Capítulo 2

Dean e Sam procuraram o endereço de Eduardo Smith na lista telefônica e foram até sua casa.

Bateram na porta.

– Olá, – falou Dean – eu sou Philip, este é Eduard – Disse colocando a mão no ombro de Sam. Nós somos repórteres da revista "Today", e gostaríamos de falar com você.

– De que se trata?

– Ficamos sabendo que você viu o momento em que Eloyza morreu...

– Ah, sim. Entrem.

Todos entraram. Dean e Sam sentaram em um sofá, e logo em seguida, após fechar a porta, Eduardo sentou em um sofá de frente para os irmãos Winchester. Ele era um homem rechonchudo, com aproximadamente trinta anos de idade. Quando sentou, o sofá em que estava afundou um pouco.

– Para que revista vocês trabalham, mesmo?

– "Today". - respondeu Sam.

– Nunca ouvi falar.

– É uma revista nova.

– E então... – disse Dean, retirando uma caderneta e uma caneta do bolso. – O que foi exatamente que você viu?

– Bem, eu estava caminhando na calçada...

– Para onde você estava indo?

– Isso é uma entrevista ou um relatório policial?

Sam olhou para Dean. Apenas pelo olhar Dean percebeu que Sam quis dizer: "- Você não deveria ter perguntado isso."

– Em todo caso – continuou Eduardo – eu estava indo comprar um CD. O caso é que eu não tinha muitos CD's de que gostasse e o rádio estava com um chiado horrível naquele dia. Consegui sintonizar apenas uma rádio, mas, francamente, só falava besteira.

– Ah, é? Tipo o que? – Interessou-se Sam.

– Coisas do tipo: "Seu fim está próximo, "Satã não gosta da forma como você tem agido", "Você não deveria crer nesse Deus que nunca ajudou você"...Pra falar a verdade, aquilo tudo me deu arrepios. Eu vou para a igreja na quarta-feira de cada semana, sempre as cinco horas. Vou até falar para o padre Charles sobre essa rádio. Tenho certeza que ele não vai gostar nem um pouco. Sabem, eu sempre freqüentei a igreja, eu confio muito em Deus. E há alguns meses o padre Charles veio me convidar para freqüentar sua igreja, que não fica muito longe daqui. É claro que eu aceitei. Quando vou lá, na quarta-feira, eu sou o único que está lá. Vou apenas para meditar. Entrar em contato com Deus. Devem haver mais pessoas que vão naquela igreja, claro, mas acho que em outros dias e horários.

– Em que estação é essa rádio?

– Não tem estação.

– Como é?

– Isso que você ouviu. Eu girei o botão do rádio até o fim. Quando o ponteiro chegou onde não tinha nenhum número é que eu consegui sintonizar. Venham, eu mostro pra vocês.

Dean e Sam seguiram Eduardo até seu quarto. Ele sentou na cama, e o colchão afundou. Escorou-se na mesa de cabeceira, onde se encontrava um aparelho de som e ligou-o. Ouvia-se apenas chiado. Girou o botão até que foi possível. Uma estação de rádio foi encontrada.

Um voz feminina sussurrava:

– "Você não deveria agir assim. Satã não está gostando nem um pouco, Eduardo."

Eduardo desligou o rádio.

–Por um acaso ela estava falando comigo? – Falou Eduardo, com um sorriso confuso no rosto.

Dean e Sam se entreolharam.

Vamos continuar com as perguntas? – Perguntou Dean.

–Ah, claro.

–Hum, diga-me, você notou alguma reação estranha em Eloyza antes de ela morrer?

Eduardo pareceu não ter entendido.

–Não. Ela simplesmente parou de repente, os ouvidos dela começaram a sangrar e ela caiu morta.

– Isso está bom para nós. Muito obrigado.

– Quando a matéria vai ser publicada?

Dean não sabia o que responder.

– Nós precisamos de uma autorização de nosso superior, então não temos certeza se a matéria será publicada. Se for, entramos em contato com você. – Falou Sam.