Capítulo 6
Papai, querido...
Ai saco! Mais um corre-corre para procurar esconderijo, até que a senhora Weasley preferiu a saída dos fundos (que os retardados dos meus acompanhantes não sabiam existir. Eu mereço.).
Felizmente a noite estava bem escura e a nossa saída de emergência não foi percebida pelos integrantes da Brigada, que chegaram ao barraco, digo, a cabana, assim que o último de nós fechou a porta dos fundos.
Não houve tempo para apagarmos qualquer vestígio. Por isso, certamente a Brigada viria em nosso encalço em alguns minutos.
Com o sr. Potter a frente o grupo seguiu – para o meu total desespero – para dentro da Floresta Proibida; eu tentei explicar que o "Proibida" do nome tinha motivo, não estava ali por puro confete, mas ser um Malfoy naquele meio não é nada fácil já que covarde foi a palavra mais singela que eu escutei.
-Separem-se. – ordenou o pai de Severus assim que percebeu a Brigada nos arredores.
Antes que eu pudesse tentar seguir a ruivinha, Severus me puxou na outra direção, o pai dele nos seguiu. Escolhemos o pior caminho já que a tal Brigada seguiu em nosso encalço, desistindo dos demais.
-Para onde? – perguntei conforme corríamos.
-Pro alto. – respondeu o penoso, lançando um facho opaco da varinha, que se assemelhou a um chicote ao se enrolar em um dos galhos.
Imitei o gesto e o senhor Potter também. Ele só não era tão bom em se equilibrar nas árvores quanto eu e Severus; fazíamos isso desde nossos doze anos, uma tática infantil que usávamos para escutar conversas das meninas.
Com certa dificuldade ele nos seguiu por sobre os galhos, até que Severus parou, achando o local seguro apesar da proximidade dos perseguidores.
Em silencio, observamos o grupo de três estudantes vasculhar o perímetro logo a baixo de nós.
-Nada, Malfoy... – disse um deles, ao que meu pai jogou o capuz para trás, revelando os cabelos platinados que eu herdaria.
-Bando de idiotas, como os deixaram fugir?
-Não sei Malfoy, eles estavam aqui nesse segundo, e de repente sumiram.
Arfou irritado, numa demonstração mirim do que viria a ser quando crescesse. Eu lembrei, sem nenhuma saudade alias, dos tempos quem que aquele bufar me fazia tremer nas bases.
-Não podem ter desaparadado. – comentou ele olhando para o alto, em nossa direção – Lumus – a varinha acendeu, iluminando boa parte da copa das árvores, não nos alcançando porém. Severus havia calculado muito bem até onde a luz poderia chegar. – Droga... – chiou ao apagar a varinha – Eu tinha certeza que eram o Potter-Podre, o Pobretão e a Sangue Ruim... – resmungou.
Senti o olhar do pai de Severus sob mim. Muito obrigado, papai... Já está difícil os caras esquecerem que eu sou seu filho, com essa demonstração de carinho, então.
Eles ouviram um uivar esquisito e, mesmo do alto, foi possível perceber o nervosismo que o barulho causara nos três logo a baixo.
-Melhor sairmos daqui, Malfoy... – meu pai não demorou a concordar.
A Brigada se retirou em meio a alguns resmungos dele, mas mesmo assim, levamos mais algum tempo até começarmos a respirar aliviados.
-Essa foi por pouco... – comentei.
-Seu pai costuma ser irritante... – respondeu o sr. Potter com a cara fechada – Mais uma gracinha dele e eu era capaz de acertá-lo daqui mesmo.
-Ora, ora, papai. Achei que não devêssemos brigar a toa no colégio...
-Da para parar com a implicância, penoso? – perguntei irritado, enquanto começava a flutuar de volta ao chão – Pelo menos o seu pai já parou de tentar nos matar... Se não estiver satisfeito eu posso trocar com o meu, você quer?
Ao tocar o chão, porém, juntamente com os dois Potter, meu querido papai já tinha a varinha apontada para o meu pescoço antes que eu pudesse dizer "voila".
-Eu tinha certeza que estavam aqui... – rosnou o meu quase espelho, levando incontáveis segundos para perceber que não se tratava exatamente do trio que ele esperava.
Semi-cerrou os olhos, desconfiado.
-Quem são vocês?
-Eu não vou explicar tudo de novo... – chiou Severus as minhas costas.
-Belo amigo, você. – rosnei – Pra sua família você repete quantas vezes for preciso, não é?
Papai olhou na direção do único que ele realmente reconhecia ali.
-O que está acontecendo aqui, Potter, quem são eles?
-Se eu disser você não vai acreditar, Malfoy.
Ele apertou mais a varinha contra a minha garganta.
-Diga de uma vez ou eu acabo com esse aqui...
-Er... Não acho que isso vá fazer muita diferença para ele, papai.
Ele me olhou, surpreso, obviamente, e, ao sentir a varinha afrouxar sua pressão, mais que rapidamente fiz a única coisa cabível naquela situação... passei uma rasteira nele.
A varinha voou de sua mão e a segurei no ar, lhe apontando de volta no mesmo instante.
-Desculpe, pai, mas foi o senhor mesmo quem me ensinou isso. Petreficul Total.
Ouvimos o restante da brigada ser alertado pelo brilho do feitiço. Sem mais delongas saímos dali largando o meu progenitor petrificado.
-Parabéns... – falou o penoso enquanto corríamos – Você foi bastante rápido. Se conseguir fazer isso com a Rose, ganhamos a final do campeonato.
-Isso se houver final. – murmurei.
-Por que não contam de uma vez o que aconteceu? – perguntou o Sr. Potter, emparelhando conosco. Como Severus continuou calado, eu resolvi respondê-lo.
-Tudo começou por causa de um maldito Clube de Duelos, cujo eu e sua sobrinha Rose somos os finalistas. – desviamos de algumas árvores.
-Se ela ganhar as chances das Sonserinha levar a taça das casas esse ano é nula. – completou o penoso, pegando o isquelular do bolso.
-Seu filho diz que eu sou muito lento para ela. Então...
"Al, quem está com você? Estão todos bem?"
-Estou com o Scorpius e o pai. Quase que o sr. Malfoy nos pega, mas o peçonhento deu um jeito nele...
-Então? – o sr. Potter parecia mais interessado na minha história do que na conversa que o filho travava com a irmão, ou com os nossos perseguidores.
-Então decidimos trapacear. – conclui, sem me importar com a dignidade, a expressão do sr. Potter era de quem já esperava por isso – Não me leve a mal, mas ser humilhado pela sardenta em frente a todo colégio não é um dos meus planejamentos de vida.
"A tia Hermione acha que o local mais seguro para nós no momento é o salão comunal..."
-Não acredito que os sonserinos dessa época vão me acolher de forma carinhosa, maninha...
-E como fariam isso?
-Poção Acelera. Mas fomos pegos ao tentar afanar os ingredientes para produzi-la.
"Estou falando do salão comunal da Grifinória, Al."
-Hey, hey, hey! – não deu para ficar imune a pronuncia de tamanho absurdo – Tenho certeza que o lugar será um ótimo esconderijo... para vocês ruivinha, não para mim! – chiei, sob um olhar meio assassino que Severus me lançou – Eu não vou para a toca dos leões.
"É o local mais seguro agora, 'lorão'." respondeu ela, achando graça do meu medinho "A gente te protege."
-Ela te protege... – ameaçou o penoso assim que desligou o isquelular – Por que eu sou capaz de ser o primeiro a te esfaquear se você continuar de intimidades com a minha irmã...
Resmunguei algumas coisas inaudíveis, fingindo indignação, embora tentar convencê-lo do contrário fosse inútil. Meu interesse pela irmã caçula dele já era obvio. O bom é que o interesse dela, por mim, também.
Quando achava já termos tomado uma distância razoável dos perseguidores, o sr. Potter nos cobriu com a capa de invisibilidade (que eu não sei por que diabos ele não usara quando fora visitar o tal guarda-caças) para podermos entrar no colégio e seguir para o salão comunal deles.
Nem eu, nem Severus sabíamos como chegar e onde era exatamente. O pai chegou a gracejar que, depois disso, nós realmente precisaríamos de um Obliovate para esquecermos a informação.
Nós três fomos os últimos a chegar e, como esperava, todo o salão comunal da Grifinória estava acordado, observando as 'novidades do futuro'.
Quando entramos, a atenção saiu de James, Lily, Rose e Hugo e caiu sobre eu e Severus. Alguns olharam-nos torto. Era de se esperar, os quatro primeiros visitantes eram grifinorios, como eles, os ajudariam não importasse o que fosse. Já eu e Severus éramos da Sonserina, algo visível em nossas vestes e rostos abobalhados para a decoração (excêntrica) local. Não se sentiam tão obrigados a nos ajudar.
Alheios a isso porém, os pais estavam empenhados em organizar a situação. O sr. Weasley conversava a boca pequena com alguns rapazes, um deles foi fácil reconhecer como o nosso futuro professor de Herbologia, sr. Logbotton.
A sra Weasley, aceitava ajuda das garotas de sua sala conforme decidiam como nos abrigar. Até que finalmente ela pareceu perceber que o murmurinho parara com nossa chegada.
Olhou ao redor, viu-nos aproximando-nos juntamente ao pai de Severus.
-Muito bem, gente. – disse, se dirigindo a grande maioria de curiosos que nos avaliava de forma estranha, como estar de pijamas no meio do salão comunal (como eles) fosse algo muito natural – Obrigada pela ajuda, já estão todos aqui. Amanhã vamos tentar levá-los de volta. Contamos com o apoio e a discrição de todos. Ok?
Um burburinho de concordância pode ser ouvido e a maioria das pessoas começou a virar-nos as cosas, voltando na direção dos dormitórios. Outros poucos se revezavam em trocar idéias com a mãe de Rose sobre nossas acomodações, ou tomar conta da gente. Pelo menos foi essa a impressão que tive dos dois ruivos idênticos que não paravam de me encarar.
-Tio Fred e tio George. – alertou Severus ao meu lado – Aconteça o que acontecer, não aceite nada da mão deles...
-Nada mesmo. – reforçou o sr. Potter – Venha, vamos sentar.
-Podemos conjurar colchões, Mione. – dizia uma descendente de Indianos, bonita até, me encarando com um sorriso nos lábios.
-Não precisa... – respondeu Lily, lançando-me um olhar enciumado, ao mesmo tempo em que me puxava pelo braço, me fazendo sentar ao seu lado – No nosso "fuso horário" ainda estamos na hora do almoço. – Severus se acomodou no braço do sofá em que sentamos, perto o suficiente para decepar minha cabeça se necessário fosse... Eu conheço as idéias sanguinárias do meu amigo.
-Então, vocês devem estar... – disse um dos ruivos se debruçando nas costas de um dos sofás em que nos acomodamos, do lado esquerdo de Hugo.
-Morrendo de fome... – completou o outro. Debruçando do outro lado.
-Se quiserem comer alguma coisa... – o do lado esquerdo levantou os olhos para mim.
-Podemos pegar para vocês... – completou novamente o outro, imitando o gesto do irmão.
O rapaz sorriu sarcasticamente.
-Obrigado, tios, mas vamos preferir passar fome, por enquanto.
-Tios? – perguntou o sr. Weasley, sentando em uma das poltronas de apenas um lugar, a frente de uma mesa de xadrez que possuía um jogo parado no meio. Depois se voltou em direção da futura esposa, com olhar carrancudo – Então não se trata de nenhum deles...
Ele havia se lembrado que "não era o pai" das crianças que ela viria a ter. Rose, girou os olhos incomodada, o irmão tinha a expressão abobada de quem não estava entendendo nada, assim como James e Lily.
-Não começa, Ron. – alertou o sr. Potter.
-Não somos nós o que?
-Não pergunte, Fred. – respondeu a sra. Weasley - Não vale a pena. – e com um rosnar irritado a sra. Weasley seguiu para os dormitórios - Eu vou verificar alguns cobertores, está uma noite fria... – desculpa esfarrapara, além do que, nós não pretendíamos dormir.
-Gostamos de saber o que não vale a pena. – disse o outro gêmeo, olhando para o pai do penoso.
-O que aconteceu? – perguntou novamente o outro.
-Pergunte para os viajantes do tempo, ai, qual são os nomes deles... – rosnou o irmão caçula deles, apontando para o nosso grupo.
E, sem saber que o ideal era ignorar o tio, o mais velho dos Potter levantou a mão para o ar como quem respondia presente a lista de chamada.
-James Sirius Potter, ok.
-Lily Luna Potter, aqui. – embarcou a irmã na brincadeira, rindo.
Os gêmeos olharam na direção de Severus.
-Albus Severus Potter. – ele levantou o dedo indicador sem muita empolgação, já esperando a reação dos tios, que fizeram caretas parecidas ao ouvir o segundo nome – Ele vai salvar a vida do papai... – completou.
-Bom, pelo menos... – começou a dizer um.
-...Já sabemos quem você vai puxar... – completou o outro. Alias, esse negocio de um começar e o outro terminar já estava me irritando.
E os dois finalizaram com um:
-...Para ter caído na Sonserina.
Os olhos azuis seguiram o curso até mim.
-E você é?
-Scorpius Hyperion Malfoy.
-Malfoy? – a careta foi nitidamente maior – Não tinha ninguém melhor para andar não, rapaz? – perguntou um deles para Severus.
-Na Sonserina, George? – rui-se o gêmeo – Claro que não.
E então os dois voltaram-se para os sobrinhos. E, pelo sorrisinho que davam eles já sabiam serem seus sobrinhos.
-E vocês devem ser?
-Hugo... – disse o galalau ruivo – e ela é a Rose, minha irmã.
O mais incrível é que o sr. Weasley não percebia a semelhança que o filho tinha com ele mesmo. Os irmãos, ao contrário, já notavam aquele fato que, somado a aparência da sardenta, criava-lhes uma situação engraçada, mas ao mesmo tempo natural. O irmão casaria com a tal Granger.
-Digam o sobrenome... – resmungou o irmão caçula deles.
-Precisa? – perguntou o do lado direito dessa vez.
-É claro que é Weasley. – disse o outro sorridente.
-Muito obrigada. – chiou Rose.
-É 'claro'? Então acha normal a Hermione ter filhos com o nosso sobrenome?
Os gêmeos se entreolharam e eu pude perceber que, naquele memento, os dois se deram conta de que o irmão não se considerava uma possibilidade para pai.
-Mas é claro que sim...
-Ela e o Carlinhos estão apaixonados...
-Não sabia?
Severus levou a mão a testa, prevendo problemas. Os demais começaram a rir enquanto a sardenta ficava vermelha de raiva, já que o pai tinha a expressão assustada, típica de quem havia acreditado na informação.
-Co-com assim? Quando?
-Ora, ano passado. Quando ele veio ajudar com os Dragões...
-Ou você acreditou que as cartas que ela vem recebendo são do Krum?
-Ron... – falou o sr. Potter sem paciência - Eles estão mentindo. Por favor...
-Se estão mentindo quem é o pai desses dois então? O Percy ou o Gui?
Os gêmeos despencaram a rir escandalosamente.
-Do que ele está falando? – perguntou James entreouvidos para o irmão que girou o dedo ao lado da cabeça, indicando que o tio não batia muito bem. Lily me olhou confusa, eu dei de ombros.
-Ora, irmãozinho. – disse o gêmeo do lado esquerdo de Hugo – Esta faltando alguém...
-...Nessa sua contagem, não? – completou o do lado direito.
O olhar do caçula se perdeu por um minuto, a expressão forçando o pensamento.
-Quem?
-Você! – gritou Rose, estourando finamente – Será que até agora não lhe passou pela cabeça que só pode ser você, pai? – as mãos levantadas até a cintura, numa idêntica imitação da mãe. Acho que se não fosse o pai dela a sardenta lhe daria um "pedala".
O sr. Weasley piscou os olhos numa total incompreensão. A informação parecia demais para ele.
-Como assim... meus filhos?
-Tipo, namoro...
-...Casamento...
-...Sexo...
-Parem com isso vocês dois! - disse o Potter lendário, cortando os gêmeos.
-Ora, Harry... Mas é ridículo...
-...Ele não ter percebido antes...
O ruivo menor ainda olhava do filho para a sardenta sem entender.
-Mas não pode ser... – balbunicou.
E, diante da cara de espanto que ele fazia, a filha pareceu sair da raiva para a tristeza em meio milésimo de segundos.
-Como assim não pode ser, pai? O Hugo é a sua cara, não percebeu? E eu disse que foi o senhor que me ensinou tudo que sei de Quadribol...
-Hummmm, - o gêmeo do lado direito fez uma careta – coitadinha...
-... deve jogar tão mal...
-Da licença, eu vou ver se a mamãe precisa de ajuda... – e virou-se para se retirar, mas, antes de completar a ação girou sobre os calcanhares e levou a mão em uma das peças do tabuleiro de tarô – A propósito... – mexeu a rainha branca – ...Xeque-mate. – e saiu.
A situação seria um pouco constrangedora se os irmãos dele não despencassem a rir novamente, e, dessa vez, eu até me aventurei a acompanhá-los de forma mais discreta, já que seria o último a ser percebido por ali. Levei duas cotoveladas ao mesmo tempo, uma de Lily, outra de Severus.
-Bom, que tal mudarmos o assunto... – disse o sr. Potter, tentando dar algum tempo para o amigo se habituar a noticia – É melhor vocês tentarem descansar um pouco, e nós também... Amanhã durante o horário de aula será mais fácil chegar a Sala Precisa...
-Não temos tempo para isso... – resmungou o filho do meio.
Foi quando a porta do salão se abriu e ninguém menos que a mãe de Severus apareceu, se surpreendendo com o "comitê de recepções" que não era especificamente para ela, mas, certamente, ela não esperava.
-Gina? Onde você estava. – perguntou o futuro marido e eu tenho para mim que havia uma pontada de ciúmes naquela voz.
Muito embora o olhar que ela o lançara fosse bem mais claro a respeito disso.
-Com o Michel, por que?
-Ora, maninha... Você está atrasada...
-...Michel já era... O negocio do futuro é o Harry mesmo.
Ela nos olhou carrancuda, os olhos caíram sobre Lily por um momento, a averiguando mais detalhadamente. Suspirou cansada.
-Sei... Então "os garotos do futuro" reapareceram.
-Estamos tentando ir embora... Juro. – chiou Lily, dando um leve sobressalto e levando a mão ao bolso.
Abriu o isqueiro sob um olhar curioso dos três Weasley que ainda não havia visto o brinquedinho funcionar, em especial, dois gêmeos.
-Dominique? O que houve?
"Onde vocês estão?"
-Não pergunte. – gracejei, jogando o corpo de leve por sobre a minha ruivinha para que ela pudesse ouvir melhor a minha voz – Você não vai acreditar.
-Salão Comunal da grifinória... – completou o penoso sem muito animo.
"Nossa, sempre quis conhecer a toca dos gatos... como é?"
-Vermelho. Muito vermelho.
"Sua percepção me espanta, Scorpius. Deixa para lá... Temos coisas mais urgentes. Quando pretendem voltar? As coisas estão começando a complicar por aqui..."
-Complicar, como?
"Simples, Lily, seu pai e o sr. Malfoy chegam em mais ou menos uma hora... E o diretor acabou de descobrir que vocês sumiram..."
-Como assim descobriram que a gente sumiu? – era a voz de Rose, que vinha descendo as escadas juntamente com a mãe, se revezando em ajudá-la com os cobertores e segurar o seu próprio isquelular aberto. Não era com Dominique com quem ela falava – Roxx, por Merlin. Isso é péssimo.
-Fred, eu disse que era para conseguir enrolá-los. – chiou James, conversando com o outro primo em outro isquelular.
"Eles fizeram uma batida nas salas, JS. Tentamos inventar que estavam todos os seis no banheiro, mas não colou."
Rose se aproximou de James e colou a chama do seu isqueiro a dele. Logo foi possível perceber que Roxane e Fred conversavam com eles na mesma sala e, assim que Severus fez o mesmo com o aparelho dele, Dominique se juntou à imagem. Agora os três conversavam com todos nós e, obviamente, a amplitude do campo de visão que eles tinham também aumentou.
-Podiam dizer que dois estavam passando mal...
-...E outros dois matando aula mesmo, provavelmente no pátio...
-...E mais dois no banheiro. – disseram os gêmeos na sua tradicional troca de "bastões" ao falar.
O casal de negros se entreolhou surpresos.
"Pai?" perguntou Roxx, e, ou eu muito me engano ou havia lágrimas em seus olhos.
Os gêmeos se entreolharam. Depois sorriram amavelmente e apontaram de um para o outro.
-Qual de nós?
Algo no olhar dos primos me alertou que aquilo não era bom... Nada bom. Tanto que minha ruivinha preferiu levantar do meu lado para entrar na frente da imagem que os tios gêmeos tinham.
-Vamos precisar de mais tempo para sair daqui, gente. Pelo menos mais algumas horas.
"Impossível Lily, o prazo estimado para a chegada do seu pai e do sr. Malfoy é de uma hora." Respondeu a prima sonserina "E se o tio Harry chegar aqui, eu não vou conseguir mentir sobre o que está acontecendo para ele."
-Diga a verdade... – era a voz do sr. Potter se sobressaindo por detrás da filha.
-Se a Dominique falar a verdade eu garanto que o senhor baixa aqui em meio minuto. – ponderou James.
-Não tem problema.
-Harry, não. – interveio a sra. Weasley – Não podemos encontrar com nossos "eu" do futuro...
-Se nós não soubéssemos de nada seria um choque, Hermione, mas... Ele sabendo que vai me encontrar e eu sabendo que vou encontrá-lo... Acho que não terá problemas.
-Não sei não, tio Harry. Mamãe está certa, é perigoso. – insistiu a sardenta.
-Srta Strauzem em 1587, se perdeu no tempo e levaram anos para conseguir trazê-la de volta porque ela encontrou o primeiro marido que já havia falecido e não queria voltar. – citou o galalau ruivo, sob um olhar de surpresa da mãe e do pai - Em 1825, o norte americano Lamberg foi para o futuro uns 500 anos e foi muito difícil explicar-lhe que ele não podia usar magia moderna naquela época. E, para finalizar as citações de uma vez, já que não temos muito tempo: primos Weasley e agregados em 2021. Esse encontro já está causando problemas demais. – apontou para o sr. Weasley – Depois desse furo que o papai deu, por exemplo, eu nem sei se eu e a Rose vamos chegar a nascer... – o grupo riu, sob um olhar severo que o pai deu na direção do filho, reprimido em seguida por um cruzar de braços e olhar assassino da futura esposa.
-Se o tio Harry do nosso tempo resolver aparecer, isso pode piorar as coisas... – concluiu a sardenta olhando na minha direção – E se o sr. Malfoy vier então, aí sim teremos muitos problemas.
Sorri.
-Meu pai? Duvido. Ele não tem coragem suficiente para se meter nisso. Eu também não teria, sabe... – olhei de esgueira para Severus – Mas fui obrigado.
-Quem manda gostar de contrariar o papai... – gracejou meu amigo.
"Então vocês têm que voltar antes deles chegarem..." concluiu o Fred de pele negra que "flutuava" por entre as chamas "O diretor a gente até enrola, mas o tio Harry versão 2021 é um pouco difícil de segurar..."
Nos entreolhamos.
-Então não há outra saída, pai... – disse Lily finalmente – Temos que tentar chegar a Sala Precisa, agora.
Eles respirou profundamente antes de passar os olhos por todo o grupo do seu próprio tempo, os Weasley acenaram positivamente, assim como a futura sra Weasley.
-Vai ser...
-...moleza Harry.
Continua...
Oi gente,
Obrigada pelos comentários, fiquei mais animadinha... ^^
Apareçam mais!
Tomoyo-chan vulgo To-chan – Albus está mesmo revoltadissimo com a versão nova do pai hauahauhau E ai gostou desse cap?
Jssica Xavier – huahauhaua o Hugo com uma aranha de estimação para mim é tão necessário qd a Rose com uma vassoura... Tudo em prol do desespero dos pais, claro hauahauhaua
Ascot1 – rsrsrs, é a minha primeira e única fic com ele na Sonserina até agora... Porém só tenho mais outra sobre a nova geração onde e ele e o Scorpius eram da Grifinória.
Tomoyo-chan vulgo To-chan – e põe confusão nisso... tem weasley demais! ^^
Bjs a todos
Mira
