Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Anieri, Nora, Leda e Sisi são criações únicas e exclusivas minhas, para essa saga.
Boa leitura!
Capitulo 13: Apenas Feche os Olhos e Confie.
I – Mensageiro.
Desceu as escadas a passos rápidos, olhou atentamente para o hall de entrada do palácio e notou que não havia ninguém, fechou melhor o sobretudo para manter-se aquecido, notando que lá fora ventava muito forte para sair desprotegido.
-Mime; Urs chamou, aparecendo no hall e vendo-o pronto para sair.
-Sim; ele falou, virando-se na direção do guerreiro deus.
-Um mensageiro trouxe isso e pediu que entregasse para você, como não te achei antes, só deu pra entregar agora; ele falou, estendendo-lhe um bilhete.
-Obrigado; Mime agradeceu.
-Vai sair? –Urs perguntou, curioso.
-Vou dar uma passada na vila; ele falou, dando a entender que não falaria mais do que isso.
-Ta certo, tome cuidado, parece que vem tempestade por ai; o cavaleiro falou, acenando e se afastando.
-Pode deixar; Mime murmurou como resposta, abrindo rapidamente o envelope que tinha em mãos. –"Uhn! Ótimo"; ele pensou, ao ler o conteúdo da carta, guardou-a rapidamente em um dos bolsos internos do sobretudo e saiu.
-o-o-o-o-
-Isso é muito suspeito; Nora murmurou, enquanto ela, Anieri e Leda viam o cavaleiro se afastar.
-O que será que ele vai fazer? –Leda perguntou, curiosa.
-Não sei, mas é melhor prevenir; Anieri falou, indo atrás.
-Aonde ela vai? –Leda perguntou, piscando confusa, ao ver a jovem sair em disparada.
-Vai entender; Nora resmungou. –Vamos continuar a fazer nossas coisas, se for algo importante, Anieri avisa;
-Se você diz; Leda deu de ombros.
II – Voltando pra casa.
Grécia/ Santuário de Athena...
Aproximou-se parando em frente ao primeiro templo, não fazia tanto tempo assim, mas sentia falta daquele calor familiar que só a Grécia lhe proporcionava; Anteros pensou, subindo as escadas.
-Mú. Celina. Como vão? –ele perguntou, ao se deparar com os dois arianos conversando em frente ao primeiro templo.
-Bem; eles responderam, calmamente.
-Ahn! Poderia passar por seu templo, Mú? –Anteros perguntou, hesitante.
-Claro, fica a vontade; ele falou, dando-lhe passagem.
Com um menear de cabeça ele passou, pretendia ir a Aquário primeiro, conversar com o cunhado e a irmã; ele pensou, subindo as escadarias.
-o-o-o-o-
-Mana, nenhuma noticia de Freya ainda? –Eros perguntou, acomodando-se melhor no sofá, da sala do templo de Aquário.
Ele, Kamus e Aishi estavam a um bom tempo conversando sobre isso. Não fazia muito que Freyr partira, embora Aishi já houvesse tomado algumas providencias, para obter algum tipo de informação a respeito, pareciam andar ainda as cegas, sem saber por onde procurar.
-Anteros voltou; ela falou sorrindo, ignorando a pergunta do irmão.
-Uhn? –os dois murmuraram, voltando-se para ela. Um toque de leve chamou a atenção dos três.
-Deixa que eu vou; Eros falou, levantando-se e indo até a porta.
-Há quanto tempo, irmãozinho? –Anteros falou sorrindo.
-...; Eros assentiu, abraçando-o.
A um bom tempo que não se falavam, desde o casamento de Ariel, que Anteros partira logo em seguida para Asgard. Bem que tentara ir junto, mas depois do belo puxão de orelhas que recebera de Psique e do pai, desistiu completamente, devido aos argumentos indiscutíveis dos dois, sobre esse ser um momento que o irmão deveria viver, sem ninguém de mente 'deturpada' para influenciá-lo, procurou ignorar a ultima parte, embora houvesse desistido da idéia de ir junto; ele pensou.
-Entre, Aishi acabou de dizer que você havia chegado; Eros comentou. –E pode ir se preparando, quero saber tudo o que aconteceu; ele completou, com um sorriso maroto.
Ah se ele soubesse, pelo menos metade das coisas que aconteceram; Anteros pensou assentindo, enquanto o acompanhava para dentro do templo.
III – Surpresas.
Não precisou de muito tempo para chegar a Nidavellir as montanhas dos anões. Ainda mais depois de passar pelo estábulo, pegando emprestado com Sisi um dos cavalos. Parou um momento olhando o caminho que fizera, era estranho, mas sentia que estava sendo seguido.
-Quem é você? –alguém perguntou, aproximando-se.
O cavalo relinchou, ameaçando empinar, porém segurou firme as rédeas, passando os dedos delicadamente pela crina do animal, sentiu-o acalmar-se.
-Mime de Benetnash; o guerreiro deus respondeu, vendo que entre as arvores, vários homenzinhos surgiam trazendo nas mãos martelos, foices e machados por precaução, diante da presença do estranho.
-Abaixem as armas; um deles falou, tomando a frente do grupo, provavelmente deveria ser o líder; -O que o trás a estas terras, cavaleiro?
-Estou procurando por um amigo, não sei se conhece, ele se chama Nandor; Mime falou, lançando um olhar de soslaio para trás, aquela sensação estava aumentando e isso não queria dizer uma coisa boa.
-Avari o que esta acontecendo aqui? –um anão de longos cabelos e barba vermelha perguntou, aparecendo entre as arvores, usando um avental completamente preto pela fuligem das forjas.
-Conhece esse cavaleiro, Nandor? –o anão perguntou, voltando-se para ele.
Nandor fitou o cavaleiro atentamente, voltando-se para o outro respondeu...
-Claro que sim, é Mime filho de Folken; ele falou, vendo alguns sussurrarem entre si. –Desça daí garoto e venha tomar uma boa caneca de cerveja conosco e nos contar as novas sobre Midgard e Asgard; ele completou.
Com um meio sorriso de satisfação nos lábios, Mime desceu do cavalo, deixando-o amarrado numa arvore, enquanto seguia com Nandor e Avari para dentro da caverna, enquanto os outros anões simplesmente voltavam a seus afazeres.
As mesas eram baixas e as cadeiras pequenas para sua estatura; ele pensou, com um olhar curioso para os moveis pequenos que faziam parte da entrada da caverna, sendo que mais ao interior estavam as forjas e minas de onde eles extraiam o ouro e outros minerais, para confeccionarem jóias e outros artefatos.
-Eu sei, a ultima vez que você viu algo do tipo, foi há muito tempo não; Nandor comentou, vendo-o completamente imerso em pensamentos.
-...; Mime assentiu, lembrando-se que estivera ali há muitos anos atrás, quando era muito pequeno e o próprio Folken lhe levara para conhecer a terra dos anões, dizendo que não existia nada melhor do que manter a política da boa vizinhança entre aliados antigos, para que com o surgimento de novos problemas, sempre tivesse a quem recorrer. E ele como sempre, estava certo.
-Mas então, o que nos conta de novo sobre aquelas paragens? –o anão perguntou, enquanto Avari voltava para perto da mesa que eles estavam, com duas canecas de cerveja.
-Não nos acompanha? –Mime perguntou, surpreso ao ver o anão se retirar.
-Numa próxima vez garoto, hoje tenho muitas coisas pra fazer; ele respondeu, com um sorriso amigável, pouco típico dos anões que eram sempre tão sérios e centrados.
-Então? –Nandor insistiu.
-Ignorando alguns por menores, tudo anda bem; ele respondeu de forma vaga.
-Uhn! Você não sabe mentir garoto, vamos me diga, o que lhe preocupa a ponto de vir até aqui? –ele perguntou, de forma enigmática.
-Sei que você e meu... Pai; Mime falou, fazendo uma pausa forçada. –Sempre foram bons amigos e ele me disse que poderia contar com seu apoio se precisasse; ele falou.
-...; Nandor assentiu. –O que deseja de mim?
-Bem...; Ele começou.
-AHHHHHHHHHHHHHHHH! – um grito feminino chegou a seus ouvidos.
Sem responder a pergunta de Nandor, levantou-se correndo, reconhecia aquela voz, só não acreditava na loucura que ela cometera ao lhe seguir até ali, ignorando o fato de que existiam mais anões naquela floresta do que arvores e a vigilância era constante; ele pensou. Com um olhar curioso, Nandor o acompanhou até a entrada da caverna.
-Soltem-na; Mime mandou, ao ver um grupo de anões tentando segurar a jovem de melenas verdes, que simplesmente não conseguia reagir, tamanha era a sua surpresa.
-Senhor, a pegamos invadindo nossas terras; um deles falou.
-Soltem-na, ela esta comigo; ele repetiu, os anões voltaram-se surpresos para ele, porém não pareciam querer soltá-la.
Elevou seu cosmo perigosamente, fazendo-os recuar ao ver a aura avermelhada envolver o corpo do cavaleiro e o cavalo não muito longe de onde estavam relinchar assustado, devido a mudança de energias no ambiente.
Os anões continuaram desconfiados, com a presença pouco comum de uma mulher por aqueles lados, uma mulher que não fosse anã, era sempre uma novidade, porém, aquela não era uma mulher comum e se meter com ela, era o mesmo que desafiar a morte, o que não era muito diferente do que o cavaleiro lhes daria, se algum deles ousasse tocá-la.
Aproximou-se da jovem que recuou um passo assustada, viu-a piscar e fazer os olhos entrarem em foco, porém ainda notou o brilho assustado que eles transmitiam. Não pretendia procurar por respostas, muito menos desejava saber agora, o que lhe impulsionara a puxá-la para os seus braços, como se isso fosse a única forma de acalmá-la e protegê-la.
-Calma, vai ficar tudo bem; ele sussurrou, ouvindo um baixo soluço de Anieri, enquanto a mesma aninhava-se entre seus braços.
-Mime, poderia me explicar o que essa mulher faz aqui? –Nandor perguntou, dispensando os outros anões.
-Era parte do que eu tinha a lhe falar; ele respondeu, voltando-se para o anão, sentindo a jovem segurar-se firmemente sobre o sobretudo, impedindo-o de se afastar.
-Vamos entrar, é melhor conversarmos lá dentro; ele falou, vendo o cavaleiro assentir.
-Vamos; Mime sussurrou para a jovem, puxando-a consigo, porque ela ainda relutava em entrar. –Vai ficar tudo bem; ele completou.
-o-o-o-o-
-Uhn! Vamos ver, você vem até aqui, uma mulher vem com você, o que mais falta acontecer? –Nandor perguntou, sentando-se em uma cadeira, indicando outras duas ao casal.
-Preciso que você crie uma armadura; Mime falou, limitando-se a apenas isso, não poderia dar explicações agora. Ainda mais com seus planos sabotados pela presença de Anieri ali, precisava proceder de outra forma agora.
-Armadura? –Nandor perguntou, surpreso com o pedido.
-...; Mime assentiu, retirou de dentro do casaco um envelope pequeno de cor parda, colocando-a sobre a mesa e empurrando na direção do anão.
Por baixo da mesa, sua mão procurou pela da jovem. Com os dedos entrelaçados uns nos outros sentiu-a estremecer, provavelmente ainda devido ao susto; ele concluiu, já que Anieri não emitia som algum.
-Uhn! Interessante; o anão murmurou. –Mas pensei que você já tivesse uma armadura; ele comentou, tentando desviar as atenções, devido ao próprio conteúdo da carta.
-Eu tenho, Anieri não; ele respondeu numa calma assustadora, ignorando a jovem que apertou desesperada sua mão, tentando chamar-lhe a atenção em busca de alguma resposta.
-Uhn! Entendo; o anão falou com um meio sorriso. –Você sabe garoto, que não fazemos esse tipo de coisa;
-Como? –Mime perguntou, arqueando a sobrancelha.
-Armaduras como presente de casamento; ele completou, com um sorriso maroto.
-Ah não, não é pra isso; o cavaleiro adiantou-se, com a face levemente rosada.
-Mas vocês são um casal, não? –Nandor perguntou, com um sorriso sugestivo.
-Não; os dois responderam prontamente.
-Ah, então a senhorita fala; Nandor brincou, vendo-a enrubescer. –Não se preocupe, é normal esse tipo de reação quando um humano vê um anão pela primeira vez; ele falou, como se não fosse a primeira vez que isso acontecia. –Mas voltando ao assunto da armadura, não sei quando vou poder fazer isso;
-Apenas peço que tente; Mime insistiu.
-Está bem garoto, volte daqui dez dias; o anão falou, dando-se por vencido, devido ao conteúdo da carta, agora simplesmente sua consciência se recusava a permitir que ele não atendesse o pedido do jovem.
-É muito tempo; o cavaleiro falou.
-De quanto tempo precisa, então?
-No máximo cinco;
-Mas é pouco? –Sindar falou surpreso.
-É o único tempo que dispomos; ele respondeu.
-...; Nandor assentiu. –Que seja, pelas velhas amizades então; ele completou, com um meio sorriso, enquanto se levantava. –Aproveite e tire as medidas da jovem, enquanto vou ver o material que eu tenho;
-Como? –Mime perguntou, surpreso. Mas viu-o apontar uma bancada com fita métrica e um bloco de anotações.
-Com licença; Nandor falou, levantando-se e se afastando.
-O que esta acontecendo, Mime? –Anieri perguntou, enquanto o mesmo levantava-se, puxando-a consigo.
-Vamos arrumar uma armadura para você; ele respondeu, calmamente.
Anieri parou, soltando-se da mão dele. O cavaleiro virou-se para ela. Fitaram-se durante alguns minutos, não souberam exatamente quanto tempo se passou. Nenhuma pergunta foi feita, ou alguma resposta formulada pra tentar explicar o que estava acontecendo. A única coisa que sabiam agora é que, a única coisa que podiam fazer era confiar.
-Erga os braços; Mime falou, pegando a fita em cima da bancada.
-O que? –ela perguntou, sentindo a face incendiar-se.
Mime ergueu a fita para que ela pudesse ver e entender a que ele se referia. Acabou por obedecer, sem questionar.
Passou a fita em volta da cintura da jovem, estreitando-a a ponto de poder ver as medidas, ergueu a cabeça, deparando-se com o olhar da jovem.
-O que esta acontecendo? –ela insistiu em perguntar.
-Depois conversamos sobre isso; Mime respondeu, anotando no bloquinho a medida.
-Mas...;
-Xiiiii; ele sussurrou, tocando-lhe os lábios com a ponta dos dedos. Viu-a enrubescer. -Me deixe terminar logo, para podermos ir; o cavaleiro completou, terminando de tirar as medidas.
Remexeu-se impaciente, tentando se afastar, porém o cavaleiro voltou-se para ela.
-Se ficar se mexendo, não vou poder terminar; ele falou, em tom de provocação.
-Briga de casal humano é sempre interessante, se importam de brigarem um pouco mais alto? -Nandor brincou, enquanto surgia ali novamente com um pote de pipoca nas mãos.
Mime e Anieri serraram os orbes de maneira perigosa, vendo-o rir.
-Servidos? – o anão ofereceu, com um olhar inocente.
-Não; os dois responderam secos.
-Tudo bem, então; ele falou, dando de ombros, levando um punhado enorme de pipoca a boca.
-Pronto; Mime falou, ouvindo um suspiro aliviado vindo da jovem.
-Bem, até daqui cinco dias então; Nandor falou, voltando-se para ele.
-Obrigado; Mime agradeceu.
-Que os deuses estejam com vocês; ele falou.
Os dois assentiram. Viu Anieri caminhar até a saída da caverna, porém resolveu esperar.
-Logo ela estará de volta e possivelmente vira lhe procurar; Mime avisou.
-Não se preocupe garoto, vamos manter isso apenas entre nós; Nandor respondeu.
-...; Ele assentiu. –Até mais; o cavaleiro falou, despedindo-se com um aceno.
-o-o-o-o-
Engoliu em seco, vendo novamente aqueles anões saírem do meio das arvores e lhe observar. Voltou-se para trás e nada de ver o cavaleiro; ela pensou, sentindo uma gota de suor frio escorrer-lhe da testa, virou-se para frente, notando que o cavalo que o cavaleiro viera, ainda estava ali, o que pareceu lhe dar um pouco mais de alivio.
-Vamos; Mime falou, enlaçando-a pela cintura, puxando-a consigo até o cavalo.
-Uhn? –ela murmurou, com um olhar confuso.
-Não esta pensando em andar por toda essa neve a pé, está? –ele perguntou, arqueando a sobrancelha, enquanto a fazia subir no cavalo.
Suas preocupações eram tão grandes e sua mente estava a mil, que simplesmente deixou-se levar pelo cavaleiro.
-...; Negou com um aceno, acomodando-se sobre a cela do animal.
Sentiu a face incendiar-se, ao sentir as costas tocarem o peito do cavaleiro, enquanto o mesmo lhe enlaçava pela cintura com um dos braços, enquanto o outro guiava as rédeas.
Aos poucos as cavernas dos anões iam se afastando, enquanto ambos continuavam no mais completo silencio.
-Porque me seguiu até lá, Anieri? -ele perguntou, quebrando aquele silencio.
Sentia o trotar suave do cavalo, iam a passos lentos, intencionalmente planejado para que tivessem tempo suficiente para conversarem. Sentia-se tão segura entre os braços do cavaleiro, que simplesmente deixava de pensar;
-Eu...; Ela balbuciou, parando ao sentir o cavalo parar.
Tocou-lhe a face, deixando a ponta dos dedos deterem-se sobre o queixo, puxando-o levemente para cima, fazendo-a encarar-lhe.
-Não precisa responder; Mime falou, com um brilho diferente no olhar, que a deixava perdida. –Quando estiver pronta pra me contar isso, conversamos outra vez sobre esse assunto; ele completou.
-...; Anieri assentiu, agradecendo aos céus por ele não lhe fazer mais nenhuma pergunta, que certamente não saberia responder.
-Apenas não faça isso novamente, pode ser perigoso; Mime completou.
Fechou os olhos instintivamente, sentindo a respiração quente dele, chocar-se contra sua face, porém contrariando todos os seus recentes pensamentos, sentiu-o sutilmente depositar-lhe um beijo respeitoso sobre a testa.
-É melhor voltarmos logo para Asgard, podemos pegar alguma tempestade no caminho se não nos apressarmos; ele falou num sussurro, soltando-lhe o rosto com suavidade e voltando a cavalgar.
Ela apenas assentiu, aconchegando-se entre os braços dele, emitiu um baixo suspiro, sentindo a respiração quente contra a pele fina do pescoço. Seria uma longa viagem de volta, não que isso fosse algo ruim... É claro.
Continua...
