Capítulo 2 - Reencontro

POV - Yuzuriha

Jamiel, 1743

- Sim mestre. – eu respondi, prostrada e com a cabeça baixa. Logo após, me levantei e saí da torre. Caminhava pela estrada com o vento balançando os meus cabelos e a longa echarpe vermelha que eu sempre levo enrolada em meu pescoço. Era noite e estava frio. Eu usava minhas vestes de luta e sentia minha pele se arrepiar com o vento forte, mas minha determinação em me tornar uma grande guerreira era mais forte do que qualquer outra coisa em minha vida. Então segui em frente, sem me abalar.

Apesar de Hades ainda não ter despertado, as 108 estrelas malignas já haviam sido libertadas e alguns espectros rondavam a minha calma cidade natal. Alguns cavaleiros vieram do Santuário para investigar e cuidar para que nada ruim acontecesse aqui, pois Jamiel sempre foi um lugar muito importante. Os guerreiros locais estavam sendo enviados para ajudar, e entre eles, estava eu.

Eu seguia por entre as montanhas quando senti uma perturbação de cosmos, certamente de uma luta que estava acontecendo por perto. Entre eles, pude sentir uma energia muito poderosa, a qual eu conhecia muito bem. Eu fechei os olhos e usei o meu poder de teletransporte; um brilho intenso se formou e eu desapareci completamente no ar.

Quando me materializei no local da luta, pude ver vários espectros e um cavaleiro de ouro, que não me era nem um pouco estranho. O que eu estranhei, na verdade, foi o fato de ele estar lutando sozinho contra todos eles, pois sabia que junto dele vieram outros cavaleiros de prata e bronze. Como ninguém lá me viu chegar, aproveitei para ficar observando escondida e agir caso fosse necessário.

Alguns espectros estavam caídos ao chão, outros estavam em pé, rodeando o cavaleiro. Este estava de costas para mim. Ele ria e zombava, como se estivesse brincando com os soldados de Hades, mas parecia manter o controle da situação. Até que um dos inimigos, escondido, tentou atacá-lo pelas costas com uma arma na mão. Imediatamente, eu saí da penumbra e lancei minha echarpe contra aquela criatura, segurando seu braço e fazendo-o derrubar a arma no chão.

- Mas que covardia! Não podia esperar algo menos baixo e vil de seres como vocês!

- Hum? - o cavaleiro se virou ao ouvir a minha voz e ficou me observando, certamente pensando que eu lhe era familiar, pois já tínhamos nos encontrado várias vezes. - Ah, é você, a aprendiz de Hakurei! - ao ouvir esta frase, me lembrei na hora dos apelidinhos "carinhosos" que ele me colocava e, pela risadinha que ele soltou após terminar de dizê-la, deve ter pensado nisso também.

Enquanto o pequeno flashback passava por minha mente, eu puxei aquele ser asqueroso até mim e lhe desferi um chute, atirando-o longe, direto contra uma árvore.

- Vejo que a menininha cresceu! - ele disse, enquanto ria da situação.

- E eu vejo que você tem muito trabalho pela frente, Manigold. - eu respondi, enrolando de volta a echarpe no pescoço e me colocando em posição de defesa, enquanto o fitava.

- É, você até que é bem forte pra uma menina bonita... Mas pode deixar que eu dou conta de todos esses vermes. - assim que terminou de falar, várias esferas de luz azul apareceram, atacando todos os espectros ao mesmo tempo. Ele me olhou com um sorriso de vitória nos lábios, como que dizendo: viu só? E me analisou de cima a baixo. Com certeza, reparou em como eu estava diferente desde última vez que nos encontramos. Enquanto eu, apenas continuei olhando séria, bem nos olhos dele. Sim, eu sempre fui muito orgulhosa e confiante.

Nisso, os espectros começam a se levantar e avançar para cima dele. O cavaleiro de câncer soltou uma risada e levantou um dos braços; um brilho saiu da ponta de seu dedo indicador e um portal escuro se abriu no céu acima dele.

- Vamos lá, seus malditos! Vou dar uma festinha pra vocês no meu playground! - disse ele, enquanto os inimigos caíam ao chão, tendo suas almas arrancadas do corpo e carregadas até o portal pelas luzes que saíam de seu golpe.

Eu observava tudo atentamente, quando ele se aproximou de mim e falou: - E você lindinha, me espere aqui, pois quando eu voltar nós temos muito o que conversar. - eu apenas ergui as sobrancelhas em resposta, enquanto ele subia e desaparecia dentro portal.

Eu olhei ao meu redor e de repente, tudo ficou muito escuro sem o cosmo brilhante do cavaleiro de ouro iluminando aquele lugar. Agora, apenas a luz da lua cheia clareava levemente o local e me permitia ver os corpos caídos ao chão. Eu andei um pouco, observando, então resolvi me sentar em uma rocha e esperar. Fiquei preocupada, pois apesar de ele ser muito poderoso, enfrentar vários espectros de uma só vez poderia ser perigoso. Enquanto eu esperava, comecei a me recordar de alguns momentos que passamos juntos. Como a primeira vez que nos encontramos...

* Flashback *

"Eu era criança, havia recém iniciado meu treinamento de guerreira; Manigold, já adolescente, era treinado há algum tempo pelo irmão de meu mestre. Eu cheguei ao local em que íamos treinar, vi aquele garoto com cara de bobo fazendo gracinhas com os outros aprendizes que estavam lá e parei próxima a eles. Ele olhou para mim e veio em minha direção.

- Mas o que é que uma menininha como você está fazendo aqui? - ele perguntou, com um olhar intrigado.

- O mesmo que todos vocês, vim para ser treinada pelo meu mestre. - eu respondi, inocentemente.

Ele soltou uma sonora gargalhada e falou para mim: - Uma pirralhinha como você deveria era estar brincando de boneca! - e depois riu mais um pouco da minha cara.

Eu fiquei enfurecida com aquele moleque atrevido. Soltei um rosnado misturado com um grito e saí correndo atrás dele, pronta para espancar aquele idiota que ousou rir de mim, ainda por cima na frente dos outros. Ele corria e continuava rindo, o que me dava mais raiva ainda. Claro que eu não consegui alcançá-lo, até que nossos mestres chegaram e interromperam a guerra que estava prestes a se formar."

* Fim do flashback*

Nós treinamos algumas vezes juntos, outras vezes conversamos e brincamos, mas em todas as ocasiões acontecia ao menos uma briguinha. Aquele garoto adorava me provocar, tinha prazer em me ver com raiva e em discutir comigo. Era só começarmos a falar alguma coisa séria, que ele aprontava uma e me deixava brava. E sempre se referia a mim por "pirralha", "garotinha" e outras palavras ainda mais constrangedoras para alguém que era sua colega de treinamento e queria ser respeitada, que eu prefiro nem lembrar. Acabamos ficando meio que amigos, pois apesar de todas as provocações, eu gostava dele. Mas depois de voltar para o santuário e se tornar cavaleiro de ouro, ele não retornou à Jamiel e nunca mais nos vimos. Isso já fazia uns cinco anos.

Eu estava lá, perdida nas minhas lembranças de infância, quando um forte clarão apareceu no céu e Manigold surgiu de dentro dele. Caiu ajoelhado, com uma das pernas apoiada no chão; logo em seguida se levantou, olhando para mim. Estava ferido e segurava o elmo da armadura de câncer em uma das mãos. Eu me levantei depressa e corri até lá, parando na frente dele. Toquei em seu ombro e perguntei se estava bem. Ele não respondeu, apenas cambaleou e apoiou-se em mim, agarrando meu pescoço para não cair ao chão. Eu o abracei e ele encostou a cabeça em meu ombro, ainda em silêncio. Então usei meu teletransporte para nos tirar daquele lugar.

Reaparecemos próximo à torre de Jamiel. O cavaleiro continuava sem falar nada e eu estava começando a ficar realmente preocupada. Logo ele, do jeito que era, ficar quieto assim de repente? Era mesmo de se estranhar. Mas também, nunca tínhamos ficado tão próximos como nesse momento. E todo esse contato físico estava começando a me incomodar. De repente, ele levanta um pouco a cabeça e sussurra próximo ao meu ouvido:

- Obrigado lindinha... Mas sabe que, você assim, agarrada desse jeito comigo, está me inspirando a fazer certas coisas... - e solta uma risadinha fraca.

- Mas você, hein? Até no estado em que se encontra consegue fazer piadinhas... - dou um sorriso, ficando aliviada ao ver que ele estava em seu estado normal.

- Dessa vez não foi uma piada. - ele responde sério, voltando a encostar a cabeça no meu ombro. - Ah, tenho que me controlar, senão o velho me mata... - ele falou baixinho, para si mesmo, mas mesmo assim eu pude escutar.

"Mas o que foi isso? Acho que realmente ele não está bem... Deve ter batido a cabeça muito forte enquanto estava no Yomotsu!" Com as besteiras dele eu já estava acostumada... mas, uma cantada? Na verdade, eu não estava acostumada a ouvir este tipo de coisa de ninguém, pois apesar de ser considerada uma mulher bonita, ninguém se atrevia a me cortejar. Eu só consegui ficar ali parada, atônita, enquanto uma confusão se passava em minha mente e um frio percorria a minha espinha. Realmente, por essa eu não esperava... Mas não deixei transparecer um sentimento sequer. Aliás, não entendi nem por que eu estava sentindo alguma coisa por causa disso...

- Vamos, vou levar você até o mestre... - eu disse, ignorando completamente o que eu acabara de ouvir.

- Não! Não me leve ainda... - ele me interrompeu e levantou a cabeça, me olhando nos olhos e abrindo um sorriso meio torto. - Quero ficar mais um pouco com você...

Apesar de todo o transtorno que acontecia em minha mente, eu sorri discretamente para ele e dei a entender que ainda estava levando na brincadeira. E resolvi acatar ao pedido.

- Está bem, venha comigo. - o apoiei em meu ombro, andamos até a entrada da torre e subimos as escadas que levavam ao primeiro andar, onde ficavam os aposentos.

Manigold me acompanhou em silêncio até chegarmos ao meu quarto. Eu o ajudei a sentar-se na cama e me sentei ao seu lado. Tentei mudar de assunto, pois estava ficando um pouco constrangida com o clima entre nós.

- Mani, você está bem? O que aconteceu enquanto você esteve sumido? - perguntei, olhando-o normalmente, como se ainda fossemos as crianças de antes.

- Estou bem, não se preocupe. Eu prendi os espectros e por um bom tempo eles não voltarão a incomodar. Os cavaleiros de prata e bronze já devem estar colocando seus corpos em um local seguro. E bem, cumpri minha missão! - completou com outra risadinha fraca. Ele falava com um pouco de dificuldade, eu podia notar que estava sentindo dor.

Eu coloquei a minha mão sobre a dele e falei para ele esperar, pois eu já iria voltar, enquanto me levantei e saí do quarto. Fui até o andar inferior e peguei dois frascos de remédios feitos de ervas. Voltei ao quarto, sentei-me de novo ao seu lado e entreguei um dos dois a ele.

- Beba, você vai se sentir melhor.

- Será? Ou talvez você queira se vingar de todas as vezes que te irritei, me matando de vez... - e me olhou com aquela cara de bobo de sempre. Eu suspirei, sorri e acenei com a cabeça, negando. Ele bebeu todo o líquido e eu pude notar que, lentamente, ia recuperando um pouco das forças.

Eu fiquei observando-o, enquanto molhava o conteúdo do outro frasco em um pano e passava nos arranhões que ele havia sofrido nos braços e no rosto, recordando-me de como ele costumava ser e aparentar. Ele não havia mudado quase nada desde a última vez que o vi, tanto fisicamente quanto na personalidade, mas ao invés de um moleque irritante, a pessoa que eu via agora na minha frente era um homem, e até que bem bonito... Terminei o que estava fazendo e fiquei alguns segundos analisando os traços do seu rosto.

- Pronto, estou novo em folha! - o cavaleiro interrompeu minhas divagações e ficou me olhando com um sorriso.

- Como eu disse. - eu constatei, sorrindo de volta para ele. Logo após, me virei e larguei o que tinha nas mãos em cima de uma cômoda.

- Sabe Yuzu, eu pensei muito em você enquanto estávamos longe... - ele disse, me surpreendendo com tal afirmação.

- É mesmo? - eu falei, sem pensar, enquanto me virava de frente para ele novamente.

- Sim. Estava com saudades... Não via a hora de te encontrar pra poder te sacanear de novo! - e deu uma risada debochada.

Eu nem consegui responder. Abri minha boca e arregalei os olhos, fitando-o enraivecida. Depois de ter cuidado dele, de praticamente ter salvado sua vida, ele me diz uma coisa dessas! Aquilo realmente me tirou do sério. Eu pulei em cima dele e o derrubei sobre a cama. Ele ficou estirado, comigo ajoelhada por cima de seu corpo, segurando seus ombros e o fitando, em fúria. Acho que o peguei de surpresa, porque ele parou de rir na hora; ficou sorrindo e olhando para o meu rosto, depois ficou sério, olhando bem no fundo dos meus olhos.

Enquanto eu analisava a mudança das expressões em sua face, a minha raiva foi passando. Eu senti um frio na barriga ao perceber a posição em que estávamos e, o pior, ao notar que eu estava gostando disso. Foi quando ele firmou o olhar, agarrou minha cintura e me puxou, fazendo-me cair deitada em cima dele. Eu fiquei atônita, não falei nada, não me mexi, até o meu pensamento parou. Ele ainda me olhava daquele jeito, como nunca havia olhado antes, e então, levantou a mão e passou-a em meu rosto.

- Você é linda. E não imagina a força que estou fazendo agora pra não te agarrar... - disse, enquanto acariciava minha face.

Eu nem lembro o que pensei naquela hora. Acho que não estava acreditando, aquilo era meio surreal mesmo para mim. Também não sei o que me ocorreu e nem por que, só sei que um impulso tomou conta do meu corpo e eu colei meus lábios nos dele. Me senti tão atraída, como se um imã me puxasse e eu não pudesse resistir àquele homem. Sim, eu acabei agarrando ele.

O cavaleiro correspondeu ao meu beijo de um jeito selvagem e, ao mesmo tempo, carinhoso. Envolveu-me em seus braços, apertando meu corpo contra o dele, enquanto fazia carícias em minhas costas. Eu o puxei e virei-nos de lado, abraçando-o bem forte e passando a mão entre seus cabelos, acariciando sua nuca. Ele escorregou sua mão até a minha coxa, agarrando-a e eu levantei a perna e enganchei-a nas costas dele. Um calor e um torpor tomaram conta de mim, enquanto ele beijava meu pescoço e passava as mãos por todas as partes do meu corpo que conseguia alcançar.

- Esse seu perfume... Você me enlouquece... - sussurrou em meu ouvido e levantou-se, erguendo-me junto com ele. Sentou na beira da cama e me colocou em seu colo de frente para ele, enquanto olhava em meus olhos com uma expressão de desejo que me deixou hipnotizada. Eu coloquei as mãos em seu rosto e o acariciei, olhando-o nos olhos. Ele voltou a me beijar intensamente, ao mesmo tempo em que desenrolou o cachecol e tirou-o dos meus ombros, desamarrou a faixa que estava em minha cintura e tirou meu colete, deixando tudo cair ao chão. Foi descendo o beijo, passando novamente pelo meu pescoço e parando em meus ombros, enquanto agarrava minha cintura.

Minha respiração acelerou, um arrepio percorreu a minha espinha e se espalhou pelo resto do corpo quando ele soltou as faixas que cobriam meu peito, deixando-o descoberto. Depois, segurou meus seios e apertou-os delicadamente, enquanto beijava e passava os lábios em um deles. Eu fechei meus olhos e inclinei a cabeça para trás; estava ofegante e soltava alguns gemidos baixos, sentindo um prazer enorme com aquilo. Ao ver minha reação, ele me ergueu e deitou-me gentilmente na cama e ficou parado, me admirando por um momento, ajoelhado entre minhas pernas.

Foi quando eu despertei daquele sonho e caí na realidade. "Mas o que é que eu estou fazendo?" Meus olhos semi-abertos se arregalaram e eu levantei em um sobressalto, ficando sentada diante dele. Ele deve ter notado meu rompante, pois me abraçou e fez um carinho em minha nuca, encostando minha cabeça em seu peito, em silêncio. Eu fiquei paralisada por alguns instantes nos braços dele, então pensei: "Não... Isso vai contra todos os meus princípios... contra todas as regras que eu impus a mim mesma. Não posso deixar esses sentimentos tomarem conta de mim desse jeito... Não posso fazer isso!"

Instantaneamente, eu o empurrei e ele caiu deitado na cama. Eu sequer olhei para seu rosto para poder descrever a expressão que havia nele. Pulei rapidamente da cama, juntei minhas roupas que estavam no chão e saí correndo do quarto. Me vesti de qualquer jeito e corri o mais longe que pude de lá. Só parei quando encontrei um lugar onde sabia que ninguém iria me procurar: o topo de uma montanha, esconderijo que eu usava quando era criança e queria ficar sozinha. Sentei e escorei-me em uma pedra, encolhi minhas pernas, as abracei e encostei minha testa nos joelhos.

Eu sentia raiva de mim mesma, vergonha do que fiz, pânico de ter que encará-lo... ou seja, uma confusão total. Eu não parava de pensar em Manigold, me arrependia por ter saído daquele jeito e, finalmente, aceitava que aquela foi a melhor coisa a se fazer. Eu já não sabia mais o que estava sentindo por ele. "Será que eu o amo? Não, óbvio que não! Como eu poderia? Ele sempre foi somente um amigo, se é que eu podia chamar aquilo de amizade, pois a gente passava mais tempo brigando do que fazendo qualquer outra coisa que amigos normalmente fazem. Mas mesmo assim, eu gostava dele... Será que eu sempre o amei, então? Ah, que bobagem... claro que não! Mas... Ah! Que coisa! Droga!"

Minha linha de pensamento foi a mesma durante todo o tempo que eu passei lá. Fiquei o resto da noite e quase toda a manhã na mesma posição, acordada, tentando raciocinar. E o pior, sem chegar a conclusão nenhuma. O sol já estava alto no céu quando eu resolvi me levantar e fazer alguma coisa; qualquer coisa, menos ficar ali parada, pois já estava enlouquecendo de tanto pensar. Me recompus do melhor jeito que pude e resolvi voltar. Afinal, não adiantava fugir, uma hora eu teria que encarar a situação.

Eu caminhei devagar até chegar à torre. Entrei, andei por alguns metros e dei de cara com o meu mestre. Me ajoelhei ao chão, apoiando-me na perna direita e abaixei a cabeça.

- Mestre, eu...

- Yuzuriha, você fez muito bem ao ajudar Manigold, em trazê-lo para casa e cuidar de seus ferimentos. Um ótimo trabalho! Jamiel está livre dos espectros e os cavaleiros já retornaram ao Santuário.

Agora pode ir, estou vendo que você precisa descansar. Vá, mais tarde tenho outra missão para você.

- Obrigada, mestre. Com sua licença. -

Eu esperei o mestre sair, me levantei e subi as escadas, indo até meu quarto. Senti um alívio ao escutar que ele já tinha ido embora. Não, eu acho que fiquei um pouco decepcionada, porque no fundo, eu queria vê-lo de novo... Na verdade, foi mesmo um pouco dos dois.

Entrei em meu quarto e deitei na cama. Não queria mais ficar pensando naquilo, estava cansada. Fechei os olhos e esperei o sono chegar. Eu sabia que em breve nos encontraríamos de novo.