–O que agente faz para comer quando não tem energia? – perguntou Edward, abrindo a geladeira para procurar algo.

–pipoca? – disse pegando a embalagem de pipoca para micro-ondas.

–E como pretende fazê-la sem um micro-ondas, Bellinha? – perguntou.

Revirei os olhos.

–Sabia que se você abrir um pacote desse, tem óleo e milho? Então é só fazer na panela, Gênio! – disse rasgando o pacote de pipoca e procurando uma panela no armário.

Ele riu.

–E como pretende ligar o fogão? Ele pode até soltar gás sem energia, mas e a faísca para ligar, Gênio? – devolveu o insulto, brincando – E se não sabe nesta casa não tem acendedor, ou fósforos. – disse rindo de mim, que já despejava a pipoca na panela.

Deixei a panela de lado e me sentei no balcão, esperando uma ideia, minha ou dele.

Edward riu.

–O que foi? – disse irritada.

–Tem um jeito de fazer. O fogão portátil está na garagem – disse – Eu e Emmet compramos para acampar a uns meses, ainda tem gás.

Dei um tapa em seu ombro.

–Por que não disse antes? – ralhei.

–Eu gosto de te deixar irritada, sabe disso. Você fica muito sexy fazendo aquele biquinho quando fica brava – provocou. Resisti a um sorriso, sexy? – vou buscar.

–não! – disse agarrando em seu braço por impulso, olhando a janela em que vira a coruja. Soltei-o rapidamente quando notei o que fizera – hã... quero dizer, não quero ficar sozinha.

Ele pareceu meio alterado com meu movimento, mas não demonstrou quando voltou a falar.

–quer vir comigo? – perguntou. Não sei se notei alguma nota de preocupação em sua voz.

–Pode ser – disse, tentando, sem sucesso, parecer indiferente. Edward passou o braço por minha cintura, me ajudando a descer do balcão. Pulei de cima, e ele me soltou. Lamentei por dentro – não vai por camisa, Edward? Está frio la fora – claro que eu já estava com frio dentro da casa.

Ele deu de ombros, indiferente.

Andando até a porta dos fundos, nós continuamos em um silencio constrangedor. Afinal o que fora aquilo em seu quarto há menos de dez minutos? Desde quando aquilo podia acontecer entre nós? Como aquilo pode parecer tão natural, tão simples, como se fossemos namorados desde a infância?Eu não tinha a resposta de nenhuma dessas perguntas e duvidava que Edward as possuísse também.

Edward e Bella. Bella e Edward. Por que de repente aquilo suava tão natural? Em que tempo abstrato e maluco aquelas palavras podiam estar juntas sem necessidade que qualquer verbo preenchendo o espaço entre elas? Quando foi que isso havia começado? Em seu quanto a alguns minutos? Não, não sentia isso. Para mim aquilo tinha muito mais tempo, algo que causou entranhamento até para mi mesma.

Bella e Jake: aquilo devia ser certo. Aquilo, não Bella e Edward! Bom, era o que devia acontecer.

Frente a porta a abrimos, e um vento entrou forte, trazendo litros de gotículas de chuva.

–Eu não sabia que havia furacões em Washington! – gritei acima do barulho silvante do vento e da chuva batendo no telhado de arenito da garagem.

–Não tem! – disse Edward.

Saímos da casa rápido, fechando a porta atrás de nós.

Na garagem aberta, tentamos nos colocar atras dos carros, para evitar a chuva, que era soprava fortemente para a garagem, cujo o portão eletrônico havia quebrado, quando aberto.

–Onde está? – disse vasculhando as prateleiras de madeira com os olhos. Todas estavam empanturradas de objetos obsoletos, como uma antiga máquina de escrever; caixas de papelão lacradas; latas fechadas com listras finas de tinta seca, denunciando a cor de seu conteúdo; livros antigos de capa de couro, embalados em plástico transparente, pensei se quem fizera aquilo imaginou que um dia eles estarem embalados os salvaria de perder seu conteúdo para a água da chuva. Em estantes de metal, num canto havia artigos de acampamento, que imaginei pertencer a Edward e Emmet, mas só de olhar pude ver que havia mais sacos de dormir e barracas, do que eles precisariam para usar entre dois. Mas imaginei que muitas vezes eles poderiam ter saído para acampar na propriedade com suas namoradas em potencial.

Edward olhou para a mesma estante que eu fitava.

–foi Emmet que guardou... – disse passando os olhos fileira por fileira – ali, na prateleira de cima – apontou.

O lado bom foi que achamos, o ruim foi que estava alto demais para qualquer um dos dois alcançar. Com certeza Emmet colocara lá subindo em uma cadeira, ou banco. Infelizmente, não poderíamos fazer isso, pois o carro deixava apenas uma fina vala entre a estante e a roda.

–Eu te levanto e você pega, pode ser? – disse Edward.

Por um segundo pensei em fazer um comentário irônico, que ele não era Emmet para levantar cinquenta quilos facilmente. Mas me lembre do que vira mais cedo, seu tanquinho perfeito. Acompanhava Rose na academia a tempo o suficiente para saber que alguém que não levantasse 120kg de peso não teria um corpo tão definido sem tomar esteroides. E tomar bomba tinha certeza que Edward não fazia, pois ouvi dizer que isso broxava, e sua performance na cama era bastante conhecida pelo campus da escola.

–tá – respondi simplesmente.

Nos enfiamos entre o carro e a estante, corpos próximos, devido ao fato que o carro fora estacionada por um Edward bêbado. Assim a parte traseira do carro estava mais próxima da parece que a dianteira, criando um ângulo agudo, que não me permitia ir além do lugar onde eu precisaria ficar na frente para pegar o fogão portátil.

Edward estava a menos de cinco centímetros de mim, e eu podia sentir o calor emanando de seu corpo nu, esquentando meu corpo gelado pelo frio da chuva. Ele colocou a mão em minha cintura e me levantou tão facilmente, como nem Emmet faria. Em um segundo mãos macias e quentes seguravam minha cintura fina e meus pés não tocavam mais o chão. Me sentia um bebê sendo levantando pela mãe.

Ergui meus braços tentando alcançar o fogão verde-musgo. Ele estava gelado pela chuva, mas o suspendi, era pesado. Deixei o fogão em uma prateleira mais baixa, onde ambos alcançavam, para por as mãos em seu ombro, me apoiando enquanto ele me descia lentamente.

Ok! aquela não fora uma boa ideia, pois assim que meus pés tocaram o chão Edward e eu ficamos cara a cara, ele com as mãos em minha cintura. Eu com as mãos em seu pescoço. O espaço limitado da vala não permitia que eu me afastasse, não que o faria se pudesse. Tampouco Edward o fez.

As respirações se tornaram mais pesadas e, involuntariamente, os corpos ficaram mais próximos, inclinando-se um em direção ao outro por vontade própria.

Um esperava a reação do outro, se aproximar ou afastar-se. Poder puxar o corpo do outro para si, empurrá-lo, fazia qualquer movimento ser limitado, para não dar tal impressão. As respirações eram fortes e profundas, mas contidas, pois expandir demais seu pulmão faria sua pele tocar a do outro.

Eu sabia que me encontrava em um campo minado, com uma espada contra minhas costas, me obrigando a continuar. Edward era meu campo minado, e a vontade que me impedia de me afastar dele era a lâmina afiada contra mim. Empurre-o! Saia desta situação! Gritava minha mente sã, mas a pequena parte movida por sentimentos dizia o contrário, Chegue mais perto, beije-o! É o que você quer fazer, não? Vá em frente, aí está sua chance, Isabella!, infelizmente essa pequena parte ficava cada vez mais forte e crescia rapidamente, sufocando a parte sã, a parte certa.

Mas me afastar dele se tornou impossível, e chegar mais perto... apenas difícil. Eu não podia sair de perto dele, me sentia um daqueles imãs super fortes que é quase impossível de se separar. Chegar mais perto... eu podia fazê-lo era simples, apenas mover-me alguns centímetros e tadam!, mas e Jake? Ele era o namorado quase perfeito. Quase... desde quando eu pensava assim? Desde que beijou Edward! Disse a estação Amy Winehouse de minha mente, desde nunca! Você apenas confundiu as palavras! Dizia Madre Teresa.

Ótimo, agora além de tudo, estou ouvindo coisas! É apenas uma decisão, pensei. Se não acontecesse, pronto não aconteceu... mas e se acontecesse algo? Provavelmente Jake não saberia, Tanya também não. Só apenas mais uma pergunta para mim, eu poderia viver com esse segredo, mantê-lo longe dos ouvidos de Jacob? Contar no máximo para Rose... não dizer sequer a Alice, que era sua irmã...

Edward se cansou desta enrolação, ou simplesmente não pode mais aguentar aquilo. Ele deslisou suas mãos para minhas costas, de modo rápido, quase rude, de tão urgente. E com um tranco me puxou, as bocas colidiram, os lábios já entreabertos pela antecipação daquele beijo.

E então... eu o beijei.

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Deculpeeeem a demora (essa frase esta virando clichê!)

mas eu tenho a horrível mania de abrir mais e mais fics, cada vez que tenho uma ideia nova.

Desculpem qualquer eventual erro, por que minha Beta desapareceu ;P

quanto mais reviews, mais rápido posto

sinto muito, esse capitulo ficou um lixo, e minusculo -

, Blair