Alma Nova 7 – Resquícios da Rainha da Morte

No Capitulo anterior...

Os cavaleiros negros foram derrotados pelos cavaleiros de bronze em batalhas que quase custaram a sua vida, mas foram vitoriosos, mesmo Pandora que é ligada a Hypnos e Tanathos de maneira mais forte que ela mesmo pensava. A batalha final se aproxima. Hana será resgatada ou morta? E Shaka? Onde estará? E o que fará quando chegar?

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Ele estava lá, preso, sofrendo o vai e vem das marés do cabo Sunion. Preso pelo sangue do seu sangue, a parte pura dele. Seu próprio irmão impediu de cumprir seu destino, ele quis dividir o poder com ele, pois afinal eles eram pessoas incompletas. Seu ódio crescia a cada dia que se passava, sua fúria aumentava a cada aumento da maré. Ele ia pagar, assim como sua adorável humanidade que ele iria escravizar, assim como os deuses que criaram a humanidade. Iria dominar tudo sendo humano.

Mas ele tinha que descobri uma maneira de sair, batia nas paredes, tentava arrancar as barras, mas tinha algo ali que impedia que ele usasse sua cosmoenergia. Até que finalmente, ele acreditava ter chegado seu dia, depois de quatro anos se alimentado dos peixes que caiam na sua cela. Ele quase conseguia tocar a lua de tão próxima que estava da terra.

E a água cobria já toda a caverna, ele não sentia como as ultimas vezes, como se algo o protegesse. Só a água fria do mar batendo violentamente na encosta. Já que era seu último momento de vida, não iria padecer sem luta, mesmo que fosse contra a natureza e atacava as grades com tudo o que tinha, com tudo que lhe sobrava.

Até que o impacto de uma onda o fez bater na parede da caverna. E seu mundo de ambição e loucura tornaram apenas breu. Apenas breu, ele apenas antes de se tornar parte do breu viu uma luz ímpia, na forma do trindente, seu ultimo pensamento foi.

"O inferno não parece tão ruim assim!"

Antes de sua consciência se tornar breu também.

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Fênix se levantava rápido, não esperava dormir no colo de Hana. Não tivera o pesadelo de que matará seu pai, na verdade não era um sonho, mas sim uma lembrança. O mais estranho que dessa vez ela não reviverá uma lembrança apenas descansava sua mente no colo sua refém.

Não dormira muito, porém cochilo bem mais do que ela estava acostumada. Não acompanhava os cosmos em suas lutas, mas não sentia mais os cosmos dos cavaleiros negros. Apenas daqueles cavaleiros de bronze que ela derrotou na floresta. Não queria combatê-los, ela queria apenas chamar a atenção dos cavaleiros negros, mas ela não acreditava que Jango estava morto. Ele era covarde demais para aquilo, mas iria devolvê-la para eles; mas seriam eles capazes de protegê-la?

Ela levantava o rosto e via que Hana também tinha dormido. Esmeralda tentava se lembrar como era dormir assim, antes de ser Fênix mesmo que o treinamento quase a matasse, ela dormia sem pesadelos, sem assombrações. Um sono que lhe deixava recuperada, agora seu sono é só para atender as necessidades básicas de seu corpo.

Esmeralda saia em silêncio, pois não queria atrapalhar os sonhos de sua refém que ela jurou proteger com sua vida imortal para ela mesma, para si mesma, o que para ela é o maior juramento que ela poderia fazer. Fosse ela Athena ou não iria protegê-la.

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Okko andava devagar devido aos ferimentos de seu corpo, os golpes de Dragão Negro afetavam tanto por dentro tanto por fora de seu corpo, sentia alguns vasos sanguíneos rompidos. Sentia fracamente o cosmo de Isaak e Thouma, mas não sentia de Pandora. Por mais que ele a achasse arrogante e mandona, era um companheiro de luta. Seria ele pelo menos o primeiro a lutar contra Fênix, talvez ele fosse o mais capacitado, graças ao escudo e o punho do Dragão.

Chegando próximo ao local, sentia um clima ao contrario do que a montanha sugeria. Um ar abafado, quente e sufocante; chegava a ter algumas poças de água próximo ao cume da montanha. O que era ilógico, afinal deveria ficar cada vez mais frio, mas pensava consigo mesmo: "Se eu consegui fazer uma cachoeira correr ao contrário, porque vou passar a duvidar das coisas?"

O cavaleiro de bronze chegava a um planalto da monta, onde tinha uma caverna com a forma da boca de um lobo, e a frente do sinistro abrigo a fonte de todo aquele calor. A amazona de Fênix, a oponente que todos esperavam enfrentar. O chinês tentava se recompor para não demonstrar fraqueza para seu oponente, mas aquele oponente era diferente.

Ela era franzina, não tinha muita massa corporal, parecia ser até mais fraca que Shunrei, mas o cosmo o qual ela emanava parecia ser alimentado por algo maior que ela própria. Um sentimento muito forte, que Okko sentia que não era bom, mas mesmo assim tinha que resgatar Athena.

-Fênix me devolva à garota! –dizia Okko sem deixar a voz vacilar.

-Acha mesmo que pode protegê-la? –Fênix parecia querendo ser convencida de que eles pudessem proteger mesmo Athena, essa era uma batalha que ele teria que travar com as palavras.

-Eu venci Dragão Negro, os outros venceram as suas versões negras, nós vamos protegê-la porque é nossa missão. –Okko chiava muito, devido à dor que tinha no peito, mas mesmo assim continuava.

-E Jango? –Esmeralda ficou dividida naquela pergunta, ela jurou matá-lo, já que ele era o líder dos cavaleiros negros, mas se eles tivessem matado-o seria a prova que eles poderiam proteger Hana.

-Jango? Que Jango? –Com essa resposta, Okko causou um suspiro na amazona da Ilha da Rainha da Morte, de alivio.

-Então terá que me provar que pode protegê-la. –Fênix sumia da visão de Okko numa velocidade comparada a do cavaleiro de Cisne.

Ela aparecia quase embaixo dele, e lhe aplicava um chute no maxilar, praticamente voando baixo. Fênix não tinha muita força, mas seus golpes eram bem colocados, causando danos mais específicos, o chute foi suficiente para pegar em sua traquéia e ele perder o ar, aliado aos danos que já havia sofrido por causa de Dragão Negro.

Fênix mal tocava no chão e já avançava novamente. Com um soco novamente bem colocado no estomago do cavaleiro de Dragão, Okko ainda ataca ela estava basicamente presa, e ataca com o punho direito, mas só encontra o ar, para logo em seguida levar um chute na nuca e uma rasteira lhe fazendo planar sobre ar sem muito senso de direção.

Quando Esmeralda se prepara para chutar a coluna de Okko ele some, e ela sente um cosmo vindo rapidamente e sai da onde estava no mesmo instante. Por pouco não era atingida por um relâmpago, vindo do cavaleiro de Pegasus que ela julgara que era um vegetal a essa altura.

Ao ver o outro lado, via Cisne que havia salvado Dragão no último momento, numa velocidade impressionante, mas não muito acima de sua velocidade. A loira via que apesar da desvantagem numérica, todos estavam em péssimas condições, passar pelos quaro grandes cavaleiros negros não era um desafio o qual eles iriam passar ilesos.

Dragão se levanta ao lado de Cisne que mentalmente agradece ao cavaleiro, mas não fala por seu próprio orgulho. Thouma que estava do lado oposto se colocava em posição de combate. Isaak estava ofegante, sentia o calor de esvaindo do corpo, logo aquele clima que era mais ameno que sua terra natal e onde treinou. Okko e Fênix reparam pelos rasgões na roupa do Finlandês que havia machas extremamente negras, Esmeralda sabia o que era, a marca da Morte Negra. Ela sabia que um dos cavaleiros negros tinha essa técnica, mas não sabia o qual. Em pouco tempo Cisne iria ficar totalmente negro, ai que começaria sua vida ser drenada por essa força maligna.

-Nos devolva Athena! –Falava Isaak ofegante, que ao contrário de seus companheiros era o menos atingido e com menos danos.

-Acham mesmo que podem me vencer? Nem quando vocês eram quatro o podiam fazer. O que dirá agora. –Esmeralda não tinha arrogância, tinha um ar de obviedade, que irritava aqueles os cavaleiros orgulhosos.

Thouma, Okko e Isaak se colocam em posição de ataque, e Esmeralda nem ao menos se movia, com o corpo relaxado. Nem ao menos colocava os braços em modo de defesa, ela não estava nem ao menos motivada a vencê-los. A amazona queria testá-los para saber se eles tinham poder o suficiente para proteger Hana, aquela garota que eles dizem ser Athena.

Antes mesmo que os cavaleiros dessem o primeiro passo, todos ali. Sentem uma enorme densidade de cosmo se aproximando que faziam-nos suar e estremecer, até mesmo Fênix. Até mesmo Hana, acordou e passava mal, tanto fisicamente com espiritualmente, e ia se escondendo até a boca da caverna, e via aqueles jovens trajados de armadura parados e olhando para todos os lugares. Faltava uma pessoa, a de armadura lilás e de cabelos longos e arroxeados.

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Pandora se arrastava com as correntes de Andrômeda, ela não acreditava no poder de hypnos de manipular não só a armadura, mas a ela mesmo inconsciente. Tudo que a sacerdotisa se orgulhava que era sua força de vontade fora totalmente ignorada pela simples vontade do Deus do Sono. Ela viu tudo enquanto estava "inconsciente" mesmo que não quisesse, as cenas da luta eram simplesmente despejadas em sua mente.

Queria ficar deitada, queria deixar que todos se matassem e ela apenas iria ficar segura. A espiã de Hades não queria lutaria numa guerra que não era sua, mas era a sua vontade contra a vontade divina de dois Deuses. Se antes a pseudo-amazona de Andrômeda tinha medo de morrer atraindo a ira de Tanathos, agora também temia os domínios de Hypnos. E colocava-se mesmo contra sua própria vontade e caminhava para salvar Athena, mas um pensamento que invadia sua mente enquanto caminhava, era que Athena talvez não fosse a única que precisasse ser salva...

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Os cavaleiros perceberam que aquela densidade de cosmo via de cima. Pegasus, Dragão e Cisne dão um passo para trás. E vindo como um verdadeiro meteoro, provocando uma enorme nuvem de poeira junta. Até que os cavaleiros tiveram a visão de um verdadeiro monstro em forma de pessoa. Um ser de quase seus três ou quatro metros, trajando também uma armadura do zodíaco assim como eles.

Era muito assustador ver um monstro daquele trajando uma armadura do zodíaco. Thouma achava que o reconhecia, mas não sabia de onde. E não era apenas ele, mas havia também um outro homem, dono de um cosmo macabro e assustador. Sem nenhuma armadura a não ser a básica de um soldado, e com uma enorme cicatriz do olho direto como uma mancha escura, mas pra uma queimadura.

-Então, vocês são os cavaleiros que estão indo contra a vontade do Santuário e de Athena. –A voz daquele monstro em forma humana era digna dele. Era forte e ameaçadora, mesmo não querendo. Até que aquele monstro observa mais atentamente que um dos cavaleiros a sua volta era o cavaleiro de Pegasus. –Você Ruivo! Por acaso é o irmão de Águia?

Thouma afirma que sim, presumindo que aquele gigante viera do Santuário. E assim como ele tinha um relativo conhecimento sobre os cavaleiros de lá.

-Sou Docrátes, irmão de Cassius! – Thouma estremesse, pois lembrará dos rumores que ouvia sobre o irmão de Cassius. Que era muito acima em poder, cosmo e crueldade. Designado a missões que nenhum cavaleiro com resquício de humanidade executaria. –Você decepou a orelha de meu irmão e ainda feriu Shina que é uma grande amiga minha. Vai sofrer por tudo isso!

-Eles são lixo, não esqueça de Fênix. Que por sinal, sinto o cosmo dela, mas não a vejo. –dizia Jango procurando sua tão temida inimiga.

-Fala da pequena amazona que eu mirei enquanto descia? –Questionava Docrátes. –Deve ser apenas uma sujeira no meu pé.

Mas o que Docrátes não notava que sua perna estava dobrada, que ao baixar definitivamente a poeira, viasse claramente Esmeralda bloqueando o pé de Docrates com uma das mãos. Sem qualquer dano grave, até que a amazona de Fênix o empurra fazendo-o perder o equilíbrio e cair. Jango sai antes de ser esmagado pela queda de Docrates. E via a mulher que ele tanto se preparava para combater.

-Olá Jango! Finalmente consegui fazer você sair da toca e lutar! –O ar de indiferente de Esmeralda que ela esbanjava até agora se tornava numa alegria sádica. Era quase possível ver o sorriso cruel por debaixo da máscara. – Desculpem meninos, mas vou ter que confiar em vocês para proteger Hana que está na caverna. Acham que conseguem?

Novamente, os cavaleiros sentiram seu orgulho ferido, mas antes mesmo de sentirem, viram que a amazona não era seu real inimigo. E como todo cavaleiro de Athena, tinham que colocar a proteção de sua deusa acima de seu próprio orgulho. O que era difícil particularmente para aqueles três, mas eles o fizeram.

-Onde pensa que vai, sua anã! –Docrates atacava com seu enorme punho em direção da amazona! Que destruía mais o próprio cenário que tudo, mas não sentia o corpo da amazona em seu punho, apenas as rochas. Que continuava a andar em direção de Jango. Lentamente com passos obstinados.

Quando Docrates tentou se virar para tentar atingir a guerreira loira, tivera que deter seu ataque para ele mesmo não ser atingindo por um rápido relâmpago que quase lhe acertou o rosto, vindo do homem que roubou a armadura de seu irmão.

-Acho que você não ouviu Fênix? Nós seremos seus oponentes! –dizia Okko ao lado de Isaak e Thouma.

Pandora chegava naquele momento, apoiada pelas paredes sem condição de luta, mas dessa vez suas correntes estavam reagindo, arrastando para a boca de uma caverna. Isaak tem uma fagulha de alegria por ver que a amazona estava bem, mas não queria que ela se arriscasse naquela luta.

-Pandora! Cuide de Athena que nós cuidamos deles! –gritava Isaak para amazona.

A amazona sem cosmo nenhum aceita a missão, mesmo querendo combate ao lado deles para não se tornar tão inútil assim no grupo. E iam em direção de Hana, na caverna na qual ela se ocultava para não ser atingida pelo combate, até que sentia suas correntes reagirem ao cosmo de Athena.

De repente num movimento intenso, Docrates ataca o cavaleiro de pegasus com seu punho monstruoso. Thouma sai da trajetória com um giro gracioso, para apenas Dragão parar seu punho com outro soco. O impacto era forte demais que criou uma pequena onda de choque.

Docrates invés com um segundo soco para cima de Dragão, que se protege com o escudo. O cavaleiro-monstro não percebe até que é tarde demais. Isaak estava na abertura de seu golpe e usava seus ventos árticos para atingi-lo em sua lateral. Fazendo-o afastar do combate corpo-a-corpo de Okko. Apenas para logo seguinte para receber o impacto do Relâmpago de Thouma se aproximando cada vez mais do precipício, mas o gigante percebe e firma seus pés no chão.

O cavaleiro chinês corre em direção de Docrates, que se sente desafiado e se coloca em uma posição mais sólida, para resistir ao golpe e contra-atacar. Porém Okko ataca com seu punho indestrutível no chão, provocando uma rachadura. Docrates tenta colocar sua enorme perna na base da rocha que não esta despencando, mas como duas aparições, Cisne e Pegasus o golpeiam fazendo o cavaleiro perder o equilíbrio e caindo.

Sabendo da força e da fama dele, Thouma sabia que aquilo era meramente uma distração. Todos ali estavam fracos em comparação de quando chegaram na montanha. O pior deles era Isaak que parecia estar cansando-se mais do que Okko e Thouma, mas não havia tempo hábil para eles se preocuparem consigo mesmo.

Os três pulam para onde caíram Docrates deslizando montanha abaixo.

Esmeralda caminhava lentamente, enquanto Jango tentava não tremer de medo daquela franzina amazona loira.

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Shun, o diretor do orfanato pegava-se tomando seu tradicional chá e olhando o noticiário local, que dizia que nunca houve tantos deslizamentos no monte Fuji. No fundo, ele sabia que tinha haver com seus hospedes, no qual o ruivo fora correndo, mesmo não estando completamente bem. Sabia que se contasse a alguém, qualquer um diria que ele havia enlouquecido. E por mais que tentasse negar, aquilo parecia muito obvio para ele.

Mas aquele não era seu único pensamento, enquanto a isso. Perguntava-se como aquela mulher de cabelos escuros e excessivamente lisos sabia da existência de seu irmão morto e de seu medalhão. A única lembrança que tinha de sua mãe e de seu irmão. As próprias lembranças que ele fazia questão de esquecer, mas que ele sentia que conhecia aquela mulher de algum lugar.

Eram sentimentos demais, mas ele não se dava o direito de pensar em si mesmo mais. Tinha as crianças do orfanato para se preocupar, aquele era seu santuário, seu templo que ele tinha que defender, mas rezava para que aquelas pessoas estranhas conseguissem salvar Hana.

-Senhor Amaniya? –Entrava Minu, a governanta da casa que apesar da pouca idade para tal função, exercia com maestria a ordem do orfanato Filho das Estrelas.

-Sim, Minu. Fale! –dizia o diretor ainda tomando seu chá e olhando o noticiário.

-Sei que o senhor sempre toma as medidas mais acertadas, mas não concordo em você ter omitido aquelas pessoas sobre o que Hana deixou aqui, dias atrás, antes de ser seqüestrada. –dizia a jovem governanta com seu jeito submisso e cabisbaixo.

-Minu, eu sei também disso, mas você sabe muito bem o quanto eu sou preso a minha palavra. Assim como eu prometi a meu irmão e a minha mãe em seus túmulos que iria cuidar do orfanato. Eu prometi a Hana que iria entregar o que ela deixou ou ao tal de Milo ou à ela própria. - Shun acabava de tomar o chá na mesa de seu escritório e virava a poltrona que o deixava de costas para Minu. –Queria muito acreditar que eles são mesmo quem dizem ser, mas não posso me dar ao luxo de ser tão ingênuo assim.

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Esmeralda avança para cima de Jango, com um golpe direto no rosto. A uma velocidade que o cavaleiro negro não podia acompanhar, mas para surpresa da amazona, ele não cai. Ela investe novamente com um chute, mas dessa vez ele defendia. Golpeava com a outra perna, mas dessa vez não era apenas bloqueada. A perna dela fora pega e ela fora impactada no chão. Esmeralda não acreditava como Jango conseguia fazer aquilo.

E o seu oponente apenas mantia uma posição de combate zombeteira, ele mesmo sabia que o treinamento de esmeralda não foi completo, pois ela não se dedicará até a morte de Guilty. Em perícia em combate, Jango era muito superior. O que ele temia realmente era o cosmo alimentado pelo ódio dela. Mas tinha um plano para isso.

O ar novamente começa a se aquecer, é sufocante até mesmo para Hana e Pandora que estão um pouco mais fora do combate. Ao que Pandora lembra do ataque de Fênix, joga Hana no chão e cobre ela com seu próprio corpo.

-AVÊ FÊNIX! – Num movimento rápido e furioso a amazona da Rainha da Morte lança seu golpe para cima de Jango. O golpe chega a ser mais devastador que o primeiro lançado na faculdade em que Hana estudava. As chamas se espalhavam numa velocidade impressionante por causa dos ventos que lhe acompanhava, e a mesma explosão que causava vários deslizamentos que eram relatados pela imprensa local. Mesmo os helicópteros não se aproximavam devido ao calor que havia o risco de desmaiarem devido à falta de oxigenação. Até mesmo fotos do satélite saíam de foco, mas para os cavaleiros do zodíaco isso era comum, já que de alguma maneira a cosmoenergia deles interferiam com a transmissão de radiofreqüências.

Esmeralda recupera sua racionalidade que juntara naquele momento e desejava ver apenas o corpo carbonizado de Jango. Saciando assim seu propósito de vida, antes mesmo de se erguer recebera um golpe vindo de onde estaria as cinzas de Jango. Uma labareda de chama negra que acertava seu ombro, fazendo-a cair de dor, pois aquelas chamas pareciam arder também seu sangue.

Jango estava ali em pé, numa área circular intacta, não fora afetado de nenhuma forma pelo golpe devastador da pupila de Guilty. E carregava um sorriso sádico e insano estampado no seu rosto, que assustaria até mesmo o pior dos demônios.

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Docrates caia em um lago enorme, que havia se formado com o derretimento de gelo causado pelos inúmeros golpes que se acumulara; mas para o gigante aquilo era uma poça de água enorme. E via os cavaleiros descendo em alta velocidade para combatê-lo. O que os deixava como alvos fáceis. Unindo os dois punhos enormes e acumulando cosmo gigantesco transferia a energia para um punho para a execução de seu ataque. O punho de Hercules. Um gigantesco meteoro feito de cosmo.

Os três vendo aquele golpe saíram da rota do golpe sacrificando seu equilíbrio, caindo bruscamente no lago. Levantando-se, a água batia a um palmo abaixo da sua cintura, enquanto Docrates estava até, no máximo, metade de sua perna submersa.

Um segundo Punho de Hercules, é lançado contra eles. Todos conseguem escapar a sua maneira, mas vêem que cada vez mais os golpes daquele cavaleiro monstruoso estão aumentando o poder quando ela se entrega a batalha. Os três sabem que o ideal é vencê-lo rapidamente e resgatar Athena. E seu senso de urgência aumenta mais ainda quando uma grande explosão de chamas ocorre de onde vieram, que eles reconhecem como o golpe da amazona de Fênix.

Docrates se impressiona com o tamanho da explosão, e não acredita que foi a amazona que ele chamará de "anã" que ocasionaria aquele show pirotecno. Até que sentira uma dor enorme no estomago, era Okko, golpeando-o no estomago, mas ainda sim era fraco. Pois seu corpo e sua armadura agiam por excitação a luta, e estavam mais rígidos ainda. Também, levará um chute no rosto proporcionado por Thouma, mas que não causará dano, apenas deixava o gigante furioso.

Ao atacar os dois cavaleiros, ambos escapam do oponente, que por sua sorte, cada vez ficava mais lento na mesma proporção que ficava mais forte. E eles apenas acobertavam Isaak que usava o circulo de gelo para deixa-lo imóvel, mas seu golpe não estava com a mesma intensidade. E via mais chamas negras em seu corpo e ele mesmo cada vez mais fatigados, mas só ele tinha o poder de pará-lo e tomara uma decisão que poderia ser seu fim.

Adquirindo uma velocidade, o cavaleiro de cisne sumia do campo de visão de Docrates, ao passo que ele reparava que alguns cristais de gelo formado no ar atrapalhavam ainda mais seus movimentos. Odiava essas táticas que ele mesmo achava ridícula, pois vários de seus oponentes já tentaram inúmeras vezes. Suas atenções eram mais para o usurpador da armadura de Pegasus, que deformará seu irmão mais novo.

Até que sentira um calafrio enorme subindo-lhe as pernas, era o guerreiro do gelo congelando suas pernas, mas era facilmente resolvido com um bom soco que iria quebrar sua coluna, seria um oponente a menos. Ao descer o punho com a vontade que acabar com a vida de Isaak.

Ao acabar com a trajetória, não sentirá o estalo de osso quando se quebrava, mas parecia que havia socado um muro de ferro. Quando via, era o cavaleiro de rozan que protegia Isaak com o lendário escudo do Dragão. Apenas ele para agüentar um golpe de Docrates. O que não impedia Docrates de continuar tentando. O escudo podia ser indestrutível, mas o cavaleiro não.

Depois do quarto golpe, Thouma ataca com seu Relâmpago Celeste na nuca do monstro em forma de cavaleiro. Não o feria, mas apenas chamava sua atenção. Uma manobra apenas para chamar atenção, que foi bem-sucedida.

Foi o suficiente para distraí-los, as pernas de Docrates, totalmente congelas pelo ataque de Cisne, que se afastava rapidamente dali, dando espaço para Okko lançar o seu golpe, a Cólera do Dragão, que manipula a força da água manifestada na entidade draconiana e ataca o cavaleiro gigantesco, fazendo-o voar pelos ares, perdendo totalmente seu senso de equilíbrio e direção, pois ele mesmo, que não fosse pela sua própria vontade, nunca saiu do chão. Aproveitando ainda, o cavaleiro de bronze ruivo, ataca-o com seu relâmpago celeste, pois ele mesmo não teria mais força para lançar outra Altura Máxima.

Isaak preparava mais um circulo de gelo, dessa vez congelando as outras partes de seu corpo transformando apenas o imenso cavaleiro em uma escultura bizarra de gelo, que caia ao fundo da montanha. Onde vários deslizamentos aconteciam.

Os três cavaleiros de bronze se entreolham e sorriem por terem detido aquele monstro, apenas num momento de não-hostilidade entre eles próprios antes de desmaiarem pela exaustão e ferimentos adquiridos durante a chegada ao Japão. Apenas deixando-se perder as forças naquele lago...

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Esmeralda estava chocada, aquilo não era possível, como ele escapará ileso de sua Ave Fênix, era realmente impossível. Enquanto Jango gargalhava de maneira assustadora que apenas ele sabia, um som que fazia o seu estômago revirar de medo. Até mesmo Pandora se assusta, nem mesmo as correntes de Andrômeda e nem o escudo do dragão suportaram o golpe direto de fênix. Que tipo de oponente era aquele?

-Então, tive medo dessa menina o tempo todo, realmente foi a pior idiotice que eu poderia fazer. – Jango se aproximava da amazona loira, que estava sem saber o que fazer. Resolvia atacar novamente, talvez fosse apenas um momento de sorte, mas era em vão.

Cada soco e golpe aplicado era facilmente bloqueado por Jango, era o mesmo de ver um adulto brincando com uma criança de quatro anos furiosa. Era impossível, o grande temor de asas flamejantes era facilmente vencida por um não-cavaleiro. Até que o único cavaleiro negro restante esbofeteia a franzina amazona que cai no chão.

Fênix tenta usar o seu Golpe Fantasma, já que não podia destruir Jango por fora, poderia destruir sua mente, mas também fora inútil, ele apenas caminhava, sem se ao menos hesitar para chutar a face de Esmeralda. A amazona da ilha de Andrômeda, ao mesmo tempo em que escondia os olhos da Athena não ver aquele massacre, começava a ter pena da amazona. Por mais que estivesse uma parte que sentia que era aquilo o que ela merecia, ela se via no lugar de Esmeralda, quando lutava com Andrômeda Negro.

E para o Jango, aquilo realmente era o seu sonho de consumo, humilhar Fênix, a mascote de seu irmão Guilty. Que morreu praticamente a armadura mais poderosa para Esmeralda. Ele realmente estava feliz como nunca, e no final, ainda iria se tornar um cavaleiro de Athena, finalmente o destino sorria para ele.

-Como! –gritava Esmeralda. –Como você consegue?

-Sua idiotinha, um golpe não funciona duas vezes contra o mesmo cavaleiro. –Jango a chutava novamente, jogando-a um pouco mais longe que estava.

-Eu nunca combati você, como você pode ser imune aos meus golpes? –Urrava Esmeralda.

-Mas você usou nos cavaleiros negros, achava mesmo que eu estava fugindo de você? Eu estava ganhando tempo. –Jango dizia aquilo se vangloriando. –Descobri um artefato que sempre esteve na frente e nunca percebi.

Esmeralda recebia outro chute, mas dessa vez ela era jogada contra a parede da montanha, um pouco distante ainda da boca da caverna onde Pandora e Hana estavam. Seu corpo e seu orgulham doíam, era impotente assim como na vez em que deixou seu mestre se suicidar com suas mãos. Estava rendida, e Jango percebia isso sem ao menos ver seu rosto.

Jango tirava algo de trás das suas costas, Pandora prestava bastante atenção, enquanto Hana tremia de medo por sentir tanta destruição. A amazona de Andrômeda observava que ele retirava uma máscara muito estranha com uma essência assustadora.

Quando Esmeralda põe os olhos na máscara, a mesma chama de ódio volta a se acender dentro dela. Era a máscara que seu mestre usava, era a máscara que ela sempre odiou, mas era parte de seu mestre ainda, e novamente ela usa sua Ave Fênix contra Jango. Mas como da ultima vez foi inútil.

-Essa máscara foi feita pra proteger o usuário tornando-o mais poderoso, usando tudo que ele tem de pior e aumento seu cosmo. –Dizia Jango por trás da máscara e com a sua volta tudo queimado menos o chão que ele pisava. –O problema que tudo que eu tenho de pior já está exposto para quem quiser ver, ao contrario do idiota do meu irmão.

Esmeralda não acreditava, aquela máscara que transformava seu pai em um monstro e ela estava com Jango, os dois seres que ela passava sua vida amaldiçoando. Os seres que ela devotava sua vida a destruir estavam a derrotando, aquilo para ela só poderia ser um pesadelo, ou no mínimo uma enorme piada de mal gosto.

-Agora que você não pode fazer nada, acho que lhe farei sofrer. –dizia Jango. –Vi que você fez amizade com a menina que o Santuário me mandou aniquilar. É unir o útil ao agradável.

A amazona de Fênix não devia ligar, mas ela sentia que aquela garota que lhe ofereceu o colo para dormir era diferente de qualquer pessoa. Era destinada a alguma coisa ela mesma não entendia bem. E ela lhe deu sua única sonolência que não vinha acompanhada de pesadelos. E ela prometeu a si mesma, protegê-la com sua vida. Não podia ficar parada.

Ela voltava a atacar o cavaleiro negro, o qual, em um rápido movimento a jogava contra a parede novamente. Era ridículo pra ele.

-Você tem tudo pra ser uma guerreira imbatível, só lhe faltou treinamento adequado. –Jango dizia resoluto. –Usei os cavaleiros negros como cobaia aumentando o nível gradualmente para ver seu limiite de poder, provavelmente você só os vencia por causa de sua aparência, e pela sua cosmoenergia, Tinha usado os Dragão Negro e os outros para enfraquecê-la e Docrátes como plano B, não contava com a aparição desses cavaleiros de bronze. Mas por fim, correu tudo certo, não terei um passado pois todos aqueles que conheceram "minha vida devassa" estão mortos ou vão estar!

Esmeralda sentia mais ódio ainda daquele que seria parte da sua família. Usara todos que conhecia para se beneficiar, matará indiscriminadamente apenas para sua satisfação pessoal. E ela não pode fazer nada.

-Bem, hora de cumprir com o meu serviço. CHAMAS NEGRAS DA RAINHA DA MORTE!

O golpe de Jango eram chamas profanas que pareciam queimar o próprio fogo, e ia em direção de Pandora e Hana dentro da caverna. Provavelmente incinerando-as e ainda fazendo a caverna desmoronar, sem chance de sobrevivência. Mas algo impediu...

As correntes de Andrômeda formam na mesma hora uma defesa circular, só que ao invés de defender Hana e Pandora, canaliza com vento as chamas negras por dentro delas, jogando-as para cima e as dissipando no ar. Deixando Jango, extremamente irritado.

-Ora sua...

-Andrômeda, leve Hana daqui! –dizia Esmeralda. –Eu vou cuidar dele.

-Não seja idiota, Fênix! –Gritava Pandora. –Você não pode com ele, você não viu?

-Não vou quebrar as promessas que fiz para mim, para meu mestre e para Hana.

Hana fica estática, não queria estar lá e também não quer deixá-la sozinha, mas estava muito assustada com tudo aquilo que acontecia de uma só vez. E Pandora, exceto por ficar estática, estava na mesma situação de Hana vendo tudo aquilo.

-Você é uma amazona de Athena, trate de ser uma e tire Hana daqui agora! –Gritava ensandecida Esmeralda, temendo machucar Hana.

E era verdade, Pandora sabia que esse era o desígnio de qualquer cavaleiro de Athena, proteger sua Deusa. Pandora coloca a jovem nos ombros, mesmo contra a sua vontade e recua tentando fugir da montanha. Sair para longe daquele lugar, era o que um cavaleiro de Athena, mesmo ela não sendo uma, tinha que fazê-lo.

Jango deu um impulso para ser perseguido, mas fora bloqueado rapidamente por Esmeralda, que ainda era mais veloz que Jango. Dando espaço o suficiente para Pandora escapar com Hana, deixando apenas os últimos sobreviventes da Ilha da Rainha da Morte. Jango e Esmeralda ali parados.

-Idiotazinha! Acha mesmo que vai me deter? Se ela escapar de mim, ainda terá o cavaleiro do Santuário para torcer o pescoço daquela ninfeta, se bem que se eu fosse ele, faria outra coisa! –O sorriso maquiavélico no rosto de Jango era assustador, monstruoso, aberrante.

-Ora seu...

A amazona foi interrompida por uma explosão de luz, apenas uma breve aparição para a própria figura, mas que para qualquer outra criatura poderia chamar de milagre poderia chamar de benção. Não apenas um guerreiro de Athena, não apenas um cavaleiro de ouro, mas sim a reencarnação de Buda à serviço de Athena. Shaka de Virgem. O cavaleiro que tinha como serviço executar a todos ligados aos cavaleiros negros de qualquer maneira a eles.

-A divindade está presente. – dizia Shaka em reverência a si mesmo.

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Notas da beta (5 dez 2010): De fato a minha memória é muito ruim, não lembro ainda do ato de betar -_- Só sei que essa frase que termina o capítulo eu me lembro bem *—* É muita divindade :D