Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Alana, Mia, Aishi e Leda são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
Boa Leitura!
Capitulo 8: Pelo Que Lutar.
I – Um Almoço e Tanto.
Todos já haviam se reunido para o almoço, entre eles Aishi e Kamus, que se sentaram próximo a Flér e um dos guerreiros deuses. Apenas Alberich era o único a não estar presente ali.
Kamus sentiu-se incomodado com os olhares nada discretos de um certo cavaleiro sobre Aishi, mantendo-se ao lado da jovem o tempo todo, lançou um olhar de soslaio ao cavaleiro, fazendo-o engolir em seco.
-Aishi, Hyoga nos contou que vocês ficaram noivos, já pretendem marcar a data do casamento? –Flér perguntou, sem notar a pequena tensão do ambiente.
-Ainda não; Aishi respondeu sorrindo, trocando um olhar apaixonado com Kamus, que lhe segurava delicadamente a mão que havia a aliança, deixando-a bem amostra para quem desejasse ver.
-Temos algumas coisas para resolver antes; Kamus completou de forma enigmática. –Então, preferimos esperar um pouco;
-Mas já é meio caminho andado; Siegfried brincou, inocentemente dando uma indireta a uma certa jovem.
-Com licença Senhorita Hilda; Leda falou, entrando na sala de jantar, sendo acompanhada pelo atento olhar de um guerreiro deus. Revirou os olhos discretamente, voltando-se para a princesa.
-Pois não?
-Podemos servir? –a jovem perguntou, limitando-se apenas a dirigir-se à ela.
-Podem sim, por favor;
-...; Leda assentiu, afastando-se em seguida.
-Mas Aishi, e o Hyoga, já se resolveu? –Flér perguntou, rindo. Lembrando-se sobre o que conversara com o cavaleiro e ele mencionar um pequeno impasse quanto ao relacionamento dele com Eiri.
-Cof! Cof! Cof! –Haguen engasgou.
-Haguen, esta tudo bem? – Siegfried perguntou, enquanto os outros tentavam não rir pelo fato dele estar mais vermelho do que a armadura de Mime.
-Estou sim; ele falou, levando um guardanapo aos lábios.
-Hyoga assumiu a coordenação das instituições beneficentes relacionadas à fundação, possivelmente ele e Eiri se casem no próximo semestre; Kamus respondeu, calmamente.
-Ainda bem; Haguen murmurou.
Kamus voltou-se para o cavaleiro com um olhar curioso. Arqueou a sobrancelha, ao notar que ele parecia aliviado demais.
-Ahn! E ele não pretende voltar a viver na Sibéria? –Haguen desconversou, notando que todos os olhares estavam voltados para si.
-Ele não comentou nada comigo; Aishi comentou, com ar pensativo. –Ele falou algo com você amor? –ela perguntou, voltando-se para Kamus.
-Ainda não; Kamus respondeu, sem entender o porque da pergunta.
Todos voltaram-se para o guerreiro deus com um olhar curioso, quando o mesmo pareceu encolher-se na cadeira.
II – A Quem Proteger.
-Lembrança-
-Alberich, onde estava querido? –a jovem Senhora perguntou, preocupada correu até ele com uma toalha e uma coberta entre as mãos.
-Acabei caindo, por isso demorei; ele respondeu, omitindo o fato de que quase morrera afogado.
-Venha sentar na frente da lareira; ela falou, puxando-o ate lá.
Sentou-se na frente da lareira, segurando fortemente a coberta em volta de si. Viu a mãe sentar-se em uma cadeira de balanço voltando a tricotar, porém vez ou outra parava observando como ele estava.
-Mãe; o garotinho chamou, depois de alguns minutos de silencio.
-Sim;
-Você já viu um tigre branco? –ele perguntou inocentemente.
-...; A mãe parou o que fazia, olhando-o indecifravelmente. –O que você sabe sobre isso? –ela perguntou, com os orbes serrados.
-Eu só queria saber se viu; ele sussurrou assustado, com os olhos marejados ao ver que a mãe parecia irritada.
-Tudo bem querido, me desculpe; ela falou, sentando-se ao lado dele e puxando-o para seu colo. –Alberich, me prometa uma coisa; a senhora falou, afagando-lhe as melenas.
-O que? –ele perguntou, aconchegando-se entre o calor dos braços maternos.
-Que não vai contar a ninguém que o viu; ela completou.
-Mas...; Ele tentou contestar, porém diante do olhar da mãe não completou o que iria falar.
-Por favor;
-Tudo bem, mãe; Alberich falou, dando-se por vencido. –Mas porque?
-Quando você tiver idade para entender, eu lhe explicarei; ela falou de forma enigmática, enquanto afagava-lhe as melenas.
-Fim da Lembrança-
Remexeu-se na cama novamente, cairá em um sono pesado, sabe-se lá o que havia naquela sopa que Flér lhe trouxera, mas toda vez que tentava se levantar caia novamente em um sono profundo.
-Sonho-
Novamente se via caminhando próximo daquele lago de gelo, porém agora as coisas eram diferentes, era verão e por mais que estivesse habituado a ver apenas gelo, toda a volta do lago estava sem gelo. Com arvores, belas flores e muito verde enfeitando o local, as águas cristalinas brilhavam com o sol. Onde estaria, pois ali definitivamente não era Asgard; ele pensou.
Deparou-se com uma bela visão, lembrou-se que já sonhara com ela antes. Os longos cabelos dourados, caindo em fartos cachos sobre os ombros. Os orbes com um ar perdido, mantinha-se sentada na beira do lago, os pés balançavam de forma delicada sobre a água, enquanto o vestido, levemente erguido até os joelhos, estava preso entre as mãos para que não molhasse.
Observou-a atentamente, com medo de aproximar-se e acordar, sabendo que novamente fora apenas um sonho. Olhou-a demoradamente, a jovem virou-se em sua direção como se tivesse sentido sua presença.
Alberich piscou confuso, ao ver tudo a sua volta tornar-se branco e a jovem simplesmente desaparecer. Estranhamente em seu lugar, uma jovem de longos cabelos castanhos e orbes de mesma cor estava. Era estranho, o que estava acontecendo? –ele se perguntou confuso.
-Proteja-a; uma voz pareceu lhe sussurrar.
-Quem? –ele perguntou, olhando para os lados.
-Proteja-a; novamente a voz ecoou por toda à parte.
Tudo a sua volta começou a ficar escuro e sua visão turvou-se, sentiu como se estivesse caindo dentro de um buraco escuro, deparou-se com a imagem das placas de gelo desprendendo-se da cachoeira caindo em cima de si, um pequeno colar dourado brilhou em suas mãos e tudo ficou escuro.
-Fim do Sonho-
Levantou-se da cama em um pulo, respirando com dificuldade. Ainda estava em seu quarto; Alberich pensou, suspirando aliviado. Era melhor sair dali, ficar de molho trancado, não estava lhe fazendo bem; ele pensou, ignorando as ultimas recomendações de FLér sobre fazer repouso e descansar.
III – Partidas.
-Espero que tenham achado aquilo que procuravam; Hilda falou, com ar sereno.
-Achamos sim, obrigada por nos permitir usar a biblioteca; Kamus agradeceu, numa respeitosa reverencia. Ainda lançando um olhar retalhador de gelar o inferno a um dos guerreiros que se escondeu atrás do irmão.
Tivera tempo suficiente para descobrir que Mime estava certo. Shido poderia ter derrotado um cavaleiro de ouro com sua ajuda. Agora aquele sozinho poderia fazer muito estrago sem ao menos se cansar. Ele exalava um cosmo frio que congelava o que tocasse, nenhum deles era capaz disso, mesmo vivendo anos naquela terra; Bado pensou, engolindo em seco.
-Estejam convidados a retornarem aqui numa próxima oportunidade; Hilda falou amavelmente. –Mandem lembranças a Athena;
-Muito obrigada Hilda e nos desculpe qualquer incomodo; Aishi falou. –Agora temos que ir;
-Que os deuses os acompanhem; ela falou.
-A vocês também; eles responderam desaparecendo em seguida.
-Hilda, quem são eles realmente? –Haguen perguntou, aproximando-se dela.
-Vocês já ouviram falar da Deusa Harmonia? –ela perguntou, voltando-se para os cavaleiros.
-Filha de Ares e Afrodite. Respectivos deuses gregos da Guerra e do Amor; Alberich respondeu, chamando a atenção dos demais, ao aproximar-se, vindo sabe-se lá de onde.
-A cerca de três anos Harmonia trocou sua imortalidade para devolver a vida a todos os cavaleiros que morreram fora do tempo, devido alguma intervenção divina; Hilda explicou.
-E o que tem isso? –Fenrir perguntou, sem entender aonde ela queria chegar ao mencionar sobre tais deuses gregos.
-Você não esta querendo dizer que ela? –Bado perguntou espantado, agora entendo porque o noivo da jovem quase lhe prendera num esquife de gelo. Hilda assentiu.
-Aquela jovem quando ainda era imortal chamava-se Harmonia e é por causa dela que vocês estão vivos; Hilda respondeu com um olhar pacifico.
-O QUE? –eles gritaram.
-Vamos entrar que vou lhes contar o que realmente aconteceu;
-...; Todos assentiram, seguindo-na para dentro.
IV – Um Visitante Inesperado.
O cavalo negro trotava a passadas velozes pelo chão arenoso, seu coração disparava e sua respiração estava completamente descompassada, mas pela pressa que tinha não pensava em parar antes de atingir seu destino. Precisava chegar logo ao santuário antes do cair da noite; ele pensou.
Os longos cabelos dourados esvoaçavam com o vento mesmo presos num baixo rabo de cavalo, por um fino fio dourado. Os orbes violeta cintilaram em expectativa.
Ao longe já podia avistar os templos erguendo-se ao pé da montanha. Aproximou-se com mais calma, parando de vez o cavalo e desmontando. Caminhou alguns passos, aproximando-se da entrada para os templos, segurando as rédeas com uma das mãos.
-Quem é você, estranho? –uma voz feminina chegou a seus ouvidos, detendo-lhe o caminho.
Virou-se na direção da voz, deparando-se com uma jovem de cabelos verdes e orbes azuis.
-"Uma amazona"; ele pensou. –Freyr; o Deus do Amor respondeu, com um olhar sereno.
-...; Shina arqueou a sobrancelha incrédula, será que Eros estava andando pelo santuário de novo se fazendo passar por Freyr? –ela pensou.
-Algum problema Senhorita? –ele perguntou pausadamente, achando estranho a reação dela.
-Ahn! Esta procurando por alguém? –ela perguntou cautelosa, tentando saber quais eram as intenções de Eros por se fazer passar por outra divindade.
-Gostaria de falar com Harmonia, é importante; Freyr respondeu.
-Deixe disso Eros, essa de se fazer passar por Deus Nórdico não cola mais; a amazona falou, convencendo-se imediatamente de que aquele era realmente Eros.
-Como? –Freyr perguntou, arqueando a sobrancelha.
-Alem do mais, você sabe que Aishi foi hoje cedo pra Asgard; ela continuou.
-Creio que não estamos falando da mesma pessoa Srta; Freyr falou cauteloso, sem entender o que Eros tinha a ver com isso. –E quem é Aishi?
-Você esta começando a me irritar se fazendo de desentendido; Shina ralhou. –Aposto que está entediado e resolveu andar pelo santuário de novo, mas se você andou flechando alguém, Aishi te mata. Já basta a confusão que você armou com o Leo da ultima vez; ela completou, com ar displicente.
-Oi Shina, sabe se a mana já voltou de Asgard? –a voz bem humorada de Eros soou atrás da amazona.
Shina voltou-se para trás, deparando-se com um Eros completamente despreocupado com a vida, andando calmamente até ela. Voltou-se para o distinto a sua frente, engolindo em seco. Aquele realmente era o Freyr; ela pensou.
-Freyr, ta fazendo o que aqui? –Eros perguntou, ao notar quem era que conversava com a amazona.
-Acho que devo lhe fazer a mesma pergunta; ele rebateu, vendo que a amazona não sabia o que dizer.
-Me desculpe, pensei que você fosse ele; ela falou sem graça, apontando para Eros.
-Não se preocupe Senhorita, tenho uma leve idéia do porque disso; Freyr respondeu, voltando-se para Eros que sorria sem graça. –Se fazendo passar por mim de novo, não é?
-Detalhes; Eros respondeu, gesticulando displicentemente. –Mas o que lhe trás aqui? E Freya, não veio junto? –ele perguntou, olhando para os lados, procurando pela deusa.
-É por isso que vim aqui; Freyr respondeu, com um olhar vago. –Preciso falar com Harmonia;
-Ah! Ela esta em Asgard. Não sei como não encontrou com ela; Eros comentou.
-Bem, eu estou vindo de outro lugar, acho que nos desencontramos então; Freyr falou com ar pensativo. –Mas quem é Aishi?
-Longa historia; a amazona e o deus falaram juntos.
-Ahn! Se me dão licença, tenho de ir para arena; a amazona falou se afastando. –Freyr me desculpe mais uma vez, não era a intenção tratá-lo daquela forma, mas sabe, Eros andou aprontado algumas da ultima vez; ela completou.
-Não tem problema, tenho uma leve idéia do que ele andou aprontando; o jovem respondeu com um doce sorriso.
-Freyr porque não vem com a gente, eu estava indo pra lá também; Eros sugeriu.
-Se não se importarem; ele respondeu, vendo os dois lhe esperarem.
-Vamos então; a amazona falou, começando a caminhar. O jovem amarrou em uma arvore não muito longe de onde estava, as rédeas do cavalo, seguindo com os dois.
-Mas e ai, como andam as coisas em Asgard, Freyr? –Eros perguntou, caminhando ao lado de Shina, enquanto Freyr permanecia do outro lado da amazona.
-Os deuses nórdicos não estão mais em guerra e duvido muito que isso venha a acontecer; Freyr respondeu, ficando sério de repente. –Mas tenho minhas duvidas quanto aos outros.
-Gigantes? –Shina perguntou, vendo-o assentir.
-Eles não seguem as mesmas regras que nós, por isso não duvido que eles tentem alguma coisa;
-Estranho, sabe que hoje mesmo senti uma energia estranha vinda daqueles lados; Eros comentou, pensativo.
-...; Freyr assentiu. –É um dos motivos de ter vindo aqui. Tenho certeza de que Harmonia foi a ultima pessoa a falar com Freya antes da batalha dos deuses. E tenho algumas coisas para perguntar a ela; ele completou com ar sério.
Do outro lado da arena, Shura, Aiolia e Aldebaran treinavam, mas pararam vendo a amazona de Cobra entrar na arena acompanhada de dois homens loiros, um deles era Eros, que eles reconheceram de imediato, mas a presença do outro, deixou o capricorniano um tanto quanto inquieto.
-Quem será? –Shura perguntou, enquanto levava uma garrafa de água aos lábios.
-Não parece ser daqui? –Aiolia comentou, observando-os intrigado.
-Estranho; Aldebaran murmurou pensativo.
-o-o-o-o-
Aproximava-se a passos rápidos do Coliseu, sentindo uma conhecida cosmo energia manifestar-se. Aumentou os passos querendo chegar mais rápido à arena.
-"Freyr"; Mia pensou, ao ver o Deus Nórdico sentado na arquibancada conversando com o irmão de Aishi e Shina. –"O que ele esta fazendo aqui?"; ela se perguntou, aproximando-se.
-Eu revirei os nove mundos de ponta cabeça, mas ela simplesmente sumiu; Freyr falou, mas parou vendo uma jovem de cabelos negros, que caiam sobre os ombros aproximar-se. –Mia;
-Oi; ela falou, sorrindo.
Eros e Shina voltaram-se para os dois curiosos. Eles se conheciam? –o pensamentos foi unânime.
-Como vai? –a jovem perguntou, estendendo-lhe a mão.
-Bem, e você? –ele perguntou, tomando-lhe a mão, numa reverencia respeitável, depositando um beijo ali.
-...; Mia assentiu.
-Ahn! É melhor irmos; Shina falou, levantando-se discretamente e puxando o geminiano para longe dali.
-Mas...; Eros tentou contestar. Estava realmente curioso para saber desde quando o amigo conhecia a amazona, mas Shina o segurou pela gola da camisa, o arrastando literalmente para longe dos dois, o impossibilitando de ouvir a conversa; -Shina, ta me sufocando; ele falou, ficando vermelho.
-Se não fosse um curioso, não precisaria disso; ela rebateu, nem um pouco incomodada com a reação da divindade, lançou um olhar de soslaio para trás, notando que estavam a uma distancia razoável dos dois, para poder soltá-lo. –Se você tentar ouvir a conversa dos dois, prepare-se para ter sérios problemas; Shina completou, lançando-lhe um olhar entrecortado, que fez Eros encolher-se e assentir.
-o-o-o-o-
-Pensei que estivesse em Asgard; Freyr comentou, tornando a sentar-se.
-Resolvi me mudar para cá quando minha madrinha morreu; ela respondeu, com um brilho triste no olhar.
Lembrou-se da época que vivia em um modesto vilarejo na fronteira entre a Sibéria e Asgard com sua madrinha, uma senhora já de idade, porém que cuidara de si como uma filha e ainda por cima, treinara-lhe como amazona, mesmo sabendo que algumas regras um pouco antiquadas de Asgard recriminavam as mulheres que escolhiam esse caminho. Bater de frente com os costumes primitivos, provando serem tão capazes quanto os guerreiros deuses.
-Lilian morreu? –ele perguntou surpreso.
Conhecera Lílian quando ainda era uma garotinha, que não tinha mais de seis anos, porém cuja determinação sobrepujava a de qualquer adulto. Tornara-se uma grande amazona, mas exercendo tal atividade apenas nos bastidores das batalhas a pedido da própria Freya, que quando resolvera trazer de volta as Valkirias para proteger a Terra Média.
Sabia que as mesmas poderiam ter problemas com algumas pessoas que faziam parte de um partido repressor do lugar, por isso mantinham-se incógnitas e Lílian ao lado de Alana formavam uma dupla e tanto quando Asgard mais precisou; ele pensou.
-...; Mia assentiu. –Diferente de você, ela não era imortal; ela completou, com um sorriso triste.
-Entendo; ele falou, compreensivo. –Como esta vivendo aqui?
A muito não encontrava com a jovem, alias, foram poucas as vezes que a vira, quem mais tinha contato com ela era Freya, porém Mia ainda era apenas um bebe quando perdera os pais e Lílian passou a cuidar dela, essa fora a primeira vez que encontrara a garota, da outra vez que a vira, um pouco mais velha, estava acompanhado de Freya que resolvera fazer uma visita a Valkiria e conhecer a criança que com seus seis anos, já entrava na idéia certa para começar os treinamentos. Depois disso, foram muito raras às vezes que a vira.
-Bem; Mia respondeu com simplicidade. –Não pelo sol, mas gosto de viver aqui; ela completou, sorrindo.
-...; Freyr assentiu, entendo o que ela queria dizer. Não era fácil a vida em Asgard por muitos fatores, mas sentia-se feliz por ver que ela estava bem e sabia que possivelmente Freya se sentiria assim se estivesse ali.
-Mas e a Senhorita Freya, veio com você a Atenas? –ela perguntou, notando que a irmã gêmea do jovem, não estava presente.
-Freya sumiu do mapa Mia; Freyr respondeu vendo-a sentar-se a seu lado. –Não faço idéia de onde ela esteja. Não consigo sentir seu cosmo nem sua presença.
-Como? –ela perguntou surpresa.
-Isso mesmo. Tem alguma coisa estranha acontecendo em Asgard, tenho medo que ela se machuque por estar sozinha. Preciso encontrá-la o mais rápido possível, por isso vim aqui falar com Harmonia, elas eram amigas, talvez ela saiba onde Freya esteja ou algo que possa me ajudar a encontrá-la;
-Aishi? –Mia perguntou, surpresa por ver que uma ligação aparentemente desconhecida entre ambas às deusas.
-Quem? –Freyr perguntou, Eros e a amazona falaram o mesmo nome, mas ainda não sabia quem era.
-Harmonia, depois que se tornou mortal. Esta vivendo no santuário com o nome de Aishi; Mia esclareceu.
-Ah sim, Eros falou esse nome, mas não me explicou que era da mesma pessoa; ele falou, sorrindo.
-Quanto tempo pretende ficar em Atenas? –Mia perguntou, curiosa.
-Só até Harmonia chegar. Não posso ficar muito tempo longe de Asgard; ele respondeu. –Não com as coisas acontecendo sem que possamos impedir, ou ao menos, saber contra que estamos lutando realmente;
-Entendo; ela murmurou, com ar pensativo.
Uma energia hostil manifestara-se em Asgard e isso não era um bom sinal, não quando aparentemente deveriam estar em paz como os deuses gregos; ela pensou, inquieta.
Continua...
