- As personagens utilizadas na minha fic, em sua maioria, pertencem ao universo criado por JK Rowling, ou seja, não me pertencem. Eu só escrevo fics por diversão =D
- Essa fic tem conteúdo yaoi, que é relacionamento amoroso entre dois homens. Se você não gosta, eu não sei o que você ainda está fazendo aqui. Para quem gosta, espero que se divirtam^^
Agradecimentos ultra-especiais à Adne-chan, que topou betar minha nova fic. Muito, mas muito obrigada mesmo, Adne-chan! Luv U
A porta da sala de aula vazia se fechou com um baque surdo.
- Sirius, alguém deve ter escutado... - Remus sussurrou assustado, enquanto o animago se ocupava mordendo a carne tenra do seu pescoço para depois depositar beijos lascivos com os cuidados de um especialista. - Sirius... - o lobisomem tentou focar seus pensamentos, insistentes em desviá-lo para as sensações que o corpo maior provocava nele, prensado-o contra a parede fria e já sem camisa.
Remus corou quando suas calças foram gentilmente abaixadas, mas não teve muito tempo para protestar: os lábios de Sirius foram unidos aos seus em puro desejo. O lobisomem ardia por dentro, mas tentou trazer seu companheiro de volta à realidade.
- Sirius... o Filch... - tentativa falha. As suas palavras saíram como gemidos, que só incentivaram ainda mais as investidas do grifinório. Remus tentou empurrar Sirius para que saíssem dali o mais rápido possível, mas foi surpreendido pelas mãos hábeis do animago, que o imobilizaram definitivamente. O corpo do amigo se encaixou ao seu, fazendo roçar seus membros já eretos. E lá se foi a fraca resistência que o lobisomem oferecia.
- Assim que eu gosto. - Sirius sussurrou em um meio sorriso, olhando dentro dos olhos cor de âmbar que, nessa altura do campeonato, já estavam nublados pelo desejo reprimido por tanto tempo.
Sirius teceu um caminho de beijos mordidos pelo corpo do menor, que gemia cada vez mais alto. O animago pareceu ter percebido que a região dos mamilos era das mais sensíveis para Remus e tratou de trabalhar bem ali, entre beijos e mordidas mais fortes, que estavam levando Remus ao delírio. Uma das mãos grandes de Sirius envolveu o membro pulsante do lobisomem, que arqueou as costas ao contato quando o grifinório começou seus movimentos de vai e vem. Remus se agarrou ao corpo do animago como pôde, tentando sentir cada pedaço da pele quente em contato com a sua... cada sensação prazerosa que ele podia lhe proporcionar.
- Sirius... - o animago parou por breves instantes apenas para que sua boca pudesse executar as funções de sua mão, sempre com cuidado. Sirius o abocanhou com vontade, olhando-o nos olhos transbordantes de luxúria. - Sirius... - o lobisomem gemia, fechando seus olhos com força.
- Sirius... Sirius... - a voz de Remus ecoava pelo dormitório masculino do sexto ano de Hogwarts. O garoto tinha os olhos fechados com força e se remexia na cama, bagunçando os lençóis cada vez mais. - Sirius...
James se levantou, procurando os óculos sonolento. Peter continuava dormindo: seu sono parecia ser mais pesado que ele próprio. E Sirius acabou acordando ao ouvir seu nome cada vez mais alto. De início, se irritou porque ainda faltava meia hora para o café começar a ser servido no Salão Principal, mas depois, ao perceber que era Remus quem o chamava, ficou intrigado e se levantou.
- Moony! - Sirius se sentou na cama de Remus como pôde, porque o outro se mexia demais nela, parecia ser um daqueles pesadelos que Remus costumava ter dias antes da Lua Cheia. - Moony, tá tudo bem. Acorda. - Sirius estava preocupado. Ele sempre ficava preocupado com Remus.
Sirius segurou Remus pelos ombros. O menor parou de se remexer na cama como que por magia e então Sirius ficou um pouco mais aliviado.
- Sirius... - Remus soltou mais um gemido.
- Eu estou aqui... já passou, Moony. Acorda, foi um pesadelo. Moony! - Sirius deu palmadinhas no ombro de Remus, tentando fazê-lo acordar da forma mais suave que encontrou.
- Si... Sirius... - Remus parecia ter mergulhado profundamente naquele pesadelo. Não parecia querer acordar!
Sirius olhou para James, pedindo ajuda ao garoto que já encontrara seus óculos e agora tentava acordar Peter, mas tão sem sucesso quanto Sirius.
- Sacode ele. - James sugeriu.
- Ah, sim, senhor sensibilidade de um trasgo! - Sirius olhou com cara feia para James, que foi para perto da cama de Remus para analisar melhor a situação.
- E tem outra solução? Ou você pensa que esses seus tapinhas vão adiantar muito? - James arrumou os óculos.
Sirius suspirou.
- Tá, eu vou sacudir ele... mas com jeitinho. - o animago se deu por vencido, começando a sacudir o lobisomem pelos ombros. - Moony... acorda, olha, somos nós... tá tudo bem agora.
Ao ser sacudido, Remus parou de gemer e abriu os olhos de uma vez, encontrando os olhos de Sirius como a primeira coisa que viu. O lobisomem se assustou, olhou para os lados e depois para Sirius novamente.
- Sirius... - O garoto dos olhos de âmbar sussurrou baixinho e corou instantaneamente. Tratou de desviar o olhar dos olhos do animago o mais rápido que pôde.
- Foi só um pesadelo, Moony. Tá tudo bem? - Sirius o fitava preocupado.
James estranhou o fato de Remus ter corado tão violentamente, mas acreditou ser melhor não comentar. Remus devia estar com vergonha de ter outro pesadelo. Por mais que dissessem ao lobisomem que eles não se importavam em cuidar dele quando tinha sonhos ruins, Remus sempre vinha com aquela conversa de não querer dar trabalho aos amigos, porque já havia dado muito trabalho e bla bla bla.
- O sonho deve ter sido bem ruim. - James comentou, se sentando na cama de Remus também.
- Fo... foi. - Remus puxou as cobertas de forma a cobrir melhor seu corpo porque notou que havia um pequeno problema entre as suas pernas. -Foi só... um sonho. - Remus estava muito assustado e transpirando. Olhava para Sirius como se o amigo fosse um completo estranho, mas logo se repreendeu. Não devia fazer isso. Já bastava aquele sonho perturbador...
- O que seu sonho teve a ver com o Padfoot? Ele morreu ou ele era o herói do seu pesadelo, Moony? - James olhava divertido para os dois.
- O quê? - Remus quase engasgou.
- Você estava falando meu nome no seu pesadelo, Moony. - Sirius explicou com olhar curioso.
- Eu.... é... bem. Você morria no meu sonho. Foi.. terrível. - Remus mentiu, se sentindo completamente desconfortável.
James colocou uma das mãos no ombro de Remus, que se assustou mas logo respirou fundo para se acalmar. Estava transpirando e precisava de um banho. Só não podia sair dali naquele estado na frente dos amigos.
- Parece que esse foi dos piores, hein? Mas foi apenas um sonho. Sonhos não viram realidade, fique tranqüilo. - Sirius disse, já se levantando.
- É... sonhos não se tornam reais. - Remus repetiu ligeiramente frustrado, tocando o lábio inferior com a ponta de dois dedos.
James percebeu a alteração no comportamento de Remus, mas preferiu não comentar nada ainda. Aquele tom de decepção não era condizente com um pesadelo.
- Vamos então? - James perguntou animado - O café já vai ser servido, já temos que ir. - virou de costas para Remus para começar a se trocar, o que Sirius já havia começado a fazer do outro lado do dormitório.
Remus esperou até que todos estivessem ocupados, olhando para outros lugares, para poder levantar e correr para o banheiro. Chegando lá, o lobisomem trancou a porta e tratou de tomar um longo banho com água ligeiramente fria. Não podia tomar um banho completamente frio porque o tempo estava bem gelado naquela manhã. Provavelmente, nevaria logo mais.
O que foi aquele sonho? Remus pensou que talvez estivesse se reprimindo muito sexualmente e essa era a única explicação plausível para aquele sonho parecer tão real. Olhou para seu corpo e quase conseguia sentir as sonhadas investidas do Sirius na carne branca.
Não. Não estava certo. Sirius era seu amigo, um dos seus melhores amigos. E sempre tão cuidadoso, atencioso... sim, talvez por isso Remus estivesse sonhando com Sirius daquele... jeito. Ah, que merda! Carência afetiva? Justo agora?! Tudo bem que praticamente todos os alunos do quinto, sexto e sétimo anos pareciam ter lá seus rolos ao menos... Mas Remus era a exceção disso. Com a licantropia, não era justo mentir para alguém, fingir ser alguém que ele não era. E ele não era completamente humano. Preferiu se manter distante do mundo dos envolvimentos amorosos porque já não agüentava mentir para os amigos ( exceto James, Sirius e Peter) sobre as suas escapadas uma vez por mês.
Em resumo, Remus sabia que aquele havia sido um sonho maluco. Mais um dos seus sonhos malucos. E preferia que tivesse sido um pesadelo daqueles bem feios mesmo. Desejava ter um pesadelo horrível só para tirar aquele sonho da cabeça. Com que cara olharia Sirius se o amigo soubesse com o que ele andava sonhando?
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