Agradecimentos:
Himitsu no Tsuki: A Rukia está com o sangue quente, nem pensou em si mesma, só em se vingar. Já o Ichigo... digamos que ele está meio enfeitiçado pela pequena, rs.
Jjdani: Rukia foi bem corajosa mesmo, veremos o desfecho de sua atitude agora nesse capítulo. Ai, nem me fala do erro do site, fiquei quase 3 semanas tentando atualizar! Bjs
Samy: Ah, desculpa, mas deixar os leitores curiosos para o próximo capítulo faz parte da fic, rs. Espero que continue comentando!
Imaginarium: Que bom que gostou, agora teremos interações IchiRuki mais frequentes.
luryane: teremos muitas loucuras pela frente ainda!
Bad Little Angel: Muito obrigada pela review, que bom que gostou!
Miranda: Valeu pela review, peço desculpa pela demora, mas o fanfiction só dava erro e eu não conseguia atualizar Ç.Ç
Laew: Muito obrigada pela review! Espero que continue comentando!
Cindy-shan: Obrigada pelo apoio!
O AMOR DO PIRATA
Capítulo 8
O que Ichigo viu ao sair cambaleando de sua cabine lhe aclarou de imediato os pensamentos, e seu "rugido" familiar se ouviu em todos os rincões do barco.
- Basta!
Kenpachi se deteve a tempo e, ao se virar, viu Ichigo avançando em sua direção, segurando a cabeça dolorida com uma das mãos.
- Mas que diabos! Está louco, Kenpachi? - perguntou Ichigo quando se aproximou deles, com uma expressão furiosa em seu rosto ao ver as costas nuas de Rukia.
- Ichigo, nunca estive tão contente em te ver! Ganjuu, esse imbecil, disse que você estava morto... que esta moça tinha te matado!
Ichigo sorriu apenas levemente, porque sua cabeça doía bastante.
- E não pensou em verificar se era verdade, amigo? Se tivesse verificado, teria percebido que essa gata selvagem somente me deixou inconsciente, mas ainda bem que recuperei a consciência a tempo! Quanto teríamos perdido se você tivesse estragado essas belas costas. - Se virou para Ganjuu - Desamarrem-na! E a próxima vez que anunciarem que um homem está morto, assegurem-se de que de fato esteja. Se tivessem causado algum dano a esta jovem, Ganjuu, teriam recebido o mesmo castigo que meu bom amigo pensava em dar a ela.
- Sim, capitão - replicou Ganjuu baixinho.
Quando libertaram Rukia, Ichigo colocou o corpo dela em seus braços e olhou para seu rosto sereno. Não estaria tão calma assim se estivesse acordada, pensou.
- Ichigo, não pode ficar com ela em seu camarote depois do que aconteceu. Você jurou ser cuidadoso, e, no entanto, ela o venceu. Eu lhe disse que as mulheres não lutam igual aos homens. Da próxima vez, talvez consiga te matar - falou Kenpachi com preocupação.
- Sim, jurou fazer isso. Eu a subestimei. Pensei que fosse como as moças tímidas e submissas que conheci no passado. Mas não voltarei a cometer o mesmo erro.
- E o que fará? A deixará amarrada a noite toda ou permitirá que o degole enquanto está dormindo? - perguntou Kenpachi.
- Não creio que volte a tentar me matar, ao menos enquanto estiver em meu barco. Teve a oportunidade de acabar com minha vida enquanto eu estava inconsciente e a sua mercê... e não o fez.
- Não fez porque pensava que já estava morto!
- Como sabe disso?
- Quando eu disse que a mataria por ter te matado, só pediu que lhe desse um tiro ao invés de matá-la com o chicote.
- Muito bem, então pensava que tinha conseguido o que almeja, mas agora sabe quais seriam as conseqüências, graças a ti, velho amigo, sei que ela tem um medo mortal do chicote. Desmaiou antes do primeiro golpe?
- Sim.
- Bem, esse é o tipo de informação que preciso para colocá-la em seu lugar.
- A subestimou uma vez, Ichigo. Não volte a fazer o mesmo. Você é como um filho para mim, como um irmão. Não cometa um erro com essa mulher.
- Ela me intriga, Kenpachi. Me daria um grande prazer domar essa dama.
- Dama? Não parece que seja uma dama!
- Sim, ela é, a educaram como uma dama, apesar do gênio forte. Não sei de onde saiu, mas é um mistério que gostaria de desvendar. Agora, procure algo para aliviar minha cabeça, porque dói horrores. E que os homens voltem ao trabalho.
Ichigo se encaminhou para sua cabine com Rukia ainda desfalecida em seus braços. A deitou delicadamente na cama e a olhou por uns instantes. Acordaria assustada ou com renovada fúria ao encontrá-lo vivo? Esperava que fosse com fúria. Desfrutaria tratando de vencê-la durante o tempo em que estivesse com ela, mas de alguma forma sabia que era impossível vencer Rukia Kuchiki. Não enquanto estivesse viva. Sim, era possível submetê-la, mas ninguém poderia domar sua vontade.
Kenpachi entrou no camarote e contemplou os instrumentos quebrados no chão, sacudindo a cabeça de forma negativa. Recolheu os dois copos, os levou à mesa e os encheu de vinho, embora desejasse algo mais forte. Unohana apareceu na porta e olhou ansiosamente para o capitão e para Rukia, e depois novamente para o capitão. Kenpachi pigarreou e lhe ordenou que entrasse.
- Ela disse que conhece formas de cura e supus que você fosse querer que desse um jeito nessa ferida. - disse Kenpachi para Ichigo, que acabava de se sentar à mesa.
- Certo, desde que não queira me degolar também.
- Gostaria muito, monsieur, mas não farei isso – replicou Retsu.
Ichigo riu.
- Pelo menos és sincera, mulher. Como te chamas?
- Retsu Unohana.
- Bem, Retsu, viste o que esteve a ponto de acontecer com tua senhora? - perguntou Ichigo com voz calma.
- Sim, monsieur. Cheguei a coberta precisamente antes que... antes que desmaiasse.
- Felizmente não gritaste - comentou observando os lábios inchados da mulher, os quais ela tinha mordido para não gritar - Se o tivesse feito, Kenpachi não teria me ouvido quando lhe ordenei que suspendesse o castigo e Rukia teria recebido pelo menos duas chibatadas antes que eu chegasse até ela.
- Graças a Deus que acordaste nesse momento, monsieur - disse Retsu. Inclinou-se sobre ele e começou a limpar a ferida.
- Então sabia que meu amigo ia açoitar Rukia... que na realidade, ia açoitá-la até matá-la?
- Sim, porque a tripulação acreditava que ela tinha matado o capitão. Tratei de dissuadi-la a não fazer-lhe dano, mas ela não quis me escutar. Rukia sempre foi teimosa e decidida, mas nunca tanto quanto hoje.
Ichigo riu e olhou para a jovem desfalecida em sua cama. Depois se voltou para Retsu com o cenho franzido.
- Fale-me dela. Sempre teve este gênio dos infernos? Eu esperaria esse temperamento de uma prostituta ou de alguma criada de pousada, mas nunca de uma dama.
- Ela é uma dama, monsieur - replicou Unohana com indignação - Mas quando era menina careceu do que mais precisava... do amor do pai. Por isso tinha esses ataques de ira e esses ímpetos de desafiar, até que seu pai resolveu enviá-la para um convento. Passou ali a maior parte de sua vida.
- Queriam que fosse freira?
- Não, era uma escola para meninas.
- E o que aprendeu nesse convento.. aprendeu a rezar? - perguntou ele, com humor.
- Sim, aprendeu sobre Deus e sobre coisas relativas a Ele, mas também aprendeu a ler e a escrever, a atender aos enfermos e aos feridos, a ser delicada e carinhosa, a controlar seu...- interrompeu a si mesma, sentindo que era ridículo terminar a frase.
Ichigo riu de leve.
- Ia dizer "seu gênio", não é? Então Rukia não foi boa aluna?
- Foi uma excelente aluna – respondeu Restsu defendendo a Kuchiki - Só que quando sente algo intensamente é incapaz de ver o resto. Mas eu não via isso acontecer desde que ela era uma menina. Só seu pai a deixava nesse estado, mas depois que voltou da escola já sabia controlar suas emoções. Na verdade, monsieur, nunca a vi tão irritada quanto hoje. Rukia é amável e delicada por natureza, como sua mãe. Quando finalmente abandonou a tentativa de ganhar o amor de seu pai, começou a brindar aos demais com seu sorriso.
- Ainda não vi esse sorriso nem essa natureza amável e calma - comentou Ichigo.
- Você sabe o porquê capitão, você a ... você a ...
- Desonrou? Sim, sim já me disseram.
- Não deveria ter tocado nela! - replicou Unohana furiosa. - Não tinha esse direito! Mas já que estava tão decidido a possuí-la teria sido melhor que não a enganasse. Ela aceitou seu destino até saber que o senhor a tinha enganado.
- Só queria evitar ferí-la, madame. Mas, diga-me, ela quer se casar com esse tal conde? Está apaixonada por ele? - perguntou Ichigo.
- Seu pai arranjou o casamento. Rukia não tinha direito a opinar sobre isso, apenas deveria aceitar o que lhe esperava. Quanto ao amor, não pode amar um homem que jamais viu.
- Então ela nem sequer sabe que aparência tem o homem com quem se casará. Poderei entregá-la a um velho com quem ela preferiria não se casar?
- Nada disso, capitão - sorriu Unohana - O conde Ichimaru é jovem e bonito. Eu o vi.
Por alguma razão, isto preocupou Ichigo.
- É suficiente – disse - Preciso de um pouco de tranqüilidade para que esta dor de cabeça passe. Tome conta do barco, Kenpachi. Se precisar, estarei aqui... descansando.
- Descansando? Se quer descansar, será melhor que essa mulher não acorde. - Kenpachi riu de suas próprias palavras e depois levou Retsu para a bodega, onde deveria ter estado desde o princípio.
Se tivesse feito o que Zaraki tinha mandado, nada disto teria acontecido, pensou Ichigo, e Rukia ainda acreditaria em sua mentira. Mas não fazia sentido pensar nisso agora. Ichigo serviu mais vinho em seu copo e fixou o olhar em Rukia. Não demorariam muito para chegar a Saint Martin, provavelmente menos de uma semana, se os ventos fossem favoráveis. Não teria muito tempo para desfrutar desta beleza. Em seus vinte e seis anos de vida jamais tinha conhecido uma mulher tão bela como Rukia Kuchiki, e com um gênio tão terrível.
=============== Fim do Capitulo 8 ===================
