Deixe o sol bater no meu rosto, e
estrelas preencherem meus sonhos.
Sou um viajante de ambos, tempo e espaço,
para estar onde eu estive.
Para sentar com anciões da raça gentil que
Este mundo raramente viu.
Eles falam sobre os dias pelos quais eles sentam e esperam
E tudo será revelado.
Lemúria
Capítulo 1 – A Sacerdotisa
- Mestre Shion! – um alegre Kiki saltitava de um sofá para outro. – É uma história linda. É verdade mesmo que nosso país de origem espera por nós? Que Lemúria vive debaixo das águas do Pacífico?
- Se eu estou te dizendo meu jovem, é porque essa é a verdade. – Shion sorriu. – Pensei que Mu tivesse lhe contado nossa história, assim como meu mestre contou-a para mim e eu para Mu. É uma tradição.
- É apenas uma lenda, mestre. – Mu entrou na enorme sala, acompanhado de Sara, que ostentava uma barriga de 7 meses de gravidez, ajudando-a a se sentar na poltrona mais próxima.
- Meu pai também nos narrou a história do continente perdido, senhor Shion. – ela disse sorrindo. – Dizia que Lemúria havia permitido que alguns dos seus filhos vivessem em terras sagradas, zelando pela Terra.
- Meu mestre me dizia a mesma coisa. – Shion tornou a sorrir. – Agora o meu próprio discípulo não é capaz de levar uma tradição à frente. – fez uma cara indignada. – Tem um motivo para isso Mu?
- Claro. Algumas lendas causam esperanças que não podem ser realizadas. – Mu também se sentou, largando-se no chão da sala. – Não quero nutrir falsas esperanças, de que algum dia, Lemúria voltará para dar todas as respostas que buscamos. – tocou as marcas que ocupavam o lugar das sobrancelhas. – Que virá nos dizer por que nos abandonou em um lugar que não nos pertence. E nos deixou tão... Sozinhos.
- Não estamos sozinhos. – Shion respondeu, agora sério.
- Estamos sim, olhe para nós, o pouco que restou de uma nação poderosa. Largados na Terra em busca de uma aceitação que não existe, apenas em locais como o Santuário, ou mesmo o Tibet. – o semblante de Mu era reflexivo. – Escondidos, sempre escondidos dos outros seres humanos.
- Está errado! Olhe, você tem Sara, Kiki e o bebê que está por vir. Você tem uma família Mu! – Shion disse repreensivo e Mu ficou sério.
- Mu, Kiki, podem ir até a cozinha buscar mais bolo? – Sara pediu sorridente, cortando uma possível discussão.
- Claro! – os dois se levantaram juntos e foram casa adentro.
- Temia uma briga? – Shion disse, voltando a sorrir. – Você é bem atenta Sara. – ela sorriu.
- Só sei que este assunto é um tanto quanto delicado Senhor Shion. E Mu sempre refletiu sobre essa lenda, sempre sofreu por não encontrar as respostas, então prefere ignorá-la.
- Eu sei. Ele tentou localizar Lemúria. – ambos sorriram. – E quase se afogou nas águas do pacífico. – Shion riu. – Quando o vejo com esse semblante de seriedade me pergunto onde foi parar o moleque atentado que realizava grandes fugas e me deixava louco.
- E ele vive dizendo para Kiki seguir o seu exemplo, se Kiki soubesse... Acho que faria mais traquinagens do que já faz. – riram.
- Mas, Sara, esta lenda é real. – disse Shion para encerrar o assunto.
- Eu não sei se posso acreditar nela... – Sara completou, o mesmo sorriso tranqüilo nos lábios enquanto passava a mão pela enorme barriga.
Pátio de Acesso as Doze Casas
- Então é aqui! – a figura encapuzada, ao lado de outras duas olhou para o símbolo da casa de Áries. – A primeira casa do Zodíaco, o lar dos guerreiros de nossa terra.
- Que bom que a viagem durou menos do que esperávamos, temos pressa. – uma das figuras, com uma voz grave se pronunciou.
- Mal perceberam nossa presença, tem certeza de que é aqui, senhora? – o outro também se pronunciou, a voz também grave, mas melodiosa.
- Não há como nos notarem, nunca sentiram nossa presença, apenas os nossos nos sentirão aqui. Vamos, não podemos demorar.
Começaram a subir as escadarias da casa de Áries, devagar, como se ponderando o próximo passo, apesar da pressa que tinham em realizar aquela missão. Usavam uma espécie de hábito, que lembrava as vestes franciscanas e escondiam seus rostos. Por fim se depararam com a entrada da casa zodiacal.
- Sua mãe está realmente viciada em chocolate. – Mu ria para Kiki, enquanto pegava mais bolo.
- Mestre... Pai tem certeza de que Lemúria não existe? – Kiki ainda bombardeava perguntas sobre a lenda que Shion lhe narrara.
- Não sei Kiki, acredito que não, nunca vi vestígios de que essa lenda pudesse ser real. Mas, você pode acreditar nela, se quiser. – sorriu, passando as mãos pelos cabelos alaranjados do menino.
Foi quando uma torrente de energia, totalmente diferente da que eles estavam acostumados a sentir fez-se perceber.
- O que é isso? – o garoto perguntou.
- Também sentiu? Esse cosmo, é diferente... Kiki, volte para a sala.
- Eu também quero te acompanhar. – o olhar de Mu foi categórico. – Está bem! – e correu para onde estavam a mãe e Shion.
- De quem será esse cosmo. – e seguiu rapidamente para a entrada de sua casa.
- Tivemos sorte. – sorriu, a voz feminina denotava uma estranha alegria. – Estão juntos, não teremos de buscar pelo Mestre que permanecia em Jamiel.
- Também conseguimos sentir a energia deles, vibrante como a nossa...
- Veja! – apontou para a entrada do templo, de onde Mu saia. – É Mu! Está muito diferente. – um sorriso se delineou por debaixo do gorro.
Mu observava a distância as três figuras paradas a alguns degraus da entrada de seu templo. Os hábitos de monge lhe causaram estranhamento e uma certa apreensão, invasores? Seu pensamento logo se dirigiu para Sara e Kiki, embora soubesse que estariam seguros junto a seu Mestre.
O mais estranho daquela presença era que... A energia deles parecia entrar em uníssono com a sua...
- Quem são vocês e o que querem no solo santo de Athena? – perguntou, a calma presente no rosto, junto com a seriedade.
- Queremos falar com a deusa! – a voz feminina respondeu, o tom repleto de autoridade.
- Quem os enviou? Nossa deusa não recebe a estranhos, como passaram pelos cavaleiros de bronze e prata? – tornou a perguntar.
- Eles não sentem a nossa presença. Nem os demais cavaleiros de ouro, deixe-nos passar, temos pressa.
- Não poderão passar. – Mu disse calmamente e a que pedira passagem tentou atravessar o bloqueio. – Parede de Cristal! – a enorme proteção invisível surgiu entre eles.
- Irá erguer a mão contra mim, Mu de Áries, ou melhor, Mu de Lemúria! – ela disse o tom de voz demonstrando certa decepção. – Não faria isso! – o pronunciar da palavra Lemúria deixou Mu desnorteado, mas não fez com que ele abaixasse a parede invisível, o que fez foi tentar tirar o gorro que cobria a identidade da pessoa.
Os outros dois, que a acompanhavam, fizeram menção de avançar, mas foram detidos por um gesto. Ao que ela, levantando uma das mãos, lançou Mu contra uma das pilastras da casa de Áries, causando tremor em toda a estrutura.
- Eu te disse, não erga a mão contra mim lemuriano.
- Que tremor foi esse? – Sara se assustou e tentou se levantar da poltrona, às pressas, mas foi impedida por Shion.
- Parece que temos invasores. – foi quando Kiki adentrou a sala, sobressaltado.
- Sentimos um cosmo estranho, Mestre Mu foi averiguar.
- Certo, Kiki, fique com sua mãe, eu já volto! – disse se retirando para a entrada do templo.
Deixando para trás uma assustada Sara e um inquieto Kiki.
Um filete de sangue descia pelos lábios de Mu, enquanto ele tentava ficar em pé novamente. "Ela é forte!" O pensamento ecoou em sua mente, quando finalmente conseguiu levantar. Foi quando viu Shion.
- O que está acontecendo aqui? – disse severo. – Quem são vocês?
- Desejamos falar com Athena, pode nos levar até ela, Shion, filho de Atlas? – a menção do nome de seu mestre o fez estremecer.
- Pergunto novamente, quem são vocês?
A voz feminina retirou o capuz, revelando um rosto jovem e uma aparência exuberante. Em sua testa as marcas de sua origem: os sinais de Lemúria. Os cabelos longos em um tom castanho claro lhe caíram pelos olhos e ela encarou Shion, as orbes verdes tinham um brilho ainda mais místico.
- Sou Lamara, sacerdotisa de Lemúria! – disse sem rodeios.
- Como? – Mu perguntou aproximando-se de Shion e da garota.
- E esses são os guerreiros Naacals, que vieram em minha companhia. – os jovens retiraram os seus capuzes.
Ambos tinham cabelos curtos, os olhos lilases brilhavam com uma força sobrenatural e tinham cabelos em tons esverdeados. Surpreendentemente parecidos com os de Shion.
- Então é real! – Shion exclamou surpreso.
- Pode nos levar até a deusa Athena? Temos um assunto de estrema urgência e tem haver com o futuro.
- Vamos, eu os levo até a deusa. – disse dando passagem para os três visitantes. – Mu permaneça aqui e espere nosso retorno.
Lamara virou-se para trás, para encarar o cavaleiro.
- Não pensei que fosse tão cético, filho de Lemúria, não reconheceu seus próprios irmãos. – o olhar dela possuía nuances de tristeza.
- Não se importe com o que meu discípulo fez, ele não tinha consciência de que se tratava de vocês. – Shion disse, o tom de voz em clara censura.
- Eu notei. – disse, para tornar a seguir Shion.
- Faça o que eu disse, Mu. – foram as últimas palavras de Shion enquanto deixava um atordoado cavaleiro para trás.
Subiam o atalho das doze casas em silêncio e Shion tentava a todo custo mantê-lo, até que não pode mais.
- O que os trazem aqui? – perguntou por fim. Lamara sorriu.
- Viemos buscar vocês. Está na hora de conhecerem nossa terra submersa.
- Então a lenda era real.
- Você sempre acreditou nela, não é Shion?
- Sim, meu mestre...
- Ele permaneceu alguns anos em Lemúria, embora eu não tenha tido a honra de presenciar. – o sorriso tornou-se doce. – Sou muito nova, assim como os meus guerreiros Naacals. – os rapazes sorriram.
- Entendo. E, o que querem com nossa deusa?
- Ela não é a deusa de vocês. – Lamara disse séria. – Mas, como ficaram aos cuidados de Athena é necessário que peçamos permissão para que vocês retornem a Lemúria.
- Chegamos! – Shion disse, enquanto cortava o assunto e abria as portas do salão do Mestre. – Vou comunicar que estão aqui.
- Obrigada!
Shion caminhou sereno até o templo da deusa. Apesar de tal surpresa, uma calma estranha atingira seu coração.
- Shion! – Saori exclamou a ver o mestre a porta.
- Athena, tem uma importante visita. – disse sério.
- Eu sei, já havia sentido o cosmo deles. Peça que ela entre.
- Obrigado.
Caminhou de volta ao salão.
- Nossa deusa a espera.
A imensa biblioteca onde Saori se encontrava estava ilumina pelos raios do entardecer, criando um ambiente nostálgico. Lamara adentrou a câmara de forma serena, observando os séculos gravados naqueles inúmeros papiros e livros, que se estendiam por todas as estantes.
- Eu já a esperava, Lamara! – disse Saori, suavemente.
- Era de se pensar que já soubesse, visto que este assunto é irremediavelmente sério.
- E perigoso. Sente-se, por favor! – Lamara acatou o pedido e sentou-se na poltrona de frente para a deusa.
- Preciso levá-los de volta à Lemúria submersa. – disse.
- Por quê?
- Eles são filhos daquela terra, embora ela tenha perdido todos os seus registros. É a pátria deles.
- Só por isso devem deixar o local onde nasceram? Eles não nasceram nas terras submersas. – o olhar de Lamara era interrogativo.
- O sangue deles, pertence a nós, pertence às Terras do Oeste. E você sabe disso.
- E isso faz com que eles tenham de voltar até ela?
- Nossa terra corre perigo e, juntamente com ela a Terra. Athena, você deveria saber disso. – o olhar de Saori se modificou, adquirindo um brilho maduro.
- Eu sei. Então é verdade?
- Sim, a guerra ameaça nossas terras, como ocorreu a 12 mil anos. E os arianos, são nossos guerreiros mais poderosos. – Lamara continuava séria. – Eles vieram para você como um pagamento pela ajuda que nos forneceu. Não só como um pagamento, mas como uma ajuda. Prometeu que cuidaria deles, mas que eles seriam livres.
- Você me ofende, sacerdotisa; eles não são meros pagamentos e nem estão presos no Santuário e como você bem disse, há 12 mil anos, são eles os responsáveis pela primeira casa zodiacal e até já ocuparam o mais alto cargo de meu Santuário. Eles não são apenas de Lemúria, são da Grécia também.
- Entendo. Os deixará ir?
- Sim.
- Ótimo. – Lamara preparou-se para sair.
- Mas, eu tenho uma condição.
- Condição? – o olhar da deusa era sereno e contrastava com o interrogatório da sacerdotisa.
- Um de meus cavaleiros de ouro, acompanhará vocês.
- Como? Não confia em minha palavra de que eles voltarão?
- Confio. Só que o guerreiro escolhido por mim, irá para ajudar no que for necessário e trazê-los de volta se preciso.
- Eles são filhos de Lemúria e não prisioneiros dela. – Lamara dizia indignada. – E cabe a eles escolher se querem ficar ou se querem partir.
- Essa é a minha condição e eu não abro mão dela. – Athena sorriu. – Qual sua resposta?
- Aceito!
- Pode entrar! – disse voltando-se para a porta, que foi aberta de forma tranqüila.
Shaka entrou, ostentando um sari branco, sem armadura. Os olhos como sempre, cerrados.
- Minha deusa! – disse ajoelhando-se, para em seguida levantar-se e fazer uma leve reverência a Lamara.
- Este é Shaka, cavaleiro de ouro da casa de Virgem. Será ele a acompanhar vocês.
Lamara o fitou, parecia frágil, foi o seu primeiro pensamento. Mas, o seu cosmo quase absoluto negava qualquer fragilidade.
- Partimos amanhã, bem cedo. – disse Lamara. – Agora me retiro, Athena. – saiu, sem dirigir palavra ao cavaleiro.
Cavaleiro e deusa se encararam.
- Tem certeza de que quer que eu vá? – Shaka disse, relutante. – Não sei se é necessário.
- Tenho e você é necessário. Shaka, você a ouviu, sairão da casa de Áries pela manhã.
- Está bem. – voltou a fazer reverência e saiu da sala.
Templo de Áries
MU POV
Eu olhava tudo aquilo com estranhamento, pois de repente, uma lenda em que eu nunca acreditei, ou pelo menos evitava acreditar, provava a meus olhos ser real.
Lamara e seus guerreiros Naacals, estavam em minha sala, conversando com minha esposa, filho e mestre; como se jamais estivessem estado longe de nós. O cosmo deles tinha uma estranha harmonia junto ao nosso. E, por mais nervoso que eu estava, aquela presença me trazia paz.
Só que sinto medo.
Como pode um passado tão remoto bater a minha casa e dizer que precisam de nós para vencer uma guerra? Que nós precisamos conhecer a terra que temos de proteger? Por que devo ir até lá? Por que tenho de expor Kiki e Sara aos riscos dessa viagem?
Minha mente era um turbilhão e o mais estranho é que estas perguntas eram respondidas, por uma voz doce, telepaticamente. A sacerdotisa das Terras do Oeste, falava mentalmente comigo, sem ao menos, perder a concentração que tinha ao conversar com Sara sobre os preparativos da viagem.
Como ela podia fazer tal coisa? A resposta soou clara: Nossas mentes são irmãs...
Não entendi aquela frase a princípio, tudo eram dúvidas para mim.
Por que Shaka iria também? Qual era o sentido de Athena não nos deixar partir sem a presença de outro guerreiro de ouro?
Voltei o olhar para Sara e seu sorriso doce acalmou meu coração, ela parecia confiante... Levantei-me de onde estava e fui em direção ao quarto, ela veio atrás de mim.
- Mu, vai ficar tudo bem. – ela disse, abraçando-se às costas do cavaleiro. – Afinal, conheceremos nossas origens e saberemos quem somos de verdade. – Mu tocou as mãos suaves e se voltou para ela, trocando um beijo tímido.
- Não quero expor vocês a nenhum perigo. – tocou a barriga da esposa. – E está tão perto. – ela passou as mãos pelo rosto que demonstrava cansaço. – Sara e se eu não puder te proteger?
- Você sempre me protegeu. – ele colocou a cabeça nos ombros dela.
- Nem sempre.
- Não vamos estar mais sozinhos. Isso é importante para você e para mim também. Eu não quero que se sinta assim.
- Eu vou tentar. – ele sorriu.
- Me ajuda? – disse ela.
- Claro.
A noite chegava e com ela a nostalgia adentrava os corações. E, se fosse uma viagem sem volta?
A pergunta permaneceu sem respostas e os corpos cansados esperaram o amanhecer, que não demoraria a chegar.
Continua...
N.A: EHHHHH! Acho que não demorei mto né?
Eu gostei de escrever esse capítulo, embora ache q ele tenha ficado confuso.
Kiki, logo no início comenta a lenda narrada no prólogo, era Shion que contava a ele; esqueci de colocar isso no prólogo XD.
Lamara e os dois guerreiros Naacals, são personagens originais meus, criados especialmente para essa fic. E, no decorrer do conto, vou revelar mtas coisas ditas a respeito desse continente perdido, o qual eu tomei conhecimento pelo livro "O Continente Perdido de Mu".
Espero que vcs curtam essa aventura.
Notas:
A música é Kashmir de Led Zeppelin. Minha miguina Alana me passou sua letra a mto tempo e ela de certa forma me inspirou em especial neste fic.
Mestre Atlas, o mentor de Shion, aparece em meu fic "Lágrimas Derramadas".
Sara está grávida, assim como aparece no fic "O Melhor Presente". Pra quem quiser saber mais sobre ela é só ler os fics "Dois Rios" e "Pais e Filhos".
Naacals – Eles no livro, eram responsáveis por levar a doutrina da Terra do Oeste a outros povos, como Índia, Grécia, Egito e inúmeras outras. E na fic eles estão como os guerreiros dessa terra e os protetores das ciências.
Outro ponto importante, no decorrer do fanfic, alguns fatos vão se entrelaçar com o fic "Lágrimas Derramadas".
