Oi meninas!! demorei mas resolvi postar dois de vez!!
Espero que se divirtam
ahhh e lembrando, esse é o penúltimo capítulo!!
bjokasss |H|uddies!! e obrigada pelos coments!!!
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Um cheiro acre de éter era sentido por todo aquele lugar e o silêncio habitava naquele lado do hospital. Os únicos sons ouvidos eram sons de bips de aparelhos, sussurros e um som característico de madeira contra madeira. House mancou até a sala da UTI; quando ouviu no inicio da madrugada aquela frase, dita por Wilson, achou que ainda estava sonhando, mas aquele seu pesadelo surgiu logo em sua mente e por questão de descuido ou surpresa, deixou o celular cair.
- House! Graças a Deus você esta bem! Eu pensei que... – Wilson se calou, percebendo que o amigo esquadrinhava toda a sala de espera se detendo em um único ponto. Olhando interrogativamente para o amigo esperando uma plausível explicação.
- É uma longa história – disse respirando pesadamente – House... Ela chegou mal... está na cirurgia, então eu ainda não sei muito....
Wilson olhou para House e percebeu que o amigo não queria falar, nem escutar ninguém, imaginou o choque que ele devia ter sentido quando telefonou para ele e decidiu ficar calado, ate que ele quisesse ouvir alguma coisa.
House observou o sofá, onde Maggie dormia calmamente alheia a qualquer coisa que acontecia ao seu redor, passou a mão sobre a cabeça da menina num gesto totalmente inesperado, parecia que uma mão invisível puxava a dele e a colocasse sobre a cabeça da menina. A viu se remexer um pouco e puxar seu boneco que nunca largava para cima, com um sorriso que brotou em sua face. Wilson ainda estava na sala observando-os, deu um sorriso meigo e saiu dali procurando por alguma notícia dela. Duas horas depois, Wilson voltou; não tão com boas noticias, mas também não era de todo mal. Havia ainda esperança, e era nessa palavra que ele se segurava para não cair. Olhou para o sofá onde os tinha deixado e viu House na mesma posição de quando ele havia saído duas horas antes.
- House – sussurrou tirando-o do transe, pondo as mãos na testa.
Observou-o vindo em sua direção, parecia que ele tinha envelhecido uns dez anos.
Depois de uma noite de sono irrequieto e sonhos estranhos como ser presa ou amarrada 13 finalmente acordou. Estava tão cansada que nem conseguiu chegar à sala de descanso, dormiu por ali mesmo. Estranhamente todas as cortinas estavam abertas e por elas entrava uma luz forte e intensa.
- Oh...quem foi que...- tentou dizer, ainda despertando. Tentou puxar a mão para cobrir os olhos e descobriu que elas estavam em suas costas presas. Forçando os olhos para se acostumarem com a luz, 13 olhou para a cama e viu a garotinha sentada nela a observando sorridentemente. Olhou para os braços da menina e a viu sem os cateteres ou nenhum outro tubinho de medicamentos preso nos braços.
- Ora sua pestinha! Me tire daqui! - ordenou 13 tentando se remexer da cadeira e observando que a menina já vestia seu uniforme. – Você não vai me tirar daqui?
A menina olhou desconfiada para ela e sacudiu a cabeça como se pensasse naquela idéia. Olhou para os cadarços desamarrados e saiu do quarto, sob o olhar enfurecido de 13. A garota agora andava cuidadosamente pelo hospital. O convívio com as outras crianças no orfanato tinham criado a facilidade dela interagir e escapar de confusões ilesa; colocou o bonezinho mais para frente, se preparando para sair dali. Não sabia ainda como, mas já tinha fugido uma vez no orfanato com sua "gangue" e não seria difícil fazer isso naquele hospital, onde todos pareciam estar preocupados.
- Aonde a senhorita pensa que vai ,dona Scarlett? – disse uma voz áspera e grossa.
A menina, assustada começou a se virar aos poucos, mordendo o lábio, e já preparada para receber um big castigo. Sabia de quem era aquela voz de homem, mas de que era na verdade de uma mulher.
- M...M..Madre..!?! – disse finalmente se virando – Ahhh!! Freirinha!! Que susto!! – disse agora soltando um longo suspiro
- O que você aprontou heim mocinha? – perguntou a moça de voz doce.
-Eu me perdi lá no aquário! Fiquei olhando aquele tubarão da boca grande e quando olhei para trás não vi mais ninguém...depois alguém apagou a luz e eu não vi mais nada! E depois eu tava aqui! – terminou finalmente de falar, rápido como sempre. Arqueou uma das sombracelhas apontando um dedinho minúsculo para a freira como se tivesse descoberto algo – Mas...como você me achou?
- Um médico foi até o orfanato com sua foto, avisando que você estava aqui..e a madre mandou vir te buscar
- Hum...então vamos ué – disse puxando a freira.
- House! Ela não está morta! Precisamos de um tempo para verificar se as funções cerebrais dela estão intactas...até lá ela pode estar apenas inconsciente! Precisamos ter esperança... – disse para o amigo que andava apressado à sua frente, parando logo depois para observá-lo.
- Esperança é coisa de maricas!
Scarlett observava eles passarem na sua frente. Logo , viu uma menina do mesmo tamanho que ela passar atrás dos dois homens. Maggie ainda estava meio adormecida, andava arrastada puxando o seu Bob pelas pernas; parou para observar a outra menina ali no saguão de mãos dadas com a freira e lhe seu um sorriso que foi imediatamente correspondido. Maggie deu um tchau para Scarlett e correu para acompanhar os dois médicos , que pareciam ter esquecido dela, enquanto Scarlett esticava a cabecinha vendo por onde a outra ia.
- Aí está você! – disse uma voz masculina.
Scarlett virou-se e viu Foreman, logo atrás dele estava 13 com cara de poucos amigos e alisando os pulsos.
- Eu vou levá-la..a Madre ordenou e... – disse a freira protegendo a menina e colocando atrás de seu corpo.
-Não..você não pode fazer isso.. – disse Foreman
- Mas...
- Nós temos uma autorização judicial que nos garante a guarda dela – afirmou 13 com convicção
- Mas a Madre tem a função de protetora dela e ...
Olharam para a menina que ate ali, só movia a cabeça para um lado e para o outro, vendo qual lado ia vencer aquela batalha que ela não entendia. Os olhos de Scarlett começaram a se movimentar rapidamente e em poucos segundos ela estava no chão se debatendo.
XXX
House andou apressadamente ate a sua sala; não queria ninguém perto dele naquele momento e muito menos Maggie que só o fazia lembrar-se da mãe. Apoiou os braços na mesa e encostou a cabeça nas mãos amparando a testa nelas; ainda não tinha visto ela e o medo de vê-la era maior do que perdê-la, não conseguia se entender, mas era assim que ele pensava. Wilson ainda estava parado, encostado na soleira da porta vendo o seu amigo sofrer em silêncio. House desviou o seu olhar para Maggie, vendo que a menina vinha ate ele; deixou-a se aproximar e a viu esticar o bracinho ate ele e passar a mão em seus cabelos levemente grisalhos. Maggie viu os olhos dele acinzentados e vermelhos, mas não podia entender o que era aquilo.
- Porque você esta triste? – perguntou inocente
House olhou para Wilson, que sacudiu a cabeça, indicando que Maggie não sabia o que estava acontecendo com a mãe. Imediatamente, House se desfez daquela tristeza e tentou sorrir para a menina; sabia que a qualquer momento ela iria perguntar sobre a mãe, principalmente depois da novidade de dormir fora de casa terminasse.
- Onde está a mamãe? – perguntou a menina como se lesse os pensamentos dele.
XXX
Depois de alguns minutos de tensão, Scarlett tinha voltado ao normal, ela ainda se sentia estranha e tonta, mas não o bastante mal para que pudesse aprontar mais algumas travessuras. Os médicos ainda conversavam com a freira, quando ela pegou o soro e apertou com toda a força que podia. Viu o liquido detonar por todos os lados, respingando água por toda a parte, mas principalmente em [u]Kutner[/u], o seu novo alvo, já que 13 não estava lá.
- Scarlett! – reclamou a freira.
- Desculpe –falou a menina com uma falsa timidez e com um sorriso largo no rosto ao ver [u]Kutner[/u] todo molhado.
- Ora sua... – olhou para a freira e sorriu sem graça.
-Nós precisamos de toda a informação que você tiver dela...é claro que não vamos conseguir um histórico completo mas...
-Se você quiser saber sobre os pais dela, esqueça..- disse a freira um pouco nervosa .
-Eu sei que é de total sigilo mas...
-Está fora de meu poder...- terminou por dizer a freira andando ate a beira da cama da menina.
-Estaca zero – disse Taub olhando [u]Kutner[/u] de lado.
XXX
- Você não está com fome?- perguntou Wilson tentando não responder àquela pergunta que Maggie havia feito.
-Não! –respondeu irritada – Cadê a mamãe??
-Maggie..- disse Wilson respirando profundamente e sentando-se na cadeira, puxando a menina para o seu colo. – A sua mamãe..bem..a Cuddy ficou dodói...ficou doente..é..isso - Wilson olhou para House, como se pedisse uma ajuda, porém o viu se levantando e saindo dali.
House caminhou pelo hospital, ainda vazio, se lembrando como havia sido rude com ela...se não tivesse feito aquilo ela ainda estaria bem. Sem perceber, chegou à ala da UTI; Cuddy tinha um quarto exclusivo, separados dos até a grande porta de vidro e abriu, olhando para o mesmo sofá em que tinha visto Maggie dormir na noite anterior e andando até o balcão.
- Qual o quarto da Dr.ª Cuddy?
- 303-A – disse a enfermeira ajeitando os prontuários.
Sem hesitar , House deu a volta e saiu, enquanto a enfermeira o olhava intrigada, achando aquele gesto estranho,porem logo voltou a sua atividade. Ele tinha medo de entrar no quarto, a todo instante ele se recordava de seu pesadelo; se aquilo realmente acontecesse, ele não saberia o que fazer. O dia passou rápido e logo a noite chegou; House viu de longe Wilson e Maggie, a menina comia um sanduíche e o olhava disfarçadamente, logo depois viu Wilson se aproximando dele.
- Posso levá-la la pra casa..é bom que ela se distrai com Tommy...
- Isso é um pedido? - perguntou entre confuso e aborrecido.
-House você é o p..
- Você quer saber? Pode levá-la - disse interrompendo o amigo antes que ele abrisse o bico.
Observou Wilson pegar na mão da menina e sair dali ao mesmo tempo em que ajeitava no desconfortável sofá.
XXX
- Eu quero ir embora!
- Você não pode... – disse [u]Kutner[/u] tentando prender a menina na cama
- Ah..freirinha...eu juro que vou tomar aquele xarope – disse fazendo uma cara de nojo - mas eu quero sair...Eu quero ir para casa...Casa! – disse gritando no estetoscópio de [u]Kutner[/u] e fazendo os ouvidos dele tamparem imediatamente.
XXX
House olhava para o piano que havia ali no auditório. Não conseguia entender como havia parado ali, mas pelo menos estava sozinho. Passou as mãos sobre ele, como se passasse as mãos em um jarro fino de porcelana; limpou a poeira do banquinho e sentou-se, pronto para tocar. As notas começaram fortes, cheias de emoção, ele precisava extravasar aquilo que estava sentindo. Após respirar mais calmamente, ele começou a tocar notas suaves, sentindo que sua aceleração estava diminuindo. Tocou por alguns minutos ate que sentiu uma presença às suas costas.
- Foi lindo...
Achou que estava delirando; ele conhecia a dona daquela voz, mas não poderia ser ela. Começou a rodar o banco na direção da voz e se surpreendeu com o que viu. Cuddy ainda vestia a camisola do hospital, mas nem por isso perdia a sua beleza. Os cabelos estavam presos e somente alguns fios caiam em seus olhos. House percebeu ela descer as escadas com leveza, como se flutuasse, viu a palma de cada pé encostar-se ao chão e depois ser levantado pronto para dar o próximo passo. A viu chegar perto dele e levantou a cabeça na direção dela. Sentiu Cuddy pegar em seus cabelos e imediatamente fechou os olhos, sentindo os dedos dela em seu couro cabeludo. Ele achava aquilo tão bom que não queria que terminasse nunca; lentamente pousou a sua cabeça sobre o ventre morno dele e sentiu-a descer a suas mãos para o rosto dele, aliviando toda a dor por qual ele passava. De leve ela começou a se afastar dele, ao perceber, House puxou uma das mãos dela, ao mesmo tempo em que se levantava. Segurou as mãos dela com gentileza e foi se aproximando ate seus rostos ficarem colados. Não teria mais medo e iria fazer aquilo que seu coração mandasse. Observou como os olhos dela ficavam mais intensos e cheios a cada passo que ele dava.
- House...
Ele achava aquilo estranho, não via a boca dela se movimentar para proferir aquela palavra, mas não se importava.
- House...
Novamente ele parou, olhando para ela interrogativamente.
- House..acorda..
Com muita má vontade, House abriu o olho esquerdo, vendo quem era o infeliz que o despertava justo naquela hora.
- Você estava dormindo?
- Não [u]Kutner[/u] – falou com mau humor – meu olho estava...! – respirou pesadamente querendo tirar aquele sonho de sua cabeça e se concentrar no médico a sua frente – O que é que você quer? Você não me acordou só pra ver qual era a cor de meus olhos né?
- Não..- disse [u]Kutner[/u] arrependido, se não fosse emergência, ele deixaria House dormindo mesmo – É sobre a Scarlett, fizemos todos os exames e nada...só que ela continua mal...- [u]Kutner[/u] parou de falar, achou que House estava dormindo e tocou nele de leve.
- Eu estou ouvindo... – disse tentando ouvir o que [u]Kutner[/u] falava e pensando no sonho que acabara de ter -...só não entendi..quem é Scarlett...e se já fizeram os exames façam novamente..
- Scarlett é a sua paciente..a criança...
- Humm obrigado pela informação ela será de grande utilidade...Já que você me despertou, reúna os seus amiguinhos e vão lá pra minha sala.
- Ok...e...e a Cuddy? – perguntou [u]Kutner[/u] já arrependido, diante o olhar nada amigável de House.
A verdade era que ele não sabia de mais nada e como Wilson ainda não tinha voltado, ele estava sem noticias; virou as costas e saiu dali sem responder nada. Ao caminhar ate a saída da ala, House parou em frente ao quarto dela. As persianas estavam ainda fechadas impossibilitando de vê-la , mas agora ele estava decidido, aquele sonho queria dizer alguma coisa. Porem ao pegar na gelada maçaneta de aço, um frio lhe percorreu a espinha e ele a soltou imediatamente, saindo dali o mais rápido que podia. [u]Kutner[/u] observava intrigado aquela cena; alguns minutos depois de observar que House não voltaria mais ele decidiu entrar para vê-la.
- House! São 3:15 da manhã! – reclamou 13 com a voz lenta
- Isso mesmo – disse olhando para o relógio e com a voz cheia de sarcasmo – Você acha que ela vai esperar você terminar o seu sono de beleza é? – terminou por falar observando os raios X e tomografias que haviam sido feitas.
- Eu já disse que ela não tem nada...isso é alguma infecção que ela deve ter pego...
- Façam uma endoscopia exploratória – disse House sem dar ouvidos para Taub
- E quem vai dar autorização House? Ela é menor e Cuddy.. – disse Foreman se arrependendo do que havia dito - Nós não podemos fazer muita coisa.
- Então vocês não vão? – perguntou House observando Kutner entrar desconfiado, esperou alguém se prontificar mas nenhum deles tinha coragem suficiente.
- Eu vou – falou Kutner
- Ótimo! Vamos – encerrou House saindo com o médico.
Andaram em silêncio ate o elevador.
- Não precisava puxar meu saco...nem me consolar – disse a ultima frase algum tempo depois
- Eu não estou fazendo isso por você...a Cuddy confiava em você quer dizer confia ...então eu não tenho motivo para não fazer o mesmo
Por um segundo o coração de House parou de bater, ouvir aquela palavra no passado só podia significar uma coisa: ela não voltaria mais.
- Você foi vê-la quando eu saí? – perguntou sem olhar nos olhos do outro medico.
Percebeu Kutner confirmar com a cabeça e entrou no elevador, deixando a porta se fechar. – procure o Chase e me espere lá embaixo. House respirou profundamente, olhando para o teto do elevador. Observou algumas rachaduras no teto de fibra; pequenas rachaduras existiam na vida de qualquer pessoa, mas na dele elas pareciam querer se abrir mais profundamente, tomando conta de todo o seu corpo. Apertou o botão de emergência e sentiu o elevador parar .Se escorou aos poucos pela parede, fazendo a perna ser castigada ;só assim ele poderia esquecer o que estava passando. Com a bengala, travou a porta do elevador impossibilitando de alguém tentar abri-la pelo lado de fora. Queria voltar no tempo, voltar para o dia que se beijaram naquele mesmo elevador, podia reconstruir vários finais varias vezes para aquela cena; mas era inevitável perceber que nada daquilo mudaria. Não tinha sentido, mas o tempo naquele cubículo passou rápido.
-House! - falou uma voz lá de fora
-Ele está ai dentro eu o vi entrando...
- House! Você esta ai? A câmera, você viu?
- Ta virada...
-Vamos tentar abrir - falou uma terceira voz fazendo um esforço inútil - esta emperrada
- House..sou eu..Wilson - falou alto para ele ouvir e depois mais baixo para as outras pessoas que estavam do lado de fora - Deixe-me a sós com ele...
Wilson observou o pessoal sair dali e tentou se comunicar com o amigo.
- Eu tive que contar a verdade para a Maggie..ela ia saber que a Cuddy não estava só doente, tentei explicar a ela o que era coma e que a mãe dela não poderia acordar mais - disse Wilson dando uma pausa e tentando ouvir alguma coisa lá de dentro - tentei falar com o Will, mas o celular dele dá fora de área...House saí dai...uma hora você vai ter que enfrentar a realidade...ela ainda esta viva..só não acordou ainda.. - Wilson parou de falar novamente dando espaço para o amigo poder falar também, como não ouviu nada continuou a conversar, iria tentar convencê-lo a sair dali de qualquer jeito- Amanhã eu vou trazer a Maggie..seria bom se você fosse com ela..House aquela menina não parou de falar de você..parece que ela gosta de tu...Dê uma chance para ela também..ela ainda é pequena para entender isso, mas com você pode ser mais fácil... - Novamente Wilson parou de falar, House ouvia agora uma conversa indistinta, frases curtas e desconexas - Eu vou...arrume ela que eu já to indo...tchau...- Wilson olhou para a porta respirando pesadamente - Eu vou pegar Maggie, ela não esta conseguindo dormir, esta nervosa e chorando,sentindo falta da mãe...você não quer vir comigo? - Wilson esperou por uma resposta que não veio - Ok...eu vou pega-la...House...eu espero que você não faça nenhuma besteira...isso não é hora..
Wilson desceu as escadas rapidamente, passando em frente ao elevador, que descia, esperou pacientemente a porta se abrir, finalmente House tinha escutado ele. Tentou por no rosto seu melhor sorriso e ficou na expectativa da porta ser aberta,mas quando ela finalmente se abriu eis que ele teve uma surpresa.
- Esse é o House - lamentou, ao ver o cubículo vazio.
XXX
- Ahhh que bom que você apareceu! - falou Kutner ao ver House
- Pena que eu não possa falar o mesmo - disse em tom agressivo, fazendo Kutner dar um sorriso contrafeito.
- A SO já esta pronta, o Chase concordou e estávamos esperando você...
- Oh..quanta honra - disse voltando ao seu velho humor sarcástico.
Passaram por Cameron que olhava para House com certa pena; ela lhe deu um meio sorriso de conforto que House não teve vontade de já estava lá dentro, esperando, viu-o entrar e acenar com a cabeça, como se desse autorização para começar o primeira vez House viu a menina,achou que ela fosse maior, mas percebeu que ela era do mesmo tamanho que Maggie, talvez a mesma idade. Não dava para ver o rosto dela, já que a menina estava com uma mascara de oxigênio e devidamente sedada. Chase levou a mini-câmera por todo o interior da menina, explorando cada parte de seu interior e vendo todos os órgãos em perfeitas condições. Meia hora depois Scarlett, estava sendo levada para o quarto;
- Talvez, se abríssemos...
- Não House..eu não vou fazer isso
- Isso nos mostraria de onde vem as convulsões..
- E se não acharmos nada...não..eu já me arrisquei muito ... - disse Chase saindo da sala.
House olhou para cima e viu Wilson segurando Maggie adormecida me seu colo
-E então? - perguntou Wilson, se encontrando com ele na saída
- Não achamos nada - falou House olhando de modo curioso para Maggie.
- Você quer segurá-la? - perguntou Wilson já sabendo da resposta, mas não custava tentar. Viu House balançar a cabeça negativamente e sair dali como de costume - House...eu vou levá-la para lá...- disse se referindo ao quarto em que Cuddy estava - você tem certeza que não quer ir?
- Adeus Wilson...eu vou dormir.. - disse virando as costas para os dois.
Dois dias já haviam passado desde o acidente e ele ainda não tinha criado coragem o suficiente para ir ate la; sempre ficava aguardando na sala de espera e não passava Maggie passar do outro lado da sala fazendo seu boneco escalar montanhas imaginarias pelas paredes. O horário de visitas já estava próximo, e ela queria que chegasse logo, olhava curiosa para o crachá da mãe que Wilson tinha lhe dado; colocou na blusa e depois na cintura como tinha visto tantas vezes a mãe colocar nas manhãs. Andou ate Wilson e pegou no seu estetoscópio fingindo escutar o coração do medico.
- Fale alguma coisa...
- Alguma coisa - brincou Wilson, provocando risadinhas na menina, era bom vê-la sorrir daquele jeito, pensava ele olhando para o amigo que distraído olhava para a se surpreendido quando ele lhe dissera que ia também.
Wilson viu a enfermeira, levantar informado que já podiam entrar, não que eles precisassem de autorização, mas como estavam com Maggie resolveram obedecer o horário. A menina foi andando cuidadosamente, há dois dias não via a mãe; com medo, segurou na primeira mão que encontrou ao seu lado. House olhou para baixo e sentiu pena de Maggie, também estava com medo, mas tinha decidido que estava na hora de vê-la.
- Mamãe...- sussurrou a menina ao vê-la ali deitada.
Cuddy ainda tinha escoriações por todo o rosto, os olhos ainda estavam inchados, mas nada pior do que Wilson vira quando ela se aproximou dos aparelhos observando os sinais vitais,fazendo o máximo de esforço para não se aproximar tirou o aparelho de respiração, vendo se ela já conseguia respirar sozinha, observou os batimentos caírem e colocou-o de um pouco de timidez Maggie foi se aproximando da mãe, encostou-se na cama e suspendeu os pés para poder ver -se sendo içada ate a cama e sentou-se ao lado de Cuddy, deitando logo depois sobre a barriga da mãe. Wilson saiu deixando eles três a sós. Alguns minutos se passaram ate que ele viu House saindo também.
- Ela dormiu - falou para Wilson
- Também, noite passada ela não pregou o olho...House você precisa ficar com ela..minha esposa que já procura motivo de brigas não quer ela lá em casa...ela chora pede pela mãe..eu não me importaria, mas você sabe meu casamento esta indo para o ralo...
- Eu disse para você não se casar com aquela baranga...
-House! Ela é mãe de meu filho...E você vai ficar com a Maggie
-Eu?? E o Will?
- Não tenho idéia..ainda nem conseguir avisar a ele sobre a Cuddy...mas...você é o pai e ela será a sua responsabilidade
- Mas...
-Esta decidido House..quer você queira ou não - disse Wilson, encerrando a conversa e entrando novamente no quarto de Lisa.
Já em sua sala, House inclinou a sua poltrona deixando-a quase na horizontal e colocou-a ali deitada; fechou as persianas e trancou a porta saindo para ver a sua paciente. Passou pelo quarto da menina e a viu brincar animadamente com a freira, era incrível como ela lembrava alguém, pensava ele, só não conseguia saber quem. Viu que ela tinha parado de brincar e olhava para ele, os olhos tinham uma intensidade e um magnetismo que ele não conseguia se desviar e ao mesmo tempo que demonstravam surpresa, tinha um às de desafio. A viu descer da cama e se aproximar do vidro, colando o narizinho ali, ao mesmo tempo em que House recuava um pouco; tinha acabado de perceber quem ela era parecida, mas aquilo era impossível, era a imaginação dele misturado com o cansaço que o fazia ver coisas além do normal. Decidiu sair dali; já tinha visto o estado da menina e sabia que Maggie poderia acordar a qualquer momento.
XXX
Ela ainda dormia quando chegaram em casa; com muita dificuldade ele conseguiu atravessar o corredor e abrir a porta, sabia que quando aquilo acabasse Wilson ia se ver com ele. A muito contragosto, mas com uma certa ansiedade, House arrumava a cama, não sabia como seria essa primeira noite com sua quase hospede; escutou alguns passinhos chegando e se virou para ver o que era.
- Cadê a mamãe? - falou ela com olhos assustados, observando onde estava.
- Mag...ela ainda esta dormindo - falou House, tentando usar a psicologia de Wilson para falar com a menina.Não sabia como falar de sentimentos, ainda mais para uma criança.
House observou que ela o fitava, esperando por algo mais do que aquilo, imaginava ele.
- Você não vai deixar ele ir pro céu como a vovó né?
House engoliu em seco, também tinha esse pavor, mas não havia nada que ele pudesse fazer apenas esperar.
- Não, eu não vou deixar - falou ele olhando para o chão e depois para a menina, que inclinava o ombrinho, escondendo algumas lágrimas. O momento pedia um abraço, mas House não tinha coragem de fazê-lo. Passou a mão na cabeça da menina, como se desse um consolo e sentiu Maggie se aproximar dele, abraçando-o. Lembrou-se das palavras de Wilson "ela é pequena e precisa de você" e retribui o abraço, se ajoelhando para ficar da mesma altura que ela. Ambos se consolavam naquele abraço, compartilhando a mesma falta que sentiam. House porém foi o primeiro a se soltar.
- Pode ir dormir agora se quiser... - falou meio sem graça e se levantando
- Sem tomar banho? - perguntou, cocando o nariz.
House rolou os olhos imaginando que aquilo tudo deveria ser idéia da Cuddy.
- Você sabe tomar banho sozinha né?
Maggie rolou os olhos imitando o mesmo gesto do pai, sempre a mãe que dava banho nela, não conseguia nem abrir o chuveiro sozinha.
- Eu só tenho três anos... - disse mostrando o numero com os dedos.
- Humm...ótimo! - falou House desanimado, entendendo o recado. - Vá andando...
...
- Ai...tá fria!
- Fria? Isso tá fervendo!
- Eu não entro ai...
House balançou a cabeça, entrando no box e ajustando a temperatura
- E agora madame..esta a seu gosto? -perguntou vendo a menina esticar a mãozinha e verificar a temperatura da água.
- Ahh..agora sim - disse animada
- Hum.. - resmungou fazendo bico. - Agora é por sua conta, passe seu sabonete nas mãos e...bom você deve saber o que fazer..- House parou de falar ao ver ela espirrando.
- Éde criança?
- Como?
- O sabonete - disse apontando para o objeto em suas mãos – É...
- Sim, eu sei que isso é um sabonete e não... Eu não preciso de sabonete de criança.
- Mas eu tenho alergia, lá na minha mochila tem um sabonete, vai lá egar.
House olhou boquiaberto para aquela pequena, ela realmente estava o mandando pegar as suas coisas e com autoridade de gente grande. Saiu do banheiro e foi até a mochila dela, viu uma maleta de primeiros socorros e viu um recado deixado por Wilson " ela tem asma"
- Ótimo! Eu mato Wilson!
Após dar banho nela e enxugá-la, meio aborrecido diga-se de passagem, House foi ate a cozinha preparar uma lanche para os minutos depois ouviu a TV ser ligada e um pequeno ser passar de calcinha pela casa.
- Aonde eu fui me meter... - dizia enquanto via abrir a geladeira e procurar algo.
- Tem leite?
- Não.
- Tem suco?
- Não
- Tem pão integral?Queijo? Maça? Banana?
- Não, não e não... Tem cerveja, salame , biscoito e pizza.
- Então você não tem nada - falou a menina sem escutar o que ele dizia
- Cerveja, salame biscoito e...pizza.- repetiu mais uma vez, só para testar a paciência dela
-Então você não tem nada..- repetiu ela, arqueando a sobrancelha que nem a mãe.
Maggie viu o pai passar por ela com uma bandeja e ir ate a sala. House sentou-se no seu sofá e esperou ela se a menina praticamente escalar o sofá dele e se sentar ao seu lado. Tentou pegar um biscoito e viu a bandeja ser tirada de seu alcance
- Você disse que eu não tinha nada...
- Mas não disse que não ia comer..- disse tentando pegar uns biscoitos mais uma vez - Eu tô com fome...-disse choramingando
- Toma..- disse dando um - não precisa chorar que nem um bebê
- Eu sou um bebê - disse dando o seu melhor sorriso , distraindo ele enquanto pegava mais alguns da bandeja.
O domingo logo chegou em Nova Jersey.O sol finalmente tinha saído e parecia querer anunciar coisas boas. Eles tinham passado um sábado inteiro no hospital, Maggie com a mãe e House analisando alguns exames de Scarlett e assistindo pela 6ª vez a endoscopia que Chase havia feito. Estava começando a pensar que o caso dela seria um mistério sem solução e que definitivamente havia perdido tempo , começando a imaginar que a teoria de Taub estava correta. Levantou com dificuldade do sofá, ter que carregar Maggie do sofá para a cama e depois ser praticamente obrigado a dormir no sofá, ,não eram uma tarefa nada agradá para a mesa e viu as varias cervejas que tinha tomado; elas, agora pediam para pelo corredor silenciosamente, não queria ela lhe abusando tão cedo, chegando rapidamente ao banheiro.
- Eiii - reclamou ela, fazendo um gesto com a mão para que ele saísse dali.A menina estava numa tarefa exaustiva.
- Eu to apertado!E esse é o único banheiro da casa! - reclamou House como um menino de cinco anos
- A culpa é sua! Eu nunca comi tanto biscoito e pizza em minha vida! - reclamou Maggie passando a mão na barriguinha e provocando risadas em House
- Eu vou pegar um remédio par você. - disse fazendo todo o caminho de volta e se segurando ao máximo para não deixar a cerveja sair. Foi ate o armário da cozinha e procurou pelo remédio. No meio do caminho, encontrou com ela sentada sorridente no sofá.
-Eu consegui. - falou feliz
- É.. Eu nem quero imaginar - falou House com nojo, indo ao banheiro. - Meu Deus!Essa menina comeu um urubu - disse sacudindo as mãos ao mesmo tempo em que abria a tampa e encontrava algo que jamais, gostaria de ver antes do café da manhã
Lá da sala Maggie se acabava em risadas, sabia que ele teria uma surpresa maior ainda.
- Minha nossa como uma menina conseguiu tirar isso? - disse dando descarga assustado. Alguns minutos depois ele voltou para sala olhando-a de lado e viu Maggie soltar varias risadinhas, que acabaram contagiando ele também.
- Eu tô com fome - disse logo de primeira.
- Com certeza você deve estar..vamos..- disse indo para a cozinha.
XXX
Um mês já havia passado desde que ele pedira demissão a Cuddy e há duas semanas que ela estava em coma. A situação por enquanto era estável, o que era um bom sinal. Todas as tardes Maggie vinha da creche com Wilson e ficava la ate o anoitecer, hora em que ia para casa com House que já se acostumara com ela.
Finalmente depois de uma semana sem ter nenhuma convulsão ou algo parecido, Scarlett se preparava para ir embora. Alguns amiguinhos tinham vindo visitá-la, trazidos pela freira amiga da menina; eles estavam fazendo um verdadeiro piquenique quando ele entrou por lá. House olhou de modo zangado para todos eles, ele não queria ver aquela toda animação, porém não decidiu reclamar, queria que aquilo acontecesse com ele também,e aproveitou para pegar um biscoito.
- Jesus!! O que é isso! – disse cuspindo o biscoito pegando um copo de suco e cuspindo novamente. – Que diabos é isso!?!
Viu a freira se benzer diversas vezes e rolou os olhos esperando ela terminar
- Biscoitos e suco... - explicou naturalmente
- Não diga – respondeu sarcástico – De que é feito essa porcaria..alias não diga...eu prefiro não saber.
- O senhor é muito mal educado e..
- Obrigado..eu gosto..e tenho certeza que você também ia gostar – disse malvado, vendo a freira se ruborizar.
- Eu não sei de que é feito, não é revelado e só as freiras mais velhas é que sabem... - disse assim mesmo. Olhou para o médico e o viu olhando atentamente para a menina. Olhou para Scarlett e viu a menina rolar os olhos e começar a se debater.
- O que está acontecendo??
- O taxa de oxigênio dela esta caindo – falou House indo ate uma gaveta de remédios. - Onde estão?
- Eu tirei por causa das crianças...
- Você o que? – disse gritando com a freira e vendo a menina começar a ficar roxinha.
- Eu fiquei com medo que as crianças pegassem...
- Rápido Kutner traga uma dose de epinifrina – disse House enquanto tirava a carga de uma caneta e enfiava na glote da menina. Olhou para o monitor e nada. – Kutner!!!Traga uma seringa – gritou House, vendo o médico entrar apressado com o remédio, jogando fora todo o seu conteúdo.
- Mas...
- Tire eles daqui – falou enquanto que com a seringa vazia retirava todo o liquido que havia nos pulmões da menina.
Esperou mais alguns segundos e respirou aliviado ao ver o tórax dela subir e descer levemente. House observou os cabelos escuros e cacheados contrastando com a pele e os travesseiros brancos.
- Façam uma análise nisso – disse House entregando os biscoitos e o suco a 13 e o liquido que havia retirado do pulmão dela a Foreman.
Lentamente viu a menina abrir os olhos azuis intensos e o fitar. House sem querer recuou, causando estranheza em Foreman que ainda estava no quarto, ele já tinha visto aqueles mesmo olhos antes. Deu um sedativo para a menina e colocou um curativo na garganta dela , saindo dali o mais rápido que podia.
XXX
- Tio Wilson...
- Diga Maggie – Wilson tentava encontrar uma ritmo cardíaco em Lisa, mas alguma coisa estava interferindo pegou o eletrocardiograma e analisou-o, deve ser o aparelho pensou, olhando para a menina e dando atenção para ela.
- Como você dá comida para mamãe?
- Comida? Bom...ta vendo aquele tubinho ali? E por onde ela se alimenta – explicou pacientemente.
- Mas aquilo é água!
Wilson riu diante da curiosidade da menina.
- Mas porque você esta me perguntando isso?
- Ah..eu senti um alguma coisa se mexendo e um roquinho...se fosse comigo eu estaria morrendo de fome..
-Um ronco? - perguntou Wilson indo até Cuddy e colocando o estetoscópio sobre seu peito, porém não ouviu nada, e foi descendo o aparelho. Já ia retira-lo quando ouviu algo. – Estranho – sussurrou, pegando o aparelho de ultrassom empurrando-o ate chegar na borda da cama. Maggie já havia se sentado e agora observava ele passar o gel sobre a barriga da mãe; curiosa pegou um pouco daquela gelatina gelada e ficou brincando. Wilson estava de costas para o pequeno monitor quando ouviu Maggie sussurrar.
- Depois diz que a mamãe só come água..
Imediatamente ele se virou e viu a imagem nítida na tela.
- Oh God!
XXX
House andou apressado ate o seu escritório, não podia acreditar que seu cérebro estava formulando aquela hipótese, aquilo nunca poderia ser verdade, imaginou que talvez aquele suco tivesse algum tipo de alucinógeno fazendo-o ver coisas . Encostou a cabeça na poltrona e tomou alguns Vicodins, fechando logo em seguida os olhos. Quando abriu o ambiente estava totalmente escuro, observou o contorno de uma pessoa sentada no seu sofá; repentinamente a luz do seu abaju foi acesa e ele pode ver quem era.
- Definitivamente eu estou delirando
- Não, você não esta- falou com a voz suave
- Então eu estou ficando louco e ganhei de brinde um tumor no cérebro.
- House! Pare com isso! – disse por fim se levantando e andando ate ele. – Se você estivesse louco você sentiria isso? – disse tocando nele – Ou eu poderia te dizer que senti você me beijando?
- Sim...eu já vi gente fazer coisas piores...
- É real...olhe para você...ali sentado na cadeira
House olhou para si mesmo e depois para a sua cadeira vendo-o dormindo..ou talvez ..
- Eu estou morto? E virei um espírito e você veio me pegar?
- Ohh shut up! – disse impaciente e depois rindo da cara dele
House olhava para Cuddy era tão bom, tê-la ali, por mais que soubesse que aquilo na verdade era um delírio.
- Porque você não foi mais me ver? Eu sinto a sua falta..
- Eu estou sem tempo... – falou se desviando da conversa
- Você mente mal Greg...
House sentou-se na mesa, sorrindo sem graça por ter sido pego na mentira, viu Cuddy se aproximar dele e se encaixar entre suas pernas.
- Do que você tem medo? – disse sussurrando no ouvido dele
- Eu tenho medo de que você esteja se despedindo de mim – falou sem a intenção de ter dito aquelas palavras – Eu não quis dizer isso... –
Cuddy riu e arqueou uma das sobrancelhas interrogativamente.
- Você não acha que eu vou deixar você escapar né? – disse beijando o canto da boca dele – Você consegue sentir? – viu House afirmar com a cabeça – Eu também – disse beijando-o
House conseguia sentir cada músculo de sua face contrair, a sua língua encostar na dela, aquilo era tão real que ele não podia imaginar que fosse outra se afastou delicadamente, batendo os cílios com leveza
- Aonde você vai? – perguntou ao vê-la se afastar
- Venha comigo.. – disse estendendo a mão.
House olhou para a cadeira e não se viu mais definitivamente aquilo era um sonho. Era estranho, mas ele podia sentir todas as sensações de como se estivesse acordado, a perna ainda fisgava, mas a sensação de dor ia passando aos poucos, o calor da mão dela ia passando para a dele e dava um sensação de conforto que ele jamais sentira antes. Havia um corredor mal iluminado no hospital que ele nunca vira, sentiu-se sendo puxado e o corpo dela encostando sobre o seu pele por pele, cada pedacinho do corpo colado no do outro. Uma sensação que nem acordado ele sentira tão intensamente.
- Não seria tão bom se ninguém,m nos visse? Se ninguém se importasse?
House via as pessoas passando por eles e não se incomodarem, aquilo só podia significar que eles não estavam ali. Mais uma vez viu os lábios dela se encostarem-se aos seus fazendo-o sentir como eram macios e aveludados. Ela puxou-o mais uma vez tirando-o dali.
Viu que ela o levava pata a UTI, a sala de espera tinha virado agora um grande aquário humano e House podia ver Wilson e Maggie no quarto com Cuddy.
- Mas sempre haverá alguém que se importe, sempre haverá aquele que terá uma esperança – House olhou para o rosto dela e viu passar uma sombra – eu sinto sua falta... de verdade ...eu te..
- Não! Pare! Eu não quero ouvir!
- Por quê? – perguntou ela assustada, e vendo ele se afastar?
- Da ultima vez que você me dizia isso...você.. morria e eu..eu não quero que isso aconteça..
Cuddy sorriu feliz, era tão bom ouvir aquilo dele, significava que ele se importava com ela, mesmo que não demonstrasse.
- Eu te prometo que isso não vai acontecer? – disse ela beijando a bochecha dele com carinho
- Como você sabe? – questionou com um jeito sedutor, percebendo que ela se arrepiava do jeito que ele falava
- Depois você vai descobrir – disse piscando o olhos sugestivamente para ele – Você só não pode desistir, não agora...é a única coisa que eu lhe peço..venha..
Foram ate a janela que estavam sem as persianas, House observou Maggie alisar os cabelos da mãe, fazendo pequenas trancinhas e colocando alguns enfeites, viu Wilson olhar preocupado para um papel em sua mão, mas depois sorrir para Maggie.
Pela primeira vez em duas semanas House sorriu de verdade, não sabia porque sorria, mas algo dentro de si o fez demonstrar aquele gesto.
- É disso que eu falo... - comentou Cuddy sorrindo também.
Sentiu novamente os dedos dela entrelaçarem entre os seus, apertando a sua mão. House olhou para o lado e a viu sorrir suavemente.
- Cuddy eu nunca lhe disse isso, mas.. – House parou ao ver o rosto dele se contrair – o que.. que foi? – perguntou assustado e percebendo que ela largava a sua mão.
- Volte! – disse ela com a voz rápida
- O quê? Como?
- Volte agora!
- Mas Cuddy...
House olhou para ela sem entender, a viu sorrindo e aquilo o confundiu mais ainda
- Não faça nenhuma besteira como essa..eu vou voltar para você..para vocês.. Agora volta logo House!
House a viu se afastar dele e depois voltar rapidamente, dando um suave beijo em seus lábios, logo depois uma luz muito branca veio em sua direção quase o cegando.
- Seu maluco idiota! – House ouviu uma voz feminina, mas não era a de Cuddy.
Abriu os olhos e viu Cameron debruçada sobre ele, com as palhetas de ressucitação nas mãos. Cameron se levantou e pegou os potes de comprimidos dele no chão, vazios, e, arremessou-o nele. Olhava-o de modo furioso.
- Você quer se matar é? Me diga que eu pego um facão e faço com o maior prazer! Se eu não estivesse passando por aqui, você conseguiria fazer seu intento, seu estúpido idiota!
House demorou a se situar, olhou para a sua cadeira vazia e se perguntou se ainda não estava sonhando, se levantou com alguma dificuldade e procurou por sua bengala. Cameron ainda estava com tanta raiva dele que arremessou o objeto de madeira contra ele saindo dali, voltando poucos segundos depois.
- E isso aqui – disse mostrando o outro pote de remédio cheios - Fica comigo e se você quiser você vai ter que vim até mim para poder tomar seus comprimidos. E de nada- falou saindo dali e batendo a porta de vidro com toda força.
House pôs as mãos no bolso e sentiu que ela tinha tirando sua reserva de comprimidos, respirou profundamente,meteu a mão no bolso do paletó e tirou uma caixinha de outros comprimidos. Agora ele se sentia vivo, e disposto, e sabia aonde queria ir agora, tomou um comprimido e saiu andando apressado.
TBC
