Olá pessoas fofinhas!
Bom, a inspiração divina me concedeu sua graça e consegui finalizar o capítulo em menos de uma semana!
Aqui está, espero que gostem! ;)
(Se Bleach me pertencesse... /olhar maligno/ Prefiro não comentar!)
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Sweet Blood
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Capítulo dois – O troco
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Às estranhas e poderosas criaturas com a capacidade de dilacerar o mais frágil e jovial pescoço humano, para deste beber seu sangue, a humanidade deu o nome de vampiros. Odiados e procurados durante um período histórico considerável, pode-se dizer que a "caça às bruxas" teve fim, pelo menos em Gawcott. E sendo aceitos pela sociedade, vampiros puderam finalmente viver ao lado dos humanos sem precisar esconder sua identidade. No entanto, para que nada saísse do controle algumas leis foram rapidamente criadas, com o intuito de proteger os indefesos mortais da cidade.
A principal lei dos vampiros de Gawcott:
"É terminantemente proibido transformar humanos em vampiros, assim como é igualmente inaceitável que vampiros se alimentem de sangue humano ou de quaisquer espécies animais."
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Abriu os olhos e a visão turva demorou alguns segundos para se normalizar. Não sentia nenhuma dor, mas sentia-se fraca. O local onde estava parecia pequeno e havia apenas um lampião iluminando sua face. Estava deitada no chão frio com as mãos e os pés amarrados. Não se lembrava de como fora parar ali. "Havia um vampiro e um beco escuro e depois cabelos alaranjados surgiram para..."
Seus pensamentos foram interrompidos quando a porta do lugar fora aberta, deixando que um pouco de luz entrasse juntamente com o garoto e seus cabelos cor de laranja, e desaparecendo juntamente com um estrondo. Ele aproximou-se e se ajoelhou no chão junto a ela. Rukia podia ver apenas seu rosto pálido na fraca luz produzida pelo lampião.
- Como você está? – perguntou ele com os olhos serenos.
- Como acha que estou, seu maldito? – gritou, debatendo-se com certa dificuldade, inutilmente.
- Você está fraca. – concluiu - É melhor se acalmar...
- Me acalmar? Como você espera que eu tenha calma? Primeiro sou atacada e agora acordo amarrada sem saber por quê... – continuava a gritar – Seu maldito imun... – calou-se quando a mão dele apertara seu queixo com um pouco de força.
- Esse vampiro maldito aqui – seu tom era baixo, porém áspero – salvou sua vida e continua o fazendo, então cale essa boca!
Seu tom duro fez com que Rukia se irritasse ainda mais, porém resolveu guardar as palavras para si. Vendo que ela havia se acalmado, desamarrou a corda que prendia seus pés e ajudou-a a se sentar. Os dois se entreolharam novamente, Rukia mantinha-se irritada e isso transparecia em seus olhos.
- Sei que não deve ser fácil pra você, mas não tive alternativa...
Ela estava sangrando muito quando ele se aproximou. As palavras lhe eram difíceis e não pudera impedir que ele... mordesse seu pescoço! Era por isso que não sentia nenhuma dor, mesmo depois de ter o corpo lançado à parede e ganhar um corte profundo na barriga. Havia se tornado uma vampira! Uma das sanguessugas miseráveis que tanto odiava. – Agora sou tão tola e imunda quanto você! Eu o odeio por isso! Eu estapearia você se pudesse... Maldito, por que você não me solta? – estava ficando farta em sentir-se tão inútil diante de tudo.
- Entendo que você me odeie e que queira se soltar, mas não posso fazer isso... Temos um problema maior do que esse em mãos...
Eles ouviram passos do lado de fora. Alguém bateu à porta.
- Que problema é esse?
- Shii! – ordenou-lhe – Fique em silêncio absoluto se ainda quiser viver... – ele sussurrou. – Eu já volto. – levantou-se e deixou o quarto.
Rukia podia ouvir a conversa que acontecia do outro lado da porta.
- Algum problema mestre Ichigo? – perguntou uma voz masculina. – Pensei ter ouvido vozes estranhas...
- Não foi nada demais, volte ao seu trabalho. – ordenou-lhe.
- Tem certeza, senhor? – insistiu o outro.
- Já disse para voltar ao seu trabalho! – bradou, irritado.
- S-s-im, senhor!
O garoto voltou para perto de Rukia.
- O que está acontecendo? – ela sussurrou, por precaução.
- Como disse, temos um problema...
Ela o encarou esperando continuação.
- Eu sou Kurosaki Ichigo, filho de Kurosaki Isshin que é uma espécie de líder dos vampiros de Gawcott.
- E qual o grande problema nisso? – perguntou irônica.
- Você como ex-caçadora de vampiros deve conhecer muito bem as leis da cidade, inseridas devido a nossa "existência"...
- É óbvio que conheço... mas espere! O que você quer dizer com "ex-caçadora de vampiros" – ela quase voltou a gritar.
- Eu sinto muito Kuchiki Rukia, mas a partir de hoje você está morta e proibida de voltar ao seu adorável... clã. – sua voz era firme e não havia qualquer tom que indicasse diversão. Ele estava falando sério.
Rukia piscou os olhos, incrédula. – C-c-omo assim seu maldito? – levantou o tom de voz mais uma vez – Como assim estou morta? – aquilo só podia ser uma brincadeira idiota! Maldita hora em que fora mandada para aquela missão.
- As leis são o problema! Como você sabe, é proibido transformar humanos em vampiros! Eu poderia ser preso por isso... E acho que você não gostaria de colocar o seu grande herói atrás das grades, não é mesmo? – ele sorriu, um tanto irônico.
- Como ousa dizer isso? É algum tipo de pegadinha, certo? – ela continuava incrédula. Como poderia ficar presa ali à mercê daquele vampiro idiota apenas para que ele não fosse preso? – Resolvemos este grande problema quando eu falar com meu irmão e ele disser que abre uma exceção por você ter salvado sua irmãzinha querida... Agora me solta! – ela fora tão convincente que até chegara a duvidar de próprio blefe.
- Não acho que Kuchiki Byakuya é o tipo de pessoa que abre exceções. Nem mesmo à família. - os olhos dele estavam mais sérios do que nunca.
A frase atingira Rukia como um tapa na cara. Conhecia seu irmão o bastante para saber que ele realmente não desobedeceria às regras que um dia ajudara a criar. Ela abaixou a cabeça, pensativa. Se Ichigo não a deixaria sair dali, ela teria que dar um jeito sozinha. Porém, antes precisava ganhar a confiança dele para poder ao menos ser totalmente desamarrada.
Ele respeitou seu silêncio, sabendo que atingira o ponto fraco da garota. Pelo menos por enquanto conseguiria mantê-la ali, sem que ela lhe causasse grandes problemas. Respirou fundo e por fim disse: - Essa é a hora em que você me morde... – ainda continuava sério.
- O quê?
- Caso não tenha percebido você está fraca... Precisa de sangue ou vai morrer!
Ela o encarou por longos minutos, respirou fundo e disse: - Prefiro morrer!
- Acho que você não me entendeu direito... Vampiros também morrem, sabia? Se continuar assim...
- Já disse que prefiro morrer a tomar o seu sangue! – bradou ela.
- Então tudo que eu fiz por você foi em vão? – ele também começara a gritar.
Rukia continuou a encará-lo firmemente - Eu não pedi que você salvasse a minha vida, seu miserável! – suas palavras banhadas em ódio não o atingiram tanto como quando ela lhe cuspiu na face pálida.
Em súbito ao sentir a face molhada levou sua mão em cheio ao rosto da outra. – Vadia! – disse, limpando o rosto com a manga das vestes.
Ela sentiu o rosto queimar, porém, não abaixou a cabeça e continuou com os olhos firmes nos do outro. Não abaixaria a cabeça para um vampiro...jamais!
- Se prefere morrer... Que morra sozinha! – bradou ele, levantando-se e retirando-se dali.
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- Mandou me chamar, senhor? – Ichigo se dirigia a ele como qualquer outro o faria, tendo aposentado o título de "pai" desde os doze anos.
- Quero saber exatamente o que houve na noite passada... O que foi que você fez, Ichigo? – seu tom era firme. – Sabe algo sobre a morte de Kenta?
- Fiz o que me foi mandado, senhor! O corpo de Rukia jazia no chão assim como o corpo da outra garota... Quando cheguei Kenta já estava morto. – mentiu, com convicção. – Enterrei os dois corpos...
- Hmmm. – murmurou o mais velho. – Esta história me parece mal contada, Ichigo! – bradou. – Vou descobrir quem nos traiu... Espero não haver dedo seu nessa história! – seu olhar quase causava medo em Ichigo, que preferiu ficar em silêncio ao invés de dar margem a mais suspeitas.
- Por hora pode se retirar...
- Com licença, senhor! – e dizendo isso, saiu. Precisava dar um jeito de tirar Rukia dali o mais rápido possível, antes que o próprio pai descobrisse sua intervenção inapropriada na noite anterior e caçasse não só a cabeça da garota como também a sua.
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A cada minuto que passava seu corpo ficava mais fraco e ela sentia-se cada vez mais faminta. Ficara jogada naquele chão frio por pelo menos um dia, desde que Ichigo a deixara. Apenas Rukia e sua própria consciência. Só agora sabia como precisava daquilo. Precisava de sangue e naquele momento sentia-se um verme nojento. Quase podia ouvir um "tic tac" de relógio em sua cabeça, fazendo questão de lembrá-la como o tempo passava devagar, e a cada minuto desejava que passasse mais depressa, para que seu sofrimento tivesse fim. Tinha vontade de gritar, mas nem para isso havia força...
Finalmente a porta fora aberta e um Ichigo de olhar impenetrável aproximou-se dela a passos lentos, contemplando sua expressão pálida e desfalecida junto ao chão. A figura encolhida com as mãos próximas ao queixo de Rukia quase lhe dava pena. Mais uma vez ele se ajoelhou em frente a ela e ajudou-a a se ajoelhar também. A encarou em silêncio, seus olhos aguardavam alguma resposta dela.
Ela também ficou em silêncio. Seus olhos transbordavam de raiva, assim como suas palavras: - Seu sangue... – disse com dificuldade, estava fraca até para isso. – Eu preciso... Por favor! – seus olhos imploravam por tal e ela nunca se perdoaria por tal pedido de clemência.
Ichigo inclinou a cabeça para o lado e esperou pelo próximo movimento dela. Com os olhos ainda cheios de fúria e sentindo-se a pior espécie do mundo, aproximou seu corpo esguio e fraco ao corpo do outro e receosa passou as mãos ainda juntas pela nuca de Ichigo, enlaçando seu pescoço alvo numa espécie de apoio. Podia sentir a respiração dele em seu rosto e o próprio coração acelerando cada vez mais. Respirou fundo, após admirar o local por algum tempo, e finalmente o fez. Cravou os dentes pontiagudos na parte livre do pescoço de Ichigo, sorvendo todo o sangue que conseguia. Era uma sensação indescritível. Sentia o sangue renovar o seu ser, saciando sua sede, fazendo com que seus olhos brilhassem de excitação e desejassem cada vez mais; o sangue dele era delicioso e ela não tinha vontade de parar... Continuou sorvendo o líquido e deleitando-se com tal, parando apenas quando sentiu a mão de Ichigo puxar-lhe para trás.
- Você está deplorável. – seu tom frio fez com que Rukia voltasse à realidade.
Ela sentiu um filete de sangue escorrer da própria boca. Retirou as mãos da nuca do outro e deixou que seu corpo escorregasse pelo peito forte de Ichigo. Os braços do garoto a envolveram de forma gentil e inesperada. Rukia contemplou a penumbra e teve vontade de chorar, derramando então algumas lágrimas silenciosamente. Vazia. Imunda. Sentia-se miserável. E o pior de tudo: sentia nojo de si mesma.
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Fim do capítulo!
Anh, realmente adoro essa parte em que a Rukia morde o Ichigo! Imagino uma cena de cinema rolando... /olhinhos brilhando/
Ok, ok... Brisas a parte, espero do fundo do meu diafragma que tenham gostado do capítulo.
Mandem reviews ou... O Michael Jackson vai puxar o pé de vocês de noite! Q
Kisses and Bubais
E obrigada a quem leu
;)
