Yo minna! ^-^

Quero pedir minhas sinceras desculpas pela demora... eu sei que dessa vez eu extrapolei... ;-;

Mas tenho um bom motivo: esse ch foi o mais difícil de escrever até agora e eu queria que ele ficasse bem do jeitinho que está. :3

Espero que me perdoem e que não desistam da fic ^^

Ah, e espero que gostem... 3

Boa leitura e divirtam-se!

...

Capítulo 5 - Definitivamente... certo

"Não! Eu preciso salvá-la! Se algo acontecer a ela eu...", pensa Manigold, enquanto corre na maior velocidade que pode alcançar. Precisava chegar a tempo, não iria permitir que um espectro maldito tirasse aquela vida que lhe era tão preciosa e especial.

...

Era uma linda madrugada no Santuário. Aquela mesma noite, na qual tantas coisas aconteceram, ainda não havia acabado. O céu estava estrelado e o luar clareava a estrada que levava até as doze casas, por onde o cavaleiro de ouro de Câncer caminhava com um sorriso torto no rosto, o orgulho nas alturas e a amazona de Grou inconsciente nos braços. "Ela é tão linda...", encanta-se ao observar ar angelical no rosto da garota que carregava no colo.

Yuzuriha acorda por um breve momento e abre levemente os olhos, sem enxergar ou entender direito o que acontecia. Apenas sente que alguém a carrega; uma pessoa com um cosmo caloroso, que a faz sentir-se protegida.

- Shion... - balbucia ela fracamente e volta a perder a consciência.

- Pft... ainda chama por aquele idiota. Se fosse depender dele eu estava carregando um defunto agora! - ironiza Manigold, olhando para a loira desacordada. Em seguida volta a olhar para frente e já pode visualizar o seu destino ao longe. Apressa o passo para chegar logo até a casa de Câncer, enquanto relembra os momentos pelos quais havia acabado de passar.

Flashback - POV Manigold

Eu estava cumprindo a missão que o Mestre havia me dado antes do episódio lastimável na casa de Áries. Ao sair das doze casas, fui até o local onde espectros estavam tentando invadir o Santuário, que era bem afastado, e encontrei um grupo de cavaleiros de prata e bronze sofrendo pra acabar com uns soldadinhos de Hades de quinta. Cheguei lá e acabei com todos de uma vez só; eram tão fracos que nem sequer cheguei a me divertir. Fiquei com mais tédio do que já estava e ainda tinha que voltar pelo mesmo longo caminho da ida. Então mandei todos irem embora se recuperar e estava também voltando ao meu posto, quando senti que havia uma luta acontecendo em um lugar próximo dali. Desviei o meu caminho e fui até lá para ver o que acontecia, pois os cosmos que estavam lá me eram bem familiares.

Ao chegar ao topo de uma colina eu observei o que acontecia na clareira que havia logo abaixo. Vi alguns cavaleiros caídos e o Shion lutando com um espectro esquisito e cheio de frescuras, que parecia não ser tão fraco quanto os outros. De repente o cavaleiro de Áries tomou um golpe pelas costas e desapareceu. O inimigo que lutava com ele deu uma risada e saiu correndo em direção à uma pequena entrada na floresta que rodeava aquele local. Eu desci até lá e me aproximei de um dos cavaleiros que estava tentando se levantar.

- O que está acontecendo aqui? - perguntei enquanto o puxava pelo braço para ajudá-lo a ficar em pé.

- Aquele espectro... é terrível! Viu só o que ele fez com o senhor Shion? - respondeu o garoto perplexo, tentando se recompor.

- Deixa de ser bobo moleque! Eu vi lá de cima que ele usou poderes tele cinéticos. O Shion foi um idiota se deixando ser pego de surpresa daquele jeito... ainda mais ele que usa o mesmo tipo de poder. - respondi no meu tom sarcástico e brincalhão de sempre. - Mas onde aquele cara foi? O que tem ali dentro? - eu falei apontando para o local em meio às arvores onde o espectro havia entrado.

- É um atalho para a vila próxima ao Santuário. Alguns espectros correram naquela direção e uma das amazonas foi atrás deles. Nós acabamos com os que estavam aqui e estávamos indo atrás dela quando aquele maldito nos derrubou com um ataque surpresa. Nós temos que ir até lá ajudar! - o cavaleiro fez menção de ir naquela direção e eu o segurei pela gola, erguendo-o do chão.

- Quem era essa amazona que foi até lá? - eu o encarei e perguntei em tom sério.

- E-eu não sei o nome dela senhor Manigold... o senhor Shion parecia conhecê-la bem, ele gritou pra ela não ir... - respondeu ele amedrontado.

- É ela... - eu balbuciei pra mim mesmo enquanto atirava o garoto no chão e saía correndo na direção em que o espectro havia ido. Aquela tonta estava sozinha lá e certamente corria perigo.

Quando me aproximava do fim do atalho pude ver o que acontecia: a minha loirinha lutando sozinha com dois espectros e um deles era o que havia lutado com o Shion. Este lhe deu um golpe e ela caiu, batendo a cabeça em uma parede de pedra. Eu corri mais rápido ainda quando ele se aproximou dela e a ergueu pelo pescoço, enquanto o outro observava. Vê-la em perigo, pensar na possibilidade de ela morrer ali me deixou desesperado.

- O que estão fazendo seus malditos? - me aproximei mantendo a pose de sempre e já elevando meu cosmo. Os dois se voltaram pra mim na hora. Yuzuriha virou os olhos semicerrados em minha direção e eu pude ver que ela estava ferida, a ponto de desmaiar a qualquer momento. O espectro que a segurava começou a rir.

- Mais um? Hahaha! Vocês cavaleiros são tão fracos! Hunf... Espere um segundo que eu vou acabar com essa garota atrevida e já cuido de você também! - ele respondeu e voltou a se virar para ela. Eu abri meu sorriso de sempre e o fitei, enquanto uma bola de fogo azul se formava na minha mão direita.

- Tire as mãos de cima dela agora. - eu disse secamente. Ao ouvir ele voltou a olhar pra mim.

- Ah... então você veio salvá-la! Pois agora vou matá-la bem na sua frente! - ele respondeu com um sorriso doentio na face. Antes que ele pudesse mover um dedo eu me aproximei e lancei o golpe, atingindo-o em cheio. Ele voou longe e a loira caiu nos meus braços.

- Ma-ni... - ela mal conseguiu sussurrar meu nome e desmaiou. Eu a abracei e larguei com cuidado no chão até que eu acabasse com aquele maldito, que já se levantava e avançava em minha direção cheio de raiva.

- Seu cavaleiro desgraçado! Eu vou acabar com você! - gritou ele, lançando um golpe sobre mim. Eu olhei pra ele e abri um sorriso sarcástico.

- Isso é o que vamos ver. - ironizei e andei em sua direção também.

Eu até que me diverti um pouco lutando com ele. Enquanto ele tentava me atingir eu me esquivava e ria. Ele já estava enfurecido e antes que eu ficasse cansado daquilo, saltei e o golpeei, cortando-o ao meio. Ele soltou um grito medonho e ao cair no chão virou cinzas. Ao pisar no solo, me virei e suspirei.

- Hum... muito fácil! - e soltei uma risadinha, me virando para o outro espectro que estava ali observando tudo sem se mover. Dei apenas um passo na direção dele e o miserável arregalou os olhos e fugiu correndo, apavorado.

- Ei! Aonde você vai? Mas que covarde... - eu o observei entediado. Então me virei, voltei ao local onde larguei Yuzuriha e a peguei no colo para levá-la embora dali. Eu estava preocupado, meu coração se apertou ao pensar que algo poderia acontecer a ela. "Eu não vou mais pensar nisso... se eu a perdesse não sei o que faria..."

Fim do flashback

Passados alguns minutos, o cavaleiro chega na casa de Câncer e adentra, andando em direção ao quarto. Apesar do clima sombrio que dominava aquele lugar, o aposento parecia aconchegante, iluminado por vários candelabros pendurados nas paredes escuras de pedra. Ele se aproxima da grande cama de madeira e delicadamente deita sobre ela a garota desacordada. Senta-se ao seu lado e gentilmente tira alguns fios de cabelo que estavam sobre o rosto dela, enquanto ela lentamente ia voltando a si.

- Onde... eu estou? - Yuzuriha leva as mãos aos olhos e esfrega-os. - Manigold? - sussurra. "Ele me salvou mesmo... eu não estava delirando!", pensa. Estava tonta e não se recordava direito do que havia acontecido. De repente fecha os olhos e leva uma das mãos ao alto da nuca ao sentir uma forte dor naquele local, que podia ser notada pela expressão de seu rosto. Então ela tenta relembrar o que aconteceu naquela noite para ver se conseguia entender como havia chegado até ali.

Flashback - POV Yuzuriha

Eu estava sentada no jardim de flores perdida em meus pensamentos, quando notei, logo após o meu rompante, que mais alguém estava lá comigo. Eu nem tinha me virado para ver quem era e um frio passou pela minha espinha ao pensar no quanto eu devia ter falado sem perceber e o que aquela pessoa havia escutado.

- Falando sozinha hein? - eu escutei a frase irônica de uma voz que vinha bem do lado da minha orelha. Ao me virar dei de cara com o Yato em pé atrás de mim, escorado no encosto do banco.

- O que você está fazendo aí? Não tem outra coisa pra fazer além de ficar me espionando? - eu perguntei séria.

- Ei, eu não estava espionando... eu vim aqui pra te dar um recado! - responde ele indignado. - Mas aconteceu alguma coisa? Por que você está perdida?

- Você fica escutando as coisas escondido e ainda quer fazer perguntas? - eu o repreendi enquanto me levantava.

- Está bem, está bem... se não quer falar não precisa. - ele cruzou os braços e virou o rosto. - Mas saiba que eu não estava espi... - eu o interrompi antes que viesse com mais perguntas indiscretas. Já nem me interessava saber o que mais ele tinha escutado.

- Qual era o recado?

- Ah, o recado... - o cavaleiro de bronze olha para cima e coça a cabeça. - O Shion pediu pra você voltar à casa de Áries. Parece que há espectros tentando invadir o Santuário e ele vai até lá com um grupo de cavaleiros pra verificar. Então ele pediu que eu te encontrasse e dissesse pra você voltar comigo.

- Vamos então. - eu me virei e comecei a caminhar de volta.

- Ei! Me espera Yuzuriha! - ele gritou e saiu correndo para me alcançar.

Ao chegar à entrada da casa de Áries, Shion estava nos esperando e pediu que eu o acompanhasse na missão que ele havia recebido. Eu aceitei e juntamente com um pequeno grupo de cavaleiros de bronze nos dirigimos até o local onde os espectros estavam. Ao chegar lá encontramos inimigos que não pareciam ser fortes, apesar de estarem em número maior. Então começamos a lutar e estávamos os derrotando facilmente, até que eu vi três deles correrem para o atalho que levava à vila próxima ao Santuário. Eu corri atrás para impedir que chegassem até lá, pois poderiam ferir algum inocente.

- Shion eu já volto! - eu gritei enquanto entrava por entre as árvores.

- Espere, não vá sozinha! - o cavaleiro de Áries gritou enquanto vinha atrás de mim, mas eu não esperei e continuei correndo.

Eu os alcancei antes que chegassem na vila, bem no fim do atalho, e lutei contra os três ao mesmo tempo. Não estava sendo nada fácil, mas eu consegui derrotar dois deles. Eu estava lutando contra o terceiro e já estava ficando cansada quando outro espectro apareceu. Este era diferente dos primeiros; dava para notar apenas por sua aparência que era bem mais forte. Quando ele chegou, o inimigo que lutava comigo ficou parado, olhando para mim e rindo. Eu fiquei em posição de defesa, aguardando a aproximação do espectro novo. Ele avançou para cima de mim e eu tentei me teleportar, mas não consegui. Percebi tarde demais que ele também possuía esse tipo de poder e o maldito acabou conseguindo anular o meu tele transporte. Tomei um golpe forte dele, que me fez voar para trás e bater direto contra uma parede. Ao tocar o chão já não conseguia mais enxergar direito e vi que não iria conseguir vencê-lo. Pensei no Shion, que estava vindo atrás de mim; será que ele chegaria a tempo? Então notei que eu não conseguia mais sentir o cosmo dele por perto; alguma coisa ruim havia acontecido. Senti tontura, uma forte dor na cabeça e alguém me agarrar pelo pescoço e me levantar do chão. Eu ouvia as vozes, mas não conseguia entender o que os dois estavam dizendo. Estava sufocada e senti que perderia os sentidos e talvez até a vida a qualquer momento. Foi quando eu percebi um cosmo poderoso ao meu lado e me virei para ver quem havia chegado ali. Vi um brilho dourado e um rosto que eu não esperava ver, mas que me deu esperança e alegria. De repente eu senti um alívio, o espectro já não me segurava mais e eu caí nos braços do meu salvador. Eu só não sabia se aquilo era verdade ou se estava delirando. Então eu tentei sussurrar o seu nome, mas antes que a palavra inteira saísse da minha boca, tudo ficou escuro e eu apaguei completamente.

Fim do Flashback

Manigold se inclina até alcançar a cômoda que ficava ao lado da cama. Sobre ela havia uma vasilha com água e uma pequena toalha. Ele pega a toalha e molha levemente na água, depois coloca sobre a cabeça de Yuzuriha no local onde estava ferido.

- Você teve muita sorte por eu estar no lugar certo na hora certa... - fala em um tom amigável, sorrindo e olhando no rosto dela. Logo em seguida retira o elmo dourado e o coloca sobre a cômoda.

- O que aconteceu? O Shion e os outros... estão bem? - pergunta ela com um ar preocupado.

- Ainda não sei. Eu a retirei de lá o mais rápido que pude. Mas se aconteceu o pior ele morreu como deveria, protegendo o Santuário. Afinal, ninguém dura pra sempre... - responde ele em tom ameno, retirando a toalha da cabeça da amazona e observando como estava o ferimento. - Parece que não foi nada grave, apenas uma batida. Mas você deve agradecer por estar viva... Eu nem deveria ter feito isso depois de tudo o que aconteceu. Você sabe muito bem disso, não é? Agora vendo a situação em que se encontra, deve estar pensado se foi mesmo bom você ter decidido não estar em minha presença novamente...

- Olha, eu agradeço pela ajuda e por ter me salvado... Mas se eu decidi isso, foi por causa das atitudes infantis e grosseiras que você teve comigo. - fala seriamente, levantando-se e ficando sentada na cama. - E agora não é hora de discutirmos, eu preciso voltar para ajudar... - sente uma forte tontura e se apóia no ombro de Manigold.

- Garota, quero que fique bem claro uma coisa: o que eu fiz hoje não foi por causa de sentimentos fantasiosos, mas porque eu estava em uma missão e não poderia permitir que espectros matassem um companheiro. Eu sei que você deve estar imaginando coisas e achando que há alguma outra razão pra eu ter te salvado e trazido até aqui, mas isso é tudo coisa da sua cabeça. - explica-se calmamente. - E fique deitada até que você melhore.

"Ele sempre tem que estragar tudo com esse papinho chato..."

- Ah... se você não parar com esses seus discursos aí é que a dor não passa mesmo... - suspira ela, encostando a testa no braço que estava apoiado no ombro do cavaleiro. - E não precisa me explicar nada... eu nem havia pensado nada disso. "Hum... até agora!"

- Já disse pra você deitar... - sutilmente ele a faz deitar-se de novo, segurando-a delicadamente até que ela se recostasse nos travesseiros. - Fique quietinha aí, você não está em condições de sair agora. Aproveite e descanse, pois pode não ter a oportunidade de fazer isso novamente por um bom tempo.

- Está bem... - diz ela sorrindo enquanto se ajeita na cama. - Eu vou fingir que acredito que você estaria aqui sendo tão cuidadoso se fosse qualquer outro "companheiro". - provoca-o e dá uma risadinha, fechando os olhos em seguida.

- Escute aqui! - o cavaleiro fica nervoso, nem sabe o que responder. A afirmação dela era realmente verdade, mas ele jamais admitiria. - Eu não me importo com o que você pensa. - fala secamente e vira o rosto.

A amazona abre os olhos e o fita ainda sorrindo.

- É... eu sei que você não se importa. - se desencosta e fica sentada novamente. Manigold se vira de volta para ela. - Mas eu já estou me sentindo melhor, acho que podemos ir. Afinal, não posso deixar meu "noivo" sozinho lá... - fala em tom irônico e se apóia no ombro dele para ficar em pé.

- Você é teimosa hein? E além do mais, se ele se importasse realmente com você não teria passado aquela vergonha perdendo pra um espectro qualquer. Se ele te amasse mesmo teria se empenhado pra derrotá-lo logo e ir te salvar. - diz ele em tom irritado. - E quer saber? Se quiser voltar pode ir, mas eu não vou te acompanhar. - cruza os braços e volta a virar o rosto. Não consegue esconder a raiva que sentiu ao ouvir a palavra "noivo".

- Está bem... não precisa ficar com ciúmes. Eu sou só uma companheira de lutas pra você, não é mesmo? - dá uma risadinha e se levanta, mas ao ficar em pé a tontura volta e ela cambaleia e cai sobre ele.

- Ciúmes? Se enxerga garota! - ele a segura e empurra devagar, sentando-a com cuidado na cama ao seu lado. - Você acha mesmo que eu sentiria ciúmes de um mosca morta como o Shion? Não tenho razão nenhuma pra isso, afinal eu sou muito melhor do que ele. E você deve concordar, porque vive correndo atrás de mim. - ironiza ele com um sorriso sarcástico no rosto.

- Eu vivo correndo atrás de você? Você deve estar brincando! - ela se irrita, mas respira fundo e tenta se controlar, pois não quer perder a paciência. O que ela quer mesmo é fazer com que ele se irrite, então volta ao mesmo tom irônico de antes. - E tenha mais respeito quando falar do meu noivo, hein?

- É você que não quer admitir o óbvio... E nem sei como pode chamar aquilo de noivo. Se ele soubesse como tratar uma mulher você não viveria grudada no meu pé! - e termina com uma risadinha debochada.

- Se você quer mesmo saber, ele é muito educado, atencioso, cavalheiro... e sabe muito bem como tratar uma mulher como eu. E além do mais, quem vive atrás de mim é você. Ou por acaso fui eu quem te trouxe aqui? Fui eu quem te agarrou antes lá fora? - Yuzuriha não deixa transparecer um pingo da irritação que está sentindo e provoca-o o máximo que pode.

- Agora já chega! Fique quieta aí e descanse até se recuperar. Eu vou dar uma volta e se souber que você foi embora, vai se ver comigo! - fala irritado, não consegue se conter e acaba perdendo a cabeça.

A amazona ri, se divertindo ao ver que conseguiu tirá-lo do sério.

- Tudo bem, tudo bem, eu já parei... não precisa sair. - segura o riso mordendo os lábios.

- Se eu ficar perto de você mais um pouco nem sei o que posso fazer. - dá um longo suspiro. - Você é a única com talento suficiente pra conseguir tal proeza.

- Hum... que proeza? - ela apóia o queixo em uma das mãos e faz uma expressão pensativa.

- Não lhe interessa! - responde irritado novamente. As respostas para as perguntas que ela fazia eram uma coisa que ele nem queria pensar, quanto mais admitir.

- Ah, mas você é muito mal educado mesmo! - volta ao tom provocador. - Se não queria ficar perto de mim, por que me trouxe aqui afinal? E você vai responder alguma coisa que eu pergunto, ou não tem coragem suficiente pra isso?

- Menina pare de brincar com fogo! Eu bem que queria responder, mas... nem eu mesmo sei a resposta! - Manigold eleva o tom de voz e acaba deixando escapar algo que não queria.

- Ah, é mesmo? - ela fala segurando o riso. - Pois eu sei muito bem a resposta que você não quer me dar.

- Então fale... se é que você sabe mesmo. - diz ele em tom desafiador, enquanto a fita com um sorriso torto e irônico.

Yuzuriha retribui o olhar e o sorriso, enquanto pensa maquiavelicamente:

"Muito bem, seu idiota presunçoso que não quer admitir o que sente... agora vamos ver por quanto tempo você ainda vai conseguir manter essa pose..."

POV Yuzuriha

Eu me virei e subi na cama ficando de joelhos. Depois engatinhei até ficar atrás dele, que estava sentado e apenas ficou me observando intrigado. Apoiei minhas mãos em seus ombros, aproximei meu rosto de seu ouvido e sussurrei baixinho no tom mais sedutor que eu consegui, pois não era nada experiente em coisas desse tipo.

- Você não faria isso tudo por outra pessoa... - passei os lábios levemente por sua orelha. - A tal proeza que só eu consigo é te irritar e te tirar do sério... - afastei os cabelos dele com a mão e dei um beijo delicado e demorado atrás de sua orelha. - Você me trouxe aqui e cuidou de mim porque se preocupa comigo... - desci os lábios por seu pescoço, terminando o movimento em outro beijo igual ao anterior. - E finalmente, você não consegue ficar longe, por mais que tente, porque está apaixonado por mim. - assim que terminei de falar, segurei o seu rosto entre minhas mãos a poucos milímetros do meu e olhei bem no fundo de seus olhos.

- V-você não sabe o que está falando menina... Eu já disse que... Quantas vezes eu tenho que repetir... - ele balbuciou meio que gaguejando e eu notei que suas forças para negar se esvaíram diante do que eu tinha acabado de fazer e falar. Ficou calado por um momento com o olhar fixo no meu, perdido, com os lábios entreabertos. Eu acompanhei seu silêncio com um sorriso no rosto, sem desviar meus olhos daqueles dois orbes azuis inebriados que me fitavam. Ao perceber que eu o havia desarmado, fechei os olhos e falei baixinho:

- Está tudo bem, não precisa falar mais nada... - acariciei o rosto dele com as pontas dos dedos e toquei seus lábios com os meus.

Eu senti o corpo dele estremecer, senti que não iria mais relutar. E eu estava certa. Ele se virou e me agarrou pela cintura, deslizando meu corpo até me colocar em seu colo, sentada de frente para ele, ajoelhada sobre a cama. Eu correspondi o envolvendo em meus braços delicadamente, em um abraço quente e acolhedor. Colamos nossos lábios ao mesmo tempo em um beijo desesperado, extravasando todo o desejo que tentávamos reprimir por todo esse tempo. Seus lábios macios cobriam os meus e se movimentavam como se estivessem os devorando. Sua língua quente explorava minha boca e se entrelaçava à minha, afastando-se somente para que ele pudesse morder delicadamente os meus lábios. E todos os seus gestos eram retribuídos por mim. O gosto dele era maravilhoso e eu queria senti-lo pelo maior tempo que eu pudesse.

Sem parar de me beijar, o cavaleiro puxou-me contra ele, me abraçando fortemente. Depois começou a percorrer as mãos pelo meu corpo: costas, cintura, quadris, coxas; alisando, apertando e sentindo todo o calor que a minha pele emanava. Enquanto isso, eu acariciava sua nuca, entrelaçando meus dedos por seus cabelos e retribuindo o abraço com a mesma força e intensidade. Eu sentia meu corpo arder de desejo com seus toques. Nada poderia ser melhor do que estar em seus braços, exatamente daquele jeito. Eu confesso que estava nervosa, às vezes sentia meu corpo tremer ao pensar no que estávamos fazendo e aonde isso ia acabar. Mas minha decisão já havia sido tomada: meu coração já o pertencia e agora o meu corpo também seria completamente dele.

Lentamente eu fui afastando meus lábios e abri os olhos, fitando-o. Em silêncio, comecei a retirar minha armadura parte por parte, até ficar apenas com as poucas peças de roupa que usava por baixo. Ele apenas me observava como se estivesse hipnotizado por meus movimentos. Então me segurou em seus braços, se levantou e me deitou gentilmente na cama. Em movimentos ágeis, ele retirou também a sua armadura, ficando apenas com a calça que estava por baixo dela. Eu pude admirar o seu corpo definido, seus músculos fortes na medida certa. Era a primeira vez que eu o via assim, e como ele era lindo! Enquanto o observava eu ansiava que ele voltasse logo para perto de mim, queria aquele corpo junto ao meu sem nenhum obstáculo me impedindo de sentir seu calor em minha pele.

Logo ele se deitou sobre mim e voltou a tomar meus lábios. Eu tocava sua tez quente e desnuda, deslizando minhas mãos por suas costas, pela lateral do corpo, pelo peito, acariciando todos os locais que eu podia alcançar. Enquanto isso ele ia descendo os lábios pelo meu queixo, percorrendo meu pescoço lentamente, beijando, sugando e mordendo de leve. Eu inclinei minha cabeça para trás, oferecendo-o para que ele continuasse com as carícias, pois eu estava adorando. Ele levou uma de suas mãos até o meu peito e acariciou-o, alisando e apertando levemente por cima do tecido que ainda o cobria.

Meu coração estava acelerado e minha respiração ofegante. E eu o sentia da mesma forma. Agora nada mais importava. Qualquer coisa que pudesse impedir que nos entregássemos um ao outro havia sido esquecida, deixada de lado. O mundo estava parado e somente nós dois existíamos.

Delicadamente, Manigold foi retirando o resto das minhas roupas, sem afastar os lábios da minha pele que se encontrava completamente arrepiada. Começou pelas faixas, retirou-as devagar e atirou longe. Depois deslizou os lábios, descendo do pescoço até o meu peito em beijos quentes e molhados até chegar aos meus seios. Agarrou-os com as duas mãos, levou os lábios até um deles e, enquanto me olhava nos olhos, sugava delicadamente e passava a língua sobre a pele rosada da ponta. Eu mordi meu lábio inferior e levei uma das mãos até sua nuca, agarrando-a e pressionando ainda mais sua boca contra o meu corpo, enquanto respirava ofegante. Minha reação deve tê-lo incentivado, pois as carícias passaram para o outro igual, repetindo todo o prazer que eu havia sentido no primeiro e me fazendo soltar alguns gemidos baixinhos. Logo após, ele parou por um momento e passou os braços em volta da minha cintura, me abraçando forte e aninhando a cabeça no meu peito, com os olhos fechados. Eu retribuí o abraço e sorri, encostando meu rosto em seus cabelos. O nosso momento de ternura durou mais alguns segundos, então ele escapou dos meus braços e voltou a explorar o meu corpo com a mesma sensualidade anterior.

Eu nunca tive sensações tão boas assim antes. O calor do corpo dele, suas carícias firmes e delicadas ao mesmo tempo, o jeito como ele me tocava em lugares onde ninguém havia tocado antes... tudo isso me fazia delirar, perder o chão. Dessa vez eu iria até o fim. Naquele momento não havia nada no mundo que eu poderia querer mais do que ser possuída por ele, pelo homem que eu amava.

Manigold POV

"Ah... como eu posso resistir a isso tudo? Impossível!"

Sim, essa garota me enlouquecia e isso eu não podia negar. Há muito tempo eu queria que isso acontecesse e estava sendo melhor do que eu imaginava. Eu bem que tentei resistir, mas foi mais forte do que eu. O desejo que eu sentia por ela era muito maior do que o senso de responsabilidade e do que o medo que eu tinha de me envolver ou de sentir algo que eu não deveria. E tenho que admitir, o que eu sentia por ela era muito mais forte do que eu pensava. Aquele perfume, a pele macia, as curvas perfeitas... estava tudo ali entregue à mim. E eu me deliciava provando seu gosto, sentindo o toque daquelas mãos delicadas, escutando os gemidos de prazer provocados pelas minhas carícias. Ah, agora eu ia fazer aquela mulher se arrepender de ter fugido na outra vez.

Continuei a percorrer com os lábios aquele corpo que eu tanto ansiava ter. Desci até seu abdômen em beijos lentos, indo até o umbigo e passando a língua lentamente por ele. A pele quente dela se contraía e escapava dos meus lábios, a respiração ficava ainda mais acelerada e os gemidos mais intensos, ao mesmo tempo em que suas mãos percorriam minhas costas, acariciando e arranhando de leve. Enquanto isso eu ia retirando devagar a última peça de roupa que ainda me impedia de contemplar toda a sua beleza. Levantei um pouco e fiquei parado por alguns segundos apenas a admirando, encantado com o que via. Ela estava linda demais daquele jeito. Ao notar que eu havia me afastado, ela abriu os olhos e me fitou com o rosto corado, os lábios vermelhos e uma expressão de desejo no rosto que me fez sorrir.

- Você está ainda mais bela agora. - eu disse enquanto voltava a me aproximar dela. Ela sorriu e acariciou meu rosto em resposta, e logo eu voltei à minha tarefa de enlouquecê-la de prazer. Continuei descendo do ponto em que havia parado beijando toda sua barriga até chegar quase ao final, então levei meus lábios até a lateral do quadril, alternando entre beijos e mordidas leves, enquanto minhas mãos seguravam suas coxas com firmeza. Ela se contorcia e ofegava, eu podia sentir seus batimentos cardíacos acelerados e suas mãos macias apertando os músculos dos meus braços. E eu queria mais, queria vê-la em êxtase. Em cada lugar que minha boca tocava, sua pele ficava totalmente arrepiada, então continuei a descer pela lateral de seu corpo. Sutilmente afastei suas pernas e me posicionei entre elas, enquanto deslizava a língua pela parte interna das coxas, o que a fez gemer alto e morder o lábio inferior.

Dessa vez foi ela que interrompeu meus movimentos, levantando e puxando meu rosto de encontro ao dela em um beijo que me fez perder o fôlego. Depois deslizou as mãos até o meu quadril e foi abaixando e retirando as únicas peças de roupa que eu ainda vestia. Eu completei atirando-as ao chão e toda a excitação que eu estava sentindo naquele momento foi revelada. Sem parar de beijá-la eu a empurrei devagar para que voltasse a se recostar sobre os travesseiros e fiquei sobre ela, passeando minhas mãos pela pele macia e quente das curvas de seu corpo. Uma delas parou em um de seus seios redondos e firmes, segurando e pressionando a carne macia, enquanto a outra ia descendo pela cintura, abdômen, até chegar a sua intimidade. Ao tocar aquele lugar e senti-la tão pronta pra mim, eu soltei um gemido alto entre seus lábios. E ela fez o mesmo, agarrando minhas costas e me apertando contra seu corpo. Eu continuei a acariciar aquele local quente e úmido, enquanto ela arqueava o corpo e a cabeça pra trás, ofegando e gemendo alto, se segurando em mim e pressionando ainda mais o meu corpo contra o dela. E eu já estava louco de tanta excitação com suas reações.

Eu nem sei explicar o quanto era maravilhoso vê-la daquele jeito, completamente entregue. Enquanto eu a tocava fiquei observando seu rosto e as expressões de prazer que ela fazia. Isso me fez perceber o quanto eu era fascinado por aquela mulher. Ela abriu os olhos e me viu daquele jeito, fitando-a encantado e sorrindo. Eu peguei sua mão que estava agarrada aos lençóis da cama e levei até meus lábios, dando-lhe um beijo despretensioso e delicado. Ela sorriu pra mim com um brilho no olhar, me abraçou e distribuiu beijos suaves por todo o meu rosto. Depois encostou sua face à minha e sussurrou próximo ao meu ouvido:

- Eu quero ser sua...

- Tudo o que quiser é seu nesse momento. - eu respondi sorrindo, com um tom de voz baixo e sensual.

- Você é tudo o que eu quero agora... só você! - ela disse em tom de súplica e me envolveu entre seus braços e pernas, fazendo com que nossos corpos ficassem colados, enquanto nos beijávamos intensamente.

Eu a segurei pela cintura e a coloquei no lugar certo para que eu pudesse tomar aquele corpo macio e cheiroso, como sempre desejei. Estava impaciente, tudo que eu mais queria era que ela fosse minha, mas ao mesmo tempo sentia um pouco de culpa por estar me apoderando de algo que eu sabia que era intocado. Mas o desejo e a paixão falaram mais alto. Ao encontrar seu olhar seguro me fitando, eu posicionei meu membro e encaixei-o nela, depois comecei a adentrá-la lentamente. Sua respiração estava acelerada; às vezes ela soltava alguns gemidos e contraía um pouco o rosto, se segurando firmemente em mim. Eu ia entrando pouco a pouco, bem devagar para não machucá-la, enquanto me deleitava ao sentir na pele todo o calor que havia dentro dela. Levei uma das mãos ao seu rosto acariciando-o e a beijei com carinho, até que alguns segundos depois eu estava totalmente dentro dela. Um arrepio percorreu todo o meu corpo nessa hora e eu soltei um gemido alto de prazer. Ela sorriu ofegante e puxou meu rosto para me beijar novamente.

- Você está bem? - eu perguntei ao me afastar e ver a expressão calma de seu rosto.

- Nunca estive melhor. - ela me respondeu afirmando com a cabeça. Depois me agarrou, incentivando a continuar os movimentos. E foi o que eu fiz, comecei a sair e entrar devagar, aumentando o ritmo gradualmente, conforme eu ia vendo que ela ficava mais à vontade.

As sensações que eu estava tendo eram indescritíveis. Eu nunca havia me sentido tão feliz quanto naquele momento. Nunca havia sido tão bom, tão maravilhoso. Eu estava encantado, fascinado, enlouquecido. Nada no mundo poderia ser melhor do que estar ali, do que tê-la em meus braços; do que tomar aquele corpo cálido e trêmulo, ouvindo-a gemer de prazer em meu ouvido e sentindo-a afundar o rosto em meu pescoço, beijando e mordendo. Tudo isso era fantástico e o melhor era ver que ela estava se sentindo tão bem quanto eu.

Eu continuava a me movimentar, agora rapidamente, em um vai e vem dentro daquele doce e delicioso caminho, enquanto a via se contorcer sob mim, o corpo arqueado para trás, as mãos agarradas às minhas costas e as pernas enlaçadas em meus quadris. Eu estava em transe e prestes a explodir em êxtase, quando parei por um momento, pois ainda não queria que acabasse. Aliás, não queria que acabasse nunca. Eu ficaria ali, preso naquela magia por toda a eternidade se fosse possível. Então me enterrei por completo dentro daquele corpo que eu tanto desejava e a beijei com todo o desespero e a sede que eu estava sentindo. Quando me afastei por um instante para olhar o seu rosto, ela sorriu e me empurrou, fazendo com que eu ficasse deitado na mesma posição que ela estava antes e ficou sobre mim, me fitando com um olhar cheio de malícia. E eu sorri encantado com suas atitudes ousadas. Depois ela se ajeitou e sentou devagar sobre o meu membro, pressionou seu quadril contra o meu, fazendo com que eu ficasse completamente dentro dela de novo. Aquilo me deixou doido. Eu inclinei a cabeça para trás e gemi alto, enquanto segurava sua cintura com força e a puxava mais ainda de encontro a mim. A fiz deitar-se sobre meu peito e a abracei forte. Nossos corpos estavam tão colados que se confundiam... nos encaixávamos tão bem um no outro que parecia que tínhamos sido feitos pra isso.

- Você me deixa louco... - sussurrei em seu ouvido. Em resposta, ouvi uma risada baixinha e senti uma mordida no ombro.

Então, Yuzuriha se levantou e me puxou junto. Ficamos sentados e ela começou a mover os quadris lentamente, subindo e descendo, me enlouquecendo mais ainda. Eu voltei a percorrer seu corpo com os lábios, enquanto agarrava sua cintura e seus quadris e a puxava contra mim, arremetendo-me para dentro dela com cada vez mais força e velocidade. Ficamos alguns minutos daquele jeito, naquela dança embalada por nossos gemidos altos de deleite. Eu já estava prestes a chegar ao meu limite quando senti seu corpo estremecer, suas mãos se agarrarem a mim com mais força e seus gemidos se tornarem gritos de prazer. Na mesma hora eu perdi o controle e atingi o clímax. Nossos corpos se movendo cada vez mais devagar, nossos fluidos se misturando, nossos gritos ecoando pelo meu quarto. Nos abraçamos com força e nos beijamos, perdendo o fôlego que ainda restava. Eu segurei o rosto dela e acariciei, afastando as mechas de cabelo dourado que caíam sobre ele, enquanto a olhava bem no fundo dos olhos, tentando imaginar o que se passava por sua mente. Ela apenas correspondia o meu olhar em silêncio, me fitando, sorrindo e acariciando minha nuca.

Eu me deitei sobre os travesseiros e a puxei para junto de mim, aninhando-a em meu peito. Fiquei assim por alguns instantes, acariciando suas costas e passando os dedos entre seus cabelos, enquanto acalmava a respiração e desfrutava da felicidade plena que era estarmos ali juntos. Até que ela levantou a cabeça para me olhar, passou a mão pelo meu rosto e quebrou o silêncio.

- Eu amo você. - ela disse sorrindo para mim. Meu coração voltou a acelerar. Eu a abracei fortemente e escondi seu rosto sob o meu, para que ela não visse as lágrimas que encheram meus olhos. Era a primeira vez que alguém dizia isso pra mim.

Eu não esperava ouvir uma declaração dessas, tão sincera e verdadeira. Nesse momento eu descobri que eu sentia o mesmo, ela era totalmente correspondida... eu amava aquela mulher. Pela primeira vez na vida eu estava realmente apaixonado e isso não era ruim como eu pensava que seria. Pelo contrário, estava sendo maravilhoso. Mas eu não consegui dizer o mesmo, nem falar mais nada... um nó na minha garganta impediu. Eu apenas sorri, a beijei e abracei novamente. Logo ela se aconchegou novamente em mim e eu voltei a acariciá-la até que eu me acalmasse de novo.

POV Yuzuriha

Tudo o que eu sentia naquele momento era uma felicidade imensa. Eu nunca poderia imaginar que seria assim... tão fantástico. E menos ainda que o Manigold seria tão gentil, tão carinhoso... isso me surpreendeu e me encantou. Tanto que eu não consegui evitar, não consegui ficar sem falar o que eu sentia. Eu sabia que ele não iria dizer o mesmo, mas não tinha importância alguma. Eu estava tão feliz por ele ter me salvado, por ter me trazido até sua casa e cuidado de mim e, principalmente, por termos vivido e compartilhado esse momento juntos. Tudo estava tão certo que às vezes parecia não ser verdade, parecia um sonho bom que eu não queria que terminasse.

Eu estava longe pensando em como era bom estar ali em seus braços depois do que aconteceu, até que o som baixo de sua voz me trouxe de volta das divagações.

- Me desculpa...

Eu me levantei um pouco para olhar em seu rosto. Achei que, pelo menos hoje, ele não conseguiria me surpreender ainda mais. Mas conseguiu.

- Por quê? - eu perguntei curiosa.

- Pelo que eu fiz com você antes... e pelas coisas que eu falei. - ele disse calmamente, com uma expressão séria e pensativa. Eu arregalei os olhos e fiquei olhando para os dele, não consegui responder, nem sabia o que falar. Eu estava pasma.

- Eu... hã...

- Ah, não precisa ficar desse jeito... é só responder "sim" e pronto. E também não me pergunte mais nada... eu nem sei por que fui falar isso e...

- Sim. - eu o interrompi e colei meus lábios nos dele. Agora eu estava começando a duvidar se tudo aquilo era real ou se eu tinha batido a cabeça muito forte e estava ainda delirando. Mas era verdade mesmo. Nem nos meus delírios mais malucos eu o imaginaria do jeito que ele estava sendo. Eu levei a mão ao seu rosto e o beijei por alguns segundos, depois me afastei e fiquei olhando para ele e o acariciando.

- Eu sei que aquilo não voltará a acontecer. - eu disse calmamente e sorri. Ele não falou nada, apenas abriu o sorriso torto de sempre e ficou olhando nos meus olhos. Então eu o puxei para mim e o abracei forte. Como eu estava feliz naquele momento...

Nenhum de nós dois falou mais nada. Eu o conhecia bem demais para saber que as probabilidades de iniciar uma nova discussão eram altas se eu falasse mais alguma coisa. Afinal, ele não sobrevivia sem me provocar... e eu sem me irritar com ele. Então me aconcheguei em seu ombro para descansar, em silêncio. Aquela noite havia sido longa e cansativa e o céu já estava quase clareando. Nós adormecemos daquele jeito, abraçados. E eu tinha certeza, mesmo sem ouvir uma palavra, de que ele estava tão feliz quanto eu.

...

Bom, é isso por enquanto amores...

Espero que tenham aprovado o primeiro hentai que eu escrevi. ^o^/

Devo ter surpreendido algumas pessoas (Minos xD) ao fazer umas cenas tão românticas, né? Até eu me surpreendi... -Q

Mas a heroína da minha fic merecia uma primeira vez fofa assim, vcs não acham? ^^ *suspiros*

Só não sei por quanto tempo essa clima de romance ainda vai durar... xDD (6)

Ah, nesse ch eu usei uma linha temporal não linear pra poder mostrar os flashes na visão de cada um, então se ficou confuso me avisem, tá?

E vamos aos agradecimentos. ^^

Meu muito obrigada de coração: Kardia, Minos e Youma pelo apoio, dicas e ajuda que me deram no ch e na fic inteira. Amoo *-*

Muito obrigada Black Scorpio no Nyx por acompanhar a fic e deixar reviews. :3

E obrigada também aos leitores anônimos. :p

Kissus galera e até o próximo capítulo! =**