Agradecimentos:
Jjdani: Seu pressentimento está correto, mas essas mudanças vão ocorrer aos poucos, afinal um é mais teimoso que o outro, rs
Samy: Rukia ainda vai infernizar muito a vida do Ichigo bwahahaha, mas a vingança mais cruel virá mais pro meio-final da fic.
Himitsu no Tsuki: Não se preocupe, não foi dessa vez que o Renji foi pra "Soul Society Caribenha".
luryane: que bom que gostou, não deixe de comentar!
- O AMOR DO PIRATA -
Capitulo 7
- Então, Ichigo, o que decidiu fazer com essa mulher? - perguntou Kenpachi quando se reuniu com seu amigo na coberta.
- A levarei para Saint Martin. Este conde Ichimaru pagará bem por ela. E a recompensa nos compensará pelo atraso.
- Concordo, embora os homens talvez não. Mas, não acha que este conde ficará bravo ao saber que sua noiva não é mais virgem?
-Só saberá disso depois de ter pago a recompensa, e então não será mais assunto nosso. Mas acho que ele não se importará com isso e tampouco ela. De qualquer forma, ele a aceitará.
- És um demônio, Ichigo - riu Kenpachi - Então a francesa é tão boa como parecia, eh?
- Melhor ainda! Mas para uma mulher é perigoso ser tão bela. Poderia ter o mundo a seus pés se o desejasse, mas creio que não se dá conta do que vale, arruinaria muitas vidas se o fizesse.
- Mas não a sua, não é?
- Não, não a minha. Pensei em tomá-la para mim, mas isso poderia me distrair, e eu não posso descansar até encontrar Aizen e por um fim na sua vida miserável - replicou acaloradamente Ichigo.
- Sei o que te tortura, Ichigo, mas não vamos pensar nisso agora. Temos tempo suficiente para encontrar Aizen.
- Tens razão, velho amigo. Agora há muitas coisas mais prazerosas no que pensar.
Kenpachi sorriu travesso.
- Pensei que te agradava as mulheres bem dispostas.
- O que não me agrada é usar a força e enfrentar a ira de uma mulher. Mas, normalmente, a lógica vence a força.
- Os homens te invejam. Creio que eles nunca viram uma mulher tão bela - disse Kenpachi.
- Nem eu. É uma dama, mas tem um gênio...
- Bem, depois de vê-la, os homens só pensam numa coisa... Acho que seria bom ancorar no próximo porto. Para que os homens tenham um dia ou dois para visitar os bordéis. Isso lhes ajudará a esquecer àquela que tens em tua cabine, e ficarão satisfeitos até voltar para suas casas.
- Concordo - replicou Ichigo - Podemos ir para as ilhas Virgens e chegar a Tórtola ao anoitecer. Os homens...
Ichigo interrompeu bruscamente o que ia falar ao ver a criada de Rukia conversando com um de seus homens.
- O que ela está fazendo fora de sua cabine?
Kenpachi olhou na mesma direção que Ichigo e respondeu:
- Deixei-a sair para que trabalhe na cozinha. Não tivemos uma comida decente desde a morte do velho Hacchi.
- Tem certeza que ela não nos envenenará? - perguntou Ichigo fazendo uma careta.
- Não. Farei com que prove a comida antes de nos servir.
Ichigo franziu o cenho enquanto a via entrar em seu camarote.
- O que significa isto? Meu camarote não é a cozinha. Vá perguntar a Ikkaku sobre o que a velha falou.
Kenpachi fez o que lhe ordenaram e voltou uns minutos depois.
- Pediu que a levassem para ver os prisioneiros. Por que terá pensado que...?
- Diabos! - interrompeu Ichigo - Suponho que Ikkaku lhe disse que não existem prisioneiros?
- Pode ser.
- Maldição! Você deveria ter me consultado antes de soltar velha. Agora a ira dessa moça cairá sobre minha cabeça - exclamou Ichigo, apontando para sua cabine.
- Do que falas?
- Disse à moça que tínhamos feito prisioneiros os marinheiros do barco em que estava. Disse que lhes pouparia a vida se ela não resistisse e ela aceitou. Mas agora deve saber que a enganei. Provavelmente está pensando em me matar.
Kenpachi começou a rir.
- Dá muita importância a essa moça. Certamente está assustada demais para pensar em fazer algo assim.
- Duvido.
- Por que disseste a ela que tínhamos prisioneiros? Por que não ameaçaste tirar a vida da criada? Com isso terias conseguido o que buscavas.
- Não queria que a moça pensasse que sou tão monstruoso que possa matar senhoras –respondeu Ichigo irritado.
- Por que te importa com que ela possa pensar?
- Deixa pra lá - replicou Ichigo de mau humor. Depois viu a criada sair de sua cabine.- Vá falar com ela. Devo saber o que esperar antes de entrar no camarote e me arrebentarem a cabeça.
Kenpachi saiu e voltou com um leve sorriso nos lábios.
- A velha disse que a moça jurou vingar-se e que poderia fazer alguma tolice. Quer que eu entre primeiro... Para assegurar de que não pensa em te degolar?
- Fui um tonto! Deixei minhas adagas na cabine.
- Por Deus, Ichigo! Não pensas que ela...
Ichigo o interrompeu.
- Sim, penso. Eu disse que essa moça tem um péssimo gênio. Mas como as adagas estão numa caixa na estante de livros, talvez não as encontre. Em todo caso, irei vê-la.
- Ichigo...
- Crês que não posso lidar com uma moça? - riu Ichigo - Vamos, Kenpachi. Se posso matar seis espanhóis de um só golpe, que possibilidades terá essa pequena francesa?
- As mulheres não lutam como os homens... tenha cuidado - replicou Kenpachi.
- Faz muito tempo que está comigo, Kenpachi. Alguma vez me viu agir com descuido?
Kenpachi se limitou a suspirar quando Ichigo se afastou. Seu jovem amigo não sabia nada das mulheres. Ichigo tinha passado a maior parte de sua vida com o coração cheio de ódio e com pouco tempo para o resto. Como podia saber que a fúria de uma mulher podia igualar-se à de vinte espanhóis juntos?
Decidido a atacar de surpresa, Ichigo abriu a porta de sua cabine rapidamente. Rukia estava do outro lado do camarote, sem dar sinais externos da fúria que sentia. Mas Ichigo pensou que certamente tinha encontrado as adagas, porque suas mãos estavam escondidas nos vincos de sua saia. Não percebeu que seu cabelo estava trançado para que não lhe atrapalhasse no ataque e que seus olhos tinham uma profunda cor violeta. Ichigo só esperava que a moça não soubesse manejar uma adaga, e, especialmente, que não soubesse como jogá-la. Cruzou lentamente o camarote, atento aos braços da moça. Rukia não suspeitava que ele sabia o que ela planejava, portanto ele tinha essa vantagem. Quando chegou à mesa, virou-se de costas, dando-lhe uma oportunidade de ataque.
E ela o fez imediatamente, mas Ichigo se virou a tempo e segurou a mão erguida que sustentava o longo punhal. Fitou-a com assombro enquanto torcia seu pulso, até que ela finalmente deixou cair o punhal.
Ichigo não acreditava que ela realmente tinha tentado matá-lo. Espera que o ameaçasse, que se defendesse... mas levantar o punhal e tratar de derramar seu sangue? Não, não acreditava. Céus! Ela não se importava com sua própria vida? Pensava que podia matá-lo e que sua tripulação não lhe faria nada? Talvez não se importasse com o que pudesse vir a lhe acontecer. Se era assim, então esta mulher era mais perigosa do que ele pensava. Se podia pôr seu ódio por ele acima de sua própria vida, então... Mas não era exatamente assim que ele se sentia em relação a Aizen? Teria que tomar cuidado com esta beleza de cabelos negros.
- O que esperavas ganhar com isso? - perguntou baixinho.
- Queria lhe ver morto... por minhas próprias mãos! - gritou ela, com os olhos brilhantes como ametistas.
- Não se importa com sua vida?
- Só me importa que termine com a sua! - ela gritou, lutando por liberar seu pulso da mão dele - Encontrarei uma maneira, Ichigo. Te matarei! Me enganaste! És um pirata cruel! - o golpeou com a mão livre, mas ele a segurou a tempo - Pagarás por mentir!
- Eu menti... admito. Mas foi só para te poupar de dificuldades e sofrimentos. Teria preferido que te violasse a força? Teria sido muito fácil, garanto. Apesar da baixa estatura e do corpo menudo, pareces ser mais forte que a maioria das mulheres. Mas como vê agora, não pode superar minha força. Só está irritada porque não permiti que lutasse por sua virgindade como você queria.
- Eu.. eu teria lutado. Você...
- Sim, estou certo disso. Então por que se irrita? Te livrei de danos maiores, porque quem sabe o que eu seria capaz de fazer com esse calor da paixão que nunca enfrentei antes e que não podia segurar, poderia ter te machucado ou... matado - acrescentou, só para ver a reação dela.
- Mas não terias saído ileso, monsieur - cuspiu ela.
- Será mesmo, Rukia? - Lançou uma gargalhada. Nunca antes havia enfrentado a ira de uma mulher e começava a achar divertido - E como farias, se agora nem podes escapar de mim?
Ela lhe deu um forte pisão, e a expressão divertida dele se transformou numa careta de dor. A soltou na hora. Rukia aproveitou e correu até o outro lado da mesa enquanto ele esfregava o pé dolorido.
- E então? Não precisarias de todas as tuas forças, não é mesmo, capitão? Me subestimas! Voltarei a te machucar, com grande prazer, caso se atreva a se aproximar de mim - disse Rukia. Sentia-se segura com a longa mesa entre os dois, porque Ichigo era só um lerdo grandalhão. E ela com seu corpo delgado, pelo qual agradecia agora, não teria problemas em manter-se fora do seu alcance.
- Pequeno demônio! - grunhiu ele - Farei mais do que me aproximar de você, sua gata selvagem. Voltarei a possui-la... agora! E desta vez pode lutar o quanto quiser, mas não se surpreenda se eu fizer o mesmo.
Ela esperava que ele desse a volta ao redor da mesa, mas quando ele começou a subir sobre esta, Rukia se alarmou. Agarrou o primeiro objeto que tinha a seu alcance, um dos pesados instrumentos náuticos que havia sobre a mesa.
Ele retrocedeu ao ver a tentativa dela, mas Rukia não só ameaçava, estava disposta a cumprir suas ameaças. E jogou o objeto; depois rapidamente estendeu a mão para pegar outro, e outro, mas ele os afastava com seus fortes braços.
Quando terminaram as "armas", Rukia pegou os dois últimos objetos que podiam ser úteis, os dois pesados copos em que tinham bebido vinho. E os jogou, uma após o outro, em uma rápida sucessão e, teve sorte, pois o segundo bateu com tudo na cabeça de Ichigo, que caiu e ficou completamente imóvel no chão do camarote.
Rukia olhou surpresa o corpo inerte, mas depois viu o sangue misturado com seus cabelos laranjas e se encheu de pânico.
Passou cuidadosamente junto ao longo corpo musculoso, e quando estava fora de seu alcance correu para a porta. A abriu bruscamente e saiu para a coberta do barco. Só sabia que deveria escapar da cabine, escapar da vista do assassinato que tinha cometido. Talvez pudesse se esconder. Encontrar uma arma e forçar a tripulação a levá-la para a costa. Mas Rukia só conseguiu correr alguns metros, porque um homem da tripulação chegou até ela e a prensou contra seu corpo.
- Ora, ora, o que é isto? - riu o homem, desfrutando da pressão que fazia em Rukia - A moça do capitão saiu para dar um passeio?
- Sim, e pagarás muito caro se não me deixar ir! - respondeu Rukia com fúria. Talvez pudesse usar o poder do capitão para obter o que precisava antes que a tripulação descobrisse que ele estava morto.
- Ah, é mesmo? - perguntou o homem e a soltou - O capitão sabe que estás na coberta?
- Sim. Ele está... está dormindo. - Percebeu seu erro tarde demais.
- Dormindo? O capitão não dorme durante o dia. Que mentira está contando, menina? - perguntou o homem de mau humor; depois levantou o olhar e chamou - Senhor Zaraki! Esta moça diz que o capitão está dormindo.
- Vá verificar se o que ela diz é verdade, Ganjuu. Rukia olhou para cima e viu o marinheiro de bandana verde correr para a cabine do capitão.
- O capitão disse que não queria ser incomodado! - falou rapidamente Rukia, percebendo o medo em sua própria voz.
- Faça o que ordenei, Ganjuu! - disse Kenpachi Zaraki.
O que ela podia fazer agora? O homem que a tinha detido também se movia com rapidez para a porta aberta da cabine do capitão. Rukia olhou desesperadamente ao seu redor buscando uma escapatória, mas, de repente, se viu rodeada por membros da tripulação, que curiosos vinham na sua direção.
O homem chamado Ganjuu entrou na cabine, mas depois apareceu na porta estupefato e com o rosto pálido.
- Matou o capitão!
- Maldita! - gritou Kenpachi, e deu um murro no balaústre, que tremeu de forma impressionante.
Rukia correu entre os homens que a rodeavam, eles estavam consternados demais para prestar atenção nela... não podiam acreditar que uma moça tivesse matado seu capitão.
Mas era impossível escapar. Kenpachi saltou pela galeria e reteve Rukia por sua longa trança, a obrigando a se deter. Lentamente, a fez retroceder até que sua mão atingiu a parte da trança junto à nuca.
- Quero que saibas, que mataste ao único homem a quem podia chamar de amigo. E por isto morrerás com a pior das mortes, pelas minhas próprias mãos. - A empurrou para frente e Rukia caiu nos braços de dois homens da tripulação - Prendam-na no mastro maior e tragam água. Esta cachorra sentirá o peso do que fez... até morrer! - gritou Kenpachi. Em seus olhos castanho escuro não havia piedade alguma.
- Mon Dieu! - ofegou Rukia. Seu rosto tinha tomado uma cor acinzentada. A bordo do "Hihiou Zabimaru" o homem açoitado tinha desmaiado após começarem o castigo, e não recuperou mais a consciência. Mas ela seria reanimada uma e outra vez com água. O amigo do capitão se asseguraria de que sentisse o chicote até morrer.
- Por favor, monsieur! Mate-me com um tiro, eu lhe rogo!
- Mataste o capitão deste barco, que era também meu amigo. Esse tipo de morte rápida não é para gente como tu - disse Kenpachi com a voz cheia de ódio.
Rukia lutou por libertar-se dos homens que a seguravam, mas não tinha escapatória. Arrastaram-na até o mastro maior e a ataram, abraçada a ele. Logo, alguém arrancou seu belo vestido de veludo. Depois rasgaram seu espartilho até descobrir totalmente suas brancas costas, diante dos marinheiros que a olhavam de boca aberta.
Kenpachi Zaraki fez soar seu chicote no ar. Rukia se contraiu de medo, e antes de ouvir o chicote pela segunda vez, perdeu a consciência, e nem pode perceber que Zaraki erguia o chicote em direção a terna carne de suas costas para dar início a sua lenta e penosa morte.
============ Fim do Capítulo 7===========
