Capítulo 7
A Sala Precisamente Guardada
Quem disse que o negócio ia ser fácil estava mentindo. O perímetro ao redor da entrada da Sala Precisa estava todo muito bem guardado. Todos esperando que os responsáveis pela a algazarra de mais cedo aparecesse.
E lá estávamos nós, divididos em pequenos grupos e escondidos nas sombras, a frase "todo criminoso volta a cena do crime" nunca foi tão certa.
Nossa abordagem seria digna de um time de quaidribol bem montado. Poderíamos usar as duas capas de invisibilidade disponíveis, ou a mesma, nas suas versões "velha" e "não tão velha". Mas ainda haveria a necessidade de abrir a sala sem a percepção dos demais.
Então, os gêmeos Weasley tomaram para si da função de "distrair a Brigada Inquisidora". Devo confessar que conhecê-los foi fundamental para que eu criasse um pouco de respeito pela família da mãe do Sev. Os caras são (ou eram, já que um deles morreu na guerra) brilhantes.
Cada um deles criou um tumulto diferente a alguns corredores dali. Os reforços da brigada tiveram que correr em direções opostas, deixando apenas um numero reduzido de alunos que, cinco minutos depois estavam estuporados sem saber por quem.
Corremos na direção da onde o armário de vassouras deveria estar, a porta apareceu em seguida, mas não havia nada além do armário de vassouras lá dentro.
Rapidamente a sardenta se posicionou no centro e olhou para o alto.
-Roxanne! – gritou, mas não houve resposta – Dominique! – tentou outra, mais uma vez nada – Droga! – virou-se para o grupo e saiu do armário – Aconteceu alguma coisa, eles não estão lá.
Severus já havia tirado o isquelular do bolso, assim como os irmãos, cada um tentando um contato diferente com algum dos primos.
-Vamos rápido com isso... – dizia o pai, posicionado em guarda, assim como os amigos, com varinha em punho, a olhar para os corredores de acesso – Não temos muito tempo.
-Estamos tentando! – resmungou a ruivinha – Por Merlin, onde eles se meteram? – ela estava preocupada, era visível.
Já eu estava com medo da distração criada pelos gêmeos não durar tanto quanto o sumiço dos primos.
Não deu outra, logo os integrantes da Brigada começaram a retornar e para meu total desespero, papai estava a frente deles, praticamente babando de ódio quando me viu.
-Ora, ora, ora, eu disse a vocês que era um truque, não disse... – ele resmungou para os comparsas – Larguem as varinhas Potter, vocês estão cercados.
Com um levantar das varinhas dos filhos e sobrinhos, o sr. Potter se sentiu mais seguro para responder.
-Vai ter que nos pegar a força Malfoy...
-Será um prazer... – rosnou ele, ao mesmo tempo em que um barulho desviava toda a atenção para a porta do armário atrás de nós, que se abriu de repente.
-Ah, não será não! – disse o homem que saiu de lá de dentro, acertando a alter-ego bem em cheio.
Com a outra mão meu pai, bem mais alto e com bem menos cabelo que a versão que derrubara, me jogou para trás de si, ao mesmo tempo que acertava outros componentes da Brigada. Logo depois surgiu o sr. Potter, na versão atual também, acertando os caras com uma precisão surreal.
-Para o armário! Andem! – gritou para os filhos.
E foi o que todos fizemos, sem olhar para trás.
Os primos nos puxavam um a um de volta para o nosso tempo, e quando já não havia mais "crianças" vieram os dois adultos.
E finalmente eu consegui respirar aliviado quando cai no chão duro da sala secreta da sardenta.
Confesso que não vi muita coisa, não ser a mão de meu pai tocando levemente o meu ombro.
-Você está bem? – ele realmente estava preocupado comigo. Isso era um avanço enorme para a nossa relação, sempre achei que ele não dava a mínima para a minha existência, mas pelo visto me enganei.
Acenei em resposta, sem vontade de falar, e ele me abraçou apertado, como que para ter certeza que eu realmente dizia a verdade.
Quando finalmente ele me soltou, pude perceber que Potter e Weasley estavam todos amontoados ao redor da sardenta que não parava de chorar, se culpando por tudo que acontecera.
Bom, foi culpa dela mesmo. Mas devo confessar que vê-la naquele estado me abalou um pouco também.
-Foi culpa minha... – ela murmurava, com as pernas dobradas e os braços a enlaçá-las – A gente alterou o passado e a culpa é toda minha.
-Calma, Rose. – Albus a abraçou, tentando acalmá-la – A culpa é minha, não sua.
-A culpa foi nossa. – concertei, chamando a atenção de todos para mim. Nem eu mesmo acreditava que tinha dito aquilo – A gente te manipulou para que nos ajudasse... – conclui.
-Mas eu sabia dos riscos e mesmo assim ajudei... – resmungou ela entre soluços – Agora só Merlin sabe o que pode acontecer depois do que nós... E o tio Harry e o seu pai se viram... Nós alteramos tudo! – novos soluços.
-Calma Rose, não aconteceu nada... – disse o tio, se aproximando – Vocês não alteraram passado nenhum.
-Como não pai. – foi a vez de Lily se intrometer – Até dizer pro tio Ron e pra tia Mione que eles vão ficar juntos nós dissemos...
O sr. Potter riu.
-Bom, só eles não sabiam disso, naquela época.
-É, mas pelo furo que o pai deu é de se admirar que ainda não tenhamos desintegrado... – completou Hugo, sobe um novo começo de choro da sardenta.
-Vocês não voltaram para o passado. – a voz do meu pai soou séria e cansada – Por isso não há o que temer... Embora a idéia de que seus amiguinhos não procriassem fosse deveras interessante. – alfinetou o ex rival... eu disse "ex"?
Sem dar atenção para o último comentário dele, voltamos todos os olhos para papai, curiosos.
-Como assim, sr. Malfoy? – perguntou finalmente Severus.
-Simples, essa coisa não levou vocês ao passado, levou-os a alguma lembrança inventada, mas não ao passado. Eu jamais usaria aquele sobretudo cafona...
-O que o Malfoy está querendo dizer é que o seu invento não levou ninguém para o passado mesmo, Rose. Alguém deve ter colocado alguma lembrança, muito mal lembrada por sinal, dentro da penseira. Mas aquilo não era o passado.
Ela piscou algumas vezes, encarando o tio confusa.
-Oh! – levou a mão a boca – Os sonhos...
-Sonhos?
-Eu usava meus sonhos para transportar os ratos quando fazia experimentos... – concluiu ela – Certa vez eu sonhei com a Armada Dumbledore, depois de um Natal onde meus pais e o tio Harry falaram um pouco de como foi... Devo ter utilizado esse sonho alguma vez e... – sorriu amarelo – Desculpem...
-Isso quer dizer que tivemos esse trabalhão por nada? – chiei contrariado e ela fez que sim em resposta – Mas que droga, sardenta!
-Veja pelo lado bom, peçonhento... Estamos vivos.
-Veja pelo lado mal, penoso. Continuamos ferrados!
-Ah, isso continuam mesmo. – disse o Sr. Potter, olhando em seguida para meu pai – Para a sala do diretor?
-Para a sala do diretor. – ele confirmou, mostrando-me o caminho em direção a porta. Como se eu já não soubesse de cor.
Capítulo 8
Tudo como era antes, mas pode chamar de Prólogo
E tudo voltou ao normal no reino, ou quase tudo.
Por conta da "gracinha" eu e a sardenta fomos desclassificados do clube de duelos e a final acabou seno entre a Corvinal e a Lufa-lufa.
Mas nossa relação melhorou sensivelmente, já que agora eu tenho que aturá-la como namorada do meu melhor amigo também.
Sim, ela largou o certinho do Logbotton e assumiu que era caidinha pelo primo e vice e versa.
Isso também abriu caminho para um outro romance, o meu e o da ruivinha. Com o namoro com a sardenta, Severus não tinha muito tempo para me atrapalhar e as coisas acabaram acontecendo.
Dominique continuou pegando todo mundo.
A prima trouxa do Sev tanto fez que conseguiu nos convencer a visitá-la nas férias seguintes. Ela é até engraçada, mas prefiro quando está pegando só no pé do primo e esquecendo do meu.
James continuou o mesmo chato implicante e insuportável de sempre, mesmo indo para a universidade.
A Rose continuou tentando fazer a "budega" que ela chama de experimento dar certo, mas obviamente eu não vou me habilitar para testar aquilo nunca mais, então, creio que viagens no tempo, ou sonhos, não serão mais alvos de narrações de minha parte... Por um longo tempo.
Na verdade eu espero não ter mais "próxima" para contar.
De qualquer forma: até a próxima!
FIM
Ola pessoal,
Estou feliz porque vocês comentaram mais, e vou ficar mais feliz ainda se esses últimos capítulos tiverem mais comentários ainda.
Obrigada pela participação Re Vitorino, fiquei muito feliz por ter gostado. Espero que não tenha desapontado no fim.
Jssica Xavier, obrigada pelos comentários nos outros caps, e o Scorpius só aceitou entrar nessa roubada porque achava que ia morrer mesmo hauahauhau, até que ele se deu bem no fim.
Asc0t, E ai? Gostou?
Tomoyo-chan vulgo To-chan, valeu por acompanhar desde o começo também! O que achou do fim? Futuro não alterado ... ^^
beamis81 – Bem vinda Nova leitora! ^^ Te espero em outras fics!
Bom gente, mais uma vez obrigada pela companhia.
Bjs a todos
AMB
