Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas as Valkirias, Eldar e Athys são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
Boa Leitura!
Capitulo 20: Ciumenta, eu... Jamais.
I – Odiar.
Acompanhou-a pelos corredores do castelo, chegando a sala de jantar. Viu Hilda pedir a uma jovem de cabelos violeta o chá e indicou-lhe uma das cadeiras.
-Então, como é que a vida lá? –a princesa perguntou curiosa, lembrando-se do que Siegfried lhe contara sobre a jovem e onde vivia.
-Muito agradável. Conheci pessoas bastante interessantes nesses últimos anos; ela respondeu, calmamente.
-Pessoas, ou pessoa? –Hilda perguntou, arqueando a sobrancelha.
-...; Amélia abriu um largo sorriso. –Ambos;
-Sei; ela falou, descrente.
-Mas e você, continua fugindo do Siegfried que nem diabo foge da cruz? –a jovem de melenas prateadas perguntou, com um sorriso maroto.
-Hei; Hilda falou indignada.
-Hilda. Hilda. Quando você vai entender que ser regente de Asgard não te impede de ter uma vida normal.
-Amélia; ela falou surpresa.
-A vida não para Hilda, não espere perde-lo de novo para falar o que realmente sente; Amélia completou, com um olhar perdido.
-Queria tanto que fosse tão simples; a jovem balbuciou.
-Ainda não se perdoa pelo que aconteceu? –Amélia perguntou, já imaginando ser esse o motivo.
-Eu...; Ela balbuciou.
-Com licença; Leda falou, aproximado-se com uma bandeja nas mãos, carregando o bule e as xícaras de chá. Calmamente a jovem deixou a bandeja na mesa e afastou-se.
-Amélia, posso lhe fazer uma pergunta? –Hilda começou, hesitante, vendo a jovem assentir, levando a xícara aos lábios. –Você me odeia?
-O que? –a jovem quase gritou, engasgando com o chá que acabara de tomar.
-Por favor, eu preciso saber; ela falou em tom sofrido de voz, abaixando os olhos.
-Hilda, porque esta me perguntando isso? –Amélia perguntou, confusa.
-Você se lembra como nos conhecemos?
-...; Ela assentiu. Como esquecer?
-Lembrança-
Cinco anos atrás...
A noite já caia e eram poucos aqueles que permaneciam ali velando por eles. Aproximou-se com cautela com três pequenos e delicados buquês de gérberas vermelhas nas mãos.
Respirou fundo, antes de entrar. Tentando conter as lágrimas. Os cabelos negros caiam sobre os ombros e os orbes acinzentados estavam cheios de lágrimas.
Aproximou-se dos três, as expressões eram serenas e tranqüilas, como se assim dissessem 'Dever cumprido'. Como queria ter voltado a tempo. Mime, Alberich, Siegfried entre outros que jaziam repousando ali. Não conseguia acreditar que aquilo tivesse acontecendo. Seus melhores amigos haviam morrido.
Levou a mão aos lábios tentando conter os soluços, colocou os buquês um a um sob cada caixão. Despedindo-se silenciosamente.
-Você os conhecia? –uma voz chorosa perguntou, parando a seu lado.
-Eram meus amigos; ela respondeu sem se virar.
-Eram ótimos cavaleiros; a jovem a seu lado continuou. –Não mereciam passar por isso;
Virou-se para ela, vendo que a jovem estava abatida e os orbes azuis transmitiam uma dor profunda, que marcava sua alma. Pelas vestes e a maneira com que se portava pode logo concluir que ela era a princesa regente. Nunca falara com ela pessoalmente, mas ouvira muitas coisas sobre ela quando conversa com os amigos.
Quando estava em Eldar recebera a noticia do que havia acontecido e retornara. Conseguia imaginar perfeitamente como ela se sentia ao perder aqueles que tanto amava.
-Tem coisas que não podemos mudar; Amélia falou, com um olhar perdido.
-Mas se eu não fosse fraca isso nunca teria acontecido; ela respondeu, sentindo as lágrimas correrem novamente por sua face.
-Tudo tem um propósito nessa vida princesa. Às vezes pode parecer injusto e cruel, mas as Deusas do Destino sabem o que fazem. Guarde-os em seu coração, lembrando-se dos momentos bons que viveram juntos. Eles não gostariam de vê-la sofrer;
-Como você se chama? –Hilda perguntou, notando que nunca a vira por ali, porém ela parecia conhecer os cavaleiro melhor do que ela mesma.
-Amélia; ela respondeu calmamente. –Amélia Fazolt.
-Amélia Fazolt; Hilda falou, empalidecendo. –Mas...;
-Hilda, minha irmã, o que foi? –Flér perguntou, preocupada, aproximando-se ao vê-la apoiar-se na beira de um dos caixões, como se houvesse visto um fantasma.
-Até algum dia princesa; Amélia falou, dando um breve aceno, afastando-se em seguida.
-Hilda, o que foi? –Flér perguntou, segurando-a pelo braço.
-Não é nada; ela respondeu, vendo a jovem deixar o salão e por um milésimo de segundo pode ver os cabelos antes negros tornarem-se prateados, indo parar pouco abaixo da cintura. –"Amélia Fazolt, pensei que estivesse morta";
-Fim da Lembrança-
-Nos conhecemos no velório; Amélia respondeu com ar impassível. –Mas não entendo porque me perguntou isso; a jovem comentou.
-Siegfried me contou o que aconteceu; Hilda falou num sussurro, sabendo que estavam sendo vigiadas, mas não queria que às demais soubessem sobre tudo o que o cavaleiro lhe contara, não ainda.
-Contou? –Amélia perguntou, arqueando a sobrancelha. –"Eu vou matar ele"; ela completou em pensamentos.
-Ele contou que você salvou a vida dele; Hilda continuou.
-Salvei? –ela perguntou surpresa, achando que ele havia falado alguma coisa que não estava sabendo.
-Vocês eram muito amigos, naquela época eu só vivia em função d-...;
-Não Hilda; Amélia a cortou. –Não há porque lhe odiar, se quer mesmo saber;
-Mas...;
-Na época lhe disse e repito, tem coisas que não cabe a nós impedir, mas foi bom de certa forma; ela explicou.
-Como pode dizer isso? –Hilda perguntou, indignada.
-Para você aprender que a vida é curta demais para ficar fugindo do que sente; Amélia sentenciou. –Você não tem que ser o mártir salvador da pátria que tem de sacrificar sua vida para ficar eternamente concertando as besteiras que o Durval fez.
-Amélia; ela falou surpresa.
-Você não entende que essa falta de comprometimento com seus próprios sentimentos, faz não só você sofrer, mas ele também;
-Eu...; Hilda murmurou, abaixando os olhos.
-A escolha é sua, não espere para tomar uma atitude quando não houver mais chances; Amélia completou, lançando um olhar por cima do ombro, sentindo algumas sombras se movimentando lá atrás. –E você não é a única; ela completou, de maneira enigmática.
II – Uma Conversa com Eldar.
-Porque esse lugar tem que ser tão gelado? –Dohko perguntou, esfregando as mãos pelos braços, tentando se aquecer.
-Deixe de reclamar, aqui não esta tão frio assim; Aaron falou divertido, enquanto seguiam a jovem elfa para o centro da vila.
Dohko observou tudo espantado, nunca vira um elfo na vida, o que dirá de uma vila cheia deles. Eram seres que transmitiam paz e eram incrivelmente belos; ele pensou.
Chegaram ao centro da vila, deparando-se com uma bela casa de ar aristocrático, porém simples e convidativa.
-Esperem um momento, vou avisar Eldar que vocês estão aqui; Athys falou, voltando-se para eles com os expressivos orbes ametistas.
-...; Eles assentiram, vendo-a entrar na casa, fechando a porta atrás de si.
-o-o-o-o-
-Então, quanto tempo pretende ficar em Asgard? –Hilda perguntou, enquanto tomavam o chá, num clima bem mais ameno do que o do inicio da conversa.
-Ainda não sei, tenho algumas coisas para resolver aqui antes de voltar; Amélia falou, deixando a xícara sobre a mesa, dando um baixo suspiro. –E por falar nisso, gostaria de lhe pedir algo;
-O que é? –Hilda perguntou, notando o ar sério da jovem.
-A oportunidade para a minha retaliação; ela respondeu num tom frio de voz, os orbes azuis adquiriram um brilho mais sombrio e Hilda sabia perfeitamente aonde ela queria chegar.
-O que tem em mente? –perguntou interessada.
-Apenas colocar aqueles velhos em seus devidos lugares; ela falou, com ar impassível.
-Tem meu consentimento; a princesa falou. –Mas por onde vai começar?
-Na verdade, quero que você comece isso pra mim, convocando um conselho para daqui uma semana; Amélia falou, com um meio sorriso nos lábios, ao ver o olhar chocado dela.
-Uma semana? Mas vamos entrar no solstício de inferno;
-Por isso mesmo; a jovem de melenas prateadas respondeu. Quando essa época chegava em Asgard seus poderes tomavam proporções ilimitadas e nada melhor do que justamente na transição do solstício para mostrar finalmente para que veio.
-Alberich já sabe disso? –Hilda perguntou, hesitante.
-Já conversei com eles sobre isso e decidimos que essa é a melhor data;
-Entendo; ela murmurou. –Vou convocar o conselho então, mas quero que me dia o que tem em mente, até os detalhes sórdidos; a jovem brincou.
-Não se preocupe, tudo há seu tempo; Amélia completou de maneira enigmática.
-o-o-o-o-
Aproximou-se, vendo-o sentando em uma poltrona em frente à lareira, compenetrado na leitura de um livro. A franja azul, quase Royal caia sobre seus olhos, vez ou outra eram afastadas pela ponta dos dedos, sendo levados para trás da orelha.
Os orbes dourados tinham um brilho extasiado como se sorvesse cada palavra ali contida. Um meio sorriso surgiu em seus lábios, era incrível como o marido conseguia nesses momentos parecer um menino, mesmo que sua idade fosse bem inferior a de uma criança.
-Eldar; Athys chamou, aproximando-se.
-Sim; ele respondeu, voltando-se para ela, fechando o livro.
-Dois cavaleiros de ouro do santuário de Athena desejam falar com você; a jovem falou, vendo-o levantar-se e caminhar até si.
-Cavaleiros de Ouro, primeiro as Valkirias. Agora Cavaleiros de Ouro; ele comentou, com a voz cansada.
-Quer que os mande embora? –Athys perguntou, abraçando-o ternamente.
-Não; Eldar respondeu, enlaçando-a pela cintura. –Isso não vai mudar o que esta para acontecer;
-Mais uma guerra esta por vir, o que podemos fazer quanto a isso? –ela perguntou, fitando-o com expectativa.
-Termos paciência, algo me diz que alguma coisa esta para mudar amanhã, então, só podemos esperar; o elfo respondeu, dando-lhe um beijo suave na testa. –Mas por hora vamos recebê-los;
-...; Athys assentiu. –Mando-os entrar agora?
-Por favor; ele pediu.
-Vou deixa-los, assim vocês podem conversar com mais privacidade; ela avisou.
-...; Eldar assentiu, vendo-a sair chamando os dois cavaleiros para em seguida, partir para algum ponto de Alfihein, onde se encontrariam mais tarde.
-Com licença; os dois cavaleiros falaram, entrando hesitantes.
-Entrem, por favor; Eldar falou cordialmente, indicando-lhes algumas poltronas na sala, próximas a lareira. –Fiquem à vontade;
-Obrigado, mas não queremos incomoda-lo por muito tempo; Aaron falou.
-Como se chamam? –Eldar perguntou.
-Aaron de Aquário e Dohko de Libra; eles responderam.
-Muito prazer em conhece-los. Preferia que fosse em outra situação, mas infelizmente isso não cabe a nós evitar; o elfo falou com ar sereno. -Então a que se deve a visita de vocês até Alfihein? –ele perguntou, cruzando as pernas e apoiando as mãos displicentes sobre o colo, numa pose altiva e embora pacifica, era intimidadora.
-Harmonia pediu que o procurássemos; Dohko respondeu, vendo-o arquear levemente a sobrancelha, como se procurasse reconhecer a pessoa.
-Eu me lembro bem dela, era amiga de minha tia; Eldar respondeu. –Mas faz alguns séculos que não a vejo, acho que a ultima vez que a vi foi há 250 anos mortais atrás; ele completou.
-250 anos mortais? –Dohko perguntou assombrado, a mesma idade que a sua; ele pensou.
-...; O elfo assentiu. –Mas porque Harmonia mandou vocês aqui?
-A cerca de dois dias atrás Freyr esteve no santuário; Aaron começou.
-Meu pai? –Eldar perguntou surpreso. Sabia que o pai estava atrás de Freya, mas não pensou que fosse procura-la justamente no santuário grego.
-Ahn! Bem...; Aaron balbuciou, essa informação Aishi não havia lhes passado, de que Eldar fosse um dos filhos de Freyr, mas era melhor perguntar isso outra hora. –Ela pediu que viéssemos até aqui em busca de alguma informação segura que possa nos dar uma pista sobre o paradeiro de Freya; ele explicou.
-Tem cerca de três anos que minha tia desapareceu, sem deixar rastro algum, infelizmente até mesmo os batedores que fazem a demarcação dos limites conferidos a meu irmão e eu não tiveram muito progresso ao procurar por ela; Eldar falou.
-Harmonia nos contou que o cosmo dela não pode ser sentido em lugar algum, mas existe a possibilidade dela estar usando a forma de outra pessoa; Dohko falou.
-Impossível, nós iríamos sentir sua presença de qualquer forma; o elfo falou veemente.
-Não se ela não souber como levar seu próprio cosmo; Dohko o cortou.
-Do que esta falando? –Eldar perguntou, franzindo o cenho.
-O que o Dohko quer dizer é que, dependendo da nova forma que ela adotou, seu cosmo pode ficar praticamente nulo e irreconhecível, contando que ela não se lembre como reverter isso; Aaron falou.
-Você não esta sugerindo que ela tenha apagado a própria memória, esta? –Eldar perguntou descrente, mas parou por um momento pensado, isso não era tão impossível assim. –Venham comigo; ele falou, levantando-se.
-Aonde vamos? –Dohko perguntou, confuso.
-Falar com alguém que possa nos dar pelo menos o ponto de partida para recomeçar as buscas; Eldar respondeu, abrindo a porta para que eles saíssem consigo.
III – Ciúme.
-Ainda não entendo, quem é essa garota? –Anieri murmurou, pensando alto, depois do que ouvira o que ela falara na conversa com Hilda.
-Porque não pergunta a ela? –Nora perguntou, parando a seu lado.
-O que? Ficou doida? –ela perguntou, com um olhar espantado.
-Oras, você esta tão preocupada em saber quem é ela, ou qual a relação dela com o Mime? –Leda perguntou, juntado-se a elas próximo ao canteiro de gérberas no jardim.
-Não sei do que vocês estão falando; Anieri resmungou, enquanto retirava as ervas daninhas do canteiro.
-Anieri. Anieri. Você é péssima mentirosa; Adélia brincou, aproximando-se com Sisi.
-Hei; ela falou indignada.
-Isso mesmo, não queira fingir que não esta acontecendo nada entre você e Mime, porque é evidente que esta; Sisi falou.
-Não esta acontecendo nada; Anieri rebateu.
-Não? Então, aonde vocês foram para voltarem juntos e a cavalo? –Sisi perguntou com um olhar indagador.
-Isso mesmo, você ainda não contou para a gente onde estava com o Mime, você disse que ia segui-lo, mas depois voltam juntos; Nora alfinetou.
-Ah me deixem em paz; ela vociferou, levantando-se e saindo a passos pesados dali.
-Ela esta com ciúmes; Adélia falou, balançando a cabeça levemente para os lados.
-É; as outras concordaram, assentindo.
-o-o-o-o-
-"Mas que droga, eu com ciúmes dele? Puff! Ridículo"; ela pensou, emburrada, entrando rapidamente no palácio.
Mal virou um corredor, bateu fortemente contra alguém e teria ido ao chão se essa pessoa não lhe segurasse.
-Me desculpe; ela murmurou, atordoada com o choque.
Ergueu a cabeça, deparando-se com um par de orbes carmesim lhe fitando com visível preocupação.
-Você esta bem? –Mime perguntou preocupado.
-Ah é você; Anieri murmurou, ignorando a pergunta.
-Como assim sou eu, esperava outra pessoa por acaso? –ele perguntou, com ar indignado.
-Eu... Não foi isso que eu quis dizer; a jovem falou, afastando-se.
-Não foi isso que pareceu; o cavaleiro rebateu, segurando-lhe levemente pelo braço, impedindo-a de se afastar.
-Aquela garota; Anieri começou, fazendo uma pausa, desviando o olhar momentaneamente. -O que vocês são? –ela perguntou, séria.
-Amélia? –Mime perguntou, arqueando a sobrancelha, incrédulo quanto ao que acabara de passar por sua mente, mas e se fosse? –ele se perguntou.
Viu Anieri ficar ainda mais emburrada, respondendo sua pergunta. Por isso estava tão arisca; ele pensou, com um meio sorriso surgindo nos lábios. Bom saber disso.
–Não precisa ficar com ciúmes; Mime falou, com um sorriso sedutor.
-O QUE? Eu, com ciúmes de você? Não seja pretensioso; ela vociferou, tentando puxar o braço, mas ele simplesmente não deixava.
-Pelo contrario, é a única coisa que explica o fato de estar tão arredia assim; ele falou, com uma calma inabalável.
-Me solta; Anieri mandou, porém ao puxar com brusquidão o braço, suas costas chocaram-se contra a parede, vendo-o literalmente lhe encurralar.
-Não precisa ficar com ciúmes; Mime sussurrou, apoiando uma das mãos na parede próxima a face dela, enquanto seus rostos estavam próximos, perigosamente próximos. –Somos só amigos; ele completou, roçando-lhe os lábios.
-Amigos? –ela balbuciou, com os orbes serrados, sentindo a respiração quente chocando-se contra sua face, não oferecendo resistência alguma a aproximação dele.
Mime assentiu, antes de deixar que a outra mão se prendesse entre os fios esverdeados, selando seus lábios num beijo intenso. Entreabriu os lábios surpresa, porém apenas deixou-se levar por aquela caricia quente e envolvente. Deixando os braços lentamente envolverem-no pelo pescoço, puxando-o mais para si.
Sentiu um dos braços dele, envolver-lhe a cintura, porém mantendo-a encostada na parede. Uma onda de letargia os envolveu, fazendo com que esquecessem completamente de tudo a sua volta.
-Esta vendo Aldrey, esse é um bom exemplo de egoísta; a voz de Alberich soou pelo corredor, fazendo-os afastarem-se.
As respirações eram ofegantes e agitadas. Sentiu a face incendiar-se diante do sorriso nada decente do outro cavaleiro.
-Alberich; Mime falou, serrando os dentes.
-Agora eu entendo o que a Amélia quis dizer sobre ser egoísta; Aldrey comentou, com ar pensativo.
-Olha, vai passar o Siegfried hein; Alberich provocou, com um sorriso malicioso.
Viu-o serrar os orbes de maneira perigosa e a jovem ficar ainda mais constrangida. Lançou-lhe um olhar do tipo 'Fui vingado' e voltou-se para a Aldrey.
-É melhor irmos, afinal, não era nossa intenção interromper os pombinhos; ele completou, acenando e puxando a jovem para longe dali.
-Oras, seu...; Mime resmungou, pronto para ir atrás dele, mas sentiu a jovem se afastar de si. –Anieri; ele falou, indo atrás dela.
-Mime, eu...; Ela começou, desviando o olhar.
-Porque esta fugindo? –ele perguntou direto, vendo que ela tentava se esquivar.
-Eu não estou fugindo, outra hora conversamos, tenho outras coisas para fazer; ela falou, indo rapidamente para a cozinha, sem ao menos deixa-lo falar algo.
-"Droga"; Mime pensou, dando um suspiro frustrado.
-o-o-o-o-
-Já é um começo; Aaron comentou, enquanto deixavam os portões de Eldar, distanciando-se aos poucos.
-...; Dohko assentiu pensativo. Pelo menos já sabiam por onde começar a procurar.
-Em que esta pensando? –o aquariano perguntou, notando-o silencioso.
-Nada importante, mas vamos nos apressar, não quero pegar uma tempestade no caminho; ele falou, desconversando.
-...; Aaron assentiu. Deixaria para conversarem sobre isso outra hora.
Continua...
