Título: Taken From Me
Autora: Samantha Tiger Blackthorn
Casal: Aoi x Uruha
Tema Musical: Far Away - Nickelback
Classificação: NC-17
Gênero: Yaoi, Romance, Drama, Suspense, Ação.
Resumo: O aniversário de três anos de namoro seria em três dias, não fazia sentido esperar para comemorar tanta felicidade. A vida não espera e as provações só mostraram o que eles já sabiam desde o começo: Que só precisavam um do outro para serem felizes, nada mais.
Avisos: Essa é uma estória Yaoi, se não gosta não leia.
Beta: Ifurita
Disclaimer: Esses homens lindos e talentosos não me pertencem, o que é uma pena, apenas tomo a liberdade e o atrevimento de me divertir com eles.
Dedicatória: Primeiro Amigo Secreto do LJ do Secrets Place. Este é meu presente para Yume Vy, grande amiga que está sempre no meu coração. Querida, foi maravilhoso abrir o e-mail e ver seu nome lá! Fiquei muito feliz em poder retribuir o lindo presente do ano passado! Te amo!
TAKEN FROM ME
Capítulo 2 – I would give everything for us
Ela saiu, deixando Uruha sozinho, fechando a porta suavemente. Um gemido baixo e atormentado saiu de seus lábios, a dor em sua garganta com um grande nó que o sufocava, provocando as lágrimas que desceram lentamente por sua face. Suportaria tudo, tudo, se isso pudesse manter Aoi em segurança. Não podia deixar que ela o alcançasse, não... Isso não podia acontecer de maneira alguma...
Engolia os soluços com a cabeça baixa, tentando não pensar nas coisas que aquela louca dissera, coisas horríveis que poderia fazer com o seu Aoi, isso era pior do que qualquer coisa que ela pudesse fazer consigo. Tentava ter na mente a imagem deles dois juntos na tarde anterior, passeando pelo parque, tomando sorvete, de si mesmo tomando água no bebedouro e espirrando água no namorado, molhando toda camiseta do moreno e saindo correndo. Sendo perseguido pelos poucos quarteirões até o edifício onde Aoi morava... Pensando na noite quente que haviam tido, juntos naquela cama.
- Fale com ele! – Estava tão absorto em seus pensamentos que não notara que ela entrara, apenas agora ao ouvir a ordem.
- Aoi...! – Disse baixinho, seu coração disparado pela perspectiva de ouvir a voz do amado.
- Uruha... – Ouve a voz do moreno desesperada o chamando, seu coração se aperta ao sentir o sofrimento dele naquele chamado. – URUHAAA!!!
- Aoi... Aoi!!! – Tentou responder, mas o celular já ia longe de si, ela o interrompeu e continuou falando com o moreno. – Aaaooooiiiii!!!
Seus olhos acompanharam o andar ligeiro dela, ouvindo as palavras cruéis, saindo da sala para o interior da casa, para sua agonia: –Tsc, tsc, tsc... Sem conversa... Isso é só pra você saber que ele está aqui... Comigo! – E a porta se fechou, sem que ele conseguisse saber o que ela estava fazendo, se estava ameaçando a si, a ele, aos amigos... Sentiu-se arrasado pensando nas diversas possibilidades daquela mente insana.
oOo
18/NOVEMBRO
Domingo – 03:30 PM
Seqüestrado a 6:58 hs
Reita estacionou o carro em frente ao edifício de Aoi, seguido do carro de Kai. Desceram quase juntos dos carros, passaram pelos policiais à paisana parados diante da grade, entraram pelo portão, aberto pelo porteiro que os reconheceu. Ao chegarem à porta do apartamento de Aoi, encontraram-na aberta, várias pessoas espalhadas pelo ambiente coletando o que pudesse servir de pista para o desaparecimento. Aoi estava sentado no sofá, o empresário ao seu lado, enquanto ele falava com um homem que devia ser o detetive da polícia. Os três chegaram mais perto, ouvindo as palavras do diálogo.
- ...Era uma mulher, acho. Pelo menos a voz era bem feminina e falava de um jeito frio, duro, de dar arrepios em qualquer um.
O homem à frente anotava tudo em um bloquinho, ouvindo atentamente as palavras do moreno. Reita aproximou-se mais e o tocou no ombro, para que soubesse que estavam ali, estavam todos juntos afinal. O homem que falava com o funcionário da portaria quando chegaram entrou na sala, chegando perto deles, reportando-se ao detetive.
- Vi o DVD da segurança, detetive Masao. A vítima saiu exatamente às oito e trinta e dois desta manhã. Estava vestido com uma jaqueta e calça de couro pretas, botas também pretas, capacete prata. A motocicleta é uma Harley Davidson preta, carenagem com cilindros externos cromada com detalhes dourados e o banco de couro claro, anotei o número da placa dos registros da portaria. Ele foi seguido por um carro preto logo depois, um Honda. Parece ser um "Element SC", vamos precisar que os peritos trabalhem com o DVD de segurança e aproximem a imagem para que possamos ver os detalhes do veículo e identificarmos o modelo e os números com mais nitidez .
- Certo, mande o DVD para a perícia e passe a descrição da moto para a central. Peça para começarem as buscas imediatamente...
O agente saiu rapidamente para cumprir as ordens. O rosto de Kai se tornou pensativo por um instante, e a voz soou ansiosa.
- Com sua licença... Detetive Masao, certo? – Perguntou Kai, se colocando ao lado de Reita.
- Sim, Detetive Osaka Masao, da Divisão anti-seqüestro.
- Eu acabei de me lembrar... A moto do Uruha tem GPS. Isso vai facilitar as buscas, não é?
- Claro que sim! – O detetive se animou com a informação, já que as pistas que tinham até agora eram insignificantes. – Quanto mais pistas e evidências, mais rápido e fácil será para descobrirmos o autor do crime... O senhor tem o código, não é senhor...?
- Kai, pode me chamar de Kai. Eu tenho sim, mas não está aqui. Guardei com vários documentos da banda, em casa, mas posso ir buscar.
- Isso seria ótimo, Kai-san, meu parceiro pode acompanhá-lo até lá. – Voltou-se para o outro lado do apartamento, localizando o outro detetive que está falando ao telefone. – Hei, Sato!
O outro detetive se voltou e acenou, mostrando que tinha escutado. Logo depois desligou o celular e se aproximou.
- Kai-san, este é o meu parceiro, detetive Satoru. – Os dois se cumprimentaram com uma pequena reverência. – Sato, ele acaba de me informar que a moto da vítima tem GPS, o código está no apartamento dele. Você poderia acompanhá-lo?
- É claro Masao... – O detetive assente com a cabeça e se dirige ao baterista. – Podemos ir quando o senhor quiser.
Kai então tocou no ombro de Aoi, solidário, dizendo que voltaria o mais rápido possível e se afastou, acompanhado do detetive. Os olhos dos que ficaram acompanharam a saída, ansiosos, torcendo para que tudo desse certo...
- Mas voltando ao assunto de onde paramos... – Masao voltou-se novamente para o moreno, chamando a atenção de todos. – Ela ligou no seu celular, certo? Isso quer dizer que podemos localizar o telefone de onde ela ligou...
- Bem, ela ligou do celular dele...
- Então vai ser um pouco mais difícil... – O detetive suspirou, novamente desanimado.
oOo
18/NOVEMBRO
Domingo – 05:17 PM
Seqüestrado a 08:45 hs
Aoi levou um choque ao ver a moto tão arranhada e amassada. Ela era quase uma relíquia para o loiro, que deveria ter ficado louco quando aquilo aconteceu. Ainda não podia imaginar como ele teria sido capturado.
- Encontramos a moto nos arredores da cidade, ao oeste, sobre uma ponte, quase encostada ao gradil. É um lugar meio ermo, faz idéia de onde ele estava indo?
O detetive andava em volta da motocicleta, mostrando os estragos para o moreno que se afligia ao ver a carenagem arranhada, o tanque amassado... Ao lado o capacete, e os óculos totalmente esmagados.
- Pelo local que você está descrevendo e me lembrando do bilhete que ele deixou, dizendo que tinha uma surpresa pra mim, acho que... – Parou um instante, pensando naquilo, puxando pela memória. – ...No ateliê de um artesão que faz guitarras exclusivas, personalizadas.
- Também encontramos um buraco de bala 765 no capacete... – O moreno tomou o capacete das mãos dele, o pegando nas próprias mãos, vendo o buraco do projétil nele, sentindo um arrepio de pavor correr por sua espinha. – O seqüestrador o rendeu com a pistola e deve ter atirado no capacete para assustá-lo, por que a bala atravessou de dentro para fora... Achamos o cartucho – Apressou-se em explicar para Aoi. – O capacete estava jogado no chão e não havia sinais de sangue ou de luta no local, somente as marcas dos pneus que batem com o modelo do carro que vimos na gravação da segurança...
oOo
18/NOVEMBRO
Domingo – 08:10 PM
Seqüestrado a 11:38 hs
Todos estavam reunidos na sala de reuniões da Divisão anti-seqüestro. Numa enorme lousa branca anotações das pistas e descobertas. Uma mesa grande tomava o meio da sala com uma televisão o quando um dos agentes entrou apressado.
- O seqüestro vazou! Está em todos os telejornais! – Ele diz nervoso, ligando a TV presa à parede.
- O que? – O detetive Masao volta-se para a TV, indignado.
- Como? – Aoi se vira, horrorizado, ao ver o rosto amado aparecendo diante de seus olhos.
A imagem do repórter aparece na tela, diante da imagem de Uruha que aparece em outra tela ao lado dele, o agente aumentou o volume, ouvindo a notícia, assombrando a todos os presentes. Várias imagens da banda seguiram a primeira e todos os detetives e os outros membros da equipe se reuniram em torno da mesa onde já se encontravam os quatro músicos acomodados e o detetive Masao.
- Hoje pela manhã o guitarrista da banda 'The GazettE' foi seqüestrado misteriosamente depois de sair do apartamento de um dos integrantes da banda, o outro guitarrista, chamado Aoi. – A imagem do edifício onde o moreno morava apareceu na reportagem, mostrando a movimentação de alguns agentes à paisana na calçada. – A polícia já está trabalhando no caso e ainda não foi divulgada nenhuma informação à imprensa. Maiores informações ou detalhes sobre o seqüestro, a qualquer hora no nosso plantão de notícias. Acompanhem a reportagem completa na próxima edição de nosso telejornal. Agora fiquem com Tomoe Hanashida e a Previsão do Tempo para os próximos dias.
- Mas que droga!!! – Masao deu um murro na mesa, profundamente irritado. – Agora as coisas vão se complicar! Isso vai atrapalhar demais as investigações!!! – Olhou para os rapazes que tinham se emudecido com o noticiário. Agora teria que intensificar não só a segurança em torno dos envolvidos, mas as investigações também, por que a vítima corria ainda mais perigo. – Acho melhor pedir que uma escolta acompanhe vocês de volta ao apartamento. Será bom que vocês fiquem todos juntos...
Nesse momento tocou o celular de Aoi, que ainda aturdido olhou para o visor, abrindo o flip, dizendo:
- Moshi moshi.
- Shiroyama-san! – A mãe de Kouyou estava notavelmente desesperada. – Acabei de saber 'pela TV' que meu filho foi seqüestrado!!! – Exclamou quase em choque. – Como isso aconteceu?
- Takashima-sama. – Aoi respirou fundo, tentando se manter forte para dar o apoio que ela precisava no momento. – Não sei, não sabemos quase nada ainda, a polícia está fazendo o que pode...
- Onde você estava quando levaram meu filho? Por que não estava com ele? – Aoi ouviu o soluço na linha, seu coração se apertando ainda mais. – O pai dele... Passou... Passou mal na hora que vimos o telejornal!
- Eu juro que preferia estar no lugar dele... – Iniciou sentindo-se culpado, a garganta tinha um enorme nó que dificultava suas palavras. – Mas ele saiu enquanto eu dormia, deixou um bilhete dizendo que voltava logo e...
- E não voltou... – Agora era notável que ela chorava. – Ahhh...! Kami-sama proteja o meu filho! – Os soluços e murmúrios afligiam ainda mais o moreno, que se sentia culpado por não ter evitado que a tragédia acontecesse. – Proteja... – Soluçou. – Proteja o meu filho onegai...
- Eu não consegui protegê-lo... – Falou atordoado, a culpa ainda pesando em seu coração, em sua mente a culpa era sua – Desculpe Takashima-sama... Eu não pude!
- Não é sua culpa Aoi-san... – Falou compreensiva, confortando-o.
- Como está Takashima-san agora, ele está bem?
- Está dormindo, lhe dei um calmante... – Uma pequena pausa se fez. – Prometa que vai me ligar dando notícias. Por favor...
- Fique calma, a polícia está fazendo o melhor. Eles vão salva-lo! – Suspirou, preocupado com a família de Uruha. – Eu vou dar notícias, prometo.
- Então até amanhã, Aoi-san... – Encerrou um tanto aérea.
- Até amanhã. À tarde ligo pra senhora.
Desligou o celular visivelmente perturbado, sem saber bem o que fazer, se sentindo impotente diante de tudo aquilo.
- Como eles estão Aoi? – Ruki indaga preocupado.
- Takashima-san passou mal, precisou de calmante pra dormir. Takashima-sama está desesperada, dá pra imaginar, né?
- Eles são os pais da vítima? Moram onde?
- Em Kanagawa. – Reita responde ao detetive. – Somos de lá também.
- Um de nós deve ir até lá e investigar, Masao. O mais depressa possível, já que agora não temos mais como adiar. Talvez encontremos algo que leve ao seqüestrador...
O celular de Aoi tocou novamente, chamando a atenção de todos. O moreno abriu o flip, e o nome de Uruha estava piscando no visor.
- É ELA! – Ele disse quase gritando agoniado.
- Façam silêncio! Todos vocês! Coloque no viva voz Shiroyama-san...
- Moshi moshi. – Aoi atende, não escutando nada, até que...
- Nã-não... Por favor... Não fa-faça isso... Nã-não... Não... – A voz de Uruha dizia suplicante, o medo aparente em sua voz. – Eu não poderia... – Um soluço quebra a frase, a voz embargada entremeada com o tilintar das correntes. – ...Não poderia... Sup-portar... ...A mim, mas... ...Não merece...
Algo abafa o fone, apagando algumas palavras durante a frase, tornando-a meio incoerente.
- Se eu quiser... Eu posso! E ninguém vai me impedir! NINGUÉM!!! – A voz feminina grita com ódio. – E A CULPA É SUA! SUAAAAAAAAAAAA!!!
Uma risada alta e maldosa se faz ouvir, barulhos esquisitos e indefinidos complementam o conjunto de sons.
- Você é louca! – Ele fala baixo e assustado. – Não faça isso! Nããããoooo!
O telefone desligou, deixando a todos aturdidos, perplexos demais para qualquer reação.
oOo
19/NOVEMBRO
Segunda-Feira – 7: 43 AM
Seqüestrado a 23:11 hs
Reita abriu os olhos lentamente. Foi uma noite horrorosa! Esfregou os olhos, vermelhos e cansados, movendo-se com cuidado ao sentir o peso familiar de Ruki em seu peito, a outra mão em volta do corpo adormecido. Olhou para as poltronas em frente. Kai cochilava em uma delas, o corpo todo torto. Na outra estava Aoi, sentado, reclinado para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, os olhos presos no celular.
- Alguma novidade? – murmurou com a voz rouca pelo cansaço.
- Nada. Ela não ligou mais.
Os olhos negros que se mantinham fixos no pequeno celular na mesinha de centro se levantaram e Akira pode ver que estavam vermelhos e que tinham olheiras enormes sob eles.
- Você não dormiu nada?
- Dormir como? Não consegui... – Fez uma pausa, desalentado, gesticulando com as mãos – Fico pensando o tempo todo nele, onde ele está, se está ferido, no... – Um ofego o interrompeu, o fazendo engolir em seco, se esforçando para se manter calmo, recostando o corpo no encosto da poltrona. – No seu pai, no telefonema da mãe dele... Em tudo... Esses pensamentos ficam rodando e rodando pela minha cabeça... Depois do noticiário de ontem tenho a sensação de que alguma coisa horrível está para acontecer com ele...
- Você não pode pensar assim. – O baixista falava baixinho para não acordar o chibi, que tivera dificuldades para dormir, assim como todos eles, a preocupação com Uruha não deixava que relaxassem. – A polícia está correndo contra o tempo. Eles vão encontrá-lo.
- Nossa polícia costuma ser eficiente... – A voz de Kai sobressaltou aos outros dois, mesmo estando baixinha. – Tenha esperança Aoi!
- Isso mesmo Yuu. – Todos olharam para Ruki que continuava na mesma posição nos braços de Reita, os olhos castanhos entreabertos. – Pense que ele logo vai estar aqui, conosco, são e salvo. – Os olhos do chibi se umedeceram e se fecharam novamente, seus braços apertando mais ao namorado. – É isso que eu procuro imaginar, o tempo todo e que logo ele vai estar aqui, nesta sala, apertado nos seus braços, vivo e bem.
O silencio tomou conta da sala por algum tempo, ninguém tinha ânimo para nada. Até que Kai se levantou, e foi à cozinha preparar um chá. Estavam todos precisando, ia melhorar o mal estar, pelo menos o físico. Logo ele voltou com uma bandeja, com alguns biscoitos amanteigados e a bebida quente, servindo uma xícara para cada um deles.
- Achei que estávamos precisando colocar algo no estômago. – Olhou para o moreno, sabendo que ele estava sem comer nada há mais de vinte e quatro horas. – Coma Yuu, você tem que comer algo para poder agüentar. O Kou vai precisar que você esteja bem, quando ele voltar.
Aoi olhava fixamente para a bandeja, tomando a xícara com as duas mãos, e provando da bebida obediente. Tomou alguns goles, deixando que as palavras de Kai fizessem sentido bem devagar.
- Estes eram os preferidos dele... – Foram as palavras que saíram de seus lábios, enquanto se forçava a pegar um dos biscoitos para levar à boca.
- Não fale assim Aoi, ele está bem, temos que acreditar nisso!
Novamente o silêncio baixou entre eles, enquanto se serviam da refeição frugal, até que não sobrasse nenhum biscoitinho na bandeja e o chá se esgotasse. Kai suspirou antes de se levantar e levar o bule e a pequena travessa com algumas migalhas e as xícaras até a cozinha. Demorou-se um pouco lá, lavando, enxugando e guardando a louça, distraindo-se com os movimentos mecânicos de realizar uma tarefa doméstica corriqueira, de todos os dias, como se isso pudesse dar um ar de normalidade àquele dia tão tenso e preocupante.
Voltou à sala, sentando-se no braço da poltrona do guitarrista, repousando a mão protetoramente em suas costas, fazendo um afago lento e ritmado, envolvendo-lhe os ombros, puxando-o contra si.
- Ele vai voltar Yuu, você vai ver. Logo esse pesadelo vai acabar.
A campainha soou, mais para avisar de que alguém havia chegado, já que a polícia e a produtora tinham preparado uma segurança impressionante em torno deles. Naquele exato instante e durante toda a noite havia um policial à paisana ao lado da porta, assim como em todos os andares, no saguão do edifício, na guarita e na garagem. Acreditavam que dentro de carros em lugares estratégicos num certo perímetro do prédio também.
A porta se abriu e os detetives Masao e Satoru entraram, acompanhados do empresário da banda que trazia uma enorme cesta, toda decorada, colocando-a na mesinha de centro entre eles. Todos olhavam aquela cesta enorme, cheia de guloseimas com um bichinho de pelúcia e um pacote colorido, finamente embrulhado e decorado com uma linda fita de seda prateada. A cesta estava envolvida em celofane transparente, amarrada com fitilhos vermelhos
- O que é isso? – Ruki fez a pergunta que estava na ponta da língua de todos naquela sala.
- Ah! Quando cheguei na produtora, antes de vir para cá, tinham acabado de entregar, é para o Aoi. É de uma loja famosa, deve ser de alguma fã...
O detetive pegou o cartão que estava preso ao fitilho, abrindo-o diante dos olhos surpresos dos rapazes, com tamanha indiscrição.
- Estamos numa situação crítica, temos que verificar tudo. – Explicou delicadamente, lendo o cartão em voz alta...
Para Aoi,
o guitarrista mais lindo
e talentoso do mundo!
De sua ardorosa fã,
Carla.
- Acho que eles podem abrir sem problemas, pelo menos não me pareceu suspeito... AINDA. – O empresário respondeu ao escutar as palavras lidas pelo policial. – Eles recebem coisas assim todos os dias...
O detetive torceu o nariz, fazendo uma careta, trocando um olhar irritado com o parceiro que deu de ombros, colocando o pequeno cartão na mesinha ao lado da cesta, enquanto Kai abria o celofane devagar, sob o olhar entediado do moreno, pegava o embrulho e o colocava no colo dele.
- Não quer abrir? Faça um esforço Aoi... Quando mandou isso a fã não sabia o que tinha acontecido.
- Eu preferia poder dormir e só acordar quando ele estivesse aqui... – Suspirou profundamente triste.
Ele começou a abrir o pacote, diante dos olhares atentos dos detetives, que começaram a entender que ele e a vítima não eram só amigos, mas muito mais que isso. Aoi desamarrou a fita, e abriu os lados do papel, desembrulhando uma caixa preta de tampa prateada...
- Não... – Aoi gemeu, ao abrir a caixa, o sussurro quebrantado pela dor.
Foi apenas isso que saiu dos lábios do moreno, enquanto levantava na mão o que parecia ser os restos de uma peça de roupa ensangüentada, lágrimas correndo silenciosas pela face contorcida pelo desespero e pelo horror, jogando-a sobre a mesinha. Kai saltou do braço da poltrona e Ruki caiu de joelhos no chão, saindo dos braços protetores de Reita que se inclinou para frente, os olhos arregalados.
- Não pode ser... Eu não acredito...
- Rei! Eu... Não estou me sentindo bem...
Reita pareceu acordar do transe, segurando o chibi pela cintura no exato momento que este cambaleou e desfaleceu em seus braços. Puxou-o para si, sendo ajudado pelo empresário a levantá-lo e o colocar sobre o sofá, abrindo os primeiros botões da camisa e abanando o vocalista enquanto Reita ia à cozinha buscar um copo de água com açúcar para ele.
- Calma Aoi... Pode não ser dele...
- Mas é dele sim... Reconheço a regata, fui eu quem deu pra ele em um de seus primeiros aniversários passados com a gente. – Um sorriso pequeno e triste veio aos seus lábios. – Estava velha, mas ele gostava de usá-la pra dormir... Dizia que se sentia envolvido por mim quando a usava.
- Olha, parece ser um bilhete! – O olhar de Kai recaiu sobre o fundo da caixa, notando um papel ali e aproximando os dedos para pegá-lo.
- Não toque! – O detetive Satoru alertou. – Pode ter alguma impressão digital nele!
Enquanto isso Masao pegava uma pinça e levantava o mesmo bem à vista de todos. Reita se aproximou, lendo as cinco palavras escritas em uma letra redondinha e bem cursiva, palavras que deixou a todos aterrados.
ISSO É SÓ O COMEÇO!
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On my knees, I'll ask
De joelhos, eu pedirei
Last chance for one last dance
Uma última chance para uma última dança
'Cause with you, I'd withstand
Porque com você, eu resistiria
All of hell to hold your hand
A todo o inferno para segurar sua mão
I'd give it all
Eu daria tudo
I'd give for us
Eu daria tudo por nós
oOo
19/NOVEMBRO
Segunda-Feira – 10:17 AM
Seqüestrado a 25:45 hs
Estava muito cansado! Seu corpo todo doía! Agora se encontrava sentado no chão, um dos braços para cima, a mão enrolada na corrente, tentando fazer um apoio para a cabeça que se reclinava, deitando desajeitado sobre o ombro e o braço, procurando aliviar o pescoço dolorido, encostado na parede e as pernas dobradas... Não conseguia fechar os olhos, lembrando da cena maligna da noite anterior. Daquela garota tão nova, mas que parecia estar dominada por um demônio, completamente desvairada...
Fechava os olhos e ainda via... Ela arrancando a regata de seu corpo, aquela que ele tanto gostava, presente do Yuu... Sua camiseta jogada no chão, rasgada e amarfanhada, e aquele pequeno pássaro, arrancado de sua gaiola e colocado entre o tecido e esfaqueado sem dó nem piedade, manchando toda camiseta com sangue. Não queria, mas pensava que ela tinha mandado aquilo para o seu moreno e seu coração doía por que ele ia pensar que o sangue era seu!
Abriu os olhos, focalizando cada detalhe daquela sala, as paredes empoeiradas, cheias de teias de aranhas, o chão de tábuas escurecido pelo tempo, a janela cobertas por cortinas escuras, puídas, a não ser uma junto à parede do seu lado direito, a cortina estava entreaberta, na parede à sua frente, seu rosto em todos os ângulos e em todos os momentos de sua carreira, até mesmo quando fazia parte de outras bandas. Mas o que o intrigava era a sensação de já ter visto aquele rapaz moreno que o olhava do alto da lareira...
Ela entrou nesse momento, olhando para si, conferindo cada parte se seu corpo, jogado de qualquer jeito no chão... Acompanhou seu olhar, percebendo que ele fitava a foto sobre a lareira.
- Ele te amava... Te adorava como a um deus! Você era tudo pra ele, o sol, a lua, o ar que ele respirava... – Seu semblante se fechou com a fúria da insanidade. – E você o MATOU! Sem dó nem piedade, você puxou aquele gatilho!
- Não... – Os chocolates estavam arregalados pela surpresa e pelo medo. – Eu não fiz nada, eu juro!
- A culpa foi sua! Você o abandonou! – Ela o olhava agora, toda loucura estampada em seu rosto, todo ódio sublinhando cada palavra, andando de um lado para o outro à sua frente, como um animal que ronda a presa.
- Eu não... Eu não faria uma coisa dessas... – Ele apenas sussurrava, tentando se lembrar e se defender.
- Eu lembro... Lembro como ele chorou quando você foi embora! – Uma lágrima escorreu da pálpebra inundada pelas lágrimas. – Lembro do... Abr-braço... – Ela se envolveu com os próprios braços, se embalando, fechando os olhos como se sentisse o calor de alguém em torno de si. Falava como se ele não estivesse ali. – Lembro de cada palavra dolorida dele...
- Des-desculpe e-eu...
- Ele confiou... Ele acreditou em você! – Chegou mais perto alguns passos, os braços ainda em torno de si mesma. – E você 'pisou' nos sentimentos dele!
- Eu não sabia! – Uruha tentava freneticamente descobrir de quem se tratava.
- Mas agora... – Ela riu baixo e alucinadamente. – Agora vai saber... Vendo o sofrimento do seu amor, do mesmo jeito que eu vi o sofrimento do meu irmão por você!
- Isso não... O Aoi não merece...
- Ele vai sofrer a sua morte! VAI SOFREEER! – Ela gargalhava histericamente. – Como nós sofremos a morte de Akio!
Aquilo sim foi uma bomba. Lembrava agora. Akio... Seu colega de escola, seu primeiro beijo, tímido e inocente, apenas um roçar de lábios, seu amigo na adolescência antes de conhecer Akira, lembrou-se de sua despedida quando deixou Kanagawa... Quando disse que voltaria, que seus pais e seus amigos estavam lá e ele voltaria para revê-los... Sentia-se profundamente abalado agora... Como não soubera que Akio morrera? Suicídio...? Quando tinha acontecido essa tragédia? Seus pensamentos enlouqueciam dentro se sua cabeça, eclipsando sua consciência do que estava acontecendo à sua volta.
Lembrava-se dela agora, via a menina delicada e meiga que vinha procurar pelo irmão mais velho, o carinho que existia entre os irmãos, o modo como Akio cuidava dela, lembranças antes apagadas, mas que agora estavam vívidas, em cores berrantes diante de seus olhos, agora tomavam outra dimensão para si. Olhava para ela, perturbada, revoltada, alucinada, e uma culpa imensa invadia seu coração, como se ele realmente pudesse ser culpado de alguma coisa, como se seu conhecimento dos fatos pudesse ter feito alguma diferença significante.
Mal notava o que ela estava fazendo ou o que falava, mergulhado em suas lembranças. As palavras balbuciadas dela não faziam sentido, enquanto ela passava os dedos com algo vermelho em seu rosto, deixando o rastro rubro, ou deixava o mesmo líquido viscoso pingar sobre si, que manchava seu peito e escorria por seu tórax e abdômen. Ela o arrumava como queria tal qual se arruma uma boneca, fazendo seu corpo pender em um dos braços, a algema machucando o pulso esfolado, até reclinou sua cabeça, deixando-a pendente para frente, as pernas estiradas no chão... Ela devia estar fazendo de si uma figura deprimente, chocante.
Ela abriu a cortina do lado da janela mais próxima de si, para que a luz da manhã incidisse sobre ele e então ajoelhou e apontou o celular para si quebrando seu transe quando tirou a foto.
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Give anything but I won't give up
Dou qualquer coisa, mas não desistirei
'Cause you know, you know, you know
Porque você sabe, você sabe, você sabe...
That I love you
Que eu te amo
That I have loved you all along
Que eu sempre te amei
That I miss you
Que eu sinto sua falta
Been far away for far too long
Estive afastado por muito tempo
I keep dreaming you'll be with me
Eu continuo sonhando que você estará comigo
And you'll never go
E você nunca irá embora
Stop breathing if I don't see you anymore
Paro de respirar se eu não te ver mais
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KANAGAWA
19/NOVEMBRO
Segunda-Feira – 02:30 PM
Seqüestrado a 29:58 hs
A porta se abriu, uma senhora o atendeu. O detetive a cumprimentou inclinando-se respeitosamente.
- Boa tarde. Sou o Detetive Satoru, da Divisão Anti-seqüestro de Tókio. Eu tenho uma entrevista marcada com Takashima-san. Ele pode me receber?
- Hai... Um momento. Vou chamá-lo. – Ela entrou e ele esperou por alguns minutos até a chegada do patriarca.
- Takashima-san? Boa tarde. Detetive Satoru, da polícia de Tókio.
- Boa tarde detetive, Takashima Yoshi. – Ele cumprimentou o policial, sem deixar transparecer a angústia que o atormentava. – Entre, por favor.
O detetive entrou observando discretamente o hall enquanto o patriarca fechou a porta e se adiantou, o conduzindo à sala de estar e o convidando a se sentar. Assim que se acomodaram, ele esperou que o dono da casa se manifestasse.
- Pode falar detetive, estou à sua disposição.
- Obrigado Takashima-san. Bem, primeiro devo algumas explicações ao senhor, preciso deixar claro que não era nossa intenção ocultar de vocês o que aconteceu com seu filho. Nós estávamos seguindo o procedimento correto para esse caso. Íamos entrar em contato com o senhor hoje pela manhã, e eu viria aqui pessoalmente para falar com o senhor e a sua família, para saber se vocês têm alguma informação que nos ajude a elucidar o caso, que nos ajude a descobrir quem fez isso e por que... Não esperávamos que a imprensa descobrisse tão rápido. É uma situação muito delicada, preciso do máximo de informações possível, mas para isso preciso que o senhor reúna a família.
- Eu compreendo, nós faremos o possível para ajudar... – Ele se interrompeu com a chegada da esposa ao seu lado, visivelmente nervosa. Esta é a mãe de Kouyou, minha esposa Maiako.
- Muito prazer Takashima-sama. – Ele fez uma reverência discreta. – Gostaria de não ser o portador de notícias tão tristes.
- Ele era... – A voz soou frágil, baixa, entrecortada e sufocada. – Tão alegre... Tinha amigos sinceros e era... Popular entre os colegas... – Ela sufocou o soluço, tentando manter a compostura. – Como... Como puderam fazer isso com... Com... E-ele... – Encobriu o rosto com as mãos por alguns minutos, engolindo o nó da garganta, escondendo as duas ou três lágrimas que escorreram por seu rosto, enxugando-as discretamente, levantando o rosto dignamente. – E-eu vou chamar as meninas. Com sua licença...
Os dois homens ouviram tudo, sem saber o que dizer depois daquelas palavras, daquele breve desabafo. Talvez por que não tenham mesmo o que falar para uma mãe que teme pela vida do filho, que tem o coração dilacerado pelo medo, pela angústia. Eles mantiveram o silêncio, mesmo depois que ela saiu, embaraçados.
- Desculpe, o senhor entende... Ela tem mantido um controle de ferro desde o momento que viu o noticiário ontem à noite. Mais por minha causa, que me senti mal com o choque. Ela tem cuidado de mim e se mantido firme, o tempo todo, mas não sei por quanto tempo ainda ela vai agüentar.
- Eu compreendo perfeitamente...
A mulher voltou com as filhas, e as três se acomodaram no lado oposto aos homens.
- O Detetive Satoru veio nos fazer perguntas, para ajudar na investigação. Ele pediu que estivéssemos todos juntos, quer saber sobre o passado e o presente de Kouyou, se houve algo estranho ou anormal que pudéssemos ter notado...
- Isso mesmo. Pensem bem. Quando ele saiu daqui, tinha alguma inimizade, algum problema não resolvido...? Qualquer coisa que vocês se lembrem, que possam ter notado mesmo que achem insignificante.
- Como eu já disse, desde menino ele era alegre, popular, tinha amigos... – A mãe falou já mais calma. – Nossa casa sempre esteve movimentada com os colegas dele. Nunca notei nada de estranho ou anormal...
- Espere obaa-san... Teve a morte daquele amigo de infância dele, lembra? – Sayuri, a irmã mais nova lembrou. – Há dois anos... Ele estava em turnê, por isso nós nem comentamos com ele. Foi horrível!
- É mesmo... – Naomi, a mais velha, também se lembrou do fato. – Aquilo me arrepiou na época. A irmã dele viu tudo e endoidou...
- Vocês conheciam a família? – Satoru ficou em alerta com aquela estória.
- Conhecíamos o garoto. Não... Consigo me lembrar do nome dele... Era colega de escola do meu filho no ginásio, um menino meigo, sorridente, vinha sempre aqui em casa. Foi um choque quando soubemos do ocorrido.
- Mas o que aconteceu com o rapaz?
- Foi uma tragédia, ele se matou, deu um tiro na cabeça com uma pistola 765. Cheguei a falar com o pai dele na época, antes dele falecer, vítima de um enfarte. – Falou ainda penalizado com a lembrança. – Não acho que isso possa ter algo a ver com o seqüestro de Kouyou, mas...
- Bem, já é um começo. Agora vou deixá-los e fazer as minhas investigações. – Levantou-se, já pensando nos próximos passos da investigação. – Agora só preciso descobrir onde ele morava...
- Eu sei... – Naomi respondeu às divagações do detetive. – A rua é paralela à nossa. A terceira atrás da nossa casa. Aí o senhor vira à direita, bem no meio do segundo quarteirão. Está vazia há dois anos...
Satoru saiu da residência dos Takashima, agradecendo pela atenção da família. Fez o caminho que a garota tinha indicado, chegando diante de uma casa grande e bonita, mas com o aspecto de abandono. Estava aparentemente bem cuidada, mas os jardins tão formosos de outrora estavam secos e ervas daninhas haviam brotado em vários pontos.
oOo
So far away (So far away)
Tão longe
Been far away for far too long
Estive afastado por muito tempo
So far away (So far away)
Tão longe
Been far away for far too long
Estive afastado por muito tempo
But you know, you know, you know
Mas você sabe, você sabe, você sabe...
oOo
TÓKIO
19/NOVEMBRO
Segunda-Feira – 04:36 PM
Seqüestrado a 32:04 hs
Estava sufocante ali dentro do apartamento, mas não tinham ânimo para nada e mesmo que tivessem a polícia tinha proibido expressamente que eles saíssem. Temiam que além do seqüestro pudesse acontecer alguma outra coisa com um deles.
- Mas por Kami! – Reita exclamou impaciente. – Pelo menos sair na varanda nós podemos, certo? Tem policial em cima, policial do lado da porta, no térreo, na calçada, pra todo lado!
O baixista se levantou da beirada da cama de Aoi, onde estava sentado com o chibi, Kai do outro lado, esperando o moreno tomar o banho. A cama estava em desalinho, por que o moreno queria que ela ficasse exatamente como Kouyou havia deixado.
- A Polícia está preocupada com a nossa segurança Akira! – Kai chamou a atenção do amigo com gentileza. – Eles estão fazendo o melhor...
- Eu sei... Mas essa situação está me matando! Eu fico preocupado com o Yuu, tenho medo que ele perca o juízo com toda essa tortura...
O celular de Aoi soou o sinal característico de mensagem recebida, porém Reita e Kai não perceberam, Ruki pegou o aparelho automaticamente, sem perceber realmente o que estava fazendo, que Aoi parava na porta do banheiro... Abriu o flip, apertando a tecla "ok", abrindo a mensagem e...
- Aaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!! Ka-mi... – Seus olhos se arregalam e a mão tampou a boca, como se pudesse conter o terror que se apossou de si. – Ka-mi Sa-ama... Não... K-Kou...
Todas as atenções se voltam para o chibi em estado de choque, Reita e Kai o acudindo, Reita o abanando e Kai indo buscar um copo com água, Aoi se adiantando e tirando o aparelho das mãos do menor, olhando e se mortificando ao ver a imagem. Caiu no chão de joelhos, o dique das lágrimas finalmente se abrindo, os soluços desesperados se fazendo ouvir, o baque surdo do aparelho no chão.
Kai veio em seu socorro, o abraçando, sua mão encontrou o celular e ele olhou a telinha, tentando descobrir o que aquela louca havia feito...
- Ela va-vai matar e-ele Kai! – Aoi dizia entre soluços. – Ela vai... Vai... MATAR!
Continua...
Muito Obrigada a todos que além de ler deixaram reviews: Isabelle Delacour (Sabe como é né? Me empolguei! Comovocê mesmo diz, fic minha tem que ter lemon, então caprichei.); Meline (Que bom que está gostando, desculpe a demora, com tanto trabalho eu nem percebi que não tinha postado os outros dois capítulos... Graças a uma fã foi que percebi a minha falha, então aqui está segundo.); Aluada Malfoy (Você não deixou review amore, mas tenho que te agradecer, sem você eu não teria percebido a minha gafe. MUITO OBRIGADA QUERIDA!).
Agradeço a todos que leram e por qualquer motivo não deixaram review, muito,muito obrigada.
