Capítulo 3 - Tenso...

POV - Manigold

Santuário - alguns dias depois

- Mas que droga! - eu gritei, enquanto dava um soco na mesa à minha frente. "Mas como aquela garota teve a ousadia..." Sim, eu estava novamente pensando nela. "Ah, mas ela é tão... Ah, já chega! Chega de pensar nisso! Eu não sei o que foi que me deu, nem o que é que estou sentindo agora, mas sei que isso não está certo!"

Ela não saía mais da minha cabeça. Desde que a vi, no meio daquela luta, não havia jeito de isso acontecer. Depois do que rolou, então... Só não entendia o porquê de ela sair correndo daquele jeito. Um cara como eu, sendo desprezado? Ah, mas isso não ia ficar assim.

Eu não sabia o que havia nela para me deixar louco daquele jeito. Tudo bem, ela era bonita, mas quantas mulheres bonitas existem por aí? E ainda por cima era só uma menina, muito mais nova do que eu. Não conseguia decifrar o que era, mas algo nela me tirava do sério. "E ela teve a coragem de me esnobar..."

Eu já estava extremamente irritado com os problemas que estavam acontecendo no santuário e ficar pensando nisso estava me deixando pior ainda. Então, levantei da cadeira e saí de dentro da casa de Câncer. Havia recebido ordens de não me afastar, pois o velhote poderia precisar de mim a qualquer momento, logo, caminhei até a entrada da casa e fiquei por lá, escorado em uma pilastra, de braços cruzados, tentando acalmar um pouco a minha mente.

Era fim de tarde. O sol estava se pondo, mas alguns raios ainda tocavam a Terra e reluziam em minha armadura de ouro, enquanto uma brisa suave balançava a capa branca que ficava presa em minhas costas. Eu ainda estava um pouco mal-humorado, quando vi alguém se aproximando, ao longe. Estreitei um pouco o olhar e pude reconhecer aquela figura. "Por Atena... é ela!" Senti um frio na barriga, mas já havia decidido de antemão que nada que eu estivesse sentindo iria ser demonstrado na frente daquela criatura.

A loirinha veio caminhando em minha direção. Se aproximou de mim até parar na minha frente e olhou-me com a cabeça levemente baixa. Eu apenas olhei de soslaio para ela, sério, mostrando indiferença.

- Olá... - ela disse com uma voz calma, mas eu pude notar seu nervosismo.

- Espero que não tenha vindo me perturbar, garotinha. E quero saber com a permissão de quem você está subindo as doze casas. - eu falei em um tom brincalhão e a olhei com um sorriso torto no rosto.

- Eu... tenho ordens do mestre de Jamiel de ir até o salão do Grande Mestre conversar com ele. - agora me fitava com aqueles grandes olhos azuis.

- E veio só pra isso, ou tem algo mais? - um sorriso malicioso surgiu em meu rosto.

- Bem, na verdade... eu queria dizer que eu agi mal naquela noite... não deveria ter saído daquele jeito... - ela olhou pro lado enquanto tentava se desculpar comigo.

- Ah, vejo que você não é tão burrinha como eu pensava... resolveu pensar duas vezes antes de desperdiçar um cara cobiçado como eu! - e ri alto.

- Como é? - pude perceber o início de irritação em seus olhos arregalados.

- Ué, você não ficou sabendo da minha reputação? Dizem por aí que eu sou o cavaleiro que leva os inimigos ao inferno e as mulheres ao paraíso! - me aproximei dela e a olhei de cima, ainda com o mesmo sorriso malicioso.

- O que? Mas você é mesmo muito convencido! - ela colocou as mãos na cintura e agora me fitava em fúria.

- Só me baseio no que as amazonas me falam... E além do mais, você não achou isso enquanto dava em cima de mim usando a desculpa de me ajudar... - ao ouvir isso, ela abriu um pouco a boca e ficou por um momento em silêncio, indignada. Depois mordeu o lábio inferior e franziu as sobrancelhas. E eu continuei a provocá-la. - Acho que me precipitei te elogiando, porque você está sendo bem lerdinha agora... Será que ainda não notou que morre de amores por mim? - terminei soltando uma longa risada. A esta altura, nossas faces estava a poucos centímetros uma da outra.

O rosto dela corou na hora. Mas certamente não foi de vergonha, pois dava pra ver as chamas de raiva dentro de seus olhos. E eu estava me divertindo demais vendo ela furiosa daquele jeito.

- Eu não posso acreditar no que estou ouvindo... Eu jamais amaria uma pessoa como você! Nem que fosse o último homem na face da terra!

- Ah, é mesmo? Não foi o que me pareceu quando ouvi aqueles gemidos... - um sorriso sarcástico se estampou no meu rosto.

A ira certamente tomou conta daquele corpo curvilíneo após a minha afirmação, pois ela arregalou os olhos, ficou mais vermelha do que já estava antes - se é que isso ainda era possível - e me empurrou contra a pilastra que eu antes estava escorado. Eu sabia que ela iria vir pra cima de mim, só não lembrei na hora que eu a provoquei, o quanto aqueles rompantes de raiva dela eram sexy. O jeito que aquela loira ficava me deixava maluco. Então, rapidamente, agarrei a cintura dela e a puxei contra meu corpo, erguendo-a do chão e deixando-a colada em mim. Depois tomei aqueles lábios, entreabertos de fúria, em um beijo arrebatador.

Enquanto eu adentrava aquela boca macia e pequena com a minha língua, ela me empurrava e tentava se soltar, inutilmente. Eu continuei beijando e segurando-a, apesar da resistência, até que ela acabou cedendo e correspondendo. Enlaçou meu pescoço com os braços e agarrou meus cabelos com uma das mãos. Eu podia sentir o gosto de toda aquela raiva de antes, foi o beijo mais excitante de toda a minha vida. Ainda bem que eu estava de armadura, caso contrário ela teria notado isso também.

Desencostei do pilar e desci seu corpo ao chão. Fui diminuindo a intensidade do beijo lentamente, até que afastei meus lábios dos dela. Abri meus olhos e olhei para os dela, que ainda estavam fechados. Mas logo eles se abriram devagar, até ficarem arregalados de novo.

Eu realmente não sei o que se passa na cabeça das mulheres. Pensei que tinha domado aquela fera, mas em menos de um segundo, ela se transformou novamente. Me fulminou com o olhar, empurrou meu braços e deu um tapa na minha cara. Um tapa! Tudo bem, eu até que mereci... mas na hora eu não achei isso, fui pego de surpresa mesmo. Eu levei a mão ao rosto e desmanchei o ar de espanto, voltando ao sorriso malicioso de antes, enquanto ela se afastava um pouco de mim e me fitava, revoltada. Eu estava abrindo a boca pra falar mais alguma coisa que iria aumentar ainda mais ainda a raiva dela, quando ela se antecipou.

- Você é um insolente, presunçoso e irritante! Nunca mais faça isso comigo de novo!

Eu podia ver o que ela estava sentindo por trás de toda aquela fúria. Ela me queria também, eu tinha certeza disso, mas por algum motivo não iria ceder tão fácil. E eu já estava ficando cansado daquele joguinho, que eu já estava jogando com ela há tempo demais pro meu gosto. Então, resolvi mudar a tática. Se ela não gostava do modo como eu a tratava, então ia dar uma amostra do quão pior ia ser se eu agisse diferente. Afinal, ela precisava ouvir umas verdades pra cair na real. E também, toda aquela resistência estava começando a me irritar.

- Está bem, então, pode ir... - me afastei um pouco e estendi a mão na direção da entrada da casa. - Você queria passar, não é? Então passe de uma vez. - falei, secamente.

Ela ainda me fitava. Sua raiva diminuiu, mas ela ainda continuava bem séria. Pude notar que estranhou a minha reação.

- Sim, é isso mesmo que eu vim fazer. Nem sei por que fui dar atenção às suas provocações...

- Você pensa muito e é certinha e fria demais pro meu gosto... E se por acaso está esperando um príncipe encantado, que beijará o chão que você pisa, veio procurar no lugar errado. Comigo não vai acontecer. Agora, se resolver assumir o que está sentindo, me procura. Já te falei da minha fama, sabe que não vai se arrepender... - falei em um tom irônico, cruzei meus braços e virei para o lado.

- Eu nunca esperei nada de ninguém... eu sou uma guerreira e não quero saber de romance nenhum. Ainda mais com você, que anda com qualquer uma por aí! - sua raiva se transformou em indignação e eu notei que ela ficou ofendida. Mas eu também não gostei nem um pouco de ela ter me esnobado mais de uma vez.

- Agora eu vejo que sou homem demais pra você. Eu admito que você é realmente bonita, mas é só uma menininha, tem muito o que aprender ainda... - virei de costas para ela e entrei na casa de Câncer.

Se eu continuasse com isso, iria adentrar por um caminho que eu não queria. Esses sentimentos todos, esse envolvimento entre nós dois... toda essa história estava me irritando e fazendo meu mau-humor voltar. Eu nunca fui de me apaixonar por ninguém e isso, definitivamente, não era algo que eu queria. Essa garota estava se aproximando demais de mim... era melhor afastá-la antes que a situação piorasse. Ia ser melhor pra nós dois, afinal, o amor só serve para atrapalhar...

Eu andava devagar pelo corredor da casa, perdido em pensamentos, quando senti uma mão delicada segurando o meu braço. Me virei e o que vi agora foi um rosto injuriado.

- Não sei como você pode falar assim comigo, me ofender... pensei que pelo menos poderíamos ser amigos, como sempre fomos antes de... - eu a interrompi, puxando o meu braço. Apesar de saber que ela estava certa, que um envolvimento maior entre nós era insanidade, ouvir que ela queria ser só minha "amiga" feriu o meu orgulho masculino.

- Como eu disse, você é muito criança... agora vai logo, que eu já estou perdendo a paciência. E vê se não vem mais aqui me incomodar! - pela primeira vez nesta conversa, usei um tom sério.

- Está bem... se é o que você quer... - ela me respondeu com uma voz decepcionada, passou por mim e caminhou em direção à saída da casa.

"É melhor assim... isso nunca iria dar certo. Vai ser muito mais fácil se eu não a ver mais. Além disso, é um bem que estou fazendo pra essa garota... Afinal, já pensou se ela pensa tanto em mim que não consegue mais se concentrar nas lutas? O que será dela?"- levei a mão ao queixo, enquanto pensava e olhava-a se afastar. "Mas eu não posso deixá-la ir assim... e se eu nunca mais a ver de novo? Ah, que droga! O que tem nessa mulher pra me deixar desse jeito? Por que eu não consigo ficar aqui parado, olhando-a ir embora? Maldição!"

O sol se pôs durante a nossa discussão. A noite estava linda e, ao olhar para cima, podia-se ver o céu estrelado por trás da barreira de Atena que protegia o santuário.

Yuzuriha já havia saído da casa, estava subindo as escadas em direção à Leão. Eu corri para alcançá-la.

- Hey menina, espere aí! - andei até ficar ao seu lado.

- O que você quer? - ela respondeu friamente e continuou caminhando, sem nem ao menos olhar para o lado.

- Eu vou te acompanhar até a sala do velhote, tenho coisas a fazer por lá... E não me faça mais perguntas! - voltei ao meu tom brincalhão habitual.

- Eu pensei que você não quisesse me ver mais... - ela se virou para mim e me encarou, com o rosto sério.

- Ah, já disse pra não me fazer perguntas... vamos logo!

- Isso não foi uma pergunta...

- Deixe disso, antes que eu desista de ir com você. - falei ironicamente, logo após levantar a cabeça e olhar para a frente, fazendo um ar de superior.

Ela parou de andar de repente, colocou as mãos na cintura e me fitou com o mesmo ar irritado e decidido de antes.

- Eu não quero que você vá junto comigo. Pode voltar lá pra sua preciosa casa, da qual você me expulsou. Agora sou eu que não quero você perto de mim! Depois de tudo o que me falou, acha que eu vou permitir que ande do meu lado, como se nada tivesse acontecido?

- Ah, garota... não quer me obedecer mesmo... - me virei para ela e falei baixo, mais para mim mesmo. - E se alguém ataca o santuário? Você não vai durar um minuto aqui sozinha, sem mim! - olhei em seus olhos e sorri abertamente.

- Quer dizer que agora está preocupado comigo? - agora foi a vez dela ser irônica e me olhar com um sorriso torto nos lábios.

- Ah, já vi que vou ter que fazer tudo sozinho aqui... - eu me aproximei dela rapidamente e a peguei no colo, deitando-a inclinada sobre o meu ombro. - E vê se agora fica quietinha aí! - dei uma risada e continuei caminhando, subindo as escadarias.

- O que você está fazendo, seu idiota! Me solte! - ela gritou, enquanto se debatia e era segurada por mim. Eu não respondi, apenas continuei caminhando e segurando seu corpo. Ela reclamou e se contorceu mais um pouco, até que viu que não conseguiria medir forças comigo e desistiu, deixando-se ser carregada.

Eu continuei caminhando calmamente, me divertindo com a situação, enquanto assobiava uma canção que estava grudada em minha mente. Sem querer, - dessa vez foi sem querer mesmo! - acabei colocando a mão no traseiro da loira, distraído. Ela percebeu no mesmo instante e ralhou comigo.

- Quer fazer o favor de tirar a mão daí?

- Opa, me desculpe! - soltei uma risada e dei uma apertadinha antes de tirar a mão.

- Você me paga... - ela disse, irritada. Eu ri baixinho, estava me divertindo demais com aquilo.

Continuei caminhando, passando por alguns colegas cavaleiros de ouro, que me olhavam estranhamente por estar carregando alguém nos ombros; eu apenas acenava e continuava andando. Eles sabiam que eu sempre fazia coisas que não eram nada convencionais mesmo, então nem se davam ao trabalho de perguntar. Até que cheguei ao fim da escada do salão do Mestre e dei de cara com uma pessoa que não ia me deixar passar daquele jeito sem fazer perguntas. O colega de treinamento e ex-noivo da minha loirinha: Shion de Áries.

POV Yuzuriha

"Ah, onde eu estava com a cabeça quando fui me meter nesta situação?"

Isso não podia estar acontecendo comigo. Era estranhamente surreal demais para ser verdade. Depois de toda aquela cena, de eu tentar me desculpar, de ser agarrada à força, ser ofendida e escorraçada, de sentir ciúmes e me irritar de um jeito que nunca havia acontecido antes e de estapear esse tresloucado, que agora estava me carregando nos ombros, eu ainda teria que passar por esta situação? Não, era demais pra minha pessoa... Excesso de constrangimento em um único e curto espaço de tempo.

- O que significa isso? - disse Shion, estranhando completamente a cena.

Eu corei imediatamente ao ouvir a voz do cavaleiro de Áries. Manigold ignorou completamente a pergunta. Me colocou calmamente no chão e olhou-me com um sorriso descarado.

- Pronto, está entregue, mocinha! - disse ele, feliz da vida, como se fosse a coisa mais natural do mundo, e ficou lá parado, me olhando.

Eu estava tão atônita, que nem consegui falar nada. Apenas olhei para um e depois para o outro, com a boca levemente aberta, em silêncio. Shion se aproximou de mim e pegou na minha mão, me fitando com um olhar preocupado e carinhoso.

- Yuzuriha, você está bem? O que ele te fez? Me conte o que aconteceu...

Eu até estranhei tanta preocupação da parte dele. Por que estaria agindo assim? Tudo bem, sempre fomos muito próximos, eu até fui prometida em casamento para ele. Mas isso foi quando éramos crianças, bem antes de eu me tornar uma guerreira e ele, um cavaleiro de ouro. Agora isso era só passado, não tinha mais cabimento. Mas mesmo assim, eu sempre o admirei. Ele era forte, bondoso... eu realmente gostava dele. Porém, ele sabia que eu não era nenhuma mocinha indefesa.

- Está tudo bem, Shion, não se preocupe, ele não me fez nada. Só me carregou até aqui porque é maluco! - eu disse, calmamente, enquanto olhava indignada para Manigold.

- Tem certeza? Se ele lhe fez algum mal, me fale agora, pois o farei pagar por isso! - o ariano respondeu, fitando o canceriano seriamente.

- Hey, calma aí! Eu não fiz nada não, meu amigo... até vou embora, voltar pra minha casa, antes que sobre pra mim... - o cavaleiro de câncer riu e se virou, descendo as mesmas escadas que tinha acabado de subir.

"Ué, mas ele não ia falar com o Mestre também? Então por que veio até... Aaahh! Mas só podia mesmo! Eu deveria ter adivinhado..." - meus devaneios foram interrompidos pela voz irritada do cavaleiro de Áries.

- Ei, e você não se atreva a tocá-la deste jeito novamente, ou vai se ver comigo!

O outro nem se deu o trabalho de responder. Continuou caminhando calmamente, cantarolando uma música estranha, como se nada estivesse acontecendo. Ou pelo menos, nada com ele. E eu, atordoada, respondi que estava tudo bem mesmo, que realmente não havia acontecido nada.

Minha mente estava ficando confusa. Olhei para Manigold e vi que ele ainda olhava disfarçadamente para trás, para ver o que estava acontecendo. Depois olhei para Shion e vi que ele me fitava, de um jeito que eu nunca havia visto antes. Será que estava com ciúmes? Eu alternava o olhar entre os dois, e minha cabeça dava voltas com toda esta loucura. Então, o ariano interrompeu o silêncio.

- Vamos, vou acompanhá-la até lá dentro e você me conta o que está acontecendo... - sua voz era carinhosa e seu olhar, atencioso; estava realmente preocupado comigo.

- Não... não precisa, obrigada. Eu prefiro ir sozinha, estou com um pouco de pressa. Não posso conversar agora, me desculpe... - eu falei um pouco nervosa, enquanto ia me virando e saindo de perto dele. Porém, sua mão quente segurou meu pulso.

- Quem sabe eu posso lhe ajudar... - o olhar de Shion era gentil, bem diferente do olhar intenso de Manigold.

- Eu... preciso mesmo ir... - fiquei parada, esperando que ele me soltasse.

- Está bem... - o cavaleiro sorriu, levantou o braço que segurava minha mão e a beijou, delicadamente. - Boa sorte! - soltou-me e ficou me olhando, com um ar estranhamente encantador.

- Eu... obrigada... - eu respondi, estarrecida, enquanto me virava e saía, andando até a porta da sala do mestre. Nem olhei mais para trás, para não correr o risco de ter de encarar outro olhar de um deles sobre mim.

Eu entrei e fechei a porta. Fiquei lá parada por um tempo, tentando raciocinar sobre o que havia acontecido. Mas não consegui. Era bizarro demais para se poder raciocinar. Resolvi deixar isso de lado. Continuei caminhando, até chegar perto do trono do Grande Mestre. Eu estava prestes a pegar minha armadura de prata e me tornar verdadeiramente uma amazona. E era nisso que eu iria pensar agora, e não naqueles dois...