Epílogo.
Ele estava concentrado em suas músicas. Seus dedos dedilhavam as cordas do violão e ele se sentia bem. Inteiro.
Depois de muitos anos.
Depois de muito tempo.
Depois de muita dor.
Olhou para a janela e viu a neve caindo. Viu a árvore enfeitada, brilhante e colorida.
Natal.
Época de renovações. E ele se sentia renovado.
Há muito tempo.
Depois de muito tempo.
Não era como se ele tivesse sido curado.
Era como se a dor nunca tivesse existido.
Então ele ouviu um barulho infantil. Isso o fez sorrir.
- Eu gosto tanto dessa árvore. – A menina entrou na sala apontando para a árvore de Natal.
- Eu sei que gosta. – Ele disse sorrindo e guardando o violão. – Foi você quem escolheu.
A menina sorriu mostrando suas "janelinhas" fazendo o gargalhar.
- Quero brincar de pique esconde. – Ela pediu manhosa e ele se levantou.
- Pique esconde? Mas eu sou velho pra brincar de pique esconde.
- Ah, vamos!! – Ela pediu batendo palminhas.
Ele olhou o relógio.
- Você tem que dormir. Está na hora.
- Não quero.
- Vamos? Hum? – Arqueou a sobrancelha e fez cara de mau. – Quem chegar no ultimo é a mulher do sapo? Hein?
Ela riu, gritou e começou a correr pela casa e ele foi atrás.
- Mas que lindo não!! Pai e filha fazendo bagunça a essa hora da noite enquanto a mãe da criança trabalha o dia todo com uma bela barriga, hein?! – Eles pararam ao ouvir a voz forte e brincalhona dela.
Ele sussurrou no ouvido da criança.
- Acho que a gente se ferrou. – E mordeu o lábio.
Agora ele acreditava em milagres. Alice depois de muitas tentativas médicas havia voltado a vida no exato momento que ele despertara da inconsciência. Foi como uma obra de Deus. Um milagre... Ele sabia que um não saberia viver sem o outro.
Após muita luta, Alice venceu sua doença, o que não foi fácil. Os anos passaram e eles nunca se separaram. Ninguém conseguiria fazer isso.
Jamais.
- Mãe. – A menina chamou – A gente já estava indo dormir e... – Tentou se explicar fazendo a mulher rir. Ela olhou para Jasper que se escondia atrás da menina com carinha de cachorro sem dono.
- Sim. 12 anos que eu estou com esse homem e ele não muda! – Ela disse entrando na casa e colocando sua bolsa no sofá. – Ma tudo bem. Homem é folgado desse jeito mesmo, deveria me acostumar.
- Oh amor, fala desse jeito comigo não.
Ela gargalhou e segurou o rosto dele dando um selinho.
- Palhaço. – Sorriu e se abaixou para pegar a criança. Amber estava com 5 anos de idade e tinha os cachos loiros e os olhos verdes de Jasper.
- Não. Deixe-a Alice. – Ele disse segurando os braços dela.
Ela revirou os olhos.
- Tolo super protetor. Estou grávida, não estou doente!
- Graças a Deus que não.
Ela sorriu.
- Posso pegar minha filha ou isso é muito para você agora? Hein?
Ele deu de ombros.
- O peso é todo seu.
- Idiota! – Ela murmurou pegando a menina no colo. Foi então que ela deu um grito de dor.
- O que foi Alice? – Ele perguntou desesperado.
Então olharam para o chão.
- Droga... A bolsa... Estourou! – Ela falou com dificuldade e olhando para ele.
- Você não deveria ter contrações?
Mal ele perguntou e Alice arfou e depois de um berro deixando a menina do chão morrendo de dor.
- Ótimo, isso responde minha pergunta. – Ele respondeu e coçou a cabeça. – Onde... Estão suas coisas?? Amber, pega a mala da sua mãe e...
- Onde está?
- Ah não sei, procura.
- DÁ PRA DEIXAR DE SER.. AAAAAI IDIOTA!! No armário Amber! INFERNO!
Depois de muito tempo e de se sentir zonzo com tantas bolsas, cheques, papeis, gritos, sangues, choros e "PELO AMOR DE DEUS, ME SEGURA, EU TO PARINDO", Jazz se viu aliviado.
Com seu filho nos braços da mulher que ele sempre amou.
Com sua família reunida.
Com seu sonho realizado.
Rascal Flatts - Bless The Broken Road
http://(www.*4shared.*com*/file/58298454/d28ab163/Bless_The_Broken_?s=1
Eu dedico essa musica que está tocando para você. – Ele disse segurando uma taça de champanhe e beijando a jugular dela. Ele estavam em uma festa. A festa do lançamento do CD dele.
- Seu bobo. Só porque fui eu quem escrevi não é? – Ela perguntou virando-se para ele.
- Também, mas quem canta sou eu. – Falou apoiando sua testa na dela.
- Como se isso fizesse você ganhar alguma coisa.
- Claro que eu ganho. Tá pensando que sou o que?
Ela gargalhou.
- Ganha sim, meu lindo. Meu cantor lindo. – Deu um selinho. – Vamos entrar em turnê internacional?
- Com certeza. Viajaremos o mundo. Nós quatro.
- E toda a sua equipe. – Ela disse revirando os olhos.
- Não importa. Nós quatro do mesmo jeito. Eu e você juntos, como sempre foi.
- E como sempre será.
- Sempre. – Ele sorriu e então a beijou.
E ele tinha certeza disso. Porque o SEMPRE existia. Estava dentro de seu coração.
FIM.
Helena Camila – Você foi mais rápida qe eu HAUAHSU, Obrigada e está aí a fic inteira. Beeijos.
N/A: Gente, para quem leu: MUITO OBRIGADA!! Enfim, espero que tenham gostado. Um beijo no coração e comentem :D
