Capítulo 6

Warrick e Greg estavam na garagem para aguardar a chegada do carro. Sofia tinha avisado que levaria meia hora, já se passaram vinte cinco minutos. Greg mexia em algumas ferramentas quando pergunta.

- Cara, você acha o que dessa história toda? A Sara está desaparecida, evidencias do Grissom por todo o apartamento. Olha a gente não conhece o Grissom pessoal, só o Grissom o chefe. Eu posso está sendo pessimista, mas ele pode ter sido capaz de ter feito...

Warrick o interrompe.

- Feito o quê, Greg? A gente nem sabe o que aconteceu com ela, e já estamos colocando a culpa nele, só por que estão namorando!

- Tá bom. Desculpa. Há quanto tempo será que eles estão escondendo isso da gente?

- Cala a boca. – Warrick ordenou sem paciência.

Nesse momento o carro de Sara entra na garagem.

- Vamos começar a processar o carro. Eu fico com o porta-malas e o interior do carro, vou ver se encontro algum sinal de sangue e você, Greg, retire as digitais do volante e do painel.

- Pode deixa. E fica frio!

Warrick olha para ele e faz cara de poucos amigos. Abre o porta-malas e passa luminol.

- No porta-mala o Luminol não reagiu. Não tem nenhum sangue.

Ele abre a porta de trás, borrifa luminol do banco traseiro e de novo não havia sangue.

- Estranho. Não há sangue. Pelo lençol determinei que ela se feriu no ombro ou no braço. E se foi levada nesse carro, deveria ter algo.

- O agressor poderia muito bem ter estancado o sangue ou a levou dentro de uma bolsa ou plástico. Há inúmeras maneiras.

- É!

- Estou encontrado digitais boas aqui no volante.

Eles ficaram ali examinando cada centímetro. Greg retirou várias impressões digitais e foi comparar no AFIS. Já Warrick, ficou desiludido, por não ter encontrado mais nada.

Catherine tinha sido chamada por Ecklie em sua sala. Ao entrar ela vê que o delegado McKeen também estava. Já imaginava o que poderia ser o conteúdo da conversa.

- Ecklie? Delegado?

- E como vai indo o caso da Sara? – Ecklie perguntou.

- Bem, estamos analisando as evidencias...

- Como as do Grissom? Eu sou o administrador desse laboratório, sei tudo que se passa nele.

- Sim. Mas as evidencias convém com o namoro que os dois estão tendo.

- Um namoro entre o chefe e subordinada.

- O quê que tem isso a ver? Namoro entre colegas de trabalho é perfeitamente comum. Certo ele é o chefe dela, mas isso não tem nada a ver.

- Tem sim, Catherine. Primeiro o que as pessoas que trabalham junto podem se favorecerem por causa desse vinculo. E segundo quando a imprensa nesse caso já sabe sobre o namorico.

Catherine se surpreendeu com essa nova informação. - A imprensa já sabe?

- Deste que foi noticiado o desaparecimento dela, a imprensa está em cima. Mais um caso envolvendo um CSI. E a informação do namoro acabou vazando e eu e o Ecklie iremos daqui a pouco falar publicamente sobre o andamento do caso.

- Delegado, me desculpe, mas vocês não irão falar. Não temos nada concreto.

- Mas temos que dar uma explicação.

- É claro, Ecklie, sim darão. Mas só depois que terminarmos o caso.

- Não é você que diz o que temos que fazer. Estamos fazendo o certo esclarecendo a população.

- Colocando o Grissom como culpado.

- Me diz uma coisa, Catherine. As digitais que encontraram no apartamento e também as que acabei de saber: a do volante do carro dela. O sêmen e o sangue em uma taça quebrada onde o apartamento contém sinal de luta é de quem?

Catherine ficou em silêncio, olhando para o chão. O delegado se aproxima dela bastante irritado.

- De quem, Catherine?

- Do Grissom.

- Então, nosso único suspeito.

Catherine o fuzilou o Delegado com um olhar. – Ele é somente um suspeito.

- Um suspeito que está vindo acompanhado de um policial e quando chegar aqui irá direto para a delegacia depor. E agora quem está no comando da investigação, não é mais a detetive Curtis e sim o detetive Cavaliere.

- Mas por quê?

- Por que sim! Mas ela continuará no caso. Eu quero alguém que não seja "amiguinho" dele para interrogá-lo.

- Não estou acreditando nisso. Você não vai deixar a Sofia interrogá-lo.

- Ela poderia sim. Mas eu não quero que ela se envolva, pelo motivo que já te disse.

- Vocês estão loucos.

Ela saiu da sala batendo a porta, furiosa.

- Ela não pode ficar achando que o Grissom não é culpado. As evidencias apontam todas para ele. E Mcqueen, você o conhece alguma coisa sobre a vida dele fora do laboratório, a vida pessoal?

- Ninguém conhece. Ele é a pessoa mais misteriosa que já tive a oportunidade de conhecer na vida.

- Por isso digo. Ele é culpado.

- Do quê, Ecklie? A única coisa que temos é sangue. Não sabemos se ela está viva ou morta. Ele vai ter que dizer na hora de depor.

Ecklie soltou uma risada. - Gil Grissom. Quem desse laboratório um dia imaginou que o "sabe-tudo" se tornaria suspeito de um suposto crime?

- Só imagino uma pessoa: você!