Capítulo 3

Catherine se recompôs e continuou a andar até o final da garagem. Na porta em que a sindica citou, saía um homem.

- Bom dia, senhor! John McQueen?

- Sim – Respondeu com um largo sorriso.

- Sou Catherine Willows da criminalística...

- AH! Você está aqui por causa da senhorita Sidle. Eu sinto muito, ela trabalhava com você?

- Sim... O senhor é o porteiro-zelador do turno da noite, certo?

Ele balançou a cabeça afirmativamente.

- Bem, o senhor não viu nada ou ouviu alguma coisa. Por que o senhor fica a noite toda aqui. Vê quem entra e quem saí.

Olhando para o chão e passando a mão por detrás da nuca, ele respondeu tímido. - Necessariamente sim!

- Como "necessariamente sim!".

Ele respirou fundo. - Éééé que a noite aqui é calma e dá um sono. E de vez em quando acabo dormindo.

- Suponho que dormiu durante o seu turno na noite de ontem – Catherine não acreditava no que ouvia.

- Sim, mas foi lá pela madrugada. Porém ontem, eu vi a senhorita Sidle entrando com um homem.

Esse tal homem, Catherine já imaginava quem, Grissom.

- Ahhh... Notou algo de errado neles?

- Pra dizer a verdade, sim. Algumas horas depois que chegaram, eu os vi saindo com o carro em alta velocidade.

- Isso, isso... Aconteceu em que horário?

- Acho que era umas 23h.

Catherine sentiu o estômago embrulhar - Tem certeza disso?

- Só se meus olhos enganaram-se. Já terminamos? É que tenho que ir ao supermercado.

- Sim.

- Tchau, espero que a encontrem. Eu gostava muito dela. Era uma ótima pessoa.

Ele entrou em seu carro, um Chevette caindo aos pedaços e foi embora. Catherine sentiu como se uma pedra caísse sobre ela. Pensava: Não, Grissom! Não pode ser você.