Disclaimer: HP não me pertence e não sei dizer todos os que detêm direitos autorais sobre o nome.
Sumário: UA – Ele era um super herói, imbatível, perfeito. Talvez não tão perfeito, pois tinha um ponto fraco. Essa fraqueza se materializava na dona dos olhos que não eram feitos de esmeraldas e sim, criptonita. Era isso. Lily Evans era pura criptonita...
Kryptonite
I'm a maskot for what you've become.
No dia seguinte, hospital Saint Mungus.
Quarto 69.
- Não pode ser tão ruim assim Prongs – Sirius arrematou sua frase com a conhecida gargalhada caninesca, James lhe lançou a pior cara feia que podia.
Black notou a coisa nada bela e muito menos agradável de se admirar a sua frente e, cessou as risadas.
- Faltam menos de duas semanas para eu sair e então, podemos matar as saudades – ele piscou lascivamente para o outro.
A carranca de James se suavizou.
- Ela é o diabo em pessoa. Aquele cabelo dela dá a dica da sua origem e verdadeira identidade – continuou menos mal humorado.
- Sempre achei as ruivas sexys – comentou Sirius em contra argumento, mais deixando seus pensamentos extravasarem em palavras do que um contra argumento em si, e James lhe olhou indignado.
- Beleza Prongs. Já entendi. Você odeia a guria, aproveite e cometa assassinato, pois é assim que resolvemos as nossas antipatias – rebateu Black, carregando de ironia a sua fala.
- Eu vim aqui, porque pensava que você, mais que todos, me entenderia! – bradou James começando a se enfurecer para valer – Mas você só fica me alfinetando aí!
Sirius levantou uma das sobrancelhas e observou o parceiro com afinco, para chegar internamente a uma conclusão e focar seu olhar sobre o próprio colo.
- Eu poderia dizer que não me importo... – Black calmamente alisou o tecido que o cobria da cintura para baixo e James se calou, prestando atenção –... e poderia dizer pra você resolver essa sua tensão sexual com a Evans de uma vez e agarrar a garota!
Na última parte, James abriu a boca pronto para ralhar e negar veementemente, cerrou os olhos, se postou de pé em menos de um segundo, abaixou e levantou a mandíbula duas vezes, voltou a cabeça para os dois lado e para o teto, subiu as mãos para o quadril e as soltou cinco vezes e enfim, Sirius desistiu de esperar por uma resposta.
- Pois é... Caro amigo chifrudo. Nós somos hetero. Você é hetero – disse com uma solenidade, pertencente ao mais nobre dos cavalheiros, diante do mutismo do outro.
De volta ao prédio da polícia federal britânica, duas horas depois, mais exatamente na garagem...
- Mestre Longbottoom reservou a nova viatura para a mais nova dupla do pedaço – Frank disse pomposamente ao se agachar atrás do balcão e procurar, o que rezou James, ser a chave de um carro normal.
A menção das palavras: nova dupla, seu mau humor reascendeu. Ou melhor, foi atiçado, como se tivessem acabado de colocar mais lenha (das boas) na fogueira.
Com um sorriso satisfeito, como se fosse o próprio Einstein e terminara de descobrir a fórmula da energia, ele entregou a chave nas mãos de James.
Corrigindo, era para a chave ter caído na palma de James. Mas não foi bem isso que aconteceu...
- O que pensa que 'tá fazendo Evans? – ele sibilou, clamando por paciência, já que as expressões: "tensão sexual" e "ruivas sexys" gritavam na frente de seus olhos como um imenso palco de apresentação para drag queens.
É, muita purpurina, brilhos, luzes, alegria, glamour e espalhafato.
Ela retirou delicadamente os óculos escuros do rosto e lhe sorriu, falsamente ingênua.
- Devido ao trauma, entenda: advertência, nós não somos exatamente parceiros Superman. Você está sob a minha supervisão – ele teve certeza que ouviu uma risada canalha ao final da sentença, daquelas que fariam a fada do mal da Bela Adormecida se arrepiar de pavor.
Mais que vadiazinha...!
- Ou seja, eu dirijo – ela lhe sorriu verdadeiramente traiçoeira e contente, recolocando os óculos escuros.
- Bruxa... – ele murmurou para si e rumou para o lado do passageiro, do carro.
- Sabe Superman... – ela continuou sem que o tom vitorioso esmorecesse.
- Potter pra você – ele a interrompeu sem um micrometro de gentileza.
Lily não se abalou.
- ... Eu não entendi até hoje aquele seu papo de polícia é só para homens, lembra? Quando você tentou me passar aquela cantada barata na academia? – sua voz estava envolta docemente por veludo, enquanto eles colocavam o cinto de segurança.
Claro, como ele esqueceria... Fora tão idiota ao dar em cima dessa mulher. Era difícil (impossível) se perdoar, ele não fora muito sábio ao se deixar levar pela imagem de frágil e delicada que Evans passava. E sem perceber, estava apaixonado. E ela, somente lhe zombava, sempre se recusando a lhe dar uma chance e lhe dando foras sem (que irônico) delicadeza alguma.
- Lembro... Não foi durante a nossa primeira batida em que você não soube distinguir o ladrão do policial? – ele retrucou sem pestanejar e segurando sua irritação somente para si.
A única emoção explícita estava no sorrisinho, sorrisinho maroto.
Lily apertou com força o volante do automóvel.
- Você devia ter aceitado o meu convite Evans... Não estaria onde está agora, supervisionando o colega de trabalho... – ele acrescentou com a mesma confiança e arrogância que Lily tão bem conhecia, desde os tempos de formação, e que sempre detestara.
Ele pausou, saboreando as sensações que causava na ruiva ao seu lado, os lábios se esticaram para uma das laterais de seu bonito rosto masculino – A não ser que você tenha feito tudo isso premeditadamente...
Ela podia usar os óculos escuros, mas James podia visualizar as duas esmeraldas soltarem faíscas.
Bom... Ela que começou, pensou ao notar que ela não havia mudado mesmo. Em seguida, se recostou no seu confortável banco que ainda rescendia a couro novo e sintético, e descansou a nuca no apoio do mesmo.
– Só dirija Evans – ordenou desinteressado.
Lily o fez porque a revolta havia travado seus dentes, ela não conseguia descerrá-los, ou talvez só devesse dar um tapa no Potter... Não, caso fizesse isso ele sairia de sua supervisão e não era isso que ela tinha em mente para ele.
Ela faria aquelas duas semanas se tornarem no mais ardente inferno para ele, ah se faria...
Engolindo o enorme bolo da temporária derrota goela abaixo, ela deu a partida na viatura, mantendo a cabeça erguida e o tom de voz o mais neutro e controlado possível, falou:
- Um pouco de respeito é o que peço Potter. Afinal, teremos duas semanas juntos – disse e não notou mudança no comportamento dele.
E não esperava, uma vez imbecil, sempre imbecil. Lily só queria humilhá-lo, assim como ele fizera com ela nos tempos de academia com aqueles convites idiotas e prepotentes.
Sete horas depois, mais precisamente às uma da manhã, durante a varredura usual de Evans e Potter...
- Vocês não dissolveram aquele ponto de recepção de drogas? – a surpresa era o que menos incomodava no tom que ela utilizava para com ele, James, a repreensão era o que ele odiava.
Óbvio, sempre ela fora a senhorita certinha, a senhorita sabe tudo, a senhorita pé no saco, a senhorita boa demais para ele, James completou em pensamentos aversivos.
- Você sabe que se dissolvermos uma quadrilha, outra chega e toma conta – ele retrucou e ela, enfim, se calou.
Ele observou sem muito interesse o grupo que vendia o "bagulho". Daria tudo para ter seu parceiro de volta e estar trabalhando em casos de verdade. NO caso de verdade.
- São de menores... – ela disse o chamando de volta para a realidade.
Ela poderia dar conta daquilo, por favor. A tarefa poderia ser realizada até por um bêbe!, exasperou-se James mentalmente.
- Olha Evans, eu acho... – ele começou e foi interrompido.
- Me dê cobertura – e sem esperar que ele concordasse ou dissesse algo, ela disparou em direção ao amontoado de jovens.
Potter suspirou encolerizado e fez o que lhe restava fazer.
- Parados, aqui é a polícia! – ela berrou.
Foi como se anunciasse às galinhas que a raposa entrara no galinheiro, Lily já esperava isso e agilmente preparou sua barricada.
James seguiu em sentido oposto e em quatro minutos, tudo estava sob controle, odiava ter de admitir, mas ela não era tão ruim... Se não fosse a Lily Evans, poderiam fazer uma ótima parceria.
Parceria, dupla, casal...
Sacudiu a cabeça e deu uma coronhada num dos adolescentes saidinhos que fitava sonhador o busto de sua parceira.
- Isso não é pra você pirralho – ralhou e o garoto se comprimiu de contra ao capô do carro.
O menino era branco como a cera, poderia ser aparentado do Malfoy se não fosse a cor dos olhos e do cabelo. Este era oleoso de tão liso e caía como uma cortina negra sobre o rosto de nariz adunco do adolescente.
James não fora com a cara do indivíduo logo de primeira. Era mais que uma antipatia. Não sabia definir direito, nem queria, só tinha vontade de repetir a coronhada com mais força sobre o cocuruto do idiota.
Lily se aproximou de James com as faces levemente coradas devido ao esforço, os olhos estavam mais brilhantes e vivos do que ele lembrava ter presenciado. Evans já havia algemado todos e os empurrara para a porção traseira da viatura. Ela fez menção de que lhe diria algo, algo aparentemente agradável e que fez a raiva de James amainar como que por mágica. Porém, seu olhar caiu sobre o rapaz que a fitava com o ar (odiosamente, na opinião de James) sonhador.
E James concluiu que a coronhada era pouco para o que aquele fedelho merecia...
- Sevvie? – ela disse surpresa e levemente chocada.
Um vinco se formou entre as sobrancelhas de James, ele não suportou aquele apelido, aquela intimidade.
Não era possível que Lily gostava de garotos tão novos assim. Aquele magrelo de cabelos oleosos e... e... e sebosos não devia nem ser de maior!
- Oi... Lily – ele disse timidamente e, tristemente se dando conta da situação em que se encontrava.
James odiou aquela cena e soltou um muxoxo de indignação.
- Você vai levá-lo pra dentro junto com os outros ou vai ficar de papinho aqui? – ele interrompeu arrancando a ruiva de seu estupor.
- Claro Potter, claro – ela ajuntou, não fazendo uso do apelido debochado "superman" que destinava a Potter, ele notou isso, e tomando um cuidado que não tomara com os outros, James reparou nisso também e levou as mãos à cintura bufando, a mulher algemou o tal de "Sevvie".
Aquele sebosinho chamar a policial de Lily? Quem ele pensava que era? Ele estava sendo preso.
Antes que Lily o convidasse para tomar um sorvete, ou suco, ou raio que o parta, James se manifestou:
- Tudo que disser será usado contra você. Ou seja, se fosse você ficava de matraca fechada, bem fechada – pela primeira vez James recitou os dizeres que deveria ter dito a todos os outros que estavam sendo detidos, de um jeito muito deturpado, mas o que importa, é que recitou.
O adolescente tremeu como uma vara, James sentiu, inexplicavelmente, que havia ganhado seu dia.
- Tudo bem Sevvie – ela disse com uma leveza que James acreditava existir só em seus sonhos mais recônditos.
Em choque e muito furioso, ele trancou a porta de trás da viatura e sem avisar Evans, tomou a dianteira para o banco do motorista.
Ela remoía a cena do encontro com Snape e não se importou em não dirigir. Os flashes do acontecimento tomaram conta de suas retinas e ela se manteve ausente durante todo o percurso de volta para a delegacia. O inferno que parecia ter preparado para James, se abatera com asas negras e gigantescas, sobre si mesma.
James, por sua vez, se manteve aborrecido e ranzinza por todo o período em que encaminhou os menores para o setor encarregado da triagem, assinou todos os tipos de papéis e teve que fazer os relatórios mais improváveis. Como esperado, Lily havia desaparecido.
- Bonito para uma supervisora... Amanhã vou requerer outro com o Moody! – ele reclamou ao colocar seu casaco a fim de voltar para o seu lar.
Mas no fundo ele sabia, ele não iria reclamar.
Não, não iria.
N/A: Revisei muito esse capítulo, cheguei a conclusão que nunca conseguirei escrever algo melhor do que isso. É, definitivamente não. É como querer convencer meu namorado a aprender a coreografia de Hip Song do Rain comigo, uma batalha perdida.
Por falar em k-pop é verdade que o Daniel Radcliff 'tá curtindo Girls Generation (SNSD)? Meu Deus, por que deram isso para ele? 2NE1 é muito mais descolado! Okay, minha humilde e desimportante opinião.
Obg pelas reviews meninas e até o próximo capítulo!
