Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Nora, Leda, Sisi, Aldrey, Coralina, Anieri são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
Boa leitura!
Capitulo 14: Ela.
I – Parte do Passado.
Sentou-se em baixo de uma árvore, fechando os olhos momentaneamente, deixou-se relaxar, desde que a jovem de melenas castanhas chegara ao palácio não tivera um momento em que pudesse ficar sozinho. Não que estivesse reclamando, apenas, desejava que com esse tempo só, pudessem entender o que estava acontecendo consigo nos últimos tempos; Alberich pensou.
Lembrou-se que Coralina passara no palácio dois dias atrás e contara a Hilda que já havia conhecido Aldrey e que a jovem vivia sozinha numa casa pequena próxima aos limites do palácio. Depois disso, Hilda não deixara que a jovem saísse do palácio, pedindo a ela que permanecesse ali com eles, onde teria companhia e estaria protegida.
Ainda sentia-se intrigado com a presença da jovem. Ela lembrava-lhe tanto a outra que andava povoando seus sonhos. Àquela com quem sonhava, com freqüência e uma voz misteriosa invadia-lhe os pensamentos pedindo que as protegesse.
Porque? Ou melhor, porque ele? Porque não outro cavaleiro? Não era nenhum hipócrita que se fazia de santo como Loki, sabia que por vezes, muitas na verdade, fora um exímio ordinário digno de ter o pescoçinho em uma forca, mas não desejava redenção, pelo contrario, desejava pelo menos dessa vez, fazer o que era certo. Não porque alguém tivessem lhe dito que tinha de fazer isso, e sim, por achar que era o que deveria fazer.
-Alberich; a voz suave da jovem de orbes de ametista soou em seus ouvidos, tirando-o daquele momento letárgico de reflexão.
-Uhn? –ele murmurou, abrindo os olhos.
-Siegfried estava lhe procurando, ele queria falar com você; Aldrey falou, erguendo parcialmente a barra do pesado vestido, para sentar-se ao lado dele.
-Não deveria sentar num lugar tão gelado, você ainda não esta completamente recuperada; Alberich falou, levantando-se e levando-a consigo, para que se sentasse em um dos bancos de carvalho que jaziam no jardim do palácio.
-Eu já estou bem; ela falou.
-Melhor prevenir, não vai querer ter de ficar trancada em um quarto até melhor novamente, não é? –ele perguntou, arqueando a sobrancelha.
-Não; Aldrey respondeu prontamente, balançando a cabeça, numa negativa veemente.
-Então; Alberich falou, sentando-se ao lado dela.
-Em que estava pensando? –a jovem perguntou curiosa.
-Ahn? –ele murmurou, voltando-se para ela.
-Quando cheguei, você parecia longe, em que estava pensando? –ela perguntou, com um brilho curioso tremeluzindo nos orbes.
-"Em você"; Alberich respondeu em pensamentos, balançou a cabeça levemente para os lados. O que estava pensando? –ele recriminou-se por tal coisa. –Bem... Eu; ele começou, sem saber ao certo o que responder.
-Você? –ela perguntou ansiosa, movendo-se no banco de forma que pudesse aproximar-se mais dele.
-Ahn! Eu...; Ele balbuciou, desejando lançar-se da torre mais alta do palácio por simplesmente perder a linha de raciocino com ela tão perto.
-Você esta bem? –Aldrey perguntou preocupada, sentando-se sobre as próprias pernas, em cima do banco e aproximando-se do cavaleiro, tocando-lhe o topo da testa com uma das mãos.
-Es-tou; Alberich respondeu num sussurro, instintivamente segurando-lhe a mão e abaixando-a, quase até o colo.
Piscou confusa, ao deparar-se com o olhar intenso do cavaleiro. Eram verdes e penetrantes, nunca vira olhos assim que fossem capazes de enxergar o mais fundo de sua alma; ela pensou, sentindo a face incendiar-se.
-Alberich; ela falou, num sussurro, sentindo a aproximação constante de ambos os corpos, como se uma força maior movesse-os a aquele encontro.
Sem resistência ou recuo; ele pensou, ao enlaçá-la delicadamente pela cintura. Sentiu-a aconchegar-se em seus braços, apoiando a cabeça sobre seu ombro. Contrariando todas as expectativas, ficaram assim. Compartilhando de um momento inocente em que não buscavam explicação alguma para o que pensavam ou a forma como agiam.
Acomodou-a de forma mais confortável em seu colo, ouvindo um baixo suspiro da jovem, que brincava distraída com um mecha de cabelos castanhos, que caia-lhe sobre o ombro, enquanto o cavaleiro, deixava seus dedos correrem suavemente pelas costas dela, sentindo-a vez ou outra estremecer.
Um alto pio ecoou por todo o jardim. Alberich ergueu a cabeça rapidamente, no céu deparou-se com um falcão branco voando ao lado de uma águia.
-"Horus e Nat"; ele pensou, instintivamente estreitando os braços em torno da cintura da jovem.
-O que é aquilo, Alberich? –Aldrey perguntou curiosa.
-Um falcão e uma águia; Alberich respondeu, era estranho ver aqueles dois juntos, ainda mais tão visível à luz do dia; -"Será que aconteceu algo a Anieri ou Adélia?"; ele se perguntou, lembrando-se que o falcão pertencia a Anieri e Nat a Águia de Hoost pertencia a Adélia.
-São lindos; ela murmurou, apontando para o céu.
-São; Alberich balbuciou, concordando. Agora não podia fazer nada, na verdade, não queria fazer esforço algum para sair dali; ele concluiu, preferindo deixar que outros fossem ver isso, se fosse realmente importante lhe chamariam depois.
-o-o-o-o-
-"Céus, aonde ele esta?"; Siegfried se perguntou, enquanto andava por todo o palácio atrás de Alberich, a pouco encontrara com Aldrey e perguntara sobre o cavaleiro, mas a jovem lhe respondera que também estava a sua procura.
Olhou para todos os lados, passando pelas salas de musica e leitura do segundo andar e nada, atualmente ele andava parecendo um rato de biblioteca, enfurnado lá dentro por um bom tempo, não faria mal algum ir até lá; ele pensou, descendo as escadas.
Estancou surpreso, ao ver a jovem de melenas alaranjadas entrar no palácio, seguindo com Alana possivelmente para o escritório que Hilda estava. A jovem de melenas azuis, quase prateadas costumava ficar em uma sala no primeiro andar, onde tinha acesso aos principais documentos de Asgard que poderia coordenar tudo que fosse necessário de lá.
-"O que ela faz aqui?"; ele se perguntou, desviando do caminho que pretendia fazer, seguindo-as.
-o-o-o-o-
-Senhorita Hilda; Alana chamou, batendo levemente na porta.
-Pode entrar; as duas ouviram a jovem responder do outro lado.
Alana abriu a porta dando passagem a Coralina, que tinha o semblante sério e carregado, nada contente por estar ali naquelas circunstancias.
-Coralina, que bom vê-la; Hilda falou, indicando uma cadeira a jovem.
-Bem, vou deixá-las a sós; Alana falou retirando-se. As duas esperaram-na sair, enquanto Coralina sentava-se na cadeira indicada por Hilda.
-Então, a que se deve essa visita? –a princesa perguntou.
-Seus cavaleiros estavam em meus limites; ela falou, a queima roupa.
-O que? –Hilda perguntou surpresa.
-Pensei que houvesse avisado a seus cavaleiros que a entrada deles nos limites de Sindar é proibida; ela completou.
-Me desculpe, creio que acabei por não falar com eles sobre isso, mas o que aconteceu? –a jovem perguntou, visivelmente preocupada.
-Um de seus cavaleiros caçou a Ceres; Coralina respondeu, com desagrado e um brilho perigoso nos orbes acinzentados.
-Caçou? –Hilda perguntou espantada, vendo-a assentir. –E você os-...;
-Mandei que ficassem longe de lá, mas um deles tem o péssimo habito de abusar da paciência dos outros; ela respondeu, lembrando-se do geminiano. –Só vim lhe comunicar que, da próxima vez que pegar um deles rodeando as terras de Sindar novamente, eles não sairão com vida de lá; ela completou.
-...; Hilda assentiu, sabia os segredos que aquela terra mística continha e que não deveriam ser revelados. –Quais eram os cavaleiros? –ela perguntou, por fim.
-Siegfried e um daqueles gêmeos. Não faço idéia de qual dos dois seja; Coralina respondeu.
-Vou conversar com eles, não se preocupe; a jovem princesa falou, vendo-a se levantar.
-Bem, eu já vou, tenho algumas coisas a resolver no vilarejo antes de voltar;
-...; Hilda assentiu. –Coralina, só mais uma coisa.
-O que foi? –ela perguntou, voltando-se para a jovem.
-Peça que Ceres tente descobrir mais alguma coisa sobre aquilo, eu ainda acho que estamos deixando passar algum detalhe; Hilda pediu.
-Pode deixar, da próxima vez que aparecer por aqui, lhe dou uma resposta mais exata; ela respondeu.
-Obrigada; Hilda falou, acompanhando-a até a porta.
Despediram-se rapidamente, Hilda viu-a se distanciar, sem notar a presença de alguém oculto entre os pilares de mármore daquele corredor. Entrou novamente no escritório, fechando a porta calmamente atrás de si.
-"Uhn! Com a Coralina já são quatro"; Siegfried pensou, tomando o caminho que inicialmente deveria ter seguido para a biblioteca.
-o-o-o-o-
-CORALINA; parou a ouvir alguém lhe chamar.
Virou-se para trás, deparando-se com um par de orbes rosados fitando-lhe intensamente.
-"Falou no diabo"; ela pensou, lembrando-se do velho ditado.
O cavaleiro desceu as escadas aproximando-se, viu-a com um olhar impaciente.
-O que quer? –perguntou seca.
-Calma; ele falou, novamente erguendo os braços em sinal de paz. –Podemos conversar?
-Não; ela respondeu a queima roupa.
-...; Shido entreabriu os lábios, surpreso. Completamente atônito diante da resposta da jovem.
Coralina deu-lhe as costas, saindo do palácio sem olhar para trás. Petrificado o cavaleiro viu-a se distanciar.
-Shido; Siegfried chamou, parando atrás dele.
-Uhn? –ele murmurou, voltando-se para o cavaleiro.
-Algum problema? –o cavaleiro perguntou, arqueando a sobrancelha.
-...; Negou com um aceno. –Quer falar comigo?
-Quero saber se por acaso viu Alberich por ai? Preciso falar com ele; ele completou.
-Não sei, mas porque não olha no jardim, desde que aquela garota chegou, ele tem passado bastante tempo lá; o cavaleiro completou.
-Vou lá, obrigado; Siegfried agradeceu, acenando e se afastando.
-"Por falar nela, quem será essa garota realmente?"; ele se perguntou, intrigado enquanto rumava para fora do palácio, em direção a casa de Fenrir, afinal, havia combinado com o cavaleiro de verem juntos algumas coisas que iriam precisar para as construções e já estava atrasado.
II – Terra Sombria.
Sim, aquela sim poderia ser considerada uma terra sombria, fria e tétrica. Jotunheim era a terra os gigantes de gelo e rochas; ele pensou, enquanto caminhava imponente entre algumas carcaças de ossos velhos caídos pelo caminho.
Gingantes, ao contrario daqueles que surgiram nos primórdios, agora resumiam-se apenas a seres impulsionados por instintos, capazes de matar seus iguais se os mesmos estiverem no caminho.
Levou uma das mãos instintivamente ao ombro direito. Notou que algumas escamas ainda faziam-se presentes.
-Que inferno; ele vociferou, sabia que deveria ter matado aqueles unicórnios de uma vez, mas absorver suas energias e ainda sofrer com aquela troca de sentimentos lhe era um martírio.
Para cada dom, existe uma maldição. Essa é a lei do universo, ao abusar dos poderes conferidos por algo tão puro quanto os unicórnios de Eldar, atraiu para si a maldição da troca equivalente, a dor que eles sentiam agora, lhe era redobrada. Mas não se importava com isso, depois de colocar para funcionar o plano que tinha em mente, nem aqueles seres, muito menos 'ela', seria um empecilho em sua vida, quando se tornasse o rei absoluto da terra do gelo e futuramente, os deuses de todo o universo curvar-se-iam diante de seu poder.
A longa calda verde balançou levemente para os lados, afastando parcialmente a capa das costas. Faltava pouco para que a transformação se completasse e depois do que fizesse ali, tudo seria mais fácil; ele pensou, continuando a caminhada pelos bosques sombrios e cheio de olhos tenebrosos a lhe observar.
III – Conflito.
Desceu do cavalo, estendendo-lhe a mão para que pudesse descer. Anieri voltou-se para ele, como se silenciosamente perguntasse o que fariam depois dali. Não importava, essa duvida precisava esclarecer.
-Anieri, antes que vá, preciso lhe pedir uma coisa; Mime começou.
-O que é? –ela perguntou, ansiosa.
-Por enquanto, não conte nada a ninguém sobre o que aconteceu hoje; era um risco que corria ao pedir isso a ela, mas não podia deixar que ela acabasse deixando escapar aquela informação, não enquanto 'ela' não tivesse chegado.
-Porque me pede isso? –a jovem perguntou confusa.
-Não tenho o direito de pedir que confie em mim, afinal, isso é algo que você tem de fazer, se assim o achar correto, mas peço que por enquanto tenha paciência, prometo que quando puder, lhe darei todas as respostas que desejar obter; ele completou, mantendo uma das mãos da jovem entre as suas.
-...; Anieri assentiu. Não sabia se poderia confiar nele ou não, mas agora, sentia que ele falava a verdade e quando chegasse a hora, saberia de tudo. –Não vou contar a ninguém, não se preocupe;
-Obrigado; Mime agradeceu. –Agora vamos, vou lhe acompanhar até o palácio; ele falou, puxando-a para fora do estábulo, onde deixara o cavalo sob a custodia de Sisi, que pareceu um tanto quanto surpresa ao ver os dois chegarem juntos, mas não perguntou nada sobre isso.
Concordando com ele, os dois saíram do estábulo, em meio ao caminho a parede de gelo que formara-se entre eles aos poucos foi ruindo, sem que percebessem haviam enredado em uma conversa descontraída sobre coisas banais. E agora, apenas falavam do tempo, ou sobre alguma coisa antiga, que não fosse relacionado ao próprio passado.
-Mime; Loki chamou, aproximando-se. Parou surpreso, ao vê-lo conversando de forma tão animada com Anieri.
A jovem ficou tensa com o surgimento dele, o que não passou despercebido por Mime.
-Deseja alguma coisa, Loki? –Mime perguntou, mantendo-se ao lado de Anieri.
-Siegfried esta lhe procurando, diz que precisa falar com você; ele respondeu, lançando um olhar demorado a Anieri.
-Está certo; ele respondeu, estreitando os orbes levemente. –Vou acompanhar Anieri até o palácio, depois o procuro.
-Mas ele disse que é importante; Loki rebateu. –Se quiser, posso acompanhá-la enquanto você vai falar com ele; ele sugeriu, com um falso olhar de inocência.
-Não se incomode; Mime respondeu, numa calma assustadora.
-Não é incomodo algum; Loki rebateu, quase serrando os dentes.
-Não se preocupe Loki, nada do que Siegfried possa falar não pode esperar um pouco, tenha um bom dia; ele completou, mantendo a jovem colada a si, em um meio abraço, enquanto se afastava do cavaleiro.
Loki serrou os orbes vendo-o se afastar. Desde quando os dois estavam tão juntos assim? –ele se perguntou, deveras incomodado com essa repentina 'amizade' entre eles. Será que Mime já descobrira sobre o passado da jovem, ou estava apenas jogando o verde? Logo descobriria, mas essa não perderia mesmo; ele concluiu, encaminhando-se para o estábulo.
-o-o-o-o-
-Alberich; Siegfried chamou, aproximando-se.
Arqueou a sobrancelha, ao ver a situação em que ele se encontrava. Diria que aquele momento era digno de uma foto, pois nunca o vira agir daquela forma antes; Siegfried pensou.
Conhecia o cavaleiro desde que era um garotinho, vira com pesar os motivos que o fizeram tornar-se o cavaleiro que se mostrara nas ultimas batalhas, mas não o recriminava, se houvesse passado por metade daquilo, tornaria-se alguém tão ou pior que ele; Siegfried pensou, observando-os de longe, notando que mesmo chamando, ainda não fora percebido.
Faltava pouco para esclarecerem muitas coisas que haviam buscando nos últimos anos e esses momentos agora eram decisivos. Por isso a presença dele e Mime eram cruciais, mas deixaria para recordar coisas do passado outra hora.
-Alberich; chamou novamente, viu-o erguer a cabeça em sua direção sem abalo algum com sua presença ou com o possível comentário que seria tecido posteriormente sobre o que vira.
-Aldrey, preciso falar com Siegfried agora, poderia me esperar na sala de musicas, lhe encontro lá, assim que acabar; ele pediu.
-...; A jovem assentiu silenciosamente, levantando-se de seu colo.
Despediu-se dele, passando por Siegfried sorrindo e o cumprimentando, antes de seguir seu caminho. O cavaleiro aproximou-se.
-Precisamos conversar; ele falou.
-Eu sei e o Mime? –Alberich perguntou, notando que ele não se encontrava.
-Estou aqui; o cavaleiro falou, aparecendo sabe-se lá de onde.
-Aconteceu alguma coisa? –Alberich perguntou, ao vê-lo com uma veinha saltando na testa.
-Depois falamos sobre isso, vamos sair daqui, estamos sendo vigiados; Mime falou, indicando o caminho para a saída do palácio.
-Vamos a taverna do Vidar, lá podemos conversar melhor; Siegfried sugeriu.
-...; Os dois assentiram, seguindo com ele para o vilarejo.
-o-o-o-o-
-Estranho; Urs murmurou.
-Algum problema? – Thor perguntou, enquanto via os três cavaleiros deixarem o palácio juntos.
-Mime, Alberich e Siegfried nunca foram próximos a ponto de saírem juntos assim, sabe se esta acontecendo alguma coisa? –ele perguntou, curioso.
-Não, mas não deve ser nada; Thor respondeu, dando de ombros. –Eles sempre tiveram o habito de sair pra beber alguma coisa na taverna do Vidar no final do dia, devem ter ido pra lá; ele completou.
-Se você diz; Urs respondeu, dando de ombros e encerrando o assunto.
-"Ainda bem que perceberam que estão sendo vigiados, não seria nada bom que alguém ficasse sabendo o que não deve"; ele pensou, aliviado por sentir a presença de Nora e Leda afastarem-se, certificando-se que nenhuma das duas os seguira, da mesma forma que Anieri cometera a loucura de ir atrás de Mime a algumas horas atrás sem que ninguém conseguisse impedir de maneira discreta.
IV – Orbes Azuis.
A noite caia sobre o céu asgardiano e a lua vermelha erguia-se imponente no céu, iluminando as dunas de gelo, por onde passava.
O gingado suave e sedutor dos quadris deixavam que seus pés marcassem levemente o caminho que percorria. Não se importava em perder um pouco mais de tempo ali, apreciando aquela paisagem que lhe trazia varias lembranças, de momentos bons e de outros nem tanto.
Sentia cada fibra de seu corpo vibrar com os sentidos mais aflorados. O cheiro do eucalipto invadia suas narinas, não faltava muito para chegar; ela pensou, com um sorriso formando-se em seus lábios.
Ao longe avistou as torres imponente do palácio, seria uma grande surpresa para alguns velhos amigos, quando soubessem que já havia chegado; ela concluiu, continuando seu caminho.
Continua...
