Welcome to the jungle
It gets worse here everyday
Ya learn ta live like an animal
In the jungle where we play
Welcome to the Jungle - Guns N' Roses
Dean abriu os olhos.
Sem quarto de motel, sem olhos com brilho bizarro, sem Sammy. O que diabos aconteceu?
Sua mão ainda estava em uma maçaneta, mas essa era diferente.
- Você acha que vai sair daqui tão fácil? – uma voz perguntou, bêbada, obviamente puta, mas Dean não virou.
Não poderia ser com ele. Seja lá onde ele estava, nem deu tempo de... bom, nada! Dean curtia arrumar uma confusão tanto quanto qualquer outra pessoa, mas dessa vez simplesmente não poderia ser com ele.
- Ei! Você acha que mexer com a minha mulher é engraçado?
Bom... Talvez fosse com ele.
- Eu to com pressa – Dean respondeu sem olhar por cima do ombro e já se precipitando pela porta.
E quando a liberdade já estava perto, mas tão perto, algo que pode ter sido uma cadeira algum dia espatifou na parede, cobrindo seu casaco de lascas de madeira.
- Volta aqui!
Ahm... Não.
A porta dos fundos estava aberta e felizmente o corno estava ocupado demais gritando ameaças pra realmente cumprir qualquer uma delas.
Dean procurou qualquer sinal de onde estava, a vizinhança parecia... normal. Casas de cerca branca e janelas azuis, gramados verdes e crianças andando de bicicleta. A única coisa que não se encaixava ali além dele próprio, era o Impala, parado numa garagem do outro lado da rua, há quatro casas de distância.
- Isso é ridículo... – Dean resmungou para si mesmo.
Aquilo parecia a caminhada da vergonha, todos pareciam saber que ele não pertencia àquele lugar.
E isso era bem literal, todas as crianças que brincavam na rua arregalaram os olhos, cheios de um medo impressionante e saíram de seu caminho com se ele fosse uma avalanche.
Estranho.
Tentando ignorar os olhares apavorados, Dean começou a fazer inventário:
* roupas? Ok. Mas não eram as mesmas de... hoje cedo? Bom. É.
* armas? Ok. Todas em seus devidos lugares e mais algumas que ele não lembrava.
* quarto de motel? – Meio Ok. Tinha um quarto, mas não era de motel e nem dele.
* Sam? Nem sinal.
* Impala? Ok em um segundo.
* Pronto, agora sim ele poderia ficar desesperado.
Afundou as mãos nos bolsos, tentando descobrir algum jeito de se fundir com a paisagem para que todos parassem de olhar pra ele, mas o que descobriu, foi um molho de chaves. Até aí tudo parecia normal, afinal ele precisava de chaves pra coisas como ligar o carro, só que as chaves do Impala não eram as únicas.
Parado ao lado de sua garota, Dean acariciou o teto do carro – pra matar as saudades – e encarou a porta vermelha da casa. I see a red door and I want to paint it black...
Pronto. Agora que a barreira do colapso mental foi ultrapassada e ele estava cantando Rolling Stones enquanto encarava uma porta, a investigação poderia continuar.
Olhando para ambos os lados da rua, Dean esperou que alguém o parasse, mas todos estavam ocupados demais sentindo medo dele para fazer qualquer outra coisa que não fosse desviar o olhar, então ele continuou.
A chave desconhecida realmente abriu a porta vermelha.
A casa era... Uma casa. Completamente anticlimático. Sem ter mais o que fazer até que alguém ou alguma coisa acontecesse e desse uma pista do que estava acontecendo, Dean continuou a entrar. Tinha cheiro de sangue seco, roupa úmida e pólvora.
Estranhamente, essa combinação fez Dean se sentir em casa. Acrescente o cheiro de mofo ou pelo menos um cheiro identificável, mas que com certeza não veio de nada de bom, e seria a descrição perfeita da infância de Dean. Ou pelo menos de mais da metade dos quartos e casas abandonadas – "mal cuidadas" como John preferia chamar, hipócrita filho da mãe – em que ele e Sam cresceram.
Outro passo e nenhum som além da madeira rangendo sob seu peso. Ou estava tudo vazio, ou quem morava lá era ridiculamente silencioso. Uma voz que parecia muito com a de Sam sussurrou em sua cabeça, ou talvez estejam dormindo, gênio.
E droga. Isso também fazia sentido.
Então, Dean continuou tentando não fazer mais barulho do que o piso já fazia por ele. A sala era pequena, tinha só um sofá, uma mesa de centro e uma televisão, tudo coberto por pacotes de salgadinhos, guardanapos amassados e garrafas de cerveja vazia. Quem quer que seja o dono da casa, obviamente vivia como um rei.
Outro cômodo, um pouco mais de lixo, mas nenhuma pista. Dean resolveu nem arriscar a cozinha, os fungos se desenvolvendo por lá deveriam ser tóxicos e possivelmente cheios de dentes, a escada parecia uma opção bem mais segura.
- Quem sabe não tem uma trilha de lixo que eu possa seguir? – Dean se perguntou em voz alta, já que o silêncio começava a deixa-lo incomodado.
E não, não tinha uma trilha de lixo, mas muitas pegadas enlameadas na escada – talvez algumas fossem sangue seco, mas ele não era perito – e todas iam diretamente para a mesma porta.
De tudo que Dean esperava, aquele quarto era... Como era a palavra mesmo? Ah é, um máximo! Era o quarto dos sonhos de todo adolescente, pelo menos era o quarto dos sonhos de Dean quando ele era adolescente. Na verdade quando Dean era uma adolescente, ele ficaria feliz de ter um quarto com porta, só. Não, não, melhor ainda: Dean queria ter um quarto com porta quando Sam virou adolescente.
O único lugar que ele tinha pra se esconder das crises de mau humor do mais novo era o banheiro, mas infelizmente o pai sacou a jogada e começou a se esconder lá antes.
As paredes estavam cobertas por posters, de AC/DC até Mettalica, de um Corvette clássico azul metálico até Abbey Clancy de biquíni roxo e blusa de capuz cinza.
Meu Deus, essa mulher é gostosa.
Não. Não, não. Foco.
Na verdade não eram todas as paredes cobertas por bandas, carros e mulheres gostosas, a maior parede, ao lado da porta, era um enorme mural com pequenos alfinetes prendendo artigos de jornal e páginas impressas da internet. Também haviam fotos, claro, mas nada ali chegava nem ao menos perto de Abbey Clancey, isso Dean podia afirmar com toda certeza.
Vampiros, ghouls, Mulheres de Branco – como ele odiava essas vacas – eram só algumas das coisas retratadas ali. Ele conhecia muito bem esse método meio demente, meio genial de relacionar informações. Um caçador morava ali.
O que significava que aquela invasão poderia ficar complicada a qualquer momento. Mas, por outro lado, o Impala estava parado lá na frente e Dean tinha a chave da porta...
E lembrar disso também o fazia lembrar da maior questão em pauta, o puto do elefante no quarto, a maior e mais difícil pergunta – desde o " Isso é um baseado?" do pai quando Dean tinha 16 anos e achou que seria uma boa idéia experimentar. Ser pego, por outro lado, foi uma péssima idéia – como ele foi parar ali?
Aquele não era um bom lugar pra se estar, tudo bem que o quarto era show, mas ainda era a casa de um caçador e ter as chaves realmente não importava.
Isso tudo cheirava a coisa de anjo, mas nem sinal dos viadinhos alados.
Ele continuou parado alguns segundos, se sentindo mal por invadir e se sentindo idiota por se sentir mal, então lembrou que ele não fazia esse tipo de coisa – sentir – e voltou a fuçar.
Foi perdendo a graça quando Dean percebeu que tudo estava mais ou menos onde ele pensava que estaria. E talvez tenha sido isso que fez aquela idéia brotar em sua mente. Quer dizer, os recortes, fotos, mapas e até algumas armas espalhadas numa bagunça que não deveria ser organizada, mas era – mais ou menos, as roupas de limpeza questionável empilhadas numa cadeira, mais mapas e fotos colados nas paredes, tudo aquilo gritava Dean Winchester. Ou Unabomber, se ele fosse honesto, mas eram fotos mais de demônios do que de presidentes americanos riscados ou mutilados – apesar de ter uma foto ali meio escondida que parecia muito o Bill Clinton.
Tá, tudo bem, não era o Clinton, nem um presidente, mas era uma foto com pessoas de verdade, não monstros. Provavelmente nem o pai sabia que Dean tinha aquela foto, muito menos o Sam. Normalmente ficava em sua carteira, mas estava bem ali... Uma vela azul em cima de um pedaço de torta de maçã e os braços magricelas de Sam puxando a gola da camisa de Dean enquanto os dois riam descontroladamente.
Aquela foto não poderia estar ali, mas estava.
Ele poderia não ser esperto-de-escola como o Sam, mas sabia fazer matemática básica: Impala + casa + chaves da porta da casa + lixo + posters do AC/DC + foto de aniversário + armas + Abbey Clancey = Winchester x (Dean)².
Então... Ele tinha uma casa. De cerca branca e porta vermelha. Num bairro aparentemente respeitável, onde todas as crianças tinham medo dele.
Dean espiou pela janela e sim, o Impala ainda estava lá, só parecia mais judiado, o que por si só já era um absurdo.
Mas que porra era essa?
- Cas? Castiel? – ele chamou em voz alta, se sentindo um idiota por estar falando sozinho.
Sentimento que só piorou quando não houve qualquer resposta.
Parecia um ótimo momento pra simplesmente deixar que o colapso nervoso tomasse conta, mas ele ainda tinha mais o que explorar.
xo0ox
É. Explorar não era tão emocionante quanto parecia ser.
Era casa dele mesmo, não havia como negar depois de uma inspeção mais minuciosa, ainda não fazia sentido nenhum, mas era a verdade.
Ainda não tinha nem a menor idéia de como foi parar lá ou como ele tinha uma casa, mas ei! Uma coisa de cada vez.
Dean entrou no banheiro tentando encontrar os remédios anti-psicose que deveriam estar por ali, mas antes, ele viu seu reflexo.
Tinha uma cicatriz descendo desde o canto de seu olho esquerdo até seu queixo. Era fina, mas dava pra ver que quem quer que seja que colocou aquilo ali, estava com muita raiva.
E Dean sabia que não estava ali pela manhã, há 40 minutos atrás.
Ele estava mais novo, o cabelo mais comprido, não muito, mas o bastante para ele notar a diferença, tentou vasculhar o rosto em busca de outras mudanças, mas a cicatriz atraia seus olhos.
Isso não deveria estar ali. Dean queria fazer alguma piada sobre mulheres gostarem de cicatriz, mas ninguém estava ali para ouvir e francamente? Ele estava apavorado demais pra fazer qualquer tipo de brincadeira. Ele deveria ver o que mais havia acontecido com seu corpo... Deveria. Mesmo.
Outra hora... É. Outra hora vai ser bem melhor.
Apesar de estar tudo errado, ao mesmo tempo estava... tudo certo. As coisas dele estavam lá, ele podia ver o Impala estacionado de onde estava, ele se sentia bem e podia mover todo o corpo, mas... O que aconteceu?
Sam. Ele precisava encontrar o Sam. O Sasquatch deveria estar completamente enlouquecido, se não pelo desaparecimento, simplesmente por não poder terminar de discutir.
Com um novo propósito, Dean continuou o caminho até o carro – quase sem olhar para os dois lados da rua em busca do marido traído que poderia estar em busca de vingança – só então percebeu que ele não fazia idéia de onde estava, como ia encontrar o Sam?
A raiva foi tanta que ele quase socou o carro.
- Ah querida, desculpa... – ele deslizou os dedos pelo teto do Impala – Eu não faria isso.
A vez com o pé de cabra não conta. O pai morreu, você sabe que eu não estava legal...
Dean suspirou e voltou o rosto para cima, contando até 10. Não adiantava nada se desesperar e ele já estava na merda mesmo. Sempre podia ser pior, ele só tinha que trabalhar com o que estava a mão. E o que exatamente estava a mão?
Nada. Um grande monte fedido de merda nenhuma.
Calma...
Abrindo o porta-mala do Impala, Dean percebeu que "nada" não era uma definição certa, ele ainda tinha toda a parafernalha de caça o que ajudava. Provavelmente. Era realmente frustrante ter tudo como se fosse um dia normal. Com um adicional de um marido corno.
Dean fechou o carro e olhou em volta, procurando um plano de ação.
Onde estavam aqueles mapas com o pontinho vermelho "Você está aqui" quando você precisava de um?
Ele entrou no Impala e apertou o volante.
- Isso não é o fim do mundo! Quer dizer... É sim! Mas... Que droga...
Respirando fundo e apoiando a cabeça no volante por alguns instantes, Dean se decidiu: deu a partida no carro e começou a dirigir, sem destino certo, fazendo reconhecimento da área.
Já estava rodando a alguns minutos quando notou que aquelas ruas pareciam familiares.
Espera um pouco... Ele conhecia esse lugar, sabia onde estava, só não fazia sentido nenhum. Por que justo ele, Dean Winchester, teria uma casa bem ali?
Palo Alto, Califórnia. Merda de Stanford.
Uma onda de xingamentos e um aneurisma mais tarde, o ronronar do motor do Impala finalmente fez Dean se acalmar. Ele ainda estava suando, trincando os dentes e apertava tanto o volante que seus dedos estavam ficando amortecidos, mas claro, ele estava mais calmo.
Era óbvio que aquele não era o seu universo, era dolorosamente claro que alguma coisa bem ruim havia acontecido com ele ali, mas será que as coisas poderiam ter mudado tanto assim?
Stanford... Não tinha escapatória, era o único lugar que fazia sentido ir no momento. Ou talvez não, mas pelo menos era o mais próximo.
Mesmo depois de 4 anos, o GPS corporal de Dean ainda funcionava muito bem e o caminho até o apartamento do Sam foi fácil, mas não dava pra saber o que encontraria lá e honestamente? Gostaria que o caminho tivesse sido mais longo ou mais difícil.
Dean andou até a porta e de volta ao Impala cinco vezes antes de ter coragem de realmente passar pelo portão e subir as escadas.
Na porta, mais uma vez ele hesitou. Mesmo sendo o elo mentalmente mais fraco da corrente dos Winchester, Dean tinha a sensação de que invadir não era uma boa idéia, então bateu. Meio tímido, mas bateu.
Sam abriu a porta, parecendo exausto e... novo. Muito mais novo do que ele parecia no motel algumas horas atrás, antes de Dean ser transportado pra... esse... lugar... é.
- Sammy?
Os olhos do mais novo se arregalaram em choque, e apesar de Dean saber que não tinha talento nenhum para ser sensível ou reconhecer emoções, ele reconheceu a transição da surpresa para o choque, do choque para a raiva e da raiva para o punho enorme crescendo na direção de seu rosto.
- Que porra é essa, Sam? – ele ralhou com o irmãozinho gigante, pulando para trás, segurando o maxilar.
Isso doeu.
- O que você quer, Dean?
A voz de Sam estava cansada, irritada, mas a postura indicava que Dean não estava muito longe de outro soco. E pelo visto a política Winchester de atirar-primeiro-perguntar-depois ainda era a escolha da vez.
- Cara, o que acabou de acontecer? – Dean ameaçou dar mais um passo, mas os punhos fechados de Sam o fizeram pensar melhor – O que era aquela coisa na porta?
A expressão em branco de Sam também não foi nem um pouco encorajadora.
- Você está bêbado? – a irritação crescente na voz também não ajudava – Veio aqui pra que? Arruinar minha vida e matar minha namorada não foi o bastante, Dean? Você veio pra terminar o serviço?
- Do que você...? Sammy, isso é sério!
As palavras mal saíram de sua boca e Sam estava se jogando em um novo golpe, mas dessa vez Dean teve presença de espírito o bastante para desviar.
- Mas que porra, Sam!
Sam agarrou a jaqueta do irmão mais velho.
- Nunca me chame de Sammy! – ele rosnou, empurrando Dean – Vai embora.
E a porta se fechou com um estrondo.
Mas o que é que...? Porra.
- Sam! Sammy, abre a porta! – Dean tentou ignorar a nota de desespero em sua voz – O que ta acontecendo?
O som distinto de uma espingarda sendo armada fez Dean deixar pra lá essa coisa de irmão e fugir para a segurança do Impala.
Isso tudo estava errado, muito, muito errado! Esfregando o rosto Dean lembrou de outra coisa errada. Muito, muito, muito errada.
Eu não sei o que aconteceu, Sam me odeia, estou sozinho e tem uma porra de uma cicatriz na minha cara!
Bobby.
É. Essa era a resposta. Bobby saberia o que estava acontecendo e faria tudo voltar ao normal. Tudo bem, normal é uma palavra muito forte pra um Winchester, mas ele queria o seu senso distorcido de normalidade de volta, porque esse lugar não tinha graça nenhuma.
Bobby. É. Tudo vai melhorar assim que ele falar com Bobby.
Consultando o relógio, Dean fez as contas e se ele dirigisse normalmente – igual a um viciado em crack depois de um refil – estaria na casa do Bobby pela manhã, mas ele se sentia mal, o estômago virado, o corpo cansado como se não dormisse há dias, apesar de saber que ele havia acabado de acordar.
As coisas dele ainda estavam no quarto de qualquer forma e com um pouco de sorte tudo isso era um pesadelo bem real e depois que ele dormisse, tudo voltaria ao normal. Ah é, claro.
Se arrastando de volta para sua casa de porta vermelha e cerca branca, direto para dentro do quarto, Dean nem sentiu seu corpo caindo no colchão. Ele só queria dormir até voltar pra casa.
xo0ox
Luz. Tinha luz da rua entrando pela janela e essa porra estava irritando as pálpebras fechadas de Dean, mas pelo menos isso significava que era manhã. E talvez fosse a manhã certa.
Cheiro. Óleo e pólvora. O colchão era mais confortável do que o de costume, mas parecia ser um quarto, com um pouco de sorte num motel podre de beira de estrada. E talvez fosse o motel certo.
Ele abriu os olhos lentamente. Maldita visão periférica! Sem nem se mover na cama, Dean enxergava os arredores e sabia que aquele quarto era o mesmo de ontem à noite. Ou ontem de manhã. Hmm... O quarto errado.
Não foi um sonho, definitivamente. Grande merda saber isso, não ajudava em nada, mas era a única coisa que ele tinha certeza. E de que quando se sentiu cansado, foi mais cansado do que ele havia imaginado, eram 5 horas da manhã seguinte.
Dean sentou na cama e esfregou o rosto, os dedos estranhando a nova adição facial. Bom, se era pra ficar enterrado nesse lugar, ele deveria descobrir mais coisas, começando por o que mais mudou em seu corpo.
O banheiro nunca pareceu tão distante.
Dean tirou a camiseta e respirou fundo antes de se olhar no espelho. Seja lá o que aconteceu, parece que não foi nada fácil pra ele. A cicatriz no rosto foi claramente planejada e executada com muito esmero por alguém realmente puto com ele. Começava no canto de seu olho esquerdo, mais alguns centímetros e ele ficaria cego – deve ter doído feito o inferno – de lá, seguia a linha do maxilar até quase chegar em seu queixo. Um pensamento rápido passou em sua mente de que mesmo assim, ele ainda era bonito.
E as pessoas ainda diziam que ele tinha baixa auto-estima...
Suas mãos tinham queimaduras, assim como seu braço direito. Essas devem ter sido bem divertidas.
Seu peito parecia um mapa de dor e isso não o deixava nem um pouco animado com o que poderia estar em suas costas. Marcas de garras decoravam se ombro e tinha direito até a uma cicatriz distinta logo abaixo de suas costelas. Cirúrgica definitivamente.
Mas o mais errado – além de todo o resto – não era o que estava lá, era uma coisa que estava faltando. A tatuagem. A tatuagem anti-possessão não estava onde deveria estar e não parecia estar em nenhum outro lugar. Em seu suposto lugar, talvez um pouco pra direita, perto da clavícula ele tinha outro enfeite, que estranhamente parecia um ponto de interrogação.
Ele deve ter caído em um compactador de lixo em algum momento, por que pareciam cicatrizes demais pra tão pouco tempo de vida. E ele estava magro. Só ângulos de músculos e ossos, quase nenhuma carne. Era quase o mesmo corpo que ele tinha quando adolescente, só... moído.
Okay, chega do show de horrores.
Depois do momento higiene, se o Sam não me odiasse, ficaria orgulhoso, Dean decidiu parar de sentir pena de si mesmo e passar o trabalho para outra pessoa. Hora de encontrar o Bobby.
N/A.:. Hola! Eu nem deveria estar escrevendo, minha semana de provas começa segunda, mas eu fiquei tão animada com as reviews que não resisti!
As coisas começaram a ficar complicadas pro Dean, mas não se preocupem, ainda piora! Não me matem! huahuahuahuahuahua É pelo bem da trama!
Ok, vou indo, espero que tenham gostado!
Ps.:. Por favoooooor mandem um pouquinho de amor (aka review) pra eu saber que tá todo mundo curtindo! Se quiserem divulgar tbm, propaganda nunca matou ngm! Só aquele outdoor que caiu naquela velha... Mas isso foi um acidente trágico, naaada a ver com isso aqui.
