N/A: Algumas Reviews seriam legais né? Agora que eu arrumei o treco pra anônimo!
E ah, o barato do livro seis que eu falei que ia tar no outro está NESTE.
Esqueci de avisar no outro que eu envelheci a Luna um ano okay? (pra falar a verdade eu tinha esquecido que ela é mais nova, mas considerem seus 18 anos inventados.)
Hum...E sobre o Draco estar se expondo demais, imaginem que o pai de voces morreu e voces estejam voltando pra escola esperando seus amigos como refugio, quando chegam descobrem que estão completamente SOZINHOS, sem NENHUM amigo, NINGUÉM pra conversar... Nem mesmo um Malfoy né, gente! Mas mesmo assim, vou me desculpar, foi um impulso... É que eu não resisto a personagens chorões! hehehehehe...
Obs: Na fala de Dumbledore eu separei os parágrafos porque senão a leitura ia ficar confusa.
Obs2: Caso vocês não tenham percebido, coisas entre aspas ("") são pensamentos, ao menos que estejam dentro das falas. Neste capítulo eu coloquei um pouco de pensamentos demais, é que eu tava lendo a fic "Ele Não é Meu Irmão" e a autora usa MUITOS pensamentos durante a história. Se me der a louca e eu mudar pensamentos para itálico eu aviso, okay?
Obs3: Eu particularmente achei o Draco um poucochato nesse capitulo. Caso a opinião de vocês seja a mesma, me relatem, que eu mudo o jeito que estou moldando ele. Tá difícil de achar o Draco perfeito! E... O que vocês acham de eu inventar um amigo pro Draco? Coitado, eu acho que no próximo capítulo eu vou trazer alguém de outra escola pra ser amigo dele... heheheehehe...
Cap. 3 - A Monitoria
Sentaram em seus respectivos lugares na mesa da Grifinória, e esperaram a seleção dos alunos começar. Após alguns minutos de conversas e brincadeiras nas mesas, a Profª Macgonagall apareceu diante das enormes portas do salão Principal, trazendo uma fila de alunos visivelmente nervosos.
- Nossa, lembram quando foi com a gente? - comentou Neville.
- Era tudo tão... Maravilhoso! E pensar que é nosso último ano aqui... - suspirou Hermione, pensando no fato de estar vivendo seu último ano como estudante de Hogwarts.
- Eu ainda tenho mais um! Mas vai ser extremamente sem graça sem vocês aqui... - completou Gina.
- E eu vou sentir falta de você durante o ano! - sorriu Harry para Gina. - Será que eu terei permissão pra passar aqui nos fins de semana?
- Ah não, esse mela-cueca de novo não, poxa! - brincou Rony, fingindo estar enojado.
- É gente, façam juras de amor eterno preferencialmente à sós. - concluiu Hermione divertida, que até aquela hora estava observando a mesa da Sonserina. "É, está um pouco vazia mesmo." - pensara.
- Hem-hem. - pigarreou Dumbledore, com seus usuais oclinhos de meia-lua, refletindo seus olhos azuis acolhedores. - Eu sei que este ano vocês estão um pouco mais eufóricos do que o habitual, mas esses primeiranistas devem estar um pouquinho nervosos demais para ficarem esperando a vontade de vocês... - sorriu, aquele sorriso que tranquilizava qualquer um. E o Salão se calou, talvez esperassem pelo discurso de Dumbledore, mas a Profª McGonagall tomou a frente da mesa dos professores com o banco de três pernas, o Chapéu Seletor e um pergaminho com os nomes dos alunos em mãos.
- É vai começar. - cochichou Rony. - Agora falta menos ainda pra comermos!
- Christine Anderson...
- Quieto Ron!- repreendeu Hermione. - Eu aqui pensando que este será a última cerimônia de seleção que veremos aqui, sentados nessas mesas e você preocupado com a comida!
- Grifinória!
- Ah, Mione! Não chateia vai! - respondeu ele, aplaudindo a garotinha loira que se juntava à mesa dos Grifinórios.
- Joel Clearwendsz...
- Ei, parem vocês dois! - interrompeu Neville.
- Sonserina! - um garotinho consideravelmente alto para sua idade e moreno se acomodou na mesa da Sonserina.
- É vai Rony, vamos aproveitar nossa última cerimônia. - suspirou Hermione.
- Marillyn Weimberg...
- Acho que essa menina é irmã de um garoto da Corvinal... - comentou Simmas.
- Corvinal!
- É, acho que sim! - sorriram os outros ao verem a garotinha abraçando um garoto loiro da Corvinal.
E assim a seleção se prolongou, até que um último garotinho - que quase caíra na metade do percurso até a sua mesa - da Lufa-Lufa se acomodou entre os outros. Chegara o momento mais esperado de todos, o discurso do diretor. Até Rony, que já estava desesperado pra comer logo, parou de reclamar e começou a prestar atenção no velhinho dos oclinhos de meia-lua. Dumbledore se levantou da cadeira central da mesa dos professores, bateu algumas vezes em seu cálice com um talher e fez-se silêncio.
- Acredito que todos estejam esperando por uma explicação dos acontecimentos do último ano. Estou enganado? - todos os presentes balançaram a cabeça negativamente. - Ótimo. Como era do conhecimento de todos, Lord Voldemort - alguns tremeliques correram pelo salão - havia retornado há alguns anos atrás. Após a minha "morte" - e deu um leve sorriso -, que, é claro vou explicar agora, afinal, não gosto da idéia de rostos horrorizados me perguntando se eu não estou morto. - outro sorriso - várias coisas aconteceram.
Eu combinei com Severus uma maneira de parecer que eu havia morrido, para que ninguém - e olhou diretamente para Draco Malfoy dentre os sonserinos - fosse prejudicado, ou morto usando outras palavras. Após nossa ilustre encenação, eu me escondi e o Professor Snape teve que fugir para que não corresse o risco de ser trucidado, não que eu ache que tenham essa capacidade, por algum estudante exaltado - e agora olhou diretamente para Harry, com um leve sorriso. - Uma vez que já havia explicado ao único que destruiria Voldemort como fazê-lo, já não precisava arriscar tantas vidas para parecer vivo.
E durante o último ano, Harry Potter e seus amigos - todas as cabeças se voltaram pra a mesa da Grifinória - buscaram pelas partes perdidas de Voldemort, o que infelizmente nem eu nem nenhum deles poderemos explicar-lhes. Trabalharam ardualmente durante boa parte do ano, e, finalmente conseguiram. Mas ainda faltava o mais difícil: destruir o próprio Voldemort. - vários tremeliques correram novamente pelo salão, todos escutavam o diretor atentamente, como se fossem crianças ouvindo uma historinha para dormir. - A únicaMaldição Imperdoável perdoada. - e sorriu, divertido com o próprio comentário.
Em uma tarde de Fevereiro, Harry Potter invadiu a mansão dos Riddle, com ajuda de seus amigos e da Ordem da Fênix, que a esta hora todos já devem ter conhecimento do que é, e destruiu Lord Voldemort pessoalmente. Infelizmente, não sem perdas. Perdemos alguns de nosso aurores, portanto, antes dos aplausos eu gostaria de pedir um minuto de silêncio em consideração a Nymphadora Tonks, Quim Shacklebolt e Sirius Black, que perderam suas vidas na luta pela tão esperada derrota do mal. - ao ouvirem o nome de Sirius, múrmurios de indignação correram pelo salão, e visto que Harry já estava quase de pé berrando a todos sobre o padrinho, Dumbledore completou sério - Sirius Black era inocente, até que provem o contrário. Ele nos ajudou durante a Guerra e cedeu-nos sua casa para a sede da Ordem. Agora por favor, façam silêncio. - E seguiu-se um minuto sem nenhum ruído. Quando este passou, Dumbledore quebrou o silêncio animado:
Uma salva de palmar àqueles que lutaram pela derrota de Voldemort! - urros e palmas invadiram o salão, todos estavam animados após esta explicação magnífica dos fatos, mas Dumbledore os interrompeu novamente batendo com o talher no cálice para que se fizesse silêncio. - Aos alunos do primeiro ano, que desconhecem as regras de nossa escola, é terminantemente proibida a entrada de qualquer aluno na Floresta Proibida. Também é preciso avisar que as escadas se movem, portanto é necessário o máximo de cuidado ao andar por aí desacompanhado. O toque de recolher este ano é às onze horas, e é proibido andar pelos corredores durante a noite. O Sr. Filch, nosso zelador, e sua gata, se encarregaram das devidas punições àqueles que forem encontrados fora da cama em horário desapropriado, desconsiderando os monitores que tem permissão para monitorarem até o horário estabelecido. Os testes de Quadribol começam na segunda semana de aula,e como eu acredito que vocês estejam com muita fome, bom apetite! - e com uma palma, todas as mesas se encheram dos mais deliciosos pratos bruxos.
- Já não era sem tempo! - exclamou um Rony afobado, pegando todo o tipo de comida que lhe era alcançável.
- Ai Rony, só você mesmo! - riu Gina, que já estava delicadamente comendo o que havia posto no prato. - Ei, Harry, você quer um pouco do meurosbife? - perguntou carinhosamente ao namorado.
- Huuum... Quero sim minha ruivinha... - respondeu daqueles jeitos melosos de namorados, enquanto Gina enchia o garfo de comida e levava até a boca dele.
- Merlin, dai-me paciência... - riu-se Hermione. - Vocês desse jeito me deixam com inveja, poxa! Eu quero um namorado também! - brincou, porém não percebeu que as orelhas de Rony passaram do pálido usual para um tom muito chamativo de escarlate.
- Ahhh mas nem tá tão difícil pra você arrumar um namorado, Mione! - disse Gina, olhando maliciosamente para Rony que fingia um interesse ridículo pelo seu suco de abóbora.
Hermione percebera a indireta quanto a ela e Rony e corara um pouco. Ela já desconfiava um pouco dos sentimentos do rapaz quanto a ela, mas se sentia incomodada quando alguém tentava de alguma maneira demonstrar-lhe isso. "Eles não têm nada que se meterem na minha vida, se eu quiser ou não namorar o Rony é um problema meu, saco! Mas dá dó de pensar que eu só o vejo como um amigo e..." mas foi tirada de seu devaneio pelo surgimento das sobremesas, que pareciam realmente saborosas.
- Oba! Pudim de carne! O meu preferido! - exclamara Neville, que até aquela hora estivera comendo silenciosamente, após comentar alguma coisa sobre comer mais devagar e prestando atenção na comida porque se comer depressa corre o risco de engordar de novo e a avó dele o mataria se depois de tanto tempo para emagrecer ele cagasse tudo.
- E o regime, Neville? - advertira Simmas, enquanto Rony dilacerava o pedaço gigantesco de pudim que havia escolhido, e Harry e Gina trocavam beijinhos singelos.
- Já te disse que em comemorações eu tô liberado, droga! Se você ficar seguindo o que a minha vó pediu ao pé da letra eu juro que te enfeitiço! - respondeu um pouco bravo, mas sorrira depois de ver que todos estavam rindo divertidos do comentário.
- Só o Neville mesmo! - ria-se Hermione, sem perceber um olhar que acabara de recair sobre ela.
Alguns minutos antes, mais exatamente durante discurso de Dumbledore, na mesa da Sonserina...
"Ele não citou a perda do meu pai. Ah, é claro, esqueci que esse velho caduco só fala das perdas significativas pra ele... Draco, idiota, você esperava que ele lamentasse a perdade um Comensal da Morte? O pior de todos, Lúcio Malfoy, pra falara verdade né... É claro que não! E ainda fica elogiando o Potter... Aquela bicha que todos gostam por causa daquela porcaria de cicatriz... Grande merda! Vou fazer uma cicatriz em mim e quem sabe ganho uma Ordem de Merlin! Primeira classe ainda hein? Saco! Para de pensar naquele idiota, é só isso que você sabe fazer? Morrer de inveja de um retardado só porque ele tem amigos e você não? Você é um Sonserino! Não precisa de ninguém! E porque diabos eu to dando ordens pra mim mesmo? Que besteira! Ainda bem que essa comida apareceu agora, chegou em bom momento! Humpft..."
- Ei, Draco, onde estão os outros setimanistas? (N/A: é assim? eu pensei em septanistas... Mas eu vou deixar assim que fica mais fácil de escrever!) - perguntou uma garota morena se aproximando de Draco, até que atraente, do sexto ano da Sonserina.
- Eles não voltaram pra escola esse ano, Crosgrove. - respondeu no mesmo tom frio que usaria para qualquer outra pessoa que o interrompesse durante a refeição. - Achei que você soubesse. - concluiu, sem emoção.
- Eu realmente não sabia, Draco, desculpe... Você quer companhia? - perguntou Myrian, um tanto sem graça depois de tê-lo interrompido.
- Ah, pode ficar por aqui. - respondeu Draco, esboçando um sorriso que não soou nem um pouco verdadeiro.
- Você parece magoado! Eu posso saber o que aconteceu?
- Não, não pode saber o que aconteceu, porque não aconteceu nada, e eu mudei de idéia, não quero você do meu lado. - respondeu irritado, não ligando o fato de estar sendo grosso. "Que menina intrometida, eu deixei ela sentar aqui e ela fica querendo saber detalhes da minha vida! Se fuder!"
Os olhos da menina se encheram de lágrimas, ela olhou pro garoto, que parecia indiferente a sua reação e saiu correndo de volta pro lugar de onde viera.
"Era só o que faltava! Menina insuportável!"
Parou um pouco e observou que agora as sobremesas surgiam em cima da mesa, e vários alunos que estavam próximos a ele avançavam para elas como se nunca tivessem visto comida na vida.
"Parecem com o Weasley... Tsc tsc tsc, que vergonha. Por falar em Weasley porque aqueles grifibobos idiotas riem tanto? Ah, danem-se, não me importo. Caramba que diferentes... Todos mudaram! Porque diabos aquela bicha da cicatriz tinha que crescer também? Só porque eu cresci! Saco! Ei ele tá namorando a caçula Weasley... Também já não era sem tempo, apaixonada por ele desde que viu aquela cara de bunda pela primeira vez! E puta que pariu, como aquele ruivo idiota conseguiu crescer mais! E não sai de perto da Granger... Até eu já reparei em como ele olha pra ela, como é lerda... E bonita... Hey, Malfoy acorda! Alguém pôs uísque de fogo no meu suco de abóbora, não é possível! Como eu to falando que aquela Granger é bonita? Olha o cabelo dela! Nossa, o que aconteceu com aquele bombril que era o cabelo dela? Ah chega, é melhor eu sair dessa mesa logo!"
Depois que os risos cessaram na mesa da Grifinória, Hermione reparou que um louro - por acaso seu par de monitoria - se retirava da mesa da Sonserina irritado e seguia pelas portas do Salão Principal.
- Ei, o que deu no Malfoy? - perguntou Harry, para alívio de Hermione, que estava receando perguntar o mesmo.
- Deve ser algumas daquelas crises patéticas de meninos mimados, dane-se ele! - caçoou Rony.
- É mas ele tem que levar o sonserinos pros quartos... - continuou Hermione com um pouco de medo de Rony.
- Vai atrás dele então Hermione - respondeu calmamente Rony, pra surpresa de todos - Protetora dos frascos e comprimidos... - e se matou de rir da própria piada, que pareceu muito sem graça.
- Ele endoidou? - ela pareceu incrédula com o que acabara de ouvir, e Gina começou a rir da babaquice do irmão. - Ah, eu vou indo atrás dele, não quero trabalhar sozinha essa noite! Vejo vocês na torre! - e saiu da mesa também em direção ao mesmo lugar em que o louro havia saído alguns minutos antes.
"Que será que aconteceu?" - chegou ao saguão logo em frente ao Salão Principal - "Pra onde eu iria se eu fosse um louro aguado irritado? Tá eu não faço a menor idéia! Acho que vou pro jardim procurar por ele... Tá calor hoje!" - e seguiu para fora do castelo, tomando primeiro a direção das estufas. "Ai ai... Tá tão gostoso aqui fora... Esse ventinho!" - e começou a observar as estrelas.
- Ai! - Hermione trombara em alguma coisa maior que ela. - Ei Malfoy!
- Olha por onde anda, Granger! - disse mal-educado. - O que você tá fazendo aqui fora?
- Não é da sua conta! Droga! - respondeu com raiva. "Eu to aqui pra procurar esse merda e ele é mal-educado assim comigo?" - E o que você tá fazendo aqui fora? Tá querendo fugir da monitoria é? - disse sarcasticamente.
- Ahh não te interessa sua intrometida! Como você quer que eu não fuja, se eu tenho que monitorar com você? - disse fingindo-se de enojado.
- Ai eu te odeio Malfoy! Como eu te odeio! - esbravejou a garota, fazendo Malfoy esboçar um sorriso vitorioso.
- Sabia que você ia ficar nervosinha, idiota! Você achou mesmo que um Malfoy ia fugir desse jeito? - caçoou o louro - Acorda então! Eu só queria pegar um ar! E aposto que você tava me procurando... Né? - Hermione corara um pouco e gaguejou por um momento, arrancando outro sorriso desdenhoso de Draco.
- É claro, ou você achou mesmo que eu ia monitorar o sétimo andar sozinha? Por favor, né! - disse, fingindo-se de convicta, mas na verdade sabia que não fora exatamente por isso que havia ido atrás do louro.
- Ahh sei Granger, tô acreditando. - caçoou Draco. - Bonito o céu não é?
- É. - respondeu Hermione um pouco irritada. - Eu já vou, te espero em frente à Sala Precisa no sétimo andar às onze horas.
- Ei, eu sou o macho aqui Granger! Eu estipulo o lugar e a hora, certo? - caçoou Draco mais uma vez, deixando Hermione nervosa.
- Tá, machão, onde e que horas então? - perguntou sem paciência, que vontade de mandar ele tomar naquele lugarzinho lá.
- Às onze horas, em frente a Sala Precisa. E não se fala mais nisso. - riu desdenhosamente ao ver a cara de Hermione mais vermelha que o cabelo de todos os Weasley juntos.
- Ah, ferre-se. - bufou Hermione e seguiu em direção à entrada do castelo. "Como alguém pode ser tão insuportável desse jeito?"
"Ahh tô começando a gostar da idéia de monitorar com essa menina! Estouradinha do jeito que é, vai ser divertido!" -e o louro sentou por ali mesmo, resolveu que até as onze ficaria observando as estrelas. - "Não tenho nada melhor pra fazer mesmo..."
Enquanto isso, na Torre da Grifinória...
- Ei Harry, dá pra você largar a minha irmã um pouco e vir aqui falar comigo? - perguntou Rony mal-humorado.
- Ah Rony, que merda! - bufara Gina, quando Harry se afastou dela e sentou ao lado de Rony.
- Fica quietinha Gina, eu preciso falar com ele! - e agora virou-se para o garoto moreno, cochichando de uma maneira que só ele escutasse - Você não acha que a Mione tá demorando demais?
- Ahh então é isso? Desencana Rony, ela sabe se cuidar sozinha! Daqui a pouco ela aparece por aí, não acredito que você tá bravo por causa disso... - disse Harry, incrédulo com a preocupação exagerada de Rony.
- Mas esse não é problema, Harry! O problema é o Malfoy, ela foi atrás dele, esqueceu? - quem estava incrédulo agora era Rony, com a indiferença do amigo.
- Ah é ciúmes então? - caçoou Harry, deixando Rony um pouco nervoso.
- Cala a boca! Eu vou atrás dela! - e se levantou do sofá se dirigindo ao retrato, deixando Harry um pouco intrigado.
- Espero que você encontre ela logo então, já que isso te deixa tão nervosinho! - berrou, no momento em que o retrato virou e Hermione entrou, um tanto estressada.
- Mione, que bom que tá tudo bem! - disse Rony, aliviado.
- E por que não estaria, Rony? - perguntou Hermione, um tanto curiosa pra saber porque os dois estavam 'brigando' e porque Rony parecera tão feliz em vê-la.
- Ele tava achando que o Malfoy ia te violentar, né Rony? - disse Harry, descontraído, enquanto as orelhas de Rony ficavam um pouco vermelhas.
- Não foi bem isso! Eu só achei que você tava demorando, e como foi atrás do Malfoy, poderia ter acontecido alguma coisa... - respondeu Rony um pouco envergonhado.
- Ahh calma Ron, tá tudo bem comigo! - sorriu a garota, sentando em uma poltrona. - Ele só me encheu um pouco o saco, mas nem me xingou se vocês querem saber.
- É bom mesmo que não! - disse Harry, voltando pra sua Gina que o esperava contente em um sofá próximo.
- Onde ele tava? - perguntou Rony, já tranquilo, sentando em uma das poltronas.
- Tava lá perto das estufas, olhando o céu. - respondeu indiferente. - Ei, Rony, vamos jogar uma partida de xadrez até dar onze horas?
- Huum, vamos! Já que esses dois aí não vão se separar tão cedo mesmo... - sorriu apontando Harry e Gina, que se encontravam embolados no sofá onde Gina estivera antes.
Rony e Hermione sentaram em um mesa próxima aos pombinhos, e jogaram algumas partidas de xadrez, até que o relógio mostrou que já faltavam vinte minutos para as onze horas.
- Rony, acho que já vou indo... O sétimo andar é um pouco longe! - sorriu Hermione, ao ver a cara do garoto de "Já vai?".
- Hum... Tudo bem. Posso te acompanhar? - se convidara, empolgado com a idéia.
- Se fosse outro dia eu não deixaria, sabe, já que quando você estiver voltando pra cá já serão mais de onze horas e você corre o risco de pegar um detenção, mas como hoje eu estou muito legal e compreensiva... Pode sim! - sorrira ao ver o sorriso de orelha a orelha que acabara de surgir na face de Rony. - Vamos então! - e puxou o garoto em direção ao retrato.
- Obrigado Mione, por me deixar vir com você... - dizia Rony sem graça enquanto subiam alguns lances de escada.
- Ah Rony, imagina... Eu sei o quanto é ruim ficar assistindo casais juntos e não poder fazer nada. - e lançou um olhar de "Viu como é bom?" ao amigo, que percebeu e corou levemente.
- Isso foi há quase dois anos, Mione! Por favor, né? - respondeu um pouco envergonhado.
- Eu sei, só tô brincando... - sorriu a garota ao ver que o rapaz se sentira envergonhado com o fato.
- Que casal mais atraente! - uma voz arrastada e irritante muito conhecida surgira de algum lugar no fim do corredor. - Fuinha e Granger cabelo ruim! - caçoou Draco, mesmo um pouco intrigado com o fato do cabelo da garota já não ser tão ruim.
- Cala a boca Malfoy! - esbravejou Hermione. - Já vai começar?
- Calma Mione, eu já vou indo, antes que dê onze horas... A gente se vê mais tarde... - disse Rony, aparentemente tentando se controlar para não se jogar em cima do outro rapaz.
- É Weasley, se eu quisesse te dava uma detenção agora! - rira desdenhosamente Draco, enquanto Rony desaparecia no fim do corredor.
- É Malfoy, mas você não vai fazer isso. - disse Hermione, um tanto bravia.
- Quem vai me impedir?
-Eu vou te impedir idiota! Eu também sou monitora! - "Como ele pode ser tão insuportável?"
- E você acha que alguém vai acreditar na sua desculpa esfarrapada se eu dedurar ele? - desdenhou com um sorriso vitorioso.
- Eu posso dizer que eu pedi pra que ele me acompanhasse, e que não deu tempo de ele retornar para a torre antes das onze. Portanto seria minha culpa e ele não levaria nenhum detenção. - concluiu, admirada com a própria capacidade de pensar em algo tão rápido.
- Ahh sabia que vocês tavam namorando... Levar a culpa no lugar do namorado é muito romântico! - "E porque eu não tô me sentindo bem com isso?" - Ele sempre foi apaixonado por você, não é Granger? - fingira um sorrisinho malicioso.
- Nós não estamos namorando Malfoy, e mesmo se estivéssemos, não seria da sua conta! - respondeu um tanto brava.
- Sei... - "E porque diabos eu tô aliviado agora, caramba?" - Pra que lado você vai essa noite, Granger? - tentara mudar de assunto antes que ela precebesse que ele estava confuso.
- Eu vou pra lá. - disse apontando para a direita. - Parece menos sombrio.
- Tá com medinho é? - caçoou o louro.
- Não tô não, Malfoy! - "Porque diabos eu tinha que ficar vermelha justo agora?"
- Ahhh tá sim! - caçoou de novo - Acho que vou indo pra lá, Granger - disse apontando pra esquerda. - E cuidado com o bicho papão! - seguiu o corredor da esquerda, rindo desdenhosamente do medo da castanha.
"Saco, só esse idiota mesmo..." - pensou seguindo o corredor que levava a direita do sétimo andar -"E pensar que eu vou ter que aturar ele durante o ano todo... Ah não, não quero nem pensar!" - andou durante algum tempo, até que chegou a um lugar onde não havia luz suficiente para enxergar um palmo depois do nariz - "É melhor eu iluminar um pouco esse lugar, ele me dá arrepios."
- Lumus! - murmurou Hermione, em meio à escuridão do corredor. - Não tem ninguém por aqui, acho que vou voltar pra... Ahhhhhhhhhhhhhhh! - gritou assustada quando se virou e deu de cara com o que pareceu pra ela um monstro negro gigante.
- Sabia que você ia assustar! - ria Draco gostosamente enquanto jogava o pano preto no chão: ele tinha colocado a capa do uniforme na cabeça.
- Seu maldito! Eu quase infartei! - esbravejou Hermione, recuperando o ar que havia perdido pelo susto. - E porque você não tá monitorando o seu lado hein Malfoy? - "Merlin, ele devia rir assim mais vezes , que sorriso maravilhoso...Ei! O que eu tô pensando! Deve ser por causa do susto... Só pode ser por causa do susto..."
- Ahh porque não tinha ninguém por lá, daí eu resolvi tirar uma com a sua cara feia, Granger! Se bem que você fica apresentável quando se assusta... - sorrira maliciosamente.
- Cala a boca, idiota!- gritara Hermione. "Porque diabos eu fico vermelha tão fácil? Saco!"
- Olha ela tá vermelhinha... Ficou com vergonha, foi? - caçoava Draco, enquanto Hermione bufava nervosa. "Adoro quando ela fica nervosa... Er... Adoro quando qualquer uma fica nervosa!"
- Eu não vou ficar aqui ouvindo desaforos seus! E nosso horário de monitoria já acabou! Passar bem idiota! - quando terminou a frase, Hermione virou emburrada para seguir em direção à torre da Grifinória, mas deu de cara com outra coisa maior que ela. "Eu não vou gritar dessa vez..."
- Que bom que você percebeu que o horário de vocês acabou Srta. Granger. Mas seria melhor se a senhorita tivesse percebido isso há vinte minutos atrás. - era Severus Snape, com seu usual tom seco e arrogante, mas que agora tinha um pingo de gozação. - Vocês estão fazendo muito barulho por aqui.
- Er... Desculpe Professor, eu realmente... - tentara se desculpar Hermione, mas fora interrompida por Draco:
- Ela não tem culpa nenhuma Professor, eu fiquei aqui irritando ela e ela perdeu a noção da hora. - "Eu falei isso? Falei mesmo?"
Hermione se assustara um pouco com o que acabara de ouvir, mas não parecia mais impressionada que Snape.
- Querendo defender a Granger, Malfoy? - perguntou desdenhosamente - Muito curioso da sua parte.
- Eu não estou defendo essa aí. - respondeu apontando Hermione fingindo-se enojado - Só estava contando a verdade, o Senhor sabe que eu não gosto de mentir. - e como um grand finale, soltou aquele sorrisinho irritante que fez Snape crispar os lábios.
- Ah, claro. Detenção para os dois, amanhã na minha sala às nove da noite. - e sorriu maliciosamente para Draco, mostrando-lhe que o grand finale era dele e não do rapaz.- Voltem para suas camas, agora. - e seguiu em frente o corredor, deixando um Draco furioso e uma Hermione um tanto confusa.
- Ei, porque você mentiu? - perguntou a garota.
- Eu não menti Granger.- respondeu friamente, demostrando que não queria mais conversa.
- Então porque você disse a verdade ao invés de se safar? - insistiu Hermione, estava um tanto curiosa para saber porque o louro que sempre odiara tinha defendido ela, pela segunda vez no dia.
- Porque sim, merda! Não ia adiantar eu mentir pra ele... Ele não gosta mais de mim tanto quanto fingia gostar, Granger. Agora vai dormir antes que a gente arranje mais problemas! - disse nervoso, virando as costas e seguindo em direção às masmorras.
- Tchau pra você também. - murmurara Hermione, que virou para o outro lado e seguiu em direção à torre da Grifinória.
"Porque ele tinha que estar tão diferente do normal? Ele sempre foi umidiota que nunca se importou com ninguém que não fosse ele mesmo e agora me defende pela segunda vez ao dia, sem ao menos me xingar! Isso tá muito estranho, eu quero saber exatamente o que tá acontecendo! Não é saudável ficar pensando no Malfoy e no entanto ele não sai da minha cabeça, droga... Odeio ele!"
"Porque diabos eu fui defender a Granger? Podia ter me livrado da detenção! Mas se bem que vai ser divertido ser detido com ela... Ei de novo não! Eu tô ficando louco, nunca me importei com ela e nem vou me importar agora! Ela é amiga do Potty, ela é amiga do Potty, ela é amiga do Potty, faça disso um mantra... Odeio essa menina!"
E ambos seguiram para suas respectivas salas comunais, loucos de sono, em busca de uma cama aconchegante e de uma noite de sono tranquila para que pudessem sobreviver ao dia seguinte.
