Capítulo 11

Estavam todos lá. Warrick, Nick, Greg, Catherine e Grissom. Olhando Sara, dormindo em uma cama de hospital. A doutora Meg se aproxima.

- Oi! Sou a doutora Meg. Estou cuidando de Sara.

- Ela está bem? – Grissom perguntou preocupado.

- Apesar de tudo... sim. Ela levou uma facada no ombro. Mas parece que o agressor fez um curativo e de alguma maneira estancou o sangue. E parece que a fez tomar alguns analgésicos. De uma maneira a ajudou diminuir um pouco a dor, mas acredito que mesmo assim ela sofreu. Também está com um corte no lábio inferior. No momento ela está muito fraca. Por isso está recebendo soro e dei um sedativo, então, ela vai dormir até amanhã.

- Mas ele não fez nada de mais grave com ela.

- Entendi sua pergunta. Não. Ele não chegou a fazer. Não há nenhum sinal que tenha feito. Com licença.

A doutora saiu e todos voltam a olhar para Sara.

- Hey Grissom? A gente queria pedir desculpa. – Disse Warrick

- Desculpas? Não sei por quê.

-Por achar que você poderia ter feito algo. – Greg olhou para baixo.

- Vocês olharam as evidencias, e elas apontaram para mim. Vocês só seguiram o que eu ensinei. Que as evidências não mentem.

- É, mas... Dessa vez elas mentiram! – Catherine disse.

Grissom voltou a olhar Sara. Catherine fez um sinal para irem embora. Eles se viram, e nesse momento sem tirar os olhos de Sara. Grissom falou:

- Pessoal... Obrigado!

Todos balançam a cabeça em sinal de positivo e vão embora. Grissom entra no quarto, senta-se em uma poltrona ao lado da cama. Fica a olhando com um sorriso de alivio.

" Boa noite, senhorita Sidle. – John MacQueem a cumprimenta.

- Boa noite John. Tudo bem?

- Tudo.

A porta do elevador se abre.

- Primeira às damas.

- Obrigada. Então muito trabalho está noite?

- Não, por quê?

- AH! Já que você está aqui. Será que você fazia a gentileza de olhar o encanamento da minha pia? Vai ser algum incomodo para você?

- Não! Eu que pergunto. Já está tarde.

- Não tem problema, amanhã é meu dia de folga mesmo.

- OK!

Sara abre a porta do vai até a cozinha, agacha-se e pergunta:

- Aquele homem. É seu namorado?

- AHH... Sim!

- Qual é o nome dele, por curiosidade?

- Grissom.

Mcqueem se levanta - Grissom. AH... Eu notei que agora à noite vocês saíram um pouco apressados. Achei que tivesse algo se errado. Está?

- Não! É que ele estava atrasado. O vôo dele já ia sair. Então, tivemos que correr.

- HUM... Atrasado! Ele foi pra onde?

- Chicago. Ele foi dar uma palestra.

- Chicago. A cidade dos ventos. Sempre tive a curiosidade de conhecê-la.

- Legal!

Ele se aproxima dela.

- Sara Sidle. Sabia que você é linda!

Sara sorrir sem jeito. Tentava esconder o medo. - Obrigada, John... Acho melhor deixar isso pra manhã.

- É!

Ele vai até a porta e a tranca. Balançando a chave na mão.

- Sabe Sara! Eu gosto de você. Sempre gostei. – Ele se aproxima dela cada vez mais - Hoje eu percebi que teria que tomar uma atitude.

- John, você está me assustando. Por favor, abre a porta.

- Assustar você? É a última coisa que quero. Eu só quero ter você hoje, só por hoje!

- Eu vou chamar a policia.

-Não, você não vai chamar! Porque você vai está ocupada em me amando.

Sara pegou um vaso em cima da mesa e jogou nele, mas erra. Ele vai para cima dela. Começam a bater por tudo. Ele era mais forte do que ela e a joga na cama.

- Meu amor, fique quieta. Senão os vizinhos vão ouvir.

- Socorro. – Gritou Sara.

Mcqueem pegou um canivete que estava no bolso dele.

- Meu amor... Eu não quero usar isso.

- Socorro!

Sara se debate, tentando escapar dele. Com o canivete na mão, ele acaba acertando o ombro dela. Ela grita de dor.

- Quieta.

Ele deu um soco em Sara e, fazendo assim, Sara desmaiar."

Sara acordou assustada. A última coisa que queria era sonhar no que aconteceu. Olhou em volta e percebe que está no hospital. Ela olha para o lado da cama e vê Grissom dormindo na poltrona.

- Griss? Griss?

Ele a ouve e acorda

- Sara, meu amor!

Senta-se na cama, junto a ela.

- Você está bem?

- Estou. Senti tanta sua falta.

- Desculpa, tá. Eu não devia ter te deixado sozinha.

- Grissom. Você não sabia o que ia acontecer. Não foi sua culpa. Acho que foi minha.

- Tudo bem. Mas agora, eu só quero ficar com você! Não quero que você saia do meu lado nunca mais. Você vai morar comigo agora.

Sara sorriu.

- Já estava a tempo, hein!

- Agora todo mundo já sabe da gente.

- É. Mas eu não me importo. Griss? Ele me falou uma coisa!

- Falou o quê?

- Ele disse que viu na televisão, que você estava colocado como suspeito.

- Sim. As únicas evidências que tinham no apartamento eram minhas. Lembra que eu cortei minha mão na taça? Como havia sinal de luta no apartamento eles acharam que eu teria te atacado. Mas o Nick pegou as imagens da segurança do aeroporto e comprovaram que eu te vi por último lá.

- E como descobriram que foi ele?

- Pelas as fitas de segurança do prédio. O Archie percebeu que a porta de vidro da entrada refletia. E viu você entrar no elevador com ele. E depois ele te carregando nos braços em direção à garagem.

- Desgraçado. Fez isso tudo. Ele teve muita sorte que ninguém o viu me carregando.

- Bem, o Archie viu.

- Ele foi atrás de você.

- Sim foi. Mas agora ele está preso e não vai mais machucar ninguém. Ouviu?

Os dois se olham.

- Eu te amo.

- Eu também.

Beijam-se. Um beijo longo. De saudade que estavam sentindo.

- Eu disse! – Sara sussurou.

- Disse o quê?

- Que não estava pronta para dizer adeus!

FIM