Watashi-tachi? (Nós?)

Por: Akane Kyo

Quatre agora estava viajando por um local cheio de neve queria encontrar aquele que tanto amava e que nos últimos meses vinha deixando de lugar em lugar um pedacinho seu, pistas a serem seguidas que davam em um só lugar, mas o caminho para esse lugar era cheio de armadilhas e dificuldades. Duo e Quatre já estavam quase desistindo quando chegaram a uma cidade misteriosa um belo lugar que de tempos em tempos ficava total e magicamente encoberto por neve, mas que cidade era aquela?

- Quatre você sabe que cidade é essa? – Perguntou Duo enquanto o rapaz louro descia dele.

- Não tenho certeza, mas o nosso mapa diz que aqui deveria ser a cidade central do País da Primavera e... A cidade seguinte a Cidade do Som... – Falou o rapaz observando o local – O que você acha que acontece aqui?

- Vai saber! E agora o que faremos agora?

- Vamos para a próxima cidade! – Falou o loiro observando o local não havia nada ali nem vestígio de coisas o rapaz se abaixou devagar e encostou-se ao chão tentando tirar um pouco de neve verificando logo em seguida que havia neve demais ali. – De qualquer forma eu não sei se podemos atravessar esse lugar como normalmente fazemos!

- Por que você acha isso?

- Corremos o risco de afundar nesse...monte...de...ne... – Quatre se sentiu fraco ele não conseguia mais falar e estava perdendo a capacidade de se mover lentamente até que caiu desmaiado perto de Duo vindo a acordar horas depois em um lugar desconhecido uma sala lindamente adornada por flores de diversos tipos desconhecidos.

- Onde eu estou? – Perguntou o rapaz tentando se levantar.

- No país da primavera - Disse uma voz conhecida ao lado da cama.

- Duo, que bom te ver então esse lugar esta mesmo dentro do País da Primavera! – Falou o garoto bastante surpreso observando o local a sua volta – São lindas não? – Concluiu observando as flores.

- Belíssimas, mas ouça Quatre esse é um país e dentro dele está à cidade que procura, a Cidade do Som está aqui não muito longe, mas você não pode ir até lá pois as portas da Cidade do Som estão fechadas e ninguém pode entrar! – Disse a motocicleta meio desesperada.

- Daremos um jeito – Falou o rapaz se levantando sentindo pontadas na cabeça, lembrando-se vagamente do rapaz de olhos verdes.

- Talvez seja impossível – Disse a motocicleta.

- Por que acha isso Duo – Perguntou o rapaz intrigado e ainda com as pontadas na cabeça.

- Bom porque é difícil!

- Ah isso... não é um problema além do mais eu duvido que eles não se abram para mim, tem outro motivo não tem?

- Tem sim! Depois que você entra na Cidade do Som não sai nunca mais eu não sei como seu amigo Trowa saiu, mas...não poderia!

- Entendo... – Disse Quatre pensativo e meio desesperado as pontadas na sua cabeça aumentando ficando cada vez mais fortes se não havia como sair de lá qual era a verdadeira história de Trowa?

- Ainda vai?

- Sim se Trowa achou uma forma de sair eu também acharei! Eu já fugi da Cidade do Silêncio graças a sua ajuda então... – Quatre havia entendido uma coisa Trowa nunca voltara para a Cidade do Som, se ele havia fugido provavelmente não era visto com bons olhos na cidade ou estaria preso. O que teria acontecido?

- Está pensando? – Perguntou a motocicleta.

- Sim cheguei a uma conclusão, Duo me ajude preciso que arrume informações sobre a pessoa chamada Trowa Barton, coisas como foi presa ou está morto! – Perguntou o garoto louro quase tendo um ataque.

- Já tenho essas informações! Ao que me parece essa pessoa foi banida da Cidade do Som! Mas ao que tudo indica se essa pessoa estivesse viva teria mais de cinqüenta anos. – Disse Duo – O Trowa que você conheceu não é o mesmo que viveu nessa cidade.

- Como assim? O que isso significa? – Perguntou o rapaz de aparência angelical com os olhos arregalados quase chorando.

- Isso não é tudo! Talvez o seu Trowa seja o filho dessa pessoa! Uma criança que nunca aprendera a tocar! Essa criança foi levada da cidade pelo seu pai quando ele foi mandado embora talvez essa criança seja a pessoa que você conheceu!

- Mas o Trowa que eu conheci sabia tocar! – Disse Quatre surpreso – Ele disse que viajava atrás do dueto perfeito.

- Hum... não sei de mais nada! – Respondeu a motocicleta pensativa.

- Temos que descobrir o que está acontecendo, mas primeiro temos que sair daqui – Responde Quatre bastante decidido – o que procuramos está na Cidade do Som ou quase lá.

Quatre e a motocicleta Duo começam a viajar pelo País da Primavera que continua encoberto de neve.

Na cidade eles ficaram sabendo que na realidade a neve que deveria cair de tempos em tempos magicamente, não parava mais de cair deixando aquela parte do país debaixo da neve durante vinte anos.

As pessoas daquele local só não morreram por causa de uma tecnologia que permitia as plantas e seres humanos viver sem a luz do sol. No meio de tudo aquilo ainda havia uma lenda ela dizia:

"Assim que a cidade do som deixar de tocar tudo há de se desencantar".

"A neve bela cairá do céu e não mais parara".

"Apenas duas almas tão brancas como a neve, serão capazes de com ela acabar".

"Abrindo os portões da cidade do som".

"Mas para abrir os portões da cidade do som é necessário tocar para isso é preciso um dueto que vive a se amar".

"E se mesmo depois de tudo isso a neve não ir o dueto com todos há de se redimir!".

Ainda existiam coisas que deixavam o loiro em duvida, ele não sabia o que fazer, mas sabia que aquela lenda tinha algo haver com Trowa. Como que escrita para ele ou como se ele desejasse realiza-la.

- Quatre essa lenda parece mais um poema mal escrito do que qualquer outra coisa! – Reclamou Duo ao ver o rapaz concentrado pensando.

- Eu sei! Mas nela me diz que é verdade! – Respondeu Quatre ele ponderava sobre tudo, sentimentos a lenda Trowa com certeza estava vivo ele queria abrir os portões da cidade, mas deveria haver um motivo mais forte para isso.

Os viajantes começaram a sair da cidade principal do País da Primavera, eles se encontravam em um lugar ainda dentro da redoma de vidro que possuía um pequeno caminho. O chão de grama curta do local seguia coberto de pétalas de flores, que pendiam de grandes árvores, a sua frente à mesma coisa era uma seqüência quase infinita de pântanos brilhantes de pétalas cadentes.

Uma luz fraca entrava no local era como se a neve branca estivesse iluminada, ao olhar para o local a impressão que se tinha era de que era frio e sem vida como se tudo o que estava ali fosse uma ilusão.

Quatre caminhou rapidamente pelo estreito caminho, ignorando as novas sensações ruins que o local proporcionava, havia algo de muito estranho ali talvez tudo fosse uma ilusão.

Mais alguns minutos caminhando e o frio tomara conta do rapaz, ele deixara de pensar que aquilo era sua imaginação, pois conforme respirava pequenas baforadas de fumaça branca de formavam no ar. Estava frio e estava ficando escuro o corpo do rapaz já se recusava a andar Duo parecia uma moto comum, pesava como se não tivesse vida própria. O garoto sentia-se tonto e por fim desmaiou.

Quatre acordou algumas horas depois seu corpo todo doía, percebeu que estava deitado em uma cama comum grande, estaria ele novamente na cidade em que acordara?

Levantou o tronco, sentando-se e olhou para uma janela ao lado da cama, árvores mortas, neve caindo, chão branco. O rapaz não se lembrava de ter saído do campo florido. Alguém o levara até ali, olhou para si mesmo estava nu, olhou as voltas suas roupas não estavam ali, Duo também não se encontrava ali.

Sentiu-se acuado, estava sozinho, nu o quarto era quase vazio, quase ao lado da cama havia uma lareira, um fogo crepitava queimando pouco a pouco três grossos troncos de árvore. No quarto ainda havia uma mesa e uma cômoda sobre a cômoda uma partitura conhecida, o rapaz olhou a distância.

Aquela partitura lembrava uma música que ele mesmo havia escrito, sua cabeça doeu o corpo pediu mais calor, o rapaz tornou a deitar e se cobriu quase que totalmente deixando os orbes verdes reparando no cômodo. Uma porta na extremidade da cama, a saída, a entrada.

Ele mirou a mesinha com os olhos fora de foco perdido em pensamentos, por alguns segundos deixou a visão melhorar e observou melhora logo em cima da mesinha estava seu violino, era seu ele sabia ao lado do seu violino estava uma flauta, a flauta de Trowa e no meio das duas uma partitura que ele havia escrito solitária logo abaixo do arco.

O rapaz se assustou um pressentimento feliz e uma constatação interessante, aquela era a casa de um de um músico ele tinha possuía a partitura que Quatre esquecera na sua cidade, e tinha deixado seu violino a mostra. O rapaz sorriu sentia que aquilo que ele buscava estava naquela casa.

Virou na cama de modo a cheirar o travesseiro possuía um perfume diferente canela, castanha e neve, sim um perfume que lembrava neve, o rapaz sentiu-se acalentado não se lembrava do cheiro do amado, mas conhecia a sensação de estar próximo a ele. Tateou o lençol e o segurou com força mordendo o lábio, estava em êxtase nem viu quando a porta se abriu e uma figura passou por ela.

Sentiu alguém tocar seu ombro e chamar seu nome, se imaginou sonhando, mas não era sonho o toque era real, o perfume era real e estava ali, aquela mesma voz, era real. Tudo ali era real não havia espaço para sonho, mas ele estava receoso. Virou-se lentamente para observar quem estava ali.

Um rapaz de feições gentis pele naturalmente bronzeada, e cabelos castanhos com uma franja cobrindo um dos olhos estava parado ali. Mas era estranho via apenas um de seus olhos o outro não era visível. Quatre não sabia o que fazia queria rir, chorar e abraçar o amado decidiu-se por abraçar o amando. Guinou o corpo nu e abraçou o maior que não se importou com o abraço repentino e correspondeu carinhosamente dizendo:

- Você demorou bastante para chegar! Está tudo bem?

- Sim, está... Está tudo maravilhosamente bem, eu esperei tanto... tanto tempo para te ver... – Disse o loiro começando a chorar a voz falha e embargada, os sentimentos se entrelaçando devagar.

- E sei que demorou, mas acredite meu amor valeu a pena. – Respondeu o maior sorrindo e Quatre sentiu algo estranho aproximou a mão da franja de Trowa e a afastou um olho ferido um curativo o cobria, um machucado.

- Desde quando você tem isso? – Quatre chorava de tristeza sentia que a culpa por aquilo era sua, viu o amado afastar-se um pouco e levar a mão ao olho machucado. Para em seguida olha-lo com candura.

- Isso é o que sobrou de ruim da cidade do silêncio! Uma espécie de recordação. Por sorte eu consegui te salvar, mas eles não me pouparam por isso eu não apareci para você durante todo esse tempo, estava ferido. Eu o segui e o guiei até o imaginário País da Primavera garantindo que você ficasse bem. Faço isso desde que o encontrei novamente.

Trowa enxugava as lágrimas de seu anjo sentia a tristeza do outro mesmo depois de tanto tempo. Quatre só queria seu bem. Abraçou-se mais ao corpo nu, branco e pequeno. Estava bastante quente em contraste com suas mãos que estavam gélidas. Quatre sem prever o toque frio suspirou de leve era delicioso e ao mesmo tempo desconfortável.

Trowa se afastou lentamente do amado para poder beijá-lo nos lábios logo em seguida. Quatre que não preverá o beijo não correspondeu imediatamente após alguns segundos de surpresa beijou o amado agarrando-se fortemente a ele.

O rapaz moreno deitou seu anjo de leve na cama e se deleitou observando a pele clara e em parte coberta do garoto queria amá-lo ali, agora. Beijou o de leve nos lábios novamente e desceu para o pescoço, beijando-o com desejo, deixando a pele avermelhada, ele mordiscava levemente fazendo Quatre gemer baixinho. Trowa continuou o que estava fazendo beijou quase todo o corpo do amado até chegar à parte que ainda se encontrava coberta olhou a sua face, viu os olhinhos desejosos e a face corada implorarem por mais.

O rapaz retirou devagar as cobertas do corpo do amado, olhando para seu rosto então quando ele finalmente estava descoberto, ficou sobre ele, deixando que o garoto se divertisse retirando as pesadas roupas de neve que ele vestia deixando-o só de roupa de baixo. Nada foi dito, eles ficaram ali apenas se encarando perdidos em pensamentos e sentimentos do parceiro até que Trowa lembrou-se do que estava fazendo e passou a mão pela parte interna da coxa do pequeno que estremeceu ao toque. Trowa acariciou aquela região e abaixou-se vindo a beijar Quatre ali mesmo foi lentamente subindo escutando os gemidos incessantes do loiro que o estimulavam a continuar.

Trowa chegou até o membro do outro que se encontrava ereto e o segurou passando em seguida sua língua sobre o mesmo. Quatre não resistiu e gemeu um pouco alto os toques o estavam deixando louco ele jamais havia experimentado aquilo, mas acima de tudo ele queria ser do moreno. O loiro teve seu membro abocanhado e gemeu novamente, sentia sua face queimar a qualquer momento ela iria pegar fogo. Por mais alguns minutos Trowa abocanhou o membro do garoto até que decidiu que ainda era cedo demais para ele gozar ele precisava algo mais profundo.

O rapaz de olhos verde escuro tirou o que restava de sua roupa de baixo e deixou que o pequeno lhe observasse, então voltou a acariciá-lo indo mais longo agora. O rapaz acariciou a pequena abertura de Quatre enquanto o outro se contorcia levemente de prazer. Decidiu após alguns segundos que era hora de penetrar o pequeno. Lentamente ele introduziu seu membro no loiro que gritou de dor. O que o loiro sentiu foi uma dor dilacerante cortando-o por dentro, mas ainda havia certa quantidade de prazer junto com aquela dor. Trowa não tinha a intenção de machucar Quatre então não se moveu enquanto ele não pareceu bem novamente. Quando o loiro abriu os olhos e desejou o amado viu que ele sorriu de leve entendendo a mensagem e começando a se movimentar lentamente dentro dele.

Os rapazes encaravam um ao outro parecia ser necessário observar um ao outro naquele momento, os sentimentos todos ali despertos, revelando-se. O pequeno gemia com as fracas investidas do amado desejando mais, em um determinado momento abraçou-se a ele que entendeu que deveria dar mais prazer a seu anjo investindo mais forte e rapidamente contra ele fazendo-o gemer alto. Os dois estava chegando no ápice com aquelas investidas, as respirações rápidas se juntando, o suor banhando ambas as faces apesar do frio. Os dois chegaram ao clímax no mesmo instante o loiro arranhava as costas de Trowa com força e sorria havia sido delicioso a primeira vez que alguém o amou e amou com certa gentileza.

Trowa observou a face corada do outro ele sorria, havia um tanto de cabelo sobre os olhos do garoto, mas ele precisava ver os orbes verde-claros. Retirou com uma mão o cabelo e beijou os lábios do seu amor.

Os dois descansaram, caiu à noite e veio novamente a manhã, o loiro acordou e constatou com pesar que estava sozinho no quarto novamente. Onde estaria seu amado?

O loiro ainda estava nu sentia o perfume do outro, o perfume de neve preso ao seu corpo. Sorriu Trowa estava vivo acima de tudo estava vivo. Isso era importante claro ele o amava, a certeza de que ele estava vivo sempre impulsionou Quatre a continuar.

Trowa entrou no quarto onde seu amado estava e sentiu-se feliz o outro sorria. Ele trazia uma bandeja com o café da manhã para o pequeno ele deveria estar faminto. Caminhou até a cama e colocou a bandeja no colo do outro, que o puxou para um abraço e um beijo de "bom dia". Antes de começar a comer com vontade. Trowa o observava tinha muito a lhe dizer, mas começaria pelo que era mais importante.

- Quatre você conhece um pouquinho da história do País da Primavera e da Cidade do Som? – Perguntou ao pequeno que assentiu – Você conhece a lenda para abrir os portões da Cidade do Som? – Ele observou o pequeno que assentiu novamente – Seremos nós! Um desejo íntimo é abrir aqueles portões por isso eu procurei o dueto perfeito! Por tanto tempo! E agora que você está aqui eu imagino que seja possível!

Quatre parou de comer, seu desejo depois de descobrir a lenda era abrir os portões também, mas ele também tinha perguntas e duvidas.

- Trowa... eu tenho que te perguntar algumas coisas! Quem é você realmente! A pessoa que se chama Trowa Barton e viveu na Cidade do Som por certo se estivesse vivo teria cinqüenta anos em... – Quatre foi calado pelos lábios de Trowa.

- Eu explico respondeu o rapaz de olhos verdes, na verdade eu não tenho um nome – Disse abaixando a cabeça tristemente – Trowa Barton era o nome do meu pai! Quando ele saiu da Cidade do Som jogou uma espécie de maldição nela eu não sei como funciona, mas era uma espécie de castigo para o país da primavera e para a Cidade do Som! Meu pai foi abrigado a casar-se, foi obrigado a aprender a tocar, foi obrigado a viver tocando quando seu verdadeiro amor eram as plantas, mas ninguém lhe permitiu viver na cidade central do País da Primavera e por isso ele enlouqueceu. Quando ele foi expulso da Cidade do Som me ensinou a tocar e disse que eu procurasse o dueto perfeito para poder libertar a cidade do som da maldição. – Trowa inspirou profundamente e continuou – Bom...anos e anos se passaram e eu não encontrei ninguém, mas em uma cidade enlouquecida a oeste eu encontrei você apesar de todos os problemas chegou a hora. No entanto não há muito o que recuperar da cidade e do país.

- Como assim Trowa? – Perguntou o rapaz loiro tristonho.

- Na cidade central do País da Primavera vivem poucas pessoas a maioria morreu por causa da falta de comida, na Cidade do Som não deve estar muito diferente os grandes prados verdes em que eu caminhei provavelmente não existem mais viraram campos de neve repletos de árvores seculares e mortas! Olhe pela janela e veja tudo está morto. O local pelo qual você viajou quando saiu do País da Primavera era uma ilusão aquelas árvores e flores não existiam!

- Isso explicaria o frio! Mas devemos continuar pelas pessoas que ainda existem e pelas que vão existir!

- Isso mesmo está na hora de devolver a vida a esse País afundando em neve! – Trowa saiu do quarto determinado deixando o amado ali nu, voltou alguns minutos depois trazendo as roupas do rapaz limpas, secas e cheirosas.

Trowa entregou as roupas ao amado e disse-lhe que tomasse um banho, mas por causa do poder de persuasão do loiro acabou indo com ele. Duas horas mais tarde eles saíram cada um carregando seu instrumento musical, a neve branquinha caia devagar, mas o vento era intenso. Se não fosse a determinação dos rapazes provavelmente o vento os impediria de chegar ao seu rumo, os portões da Cidade do Som.

Os rapazes finalmente chegaram ao seu destino, um imenso portão cheio de correntes que o prendiam e tremelicavam toda vez que eram tocados pela neve espantando-a atrás dos portões parecia não haver nada se não o continuo e conhecido campo de neve.

Quatre deixava seus pensamentos oscilarem entre acreditar na existência da Cidade do Som ou acreditar que ela estava encoberta pela neve. Seria realmente horrível se ela tivesse desaparecido.

Trowa observou o pequeno sabia que ele estava meio em dúvida quanto ao campo. Decidiu que finalmente chagara hora de abrir os portões se deixassem tudo como estava seria negar a vida ao local.

- Quatre é a hora você se lembra da música que tocamos na Cidade do Silêncio? – O moreno perguntou nervosamente, mas sem mudar a expressão na sua face.

- Lembro... – o rapaz engoliu seco, os sentimentos estavam confusos, só tinha certeza de que estava feliz de estar com Trowa, aquilo ali provaria se realmente se amavam ou não e se eram o dueto perfeito ou não.

- Não tocaremos aquela... Existe uma melhor vamos tocar a música que eu escutei quando eu deixei minha flauta para você no beco. – Falou observando o outro. O vento agora remexia na sua franja deixando à cicatriz a mostra. Quatre o observava surpreso não tinha certeza se aquela música era boa o suficiente, apesar de todos viverem dizendo que era a mais linda, até mesmo Duo que ficara entocado na casa de Trowa dizia isso.

Quatre de repente viu a cicatriz e lembrou-se de tudo e do sentimento para tocar aquela música, suas tristezas o açoitaram e ele sentiu o corpo ficar tenso.

- Sim. – Respondeu no fim vendo a sua tristeza se refletir nos olhos do outro.

Quatre ia tocar guiado pelos sentimentos remanescentes, viu o amado levar a flauta a boca e espera-lo. Segurou levemente o arco sobre as cordas, passando mentalmente as cenas da sua vida. Escorregou-a por sobre as cordas e começou a tocar Tabibito.

De início Trowa não o acompanhou, mas no primeiro forte compasso ele começou a tocar com ele. Ambos estavam de olhos fechados concentrados nas próprias tristezas quando novamente se deram conta do porque de estarem tocando.

Os dois abriram de leve os olhos e se observaram, simultaneamente sem deixar de tocar e perceberam que o sentimento que deveria haver ali era o amor. E a vontade de estarem juntos. Ficaram daquela forma perdidos em pensamentos um do outro sabiam que pensavam da mesma forma. Lentamente os dois começaram a ver linhas coloridas não sabiam de onde elas vinham. Eles não sentiam o vento nem a neve e quando se deram conta estavam sozinhos, em meio a muitas linhas coloridas, eles escutavam a música ao longe, mas eles não mais seguravam os instrumentos.

Era estranho os dois em lugar só deles era tão íntimo, seria aquilo resultado da música, ou outra coisa?

Aproximaram-se e se tocaram de leve. Eram de verdade, eram eles mesmos, mas um som os fez voltar ao campo de neve, eram os portões da Cidade do Som, as correntes haviam se rompido e ele estava se abrindo. A neve não caia mais, os sol brilhava. O campo branco lentamente era substituído por uma grama verde, agora era possível ver algo da Cidade do Som, os portões ficavam sobre uma colina e descendo por um caminho repleto de flores você chegava ao início da cidade, onde havia várias casinhas.

Os portões terminaram de se abrir e como eles a música terminou. Trowa observou o pequeno sorridente e surpreso... A cidade estava em pé ainda. Segurou a mão do outro e o puxou colina abaixo adentrando os portões.

Os rapazes correram por alguns minutos, mas quando chegaram a cidade seus sorrisos morreram. Ali diversas pessoas estavam paradas, congeladas, tristemente em diversas posições. Provavelmente estavam assim a muito tempo. Quatre observava tristemente um garotinho ao seu lado e surpreendeu-se ao vê-lo voltar a se mover e correr com algumas crianças que também voltaram a se mover, pessoas e crianças retomaram seus afazeres como se nada tivesse acontecido.

- O que está acontecendo aqui? – Perguntou Trowa.

- Não sei, mas parece que tudo está vivo de novo! – Respondeu o rapaz, Quatre abraçou ao amado ainda segurando o violino e lhe beijou estava muito feliz, eles realmente se amavam e eram o dueto perfeito.

- Então o que fazer agora? – Perguntou Trowa em dúvida seus objetivos de estar com Quatre e de abrir os portões da Cidade do Som estavam cumpridos, já não tinha mais nada planejado.

- Que tal descansar um tempo depois... Voltar a viajar? – Respondeu o loiro frente a dúvida do amado dando um sorriso encorajador.

Trowa sorriu e começou a caminhar com o amado pela Cidade do Som, eles eram viajantes eles deveria continuar viajando, independente do motivo, mas era sempre bom saber que tinham para onde voltar, era sempre bom saber que tinham um ao outro.

Continua...ou não?

Ai está à continuação de Tabibito! Tão linda quanto! xD

Bom eu deixo por decisão do leitor novamente continua ou não?

Agradecimentos a Pime-chan por me estimular a escrever isso. Muito obrigado pelo review muito, muito mesmo!

Então as aventuras de Quatre e Trowa viajando por diversas terras devem continuar?

Eu quero receber elogios, sugestões, críticas, tomates e outros vegetais podres em forma de comentário, portanto deixem reviews! XD