Grandes notícias, pequenas surpresas.
Pov. Esme
Depois que Sulpicia foi embora, Aro ficou arrasado. Eu tinha muita pena dele. Queria poder abraça-lo e reconforta-lo, mas eu mal o conhecia e não saberia o que dizer a ele.
Desculpem-me por essa horrenda visão, não irá acontecer de novo, eu acho. - Amanda falava, mas estava mais ocupada pensando em algo. - Haverão piores.
Sério? - Emmett, que durante toda a nossa "audiência", estivera se divertindo muito, falava isso como se fosse a melhor coisa do mundo.
Com toda a certeza. - Amanda respondeu como se isso fosse um fardo. - Mas pra participar tem que se enturmar com o povão.
Você falou povão? - Edward perguntou, totalmente descrente. - Eu achava que você era um tanto mais, como posso dizer, educada não é a palavra certa, mas está no caminho.
Entendo. - Amanda falou. - Você achava que eu não usava gírias por causa da minha idade e pelo pouco que você conhece da minha personalidade.
Bem... É. - Edward falou, meio desajeitado.
Bom, você irá ver que eu sou pior que o Emmett.
O que você quer dizer com isso? - Emmett falava, indignado, mas eu sabia que ainda não havia caído a ficha. - Ei! - Agora sim.
Vamos. - Amanda falou, começando a andar. - Eu vou mostrar o resto do lugar à vocês.
Andamos por alguns minutos e vimos as lindas paisagens que nos cercavam. Eram predominantemente tropicais, mas havia algumas de clima temperado. Algumas vezes, podia-se ver trilhas que adentravam a floresta, que, Amanda nos dizia, levavam à áreas específicas para determinadas brincadeiras. Quando a floresta não parecia mais ter fim, surgiu ao longe uma enorme casa, de três andares, muitas janelas, com arquitetura inglesa, parecendo um castelo um tanto pequeno.
Aquela é a, como chamamos, Grande Casa ou A Casa. Lá é a casa principal da ilha e tem de tudo para atender os gostos de todos. - Amanda falava, enquanto chegávamos cada vez mais perto da casa. - Lá tem uma biblioteca com variados livros, uma sala de música, com, se não todos, quase todos os instrumentos, sala de jogos, com os mais variados e estranhos jogos.
Como assim estranhos? - Os olhos de Emmett brilharam quando ele perguntou isso.
Você já ouviu falar num jogo de cartas chamado colher? - Amanda perguntou.
Não. - Emmett falou. E é porque ele conhece cada jogo estranho...
Bem, acho que isso lhe dá uma pista.
Chegamos na casa. Entramos e eu fiquei sem fôlego: a organização era simplesmente perfeita! Nem no meu melhor desenho para uma casa havia feito algo parecido com isso. As cores estavam em perfeito contraste! Eu nunca imaginaria que uma parede amarela com um lindo sofá azul claro com varias almofadas com ambas as cores ficariam tão bem. E o mais lindo era que toda a sala era decorada com essas cores. Não havia nada que não fosse ou amarelo ou azul, e os tons só variavam entre azul escuro, azul claro e amarelo vivo. Eu tinha que saber quem tinha arrumado essa sala assim.
Ela realmente é o clone da tia Emily. - Amanda mais uma vez estava cochichando com Marcus.
Vocês querem, pelo amor de Deus, dizer quem é essa tal de Emily? - Edward já estava frustrado com isso.
Eu. - uma voz disse perto da escada.
Todos nos viramos para vermos quem era. Eu não esperava ver o que eu vi: um clone meu. Era uma sósia exata. E o mais estranho era que ela me era familiar. Não por ser parecida comigo, mas por me lembrar algo da minha infância.
Olá. - a minha sósia disse. Ela tinha até a voz parecida com a minha. - Eu sou Emily.
Olá, meu amor. - Marcus disse enquanto abraçava Emily. - Eu estava com saudade. - E então beijou-a.
Também estava com saudade. - Emily respondeu e eles ficaram se encarando, sorrindo um pro outro, submersos em seu próprio mundo.
A-hem.- Sinceramente, eu amo Emmett, mas ele sabe ser inconveniente.
Cala a boca Emmett. - Ainda bem que ele é casado com Rosalie.
Irmãos, - Marcus se dirigiu a Aro e Caius. - essa é minha esposa, Emily. Ela é como uma re-encarnação de Didyme.
Agora eu posso abraçar a Em sem ter que dar explicação. - Athenadora realmente parecia muito mais natural em suas ações.
Sim, eu também estava com saudade de você, Athe. - Emily se virou para nós. - Vocês devem ser os Cullen, certo?
Oh, desculpe a nossa falta de educação. - Carlisle se apressou a nos apresentar. - Eu sou Carlisle, esta é minha esposa, Esme, e esses são meus filhos e minha neta. - Ele apontou a todos nós.
Porquê você é a copia da minha mãe?
Emmett, será que dá, pelo menos um pouco, ser educado? - Até Edward já estava cheio disso.
Tudo bem. - Emily nos respondeu.- Sem problemas. Eu sou a cópia da sua mãe porquê eu sou a irmã gêmea dela.
O QUÊ! Se eu tivesse uma irmã gêmea, eu acho que eu saberia da existência dela! Não pode ser verdade. Eu era filha única, disso eu me lembro bem. Acho que o choque não foi unicamente meu.
Mas não tem como...- Eu ainda estava me recuperando, por isso minha voz mal saia. - Eu era filha única, tenho certeza absoluta...
Você não se lembra de mim porque Kabin apagou essa parte da sua memória.
Quem é Kabin? - Emmett perguntou por todos. - E que nome tosco é esse?
Kabin é meu irmão e foi minha mãe que escolheu esse nome. - Nathaniel realmente parecia concordar com a opinião de Emmett sobre o nome de Kabin. - Ele tem o dom de apagar a memória, ou apagar partes dela, por isso você não se lembra de Emily.
Então chama ele aqui pra fazer minha mãe se lembrar.
Não é assim tão simples Emmett. - Nathaniel parecia deprimido ao responder. - Quem dera eu pudesse só chamá-lo pelo nome ele apareceria. Kabin desapareceu há alguns anos.
Eu sinto muito. - Eu falei, compreensiva.
Tudo bem, obrigado. - Nathaniel pareceu melhorar um pouco. - Mas conhecendo bem o meu irmão, sei que ele deixou alguma forma de fazer você, Esme, se lembrar de Emily. Ele normalmente escolhe o toque ou um vislumbre de algum movimento especifico, como um sorriso, ou então ainda, pode ser alguma coisa que Emily possa dizer e você se lembrar. A questão é, qual ele escolheu?
Eu me lembro - Emily começou. - que um dia ele me disse, que "para alguns um olhar diz tudo, para outros, o som da voz é a melodia mais preciosa, mas para mim, é necessário ser algo mais íntimo, porém, comum aos olhos do mundano". O que isso pode significar?
Obviamente é uma charada, - Carlisle começou a especular. - mas temos que ter uma ideia de que referência ele usa: se for a partir dos costumes de hoje em dia ou dos costumes de outra época, e se for de outra época, qual.
É o toque. - Todos nos viramos pra ver quem disse isso. Era uma garota loira, não muito alta, com aparentemente 19 anos e dona de um rosto belíssimo. - Desculpem a intromissão. Prazer, meu nome é Christine. - Ela falou, apertando a mão de todos nós.
Mas, porque o toque? - Marcus perguntou.
Kabin, quando fala "para mim", se refere a ele mesmo, e não a Emily. - Christine começou. - Pode-se chegar a essa conclusão por dois raciocínios. O Primeiro é que, tem como forma de comunicação o olhar, o toque, a fala e os gestos. Podemos excluir a fala e o olhar, pela charada, sobrando os gestos e o toque. Mas então ele deixa uma pista: "...era necessário ser algo mais intimo, porém, comum aos olhos do mundano". Nesse momento, ele tem como referência a época em que ele vivia. Naquela época, o toque era algo extremamente íntimo, só pessoas com muita intimidade faziam isso. Mas ele também se refere à época de hoje: "...comum aos olhos do mundano", tendo em mente a quantidade de estupros.
Uau. - Emmett vocalizou o que todos nós estávamos pensando. - Christine, por acaso você conhece meu pai aqui? - Não deu pra evitar rir, mas mesmo assim Emmett mereceu o tapa na cabeça.
Sim, sim, eu o conheço.
Pois bem, me deixe apresentar ele... - Emmett se interrompeu assim que notou a resposta dela.- Pera aí, você disse que o conhece?
Sim eu o conheço. - Christine falava com saudade, quase nostalgia. - Melhor do que você bem pensa.
Melhor que a minha mãe? - É melhor Emmett de calar. - Porque, tipo, eles já...
É, eu sei. - Christine parecia ter nojo do assunto. - Não, eu nunca... fiz isso com ele. - Christine tremeu com um arrepio. - Aí, que nojo. Mas digamos que eu conheço ele de uma forma diferente que a sua mãe, porém bastante íntima. Traumatizei.
Calma. - Amanda falou abraçando Christine. - Passou, passou.
Qual seria a outra forma de chegar a essa conclusão? - O comentário de Aro realmente veio a calhar.
Fácil. - Christine falou do ombro de Amanda. - Quem o conhecia, sabia que ele adorava tocar piano, e era no piano que ele extravasava as emoções, tocando belíssimas músicas. Ele dizia que a música fazia ele lembrar da vida humana dele. Por isso, o toque.
Fascinante! - Aro, Carlisle e Edward disseram ao mesmo tempo. Porque isso não me surpreende?
Agora, Tia Emily, - Christine puxou Emily. - faça o favor.
Emily se aproximou de mim e me abraçou. Nesse momento, eu senti uma onda de imagens passarem pela minha cabeça: imagens de quando eu era humana, ainda criança, brincando com Emily, no terreno de nossos pais. Depois pulava para uma época em que nós estávamos adolescendo, sentadas em cima do telhado de nossa casa, abraçadas e rindo. A próxima memória foi um pouco antes de eu conhecer Carlisle, nevava e nós corríamos enquanto jogávamos uma na outra bolas de neve. Várias outras memórias passavam, enquanto essas se destacavam, porém, uma se intensificou mais que todas as outras: Eu já estava adulta, estava em pé no penhasco, para me jogar e morrer. Eu hesitava, mas então Emily apareceu e me disse para que pulasse, que, se eu o fizesse, seria mais feliz. E eu sou.
Quando saí do transe, notei que eu abraçava Emily fortemente e ela retribuía com a mesma intensidade, enquanto todos nos olhavam. Eu não me importava, minha irmã voltou pra mim!
Com muito esforço, nos separamos, mas continuamos de mãos dadas, uma em frente a outra.
Olha só, - Eu comecei. - minha irmã é casada.
A minha também. - Emily falou me provocando. - E ela também é tia.
Sério? - Eu tinha uma sobrinha? - E como ela é?
Ela é a nossa cara.
Aê pai, - Lá vem Emmett de novo. - agora você também é titio né?
É, mas também você ganha mais um adulto para acabar com a sua felicidade. - Emily está bem como eu me lembrava.
Tá, então peraí – Rose começou a falar. - A Emily é irmã da Esme, que também é casada com o Marcus, e tem uma filha. Mas a final de contas, qual é o nome dela?
Ashley – Marcus, Emily, Christine, Amanda e Nathaniel disseram ao mesmo tempo.
Alguem me chama? - escutamos uma voz vinda do topo das escadas e todos olhamos para lá.
O que vimos foi uma réplica exata de quando eu e Emily tínhamos entre 18 e 19 anos, com a única diferença que o cabelo dela era mais escuro.
Quando ela olhou para todos nós, deu um sorriso radiante e saiu correndo na direção de Marcus.
PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI – Marcus foi derrubado por uma mancha de branco, jeans e marrom escuro. Quando eles finalmente conseguiram se levantar, Marcus abraçou-a e girou com ela nos braços.
Que história é esse de pai? - Aro vocalizou a pergunta de todos.
Essa é a Ashley, – Marcus disse. - minha filha de sangue, ou de veneno, se você preferir.
Mas como ela pode ser sua filha biológica se nós não podemos ter filhos?
A mamãe era humana quando eu nasci. - Ashley interviu antes que começasse uma confusão.
Então era por isso que a Bella tinha tanta certeza que ia dar certo... - Edward e Carlisle realmente deveriam ter um laboratório só para eles de tão curiosos que são.
Mas como? - Finalmente alguem que não Aro, Carlisle e Edward perguntou algo do tipo, apesar de ter sido o Caius.
Bem, - Ashley começou muito concentrada. Tenho a leve impressão de que ela e Emmett vão se dar muito bem. - Primeiro a gente tem que deixar a coisa reta. A forma mais rápida é deixar as coisas muito ao natural, então fica bem fácil deixar a coisa reta. Depois temos que molhar o buraquinho, senão vai doer muito pra dona do buraco. Depois, a coisa reta vai dentro do buraco e fica entrando e saindo, entrando e saindo... - nesse momento, Marcus fez o favor de tapar a boca da filha.
Ashley! - Acho que Emily estaria como um tomate maduro se pudesse.
Que foi mãe? - Com a cara mais inocente e mais Emmett possível – É verdade, não? É assim que as coisas funcionam. A senhora não deveria ter vergonha, afinal ele é seu marido, não?
Bate aqui priminha. - Emmett e Ashley vão ser como irmãos.
Pov. Aro
Nossa. Fico imaginando como seria isso em Volterra. Realmente seria assustador, mas de um jeito bom.
Enfim, depois de tudo, nós nos acalmamos, fomos para a sala e conseguimos manter uma conversa civilizada.
Bem, então – Edward começou. - Quando eu poderei var a Bella?
É O QUÊ? - Ashley, Amanda e Christine falaram ao mesmo tempo.
Quando eu vou poder ver minha esposa? - Edward repetiu, porém mais decidido.
Quando ela quiser te ver, ela virá até você. - Amanda falou agressivamente.
Não sei como ela te aguenta. - Christine parecia revoltada.
Não sei como ela se casou com você. - Ashley parecia indignada. - Mas se bem que pode ser os oposto se atraem... - agora já estava pensativa.- É, pode ser isso. Tipo, tipo, tipo... Ah, eu não sei nem um exemplo! - Ela era tão fofinha, tal como Didyme, quando estava atrapalhada.- Só sei que você não é o estilo dela. Você parece ter a alma de um avô mas um corpo de adolescente.
Você tem que aprender a aproveitar, sabe? - Amanda pareceu mais calma.
Para quê? - Edward estava confuso. - Eu sou eterno!
Isso é o que você sabe. - Christine tinha uma quê de nostalgia na voz, como se soubesse como é esta dor.
Quando o silêncio caiu, ninguém notou uns baques surdos no chão, como passos, vindo pra sala onde estávamos, até que uma bebê loira subiu no colo de Caius e uma bebê morena subiu no meu. Quando elas chegaram aos seus destinos, apontaram para cima enquanto se olhavam, e disseram ao mesmo tempo:
Papa!
N/A: Sim , eu sei, eu demorei cerca de meio ano pra postar de novo, ou mais, Me desculpem, era realmente a preguiça que não queria deixar eu escrever. Pra esse cap, eu queria botar mais coisa, mostrando outros segredos e tal, mas por enquanto vai ser isso tanto pra vcs assimilarem como pra eu ter algo q colocar e manter a atenção de vcs. Postando de madrugada de novo, soh pra variar.
Respondendo à algumas reviews, não tem muito Carlesme pq essa fic é mais geral do que qualquer coisa, porem eu ainda não foquei no casal principal. Vai ter um pouco de foco no casal Aro/Sulpicia, no Casal Bella/Edward e eu acho q só, mas sempre vou tentar englobar um pouco Carlesme.
Bom, é isso, obrigada por quem me deixar review, me inspira a escrever, e quem ainda tiver coragem de ler essa mixaria q eu chamo de fic, tbm agradeço muito e peço desculpas se foi uma perda de tempo. Desculpem pelos erros, eu betei.
Bjs, K.H. =D
