No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Nada daquilo fazia nenhum sentido. Pela primeira vez, saber toda a verdade fazia-a sentir como se não soubesse de nada. Era um sentimento de confusão maior do que qualquer coisa que ela já havia sentindo até agora. E, por isso, ela estava no seu quinto dia consecutivo trancada no quarto, debaixo das cobertas, como uma menininha assustada tentando se esconder do bicho papão. Seu pai e Sokka estão começando a ficar preocupados com ela, afinal, ela não vai ao colégio desde da sua pequena "descoberta", mas afinal, como ela teria coragem de encará-lo? Olhar dentro daqueles indos olhos dourados e agir como se não soubesse de nada? Eles até sugeriram para ela ir para o médico, mas ela disse que não precisa. Ela não contou pra eles, mas o problema não era com a saúde dela, era mais como se o problema fosse com ela, na verdade, o problema todo era ele.De qualquer jeito, Katara já havia vivido o bastante para saber que nenhum tipo de médico poderia a ajudar agora. A não ser que ele pudesse apagar sua memória, porque se ela achasse um que pudesse fazer isso, sua ajuda seria muito bem-vinda.
Mesmo com todas dúvida que rondavam sua cabeça naquele momento algumas a faziam se sentir pior do que outras. Como por exemplo: Por que ele? De todas as pessoas da Terra, por que ele? Zuko nunca parecera do tipo herói, muito menos parecera se importar com as outras pessoas. Mas a pior de todas ainda era aquelas: Por que ele tinha beijado ela?
Será que isso significava que ele sentia alguma coisa por ela? Ou sei lá, foi um beijo só por beijar? Não, aquilo havia sido muito intenso para ser um beijo simplesmente banal. Havia alguma coisa entre os dois, uma espécie de química... Katara sacudiu a cabeça tentando afastar todos esses pensamente de sua mente, em especial esse último, quando ouviu uma batida na porta seguida por uma voz:
- Kata, posso entrar? – Perguntou Sokka
- Pode sim. – Disse Katara se descobrindo e sentando na cama.
- Tem certeza que não que não se sente bem para ir na aula Kata? – Disse Sokka se sentava na cama ao lado da irmã.
- Tenho sim. – Falou Katara sem nem mesmo considerar a mínima possibiliadade de ir à aula naquele dia. Depois de alguns minutos de silêncio enquanto Sokka encarava a irmã firmemente ele disparou:
- Katara, o que aconteceu? – Katara olhou surpresa para o irmão, ela sabia que o irmão não acreditaria naquela estória de "não estou me sentindo bem", por muito tempo, mas ela também não achava que ele iria questionar ela sobre isso. - Não adianta me dizer que você simplesmente está se sentindo mal, como se tivesse pegado um resfriado ou qualquer coisa. Eu não sou o papai, eu te conheço suficientemente bem para saber quando você está escondendo alguma coisa de mim. Tem algo de muito errado com vocêe eu só quero que você me conte o que aconteceu, ai talvez, eu possa ajudar.
- Me desculpa, Sokka, mas é que... – Começou Katara. Será que ela deveria contar ao irmão a verdade sobre Zuko? Sokka sempre a ajudara nos tempos difíceis, talvez ele pudesse ajudá-la a entender o que era aquele sentimento. Mas ela não poderia trair o segredo de Zuko, ou poderia?
- É algo tão ruim que você não pode contar nem para o seu próprio irmão? – Ela nunca viu Sokka fazer uma cara tão séria quanto aquela, e começou a se sentir a pior pessoa do mundo por preocupar todos tanto assim.
- Mais ou menos... – Katara respondeu sem nem mesmo perceber o que tinha falado, mas ela não conseguia evitar guardar o segredo de Zuko.
- Ok, então. – A expressão séria de Sokka passou a ser brava, a única vez que ela viu ele assim foi no enterro da mãe e de repente uma nova pontada bateu em seu coração. Ela sentia que estava prestes a chorar, sabia disso. Então, ele se levantou e começou a andar na direção da porta. – Se você quiser guardar segredo de mim, tudo bem. Mas me avisa quando a Katara voltar e avisa pra ela que eu estou com saudades. – Disse saindo do quarto e batendo a porta.
E no minuto que ele saiu ela sentiu as lágrimas quentes em sua bochecha. Por que tudo aquilo estava acontecendo, em um minuto ela era a Katara, a garota legal e inteligente, com ótimos amigos, ótimas notas, nada a temer. E agora, ela era só uma garota que está usando pijama sozinha no quarto, escondida de tudo e de todos. Com o coração partido.
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-Katara? – Uma voz feminina chamou por Katara do lado de fora do quarto dela. O que era estranho, porque, além do fato de nem o pai ter voltado do trabalha, nem Sokka ter voltado do treino de Redenção ainda, o que mais a chamou a atenção foi o fato de ser uma voz feminina. Katara era a única mulher que entrara naquela casa desde que sua mãe morrera.
- Quem é que está aí? – Perguntou Katara desconfiada.
- Sou eu Katara, a Ty Lee! – Falou ela. Espera só um minuto, por que Ty Lee estava do outro lado da porta dela?
- Ty Lee... – Falou Katara enquanto se levantava da cama e ia abrir a porta. Ao abrir a porta se deparou com a mesma Ty Lee de sempre. Sorridente com uma longa trança de cabelos morenos e seu uniforme de líder de Torcida. – O que você está fazendo aqui?
- Vim trazer seu dever de casa pra você. – Mostrando a pilha de livros que carregava debaixo do braço. – E olha, eu ralei pra conseguir isso... Quase tive de arrancar as mãos daquele seu amiguinho orelhudo pra conseguir te trazer isso.
- O Aang? Jura ele nunca pareceu muito violento...- Pensou em voz alta. – Mas, desculpe se eu parecer indelicada ou mal-agredecida, mas Ty Lee como você entrou?
- Mas que energia pesada! – Falou Ty Lee dentro do quarto, ignorando completamente o que Katara perguntara, colocou os livros em cima da escrivaninha e indo na direção das cortinas para abri-las. – Como você consegue ficar aqui dentro Katara, é sufocante.
- Você vai responder a minha pergunta? – Katara cerrou os olhos quando a luz do sol entrou com força no quarto após 5 dias de escuridão.
- Ahñ... É sobre como eu entrei, né? – Falou Ty Lee enquanto começava a arrumar a cama. Ela levou uma das mãos até o bolso e levantou uma chave. – Sokka deu pra mim.
- O Sokka de teu as chaves? Por quê? – Perguntou Katara vendo Ty Lee tirando a colcha de cima da cama e a guardando no armário.
- Ele disse que talvez você não quisesse abrir a porta. – Ty Lee pegou o travesseiro e o guardou no armário também.
- Foi ele que te pediu para vir aqui? – Perguntou Katara se apoiando na escrivaninha de madeira que tinha no quarto. – Por que se foi, nós tivemos uma "briguinha" hoje de manhã e eu sinto muito se ele te envolveu nisso tudo.
- Não, Kata. Eu não precisei que ele, nem ninguém me dissesse nada. Sou uma garota também sei reconhecer quando outra está com problemas. – Disse dando uma piscadinha para Katara. -Principalmente quando esse problema tem um nome bem específico: Garotos.
A respiração de Katara vacilou e seu coração acelerou.
- Não tem nada haver com um garoto... – Falou Katara numa voz que ela nem sabia de onde ela tinha saído.
- Então, por que você não toma um banho enquanto eu preparo alguma coisa para a gente comer?– Pergunta Ty tocando na camisola que eu deveria estar usando a bastante tempo. – Ai depois você pode me contar tudo sobre o seu problema emocional que não tem nada haver com garotos.
- Acho que já está mesmo na hora de tomar um banho. – Katara riu talvez um bom banho pudesse fazer milagres com ela agora.
- Ok! Mas eu posso mexer mesmo na sua cozinha? Só pra confirmar. – Perguntou Ty Lee antes de sair do quarto.
- Claro que pode. Fique a vontade. – Disse Katara sorrindo. – E, Ty Lee, obrigada por estar fazendo isso por mim.
- De nada. – Ty Lee saiu do quarto e Katara foi finalmente tomar seu merecido banho.
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Ty Lee tinha razão, um bom banho parecia ser tudo de que Katara vinha precisando. No momento em que a água quente tocou sua pele todos os seus problemas pareceram escorrer junto dela. Ela sempre gostou de estar na água, e chegou a ser bicampeã estadual de Natação quando criança, mas ela não nadava desde do dia que sua mãe morreu. Ao sair do banho colocou qualquer blusa com short jeans e foi encontrar Ty Lee na cozinha, que a esperava com um belo bolo de chocolate.
- Você chegou bem na hora! Então, se sentindo melhor?
- Muito melhor. Obrigada por estar fazendo isso por mim, Ty Lee. – Agradeceu Katara tomando um lugar a mesa. Depois servi-se de um pedaço e Ty Lee fez o mesmo. Logo, um grande silêncio se formou entre as duas gaarotas, até que Katara falou: – Olha, eu não quero parecer rude, nem mal-agradecida, mas porque você está fazendo isso? – Ty Lee deu uma larga pausa seguida de um suspiro:
- Por que eu não faria, Katara? Afinal, nós somos amigas não somos?
- Somos, mas você sabe... Nunca fomos tão chegada assim e... você sabe disso. – Katara se sentiu um pouco mal por essa última parte, mas as palavras agora simplesmente fluíam de seus lábios sem que ela tivesse a oportunidade de medi-las.
- Eu sei... – Ty Lee deu outro suspiro e encarou a própria comida no prato por alguns segundos antes de falar de novo – Eu queria te ajudar porque sei como dói ter um coração partido eu sei como é a dor de ter um coração partido.
- Fala da Suki.
- É.
- Sabe, ela e meu irmão não estão tão bem quanto aparentam...
- Eu sei disso. – Disse ela séria, mas completando com um risinho debochado no final. – As fofocas se espalham muito rápido na nossa escola caso você ainda não tenha notado.
- Verdade. – Katara não deu um risinho acompanhando Ty Lee.
- Mas, o problema verdadeiro problema não é Suki, nunca foi. O problema é que seu irmão não acredita que eu amo ele. – Katara faz cara de surpresa ao ouvir isso. - E pela sua cara eu aposto que nem você, né? Não se preocupe, já me acostumei. Sabe, todas as pessoas daquela escola acham que me conhecessem muito bem, a líder de torcida alegre e bobinha, aquela que nunca tem nenhuma preocupação nem problema. Mas eu não sou desse jeito, por mais que eu finja ser assim para as outras pessoas, essa não é sou eu.
Katara não sabia o que fazer, tudo que ela poderia falar para Ty Lee naquele momento parecia estar errado. Então ela fez a única coisa que ela poderia fazer numa situação daquelas. Ela levantou da cadeira, deu a volta na mesa e abraçou a amiga. Abraçou o mais forte que pode. Não foi surpresa quando ela começou a sentir as lágrimas mornas delas escorrendo pelo seu ombro, mas foi quando seu próprios olhos começaram a lacrimejar.
E foi assim, elas devem ter ficado alguns minutos assim, somente sentindo a dor uma da outra.
Ty Lee passou a encarar a janela, demorou alguns minutos até perceber que já estava ficando escuro e que ela precisava retornar pra casa. Ela levantou da mesa e botou a louça na pia e perguntou se Katara queria que ela lavasse disse pra ela que talvez já fosse a hora dela para voltar para casa, mas antes de sair Katara não se segurou e falou:
- Obrigada. Mais uma vez...
- Já disse que não foi nada. Eu tinha de te ajudar porque, afinal, eu sei como você se sente. – Essa frase foi seguida por uma suspiro profundo, mas logo o radiante sorriso, talvez numa versão um pouco menos alegre que o normal, voltou ao rosto dela. – Mas se algum dia você quiser me contar quem é esse garoto misterioso, sabe onde me encontrar.
- Sei sim.
Katara poderia até estranhar um pouco, porque não tinha muitas amigas meninas, só considerava Toph sua amiga do sexo feminino, mas essa preferia ser enterrada viva a falar sobre sentimentos. E tinha Suki que, na verdade, se não fosse a namorada popular do seu irmão jogador de redenção, mais para um pseudo-amiga que só falava com ela pois era a irmã de seu namorado.
Antes que Katara deixasse que a amiga saísse ela resolveu tomar coragem para perguntar:
- Ty Lee, o que você sabe sobre o Espírito Azul?
- Não muito mais do que as outras pessoas. – Respondeu ela parando com a mão pousada sobre maçaneta da porta. – Por quê?
- E o que você acha dele?
- Acho que ninguém que veste uma máscara e sai pelas ruas da cidade pode ser uma pessoa normal, mas, admiro o que ele faz. De vez em quando queria poder ter a coragem dele.
- E se ele não fosse tão corajoso quanto todos pensam.
- Katara, eu realmente não sei aonde você quer chegar com isso. Mas, eu sei muito bem que ninguém pode ser corajoso o tempo todo, todos temos dúvidas e inseguranças. É natural, ninguém consegue ser perfeito o tempo todo! Por isso, quase todos usam essas máscaras para se esconder do mundo exterior. Eu me escondo nós usamos máscaras para nos esconder dos julgamentos do mundo exterior e as pessoas que realmente assumem essas máscaras são as mais corajosas.
Diante da resposta da amiga, Katara abaixou a cabeça sem ter nenhuma reposta. Era quase irônico pensar que dentro da sala de aula Katara era a aluna que sempre tinha a resposta na ponta de língua e Ty Lee era quem vivia cheia de dúvidas. Mas, agora... Bem, a vida da muitas voltas, né?
- Você vai para a escola amnhã?
- Vou tentar. – Essa resposta tímida já foi o suficiente para que o sorriso caloroso voltasse ao rosto da amiga.
Quando Ty Lee saiu, Katara se perguntou se esse sorriso foi realmente uma resposta ao seu comentário ou se ele era somente a máscara que Ty Lee escolhera para enfrentar o mundo... Mas, no fundo, Katara viu que isso não fazia diferença. Agora que já havia visto Ty Lee sem sua máscara, sabia que aquele sorriso havia sido sincero.
- Cheguei! – Katara ouviu o irmão berrando da sala. Ela não quis voltar para seu quarto depois que Ty Lee foi embora, sentia que já havia passado tempo demais nele, por isso ela se sentou numa cadeira na pequena varanda do apartamento e ficou observando o céu levemente nublado com raríssimas estrelas.
- Estou aqui na varanda! – Katara deixou essa última parte bem clara, sabia que o irmão ficaria feliz em saber que ela não estava mais enfurnada no que.
- Sério? – Disse Sokka ainda da sala tentando não parecer muito surpreso. Um longa pausa se deu depois disso e Katara poderia jurar que havia ouvido um murmúrio vindo da sala, mas, como ainda era muito cedo para o pai ter voltado e eles nunca recebiam visitas, com exceção de Ty Lee mais cedo, ela se convenceu de que aquilo deveria ser só coisa da sua cabeça.
- Katara! Vem aqui! – Chamou o irmão mais uma vez. – Temos visita! – Ah. Ela podia estar emocionalmente confusa, mas aparentemente maluca ela ainda não estava... Mas, pensando bem. Que dia movimentado estava sendo aquele. Não lembrava de tantas pessoas virem a sua casa desde que sua mãe morrera.
Ela encarou o céu uma última vez antes de sair em direção a sala. Provavelmente o irmão tinha trazido um dos amigos jogadores de "Redenção, ambos deviam estar famintos por causa do treino e, como Sokka era incapaz de cortar pão sozinho, iriam pedir para que ela preparasse alguma coisa para eles. Na maioria dos dias, Katara os chamaria de machistas e só voltaria a falar com o irmão no dia seguinte. Mas, hoje, ela ficaria feliz em ocupar qualquer função que desviasse seus pensamentos dele.
Entretanto, quando ela entrou na sala percebeu que suas suposições eram muito diferentes da realidade e, diga-se de passagem, muito melhores! Parado perto da porta ao lado do irmão estava ninguém menos que a pessoa que vinha tirando seu sono e incentivando suas lágrimas.
- O que ele está fazendo aqui? – Falou Katara apontando para Zuko. Ela nem mesmo se deu o trabalho de disfarçar sua hostilidade em relação a ele.
- O que foi? Meus amigos não podem aparecer aqui em casa de vez em quando. – Katar queria responder que os amigos de Sokka sempre seriam muito bem-vindos naquela casa, mas Zuko NÃO era amigo de Sokk. Zuko não era amigo de ninguém ela até desconfiava se ele sabia o significado daquela palavra. Mas, infelizmente, tudo aquilo ficou entalado na garganta da garota que só soltou um gemido esquisito e quase inaudível que foi ignorado por seu irmão.
- De qualquer jeito. Vou tomar um banho para acabar com o futun do treino, pode fazer companhia pro Zuko enquanto isso?
- Eu fazer companhia pra ele?
- É. Não se preocupa, vai ser rapidinho. Além disso, não se preocupa, o Zuko não vai te morder nem nada. Nem mesmo que ela te peça, cara. – Disse Sokka com um ar super protetor, obviamente tentando fazer mais uma de suas famosas piadas das quais ninguém nunca ri.
Katara não soube dizer quando tempo levou para que Sokka saísse da sala e entrasse no banheiro, mas seus olhos estavam tão cravados em Zuko que só quando ela ouviu o barulho da água escorrer é que ela voltou para o mundo real.
O barulho dos pingos d'água atingindo o chão pareciam o som da realidade caindo sobre os ombros de Katara. Antes, seus olhos só viam Zuko, o mesmo garoto metido, popular e irresistivelmente lindo que sempre conhecerá, ou que pelo menos sabia da existência. Agora, ela enquanto olhava pra ele, via uma pessoa muito diferente. Via o Zuko que escondia de todos quem realmente era. O Zuko que, por mais estranho que isso pareça considerando a relação que eles nunca tiveram ao longo desses anos, ela conhecia melhor do que ninguém nesse mundo. Se é que ela podia dizer que conhecia algo sobre ele. O Zuko para quem ela olhava parecia várias peças soltas de um quebra cabeça que não se encaixava.
- Katara. – Chamou, quase como num sussurro, a mesma voz rouca e profunda que vinha incomodando os pensamentos da menina nos últimos dias.
Ela viu Zuko tomar um passo em direção dela. Naturalmente, sua reação seria dar um passo pra trás e restabelecer a distância entre eles, mas não foi isso o que ela fez. Até porque não como não havia nada de natural naquela situação não havia razão para que ela agisse naturalmente. O que ela vez foi dar um passo em direção a ele. Sua decisão pareceu assustar tanto Zuko quanto Katara se assustou ao tomá-la. Ele que parecia quer falar algo parou para repensar suas palavras.
E para Katara, essa foi a gota d'água.
Não importa o que Zuko dissesse ali, ou o quanto sua cabeça implorasse por explicações e pela verdade. Agora ela sabia que ela não agüentaria nada disso, nunca agüentou. Ela sempre fingiu ser forte, mas agora, todos aqueles anos de esforço foram por água a baixo. Pela primeira vez, Katara a permitiu que alguém a visse chorando depois da morte da mãe.
Sufocada pela indecisão, ela fez a única coisa que parecia certa. Certa, não. Ela estava cansada de fazer a coisa certa! Então, ela vez o que ela queria fazer.
Katara, sem pensar suas vezes, saiu correndo em direção a porta que, por sinal, continuava aberta. Passando por Zuko, ela se forçou a não olhar para ele, porque sabia que isso a faria parar. Por isso, continuou sempre em frente. Até que Zuko, ao perceber que não conseguiria pará-la, gritou.
- Katara! – Esse último chamado foi a última coisa que ela ouviu antes descer os 3 lances de escadas até a portaria e sair pela porta..
Quando chegou na rua, não fazia ideia para onde estava indo, mas isso não importava, algo impedia que suas pernas parassem de correr. Naquele momento, ninguém seria capaz de pará-la, nem controlá-la, muito menos julgá-la como haviam feito durante toda sua vida. E, pela primeira vez na vida, Katar não tinha planos na vida, nem uma sombra disso. Seu instinto e sua liberdade eram seus únicos companheiros. A confusão e magoa não foram capazes de atravessar a porta do apartamento, mas ela sabia que não demoraria muito para que elas a alcançassem de novo. Por isso ela corria o mais rápida para retardar ao máximo esse encontro. Mas antes que qualquer uma dessas coisas acontecessem...
... Uma luz, mais uma vez, voltou a iluminar seu caminho.
Cara, primeiramente quero dizer: Que bizarro...
Depois de uns 2 anos sem tocar nessa fanfic, acordo hoje, no meio da noite, com uma vontade sem igual de voltar para ela.
Bem, acho que devo desculpa a todos os leitores por esse vergonhoso hiatus que passei aqui no , mas existem momentos na vida em que a vida se intromete no meio das coisa que você gosta de fazer e, quando você se dá conta, tudo ao seu redor passa tão rápido que essas coisa simplesmente evaporam da sua mente...
Mas, agora, prometo teminar o mais rápido possível minhas duas fanfics pendentes aqui no site, para depois descobrir qual será meu próximo projeto.
Agradeço muito a compreensão de você!
Bjuos,
N*t*sh*
