"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
- Oscar Wilde
Essa foi certamente a viagem mas engraçada e divertida que Rin e seus irmãos já tinham feito na vida. Era tudo muito diferente de tudo que eles já tinham visto. Tudo era novidade, os carros, calçadas, semáforos, até mesmo os postes pareciam ter saído de uma revista em quadrinhos. De tão estranho e diferente o Japão chegava a ser surreal.
Rako carregava um mapa e eles tentavam chegar em lugares turísticos. Rin era quem tinha que parar as pessoas para pedir informações. Os japoneses eram bem educados porém falavam muito rápido e Rin demorava um pouco para entender. Não que ela tivesse esquecido sua língua natal, afinal, seus pais ensinaram japonês a Rako e Sayuri, e era normal eles conversarem entre si quando estavam em casa, mas não era todo dia que isso acontecia, e Rin acabou perdendo o ritmo de pronuncia. Outro obstáculo era quanto a escrita. Nenhum deles era muito bom em ler Kanji ou hiragana o que dificultava a hora de pegar o metro. O resultado foi muita confusão e algumas discussões. Acabaram embarcando em várias linhas erradas e tendo que refazer boa parte do trajeto, mas no final do dia eles estavam felizes de poderem voltar ao hotel em que haviam se hospedado no inicio da manhã.
_Achei que teríamos que dormir na rua
Rako resmungou enquanto tirava o sapato e deitava na cama tão delicadamente quanto uma pedra rolando morro abaixo. Sayuri caiu do mesmo jeito na outra cama que dividia com Rin
_Vocês são tão exagerados
Rin disse observando os dois quase cadáveres estirados nos colchões.
_ Não nos culpe por sermos humanos.
Sem dar assunto ao comentário da irmã que agora revirava os olhos nas órbitas como se os massageasse, Rin pegou o pijama e foi para o banheiro.
Depois de trancar a porta, ela colocou a roupa na pia e olhou sua imagem refletida no espelho. Há alguns anos isso só era possível no reflexo de alguns rios, mas agora lá estava ela, vivendo uma vida totalmente diferente do que sempre imaginou.
Um sensação estranha se apossou do seu corpo ao se lembrar dos pequenos detalhes que faziam a sua vida ser tão divertida quando criança. As viagens recheadas de aventuras, as implicâncias com Jaken, os olhos pidões de Ah-Hum, e a proteção silenciosa do Senhor Sesshoumaru. Tudo se amontoou como uma carga muito pesada de uma vez fazendo suas pernas fraquejarem.
O coração apertou intensamente e Rin procurou o apoio da parede. Deixou que o corpo escorrega-se até o chão onde se sentou dobrando as pernas abraçando-as com força. Por mais que fosse feliz e grata pela vida que tinha e pela família que a havia acolhido com tanto carinho, sentia muita falta dos velhos amigos que agora estavam longe, e agora temia que nunca mais fosse capaz de tornar a vê-los. Mesmo que ainda tivesse esperanças, ela sabia que era impossível achar kagome no meio daquela multidão. Eram muitas pessoas indo e vindo dos mais variadas lugares. Procurar uma em especial sem saber uma pista de onde ela possa estar é como procurar uma agulha em um palheiro.
As lagrimas começaram a escorrer pelo seu rosto acompanhadas por soluços baixos. Rin não queria chorar, mas não podia evitar, o Japão de agora não era o Japão do qual veio. Não estavam mais na época feudal. O que ela achou afinal? que iria chegar no Japão, arrumar um dragão de duas cabeças e voar por ai , de floresta em floresta, vilarejo em vilarejo e de repente''Olha! Lá está Kagome." Não tinha jeito, jamais a encontraria no meio daquela multidão, infelizmente estava tudo acabado. Ela vivia agora naquela época, e estava na hora de começar a se conformar com isso.
Naquela noite, depois de cessar o choro e tomar um banho demorado para relaxar, Rin não conseguiu dormir direito, e a toda hora olhava pela janela para o céu estrelado desejando se transportar para Era Feudal mais uma vez, mesmo que fosse para se despedir, ou dormir novamente sob a luz das estrelas e a proteção do Senhor Sesshoumaru. Um desejo que ela sabia ser impossível, mas que não deixava de alimentar em seus sonhos.
Mal sabia ela que em uma outra época, debaixo de uma árvore frondosa banhada pelo luar prateado que se estendia no céu, um Yokai sangue puro se perdia em pensamentos, mesmo que seu semblante calmo não denunciasse a insatisfação que trazia na alma.
Já faziam 4 dias que estavam no Japão e em breve iriam embora. Os irmãos resolveram então aproveitar ao máximo o tempo que ainda tinham. Em suas pesquisas ( feitas em frente ao computador com pedaços de pão pendurados na boca) descobriram que estava acontecendo um festival no bairro que estavam hospedados.
Depois de uma breve discussão acabaram concordando em visitar o evento. Em poucos minutos lá estavam os três aproveitando a o movimentação enquanto comiam Lamén em uma das barraquinhas do festival.
Rako e Sayuri perceberam que Rin já não estava tão feliz quanto no primeiro dia que chegaram e como bons irmãos passaram a chateá-la para que contasse o motivo de tanto desanimo, mas ela sempre desconversava e dizia que não tinha nada e que era só impressão deles. Rin não se importou muito com isso nos outros dias, mas agora eles pareciam realmente decididos a descobrir o que ela tinha, e isso já estava começando a deixá-la irritada.
-Que droga Rin! Você quer insultar nossa inteligência dizendo que não tem nada quando está claro como a água que você tem ? Anda fala.
-Eu não sei mais em que língua dizer que eu não tenho nada Sayuri.
Rako largou os hashis e falou de boca cheia
_Concordo com a Sayuri, mas talvez seja melhor deixar você na sua, se não quer dizer não diga, só queríamos ajudar
Ela deu de ombros enquanto remexia o Lamén que mal tinha começado a comer. Seus irmão já haviam terminado e brincavam de rolar os "pauzinhos" pelo balcão quando Sayuri viu uma barraca de doces mais a frente. Mais do que depressa, ela e Rako apostaram corrida para ver quem chegava primeiro o que arrancou alguns sorrisos de Rin, ela divertia ao ver os dois irmãos se comportando como duas crianças fanáticas por doces.
Depois de um tempo, ela se voltou para sua tigela de Lamén e ficou contemplando o macarrão. A verdade era que desde que percebeu que não encontraria Kagome se sentia tão triste que tinha perdido a vontade de comer ou sorrir, como se o coração tivesse esquecido como sentir alegria.
Rin passou um bom tempo pensando em suas desventuras e remexendo o macarrão que começava a absorver água demais. De repente a sensação de estar sendo observada a assaltou, e percebeu que havia alguém do seu lado. Era realmente incomodo ser o centro das atenções de alguém sem nem mesmo saber quem é, ela se virou na cadeira para olhar. Para sua surpresa era apenas um menininho que estava parado do lado dela olhando a barraca de lamén com olhos ávidos. Por um segundo se sentiu aliviada por não estar sendo observada por nenhum sujeito estranho e meio acanhada por perceber que podia estar ficando paranóica já que o menino não olhava para ela, e sim para a barraca, mas o que mais estranhou foi fato de não haver nenhum adulto perto dele. Ainda sem saber o que fazer resolveu chamar a atenção do menino.
_Oi!
Disse da maneira mais gentil possível.
O menino olhou para ela e sorriu, Rin sorriu de volta
_Onde estão os seus pais?
O menino deu de ombros, informando não saber com uma calma que fez Rin franzir as sobrancelhas preocupada.'' Será que ele estava perdido?'' perguntou-se mentalmente. Parecia muito pequeno para estar andando por ai sozinho, não devia ter mais que 4 anos
_ Você está sozinho?
O menino continuou olhando para ela mas dessa vez ele pareceu pensar em alguma resposta. Porém depois de alguns segundos apontou o para o balcão de Lamén.
Rin se levantou da cadeira e se abaixou na frente do menino enquanto olhava de novo em volta
_ Você se perdeu? você é muito pequeno para andar sozinho. Me diga qual é o nome da sua mãe que eu te ajudo a procurar por ela
O menino mordeu o lábio e não disse nada. Rin o olhou nos olhos e sentiu algo estranho. Eles pareciam lembrar -lhe alguém. Passou a observar mais atentamente o menino que tinha cabelos negros e longos, pele levemente morena e olhos grandes e expressivos na cor dourada.
_YAMARU, quer me matar do coração? como você some de perto de mim desse jeito?Em uma barraca de lamén?Só podia ser, igualzinho ao seu pai mesmo
Rin se levantou rapidamente e olhou para a mulher que brigava irritada com o menino. Assim que bateu os olhos nela reconheceu. Estava um pouco mais velha, usava um kimono bonito e um coque na cabeça, mas era ela, com certeza era ela. Um torpor paralisou seu corpo por alguns segundos enquanto a mulher ainda brigava irritada com o menino.
_Kagome...- disse com a voz dês treinada como se não a usasse a séculos.
A mulher levantou os olhos negros e os deteve nela por alguns segundos. Parecia estranhamente surpresa e desconfiada.
_ Você me conhece? Quem é você?
Então gente, agora eu tenho uma Beta, Yue-chan, ela é o que eu chamo de "fodafofa" uma mistura de "fodastica+fofa", ela se ofereceu Para me ajudar já que eu estava Precisando suPer urgente de uma ajuda xD, vocês vão notar que esse caPitulo esta bem mais interessante, Pois é, obra dela, eu dei a ela um caPitulo simPles e ela deu um "taPa" transformando em um caPitulo bem mais comPleto e emocionante, EsPero que nós duas Possamos trabalhar juntas Para escrever uma historia incrível.
Bjs sabor morango com cereja
