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O AMOR DO PIRATA
Capítulo 5
O "Hihou Zabimaru" avançava rapidamente por águas mais cálidas, mas ainda deveria percorrer uma grande distância antes de chegar a Saint Martin. O tempo tinha mudado consideravelmente, e o vento já não era tão gelado.
Rukia sabia que podia esperar um clima tropical na pequena ilha de Saint Martin. O capitão Abarai respondia a muitas de suas perguntas quando jantava com ela. Soube que seu futuro marido possuía uma grande plantação na ilha, e que tinha obtido grandes riquezas exportando algodão.
Depois do horrível castigo sofrido pelo marinheiro açoitado, não voltaram a ocorrer outros incidentes. Os homens da tripulação tiveram cuidado de não se aproximar dela quando lhe permitiam sair à coberta.
Após um mês no mar, sofreram outra tormenta, moderada a princípio, o qual permitiu a Rukia voltar a lavar seus cabelos. Mas mal tinha terminado quando a tormenta adquiriu mais intensidade, e ela se viu obrigada a voltar à segurança do camarote.
Parecia que tinham aberto o céu e que jogavam sua vingança somente sobre este barco. A tormenta continuou durante toda a noite, e os violentos movimentos impediam Rukia de dormir. Tratou de andar por seu camarote, mas o vai-e-vem do barco a jogava contra as paredes. Por sorte, todos os objetos do quarto estavam bem presos, e voltou a sentar para sentir-se mais segura.
Surpreendentemente, Unohana tinha dormido, e Rukia não sabia o que fazer, porque estava muito assustada. Estava segura de que Zabimaru ia afundar e que todos se afogariam. Mas em algum momento no meio da noite, com as mãos aferradas aos lados da cama e com seu cabelo úmido colocado para um lado, finalmente dormiu.
O mar estava sereno quando acordou na manhã seguinte. Repreendeu a si mesma por assustar-se tanto na noite anterior, e pensou que certamente a tormenta não tinha sido tão terrível. Retsu já tinha se levantado e se vestido, e trazia num pequeno recipiente a água fria para o asseio matinal de Rukia.
- Dormiste bem, pequena? - perguntou alegremente.
- Não - queixou-se Rukia, e retirou suas pernas da cama. Seu cabelo úmido caía sobre seus ombros e ela fez uma careta.
- Re, por favor, pergunte ao capitão se posso secar meu cabelo na coberta.
- Não farei semelhante coisa. Não sairás daqui pela manhã - respondeu Retsu com tom determinado.
- Se o capitão me der sua permissão, o farei. Sabes que meus cabelos são longos e que demoram muito tempo para secarem. Estou a ponto de resfriar-me.
- Na coberta pode acontecer algo pior do que te resfriar - replicou Unohana.
- Por favor, Re, faz o que te peço.
- O farei, mas não me agrada a idéia.
Retsu saiu do camarote, grunhindo, enquanto fechou a porta. Rukia pôs rapidamente um vestido de veludo cor roxa que fazia um marcante contraste com seu alva pele. Quando Unohana voltou , levou Rukia à coberta posterior do barco.
- Isto não me agrada senhorita, de maneira que ande depressa - disse Retsu com severidade.
Rukia riu.
- Não creio que possa fazer o vento soprar mais forte, Re. Mas não levará muito tempo.
Encarou à imensidão do mar para que o vento secasse seus cabelos. Depois de alguns minutos voltou a falar:
- Onde está o capitão?
- Na galeria. Surpreende-me que ele tenha te deixado vir até a coberta depois do que ocorreu com o pobre marinheiro.
Rukia se voltou e viu o capitão que discutia com um homem da tripulação.
- Olha Rukia, um barco! - gritou Unohana.
Rukia se virou e viu outro veleiro ao longe.
- Senhoras, devem voltar imediatamente ao camarote. - Rukia se sobressaltou quando o capitão se aproximou -. Se este imbecil tivesse cumprindo com seu dever em lugar de ficar olhando para senhorita teria visto o navio a tempo. Dirigem-se para nós.
- Há motivo para se alarmar? - Perguntou Rukia, preocupada, franzindo o cenho.
- O barco não tem bandeira. Pode ser um barco pirata.
Rukia ofegou.
- Mas não atacará o Zabimaru?
- É improvável que o façam, mademoiselle, mas nunca se sabe. Trataremos de aumentar a distância, e lhe peço que se encerre em seu camarote. Não abra por nenhum motivo até que tenha passado o perigo. E não se preocupe. Já lutamos antes com sucesso contra os piratas.
Rukia se sentia mal... Não se preocupar, tinha dito o capitão! Como podia deixar de se preocupar? Tinha ouvido histórias sobre piratas contadas por outras moças no convento. Os piratas eram homens horríveis! Eram os malvados do mar, os trabalhadores do demônio, que invadiam, assassinavam e violavam. Mon Dieu, não era possível que isto estivesse acontecendo!
- Re, estou com medo... – sussurrou Rukia.
- Não te preocupes. Este é um bom barco, pequena. Os piratas não poderão abordá-lo. E além do mais, pode ser que seja um barco amigo. Nada temas, Rukia. O capitão te protegerá, e eu também.
As palavras de Retsu eram tranqüilizadoras, mas Rukia seguia alarmada, e ainda mais quando ouviu os canhões. Unohana e Rukia se olharam. No pequeno camarote se ouviu o trovão de mais um canhão, acompanhado do ruído de madeiras rompidas e um grande estrondo. Um dos mastros de Zabimaru havia caído.
Logo sentiram uma chacoalhada, quando o outro barco se aproximou. Ouviam-se gritos e explosões, e os homens gemiam ao encontrar-se com a morte.
Unohana caiu de joelhos para rezar, e Rukia fez o mesmo. Após um momento cessaram os disparos e risos foram ouvidos. A tripulação do "Hihiou Zabimaru" tinha vencido? Era demais esperar que estivessem a salvo?
Foi então que entre as risadas puderam distinguir canções inglesas. A tripulação do Zabimaru era totalmente francesa, e só falavam francês.
Tinham triunfado os piratas!
======== Fim do Capítulo 5 ==========
Lembrando que esta é uma fic IchiRuki! E o próximo capítulo será rated M.
R&R please!
