sorriso esperto para ele e saindo dali. Mais uma vez arranjara alguém para pagar o seu almoço.

XXX

Como de praxe, Cuddy estava furiosa com House, mas dessa vez ele tinha passado dos limites. Era certo que ele queria ajudar o paciente e tentava fazer isso ate seu ultimo recurso, eram poucos os que não tinham conseguido sobreviver em suas mãos...mas dar uma bengalada naquele pai foi demais até para

ele.

-Procure o Dr. House – disse a uma enfermeira que parava em sua frente, pronta para lhe dizer algo

-Drª Cuddy... – falou a enfermeira sem graça

- Diga que eu quero falar com ele urgente! – interrompeu-a, tentando imaginar porque ela ainda estava ali parada em sua frente. Observou a enfermeira sair e depois voltar ate ela, com o rosto vermelho e a cara assustada.

- Drª Cuddy.. a Maggie sumiu..nós fomos servir o almoço e nós...eu não a encontrei....

XXX

- E se ele acordar??

House tinha levado Maggie para almoçar no quarto do cara em coma; a menina olhava assustada para o velhinho que dormia ali tranquilamente, alheio a qualquer coisa em sua volta.

- Se você mastigar com a boca fechada..talvez ele não ouça e não acorde..

- O que ele tem??

- Sono..agora continue a comer.. – disse House enquanto observava a menina. Pensava nesses 3 anos que talvez tivesse perdido, ele ainda não tinha certeza se queria mesmo participar daquilo que chamavam de família, mas agora olhando para a pequena que tentava arrancar um pedaço de bife, deu de repente uma nostalgia da sua infância. Não que ele tivesse muitas saudades dessa época. Perguntou-se se Lisa sabia que ele era o Greg da infância dela, aquele menino magricela que escrevia recados na terra da jabuticabeira, que tinha dado uma corrente para ela e agora ela estava de volta às suas mãos...será que

ela ainda se lembrava dele? Olhou para Maggie que limpava as mãos no vestido e olhava furtivamente para ele, vendo se ele via o que ela estava fazendo.

- Eu tô vendo...sorte que sua mãe não esta aqui.. – disse provocando algumas risadinhas em Maggie, viu que ela olhava com gosto para a torta e deu para a menina, que imediatamente abriu um sorriso igual ao da mã ela terminar de comer e foram ate a sala dele; a essa hora era de imaginar que Cuddy já sabia do sumiço da menina e devia estar arrancando os cabelos.

XXX

- Como você a perdeu?? Quando foi a última vez que você a viu?...Como é que você deixa uma criança pequena sumir assim???– perguntou Cuddy assustada imaginando que já tinham seqüestrado a sua menina e que a essa hora ela já podia estar do outro lado do pais..sua imaginação fértil já estava a mil!

–Chame mais duas enfermeiras e continuem procurando..acionem os seguranças imediatamente..fechem todas as saídas.. – Cuddy sentiu o ar faltar, a visão ficar cada vez mais escura e as pernas bambas, sentiu que ia desmaiar...não conseguia mais imaginar sua vida sem aquela pequena criaturinha em sua vida.

XXX

- Eiii..pode sair daí...essa cadeira é minha...

- O que é isso? – disse ela apontando para um objeto que estava encostado na quina da mesa.

- Uma guitarra..eiiii...nem mexa..

- Por quê??

- Porque não é sua.. – falou em tom de deboche e imitando a voz dela

Maggie fez bico e ficou fitando o nada, aborrecida com o fato de ele dizer não para ela.

- Eu não caio nesse seu bico...nem adianta..pode ficar chateada ai... – falou House já querendo ceder à vontade dela.

Maggie continuava aborrecida, nem queria saber de conversa com ele, começou a mexer na pelinha da unha tentando arrancá-la

– Você vai se machucar.. – avisou House em tom conciliador, mas não adiantou a menina era teimosa que nem ele. A viu fazer uma careta de dor e o dedo meio avermelhado – Eu avisei...- continuou, falando sozinho.

Numa atitude totalmente inesperada, ate mesmo para ele, House se levantou e foi ate ela. Pegou um algodão e um anticéptico e passou no dedinho dela. Maggie fez uma careta de dor, mas disfarçou logo, não querendo demonstrar o que sentia. Viu House pegar a guitarra e sentar na cadeira, esperando que ela se a guitarra no colo e começou a mostrar as notas e os diversos sons para ela, que curiosa absorvia cada palavra que ele dizia.

XXX

Passados alguns minutos deitada, Cuddy começou a recobrar a consciência, a enfermeira que estava com ela não a queria deixar se levantar dali, mas diante a ameaça de demissão, ela se afastou e deixou Cuddy sair dali. Num primeiro momento pensou me avisar a House, ele era o pai, quem sabe se mostraria disposto a ajudá-la, mas conhecendo-o bem como ela o conhecia, era melhor deixá-lo para último caso. Passou apressada pela sala dele, sem menção de parar, ouvindo um som de guitarra e mais alguém com ele, alguém que não era do seu tamanho. Lentamente inclinou a cabeça para a sala dele, pousando-a no ombro e observando bem o que estava acontecendo ali. Suspirou com alivio..ali estava ela, lembrou-se que mais cedo Maggie queria ter ido com ele e de repente riu pensando que elas tinham algo muito em comum. Observou a interação dos dois , parecia que House apreciava a companhia da menina e ela da dele. Viu House pendurar a guitarra no tronco de Maggie, fingindo que ia deixar cair, provocando gargalhadas da pequena e risos dela também...era tão...ela não tinha nem palavras para expressar aquilo que via, só uma enorme felicidade atingia o peito dela e fazia suspirar docemente.

- Drª Cuddy – disse a enfermeira, interrompendo o devaneio dela – Disseram que a viram com o Dr.,...

- Eu já a encontrei – disse olhando para aquela imagem que queria gravar em sua mente – Pode ir...

House ouviu a movimentação la de fora e levantou a cabeça – Ei anã...a festa acabou – disse mostrando com o queixo quem estava do outro lado da porta.

-ishh...-sussurrou Maggie olhando para a mãe com uma carinha de inocente e sorrindo angelicalmente.

- Muito bonito mocinha...- disse logo ao entrar na sala – vai la para outra sala que a gente vai ter uma conversinha...

- De mulher para mulher...? – disse tentando enganar a mãe com um sorriso.

-Não...de mãe – disse apontando para si mesma – para Maggie – disse frisando bem o nome da filha. – observou-a abrir com dificuldade a pesada porta e sentar-se na mesa de reuniões de House comportada.

- Quanto a você...

-Epa..ela quem me achou..

- Não é isso...a mãe do Julian...

- Quem?

- Câncer..hemorragia..bengalada no pai... – disse falando a linguagem que ele entendia

- Ahhh sim..- disse desinteressado e fingindo que se lembrava

- Eu vou observar você bem de perto, a SO já esta pronta, qualquer coisa que houver com Julian...lembre-se que é o meu e seu que estão na reta – disse-lhe já sabendo como lidar com

ele.

- Não tenho dúvida...- falou malicioso enquanto pegava os exames das mãos dela e saía da sala

- House... chamou fazendo-o se virar – Obrigada..- terminou por dizer num sussurro audível se referindo à Maggie que já rabiscava o quadro branco dele.

Uma hora depois daquela conversa, House saia da sala de cirurgia, mais furioso do que nunca, algum outro medico esquecera uma gaze dentro do intestino do menino provocando todo aquele transtorno e complicando a recuperação do menino. Cuddy o esperava do lado de fora assim como a mãe do menino, já que o pai fora dar queixa na policia.

- O que aconteceu? – perguntou Cuddy assustada , já imaginando que ele tinha matado o menino

- Algum medico idiota, esqueceu a gaze dentro do garoto! Onde esta o imbecil do seu marido? – perguntou a mãe que olhava igualmente assustada – Eu devia dar agora um soco nele por me fazer perder meu precioso tempo!

- House...- tentou Cuddy

- O que é agora! – falou nervoso

- Ele foi dar uma queixa..contra você...

- Ótimo! Só faltava essa agora! Eu salvo o garoto e o pai me apunhala pelas costas! E ainda vou ser preso!! – falou nervoso saindo mancando dali

Cuddy o acompanhou com o olhar e depois virou-se para a mãe do menino que respirava aliviada

- Ele vai tirar a queixa...eu vou pedir..,muito obrigada Drª e agradeça e ele também – disse se referindo a House.

Definitivamente Cuddy sabia o que a mãe daquele menino sentia;ela mesma de manha tivera aquele momento de pânico por Maggie ter sumido, achou que ia perder o juízo. Autorizou a mãe a ir para a UTI e depois saiu à procura de House; já tinha rodada o prédio inteiro quando decidiu entrar no banheiro masculino. Olhou por baixo das cabines e viu uma bengala encostada. Voltou ate a porta e trancou chamando-o em seguida. Não ouviu nenhuma resposta.

- House...eu sei que você esta ai....eu to vendo a sua bengala...

- Você pode ser presa por atentado...- zombou

- Saía daí...o que aconteceu la dentro?

- Eu já te falei...Agora vai embora!

-Você ta se drogando? – insistiu querendo que ele abrisse aquela maldita porta de uma vez

- Tô sim Drª...fungando e tomando pico na veia..agora que você já sabe cai fora!

Ele não queria sair dali tão cedo, seus olhos estavam num tom azul-acizentados vermelhos e não queria que ela visse. Quando fez a cirurgia no menino um sentimento paternal que achou estar bem escondido apareceu de repente, nunca tinha sentido tanto medo em sua vida. Perder aquela criança na mesa tinha um significado mais importante agora e no momento que o coraçãozinho daquele garoto parou de bater era como se ele tivesse perdendo alguém que significasse muito me sua ficando mole – pensava enquanto girava o trinco da cabine e saia em silencio, tentando não mostrar o rosto para ela.

- Você estava chorando???

- Humm.. Sherlock...um cisco entrou no meu olho...

- É claro..a Maggie também diz isso...- disse dando uma leve risada.

- Ótimo! – disse zangado – Já que você desvendou o seu mistério... Você pode voltar ao seu trabalho...

- Porque você é assim?...Sempre foge e nunca consegue admitir..

- Ora bolas Cuddy – disse a interrompendo – você já gasta muito em psicólogos para cada medico...poupe as suas energias

Cuddy respirou suavemente, não dava para ter aquele tipo de conversa com ele. Abriu um espaço para ele passar; sentindo-o passar rente ao seu corpo, como uma corrente de ar próxima dela lhe enviando uma mensagem para o seu cérebro e antes que pudesse se controlar, se arrepiou ,fazendo-o perceber imediatamente. Era sempre assim, desde que ficaram juntos pela primeira vez, naquele quartinho cheio de panelas no navio, Cuddy não conseguia ficar junto dele por muito tempo num ambiente fechado. " Housesfobia" – chamava ela para aquela síndrome que tinha.. House sentiu a respiração suave dela ficar mais pesada, não conseguia ainda tirar de sua cabeça aquela noite que passou com ela, queria mais, seu corpo pedia por ela, mas sua consciência dizia que não; ele travava uma guerra com seu interior. Antes que sua mão girasse a maçaneta, House olhou-a, só para confirmar o que seus pensamentos queriam que ele percebesse.

-Não faça besteira de se apaixonar por mim Lees...eu vou embora daqui a um mês – falou, não sabendo se o recado que dava era para ela, ou era o que ele Cuddy rindo, numa mistura de satisfação com desdém; ela pensava se ele estava certo ou ela estava ficando louca

- Você está errado House – disse sem graça

- E você esta mentindo – rebateu confiante - e eu posso provar o que eu digo...

- É mesmo? – disse duvidosa

- Sim...

Cuddy estava encostada na perpendicular das duas paredes,observou ele se aproximar cautelosamente para perto dela

- Se você vai fazer o que eu estou pensando...não significa que seja uma prova - tentava ainda falar, enquanto o via colocar o seu corpo na mesma direção do dela, como se esperasse uma autorização para fazer o que tinha em mente.

- Não...e porquê você esta arfando..?

- Não estou – falou quase parando, quando viu a boca dele se aproximar da dela. Podia enganar a ele, mas não a si própria. A verdade é que estava louca por ele, era isso, e ela acabara de descobrir o que já sabia a muito tempo. Nutrir um sentimento Por ele era como estar num hospício numa montanha russa cheia de subidas e descidas. Sentiu a respiração dele perto de sua boca e um leve roçar dos lábios dele sobre a sua macia pele. Ele somente a provocava sem realmente tocá-la, só a fazia perceber

como o prazer estava ali tão próximo mas ao mesmo tempo tão observou-a fechar os olhos, ela estava totalmente entregue a ele, ouviu ela sussurrar seu nome bem baixinho e no momento

que o fez, o movimento provocado pelo mexer de seus lábios fez tocar os dele levemente. Sentiram um arrepio mutuo, era como tivessem se tocado pela primeira vez. House podia jurar que ainda sentia o gosto dela depois daquela noite e aquele sutil perpassar de lábios provocou ainda mais o seu desejo. Viu

os olhos dela se abrindo suavemente e fitando-o. Aos poucos e olhando bem no fundo de seus olhos, House foi se aproximando da boca dela, que já estava túrgida e vermelha, pronta para ser novamente experimentada.. encostou devagar o seu corpo no dela, que inerte continuava ainda encostada na parede, tentando sustentar o seu próprio peso. Sentiu-a deixar-se escorar ainda mais na parede fazendo-o sentir cada parte volumosa de seu busto. Ouviram um som. Alguém tentava entrar no banheiro. Olharam com a respiração suspensa para a maçaneta que girava de um lado para o outro querendo ser aberta. Quem estava do outro lado,logo desistiu de forçar, voltando assim o silencio a habitar naquele lugar. House sentiu as mãos de Cuddy em seu peitoral tentando afastá-lo.

- E melhor eu ir embora – disse girando o trinco e fazendo a menção de sair dali, Olhou para trás , esperando que ele a impedisse, que empurrasse seu corpo contra a parede e não a deixasse sir dali. Não importava se daqui a 4 semanas ele fosse embora, podia ser daqui a 4 minutos; ainda assim ela o queria. Mas ele não fez aquilo, simplesmente deixou ela sair dali.

XXX

Maggie finalmente tinha se rendido ao cansaço. Depois de ter, praticamente madrugado e enlouquecido a mãe, ela estava agora dormindo em uma das grandes almofadas da creche. Ainda era cedo para ir embora e Cuddy ainda tinha muitas coisas para resolver naquele fim de tarde. Olhou através do vidro e por um instante viu o rosto de House a olhar para a mesma direção que ela olhava: para Maggie; olhou novamente e não viu mais nada

- Acho que eu estou ficando louca – comentou baixinho para si mesma

- E só agora que você descobriu isso foi? Eu já sabia...- disse vendo o rosto de Cuddy se virar

- Will!!! Que susto!

-...mas você não esta ficando louca..eu também vi

- Viu o que? – perguntou se fazendo de desentendida

- Que não..quem..hum..um cara manco que se acha irresistivelmente sexy com aquela bengala..e que só a minha irmã louca– disse frisando bem essa palavra – gosta..gosta não..ama – disse rindo da cara que a irmã fazia.

- haha..engraçadinho...só você mesmo..se eu te contasse o que ele fez...

- Bom...eu tenho uma cirurgia para fazer e uma remoção de coagulo para daqui a 2 horas – disse olhando para o relógio – se vocês dessa vez não decidiram fazer um piquenique completo..eu posso ouvir

Cuddy riu e chamou-o para a sua sala, contando tudo o que ele havia feito no banheiro com ela, enquanto via Will com os olhos arregaçados olhando para ela.

- E você besta saiu..

- Ah..Will você queria o que? – disse dando a volta na mesa e parando na frente dele, que estava sentado no sofá.

- Eu desisto de vocês dois viu...Deus me livre! Eu não consigo entender..ele já sabe que é o pai de Maggie né? – viu Cuddy levantar os ombros, como se dissesse que não tinha certeza – hum...mas ele gosta de você, isso esta mais que evidente..então só falta o que? Sexo não é..porque se vocês fizessem em uma

montanha de gelo...metade da America ficaria debaixo d'água..porque fogo é que não falta viu mana – disse gargalhando

-Will!! Pára! – protestou Cuddy corando

- E eu to mentindo? – observou o silencio dela, como uma resposta e continuou a falar – o que eu acho é que vocês dois se acham os bons demais mas são os maiores covardes! Nem me olhe com essa cara de cachorro que caiu do caminhão de mudanç eu fosse você iria conversar com ele de verdade, para saber o que ele quer de verdade

- E o que você acha que ele vai dizer Will?? Eu digo a ele que gosto dele e ele vai falar para eu não perder meu tempo me apaixonando por ele! Eu prefiro ficar sozinha se for assim!

- E vai ficar! Do jeito que é orgulhosa! Aprenda uma coisa...homem não gosta de mulher orgulhosa não..ele cansa e se manda...

- Experiência própria? – falou Cuddy não conseguindo segurar a língua

- Ta vendo... – falou Will tristemente - você fala, fala, mas no final é igual a ele. Agora é que eu entendo porque vocês dois se suportam

Cuddy viu que tinha magoado o irmão, não queria fazer isso, mas o seu cérebro foi mais lento do que a sua vontade de machucar e assim não conseguiu se conter.

- Ahh Will me perdoa..eu não sei mais o que eu faço...

- Eu te entendo..nós somos gêmeos se lembra?? – disse rindo – Mas faça o que disse...se abra com ele e não naquele sentido que vocês tanto gostam...aff...o que eu to dizendo – falou provocando risadas na irmã – mas fale com ele...crie coragem e fale!

Os irmãos ouviram a porta se abrir de repente e se viraram para trás..

- Falando no diabo..

-Estavam falando de mim? – disse sarcasticamente olhando para Will e observado as bochechas de Cuddy ficarem rosadas.

- Pois é...estávamos refletindo, o que é um homem de verdade... que homem que é homem não é só aquele que veste uma calça...é aquele que diz e mostra o porque...

- E esse evidentemente sou eu.. – afirmou House

- Essa é a maior das dúvidas...veja se Cuddy consegue te responder – disse saindo dali e dando uma brecha para a irmã. Viu Cuddy fazendo um gesto com o dedo no pescoço, uma típica mensagem de .."depois eu te mato"

- Então...veio pedir autorização para abrir outro paciente –falou virando-se de costas para ele, depois que Will tinha saído.

- E salvar a vida dele? – falou com suave ironia – Não..vim te perguntar o que você vai fazer quando sair daqui..

Cuddy ficou surpresa, esperava qualquer coisa dele, menos um convite para saírem, mas de repente lembrou-se de uma pequena garotinha.

- Vou levar a Maggie para casa e...

- Ah..tá bom – disse House a cortando – Então é melhor eu ir embora.

Depois daquele encontro furtivo no banheiro, House tinha passado a tarde inteira pensando em conversar com ela, não queria deixar uma impressão ruim sobre ele, ainda não sabia o que ia dizer para ela, mas só em chamá-la para sair já era um bom começo. Não havia se dado conta que agora havia Maggie entre eles,não que isso importasse, mas agora seria mais complicado. Cuddy observou-o sair tão rápido quanto entrara.

(...)

Cuddy ainda olhava para a porta quando Will trouxe Maggie adormecida. Olhou para o relógio e viu que tinha passado quase uma hora em pé parada.

- Já esta tarde Lees...quer que eu a leve e te espere...?

- Não..eu já estou saindo..- disse voltando à realidade e pegando a menina no colo.

Aquele tinha sido um dia longo e Maggie tinha um semblante tão sereno, nem parecia aquela sapeca que aprontava tanto.Não conseguia entender porque alguns pais abandonavam os seus filhos; quando estava grávida de Maggie, achou que só a amaria de verdade quando ela tivesse seus 3 ou 4 anos, mas no instante que a viu um sentimento brotou instantaneamente em seu peito. Ainda mais depois de ter uma crise de preeclâmpsia e ter feito uma cesariana emergencial com 28 semanas de gravidez. Desde que soubera que estava grávida dele, em nenhum momento ela pensou em tirar o bebê, mesmo que ele não estivesse perto dela, decidiu fazer da gravidez uma surpresa, não fazendo nenhum tipo de exames, mesmo sobre protestos do irmão e da mãe, deixou que a natureza a guiasse talvez por isso tivera que fazer uma cesárea. Colocou Maggie no macio sofá e pegou a sua bolsa e alguns papeis para estudar em casa e a mochilinha dela, tentando carregá-la com um pouco de dificuldade. Andou lentamente ate o elevador e tentou apertar sem sucesso o botão; uma bengala surgiu do nada e apertou para ela.

- Obrigada – falou sem se virar, já podia imaginar quem seria.

- Muita bagagem...precisa de ajuda? – falou timidamente

-É...não, obrigada – disse Cuddy enquanto olhava para o painel do elevador, rezando para que ele subisse logo

Finalmente a porta se abriu, na pressa de entrar, Cuddy acabou derrubando a mochila de Maggie. Copinhos de criança, uma chupeta que ela ainda teimava em usar e outras quinquilharias e brinquedos

de criança, ficaram espalhadas no chã House se abaixar e catar as coisas rapidamente, entrando

logo em seguida no elevador. Cuddy tentou puxar delicadamente a mochila das mãos dele, mas sentiu que ele insistia em não soltar.

- Pode soltar..obrigada – falou agradecendo-o pela terceira vez naquele noite e puxando de vez a mochila.

House se deixou levar pelo puxão ate ela, não dando tempo para ela perceber que ele vinha junto. Num movimento extremamente rápido ele se aproximou do corpo dela e fez o que não tinha conseguido fazer naquela mesma tarde. Se apoiou na parede do elevador e a beijou de vez; ela não tinha como fugir, estava presa pela cadeia de braços dele e ainda assim não podia empurrá-lo já que estava segurando Maggie. Cuddy sentia os lábios macios dele sobre os dela, a língua dele dançando junto com a dela, procurando por um espaço em sua boca para ali ficar. Sentiu-o morder delicadamente o seu lábio inferior e depois puxar a sua nuca para um beijo mais profundo e caloroso. O elevador deu um pequeno ferio, avisando que iria parar. House então se afastou o mais delicado possível dela e ainda com o rosto próximo do dela deu-lhe uma suave beijo sobre os lábios dela ainda entreabertos; virou-se de frente e saiu mancando dali, enquanto Cuddy ainda sentia os lábios dele.