Oii pessoal! Por favor me desculpem pelo atraso em atualizar a fic! Eu estava muito ocupada com provas, trabalhos, etc. Mas agora me formei! Uhuuull \õ/

E vou terminar de postar essa fic pra vcs! Só pra avisar, terá uma segunda temporada! Mas isso a gente conversa mais tarde... Agora, boa leitura!


(...)

Eu fiquei totalmente imóvel ao vê-la naquele estado. Minha culpa. Foi tudo por minha culpa... Era a única coisa que eu conseguia pensar. Eu me ajoelhei próximo a ela e toquei seu rosto. Estava frio como gelo, e boa parte estava sujo de sangue. Ela devia ter desmaiado por causa da hematofobia e batido com a cabeça. Peguei seu pulso para verificar se ainda havia pulsação. Sim. Era pouco e bem lento, mas seu coração ainda batia. Então ainda havia esperança. Eu precisava levá-la imediatamente ao hospital antes que fosse tarde demais.

Peguei-a no colo, delicadamente, evitando fazer com que o corpo dela se movesse muito. Caminhei em direção a porta e saí, Andressa e Danielly chegaram no mesmo instante e ficaram em choque ao ver o estado da amiga.

– Ai meu Deus! Chelle! O que aconteceu com ela?– Andressa perguntava descontroladamente, com lágrimas se formando nos olhos.
– Pra onde você vai levá-la? Pra qual hospital ela vai?– Danielly também estava da mesma forma.
– Eu ainda não sei.– no mesmo instante a ambulância que haviam chamado chegou. - A ambulância chegou, ainda bem! Eu vou com ela até o hospital, depois eu ligo e aviso qual é o endereço e quarto em que ela vai ficar. - falei, tentando tranquilizá-las.
– NÃO! Quero dizer... Tudo bem, mas eu vou com você!– disse Andressa, se recuperando.
– E eu? Não vou deixar minha amiga sozinha agora!– Dany perguntou.
– Dany eu vou com ela, você fica e avisa a Tati. Depois eu ligo e vocês nos encontram.– disse Andressa para a amiga.
– Ok.– disse ela, cabisbaixa. Então ela se aproximou de mim -Cuida dela, por favor. Mesmo com tudo o que aconteceu, por favor não deixa ela morrer...– ela sussurrou, suplicando aquele pedido.
– Pode deixar. Eu dou minha vida por ela se for preciso.– falei, decidido.
– Obrigada.– ela respondeu em meio às lágrimas.

Os para-médicos se aproximaram com uma maca, onde eu a coloquei com calma. Então fui com com ela e Andressa na ambulância até o hospital.

Lá, eles a levaram para uma sala de exames. E eu fiquei sentado na sala de espera com Andressa. Horas e horas se passaram e nada. Nenhuma notícia. Eu já estava ficando extremamente nervoso, caminhando de um lado a outro naquela sala.

– Você quer parar? Vai acabar fazendo um buraco no chão desse jeito! Sem falar que tá me deixando mais nervosa!– Andressa reclamou.
– Sinto muito.– falei baixinho e me sentei.
– Ela vai ficar bem. Eu sei disso. Ela é muito forte, apesar de não parecer.– ela comentou, sem olhar para mim.
– Eu sei mas...
– Mas o quê?
– Não consigo ficar calmo sabendo que o culpado disso tudo fui eu.
– Devia ter pensado nisso antes de fazer merda.
– Eu sei, mas... Eu estava com muita raiva pelo que vocês fizeram!
– O que nós fizemos? O que a gente fez nem se compara com vocês!
– Como não?– minha voz saiu um pouco mais elevada do que deveria, chamando a atenção de uma das enfermeiras.
– Com licença, mas isto aqui é um hospital. Então por favor, façam silêncio ou irei pedir para que se retirem.
– Ok. Sinto muito.– respondi, envergonhado.

Depois daquilo não falamos mais nada. Preferi assim. Não quero me lembrar e nem discutir sobre isso agora. Passou-se mais uma hora, e então finalmente o médico que estava atendendo a Chelle veio e trouxe notícias.

– Os acompanhantes de Rochelle Pires.
– Somos nós.– Andressa adiantou-se.
– Bem, eu tenho uma notícia boa e uma ruim, o que preferem ouvir primeiro?
– A notícia boa.– dissemos em uníssono.
– A sua amiga está bem, ela sofreu traumatismo craniano e perdeu muito sangue, mas por sorte fizemos uma transfusão e ela já está melhor.
– E a notícia ruim?– perguntei, com medo do que viria a seguir. O doutor respirou fundo então disse com muita calma:

– A notícia ruim é que... Infelizmente ela entrou em coma.
– Oh my God...– disse Andressa, enquanto colocava uma das mãos na testa, sem saber como reagir.
– A única coisa que podemos fazer agora é esperar. Tudo vai depender de como o processo de melhora dela irá avançar. Ela pode acordar amanhã ou depois, ou talvez em meses. Isso é algo muito relativo.– explicava o doutor.
– Nós podemos vê-la?– perguntei, ansioso. Eu precisava mais do que qualquer coisa, ver ela.
– Podem sim. Ela está no quarto 303. Apesar de estar desacordada, tentem conversar com ela. Pessoas em coma muitas vezes conseguem ouvir o que estão falando a sua volta, mas não conseguem responder. Talvez isso a estimule, e ela possa voltar a ter consciência.
– Obrigado doutor.– agradeci.
– De nada. Ah, lembrando uma coisa, se estiverem com ela quando acordar, tentem não falar muito, ela vai precisar de muito repouso depois disso tudo.
– Ok. Pode deixar doutor.– disse Andressa.

Caminhamos apressadamente até o quarto 303, onde ela estava. Andressa foi a primeira a entrar e eu a segui. Lá estava ela, agora muito melhor. Sua pele já havia retomado a cor natural e não havia mais sangue, curativos e faixas foram colocados no braço e em sua cabeça, onde havia se ferido mais. Na mão esquerda havia uma agulha por onde era tranferido o soro. Ela parecia um anjo ali deitada e aparentemente dormindo.

Andressa puxou uma cadeira e sentou-se próxima a ela na cama. Eu fui para o outro lado da cama e fiquei em pé, a analisando.

– Viu? Eu disse que ela ia ficar bem...– Andressa comentou, baixinho.
– Eu sei...
– Você devia ir pra casa, comer alguma coisa e trocar de roupa.– ela sugeriu. Só aí percebi que eu estava com minha roupa toda suja de sangue. Mas eu não queria sair dali, não sem a Chelle estar bem.
– Depois eu ligo pro Logan ou pro James e peço para que eles tragam isso. Não vou sair de perto dela.
– Você que sabe.

(...)

POV Andressa.

É estranho. Eu estava com muita raiva do Kendall, afinal, ele era o culpado na história. E até agora eu não entendi porque eles estavam com tanta raiva da gente só por termos saído com outros garotos sem avisá-los... Isso é algo tão ruim assim a ponto deles nos traírem? Estou muito confusa. Mas isso a gente discute mais tarde, o mais importante agora é a saúde da Chelle. E me surpreendi ao ver Kendall tão disposto e preocupado com ela.

Ele ligou para James lhe trazer algumas roupas e algo para ele comer. E pelo jeito, ele não iria sair daquele quarto tão cedo. Pelo menos não até Chelle estar acordada, desde que chegou, ele ficou ao seu lado e não parava de olhá-la.

– Já são 15h... Eu vou sair e comer alguma coisa.– avisei.
– Tudo bem.– ele respondeu, sem tirar os olhos dela.

Eu saí do quarto e caminhei em direção ao elevador, apertei o botão e esperei. Quando a porta abriu, alguém que eu não queria encontrar saiu dali de dentro.

– Oi.– disse ele, sem ânimo.
– Oi.– respondi da mesma forma.
– Como ela está?
– Do mesmo jeito. Continua desacordada.
– E o Kendall?
– Não saiu de perto dela desde que chegou no quarto.
– Eu imaginei.
– É melhor levar logo as coisas que ele pediu. Ele não demonstra, mas está cansado e com fome.
– Eu sei. Eles estão no 303, não é?
– Isso.
– Ok, tchau.
– Tchau.– falei, e entrei no elevador.

Respirei fundo e tentei conter as lágrimas que se formavam. Foi inútil. Eu já estava chorando feito uma criança. Qual o problema dele? Eu o amava. O que eu fiz de errado pra merecer esse sofrimento?

(...)

POV Kendall.

Passou-se uma semana, e ela ainda estava lá. Daqui a cinco dias será o casamento de Jullie e Robert, e eles estavam muito preocupados, pois queriam vê-la bem e presente naquele dia que será importantíssimo para eles.

Eu havia praticamente me mudado para aquele quarto de hospital, não saí dali desde o dia em que ela chegara. Querem saber das novidades? Ainda estamos brigados com as garotas. Nós, quando eu digo nós eu quero dizer Carlos, James e Logan, ainda não falávamos com as Plushie's por causa do que aconteceu. Eles ainda tinham muita mágoa e não haviam esquecido. Eu por outro lado, já não me importava. A única coisa que me preocupava era o dia em que Chelle iria acordar.

Como eu estava dizendo, as coisas andaram mudando radicalmente. Logan estava namorando Victoria, James reatou seu namoro com Miranda e Carlos estava "enrolado" com Ariana. Gage me ligava quase todos os dias tentando me fazer sair um pouco do hospital, mas eu sempre recusava. Sair pra quê? E se elaacordasse? Eu tinha que estar ali nessa hora.

Andei lendo em alguns sites e revistas que as Plushie's também estão tendo um "caso". Andressa e Joe são o casal do momento, e todo dia tenho que ouvir James reclamando de alguma nova matéria no jornal sobre eles. Danielly e Tatiele estão "enroladas" também com aqueles amigos que vieram do Brasil. Mas isso não importa agora.

Já são 2h25 da madrugada e eu estou aqui, vendo algum programa idiota na TV do quarto e sem sono. Aproximei-me de Chelle e segurei sua mão.

– Porque você não acorda? Sinto sua falta... Você não sabe o quanto...– sussurrei. Em seguida me aproximei e lhe dei um selinho. Abafei meu rosto no colchão, para esconder algumas lágrimas. De repente, senti uma leve pressão em minha mão.
– Ken... dall...?

Ela acordou? ELA ACORDOU! Eu não conseguia acreditar! Estava tão feliz! Corri até o corredor e chamei a enfermeira, avisei que Chelle havia acordado e ela correu para chamar o médico responsável. Voltei para dentro do quarto e me aproximei de Chelle. Ela demorou um pouco para abrir os olhos, acho que não estava enxergando muito bem, afinal, fazia uma semana que ela não abria os olhos!

– Chelle...?– sussurrei.
– Kendall? O que... Aconteceu?
– Longa história...
– Cadê as garotas?
– Estão em casa. Vou ligar pra elas e avisar que você acordou.
– Acordei? Por quanto tempo eu fiquei apagada?– ela perguntou, assustada. No mesmo instante o doutor chegou para examiná-la.
– Olá senhorita Rochelle. Que bom que você acordou, em um horário estranho, mas o que importa é que acordou.
– Do que vocês estão falando? O que aconteceu doutor?
– Você havia se cortado, desmaiou e bateu a cabeça com força.
– É mesmo... Agora eu me lembro um pouco...
– Você sofreu traumatismo craniano e entrou em coma, mas graças a Deus você acordou.
– Quanto tempo eu fiquei em coma?
– Uma semana.
– Uma semana?
– É... Mas por sorte, você tem um namorado que ama mesmo você. Esse garoto não saiu desse quarto desde o dia que você chegou.– disse o doutor apontando para mim. - Bem, pelo que eu observei, você já está bem melhor. Talvez fique mais uns dois dias hospitalizada para ficar em observação, mas em breve poderá ir pra casa.
– Tudo bem, obrigada por tudo doutor.
– De nada. Agora preciso ir, ainda é madrugada e eu preciso dormir um pouco.
– Ok. Até logo e obrigado doutor.– eu disse, conduzindo-o até a porta.

Fechei a porta e voltei para perto de Chelle, que estava em silêncio. Ela me encarou por um instante, então disse:

– Por que ficou aqui todo esse tempo?

– O que isso importa?
– Eu posso ter ficado apagada por uma semana, mas isso não muda o que eu vi aquele dia.
– O que você quer hein? Eu sei muito bem que se você está aqui agora, foi tudo por minha culpa. Não precisa ficar me lembrando disso.
– Não estou te culpando de nada. Só quero saber porque ficou aqui. Foi só porque se sentiu culpado esse tempo todo?
– E se for?
– Não me surpreenderia. Agora que já acordei, pode ir embora. Não precisa mais ficar se sentindo culpado.
– Eu não disse que fiquei por esse motivo. E eu não vou embora.
– Faça como quiser.– disse ela, em seguida, virou-se para o outro lado e acabou dormindo.

Tentei ignorar essa nossa pequena discussão, mandei uma mensagem para Andressa avisando que Chelle havia acordado, me ajeitei na poltrona do quarto e adormeci. Acordei no outro dia com a enfermeira trazendo o café-da-manhã.

– Bom dia. O doutor disse que é bom ela comer alguma coisa.
– Ok, obrigado.– agradeci e ela se retirou. Chelle ainda estava dormindo, então eu teria que acordá-la. - Chelle...– chamei, enquanto afagava seu rosto. Ela se espreguiçou um pouco e então abriu os olhos com relutância.
– Bom dia...
– Bom dia, a enfermeira trouxe o seu café-da-manhã...
– Eu não quero... Detesto comida de hospital...– ela virou o rosto, fazendo uma careta. Tentei conter o sorriso que se formava em meu rosto. Ela era pior que uma criança.
– Deixa de ser boba! Se você quer sair daqui logo e comer coisas normais, vai ter que fazer esse pequeno esforço.
– Aff, tá bom...– ela bufou, concordando. Não precisava, mas eu dei a comida na boca dela. Aquele gesto, por menor que fosse, me fazia sentir mais próximo dela.

Depois do café-da-manhã, ficamos conversando por horas, contei algumas novidades, mas nada que a lembrasse sobre o que aconteceu. Ela está se recuperando, e eu não queria tocar nesse assunto, ainda.
Nossa conversa divertida então foi bruscamente interrompida pelas visitas que entraram no quarto.

Andressa foi a primeira a entrar no quarto, seguida de Dany e Tati. Eu só não esperava que "ele" viesse junto.

– CHELLE!– as três gritaram, correndo e abraçando a amiga.
– Oi gente! Oi Nick, que bom que você veio!– Chelle os cumprimentou, sorrindo.
– Oi garotas.– falei, deixando nítido que ignorei a presença de Nick.
– Oi Kendall.– elas responderam.
– Pensei que viriam apenas vocês...– comentei. Não consegui esconder minha raiva por vê-lo ali.
– É, mas eu resolvi vir junto. Algum problema?– disse ele. Era hoje que eu ia quebrar a cara daquele idiota...

– Você não tem direito nenhum de aparecer aqui. Quando ela precisou você não estava, e agora acha que pode simplesmente vir aqui como se nada tivesse acontecido?– falei, com raiva e quase partindo pra cima dele. Mas Andressa me impediu se colocando na frente.
– Olha quem fala, pelo que eu soube, ela só está aqui agora por sua culpa!– ele retrucou. Esse playboy filho da puta vai engolir cada uma dessa palavras.
– SEU DESGRAÇADO!– empurrei Andressa para o lado e voei na direção dele, dando-lhe um soco no rosto. Ele cambaleou e acabou derrubando um dos aparelhos que havia perto da cama.
– KENDALL PÁRA COM ISSO! DEIXA ELE EM PAZ!– Chelle e as garotas gritavam, mas eu estava com tanta raiva que não consegui prestar atenção nisso. Nick se levantou rapidamente e veio em minha direção, eu desviei do primeiro soco, mas ele me acertou na segunda vez. Meu nariz começou a sangrar. Merda.
– O QUE FOI? FICOU IRRITADINHO PORQUE FALEI A VERDADE? O ÚNICO INTRUSO AQUI É VOCÊ, QUE SÓ FICOU AO LADO DELA ATÉ AGORA POR SE SENTIR CULPADO!– ele gritou.

Tati o ajudou e levou-o para o outro lado do quarto. Andressa e Dany vieram em minha direção para se certificar de que eu não iria continuar com aquela briga.

– Chega Kendall! Não tá vendo que você só tá fazendo mais mal à Chelle?– Andressa me alertou. Nessa hora eu parei e olhei para Chelle que chorava sem parar.
– Chelle, me desculpa. Eu não...
– CHEGA KENDALL! Qual é o seu problema hein?– ela disse, com os olhos cheios d'água.
– Sinto muito. Eu só queria...
– Vai embora. Por favor. Você não precisa mais ficar aqui.
– Mas...
– Por favor Kendall...
– Ok.

Eu peguei minhas coisas e fui embora. Acabei estragando tudo. De novo.

(...)

POV Rochelle.

Qual é o problema do Kendall? Eu estou realmente confusa! Primeiro ele me trai, e usa como desculpa algo totalmente sem sentido! Que foi eu não ter avisado ele que sai com o Nick. O que tem de mais nisso? Depois eu acabei vindo parar no hospital, não o culpo por isso, não mesmo! Afinal, eu que fui desastrada e acabei derrubando aquele maldito vaso! Mas... Ele ficou aqui comigo todo esse tempo. Acho que não foi apenas por se sentir culpado. Os poucos momentos em que ficamos a sós e conversamos, foi muito bom. Eu senti muito a falta dele. E agora ele simplesmente faz esse escândalo brigando com o Nick... O que eu faço hein?

– Chelle, me desculpa por isso. É que ele...– Nick desculpou-se.
– Não se preocupe, eu sei que não foi sua culpa Nick.– falei.

As garotas sentaram ao meu redor na cama e começaram a me contar tudo o que havia acontecido desde aquele dia. Eu quase não acreditei. Era mesmo verdade, eles haviam nos trocado por aquelas garotas. Fiquei feliz por saber que minhas amigas não se abalaram muito com isso e já estavam com nova companhia. Agora o que eu mais queria era sair daquele hospital. Ainda mais porque dali a 3 dias seria o casamento da Jullie e do Robert!

[3 dias depois...]

É, eu recebi alta na manhã do dia seguinte. E ainda deu tempo de terminarmos os últimos preparativos para o casamento, que seria hoje. Para ser mais exata, daqui a algumas horas.

– Chelle, você pode fechar zíper do meu vestido?– Tati me perguntou - Chelle?
– Ah, desculpa. Estava distraída... Claro que sim, vem cá.– ela se virou e eu fechei o vestido. Aquele cor-de-rosa doía se olhasse muito perto.
– Você? Distraída? Que novidade...
– Sem graça...
– Pensando no seu par é?
– Hunf... Não sei porquê a Jullie inventou essa história de par... Eu preferia ir sozinha...
– Deixa de ser chata. Agradeça que ela deixou a gente escolher nossos pares. Já pensou se você tivesse que ir com o Kendall?

– É...– falei, baixinho. No fundo, eu até que não via problema nenhum em ir com ele. Desde aquele dia, nós não nos falamos mais. Nem nos vimos. Queria saber como ele está...

Fui até onde Jullie estava, já com o vestido de noiva. Ela estava linda!

– Jullie, você está magnífica nesse vestido. Robert vai acabar desmaiando quando te ver.– falei.
– Aiin obrigada Chelle! Você e as garotas também estão lindas!
– Obrigada.– falei, tentando esconder a falta de ânimo.
– Ahn... E então... O Nick vai vir não é mesmo?
– Aham...
– Ele é um garoto ótimo. Vocês fazem um lindo casal sabia?
– Jullie... Nós somos apenas amigos, ok?
– Foi isso que você me disse em relação ao Kendall...– ela falou, em seguida colocou as mãos na frente da boca, percebendo que havia falado mais do que deveria -Eu... Sinto muito... Não devia tocar nesse assunto.
– Tá tudo bem. Não se preocupe.
– Você falou com ele depois... Do que aconteceu?
– Não. E acho que não vai adiantar.
– Vocês deviam conversar e se entender. Mesmo que o namoro acabe, pelo menos para voltarem a ser amigos...
– É, talvez.
– Acho que também devia dar uma chance ao Nick. Ele gosta mesmo de você.
– Eu sei, mas... Não quero magoá-lo. Pra mim ele é como um irmão. Não sei se consigo ver ele de outra forma.
– Quem sabe? Você nunca vai saber se não tentar...– disse Jullie, rindo e me abraçando.
– Tudo bem, chega de falar dessas coisas! Se apresse porque você vai se casar! E a festa depois da cerimônia vai estar incrível!
– Com certeza!

Nós saímos e fomos encontrar as outras garotas que já estavam prontas e com o bouquet de Jullie nas mãos.

– Pronta?– as meninas perguntaram pra Jullie.
– Sim.
– Então vamos pra limousine!– falei, enquanto caminhávamos até o veículo.

(...)