Bom...eu demorei um pouquinho para postar..mas ai ja está o final!! Espero que vocês gostem!!! bjuxx Huddies meninas!! e ahhh..tenho já na "manga" uma fic nova..se quiserem eu posso postar!!

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Todos os dias com algum tempo livre, House ia vê-la.. Não importava quanto tempo ficasse ou o quão era tarde que ia vê-la, o certo era que agora todos os dias ele estava com ela.

- House! – disse Wilson surpreso – o que faz aqui tão cedo?

House observou o amigo entrar com alguns prontuários médicos e tentou puxá-los da mão dele.

- onde esta a ficha dela? – perguntou notando a falta dos papeis

- Alguém deve ter levado..- falou gaguejando e meio nervoso. Wilson reparou que House havia percebido isso e o olhava agora de modo desconfiado.

Viram a porta se abrir e Will aparecer de repente; os olhos estavam vermelhos e fundos indicando que ele havia chorado. House viu Wilson entregar os prontuários para ele.

- Porque ele pode e eu não?

- É outro caso House – disse Wilson com paciência

- Então tem cura? – perguntou Will olhando para a pasta

- Com bastante quimo e uma maior dose de remédios podemos reduzir o tumor

- Quem está com um tumor? – perguntou House ouvindo aquela conversa paralela e já ficando assustado.

- E a cirurgia? – voltou Will sem se importar com House

- Muito arriscado o nódulo esta atrás da válvula mitral...

House olhava para um e para o outro com se fosse uma bola de ping pong, tentando entender o que eles falavam.

- é a Cuddy? – perguntou com a voz em um sussurro.

- Mas se fizermos a chance de cura aumenta?

- É arriscado, mas possível... - disse Wilson balançando a cabeça com pesar

- E você faria?

- As chances são de um para um milhão...

- Eiiii!!! – gritou House bem alto, tentando ser dessa vez ouvido. Ele falou tão alto que ate a pulsação de Cuddy subiu – Vocês não perceberam que eu estou aqui?.

Só então Will reparou que House estava ali, achava que o medico só queria se aproveitar da irmã e não compreendia qual o motivo que o prendia ali...

- É um amigo meu...se não bastasse isso ainda tem a Cuddy... – disse olhando para a irmã e passando as mãos nos cabelos dela.

-Eu sinto muito – disse olhando para a ponta da bengala

Depois de algum tempo calados, Wilson viu Will sair abatido da sala

- Wilson

- House

Falaram os dois ao mesmo tempo

- Fale primeiro – disse Wilson

- ok... Eu preciso que você faça um exame – disse olhando diretamente para Cuddy

- House... Como você soube? –disse surpreso

- é estranho... Elas tem a mesma idade, se parecem, eu vi um sinal dela que parecia com o de Maggie, os cabelos de Cuddy ,os olhos,...eu não sei...

- Do que você esta falando?

- Da Scarlett e você?

- Owuu... – disse Wilson abrindo a boca com surpresa - É..é a garota que você esta cuidando ne?

- E o que mais seria? – perguntou o olhando interrogativamente e tentando ler os seus pensamentos.

- Não me olhe assim

- O que você esta escondendo de mim Jimmy?

- Nada! – falou rápido demais causando mais desconfiança nele. - o que você quer que eu faça?

House ainda o olhava de modo desconfiado.

- Quero que você faça um exame...

- Acha que ela tem câncer?

- Que mania de querer matar todo mundo de câncer!!! – disse sarcástico e contando o resto da história – Não conte para ninguém...

- Você tem certeza disso?

- Não sei...mas não deixe que ninguém descubra isso...

House voltou novamente sua atenção à Cuddy, tirou a franja dos olhos dela que tinham crescido de um mês pra ca e percebeu que os olhos dela se movimentavam....ou ela estava sentindo alguma dor ou estava próxima de acordar

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- Mais exames? – disse a moça arrumando as coisas da menina. Depois de quase um mês internada, Scarlett ia finalmente sair dali. As misturas daqueles biscoitos caseiros e do suco feito de folhas tinham provocado uma reação alérgica na menina, cortando o seu fluxo de oxigênio no seu cérebro e atrapalhando todo o sistema imunológico dela. Era a primeira vez que Wilson observava bem a menina; a aparência dela a principio o assustou, a cor dos olhos eram os mesmo e os cabelos eram parecidos com o de Cuddy, mas ele não acreditava naquele hipótese de House, alguma coisa lhe dizia que House estava errado.

- É só um ultimo teste, só... Para ver se ela esta bem..- mentiu Wilson olhando para a moça

Em quanto ele tirava uma amostra de sangue, House entrou no quarto apressado.

- O que foi agora? – falou Wilson sem se virar e retirando com cuidado a agulha do braço da menina.

- Owuu... – murmurou House parando em frente à moça e reparando como ela era bonita – quem é você?

- Sarah... – respondeu timidamente e com um sorriso meigo que encantou Wilson

- Eu sei...- falou sem animo e virando-se para Wilson que a olhava - Se respeite homem! Ela é freira!

- Ex...eu saí do convento, acho que nunca quis estar la....- disse olhando com carinho para a menina – talvez..só por..

House observava que a freira tinha se calado abruptamente, observou os cabelos escuros dela e olhos meio claros. Wilson continuava a olhar encantada para a moça, vendo-a como ela totalmente o oposto de sua mulher. Os papeis de divorcio já estavam sendo assinados e Tommy ficaria com ele, já que a outra nem ligava para o menino. Ainda parado, House olhava da menina para a ex-freira, pensando que a mulher devia gostar muito dessa menina, ela não tinha a largado por um segundo qualquer, nenhuma outra freira tinha ido ate ali, a não ser ela mesma. Uma luz de repente passou pelos seus olhos.

- Não precisa mais Wilson..

- Mas...você...

- Eu já descobri... Por que você não disse? – perguntou olhando para a freira

- Disse o que?

- Que ela era a sua filha?

- Ela não e´.. – disse sem graça e assustada – Você esta enganado Dr.

- Ela podia ter morrido e a culpa seria totalmente sua! Que mãe mais desnaturada! Ver seu filho sofrer e fica só assistindo! Que tipo de pessoa você é? Foi por isso que entrou...

- House Pare! – brigou Wilson vendo a moça ficar nervosa

- Você foi irresponsável!

- House!

- Eu não tive escolha! – berrou a moça... – eu... tive medo... – disse se aproximando da menina que assistia aquela discussão assombrada. – Me perdoe meu amor.. Eu..eu não sabia que isso pudesse acontecer e...-olhou para House chocada -se você estivesse no meu lugar faria a mesma coisa, teria tanto medo quanto eu..!

- Eu falaria sim! – disse convicto e depois se calando ante o olhar interrogador de Wilson. Percebeu que aquilo não era verdade, enganava-se dizendo que só contaria quando Cuddy acordasse.

A freira olhava receosa para a filha.

- Eu sou sua mãe...me perdoe querida eu não... – disse parando de falar ao sentir os braços da garotinha lhe envolvendo.

Wilson saiu do quarto acompanhado House com o olhar.

- Como você descobriu?

- O que? Que ela era a mãe?...Nenhumas das outras freiras vinham para ca e todo o tempo ela ficava junto da menina.

- Mais isso não quer dizer nada.

- Você não entende... - disse saindo. Wilson sorriu entendo o que ele queria dizer era aquilo que acontecia naquele momento na vida de House, ele só tinha feito uma simples comparação.

House andava no corredor, quando se lembrou do real motivo que o levara ate lá.

- Ela mexeu os olhos – disse andando na frente. – como se os piscasse, só que com eles fechados...

- Você tem certeza?

- Sim! Será que você pensa que sou idiota? Claro que eu tenho certeza!, Eu sei o que eu vi..não estou fantasiando....

House parou de falar ao ver as crianças correndo no corredor. Uma babá tentava segura-las mais o menino era mais ágil que ela e saiu correndo em direção ao pai.

- Tommy.. – disse o colocando no colo... – Hey Maggie...e ai se divertiram bastante?

- Hum rum – disse a menina com um pirulito na boca.

House sentiu um peso na suas pernas e olhou para baixo.

- Ei guria...

- Oi...quer? – disse oferecendo o doce.

Antes de responder House sentiu Wilson colocar o filho nos braços dele e sair dali, indo na direção da ex-freira. Ela tentava carregar algumas coisas e ele foi la ajudar sem nenhuma má intenção

- Eiii..você ainda nem se separou!...E já esta atrás de outro rabo de saia...- falou vendo o amigo ir ate a moça , olhou para o garoto em seu colo, que tentava apertar o seu nariz -....seu pai é um tarado! E olha você com ela viu? – disse olhando pra Maggie que sorria sem entender muita coisa.

Xxx

Depois de ter sido abandonado por Wilson com as crianças, House finalmente conseguiu escapar., deixou-as com a baba, já que Wilson ainda não tinha voltado de sua expedição e foi ver como Cuddy estava.. No meio do caminho, descobriu-se sendo seguido; olhou para trás não viu nada; continuou a nadar e virou-se de vez, vendo quem era o seu perseguidor.

- Ahhh...!

-Aiiii que susto!! – murmurou a menina sendo pega de surpresa.

- Você deveria ficar com a baba

- Ela é muito chata!

House continuou a andar quando sentiu uma mãozinha entre as suas.

- Posso ir com você?

- Eu tenho escolha? – disse olhando para baixo e sentindo um pouco incomodado, mas não o bastante que desse para agüentar um pouco.

- Humm...eu acho que...- a menina olhou para ele fingindo pensar - Não!

- Eu sabia – disse ele entrando na brincadeira dela.

Andaram ate a saída e como não estava nevando, nem fazendo muito frio, House decidiu levá-la ate um parque que havia ali na frente. A essa época o rio deveria estar congelado, não estaria tão belo como naquela vez que ele estivera com Cuddy...

Pegou Maggie e colocou-a sentada na mesa, observando a menina olhar a sua volta curiosa. No caminho ate ali, seus pensamentos estavam voltados para Maggie; e se Cuddy não acordasse mais? Ele não era tão egoísta assim, não poderia deixar ela sozinha, mas também não queria aquela responsabilidade e pior, sozinho; não queria ficar igual a Wilson. Deitou-se ao lado dela imitando o gesto que ela fazia e ficaram olhando em silencio o céu gelado com suas nuvens cor de aço.

- Maggie...você já e´ grandinha para entender de coisas né? – ela agora tinha virado a cabeça para o lado dele, piscando os olhos em evidente confusão. – Quero dizer – House ficou calado, como começar aquela conversa? Lembrou - se da ex- freira e como havia sido fácil a menina entender, mas ele não tinha passado tempo suficiente para entender Maggie e se a menina tivesse o mesmo gênio que ele? Olhou para baixo e viu que Maggie ainda o esperava

- Você gosta de Bob Esponja né? – viu a menina abrir um sorriso, estava indo pelo caminho certo. – e daquela coisa rosa né?

- Patrick! E o amigo de bob esponja – explicou empolgada.

- E o bob, tem mãe e pai? – perguntou House não acreditando o que estava falando, devia ter tomado vicodim estragado.

- Sim! Sr e Sra Esponja!

- Hum....- House se calou. Não tinha mais idéias

- Mas porquê você ta me perguntando isso?

House agora engolia em seco, porque tinha perguntado aquilo? Na verdade tinha sido a sua melhor idéia, todas as outras envolvia coisas que era melhor ela não ouvir.

- Vamos fingir que eu sou o Sr esponja.. – falou olhando-a de lado e esperando que ela entendesse a comparação. A menina olhou para ele contendo um sorriso. " é claro que ela não entendeu! Ela tem 3 anos" – pensava. Com mais coragem ele decidiu explicar de uma forma melhor.

- Maggie você é o bob esponja hum...entendeu?

- Oi lula molusco! – disse imitando a voz da esponja e fazendo House perder um pouco de paciência

- Maggie eu sou seu pai! – falou de uma vez só nem acreditando que fizera aquela loucura, aquela historia de bob esponja não ia adiantar de nada mesmo, então era melhor falar logo de uma vez. Maggie ainda ria de usa imitação quando olhou para House surpresa

- Eu não sabia..sua mãe nunca tinha me dito antes e... – olhou para a menina e sentiu que a qualquer hora ela ia sair correndo dali; assustada com aquela uma surpresa no entanto, quando House sentiu os bracinhos da menina lhe envolverem " ainda bem que ela puxou a mãe" pensou dando um sorrisinho leve. Ele nem podia imaginar como ela sonhava com aquilo, perguntou uma vez à mãe no dias dos pais quem era seu pai de verdade, lembrou que sua mãe tinha ficado triste, mas logo depois ela se animou e Maggie esqueceu de toda historia. House sentiu que a menina não ia largar dele tão cedo e vencendo todos os seus "princípios" e medos, House fez o mesmo, abraçando-a também. Nunca tinha sentido aquilo ; um formigamento surgiu no seu corpo e pela primeira vez ele ouviu o que nunca pensara que ouviria algum dia.

-" eu te amo papai.."

O que fosse o que acontecesse, ele nunca esqueceria aquela frase, depois daquilo, mais do que nunca House queria ir vê-la, não tinha mais pacientes para atender e seus médicos-escrvaos estavam na clinica para ele. Uma sensação diferente tomou conta de seu corpo; era como se uma peso houvesse sido removido dali ;podia ate dizer que se sentia mais leve. Aquilo era a sensação de felicidade que ele nunca tinha sentido..

- Você gosta da mamãe? – perguntou Maggie de repente.

- Você ta vendo muita novela mexicana! Ta ficando mole também!

- É serio...pa..pap..papai?

House olhou para a menina, ainda não tinha se acostumado com aquilo e nem sabia se iria se acostumar; só o tempo é que podia dizer sobre essas coisas.

- Heim???

- É..eu ..você não vai entender essa coisas...

- Mas eu quero saber...me diz...você gosta dela? E não vai ficando vermelho não! – gracejou Maggie rindo da cara dele.

- Ora...eu – House começou apensar nela; era como se um filme passasse em sua cabeça, desde que tinha conhecido quando crianças, a primeira vez que fizeram amor, a separação e depois o reencontro deles no hospital; passou pelas brigas que tiveram as pequenas provocações ditas aos ventos, mas que queriam expressar tudo o que sentiam; sonhos, imaginações e desejos que tinham passado surgiram ali de repente e todos, tinham ela como a principal. Tudo o que fazia era por ela e às vezes nem percebia, só quando colocava a cabeça no travesseiro sentia o que tinha feito.

- Eu a amo – sussurrou distraído para a felicidade de Maggie que captava toda a mudança dele naqueles poucos segundos.

House saiu de seu devaneio e olhou para a menina que estampava felicidade pura, imaginou se ele havia dito alguma coisa que não devia.

- O que você tinha perguntando mesmo? –perguntou olhando no fundo dos olhos da menina.

- Nada! – respondeu Maggie sapeca e feliz.

Depois de levá-la de volta á baba, House mancou até o quarto semi-escurecido de Cuddy e viu o prontuário dela na base da cama. Antes porem, deu um leve toque na mão dela e esperou por alguma reação. Nada aconteceu. House começou a tocar no corpo dela, procurando por algum estimulo que a fizesse reagir; mas nada adiantava.. Sua mão de repente encostou-se à barriga dela e a percebeu inchada. Seu primeiro pensamento foi hemorragia interna, podia ter-se passado despercebido...mas depois de todo esse tempo? O melhor era verificar - pensou preocupado.. Levantou a camisola dele, numa respiração suspensa, vendo surgir suas belas pernas e ficou receoso que ela pudesse não estar usando nada por baixo.. Cuidadosamente foi levantando, vendo a barra de um short aparecer; sorriu entre aliviado e decepcionado. Tocou no ventre dela e a viu fazer uma careta; não sabendo se era de dor ou incomodo. Apressado, pegou o aparelho de ultrassonografia e começou a fazer o exame passando delicadamente o gel sobe a barriga dela, a vendo fazer outra careta, dessa vez de alivio e começou a fazer o exame. Mal tinha começado e sentiu Lisa se movimentar. Não podia acreditar em que seus olhos viam. Será que estava sonhando novamente ou tendo outro ataque cardíaco e não sabia?. House largou o aparelho. e pos-se a observá-la atentamente

- Ei.. - falou num sussurro - eu estou aqui..- olhou para as mãos dela e e a apertou. House viu os batimentos cardíacos dela enlouquecerem, pareciam que ia estourar o monitor; se ela não se acalmasse poderia ter uma ataque cardíaco a qualquer momento.

- Lees..ouça a minha voz..por favor, se acalme - pedia num murmurar suave .

House agora conseguia sentir um leve movimentar de dedos entre as mãos dele; sendo agora ele que não conseguia respirar direito.. ia se soltar dela , para conseguir se apoiar em alguma coisa quando sentiu as mãos dela o agarrarem firmemente. Olhou assustado para o rosto dele e viu o belo par de olhos piscarem faiscantes à vista dele. Cuddy o olhava apavorada tentando buscar um pouco de ar. Imediatamente ele tirou o tubo que descia pela garganta dele, deixando-a respirar agora sozinha. Cuddy se arqueou aliviada., por conseguir respirar só, aquilo estava machucando ela a um bom tempo, mas ela não conseguia se movimentar ou piscar, estava presa em seu próprio corpo.. Olhou para o rosto dele, surpresa por velo ali; ele parecia estar abatido e cansado porem ao mesmo tempo feliz; olhou para sua mão e a viu presa na dela, soltando-se imediatamente. House percebeu aquilo e imaginou que ela ainda pudesse estar desorientada.

- O que você esta fazendo aqui Dr. House? - perguntou com a voz rouca, sentindo a garganta machucada, e nem parecendo que havia ficado quase um mês em sono profundo.

Passaram-se alguns minutos em silencio se encarando, House nem podia acreditar que ela estava ali acordada, olhando para ele, mesmo que parecesse um olhar um pouco irritadiço, Viu-a começar a se levantar.

- Você não deveria ir tão rápido – falou ele num sussurro quase inaudível.

- Voe é meu medico? – perguntou entre ansiosa e aflita, pegando das mãos dele o seu próprio prontuário e lendo me voz alta quem era o seu " responsável' - James Wilson...você não se parece com ele.

House viu Cuddy arregalar os olhos ao ver o período de internação.

- Eu estou aqui há;;;

- Um mês...

- Eu sei ler Dr .House

House achou-a estranha, porque ela estava o tratando daquele jeito? Olhou para os machucados já sarados dela e de repente se lembrou qual tinha sido a última vez que estavam juntos. Aquela era a ultima memória dela, depois dali, tudo o que ele fizera por ela, todos os dias que passou ao seu lado, não contavam na lembrança dela; era por isso que continuava afastada dele; a ultima vez que se viram eles tinha tido uma feia briga, isso respondia tudo.

- Onde esta a minha filha?

- Ela esta.....

- Eu vou vê-la- falou sem dar chance dele responder. Cuddy não queria ouvir a voz dele, perdeu um mês de sua vida, da companhia da filha por causa daquela estupidez que tinha feito. Levantou-se abruptamente e sentiu-se enjoada e tonta. House percebeu e viu os nós dos dedos dela ficarem brancos ao agarrarem com força a barra de ferro da cama.; observou –a abrir os olhos lentamente e engolir pesadamente.

- você esta bem?

- Desde quando você se preocupa comigo ? Se não fosse por você tudo ainda estaria normal e...o que você esta fazendo aqui? Achei que você tinha pedido apenas um mês e não um ano para continuar neste hospital...eu fiquei em coma mas não perdi a memória. – falou Cuddy sem se importar com o que ele sentia. Ele não merecia nenhuma pena dela.

House ficou mudo, nunca imaginaria que ela pudesse ter tanta raiva dele, raiva acumulada, ele imaginou. Sem poder impedi-la, viu ela se levantando da cama e esticando a coluna, colocando um pé de cada vez no chão, como para se testar se ainda tinha equilíbrio. A porta se abriu de repente e viram entrar uma menina.

- Mamãe!!! Você..você??- Maggie de repente ficou sem palavras, olhou para o pai para garantir que não estava sonhado – É verdade? – perguntou olhando para House que balançou a cabeça. – Você acordou!!! – disse pulando na cama e se agarrando a ela. Logo depois Wilson entrou e também olhou para House confuso.

- Cuddy!! Eu..não acredito..você...

- É...eu acho que acordei né? – disse sorrindo feliz, beijando o topo da cabeça da filha que não se cansava de receber os carinhos da mãe. – Eu nem sei como agradecer.. – disse olhando para Wilson e para a filha – obrigado por cuidar dela... – falou ainda agarrada à menina.

- Você nem imagina... Mas não fui eu...você tem que agradecer ao...-Wilson olhou para os lados o procurando com os olhos – onde ele esta? Ele estava aqui a pouco!

- De quem você esta falando Wilson?

- Do House!, Ele cuidou da Maggie, de você, se você visse não ia acreditar – Wilson parou de falar ao ver o rosto de Lisa se contorcer – o que foi. Você esta bem?

- Hum-rum – murmurou sem coragem de falar, ela não podia adivinhar, ouviu ainda a filha comentar sobre os dias que eles dois haviam passados juntos, que ela ficara na casa dele,;mas agora ela não escutava mas nada disso, sua mente estava em outro lugar, em outra pessoa.

- Cuddy – falou Wilson tirando-a daqueles pensamentos – eu preciso te contar uma coisa seria.

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House caminhava calmamente pelo corredor,.olhou para o lado e viu Foreman e 13 juntos, mais à frente Taub e Kutner conversavam, olhou através do vidro da emergência e viu Cameron e Chase rindo, começou a senti-se solitário naquele corredor. Percebeu que tinha passado o mês acompanhando Cuddy e nem havia se dado conta o que era ficar sozinho, quanto mais o prazo de ir embora dali; mas ela tinha lhe lembrado e ele dessa vez não deixaria de obedecê-la, se aquele era o ultimo desejo dela, ele cumpriria, pelo menos alguma vez ele faria algo que ela mandasse. Foi ate a sua sala e arrumou as suas coisas sem que ninguém percebesse e saiu o mais rápido que pode., Longe daquelas lembranças; nunca fora do tipo emotivo e não ia começar com aquilo agora, sentiu a lufada fria em seu rosto quando a grande porta correu e saiu dali sem ao menos olhar para trás. Se virasse perceberia que Cameron o olhava tristemente.

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- Eu o que?

- Pois é ..creio que seja dele né?

-Eu passei um mês aqui apagada e a ultima pessoa com quem eu... – Cuddy olhou para Maggie que ouvia concentrada a conversa deles – e a ultima... você entende né...foi ele

- Mas não é so isso... – disse Wilson fazendo um ar de mistério.

- Vamos desembucha! – falou descontraída.

- - E melhor você ver – disse entregando os exames para ela e dando uma piscadela para Maggie

Cuddy respirou fundo e sentiu suas mãos tremerem, não podia acreditar naquilo que via, só podia ser uma brincadeira de muito mal gosto de Wilson, olhou para o rosto dele e viu que ele falava a verdade, soltou o ar devagar e virou-se para Maggie que olhava triste para ela.

- O que foi meu amor? – perguntou largando o exame em cima da cama – você não ta feliz em ver a mamãe

- To sim..- disse respirando como se tomasse coragem – Porque você nunca me disse que o House era meu pai?

- Hum? O que? – Cuddy olhava assustada para a menina, como ela havia descoberto aquilo? Olhou para Wilson para ver se ele havia contado e o viu balançar a cabeça em sinal de negação; Will jamais contaria ele tinha jurado que nunca o faria, então só um pessoa sabia daquilo mas...

- Ele que me contou – disse a menina como se lesse os pensamentos da mãe – o House.

- Bom..acho que é melhor eu ir – disse Wilson saindo dali e deixando as duas a sos

Meia hora depois Wilson viu mãe e filha sairem dali

- Ei..você não pode sair assim..temos que fazer alguns exames para saber como..

- Eu fiquei um mês deitada ali, você podia fazer o exame que quisesse.. Agora eu quero andar – disse já de bom humor. - E depois...eu preciso falar com o House

- Cuddy..eu sei que ele não fez por mal, ele só contou porque pensou que...

- Shiii tio Wilson! Fica quieto! Quer estragar tudo? – ralhou Maggie

Wilson olhou para as duas confuso, achou que ela ficaria zangada por ele tomar aquela atitude, mas no entanto o que ela demonstrava era evidentemente o contrário.

- Bom...mas eu te levo..ele já foi para casa.. – respondeu ainda sem entender nada.

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House ouviu a campanhia tocar insistente lá embaixo, mas não tinha amenina vontade de atender e nem saber quem era. Podia ser o papa em pessoa pedindo abrigo e ainda assim ele não abriria a porta. Uma fina chuva despejava do céu e quem estivesse lá embaixo estaria tomando um belo banho, ainda assim ele não se importou, tinha que manter seu nome e sua fama. O interfone agora tocava também, quem estava la embaixo parecia precisar falar com ele desesperadamente

- Eu não estou!! – disse respondendo pelo interfone e já desligando quando ouviu uma voz suave que ele acreditava não ouvir tão cedo.

- Espere! Não desligue... Por favor... - disse a voz feminina do outro lado.

- O que você quer agora? – perguntou mal educado.

- Posso subir?

House apertou o botão que abria a porta la de baixo e deixou que ela entrasse, não deveria ter feito aquilo e já se arrependia,mas não tinha outra opção.. foi ate a porta de casa e ficou encostado nela esperando que ela tocasse a campanhia, colocou um saquinho de seda no bolso continuando a esperar. Cuddy subia as escadas cuidadosamente não podia ainda fazer muito esforço; seu coração batia descompassadamente, imaginava que sentiria um mal estar por estar ali outra vez, mas tudo o que sentiu foi um friozinho na barriga. Passou as mãos pelos cabelos molhados e se preparava para tocar a campainha quando viu a porta ser aberta de repente.

- Oi.. - -falou tímida e sem jeito, sabia que tinha sido inconseqüente naquela manha, mas tinha acabado de despertar e ainda não sabia de tudo o que havia acontecido

Viu House olhar firme para ela, sem responder nada. Aquela situação era bastante constrangedora mais um dois tinham que falar; alguém tinha que começar...

- Posso entrar?

- É melhor não - respondeu seco e se escorando um pouco à porta

- Ah...- murmurou Cuddy sem graça – você tem companhia..- disse entendida, começando a dar as costas para ele, era melhor escapar dali antes que pudesse ver quem era.

- Não...- disse rapidamente – Apenas...deixa para la´... O que você quer – disse tentando por sua voz o mais delicado o que podia.

- Eu ´só queria...Obrigada, obrigada por cuidar da Maggie nesse tempo..por ter dito tudo a ela..eu..eu não conseguiria fazer sozinha e...obrigada por ficar ao meu lado esse tempo todo – disse Cuddy tentando falar rápido mas sendo atropelada pelas palavras, era difícil tentar conversar sobre isso com qualquer pessoa , imagine para ele...Olhou para cima e o viu observar distraído a porta da frente, parecia que estava viajando... – Eu não vou esquecer isso – terminou por dizer

Viu os olhos de House pousarem nela, ela nem pensava imaginar todo o desejo que se escondia por trás daquele olhar. A vontade que ele tinha antes era nem ouvir a voz dela, tinha que esquecê-la que algum jeito, não importava como, mas agora vendo-a ali na sua frente a única vontade que ele tinha era escorará-la pela parede e descer o rosto ate a sua boca e não soltar mais...tinha que tomar um decisão. Lentamente se desencostou da soleira da porta e foi se aproximando dela. Cuddy o via se aproximar com os olhos em chamas, sentia-se totalmente quente,viva, como nunca havia se sentido " não faça esforço" disse Wilson ao vê-la sair do carro, mas quem se importava com isso agora? Se ele começasse quem seria ela pará-lo? Um desejo louco começou a tomar conta do corpo dela, precisa senti-lo em seus braço mais um vez nem que fosse a ultima. Sentiu o corpo dele pesar sobre o seu e deixou ele se aproximar, vendo o rosto dele cada vez mais perto do seu. Se existisse um definição de prazer sob tortura aquela seria a dela. Porque tinha que fazer aqueles joguinhos? Puxou a nuca dele e deslizou a sua língua sobre a boca dele, sentido-o abrir a boca vagarosamente, antes que suas línguas se juntassem . Cuddy pousou a boca sobre o pescoço dele, vendo todos os pelinhos se arrepiarem. Porque só ele tomava a iniciativa? Imediatamente sentiu algo mais embaixo pressionando contra a sua saia, sabia que aquilo estava fazendo um bom efeito nele. Não podiam esperar mais. Sentiu House empurrá-la com violência para dentro do apartamento, pareciam duas feras enjauladas prontas para o ataque. Cuddy sentiu suas costas doerem ao impactar sobre a parede da sala de estar dele, mas quem se importava com as costas agora? Ela o queria e aquilo era recíproco. Sentiu a mão dele subir sobre a coxa dela, chegando até a barra da saia e entrando vagarosamente; num único impulso sentiu-o arrastando a sua coxa ate a cintura dele, como se para mostrar o que ela fazia ele sentir. Quem passasse pelo corredor naquela hora ficaria horrorizado com tamanha cena de paixão que se desenlaçara entre os dois. Cuddy podia sentir toda a virilidade de House em seu ventre ,mesmo usando varias camadas de roupas, sentiu a mão dele descer e apalpar o seu bumbum, ela sabia que ele faria isso, ele sempre fazia. House sentiu um coisa dura atras de si e abriu um olho para ver o que era , vendo o seu fiel companheiro "olhando" para eles. Numa velocidade digna de um recordista House virou Lisa e a deitou sobre o seu piano(pensaram que era quem?). Desceu os lábios sobre o pescoço dela e a cada sussurro que ela dava uma nota do piano era tocada por ele. Cuddy arqueou uma sobrancelha com os olhos ainda fechados. Ele foi descendo o mais devagar que pode, só para provocá-la ainda mais, desabotoando com a boca a sua blusa e descendo as mãos para a grande abertura da saia. House voltou a sua boca para a dela e deixou que suas mãos percorressem aquele caminho livremente. Ao sentir as mãos dele sobre a sua calcinha Cuddy arqueou o corpo e soltou um gemido ouvindo outra nota, Como ele era capaz de pensar em varias coisas ao mesmo tempo. Cuddy sentou-se de vez no piano sentindo a mão dele se afundar mais ainda nela, acabara de acordar e não resistira um único segundo com ele. Cuddy mordicava a boca dele, demonstrando que estava gostando daquela caricia ousada. Abriu os olhou ao respirar mais profundamente e viu todas aquelas coisas no chão, seu cérebro deu um estalo e de repente ela não conseguia se concentra em mais nada do que ele estava fazendo. As malas no chão abertas com as roupas meio espalhadas entre elas não era um bom sinal; a não ser que ele fosse morar com Wilson aquilo significariam um claro sinal de fuga...House ainda continuava a estimulá-la mas percebeu que ela não suspirava com antes, apenas parecia se sentir um pouco incomodada; olhou para o rosto dele e viu sua fisionomia mudar, uma decepção crescente se formava no rosto dela. Ou alguém que ela não esperava estava ali ou ela tinha visto o que ele tentava esconder logo quando tinha chegado... a segunda possibilidade não saia da sua cabeça

- Eu não acredito – disse Cuddy rindo sem graça e se ajeitando sobre o piano – Quando você ia me contar? Ia me esperar me entregar para você e depois de satisfazer as suas vontades ia embora? Um simples adeus Cuddy, foi muito bom ,mas agora é hora de dizer tchau? – falou para si mesma com visível irritação

- Lisa..eu pensei que...você mandou eu ir e..

- E desde quando você me obedece? Heinm? Você nunca fez nada o que eu pedir alguma vez e agora vem com essa!

- Isso não é verdade!

- Eu preciso ir – disse desencaixando dele descendo do piano ignorando a mãos dele para ajuda- la.

- Você não precisa....basta pedir ´para eu ficar....

- Eu acho melhor não – disse sarcástica

- Qual é Cuddy! Ate dois minutos atrás você estava caída em meus braços e só porquê eu peço par você decidir é que

- House! Pare! Nem continue – disse o cortando – Você já é bem grandinho para saber o que quer fazer! Não precisa de minha autorização para fica, não precisa me obedecer como nunca o fez! Você – disse apontando para ele – já tomou a sua decisão!

- Então você não vai pedir para eu ficar? – falou como se não tivesse escutado nada do que ela tinha dito.

- Não House, eu não vou, você já sabe o que é melhor para a sua vida! Se quiser ir embora vá! Não vai fazer nenhuma diferença na minha vida e na da Maggie e se quiser ficar também não há nenhum problema! Quer seu emprego de volta? Peguei-o eu não me importo...! Boa sorte! – disse gritando com ele.

Seus olhos ardiam, ela queria chorar, mas não na frente dele e nem de Maggie ou Wilson, sairia dali com a cabeça erguida, ele que fizesse as escolhas dele sozinho. Não adiantava Cuddy não queria se envolver nesses joguinhos psicológicos dele; é claro que ela queria que ele por seus sapatos e saiu dali se ajeitando desejando que ele sumisse para sempre de sua vida

- Cuddy... – ainda tentou chamá-la, mas em vão, ela já tinha decido as escadas.

Uma semana já havia se passado desde aquela noite, Cuddy decidira tirar umas semanas de férias para ficar mais perto de Maggie se recuperando e planejando como seria aquela sua nova vida. O "amigo" de Will tinha vindo definitivamente para começar o tratamento e Wilson finalmente havia se separado; tudo estava voltando ao normal, ou quase. Cuddy não o tinha visto mais, , ela ainda foi ao hospital pegar alguns exames descobriu o escritório dele fechado; voltando distraída para casa, ela parou no conjunto de apartamentos dele e viu tudo escuro e fechado; percebeu qual tinha sido a decisão dele e voltou para casa desolada. Apesar da tristeza, Cuddy descobriu que uma coisa nova crescia dentro de si.. Passou a mão sobre a longa bata que escondia totalmente a barriga de quase dois meses; infelizmente ela não tivera a oportunidade de contar para House, mais um dia ela prometia a si mesmo que ele ia saber. Observou as luzes de casa acesas; Maggie já deveria estar dormindo naquela hora, mas conhecendo como ela conhecia a sua pimentinha, sabia que a menina não dormiria te ela chegar. Estranhou ao ver um taxi parado com o motorista dormindo em sua porta; e desceu do carro apressada pensando que alguma coisa podia ter acontecido com Maggie. Entrou em casa e viu a cena que nunca imaginaria poder ver .

Viu House sentando no sofá com Maggie assistindo desenho. Cuddy sacudiu a cabeça como se visse uma miragem na sua frente e quisesse apagá-la. O viu virar a cabeça em sua direção ao mesmo tempo que Maggie olhava para trás toda sorridente

- Mamãe..olha quem veio... – disse tentando piscar o olho

Depois daquela semana, Cuddy podia ficar despreocupada, sorriu feliz ao ver qual tinha sido a decisão dele; agora já podia lhe contar a verdade. Viu-o levantar e tirar um lenço de seda de dentro do bolso. Viu uma corrente prateada com uma pequena cruz na ponta se soltar das mãos dela. Não podia acreditar que ele sabia daquilo, daquela historia do passado..Lembrou-se da jabuticabeira, dos recados na terra, dos olhares inocentes. Cuddy sorriu ao ver que ele se lembrava.

- É para a Maggie, uma lembrança para ela.

Cuddy não conseguia ouvir mais nada, em um instante o mundo cor de rosa dela havia se partido e caído no chão; não podia acreditar em que ouvia. Lembrança? Pensava que a qualquer momento ele olharia para ela com uma cara sarcástica e malvada e dizia que tudo aquilo era brincadeira. Andando ate ele para pegar, seus olhos se depararam numa pequena maleta de mão. Primeiro uma revolta surgiu nela. Como ele não podia enxergar nos olhos dela o que ela realmente queria? Depois uma vontade de bater nele, todo o sofrimento que ele a fez passar e por ultimo uma aceitação, já estava conformada com isso , não teria que reviver toda aquela angústia de ele deixá-la.

- Obrigada – disse conseguindo falar, depois de passar por todos aqueles estágios – Maggie de um abraço... em.. – Viu a menina passar correndo por ela e abraçar as pernas dele, que por um instinto segurou a menina no colo.

- Bom..eu acho que é isso..- disse ela se soltando ela e se virando para Cuddy.

- Eu posso te levar ate o aeroporto..

- Obrigado, mas eu acho melhor não... – ele sabia que o melhor era parar por ali

Cuddy observou-o sair pela porta. Tinha acabado.

Meia hora depois e ela ainda estava ali olhando para a mesmo porta. Não tinha acabado! Ela ainda teria uma chance, mínima, mas poderia tentar. Olhou para Maggie que dormia profundamente e involuntariamente passou a mão sobre o seu ventre, não podia deixar aquilo acontecer duas vezes; pegou Maggie no colo e foi ate o pressa.

Chegou na rua do aeroporto em tempo recorde, furando todos os sinas , levando todas as multas possíveis e impossíveis de se levar. Ainda faltavam 15 minutos, mas só ate chegar ao saguão ela teria perdido muito tempo. Num impulso, largou o chave na ignição , pegou Maggie e foi correndo ate a entrada. O saguão estava apinhado de gente, era impossível encontrá-lo naquela multidão, subiu em uma das cadeiras com Maggie no colo e tentou em vão procurá-lo. Olhou para as telas de embarque; todos estavam no horário, alguns já taxiavam pela pista. Olhou novamente para o relógio 21h05. Tinha chegado tarde, todos os aviões já tinha decolado.

Cuddy sentou-se desolada no banco e esperou o movimento diminuir mas um pouco, incapaz de fazer qualquer movimento. Viu uma pessoa passar com uma bengala e logo abriu um sorriso imaginando que poderia ser ele. Já estava ficando tarde e o movimento já era bem menor, levantou com dificuldade do banco e caminhou lentamente ate a saída. Olhou para a rua que ate poucas horas atrás estava apinhada de carro, tentou ver se via o carro em algum lugar, mas ele já tinha sido rebocado, teria mesmo que pegar um taxi.

Olhou inerte para a rua vazia e sentou-se no banco a espera do taxi; 15 minutos e nada, era melhor ligar para alguém

- Minha nossa que loucura – murmurou ao perceber que tinha largado a bolsa dentro do carro

Decidiu que o melhor era esperar, alguma hora alguém ia aparecer. Estava tão perdida em seus pensamentos que nem viu uma pessoa se aproximar dela. Ele ouvia uma musica alta, mas ela ao conseguia perceber de qual era aquela banda.

- Você não deveria ficar aqui fora, sozinha – falou o estranho.

Cuddy não sentia nenhuma vontade de conversar e nem ao menos levantou a cabeça para ver quem era e nem entendeu o que ele tinha dito

- Eu ia viajar hoje, mais ai eu percebi que tudo que eu mais amava estava aqui

Cuddy sorriu da amarga ironia, porque ele tava contando aquilo? Ela tinha perguntado alguma coisa para ele? Continuou a olhar para o chão e viu o tênis de marca do seu companheiro de banco de taxi, pensando nele como mais um idiota apaixonado, que no final das contas iria se arrepender

- Eu deixei alguém que amo ir embora ...eu devia ter dito a ele– disse, sentindo que precisava falar com alguém nem que fosse com aquele cara

- E se ele não tivesse ido embora?

- Se? – disse Cuddy rindo amargamente – não sei..talvez seria diferente...- falou se calando e ouvindo apenas o sussurro do vento passar entre eles

- Cuddy...

- Eu sei que deveria ter dito para ele ficar...mas o que eu falaria? Ele nunca me ouve, nunca aceita meus argumentos!

- Cuddy..

- Ele sabe que eu amo ele...então porque ele fez isso? Para me testar?

- Cuddy – insistiu

- Eu não faria tudo o que eu fiz, se não o amasse, será que ele é idiota o suficiente para não perceber? Queria que eu fizesse o que? Estendesse uma placa na frente do hospital!!! Eu não consigo... – Cuddy parou um instante – do que você me chamou?

- Olha para mim

Cuddy levantou os olhos aos poucos, tinha medo que aquilo fosse uma invenção de sua mente louca e cansada.

- Eu não poderia ir embora daqui..não sem você...vocês duas.... Eu sei que sou um estúpido, grosso, mau-caráter, um idiota um...

- Calado Greg, não fale mais nada – disse Cuddy o olhando intensamente, olhou para os lábios dele e sentiu-o se aproximando dela – ahh.. Esqueci..não é só nos duas..talvez nós quatro.. – disse aprofundando a boca na maciez da dele.

- Acorda mamãe!!!

- É acorda!!! – dizia outra vozinha delicada

- Vamos mamãe levanta! – disse um terceira voz, que desta vez fez Cuddy despertar com desejo.

Abriu vagarosamente os olhos acostumando-os com a luz do ambiente e viu as suas duas gêmeas se jogando em cima da cama, olhou de nova e viu uma terceira mocinha de sues 5 anos sendo jogada ali também pelo pai, dessa vez acertando em Cuddy.

- Meu Deus,,vocês vão me matar!!! – murmurou Cuddy sentindo suas meninas amassando ela.

- Ei garotas..abram espaço para o papai aqui!!! – falou House se jogando no meio da cama.

-Ei..sai de cima..

- Essa é minha perna..eu sou um aleijado, se lembrem disso!!

- Me solte sua banguela ..mamãe...

Cuddy finalmente conseguiu se levantar, saindo do meio daquela confusão, alguns segundos depois House saiu tambem do olho do furacão, se postando atrás da mulher

- Bom dia meu amor – disse sussurrando e mordicando a orelha dela.

- Bom dia – disse se virando e dando um beijo nele, Cuddy virou-se novamente e observou as gêmeas e Maggie fazendo uma bela guerra de travesseiros, tomando todo os espaço da cama, enquanto sentia House fazer algumas caricias mas ousadas nela e parando ao ver se alguma das meninas se virassem. House percebeu ela passar a mão dele sobre seu ventre e suspirou no ouvido dela

-Mentira... – disse a virando para ele e olhando em seus olhos, vendo um sorriso meigo pousar entre os seus lábios.

Cuddy olhou para trás e percebeu que ele tinha entendido, se jogando na cama no meio das meninas

- Amor...-murmurou docemente - Eu acho que a gente vai precisar de uma cama maior –disse provocante jogando um travesseiro nele

FIM!! e até a próxima!