Sinopse: O que um casal faz em uma pós-briga? E o que eles fazem quando um não está nenhum pouco a fim de fazer as pazes ainda?

E não importava o que ela fizesse... Tudo o que vinha dela era irresistível e ele já não agüentava mais esperar pela boa vontade dela!

...And I Can't Stand It!

Aquele domingo era o domingo mais longo da vida daquele casal simpático - que estavam de mal no momento. Tudo porque pessoas tinham que interferir na vida deles, como já era de costume, e confundir a cabeça da namorada do rapaz. Simples assim!

Os dois estavam sentados no sofá coral que ficava no meio da sala pintada de branco, móveis de tons claros espalhados por todos os cantos, vasos e quadros entulhados em paredes e em espaços livres de mesa junto com porta-retratos e enfeites bobos femininos - coisas que Orihime havia feito questão de trazer de seu antigo apartamento quando se mudaram para o atual.

O apartamento não era grande, mas comportava os dois suficientemente bem, além de ser uma graça aos olhos de todos os seres que entraram lá de genitália feminina - os amigos do rapaz já perguntaram a ele se havia algum homem morando lá, mas Ichigo nunca havia se importado com a decoração do apartamento e ter alguém para se estressar com isso era algo novo em sua vida. Um quarto com suíte, lavabo, área de serviço, sala de estar e cozinha - eles tinham uma mesa de quatro lugares redonda (onde sempre acabava tendo muito mais que quatro pessoas sentadas nela) num dos cantos da sala.

Uma televisão de LCD no meio do local e a única coisa que dividia o espaço entre ela e o sofá de cor anormal era a mesinha de café do mesmo tom dos outros móveis.

Orihime estava sentada em um canto do sofá, usando uma blusa regata preta de seu namorado que batia no meio de suas coxas e uma calcinha verde-clara. Seus cabelos estavam soltos e ela estava com a feição aborrecida - ou pelo menos tentava fazê-la parecer aborrecida. Olhava fixamente para a televisão sentindo os olhos do jovem ao seu lado sobre si quase o tempo todo, mas ela não daria audiência. Estava em greve.

E o rapaz de cabelo laranja flamejante e espetado não podia evitar a irritação presente em sua face. Justamente no domingo, o único dia de folga que ele tinha da clínica e de seu trabalho cansativo de médico, que ele podia aproveitar cada minuto com sua querida namorada, ela, simplesmente, resolve entrar em greve!

-Muito maturo... – ele murmurou para si alto o suficiente para que ela entendesse a cada palavra.

-Não importa o que você disser, Ichigo-kun... – ela estava bem determinada – Não vou fazer nada que você não mereça! – levantou-se do sofá e caminhou até a cozinha um pouco atrás de si.

O rapaz torceu o pescoço para vê-la caminhar com a roupa larga que mostrava uma pequena parcela de seus seios a mostra e ele não podia ao menos abraçá-la. Ele bufou jogando uma almofada com força onde ela estava sentada, apoiando o queixo na mão e o cotovelo no braço do sofá.

Oqueelaquerdemim? Questionou-se relembrando da crise da noite passada.

-Orihime! – ele chamou-a insistentemente – Orihime! Orihime! Orihime! Orihime!

-Diga. – ela parou na porta da sala encarando-o indiferente.

-Fala comigo. – ele pediu e ela deu de costas – Orihime! Orihime! Orihime! Orihime!

-Fala! – voltou a encará-lo.

-Vamos jogar "Verdade ou Desafio"? – ele olhava-a de cabeça para baixo apoiando a nuca no encosto do sofá colorido. Ela revirou os olhos voltando para a cozinha – Orihime! Orihime! Orihime! Orihime!

-O que você quer almoçar? – ela perguntou com a voz indiferente.

-Curry! – ele respondeu no automático, mas viu a única chance de conversar com ela. Pena que já era tarde demais – ORIHIME!

-Não gaste meu nome, Ichigo-kun! – falou chateada.

-Vai logo! Fala comigo! – ele "pedia" de seu jeitinho.

Ela negou com a cabeça e colocou a mão na cintura. Um avental de cozinha cobria a vista da regata do jovem, mas continuava mostrando quão curta era a roupa da namorada.

-Você ainda tem a cara de pau de pedir pra eu falar contigo depois de tudo o que me disse ontem? – retornou para a cozinha, mas, dessa vez, não estava sozinha.

-Oras! Eu estava bêbado! – tentou justificar-se, mas Inoue nunca mantinha uma discussão contra Ichigo quando ele estava bêbado demais pra se lembrar. Ela sabia diferenciar seus estados de bebedeira, apesar de saber que ele estava bem intoxicado na noite passada.

-Não. Não estava. – pegava os ingredientes na geladeira e o jovem encarava seu corpo, desejando-a tanto que era um pecado – Eu estou discutindo com você e você não tem a capacidade de olhar nos meus olhos! – ela reclamou jogando as coisas na pia e ele encostou-se na parede abaixo do relógio de cozinha.

-Você estava de costas. – justificou-se mais uma vez.

-E é motivo para você olhar minha bunda então? – olhou-o com uma de suas sobrancelhas arqueadas de forma provocativa, tentando parecer brava – Acho que não.

-Eu sou homem! Não me culpe por ficar olhando minha namorada andar semi-nua pela casa em uma blusa minha que parece mais um vestido de criança! – Ichigo era bem rápido em respostas engraçadas.

-Acho que vou colocar wasabi no curry... – Inoue comentou e Ichigo gritou com ela, escandalizado.

-NEM FODENDO! – avisou-a preocupado.

-Hmmm... O que dizia? – mas Orihime também era boa em fazer a conversar mudar de rumo quando bem queria.

-Hunf... – bufou revoltado olhando-a cortar as cenouras – Eu só estou pedindo um pouco de atenção. – Ichigo avisou-a tentando fazer uma cara de desolado.

-Eu estou em greve. – relembrou-o e ele entortou o nariz – Não vai ser assim que vai conseguir o que quer de mim, Ichigo-kun.

-Depois quando eu não quiser dormir com você, não vai ficar me fazendo sentir mal... – avisou-a cruzando os braços e arrebitando o nariz.

-Oras... Você sabe o motivo da minha greve. – ela lembrou-o olhando-o com um sorriso sacana, do jeito Inoue de ser, nos lábios rosados – E já sabe o que precisa falar pra dar um fim a ela. – sorriu de seu jeitinho carinhoso.

-Tipo o que? – agora Ichigo não entendia mais nada. Ela queria ou não estar de greve!

-Oras Ichigo-kun. – ela largou a faca na pia e caminhou até o namorado percorrendo seus dedos pelo peitoral definido dele até parar na ponta de seu queixo, sendo hipnotizado por seu olhar inocente – É só lembrar do que discutimos ontem.

-Hmmm... Foram tantas coisas... – ele disse engolindo em seco com a aproximação da namorada, mas se ele envolvesse-a sabia que ela daria um jeito de fugir e não olharia para sua cara no restante do dia – Talvez eu precise de um lembrete...

-Ou talvez de outro dia de greve... – Orihime sugeriu voltando para frente da pia, mas ele tocou-se o que ela queria e segurou-a pelo braço fazendo-a nota-lo – Lembrou-se, então?

-Como você consegue ser assim? – ele sussurrou sorrindo para ela. Seus olhos estavam serenos agora.

-Assim como? – deitou a cabeça de lado, confusa.

-Malvada e ingênua. – olhava a boca carnuda que se retorcia para respondê-lo.

-Mo, Ichigo-kun! – chateou-se, puxando seu braço, mas seu namorado não permitira – Você me chama de má e ainda reclama quando eu não quero falar com você?

-Ué? Mas você faz as coisas sem querer! Eu adicionei ingênua quando disse "malvada"! – a verdade das coisas era que Kurosaki Ichigo nunca fora o exímio exemplo de homem que sabia como pedir desculpas.

Orihime continuava a olhá-lo magoada. Ele sempre fazia o que queria, além de sempre acabar ganhando as discussões por cansaço. Mas, dessa vez, infelizmente, Inoue Orihime estava falando sério, porque não havia nada demais em os dois começarem a discutir ou pensar sobre ficarem juntos de forma legal. E Ichigo nunca sabia como pedir desculpas quando falava alguma coisa errada, porém a experiência da vivencia de Inoue sempre deixou esse fato para lá – até ele ter chamado-a de ingenuamente má por não querer ceder em sua greve (infantil) lógica.

E agora a única coisa que ela queria, de verdade, era que seu namorado pedisse desculpas pela briga da noite passada, porque fora um motivo tão bobo e ele fizera dela uma tempestade num copo d'água. Inoue, apesar de não parecer, era tão teimosa quanto uma mula e Ichigo não é o homem que cede as coisas com facilidade – na verdade, não cede as coisas. Tava na hora de ensinar o namorado genioso a desculpar-se na hora certa.

O tópico do casamento podia ficar pra depois. Só...

Peça desculpas, Ichigo-kun...

-Retire o que disse! – Inoue mandou sem puxar seu braço do namorado.

-Você ta brava pelo que eu disse agora? – aquilo tudo tava ficando cada vez mais confuso e infantil, deixando o SubstitutodeShinigami irritado – E precisa disso tudo por causa de um comentário sem maldade! – Ichigo soltou o braço da namorada arfando as narinas ao desencostar-se da parede.

-Sabe, Ichigo-kun? – Orihime tirou o avental pela cabeça, ignorando o olhar do namorado irritado. Sabia que quando voltasse a encarar sua face veria aqueles olhos secos âmbares e nervosos sobre si, mas ela venceria dessa vez – Eu te amo!

Ichigo parou alguns segundos esperando que ela continuasse seu raciocínio, mas quando viu que ela não dizia mais nada, apenas o olhava com aquelas íris enormes furta-cores de forma determinada para si e sentiu suas orelhas começarem a arder. Ela não ia continuar a dizer nada...?

-E-e... – ele engoliu em seco sentindo as bochechas arderem, descompassando-o e fazendo-o vacilar em sua discussão – Eu sei! – sua voz saiu um pouco aguda demais na resposta – Eu também te amo!

-Será que isso não vale? – ela continuou, pela primeira vez, tentando vencer aquela DR – Será que eu vou precisar fazer tantas outras coisas pra provar isso a você?

-E... E... Você quer que eu faça o que, Orihime? – Ichigo rebateu, quase voltando ao seu modo irritadiço de costume – Quem ta fazendo uma greve ridícula por causa de uma aliança na mão esquerda é você, caso não se lembre! – deu um passo para frente juntando mais seu corpo para que ela olhasse mais pra cima enquanto discutia.

-A sua abstinência de carinho, Ichigo-kun, não tem nada haver com o que você ta pensando! – lhe dava uma dica sutil, mas Kurosaki é denso demais para gestos sutis.

-E tem haver com o que então? – cruzou os braços confuso e nervoso.

-Talvez, Ichigo-kun, com o fato de você ter feito uma tempestade no copo d'água ontem porque eu lhe disse que queria falar de casamento com você. Você tem que admitir que foi desnecessário. – Orihime avisou-o.

-Eu exagerei, mas e daí? Eu fiquei bravo porque nossas amigas se meteram onde não eram chamadas! – começou a gesticular as mãos, aumentando o volume de sua voz aos poucos.

-E você não aprende! – Orihime estava começando a ficar decepcionada – Você não vê que... – e quando ela ficava assim, sua voz começava a travar – Que elas não vão mudar nada meu sentimento por você!

-Ta, pode ser! Mas... – Inoue interrompeu-o.

-"Pode ser", não, Ichigo! Eu te amo de qualquer jeito! Você não entende? – seus ombros vacilaram e, de repente, sua cabeça ficou pesada demais para que continuasse a olhar o namorado incapaz de pedir desculpas – Não importa que você brigue comigo por coisas bobas ou se você não sabe quando é hora de parar de discutir ou quando você fica com ciúmes por eu falar com o Ishida-kun! Sabe? – ele iria falar, mas Orihime continuou sentindo algumas lágrimas traidoras escorrerem por seus olhos e sua voz tremer na abertura – Porque tudo isso junto mais todas as coisas boas que você é fazem de você o homem... – ela engoliu e depois o olhou nos orbes âmbares, vendo-o suavizar sua expressão ao notar que estava chorando – O homem que eu amo!

Um minuto de silêncio para que Ichigo mudasse sua expressão de irritabilidade e desagrado para arrependido e preocupado. Ele odiava fazer Orihime chorar. Por que ele teve de fazê-la chorar? Ele era um total idiota por isso!

-Orihime, eu... – mas Inoue não tinha acabado ainda.

-E não me importa se você não quer falar de casamento ou se você algum dia vai querer algo mais de mim além de uma namorada que faz tudo o que pode pra ver você bem! Eu não me importo com isso, Ichigo! – apesar de alta, sua voz continuava com o mesmo tom doce e suave de sempre – Então, não me importo, igualmente, com o que as pessoas digam de nós ou o que seus amigos digam de mim ou o que minhas amigas digam de você, porque eu me sinto feliz com você do jeito que somos!– ela abaixou a cabeça voltando a sentir-se fraca e inútil – Não vou negar pra você que eu não quero um dia falar disso com você. Falar de casamento com você. Porque... – ela tentava conter a emoção, mas estava desabafando. Ichigo tinha que saber o que provocava nela – Eu não vejo futuro mais feliz que não seja ao seu lado, sabe? – voltou a olhá-lo nas íris âmbares.

-Eu também não, Orihime. – ele sussurrou, mas ela continuou a falar.

-Não, Ichigo. Eu não acho necessário casarmos para sermos felizes, mas... Pare de... De... – voltou a balbuciar sentindo a mão ossuda, porém macia, de seu namorado em sua face – Evitar o futuro por medo de perder o que possui! – Orihime respirou fundo, sua face suavizando cada vez mais – Eu, Ichigo... – olhou-o nos orbes âmbares – Não vou mudar nunca o que sinto por você. Não precisa ter medo de me perder! E eu nunca vou deixar você ir! – Inoue sentiu a vermelhidão em si graças ao seu egoísmo – Nem que você fuja de mim, eu vou atrás de você! – e Ichigo sorriu suavemente, fazendo-a corar ainda mais e provocando-a, mas as lágrimas não a permitiam levar aquilo a sério – Não ria de mim! Eu nunca falei tão sério!

-Eu nunca, jamais, vou fugir de você, sua boba! – Ichigo falou aproximando-se receosamente da namorada nervosa – Você sabe disso.

-Eu sei! – ela concordou, engoliu um soluço – Só estava te testando. – e o toque dele suave e seguro em sua cintura, aproximando seus corpos lhe dava essa segurança.

-E eu tenho medo de te perder, sim, porque você, Inoue Orihime-chan... – sua voz rouca e máscula começou a ficar cada vez mais suave e brincalhona com as palavras, apesar dos significados das palavras serem completamente sérios – Olha pra mim! – mandou e a mocinha nem hesitou mirar aquelas íris âmbares profundas e viciosas. A face cada vez mais vermelha – Você foi a melhor coisa que me aconteceu e eu não posso evitar o temer de não te ter mais! – olhos cinza arregalados enquanto os âmbares nunca foram tão relaxados – Então, não fique brava comigo quando eu brigar com você quando fizer coisas comprometedoras sem querer ou quando não prestar atenção por onde anda e machucar-se ou quando outros homens olharem pra você sorrindo e você responder o riso. Eu só faço isso esperando à hora em que você estiver pronta pra me aceitar como sou... – ele sorriu sem jeito lembrando-se das palavras dela – Apesar de você já ter dito isso... – finalmente! Orihime tinha dado uma risada pela primeira vez naquele domingo e Ichigo pôde sentir, além do calor em sua face, o calor voltar a seu coração também – E a verdade é que eu não vejo mais futuro sem você! – aquilo havia ganhado o dia da pequena Orihime.

-Ichigo-kun... – ela sussurrou enquanto ele continuava a falar.

-Eu não consigo mais viver sem seu sorriso radiante quando algo bom acontece para pessoas de quem gosta, sua voz alegre cantarolando pela casa enquanto faz faxina, sua cara brava quando é contrariada por coisas bobas, seu rosto lindo todo dia, seus olhos olhando os meus enquanto dançamos, você nos meus braços depois de brigarmos, sua cabeça no meu ombro quando está triste, os seus "homenzinhos azuis" correndo pela casa...! – Ichigo sorriu com o comentário e a menina gargalhou, sentindo as lágrimas escorrerem pela face – Orihime... – Ichigo levou sua mão livre para pressionar levemente o queixo da namorada e fazer com que a cabeça dela ficasse inclinada para cima, forçando-a a olhá-lo na face sem desviarda para cima, forçando-a a olhate o queixo da namorada e fazer com que a cabeça dela ficasse inclinada para cima, forçando-a a - Eu perseguiria os "homenzinhos azuis" por você! – levando as mãos à face, Inoue não sabia mais o que dizer e não sabia mais como controlar aquele sentimento – Então, me desculpe por ser turrão, idiota, ciumento, inútil, atrapalhado, tímido e sem graça! Desculpe-me por tudo o que eu disse que te fez chorar, que te fez pensar em me largar, que te fez pensar que eu não gostava de você. – a face do namorado começava a ficar cada vez mais vermelha e a expressão sorridente tornava-se uma sem jeito e receosa – Mas eu só fiz isso pra que você soubesse, de alguma forma, que não consigo sentir tudo o que sinto hoje por outra pessoa que não você! – ele engoliu em seco.

E se o futuro os aguardava e os dois queriam ficar juntos de toda a forma possível no mundo, algo bateu na cabeça de Ichigo chamando-o para a realidade...

Porquenão? Ele pensou receoso, apesar de saber a resposta do que diria em seguida VamosIchigo!Éapenasorestodasuavida!

E soltando-se de Inoue lentamente Ichigo caminhou até o armário de despesas, deixando uma Orihime confusa estática – ela nem se deu o trabalho de mover-se, pois, quando havia sentido falta dos braços do namorado em volta de si, ele já havia voltado mastigando alguma coisa com muita rapidez e uma cara mais vermelha que o tomate maduro mais recente da colheita. Ela deitou a face molhada de lágrimas salgadas curiosa com o gesto do namorado, mas quando fora pensar em questionar seus atos, Ichigo já estava fazendo outra coisa.

Os olhos cinza azulados arregalaram-se avistando o rapaz ajoelhado sobre uma perna a sua frente, ainda mastigando algo com ferocidade e tentando engolir sabe-se lá o que a cada mordida – quase engasgou-se, mas sua saúde não era a coisa mais importante daquele momento. Olhando para baixo, escondendo-se e escondendo algo da namorada, Ichigo tentava dar um nó em algo e, após conseguir engolir o que o estava incomodando e dar o nó no objeto que Inoue não via, levantou a cabeça mirando a face confusa e os olhos esbugalhados da namorada.

Corou de novo, sentindo restos do que havia comido forçado em seus dentes, e sentia seu estomago revirar ao ver a beleza da mocinha ingênua a sua frente. Será que ela já tinha entendido o que ele fora fazer?

-Ichigo-kun... – ela chamou-o sentindo o fervor voltar a sua face, mas ele não deu tempo.

-Inoue Orihime! – ele berrou seu nome com a voz rouca trêmula, assustando-a. Avistando aquelas íris cinza azuladas cada vez maiores, quase fazendo os olhos saltarem das órbitas, com a mão livre apanhou a mão direita com aspecto de pêssego e abriu a mão que apoiava seu torso no joelho, mostrando a Orihime um anel improvisado de embalagem de bombom cor de rosa – Casa comigo! – ela podia ver o nó quase se desfazendo do objeto, mas aquilo não era importante. Muita informação para uma pessoa só.

Então um sorriso vasto que poderia iluminar Karakura por inteira tomou a face da ruiva junto com uma cachoeira de lágrimas escorrendo pelo rosto já encharcado. Os olhos furta-cores brilhavam tanto que jóias não conseguiam imita-los.

Sem esperar dizer nada e vendo a cara completamente envergonhada do namorado, Orihime gritou e pulou sobre Ichigo, enlaçando seus braços na nuca do rapaz e enterrando sua face no espaço entre o ombro e o pescoço dele, rindo, murmurando, gritando, todos os tipos de informações que vieram a sua cabeça.

Claro que Ichigo não entendeu nada, pois além de se tratar de Inoue Orihime (sabe? Os "homenzinhos azuis"...?), ela havia derrubado-o quando pulara para abraçá-lo. Ou seja, Kurosaki havia batido a cabeça na parede atrás de si e não tivera tempo para reagir à afeição da namorada. Quando se deu conta, era tarde demais – ela já havia se separado do abraço para olhá-lo nos orbes âmbares mais profundos que um dia encontraria.

Hipnotizado pelo brilhar das íris cinza azuladas, Ichigo não sabia o que dizer ou o que fazer. Só sentia o arder de suas orelhas, pois a ficha ainda não tinha caído. Ele havia feito o pedido, ela havia abraçado-o e emitido sons estranhos e ininteligíveis. O que seria aquela resposta então?

E, mais uma vez, antes que pudesse continuar em seus devaneios, trocando papel rapidamente com a ruivinha mais delirante da face da terra, Inoue Orihime apoiou-se contra o peito do namorado e fechando seus olhos com elegância ao aproximar suas faces, selou seus lábios num beijo cuidadoso e repleto de carinho. E, finalmente, dessa vez não fora mais um gesto rápido da peraltinha.

Aproveitando que ela se entregava ao próprio beijo, o coração de Ichigo acalmou-se e ele fechou os olhos, abraçando-a pela cintura a mostra graças ao impulso que fizera a blusa larga ficar fora do lugar. Apertou-a um pouco mais ao seu corpo e sentiu um sorriso nos lábios dela enquanto beijava-a suavemente, sorrindo, também, ao sentir o traçar da água salgada escorrer por suas bochechas – as lágrimas de Inoue não paravam de escorrer pela face dela.

-Hmmm... – ela gemeu empurrando-o enquanto Kurosaki abraçava-a cada vez mais para si, sem saber que o vão que provavelmente havia entre os dois já havia sido extinto há algum tempo – Sim! Sim! – murmurava sobre os lábios do namorado, rindo e sentindo-o rir também – Sim! Mil vezes... – ela separou-se dele o suficiente apenas para que seus olhos se encontrassem – Sim, Ichigo-kun! – Orihime avisou-o beijando-o na boca, na bochecha, na ponta do nariz, no queixo, em todos os lugares possíveis na face e no pescoço do jovem, fazendo-o gargalhar – SIM, ICHIGO!

-Ótimo! – ele gritou alegre segurando o rosto elétrico da namorada – Isso significa que você vai ter que me aturar pra sempre, sua boba! – avisou-a juntando suas testas e fazendo-a continuar a chorar – E que eu não vou poder deixar de expulsar aqueles "homenzinhos azuis" de perto de você. – ela gargalhou junto com o namorado.

Pausaram um tempo enquanto Ichigo tomava a mão de Inoue para enfiar o 'anel' de noivado no dedo anelar direito da mocinha e, ao terminar, beijou-a com fervor, saudade e devoção.

Lentamente, sentindo seus corpos atritarem-se constantemente procurando preencher um espaço inexistente entre os dois, procurando aproximarem-se cada vez mais, as mãos de Ichigo desceram da face de Inoue conforme suas línguas faziam uma coreografia extravagante, tentando tocar cada canto da boca alheia, e passaram pelos ombros dela até que pudesse massagear as costas da noiva por debaixo da camisa larga. Inoue, por sua vez, tentava cada vez mais se aproximar de seu namorado ou ficar numa posição confortável – não era lá muito aconchegante deitar-se sobre o namorado mal acomodado num chão tão frio quanto o piso da cozinha. Além de que a parede não estava ajudando em nada. Porém, ela não quis parar o beijo por causa de algo tão fútil como posição.

As mãos de Ichigo eram grandes e ossudas, mas delicadas e tão viciosas que Orihime não conseguia parar de pensar no quão bom eram as massagens que ele aplicava nas suas costas. Aquilo a fazia soltar leves gemidos entre os beijos, mas nada que fosse extremo a ponto de fazê-lo leva-la para o quarto e 'possuí-la' no mesmo instante. Ainda tinham muito a aproveitar. Entretanto, logo mais, o ar começou a ficar rarefeito e os dois estavam ofegantes, o que foi perfeito para Inoue, pois nesse curto intervalo ela poderia ajoelhar-se com uma perna de cada lado do corpo de seu namorado e faze-lo encostar as costas nas paredes, para que o carinho fosse muito mais intimo e menos desgastante.

Sentindo a namorada se mexer em seu colo, Ichigo entreabriu seus olhos rapidamente para focar-se no brilho rubro das bochechas envergonhadas de Orihime e ele conseguia sentir algo pulsar de baixo do pano fino de sua calça – ela também, obviamente. Mas ela voltou a beijá-lo mais rapidamente do que ele conseguia acompanhar e quando a língua dela voltou a contagiar a dele com os contatos úmidos e quentes as íris de Ichigo esconderam-se por detrás das pálpebras automaticamente, como se aquilo fosse um interruptor. As mãos de Inoue espalmadas contra o peito de Ichigo não tinham a intenção de empurrá-lo ou de fazê-lo parar o que fazia – nada faria Inoue desistir do que os dois haviam começado bem ali na cozinha – e Kurosaki sabia bem, mas quando as mãos da moça deslizaram por cima de seus ombros até que se encostassem à parede (o que ele deduziu com o estalo alto que se deu atrás de si) ele notou que ela não estava gostando (claro que estava! Quem não gostaria de estar na posição deles num momento tão crucial?) de como seus corpos estavam – apesar de estar quase se derretendo sentindo sua namorada montar sobre si.

Com um gesto rápido de mãos e pernas, Ichigo empurrou seu corpo para trás, apoiando – finalmente – suas costas contra a parede, levando as mãos às coxas grossas da namorada e, com o impulso das pernas se flexionando, trouxe o corpo da menina para cima fazendo com que ela sentasse em seu colo da forma mais intima que suas roupas permitiam – por enquanto não era lá grande coisa.

As mãos de Ichigo seguravam com tanta força e tanta intensidade, apesar do carinho ser delicado, as coxas de Orihime numa proximidade ao inicio de sua bunda que quando começaram a vagar por ali a ruivinha não pôde evitar soltar um gemido mudo contra os lábios do namorado pidão – que estava contente com o resultado e não escondia aquilo risinho sarcástico quando conseguia o que queria.

Ah! E como atrapalhavam aquelas calças naquele momento! Deus! Como...!

Ichigo tinha de se conter, pois depois de fazer Orihime gemer e massagear cada vez mais suas coxas, passeando pela bunda e até a cintura dela, repetindo os movimentos alternando as mãos e a intensidade aplicada em certas áreas (ele não queria deixar sua namorada com hematomas, oras!), ameaçando puxar ou rasgar aquela maldita calcinha verde transparente que estava deixando-o louco, a garota iniciara um certo rebolado sobre seu colo e, com sua posição excepcionalmente prática, roçar sua parte intima contra a do namorado, tentando-o cada vez mais. Claro que com ela dançando no seu colo, raspando o tecido importuno contra seu orgão "vital", e ele fazendo com as mãos coisas que nem a própria Inoue conseguia pensar em fazer - até mesmo na situação mais excitante de sua vida -, era evidente que o ar ficaria rarefeito e o beijo teria de ser cessado - por segundos... Afinal, quem, no calor do ato, pensa em deixar de beijar para fazer outra coisa?

Isso liberou os gemidos controlados de Inoue e aceleraram seus movimentos, forçando, inconscientemente, seu quadril a ir para frente e para trás contra Ichigo - certamente fazendo-a se sentir deleitada. Orihime jogou a cabeça para trás segurando firmemente nos ombros do namorado enquanto ele observava o suor escorrer pela face da menina e seus olhos entreabertos emanando satisfação, aquilo era demais para os dois. E estava deixando-o tão irritado e inútil com aquela calça e calcinha impedindo o contato que suas peles precisavam que ficar ali parado olhando Orihime "brincar" sozinha já se tornara impossível, pois ele mergulhou sua face corada contra o pescoço dobrado para trás da menina para beijá-lo, mordiscá-lo e soltar suspiros confusos e quentes contra a pele que ficava oleosa da moça de cabelos brilhantes. As mãos de Ichigo largaram as coxas de Orihime para que ela tivesse mais liberdade e fizesse o que quisesse sobre si, e subiram para a cintura dela, segurando-a com firmeza enquanto seus dedos faziam um trabalho maravilhoso contra as costas da ruiva.

Certamente que ser mulher tem suas vantagens, Orihime podia dizer - até Ichigo admitia invejoso. Pois, por mais sofrimento e situações constrangedoras elas passem, a capacidade de ter orgasmos múltiplos não era concebível aos homens e quando Orihime acelerou seus movimentos sobre o colo do namorado e arqueou suas costas para trás, Ichigo tinha de ver esse gesto aquela vermelhidão provocativa em sua face, aquele monstrinho verde veio lhe assombrar. O tecido úmido contra sua calça e acumulo de lágrimas nos olhos vidrados de Inoue - depois de ela se recompor - definitivamente tinham apenas 25% de chance de ser de Ichigo. O rapaz desceu seus olhos pelo corpo da namorada vendo o arquejar de seus seios triunfantes e eriçados sob a blusa e o quão suada ela estava, ou o quão molhada a roupa intima de Inoue estava.

-Me sinto tão usado... - ele reclamou entre suspiros profundos voltando as orbes âmbares para o rosto satisfeito de Inoue.

Um sorriso delicioso espalhou-se pela face brilhante da ruiva e ela negou com a cabeça abaixando-se até que sua face e a do namorado estivessem a centímetros de distancia. Ichigo também não pôde evitar sorrir maliciosamente após ver a excitação irradiando dos olhos tão inocentes da menina. Ela deitou a cabeça de lado e pousou um beijo no canto da boca de Ichigo, fazendo-o, em vão, beijar o ar; em seguida percorreu até a orelha do rapaz um caminho de beijos suaves sem estalos ou enfeites até que pudesse morder o lóbulo do rapaz, fazendo-o fisgar levemente de dor. Ela riu entre um intervalo de suspiros profundos e disse:

-Não é minha culpa que você me deixa assim... - gemeu em seu ouvido com uma voz divertida que não pertencia, definitivamente, a Inoue Orihime.

-E... - Ichigo engoliu em seco com um sorriso receoso na face - Devo me sentir mal por tê-la corrompido? - brincou com a voz e ela riu sedutoramente mordendo mais uma vez o lóbulo do rapaz. Ele reclamou: - Isso dói pra porra, sabia? - e antes que começasse uma palestra do quanto os dentes de Inoue eram afiados, ela calou-o com um beijo sagaz intenso que não pôde ser interrompido até que estivesse terminado.

Mas quando o corpo de Ichigo estava ficando mais relaxado e ele sentira um vão entre seus corpos, o rapaz reclamou, choramingando. Quando Orihime separou-se do jovem, já de pé, apenas inclinada para baixo mostrando-o seus fartos peitos, Ichigo franziu as sobrancelhas num cenho preguiçoso.

-Onde é que você pensa que estar indo? - demandou segurando-a pela mão enquanto seus olhos focavam-se no vão entre os seios da namorada.

-Oras... - ela olhou-o sorrindo com as bochechas coradas - Não sou eu quem reclama de frio por causa do chão gelado. - argumentou de forma faceira e soltou-se do rapaz, caminhando lentamente até o corredor e seguindo na direção do quarto.

Ichigo xingou jogando a cabeça contra a parede e reclamando de dor com o impacto. Por que quando era a vez dele ela tinha de levantar e mudar de cômodo? Isso era muita injustiça! Mas... Era verdade. Uma das muitas razões das brigas estupidas que ele e Orihime tinham era por causa do maldito chão da cozinha e do chuveiro - olha que eles já haviam feito muitas coisas debaixo dele, mas a cozinha era a exceção que Ichigo preferia manter.

-Ta! - ele cedeu jogando a mão no chão e impulsionando-se contra os pés para levantar.

Batendo os pés contra o chão, contrariado, Ichigo viu a porta de seu quarto, meio aberta, e teve de respirar fundo antes de abri-la por completo e avistar uma Inoue sentada no meio da cama ajeitada esperando pelo rapaz com o sorriso mais malicioso que alguém já vira nos lábios daquela tão ingênua e inocente criatura - e Ichigo certamente não permitiria que qualquer outro ser fosse capaz de ver aquela boca rindo daquela forma. Nem morto!

Retribuindo o sorriso sacana, Kurosaki apertou seu passo até a cama e ajoelhou-se antes de se jogar contra a menina num beijo intenso erótico. E ela beijava tão bem que era mais um grande pecado na Terra tê-la daquela forma! De mãos atadas contra a religião, Ichigo levou suas mãos para baixo até poder achar a barra de sua blusa e retirá-la de Orihime, com dificuldade, porque nenhum dos dois queria ceder àquele beijo indecente. Após ter jogado a blusa suada contra algum criado-mudo do quarto, as mãos de Kurosaki foram deliberadamente agarrar aqueles fartos e belos seios da namorada sensacional - e bota SENSACIONAL nisso. Ele teve de parar de beijá-la para, olhando-a nos olhos e fazendo-a gemer com apenas aquele contato leve, descer sua face e sugar tão incontrolavelmente aqueles mamilos eriçados. Deliciosos e nada de mudar a direção da face da namorada.

Orihime só arqueava as costas pelas pernas de Ichigo estarem jogadas ao lado do corpo dela e o peso de seu torso apoiado no cotovelo que estavam no colchão na altura do tórax da menina. Nada como uma menina livre obstáculos para demonstrar seu prazer - e aqueles gemidos... Ah! Aqueles gemidos...

Ela podia sentir seus olhos revirarem lentamente, mas manter contato com aquelas íris brilhantes de Ichigo era tão mais interessante que resistir valia cada segundo a pena. Enquanto uma mão massageava e apertava o seio e mamilo de Orihime, excitando-a cada vez mais, a outra descia fazendo cócegas suportáveis pela barriga chapada da namorada até a barra da calcinha verde transparente e encharcada que ele usava. Com a boca no outro seio da mulher, mordiscando de leve o bico e lambendo-o para que seu estado de satisfação continuasse a se exibir, e sem parar de olhar nos orbes furta-cores da sua pequena, Ichigo acariciou por cima do tecido leve que ele não sabia nem tinha condições de adivinhar qual a área molhada e sensível de Orihime. Ela gemeu alto, murmurando coisas sem sentido tentando continuar com a conversa telepática naquela troca de olhares. Mas tudo ficou branco quando aquela mão quente e hábil deslizou por debaixo da calcinha até o clitóris escondido de Inoue.

Ela sentiu o sorriso formar-se contra o peito dela antes de Ichigo mudar para o outro seio e repetir as mesmas coisas que fizera no anterior, mas acariciando aquela parte tão intima e necessária de Orihime era demais para que ela mantivesse o olhar que Ichigo queria. Quando o dedo médio do rapaz rodeou o pulsante nervo e o apertou repetidas vezes por segundo, as costas de Inoue arquearam-se para trás e sua cabeça foi jogada contra o travesseiro, acompanhada dos gemidos tão ofegantes e excitantes.

Sorrindo mais uma vez e liberando sua boca com um som indecentemente alto ao deixar o seio da namorada livre, Ichigo caminhou sobre os joelhos perto da beirada da cama até que sua face estivesse na altura do elástico da calcinha molhada e sua boca mordesse a barra, puxando a roupa até onde era mais prático, provocando Inoue a cada toque microscópico de suas mãos ou da respiração ofegante do namorado contra sua região mais intima. Quando já havia passado a virilha, agarrou as laterais da calça com as mãos e a puxou para baixo, jogando-a para o mais longe possível. Depois agarrou a parte inferior das coxas de Orihime e abriu suas pernas jogando-as sobre seus ombros ao abaixar-se para lamber com astúcia a vulva exposta e úmida, saboreando-a com fervor. Os dedos dos pés de Orihime se contorciam aos gemidos constantes e viciosos a cada meia sílaba pronunciada.

-Ichi... Ichigo... Ichigo... - ela suspirava entre arquejos e um sorriso formava-se nos lábios do rapaz.

-Nananinão! - ele a avisou, distanciando-se dela e fazendo-a, com dificuldade, levantar o pescoço e a face corada para encarar aquele sorriso maldoso em seus lábios - Não serei usado novamente!

Orihime choramingou, respirando fundo e levantando-se da cama, miando e tentando fazê-lo voltar atrás e fazê-la sentir-se bem novamente. Ichigo sorriu e cruzou os braços, sentando nas pernas-de-índio no meio da cama e balançando a cabeça negativamente.

-Não acho justo somente você se divertir aqui. - alertou-a com aqueles seus olhos tão apaixonados e a menina riu, negando com a cabeça.

-Malvado! - gritou engatinhando em direção ao criado-mudo da cama e abaixando-se até pegar uma embalagem pequena na gaveta para poder voltar a diversão com seu namorado.

Escondeu a embalagem da vista do rapaz enquanto este se deitava na cama e apoiava-se contra os cotovelos dobrados, esperando que a menina fizesse o que queria que fizesse.

Ficando lado oposto a Ichigo, Orihime beijou-o silenciosamente e escorregou por seu corpo definido até que pudesse segurar a barra da calça dele e a abaixasse junto com seu gesto sensual. Aquele ar batendo no membro de Ichigo era, certamente, refrescante, mas antes que pudesse aproveitar aquele momento suficiente para qualquer outra coisa, algo úmido e macio percorreu o topo em gestos circulares, fazendo o rapaz arregalar os olhos com aquele contato. Fora um choque, no bom sentido - um choque mesmo assim.

Tentando olhar a namorada nos olhos, que o mirava certeiramente nas íris âmbares e agarrava o corpo do pênis do jovem com tamanha intensidade, era difícil porque aquilo era bom demais para manter o contato. Ele precisava arquejar de vez em quando e ao sentir aquela mão suave escorregar por seu membro grande, sua cabeça travou e seus olhos fecharam-se, entregando-se ao carinho merecido. Aquele atrito, aquela sensação das digitais de Inoue massagear seu membro com delicadeza era boa demais e ele mal conseguia respirar.

-Hime... - ele gemeu alto quando a boca da menina encaixou-se perfeitamente no topo de seu membro, deixando-o tonto.

Orihime sorriu, mas teve de conter a excitação porque precisava controlar aquela sensação estranha todas as vezes que chupava seu querido Ichigo-kun. Não que ela não gostasse de fazê-lo sentir-se bem, nada disso! O único problema aquele membro duro em sua boca, pulsando e tentando entrar cada vez mais. Claro que ela procurava ir até onde conseguia, mas não era tão hábil nesse tipo de sexo e tinha medo de sentir ânsia na hora mais inóspita possível. Que situação...

Que seja. Ela começou a enfiar um pouco mais em sua boca lentamente, indo e vindo, ouvindo seu nome entre os gemidos e os suspiros que Ichigo dava, sentindo-o derreter-se em sua língua e vendo que fazia algo certo. Isso a deixava feliz o suficiente para que ela continuasse o sexo oral sem medo - até onde dava. Foi mais fundo e sentiu-o batendo contra a parede de sua garganta, aquilo começou a deixar a situação desconfortável, mas ver Kurosaki arquejar seu nome e pedir para que ela continuasse, suavizava qualquer sensação ruim que tivesse e aquele liquido quente, aquela prévia liberação de sêmen em sua boca dizia que ela estava feita. Realizara seu objetivo.

Apertando as bolas do namorado e puxando a boca lentamente do membro, deixando-o sem palavras enquanto Ichigo agarrava e desarrumava as cobertas da cama, Orihime sorriu cutucando-o de forma divertida chamando sua atenção.

-Vai... Continua... - ele pediu, mas ela balançou a cabeça negativamente e deu um beijo estalado no topo de seu pênis, chamando-o a atenção.

Pegando a embalagem, que sabeDeusonde ela havia escondido, e abrindo-a Orihime retirou a tão aclamada para a situação. Nada de bebês antes da hora e nada besteiras desnecessárias. A camisinha já estava nas mãos da ruiva e ela aproximava-as do grande membro vibrante de Ichigo. Ela só colocaria o silicone quando ele olhasse-a, por fim.

Até que a curiosidade bateu e Ichigo não pôde evitar ficar naquele vácuo repentino. Cedendo, Kurosaki voltou a apoiar-se sobre os cotovelos e olhou para baixo, no auge de seu rubor, para ver o preservativo aberto nas mãos da namorada.

-Mas já? - ele perguntou receoso, apesar de querê-la tanto quanto ela o queria.

-Com certeza! - ela respondeu encaixando lentamente o preservativo no topo de Ichigo.

Aquilo era ruim porque: em primeiro lugar, apertava-o e incomodava tudo nele, deixando-o nervoso; em segundo lugar, Orihime colocava aquela maldita camisinha de uma forma tão sexy e provocativa que, se ele não soubesse bem que estragaria o clima, já teria ejaculado a um bom tempo.

Mordendo o topo do preservativo enquanto puxava para baixo o "plástico" Orihime prendia seu olhar no de Ichigo vendo cada vez mais o rubor arder em suas orelhas e o sorriso surgir em seu rosto. Gostava quando ele reagia daquela forma, pois se sentia, verdadeiramente, uma mulher sexy e capaz de provocar alguém, mesmo sendo tão tipicamente ingênua e inocente. Ao terminar o gesto, beijou novamente o membro do namorado, e endireitou sua posição avistando uma careta na face de Ichigo.

-Ué? Que foi? - ela perguntou fingindo inocência.

-Você não tem nada de ingênua! - avisou-a virando-a na cama e fazendo-a rir.

Quando estavam, finalmente, ela deitada na cama e Ichigo sobre ela o rapaz sorriu com astúcia e ergueu as pernas da menina novamente, fazendo-a corar e fazer aquela cara de piedade que ele adorava.

-Ichigo-kun... Não me provoque. - alertou-o antes que algo passasse por sua cabeça.

-Até parece que não farei isso! - demandou passando soltando as pernas de Orihime e prendendo suas duas mãos em sua cabeça, enquanto seu membro roçava contra a vulva de Inoue.

Ela gemeu com os olhos meio abertos, centímetros de distância entre seus lábios e os de Ichigo, aquele sorriso malicioso em seus lábios.

-É bom, né? - ele ia e vinha atiçando o clitóris pedinte de Orihime e fazendo respirar fundo, seu peito inflando com aquele ar todo.

-Por favor, amor... - ela implorou lambendo o lábio inferior de Ichigo - Não faz assim... - pediu novamente e beijou-o com intensidade.

Cedendo ao seu implorar, Ichigo relaxa as mãos da namorada e enfia seu orgão vibrante dentro dela, fazendo-a gritar de prazer. Ele também estava sentindo prazer, mas era discreto e preferia abafar seus gemidos no som dos dela - muito mais atraentes que os seus.

Apertou os seios balançantes com o impacto que tinha quando Ichigo empurrava tudo o que tinha para dentro de Orihime e sentia aquelas paredes apertadas massagear seu pênis com calor e umidade, vendo-a se deleitar de prazer e gemer seu nome acompanhado de súplicas, juras e palavrões. Sim... Palavrões - até Inoue Orihime consegue dizer uns no calor do momento, apesar de discretamente.

-Ichigo... Ichigo... Awww... Ichigo... - ela gemia sentindo-o vibrar e pulsar contra suas paredes e bater frequentemente em seu ponto G, fazendo-a ver estrelas de tamanha satisfação - Não para... Não... Para!

Tão intenso, tão ofegante, tão prazeroso... Como era bom ouvi-la gritar seu nome de prazer e pedir para que ele continuasse! Como era bom beijá-la enquanto gemia contra seus lábios e aquele ofegar pedindo carícias da menina, era algo grandioso demais para que ele pudesse evitar.

-Ah! Cara... - ela murmurou envergonhada das palavras, mas logo mais as coisas não faziam mais sentido e sua mente estava dormente - Te amo... Te amo... Te amo...

Ichigo sorriu com o que estava sentindo envolvendo-o. Ela continuava a ser apertada e o espremia cada vez mais dentro de si, forçando-o a ir com mais força para se libertar do agarro e fazê-la gritar seu com prazer. Mais rápido porque ele estava sentindo que logo mais chegaria lá e aquela úmida fervente em seu membro estava deixando-o com a mente toda em branco também.

-Hime... - ele suspirou antes de sentir a mulher gemer, alto, e finalmente ter o orgasmo merecido, fazendo-o ter o dele em seguida.

Cansado e suado, Ichigo deitou-se atrás da namorada ainda dentro dela, ofegando no cangote a mostra da menina. Ela estava cansada - não era qualquer uma que agüentava um SubstitutodeShinigami como Inoue Orihime. Sentindo o envolver de seus braços suados nos de Ichigo, Orihime sorriu envergonhada tentando virar a face para ver o rapaz com sua visão periférica.

-Acho que isso é o fim da greve... - ele sussurrou beijando-a atrás de seu lóbulo e fazendo-a arrepiar-se.

-Acho que isso quer dizer que eu te amo. - ela respondeu acariciando os braços fortes do rapaz.

-Eu também te amo... - ele respondeu beijando-a suavemente nos lábios.

Ela sorriu e voltou-se para onde sua face estava anteriormente, respirando fundo com emoção...

-Pra sempre? - ela sussurrou suficientemente alto para que ele escutasse.

-Para sempre... - ele respondeu contra o pescoço da pequena até que ambos adormecessem, exaustos de tamanha reconciliação.

-FIM-