Bom, todos os capítulos vão ser narrados pelo Nico, porque... bom, porque eu amo ele e ele é muito foda ponto. Mas ás vezes pode acontecer de ser narrado por outra pessoa, mas daí eu aviso. Geralmente os capítulos serão postados semanalmente, mas com sorte eu consigo postar antes.
Eu tive que fazer muito esforço para não cair no sono. Espera. Deixe eu começar do começo.
Quíron me pediu para explicar... bem, tudo para a garota. E daí eu pensei que não seria legal ficar com ela ali no meio do acampamento explicando as coisas. É, eu também queria fugir daquele clima de dia dos namorados e coisa e tal. Então eu resolvi levar ela par um lugar mais calmo e tranquilo. E aí nós fomos parar no Mundo Inferior.
Olha, eu não queria levar a garota para o Mundo Inferior. Não mesmo. Eu estava pensando mais em algo tipo uma livraria, ode nós poderpíamos sentar e tomar um café, mas aconteceu o seguinte: quando nós fomos viajar nas sombras, a garota ficou tão assustada, que praticamente pulou nas minhas costas. Até aí nenhum problema, ela não era pesada (leve demais até, mas não se podia exigir uma nutrição completa de quem vivia na rua), mas aí se braço tocou no meu. E então eu senti um sono irresístivel, era quase como se eu tivesse tomado uma grande dose de morfina (já aconteceu, mas eu não gosto de falar sobre isso) ou até pior. Era como se o mundo não importasse mais, desde que eu pudesse dormir. E então eu levei a garota até o lugar mais fácil para mim: O Mundo Inferior. Chegando lá, eu fiz uma coisa que jamais faria em circunstâncias normais: me deitei no chão do lado do rio Estige e dormi.
Mas eu imagino que devo ter dormido meio minuto, pois logo depois eu fui acordado com uma sacudida bem forte.
- Hey, garoto. Garoto das sombras! AcordaaaAAAI!
Essa última parte foi por que eu acordei e assustei a garota, que caiu para trás de bunda no chão.
-Ops, desculpe. E o meu nome é Nico, não Garoto das Sombras.
- Ah. Mals.- Acho que aquele era o jeito dela de pedir desculpas. - Onde nós estamos? Se eu não soubesse que era impossível, diria que aqui é o Inferno.
- Olha... - Aquilo iria ser complicado. - Você já ouviu falar de mitologia grega?
E então eu comecei a explicar tudo para ela. E, por mais incrível que pareça, ela não duvidou de mim em nenhum momento. Acontece que ela já conhecia o pai dela, e sabia que ele não era, bem, comum. E ela já havia lutado com monstros. Só não sabia que eles eram, bem, monstros.
- Eu sabia. Eu disse para todo mundo que aquilo que aconteceu em Nova York ano passado não foi normal. Eu estava certa. Eu estava certa! - Nessa hora ela levantou e gritou para Caronte, que não deu muita atenção (ele já está acostumado com os gritos horripilantes que os mortos dão, um grito desses é nada para ele.) - Mas você ainda não explicou onde nós estamos.
- Eh, lembra a parte da separação dos reinos, em que Zeus ficou com o céu, Poseidon com o mar, e Hades com o mundo Inferior? Então. Estamos no domínio de Hades. - A menina sentou com tudo no chão. Sério, só do momento em que eu a conheci até agora, ela já deve ter caido no chão mais de vinte vezes, e não reclamou de dor nenhuma vez.
- Caramba. - Só que ela não disse "caramba" - Estamos no Mundo Inferior. Não tem perigo de Hades, sei lá... matar a gente?
- Na verdade, - Agora vem a parte em que mais uma pessoa começa a me evitar - eu sou filho de Hades.
A garota nem mudou de expressão, só ficou me olhando. Então eu sentei do lado dela. E então ela falou:
- Isso explica muita coisa. A viagem nas sombras. As roupas pretas. O jeito emo.
- Eu não sou emo! Por que todo mundo acha isso?
- Por onde começar? - Nessa hora eu olhei bem sério para ela. - Brincadeira, brincadeira. É que, sei lá... Você é tão... isolado. As pessoas parecem ter medo de você.
- Acho que ser literalmente o filho do Inferno não é bem um cartaz de "Seja meu amigo", caso você não tenha pensado.
- Hey, calma. Ser filha de Morfeu também não é coisa boa, caso você não tenha visto como seu amigo me tratou lá no Acampamento. - ela respondeu.
- Bom, aquilo foi principalmente por que você pôs Annabeth - "Quem?" - a menina loira, dormir. Como é que você faz aquilo?
Olha, a culpa não foi minha. A pergunta escapou antes que eu pudesse perceber. Quando vi, já tinha falado. Nota mental: Melhorar a comunicação cérebro-boca.
A menina levantou e ficou de costas para mim. Percebi que tinha tocado num assunto delicado.
- Olha, a culpa não é minha, está bem? Eu não sei o que você acha, mas eu não gosto de ver todos a minha volta dormirem ao menor toque, ok? Eu... eu não quero mais falar disso. - E se jogou no chão para se sentar de novo. E então eu me sentei do lado dela.
- Já que você não quer falar disso, que tal um jogo?
- Jogo? Que tipo de jogo? Se for de apostas, já fique sabendo que eu não tenho nenhum dinheiro.
- Não, eu estava pensando mais num jogo de perguntas. Assim, cada um fala um, pouco de si, sem ficar injusto. Topa?
- Topo. Mas, um jogo só é um jogo de verdade se tiver alguma aposta. - Sério, aquele sorrisinho sádico que ela deu me assustou mais do que um exército de lestrigões. - Vamos fazer o seguinte: não importa que pergunta for feita, a pessoa tem que responder. Se ela não responder, ela perde.
- E o que acontece com quem perder? - Meu Zeus, a garota parecia saber o que estava fazendo.
- Se você perder, vai ter que me arranjar uma faca igual a sua espada.
- De Ferro Estígio?
- Isso aí.
- E se eu vencer?
- Escolha sua recompensa.
O que eu poderia querer? Algo que eu não tinha, que só ela poderia me dar... Já sei.
- Se eu vencer, você vai ter que partilhar comigo seu poderes.
- Você sabe fazer isso?
- Claro. - Na verdade, era bem fácil. Criando um elo de empatia forte, os poderes vão junto. E criar um, elo de empatia é fácil. Tipo, olha só o que aocnteceu com o Percy e o Grover.
- Então vamos começar.
E então ela sorriu de um modo bem assustador.
Reviews são legais e fazem bem a saúde.
