Olá pessoas fofinhas!

Finalmente resolvi desenferrujar esses dedos e comecei essa fanfic insana com Ichigo x Rukia e uma pitada de vampiros! Tinha vontade de misturar Bleach e vampiros desde que vi uma imagem do artbook com os bonitões do elenco vestidos de preto com umas garrafas de sangue nas mãos! 8D

Espero que gostem do humilde resultado!

Lembrando que: Bleach não me pertence. Se pertencesse seria provavelmente algo parecido com Vampire Knight! Ò.ó

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Sweet Blood

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Capítulo um – Sob a Lua

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A garota de cabelos tão negros quanto a noite caminhava lentamente pelo corredor iluminado apenas por algumas tochas de fogo nas paredes. Não conseguia ver mais que um metro à sua frente, até finalmente dar de cara com a porta de madeira envelhecida no fim do corredor. Bateu.

- Entre. – disse a conhecida voz do lado de dentro.

E assim o fez. Adentrou o lugar, também pouco iluminado, de paredes rústicas que formavam uma sala um tanto grande. No centro desta alguns homens ocupavam as cadeiras em volta de uma mesa oval.

- Senhores, esta é Kuchiki Rukia, uma de nossas melhores caçadoras... – o dono da voz, a mesma de antes, era Kuchiki Byakuya, chefe do clã de caçadores de vampiros e irmão de Rukia. Tal clã, por sua vez era aliado do governo de Gawcott há vários anos e cuidava de assuntos direcionados aos vampiros que pudessem causar quaisquer problemas na região.

- Boa noite, senhores. – disse a garota parada a uma extremidade da mesa.

- Senhorita Kuchiki, temos uma missão para você... – disse um dos homens à mesa que provavelmente fazia parte do governo local.

- Fomos informados sobre alguns assassinatos... – começou Byakuya, direcionando o olhar à garota - Nossos queridos e adoráveis vampiros, – e aqui sua voz era de extrema ironia - ao que parece, estão matando nossas "donzelas" sem motivo aparente e infringindo nossas leis. Quero que você investigue o caso e descubra o que os move a atos inaceitáveis.

Ela meneou a cabeça positivamente, em sinal de entendimento.

- Ainda não sei como permitimo-nos viver ao lado dessas criaturas... – resmungou um senhor de barba e cabelos brancos.

- O último assassinato aconteceu hoje, em uma das ruas mais afastadas do centro... Quero que você investigue isso. Faça o que for preciso. – concluiu Byakuya.

Rukia meneou a cabeça novamente. – Com licença senhores. – disse cordialmente e deu-lhes as costas, retirando-se do lugar. Fechou a porta atrás de si e para sua surpresa encontrou Renji. O amigo de infância e também um caçador sorria para ela de forma simpática.

- Que tava acontecendo lá dentro, hein Rukia? – perguntou, seguindo a outra pelo caminho.

- Não se finja de tolo, Renji. Você estava ouvindo atrás da porta! – respondeu com a típica voz firme, sem sorrir, porém sem tom de irritação.

- Tudo bem, você me pegou... – suspirou, às suas costas. Apressou-se e parou na frente da morena, fazendo com que ela parasse também. – Você vai precisar de ajuda? – perguntou, empolgado.

- Não Renji... É só uma investigação, acho que posso cuidar disso sozinha... Eu...

- Mas pode ser perigoso, Rukia! Você vai lidar com aquela "máfia" de vampiros! – interrompeu-a, preocupado.

- Renji, eu sei me cuidar... – respirou fundo, com um tom levemente irritado.

- Ok... – Renji estava visivelmente desapontado, mas não havia outro jeito senão conformar-se. – Sabe que se precisar é só gritar, neah! – ele sorriu.

- Sei. – ela sorriu de volta. – Agora me deixe passar! – bradou e os dois colocaram-se para fora dali.

X

As ruas estavam escuras e a única coisa que iluminava seus passos por estas era a lua cheia no céu. Caminhava então a procura de qualquer pista sobre a morte das garotas da cidade, na verdade, sem muita esperança. Andou mais alguns passos até deparar-se com algo que lhe chamou a atenção. Ao seu lado esquerdo havia um beco escuro e sem saída, porém, nele se podiam enxergar dois vultos. Encostou-se à parede, observando a cena, enquanto ouvia as risadas de uma das criaturas há metros de distância.

- Esse é o resultado por você andar sozinha a esse horário! – disse em tom irônico o vulto maior: um homem grande de cabelos compridos, na frente do outro: uma menina que não aparentava mais de quatorze anos. Esta recuou alguns passos e soltou um grito, tapando a boca em seguida. Seus olhos estavam arregalados, tamanho era seu medo. E o homem apenas continuava a rir. Este se aproximou dela e agarrou-a pelos cabelos, fazendo com que ela gritasse novamente.

- Deixe-a em paz... – Rukia caminhara até ele com passos lentos e sorrateiros, mostrando-lhe uma adaga de prata que retirara das vestes.

Ele riu antes de virar-se para ela e quando o fez a encarou com os olhos divertidos. – Pobre criança... Acha que vai causar algum estrago em mim com isso? – seu tom naturalmente irônico causava cada vez mais repulsa à Rukia, que começara a intimidar-se mais pelo tamanho do outro do que por sua voz irritante. Ele era quase um metro mais alto que ela.

A garota atrás dos dois observava o diálogo ainda espantada e imóvel. Rukia olhava para o vampiro sem demonstrar medo.

- Acho que é hora de você ir embora antes que... – começou, porém fora surpreendida pela mão gélida do outro, que acabara de agarrar seu frágil pescoço, quase a levantando do chão sem esforço algum.

- Ora criança... Você é até muito invocada pro seu tamanho! – mais uma vez aquela risada repulsiva, repleta de dentes amarelados e nojentos. Ele pressionou seu pescoço com um pouco mais de força, enquanto a morena tentava inutilmente se soltar e perdia o ar, sentindo as unhas pontiagudas furando-a. Ele lançou-lhe um último olhar, arremessando seu corpo pequeno contra a parede não muito distante, fazendo com que seu corpo se chocasse aos tijolos e caísse no chão em questão de segundos.

Rukia sentiu o corpo estremecer com a dor causada pela pancada e o corpo ficar pesado ao atingir o chão. Abriu os olhos com a visão ainda turva e pôde ver de relance o vampiro agarrar novamente pelos cabelos a menina que infelizmente ficara parada ali. Tudo acontecera tão rápido e não houvera tempo para impedir que a criatura, enfurecida, cravasse deus dentes pútridos no pescoço alvo da outra e tomasse seu sangue.

- Maldito! – gritou Rukia. Esticou a mão ate alcançar sua adaga e levantou-se cambaleante. Correu até ele, reuniu suas forças e enfiou o objeto em suas costas, fazendo com ele se virasse irado. Ele a encarou e em seguida arrancou a arma da própria pele, com um sorriso malicioso.

O coração de Rukia parecia querer escapar pela boca, tão rápido que batia. Os dois se entreolharam rapidamente e todo o resto aconteceu tão rápida e inexplicavelmente, sem que a garota pudesse fazer algo.

Uma espécie de torpor tomou conta de seu corpo e ela não mais podia desviar o olhar de tal criatura. O coração continuou acelerado e a respiração tornou-se cada vez mais descompassada. Ele aproximou seu rosto ao dela e puxou seus cabelos com força, empurrando-a novamente contra a parede, porém, desta vez, segurando-a pelo pescoço para que o corpo não caísse. Rukia tentava com toda e qualquer força mover-se, mas era impossível. Parecia pregada àquela parede, de forma que ainda continuava com os olhos fixos nos da criatura. Viu-o levantar a adaga que ainda segurava e sentiu quando esta adentrou seu estômago, dilacerando sua carne e causando-lhe uma dor terrível. Ainda pôde ouvir uma risada maligna antes fechar os olhos.

Abriu-os em seguida, ao que lhe pareceram segundos e deparou-se com os mesmos olhos divertidos de antes. Sentia o corpo pesado, ainda seguro pela mão gélida dele e não ousou olhar para o corte deixado em sua barriga. Podia sentir o sangue escorrer por suas roupas. Ainda estava entorpecida e ela já não sabia se isso se dava pela dor aguda que sentia ou pelo efeito dos olhos do outro. Sentia-se inútil sem conseguir mexer um músculo sequer.

- Pobre criança indefesa... – sua voz sarcástica parecia estar mais longe do que deveria. O vampiro aproximou o rosto ao pescoço arranhado de Rukia, inclinando este e segurando-o firmemente com uma mão. O cheiro de seu sangue o excitava. Beijou sua pele alva, pronto para morder o local. Ela fechou os olhos, esperando um pouco mais de dor quando, para sua surpresa a mão gélida que a segurava foi retirada dali, fazendo com que seu corpo escorregasse pela parede. Sentada, ficou estupefata ao ver o vampiro que antes estava parado a sua frente, ser violentamente enforcado pela estranha criatura de cabelos alaranjados que aparecera repentinamente.

Ele fora silenciado e seu corpo agora jazia naquele beco escuro, enquanto o dono dos estranhos cabelos cor de laranja se aproximava.

– Não ouse... se aproximar...! – sua respiração fora prejudicada e o coração estava acelerado.

O rapaz ajoelhou-se a sua frente e a olhou por instantes. – Eu não posso deixar você nesse estado... Você tá sangrando demais!

- Já disse pra se afastar! – bradou, sentindo o peso das palavras no próprio corpo, soltando um gemido de dor.

- Se eu te deixar aqui vai sangrar até a morte! – bradou, encarando-a com um olhar estranhamente preocupado.

- Prefiro morrer a receber a clemência de um ser da sua espécie imun... – sua voz era rouca e áspera fora interrompida pelo dedo do outro em seus lábios.

- Se continuar falando tanto vai morrer antes que eu possa fazer algo...

Rukia sentia o suor frio escorrer-lhe pela face, ao passo que a dor piorava. Praguejou mentalmente por seus atos estúpidos. Sendo uma das melhores de seu clã, como poderia morrer ali, de forma tão miserável e por conta de uma criatura tão maldita quanto um vampiro? A respiração tornava-se cada vez mais lenta e sua visão começara a ficar turva. Os olhos dele... Queria ver seus olhos e saber se brilhavam por prazer ou se refletiam pena. Odiaria qualquer que fosse a resposta, afinal. Sentia-se tão tola...

- Temo não haver outra saída senão...

- Eu não preciso... da sua piedade! – falar tornava-se cada vez mais difícil. – Prefiro morrer a... – fora novamente interrompida, desta vez pelas mãos gélidas do outro, uma em seu pescoço e em seu ombro, empurrando seu corpo ainda mais contra a parede e imobilizando-o. (n/a: ainda MAIS?) A visão ficava cada vez pior e já quase não ouvia os barulhos da noite. Os olhos! Finalmente pudera ver os malditos olhos, agora rubros. Olhos famintos, sedentos por sangue...por seu sangue! Antes que pudera pensar em algo, fora surpreendida pelos dentes pontiagudos furando sua pele. A dor aguda e lancinante fez com que fechasse os olhos de súbito. Sentiu o sangue esvair-se enquanto o outro pressionava os lábios em seu pescoço.

"Maldito seja..." – foi seu último pensamento, tomado junto com a própria consciência, não mais que de repente.

X

Eis o primeiro capítulo de Sweet Blood!

OMG! Quanto pescoço nessa fanfic! O.o

Espero não ter ficado repetitiva...

Obrigada a quem leu, espero do fundo do meu rim que tenham gostado! Mandem reviews e façam essa escritora sedenta por sangue mais feliz!

Kisses and bubais ~