Hello, hello! Aqui estou eu com um projeto novo.

Como sempre, eu andava vagando éfeéfenéte a fora, procurando fics, meses atrás, quando no profile de alguém, eu encontrei um link para essa fic aqui. A primeira vez que eu a li, eu amei, adorei, omg, quero um desses para mim, mas como eu estava trabalhando e talz, nem me mexi. Essa semana eu fiquei com saudades da fic, e decidi relê-la, e eis que eu consegui amar ainda mais a história da segunda vez! E por isso, decidi pedir permissão para traduzi-la.

A autora foi um doce e deixou que eu fizesse a tradução (aliás, eu enviei o e-mail à meia noite, recebi o e-mail dela ao meio dia, e estou postando agora XD) e então aqui vamos nós.

Para quem lê as minhas fics: não se preocupem, porque a tradução não vai, de maneira alguma, atrasar as atts prometidas.

Agora, avisos quanto à fic:

# SLASH, galerinha, boy x boy, da variedade Harry e Draco, mas só bem, BEM lá na frente, o que não significa que não tenha MUITO lemon antes, porque tem.

# POs aos litros. Mesmo. Mais da metade da fic se passa à beira do mundo mágico, então POs é o que há, MAS eles são FANTÁSTICOS. Foram os POs que me deram a vontade de traduzir a fic.

# Esta fic é ENORME. Ela já está completa e tem, no total, oitenta e três (é, 83) capítulos. Eu pretendo postar um ou dois capítulos por semana, conforme eu for traduzindo, na verdade, mas como os capítulos são curtinhos, pelo menos um por semana vem.

# REALIDADE ALTERNATIVA. Mesmo. Como vai dar pra ver desde o primeiro capítulo, na verdade.

# SPOILERS DOS LIVROS 1 – 6. MAS não segue o canon de maneira alguma.

# O termo 'ciganos' está sendo usado de maneira bem livre e ampla, e nada referente às tribos romenas que vagam mundo a fora. É mais... uma trupe de comerciantes\artistas de circo.

# Há menções de paganismo, culturas exóticas e rituais diversos ao longo da fic, não se assustem XD

# ESSA É A ÚNICA VEZ QUE EU VOU DAR AVISOS. Nos demais capítulos, só vai haver avisos se houver algo muito incomum à fic, ok?

# O link para o original da fic pode ser encontrado no meu profile, assim que eu atualizar ele, o que vai acontecer assim que eu terminar de traduzir o capítulo dois. XD

# Era isso. Espero que curtam essa história tanto quanto eu curti.

Mais uma vez, obrigada witchdragon por deixar que eu traduzisse a fic.


Gypsy Caravan

por witchdragon

tradução por Dark K.

Capítulo Um

Sexta-feira, 13 de junho de 1986

Uma mulher estridente e com cara de cavalo entrou correndo na casa, gritando, "Vernon! Vernon, você não vai acreditar o tipo de ralé terrível que chegou na cidade! Vernon, onde você está?"

"Acalme-se, acalme-se, Pet - eu estou aqui agora. Conte-me o que está acontecendo?" Um homem rotundo e protuberante veio descendo as escadas fazendo-as tremer, tentando acalmar os guinchos de sua esposa, esperando que ela não acordasse seu precioso filho, "Duddley está tirando uma soneca. Acalme-se e me diga o que aconteceu."

Uma mão ossuda cobriu apressadamente a boca de Petunia. "Ah, meu deus, pobre Dudazinho, você acha que ele está bem?", ela perguntou, sua voz pingando doçura exagerada.

"Oh, eu tenho certeza que ele está bem. Ele nos avisará se precisar de nós. Um menino tão bom ele é.", Vernon inflou de orgulho. "Agora sente-se, Pet, e me diga o que está acontecendo.", levando-a até o sofá, eles sentaram e ela começou sua história de terror.

"Oh, Vernon, é simplesmente terrível! No terreno baldio do outro lado do mercado – você sabe, aquele em que eles têm uma feira todo ano?", Vernon concordou com um aceno de cabeça e deu tapinhas na mão da esposa para acalmá-la, "Bem, eu estava saindo com as compras da semana – oh, elas ainda estão no carro!" Petunia guinchou, percebendo que o sorvete ainda estava na mala do carro, derretendo, e era o favorito de seu pequeno Duddley.

Dando mais alguns tapinhas reconfortantes na sua mão, Vernon cuidou do problema, "Moleque! Moleque, venha aqui agora!"

Um garotinho pequeno e magro saiu cuidadosamente de seu armário embaixo das escadas. Ele correu as mãos pelo seu cabelo bagunçado para tentar arrumá-lo, e manteve seus olhos verde-esmeralda firmemente no chão. "Sim, senhor?", ele respondeu na voz suave de um menino de cinco anos.

"As compras estão na mala do carro. Traga tudo para dentro agora e guarde! E se você ousar comer alguma coisa…", a mão de Vernon encontrou o lado da cabeça no garoto, atirando-o ao chão, o aviso claro.

"Sim, senhor.", disse o menininho machucado, levantando do chão e rapidamente indo para fora. Ele havia escutado a conversa de seu armário e não queria perder o que estava acontecendo. Puxando uma das sacolas cheias de compras para seus braços, ele rapidamente voltou para a casa.

"... e o campo estava coberto com aquelas vãs e ônibus nojentos! Vernon, o que nós vamos fazer?", lamentou-se sua tia Petunia.

'Quem?', perguntou-se o menino, enquanto corria de volta para fora. Havia mais três sacolas cheias de compras para pegar, e quanto mais rápido ele as tivesse dentro de casa, mas rápido ele poderia escutar a conversa. Ele realmente tentava não ser curioso – isso só criava problemas para ele – mas simplesmente não conseguia evitar. Ele pensava orgulhosamente que agora conseguia esconder sua curiosidade melhor do que antes.

Para fora e de volta o menininho foi, ofegando com o peso das sacolas cheias de comida da qual ele ganharia muito pouco. Ele conseguia ouvir pedaços da conversa, a maioria tia Petunia se lamentando sobre a imagem da vizinhança e querendo proteger seu "precioso Dudinha daqueles monstros!"

O menino agora estava na cozinha, guardando a comida com a ajuda de um banquinho. Seus ouvidos se aguçaram quando seu tio gritou.

"Aberrações! Isso é o que eles são – nada mais do que aberrações que não valem nada!"

Agora, tristemente, isso chamou a atenção do garotinho. Isso era o que seu tio sempre o chamava, uma aberração que não valia nada. 'Talvez eles sejam meus parentes, ou mesmo se eu não for do mesmo tipo de aberração, talvez eu pudesse morar com eles' pensou o menino, esperando descobrir mais.

"Eu não acredito que eles deram permissão para que eles ficassem tão perto de pessoas normais! Eu vou telefonar para a polícia e conferir para ter certeza que eles têm as permissões adequadas. Me dá nojo pensar que isso está sendo permitido!"

O sofá gemeu enquanto tio Vernon se levantava. O menino continuou seu trabalho, e escutou enquanto seu tio discava o número. O menino perdeu o começo da conversa, porque estava guardando a comida no freezer, mas quando sua cabeça saiu, ele pôde ouvir seu tio gritando no telefone.

"São ciganos! Como isso pode estar certo? Eles estão no terreno baldio em frente ao mercado que fica a apenas um quilômetro da minha casa e meu filho! Quem sabe que tipo de coisas anormais eles estão fazendo! Eu exijo uma investigação!"

O menino de cabelos negros perdeu a conversa novamente enquanto guardava a comida na geladeira. Ele riu baixinho para si, imaginando o rosto do seu tio ficando roxo enquanto ele gritava no telefone. Com um suspiro ele fechou a porta da geladeira, jogou as sacolas plásticas no lixo e voltou para seu armário para esperar por sua próxima tarefa, ou, se ele desse sorte, um pouco de comida.

"Eu tenho uma idéia," riu desdenhosamente tia Petunia, "Por que nós não vendemos o moleque para eles? Ele é uma aberração exatamente como eles.", nojo transparecia na sua voz enquanto ela observava seu sobrinho magro e sujo entrar em seu armário embaixo das escadas. Ela não iria vendê-lo, obviamente, ele ajudava demais na casa, mas era um pensamento adorável.

O menino sentou em sua cama de armar, enquanto as palavras de sua tia giravam em sua cabeça. 'me comprar... eles iriam realmente me comprar?', o menino pensou. 'Isso quer dizer que eu valeria alguma coisa para eles.', Sorrindo, o menino deixou seus pensamentos o levarem. 'Se eles são aberrações como eu, e eu tenho algum valor para eles, talvez eles deixem eu viver com eles e eu posso sair de perto da minha tia e meu tio.", um pequeno sorriso iluminou o rosto do menino, mas sumiu rapidamente quando ele ouviu o estrondo do seu primo descendo as escadas. Ele sempre tinha medo que as escadas fossem desabar na sua cabeça sempre que seu tio ou primo andassem nelas.

"Mamãe, o que você comprou pra mim?", berrou Duddley correndo para a cozinha para ver que guloseimas ele tinha ganhado da loja hoje. Petunia o seguiu até a cozinha, "Bem, Dudinha, eu comprei três dos seus sorvetes favoritos e dois pacotes de seus salgadinhos favoritos, e hoje à noite papai vai nos levar para jantar. E você, meu docinho, vai poder escolher o lugar!"

"Yay!", gritou Duddley, agarrando um pote de sorvete e uma colher. Petunia sorriu para Duddley enquanto ele enchia uma colher de sorvete e a colocava em sua boca atarracada.

Uma hora mais tarde, tio Vernon estava batendo na sua porta e berrando, "Aberração, nós estamos saindo, você vai pôr as roupas para lavar e limpar o quarto do Duddley. E se não estiver tudo pronto quando nós voltarmos, você vai ver!" Vernon bateu mais uma vez na porta para reforçar suas ordens.

"Sim, tio Vernon.", veio a voz suave do menino. Ele saiu quando ouvir a porta bater, e observou enquanto eles saíam. Rapidamente, ele correu para o andar de cima e recolheu as roupas sujas; os ciganos poderiam não querer ficar com ele, e ele ia ter que conseguir pelo menos fazer uma parte do que seu tio havia mandado. Ligando a máquina de lavar, ele voltou para o andar de cima. O quarto de Duddley estava uma bagunça – ele ia levar a noite inteira ali. Com um suspiro trêmulo, o menino saiu do quarto e foi para o banheiro. Rapidamente ele tomou um banho e colocou suas melhores roupas. Infelizmente, elas eram roupas antigas de Duddley. Manchadas e desbotadas, elas caíam de seu corpinho magro. O menino então escovou os dentes, escovou seu cabelo – que continuou uma bagunça negra – e foi para o andar de baixo. Ele colocou seus sapatos e então arrumou uma sacola com todas as suas coisas importantes. Tudo cabia em uma mochila velha de Duddley, que ele tinha encontrado no lixo – era da cor errada, então Duddley tinha jogado fora. Indo para a área de serviço, o garoto colocou as roupas molhadas na secadora e começou mais uma carga na lavadora. Então ele colocou a mochila nos ombros e abriu a porta dos fundos, saindo por ali para que os vizinhos não o vissem.

Felizmente era verão, e o céu ainda estava iluminado. As ruas estavam quietas, pois era a hora do jantar, e olhando pelas janelas, o garotinho podia ver famílias reunidas em volta das mesas, comendo e rindo juntos. Ah, como ele queria ter uma família! Seus pais estavam mortos. Sua tia e seu tio haviam dito que eles estavam bêbados e tinham batido o carro, se matando e deixando o menino com uma cicatriz na testa. O menino corajosamente tirou sua mente de tais pensamentos e concentrou-se em onde ele estava indo.

Ele tinha caminhado por um longo tempo; o céu estava iluminado com o pôr-do-sol quando ele chegou ao terreno. Havia uma grande tenda arrumada no meio; ela era azul escura com espirais, estrelas e luas de todas as cores do arco-íris. Atrás da tenda havia vãs, ônibus e algumas barracas. Espalhadas na frente da tenda havia pilhas de madeira e tecidos. Ele observou enquanto as pessoas arrumavam barracas e tendas menores. Eles todos riam juntos enquanto trabalhavam. Ele se sentiu tão feliz ali, com os sons de conversas alegres e música suave. O menino contou doze pessoas, todas vestidas em roupas de verão de tipos que ele nunca havia visto. Oh, ele conseguia ver que eram vestidos, camisas, calças e coisas assim, mas as cores e tecidos não eram nada que ele tivesse visto antes. 'Essas pessoas devem ser muito felizes.', o menino pensou consigo mesmo, 'Como alguém poderia ser infeliz com roupas assim?', Havia mais pessoas arrumando tendas e barracas; mas eles não faziam parte dos ciganos. O menino até mesmo reconheceu algumas pessoas ali de Little Whinging. Decidindo ficar fora de vista até que todas as pessoas dos arredores tivessem ido embora, o menino abaixou-se na cerca-viva para esperar.


Taram, capítulo um prontenho! Agora sejam uns docinhos e review para moi, please?

Beijos

R E V I E W !

PS: meus planos eram postar o capítulo 2 ainda hoje, MAS, tive problemas. Tive aula, na verdade, e o Ari (meu note, apelido de 'Aristides') decidiu dar piti. Por motivos inimagináveis, ele decidiu que eu não entro mais no msn, e também decidiu que ele reinicia sozinho quando bem entender. Amanhã pela manhã (ou seria hoje, já que é quase uma), eu vou levar meu bebê para o técnico ghato que arruma ele sempre, e tentar fazer um drama para recebê-lo de volta, no máximo, até quinta. O capítulo, na verdade, já está quase todo traduzido, falta uma página e um pouquinho - e então revisar -, coisa de uma hora de trabalho. Anyway, até quinta o dois está aqui, ok? beijos, pessoas.