Capítulo 7
Ela estava ali amarrada a uma cadeira, tentava se soltar, mas não conseguia. Olhou para seu ombro esquerdo e viu que estava com um curativo, doía muito e seu rosto também. Começou a lembra no que aconteceu na noite anterior, mas seus pensamentos foram interrompidos pela porta que abriu novamente por Ele.
- Oi, meu amor. A nossa comidinha já está pronta. Vamos comer?
A cadeira que ela está amarrada era de rodinhas. Ele começa a empurrá-la para fora do quarto. Levando-a para a sala, Sara pode ver que a mesa estava posta. Nela havia duas velas acessas; a comida e um vinho tinto. Ele a colou em frente da mesa.
- Não está linda a mesa? Eu fiz isso para você. Sente o cheirinho dessa torta de legumes que preparei.
Ela começa a observar a sala. Era um lugar pequeno. Olhou para uma parede que continha fotos e desenhos dela. Não está acreditando. Ele repara que ela está olhando para a parede e diz:
- Você gostou? Eu fiz esse mural pra todo dia, mesmo vendo você sempre, não esquecê-la. – Ele sorriu - Acho que já ta na hora da gente comer.
Ele retira a fita adesiva da boca dela. De imediato ela fala.
- Me solta, seu desgraçado!
- Olha a boca meu amor. Vamos comer depois a gente conversa.
- Eu não vou comer nada que venha de você! ME TIRA DAQUI! JÁ!
- Não faça isso, é para o seu bem, estou só te protegendo e é assim que você me retribui?
Ele pega a fita e tampa a boca dela novamente. Furioso ele disse:
- Você não sabe como te quis esses anos todos. E quando vi você com aquele desgraçado não pude acreditar. Você me traiu! Mas você ainda vai pedir desculpas.
Ele a leva de volta ao quarto e a deixa sozinha.
Catherine estava em sua sala, andando para um lado e para outro. Estava brava, [i]como é tiveram coragem de tirar a Sofia do comando do caso?[/i] Ouviu uma batida na porta e mandou entrar. Quem tinha batido era o detetive Cavaliere.
- Cavaliere?
- Boa tarde! Você já foi avisada que agora eu que estou no comando do caso.
- Infelizmente sim.
- Ok. Então preste atenção. O vôo do Grissom chega daqui uma hora e ele será trazido para a delegacia pela policia. E você junto comigo, interrogaremos ele. Reúna todas as provas.
- Certo.
- Sabe... Ele sempre me pareceu um homem correto. Nunca imaginei que um dia ia interrogá-lo.
- Você sabe o quê eu acho dessa história toda? Se fosse ele mesmo que cometesse um crime. Você acharia que íamos encontrar alguma evidencia que colocasse como suspeito? Não! Porque, ele saberia como ocultá-las.
Cavaliere começo a ri.
- Catherine você me mata de ri. Seria mais suspeito se não encontrássemos nada. Simplesmente ele soube que descobririam que ele estava tendo um romance. Ele por está namorando ela haveria sinal dele por todo lugar e assim ocultando as verdadeiras provas. Entendeu? Estou esperando você na delegacia. Não se atrase.
Ele saiu e Catherine ficou lembrando das palavras dele, que faziam sentido. Mas ainda acreditava fielmente que seu melhor amigo não seria capaz de fazer algo de ruim.
O policial Tom ficou assustado quando viu um batalhão de jornalistas em frente ao portão de desembarque do vôo que vinha de Chicago. Passou por eles e entrou para esperar que desembarcasse o supervisor do turno da noite do Laboratório de Criminalística. Ficou ali pensando como faria para passar entre os jornalistas. Quando viu um policial acompanhado quem levaria.
- Oi! Pode deixar ele comigo.
- Senhor Grissom, tenho ordens de levá-lo para a delegacia onde o senhor irá prestar depoimento.
- Não sei se isso é necessário, mas, tudo bem!
Os dois saem da área de desembarque. Quando Grissom olha para fora e vê os jornalistas, fica imóvel. Nunca enfrentou tantos jornalistas como agora.
- Vamos senhor! Infelizmente teremos que passar por eles. Não há outra maneira.
Grissom respira fundo e continua a andar. Os jornalistas ao avistarem, começam a tirar fotos e fazer perguntas.
- Senhor Grissom, é verdade que está tento uma relação amorosa com Sara Sidle, e a matou por ciúmes?
- É verdade que o senhor a esfaqueou e depois fez sexo com ela?
- Como é que é ser investigado pela sua própria equipe?
Não acreditava em tudo que ouvia. O policial Tom o puxava para andar mais rápido, mas os jornalistas dificultavam a passagem. Conseguiram ir para fora do aeroporto e o policial colocou Grissom dentro da viatura e saíram de lá em alta velocidade em direção à delegacia.
