Fanfic: Drabble Collection DG

Autora: Tati Black

Drabble Collection para o Desafio de Hogwarts do 6V

Tema: Maldições Imperdoáveis - Tarefa de DCAT

Resumo: "Existem coisas das quais é praticamente impossível se defender. E por maior que seja a força de um amor, ele não está a salvo de sofrer dos males das maldições Imperdoáveis." por Diana Prallon


Imperdoável (Cruciatus)

Você não conseguia acreditar que ele tinha sido capaz de fazer isso. Ferir seu pai e matar um de seus irmãos era covardia.

Parecia que haviam retirado-lhe o coração, pois tudo o que você sentia era dor. Dor pela morte de um ente querido, dor por ver o sofrimento de seu pai, na UTI do hospital e dor por ver sua família sofrendo. Mas a sua maior dor é que tudo havia sido provocado por ele.

E era por isso que agora, tomada pela fúria, você se encaminhava decidida para onde sabia que iria encontrá-lo.

Em frente aos altos portões negros da Mansão Malfoy, você fechou os olhos e tentou cessar as lágrimas que teimavam em escorrer pelo seu pálido rosto. O vento frio assanhava seus rubros cabelos e arrepiava-lhe o corpo.

Depois de alguns minutos, você abriu os olhos e encarou o caminho que ainda lhe separava dele. Com as orbes vermelhas de puro ódio e a respiração descompassada, você proferiu as palavras que fariam o portão se abrir.

Seguindo com passos firmes pelo caminho que tão bem conhecias, tudo o que passava pela sua mente era fazê-lo sofrer o mesmo que você e toda a sua família estava sofrendo.

E lá estava ele, vestido de preto e fumando o cigarro que tanto apreciava. Ele já te esperava, Ginny, assim como já sabia o que você faria com ele.

E as lágrimas voltaram a escorrer pelo seu rosto, os soluços chegaram a garganta e você sentiu-se, por alguns segundos, desarmada. Era assim que você se sentia todas as vezes que chegava perto dele.

Mas ao encarar os olhos cinzentos, você lembrou-se do porquê estava ali, e do porquê estava tomada pelo ódio.

Apertando firmemente a varinha entre seus finos dedos, você chegou mais próxima dele.

Draco largou o cigarro no chão e pisou-o para apagá-lo, antes de dar dois passos em sua direção.

Erguestes a varinha, apontando-a para o peito dele.

"Mate-me, Ginevra. Mas você sabe que foi necessário. Era eles ou eu."

"E eu, Draco? Será que nem por um segundo você pensou em mim?" Sua voz saiu tremida, quase um sussurro.

Ele baixou os olhos e encarou os sapatos. Nesse momento, Ginny, você compreendeu. Seria sempre "ele", em primeiro, segundo e terceiro lugar. Draco era egocêntrico e sempre o seria.

Não te restaram mais dúvidas de que ele merecia o que veio a seguir.

Com o peito transbordando o ódio e o desejo de vingança, você gritou um "Crucius" que ressoou noite afora, assim como os gritos dele que se seguiram.

Alguns minutos foram o suficiente. Você não conseguia vê-lo se contorcendo no chão e gritando de dor. Você não era má, Ginny, apenas estava querendo que ele sentisse tudo o que você sentia naquele momento.

Quando cessaste a maldição, ele olhou-te com os olhos úmidos e culpados. E você sentiu-se vingada.

Dando as costas, você seguiu pelo mesmo caminho que viera, sem olhar para trás. Ele não merecia sua piedade, nem seu amor. A traição dele fora imperdoável, e tudo o que você queria agora era esquecê-lo.