Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Adélia, Nora, Anieri e Alana são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.


Boa leitura!


Capitulo 6: Segredos Nórdicos.

I – A Águia de Hoost.

A águia de Hoost é um dos principais animais extintos em todo o planeta. Dotado de uma bela plumagem, é oriundo de países gelados como Nova Zelândia. Infelizmente extinto no século XV, é um predador nato, também conhecido como a maior ave de rapina já descoberta nesse tipo de habitat gelado.

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Era seu dia de folga, mas quem disse que ele estava descansando; ela pensou, assoprando impaciente a franja azulada que caia sobre os olhos. Aproximou-se sorrateiramente das ruínas, vendo ao longe, o belo lobo prateado erguer a cabeça e voltar-se em sua direção.

Levou um dos dedos aos lábios, pedindo que ele fizesse silencio. King pareceu assentir diante de seu pedindo, tornando a repousar a cabeça entre as patas, mantendo-se quieto.

Não muito longe de onde ela estava, o Guerreiro Deus de Ariortes, estava entretido em verificar plantas e mais plantas, refazendo desenhos e croquis. Adélia aproximou-se, erguendo parcialmente a barra da capa pesada que usava, para não fazer barulho. O dia estava realmente frio, não poderia simplesmente se arriscar a pegar um resfriado; ela pensou.

Há muitos anos, aquele lugar onde estava fora a grande mansão da família de Fenrir, porém, devido a trágicos acontecimentos, hoje não passavam de ruínas e fragmentos de lembranças. Após o retorno dos guerreiros deuses, Fenrir resolvera reerguer a mansão e tudo que fora destruído pela região que pertencia a si.

Aproveitando os dias que tinha folga que não estava treinando ou verificando o andamento da guarda do palácio, ele ficava ali, verificando tudo que seria sua prioridade quando resolvesse reerguer de vez a mansão.

Sentado sobre um banco de carvalho, ele folheava plantas, rabiscava algumas coisas em blocos de papeis, completamente imerso em seus pensamentos que não a notou se aproximar.

Colocou as duas mãos delicadamente sobre os olhos dele, impedindo-o de continuar.

-Adivinha quem é? –ela perguntou em tom divertido.

-Uhn! Creio que o King não cresceu tanto assim, nos últimos anos para conseguir me alcançar; Fenrir respondeu, ouviu um resmungo impaciente da jovem e riu. –Adélia. Acertei?

-...; A jovem assentiu, afastando as mãos dos olhos dele. –O que esta fazendo?

-Revisando algumas coisas; Fenrir respondeu, lançando um olhar demorado a jovem, que desviou o olhar, corada.

-Deveria fazer uma pausa, está o dia todo ai; Adélia comentou, apontando as folhas.

-Falta pouco; Fenrir se justificou. – E Não deveria se preocupar tanto comigo, Adélia; ele continuou voltando-se pra ela com um doce sorriso.

Era sempre assim, desde que resolvera reconstruir a antiga casa dos pais, Adélia sempre que podia aparecia para passar um tempo consigo. Apesar de ser uma das jovens que trabalhava no palácio, Hilda parecia não se importar com as saídas furtivas da mesma.

-Como não me preocupar, se eu te deixar sozinho aqui você não se alimenta direito. Vamos logo; a jovem de cabelos azuis, lisos que iam até a altura dos ombros, falou batendo o pé do chão, enquanto uma das mãos jazia apoiada na cintura, denotando sua impaciência.

-Está bem, vou parar, mas não posso me demorar; ele avisou dando-se por vencido ao mirar aquele par de orbes castanhos tão escuros quanto uma noite sem estrelas, não era novidade entre os Guerreiros Deuses que o antigo lobo indomável de Loki, fora finalmente domado pela jovem, porém ela era a única a ainda não saber disso.

Caminharam com calma até encontrarem do outro lado da casa uma espécie de antigo jardim privado, onde ainda jaziam algumas plantas e alguns bancos que não foram destruídos pelo tempo, onde poderiam almoçar com calma.

-Quanto tempo você acha que vai levar para arrumar tudo? -Adélia perguntou com certa curiosidade.

-Não sei! Mas acho que vai levar bastante tempo; Fenrir respondeu deixando que seus orbes corressem por toda a extensão do local. –Mas os rapazes ficaram de me ajudar, então acho que esse tempo vai reduzir um pouco; ele completou.

-Que bom, creio que eles ficariam felizes com isso; ela comentou, apontando para um pequeno relicário que jazia pendendo do pescoço do jovem, com a foto dos pais.

-Espero que sim; Fenrir respondeu com um olhar perdido, porém parou de repente.

-Algum problema? –Adélia perguntou preocupada, vendo a mudança repentina nas feições calmas do jovem.

-Não, acho que foi só impressão a minha; ele respondeu sorrindo tentando despreocupá-la, enquanto voltava suas atenções para o almoço.

-"Estranho, que energia é essa?"; Adélia se perguntou, sabia que Fenrir não iria querer lhe preocupar, mas infelizmente ele não sabia que ela também era capaz de sentir algumas coisas que pessoas comuns não eram.

Balançou a cabeça levemente, tentando espantar as preocupações e voltando todas as atenções para o jovem a sua frente e o almoço que compartilhavam.

II – Garras e Cauda.

Abaixo dos limites que os mortais podem chegar com vida, localiza-se Niflheim, ou como muitos o conhecem. O mundo de Hell, aonde as almas vão após o desencarne.

Caminhou com ar arrogante e passos precisos pelas cavernas cheias de bifurcações e umidade. O cheiro de morte estava incrustado em cada fragmento de pedra e barro que compunham aquele cenário fúnebre, porém não pretendia desistir, não agora que boa parte de seus planos estava caminhando como desejava.

Pela ultima bifurcação que passou, já conseguia sentir aquela energia poderosa emanada pelo guardião daquele mundo. Dentro de sua capa, estalou os dedos de uma das mãos, as longas unhas pareceram tilintar.

Um brilho mortal iluminou-se nos orbes carmesim, que pareciam mais pintados de sangue do que o carmesim em si.

Um grande salão de paredes de ébano ergueu-se a sua frente. Sem ao menos tocar, as portas do palácio de Hell abriram-se.

Dois espectros feitos de ar pareceram querer reter-lhe o caminho, mas num rápido movimento, transformou-os em apenas uma cálida brisa que o deliciou, por não encontrar tantas resistências para chegar ali, como pensou que encontraria.

-QUEM É VOCÊ QUE SE ATREVE A ENTRAR EM MEIO REINO? –uma voz feminina e imponente ecoou por todo o grande salão, fazendo com que algumas paredes tremessem devido à vibração e energia empregadas naquele ato.

A luz cálida emanada por algumas velas pareceu diminuir ainda mais, como se fossem sugadas por aquele ser que acabara de entrar. Aquilo não era um bom sinal, mas quando ela percebesse, já seria tarde de mais.

-Seu tempo neste mundo acabou, Soberana do Mundo dos Mortos; o estranho falou com ar petulante.

Uma rajada de vendo envolveu-o, jogando-o de encontro às portas escarpadas de ébano. Qualquer ser humano comum teria sentido dor ao ter as costas cravadas naquelas farpas, porém ele não era um humano, muito menos comum.

A sua frente mais espectros apareceram, portando lanças e espadas, vestindo armaduras de antigos guerreiros mortos em batalhas, suas faces cadavéricas seriam de gelar a alma, mas como disse, não era alguém que tivesse medo de meros fantoches.

Uma rajada de fogo envolveu os espectros pulverizando-os. Espadas, escudos e armaduras caíram no chão causando um barulho irritante. O estranho franziu o cenho por baixo do capuz da capa negra que vestida, incomodado com o tempo que estava perdendo por causa disso.

-Pagara caro por isso, estranho; Hell falou, aparecendo à frente dele.

Longos cabelos negros que quase tocavam o chão, sendo presos na ponta por um fino fio dourado, orbes carmesim que poderiam trazer o sofrimento eterno a todos que viviam em seu reino. Tinha um ar frio, porém era justa e não admitia contestação perante seus julgamentos.

Ao contrario de outras versões sobre essa deusa, a filha de Loki parecia uma garota comum, da cintura para cima... É claro, pois abaixo de sua cintura, oculta pela longa barra do vestido pesado, a outra metade era como os habitantes de seu reino, sem vida. Ou melhor, um cadáver.

Estava sentada em seu trono, tão carinhosamente conhecido como 'cama do enfermo'. Tinha os orbes cintilando perigosamente, o que não era um bom sinal, se vindo dela.

-Se desejas tanto saber quem será aquele a te banir para o exílio do mundo. Lembre-se bem destas palavras; ele começou.

Retirou a capa. Revelando a imagem de um homem que de fronte tinha os cabelos verdes rebeldes a caírem sobre o ombro. A única coisa a cobrir-lhe o corpo era uma espécie de tanga na cintura, tendo o peito, braços e pernas desnudos, mas nem tudo era muito normal. O braço direito, parecia ter escamas resistentes e esverdeadas, como garras. Garras afiadas.

Mas algo realmente interessante chamou a atenção da Deusa da Morte, algo se moveu para o lado vindo das costas dele, algo realmente estranho.

Uma longa calda, semelhante a dos lagartos, ou dos crocodilos, oriundos da África, mas intimamente um pensamento lhe veio a mente e a palavra 'dragão' ecoou de forma assustadora, fazendo todos os seus sentidos ficarem em alerta.

-Sou aquele que até mesmo os deuses temem e que nada podem fazer contra mim, pois até mesmo seu fim já foi traçado por minhas garras;

Hell pela primeira vez em séculos, pareceu se surpreender. Dando-se conta do verdadeiro perigo da situação. Ergueu-se rapidamente de seu trono. Em suas mãos uma foice prateada surgiu. A lamina brilhou, enquanto seu cosmo incendiava-se.

Mal teve tempo de reagir quando ele estalou as garras e partiu em sua direção. Uma explosão de cosmo surgiu, iluminando momentaneamente todo o salão.

A foice da deusa caiu de encontro ao chão, fazendo a prata ressoar. O estranho estalou novamente as garras, com um sorriso perverso na face. Aos poucos uma estranha couraça que tinha nas costas começou a mudar, dando lugar a pele alva das costas de um humano comum.

-Mais um e poderei reinar absolutamente sobre esses imprestáveis; ele murmurou, fitando-se no reflexo da porta de ébano. O corpo escultural estaria completamente perfeito, se não fosse pela calda de réptil que ainda estava ali e as garras afiadas do braço direito. Faltava pouco... Muito pouco.

Afastou-se novamente, caminhando até onde deixara a capa. Com apenas um estalar de dedos, a mesma envolveu-lhe o corpo. Deixou a passos rápidos o reino dos mortos, sua próxima parada seria outro reino que detinha algo que seria interessante possuir.

III – A Raposa e as Uvas.

A Raposa de Falkland é um dos mais raros animais que já caminharam sobre a terra. Infelizmente nos tempos de hoje ela já não pode ser mais encontrada, pois há tempos atrás entrou em extinção. Sempre fora considerado um animal dócil, embora seja de natureza predatória. Vivia em países gelados e em ilhas isoladas, o que contribuía para seu comportamento calmo.

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Suspirou impaciente, mesmo dando pequenos pulos, ainda não conseguia alcançar aquela parreira. Olhou para todos os lados, estava num lado mais afastado do palácio, onde alguns empregados mantinham uma pequena estufa, não eram todos os tipos de frutas que vingavam na região, mas os que sobreviviam sempre podiam ser encontrados ali. Ninguém parecia estar por perto; a jovem de melenas castanhas pensou.

Deixou o cesto que tinha em mãos sobre o chão e preparou-se para dar um salto sobre o apoio das uvas e conseguir pegá-las com mais facilidade, quando uma voz, deteve-lhe a ação, fazendo seu sangue gelar.

-Algum problema Senhorita?

-"Por Odin, e agora?"; ela pensou, aflita. Imaginando que quem se aproximava poderia muito bem ter deduzido o que ela iria fazer. Engoliu em seco.

-Ahn! Por acaso não se sente bem? –uma mão grande e forte pousou sobre seu ombro com delicadeza.

Nora voltou-se pra trás com cautela. Deparando-se com um dos guerreiros deuses, observando-lhe com preocupação.

-Ah não, esta tudo bem Senhor; ela apressou-se em responder.

-Parecia com problemas; Thor insistiu, vendo-a recuar alguns passos.

-Não, só estava tentando colher algumas uvas; Nora respondeu, indo pegar a cesta, era melhor deixar para fazer aquilo depois, quando tivesse a completa certeza de que estava sozinha.

Thor olhou-a desconfiado, alguma coisa nos orbes violeta daquela jovem, lhe dizia que ela mentia e mentia muito mal por sinal; ele concluiu.

-Então, não vai se importar de eu ajudá-la; ele falou, com um meio sorriso imperceptível ao vê-la tão pálida quanto à neve que jazia fora da estufa.

-N-não precisa se incomodar Senhor; ela respondeu, tentando fazer com que ele desistisse e fosse logo embora.

-Eu insisto; Thor completou, caminhando em direção a jovem que recuou alguns passos, porém, o cavaleiro desviou-se indo até a outra extremidade da estufa, encontrando uma escada, onde poderia usar para subir no engradado onde as uvas estavam penduradas, sem ter maiores problemas.

-"Maldição, como não vi aquela escada ali"; ela pensou, serrando os punhos, frustrada.

Sem ter outra alternativa, continuou silenciosamente a colocar no cesto os cachos de uva que o cavaleiro lhe entregava, porém pouco antes de pegar o ultimo sentiu os pelos da nuca se irisarem.

Voltou-se rapidamente para trás, mas não viu nada. A energia que sentira vinha de longe. Um tremor pareceu lhe atingir, fazendo-a derrubar o cesto no chão, devido às mãos tremulas.

-Algum problema? –Thor perguntou, também incomodado com aquela energia. Desceu rapidamente da escada, vendo-a recolher de forma nervosa os cachos que tombaram de dentro da cesta quando a mesma cairá.

-Não, acho que foi só uma tontura; Nora desconversou, estranhamente, sentindo-se suar frio.

-Deixa que eu ajude; ele falou, vendo-a deixar algumas frutinhas escaparem por entre seus dedos.

-Não pr...; Ele a cortou, tocando-lhe os lábios com a ponta dos dedos.

-Eu sei, mas eu quero; Thor adiantou-se, com um olhar intenso, que não admitia contestação.

A jovem sentiu a face incendiar-se, encararam-se por alguns segundos, quando o cavaleiro simplesmente desviou o olhar, tornando a colocar os cachos na cesta.

Engoliu em seco, não era de sentir-se assim na presença de ninguém, mas nunca alguém lhe tratara assim. Sempre fora acostumada a ser independente. Sem admitir ter a ajuda de quem quer que fosse, por isso não dava margem para as pessoas se aproximarem, porém ele parecia não se importar com suas barreiras e de forma delicada, simplesmente as fez desmoronar.

-Pronto; Nora piscou confusa, ao ouvi-lo murmurar.

-Ahn! Obrigada; ela agradeceu, pegando a cesta e levantando-se.

O guerreiro deus virou-se para dizer-lhe algo, quando a porta da estufa abriu-se.

-NORA; uma voz feminina chamou pela jovem.

-JÁ VOU; Nora falou, virou-se rapidamente para o cavaleiro. –Obrigada mais uma vez Senhor, com licença; ela completou, se afastando.

-Disponha; Thor respondeu, acenando brevemente, porém a jovem já havia se afastado. –"Quem é essa garota?"; ele se perguntou intrigado, não se lembrava de tê-la visto no palácio antes.

Primeiro dois representantes do santuário vinham a Asgard, agora saia para dar uma volta e sentia uma energia estranha na estufa, quando entrara acabara deparando-se com aquela jovem.

Ela tinha uma energia diferente. Não o cosmo que as pessoas comuns possuíam, que identificava se estavam vivas ou não, mas a única coisa que sabia era que a daquela garota era diferente e a outra energia que sentira ao ajudá-la era bem forte e muito hostil.

Respirou fundo, era melhor voltar para o palácio e falar com Hilda, isso não era um bom sinal e essa seria uma boa oportunidade de falar com a jovem sobre algumas coisas que ela vinha lhes ocultando nos últimos três anos; ele pensou.

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Anieri esfregou as mãos uma nas outras querendo aplacar o frio, batia o pé impaciente na frente da estufa. Nora estava demorando e precisava falar com ela urgente;

-Me chamou; Nora falou, fazendo-a dar um pulo.

-Hei; Anieri voltou-se para ela com os orbes serrados de forma perigosa, com a mão sobre o coração devido ao susto.

-Não mandei ficar distraída; a jovem falou, com um sorriso sádico.

-Puff; ela resmungou.

-Então, o que queria? –Nora perguntou, enquanto indicava o caminho do palácio para a jovem.

-Alana mandou chamarmos as outras, temos algumas coisas pra resolver; Anieri respondeu de forma enigmática, olhando discretamente para os lados, para não ser pega de surpresa.

-Você também sentiu, não é? –Nora perguntou, voltando-se pra ela séria.

-...; Anieri assentiu. –Senti meu sangue gelar com aquilo; ela comentou, abraçando-se, enquanto sentia os pelos do braço se eriçarem.

-Fico me perguntando uma coisa; Nora começou, com olhar perdido.

-O que? –Anieri perguntou curiosa.

-Hilda disse quando os guerreiros deuses voltaram, que estávamos em tempos de paz. Que os deuses não voltariam a atacar essa terra, mas a energia que sentimos manifestou-se muito longe, mas ainda sim muito poderosa; ela comentou.

-Depois falamos disso; Anieri falou, cutucando-lhe o braço com o cotovelo, ao notarem a aproximação de um cavaleiro.

-Com licença, Senhoritas; um jovem de cabelos loiros arrepiados falou, aproximando-se com falsa cordialidade, intimamente desconfiado das jovens, sobre o que elas conversavam e mudaram rapidamente de assunto.

-Pois não; Anieri perguntou, encarando-o friamente.

Não gostava daquele cavaleiro, ainda mais por saber que ele fazia parte dos traidores comandados por Durval. Hilda poderia tê-lo aceitado na ordem, mas ela não confiava nem um pouco no distinto.

-A princesa pediu que as Senhoritas arrumassem mais dois lugares na mesa para o casal que chegou pela manhã, creio que eles ficaram até o final do dia; Loki falou, tentando não demonstrar impaciência.

-Não se preocupe Senhor, já vamos fazer isso; Nora adiantou-se, ao ver que Anieri estava para pular no pescoço do cavaleiro, pois só aquele olhar era capaz de retalhá-lo.

-Obrigado; ele falou, numa reverencia respeitosa, afastando-se, sem olhar para trás.

-Detestável; Anieri falou serrando os punhos.

-Calma; Nora falou, segurando-lhe o braço. –Deveria dar um voto de confiança a Loki, se Hilda o aceitou novamente na ordem, é porque ela deve ter um motivo; ela argumentou.

-Não sei, até agora não vi nenhuma atitude desse cara que me prove que ele não é o ordinário que eu vi, lutando contra os cavaleiros de Athena aquela vez; a jovem falou, respirou fundo, tentando não perder completamente a calma.

-Vamos logo, temos que arrumar aquilo logo; Nora falou, não querendo encontrar com mais nenhum cavaleiro pelo resto do dia.

IV – Segredos Nórdicos.

Já passara do meio dia e eles ainda estavam dentro daquela biblioteca tentando encontrar o que tanto procuravam. Ou pelo menos que fizesse Kamus entender o que essa pesquisa tinha a ver com os recentes entalhes no mármore dos pilares de Aquário, que surgiram do nada.

-O que é? –Aishi perguntou apontando para a imagem de um tigre no livro que ele estava vendo.

-Aqui diz que há muito tempo atrás quando os antigos deuses nórdicos habitavam essa terra e o Anel de Andivari foi forjado, Gerda a Deusa da Terra e mãe das Valkirias, exilou-se no seio da terra com as Parcas, prevendo que logo o fim dos deuses chegaria devido a suas visões. Sabendo que agora Fafner, o dragão do anel representava os primeiros passos para o fim; Kamus falou.

-E o que aconteceu? –Aishi perguntou, interessada.

-Essa parte é meio estranha, bem eu acho; Kamus falou com o cenho franzido.

-Uhn; Aishi ela murmurou, olhando atentamente para o desenho.

-Com licença; alguém falou, abrindo uma frestinha na porta.

-Fecha o livro; Aishi falou, mentalmente para Kamus que o fez de maneira discreta. –Sim;

-A Srta Hilda gostaria de convidá-los para almoçarem; o guerreiro deus de Dohb falou.

-Obrigada, nós aceitamos sim; Aishi respondeu prontamente.

-Daqui a meia hora o almoço será servido; Siegfried avisou.

-...; Aishi e Kamus assentiram, viram o cavaleiro fechar a porta, afastando-se.

-Ma petit; Kamus falou num sussurro.

-...; Aishi assentiu com ar sério. –Eles ainda estão nos vigiando, mas vamos terminar de ver logo isso, antes de sairmos;

-Está certo; Kamus concordou.

Continua...