Shenanigan
Universo Alternativo. Desconsiderando o Epílogo (as always...). Pós-guerra.
Sinopse: Contratos de casamento são artimanhas de séculos passados, certo? CERTO?! | Uma pena que o mundo mágico seja ainda tão, uh, retrogrado em certos aspectos, Mr. Potter...
Sinopse²: Não seria a primeira ou a última vez que alguém fazia o mundo mágico de palhaço, de toda forma. Bônus por este alguém ser Harry Potter.
Disclaimer: Harry Potter e companhia limitada não me pertencem, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.
Observação: Capítulo não betado.
Parte três
Lay down here
Hogwarts estava... diferente.
Não exatamente algo ruim, apenas uma atmosfera distinta. Talvez isso se devesse à nova disposição das pessoas do local. Talvez a sensação dissesse respeito à realização de que aquele era o último ano deles como estudantes. Ou os novos ocupantes à mesa dos professores. Ou ainda, a atmosfera mais "limpa", por assim dizer. Sem o monstro da guerra espreitando, Hogwarts parecia, naquela noite, mais confortável e alegre. Parecia viva. Contente com seus habitantes. O que quer que fosse, trazia um estranho zumbido aos seus ouvidos e uma sensação borbulhante.
A canção do Chapéu Seletor e seleção dos alunos do primeiro ano passaram como um borrão. E ao momento a diretora McGonagall estava dando os comuns avisos: a floresta proibida ainda era proibida para todos os alunos, o senhor Filch tinha a lista dos materiais banidos e se alguém tivesse dúvidas poderia consultá-lo. Minerva apresentou então os dois novos docentes da instituição.
Enquanto a própria Minerva continuaria com os alunos do sétimo ano, Amelia Greengrass, nova professora de transfiguração, lecionaria do primeiro ao sexto ano. Amelia era uma mulher muito bela de aproximadamente quarenta anos, de cabelos escuros, compleição delicada e feição aristocrática. Ela se ergueu aceitando os aplausos com um menear educado de cabeça.
E o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas: Wayne Ammons. Um senhor robusto de meia idade e olhar perspicaz. Assim com a senhora Greengrass, Ammons se ergueu aceitando os aplausos.
A diretora comunicou que a nova chefe da casa Grifinória seria Bathsheba Babbling, professora de Runas Antigas. Por fim, Minerva solicitou um minuto de silêncio por todas as pessoas que perderam suas vidas na guerra antes de abrir o banquete de boas vindas.
-É estranho ter sentindo desesperadamente falta da comida de Hogwarts?
-O que? Está dizendo que cozinho mal? – Harry indagou fingindo ofensa.
Hermione riu. – Sabe qual é a melhor parte de estarmos casados, Harry? Quando finge não me entender.
-É um dom – retrucou erguendo as sobrancelhas de maneira tola.
Harry gostava de cozinhar. E como eles passaram praticamente todo dia sozinhos na casa dos Granger - quando não comiam fora, explorando a cidade -, Harry gostava de tomar para si a tarefa. Hermione, por sua vez, podia cozinhar e o fazia vez ou outra. Com certeza não morreria de fome se estivesse sozinha, mas não era fã de fazer comida e estava grata em deixar a tarefa para Harry. Normalmente, ela o auxiliava.
-Eu sei o que quis dizer – Harry comentou por fim, se servindo. – Acho que o que mais senti falta de Hogwarts foi da comida.
-Harry!
Ele riu baixinho. – O quê? Certamente não foi dividir o quarto com um bando de marmanjos – ele pausou e a encarou. – Marmanjos que roncam, Mione – fingiu estremecer. – Com certeza não estou expectante para mais a noite – resmungou amuado antes de enfiar um pouco de purê de batatas na boca.
O sorriso de Hermione vacilou. Eles estavam, afinal, em Hogwarts agora. Não havia razão para compartilhar um quarto. Nenhuma além de "somos casados", isto é...
-Harry Potter, senhor!
Harry virou de forma abrupta, seguindo o guincho às suas costas. Ali se encontrava um elfo doméstico movendo-se num pé e outro ansiosamente. O moreno piscou inúmeras vezes afastando as lembranças. Ele engoliu em seco e sentindo imediatamente a mão de Hermione fechando em sua perna, se recompôs a tempo de oferecer um sorriso aguado o pequenino.
-Mensagem para o senhor e senhora Potter! – depois de entregar um pergaminho para o casal, ele praticamente bateu o nariz no chão enquanto fazia uma reverência exagerada e desapareceu num 'pop' sem sequer ouvir o agradecimento dos jovens.
Juntando as cabeças, leram rapidamente a mensagem. A diretora McGonagall pedia que assim que terminassem de jantar fossem ao encontro dela, pois precisava tratar de alguns assuntos. Assim como lhes ofereceria a senha do seu escritório.
-Não olhe para mim! – Harry brincou. – Estamos há apenas meia hora na escola, eu não fiz nada.
Hermione rolou os olhos. – Provavelmente mais algumas informações sobre a monitoria.
Harry parecia cético. - Ou ela só quer oferecer mais uma reprimenda, desta vez em pessoa; sobre o casamento – Harry sugeriu fazendo uma careta. - Deus sabe que só o olhar daquela senhora me faz querer correr para as montanhas.
Hermione se encolheu. – Oh Deus. Você deve estar certo.
-Pode dizer isso outra vez?
Hermione o estapeou. – Cala a boca, Harry.
-Sim, querida.
Hermione riu, meneando a cabeça. – Se apenas fosse assim, Harry...
Olhos os analisavam sub-repticiamente. A interação do casal repentinamente muito mais interessante do que se alimentar. Por ironia, Harry e Hermione estavam muito mais preocupados com as intenções de Minerva McGonagall para notar a atenção - Estavam perdidos entre cochichos, comendo (de maneira inconsciente) bem devagar e brincando e zombando um do outro em qualquer outra oportunidade - O que era uma boa coisa, desde que alguns dos olhares eram tão intensos que beiravam a "perseguição".
- xxx -
Quarta-feira, 2º de setembro de 1998.
Hermione estava debruçada sobre Harry e quase saltou sob as risadinhas.
Reflexivamente ambos foram em busca de suas varinhas – que não ficavam longe deles nenhum minuto – e as apontaram para duas rapidamente perdendo cor Parvati Patil e Lilá Brown.
-Que merda estão fazendo aqui?! – Hermione não estava divertida.
-Linguagem – Harry zombou imediatamente, sendo sumariamente ignorado.
Hermione não gostava de palavrões e sempre que algum escapava da boca de Harry, a morena ia repreendê-lo comentando: "linguagem".
-A porta não estava trancada – Lilá respondeu por fim.
-E então vocês acharam que estava tudo bem invadir o quarto alheio? Nós podíamos tê-las machucado! – Harry repreendeu.
-Nós só queríamos ver como era o quarto individual! – Partavi chiou fazendo beicinho. – Não tínhamos como saber que estaria com ela!
-A professora McGonagall não vai gostar de saber que trouxe um garoto para seu quarto... – Lilá cantarolou com malicia. – Que jeito de retribuir a confiança que ela lhe depositou.
Hermione estreitou os olhos. – A diretora McGonagall fez esse arranjando, sua tola! Nós somos casamos – rezingou secamente. – E me admira você, recriminando meu comportamento... Deus sabe que nunca se importou com o que é próprio e adequado – acrescentou venenosamente.
Hermione não era exatamente a melhor pessoa do mundo para se acordar abruptamente sem nenhuma razão válida... Isso e, é claro, ela odiava Lilá Brown.
[Flashbak]
A mulher os fitou com uma expressão austera. E sem intuito, o jovem casal se aproximou mais. Hermione estava ao momento praticamente no colo de Harry enquanto este a apertava contra si. Se preparando para a tempestade que certamente viria. Jesus! Minerva tinha o dom de fazê-los se sentir como uma criança apanhada fazendo coisa errada.
O que se sucedeu foi uma "pequena" sabatina ainda mais horrível que com a senhora Weasley. Eles podiam ver o quadro de professor Dumbledore rindo silenciosamente – os ombros sacudindo e os olhos brilhando - e outros quadros franzindo o cenho em reprovação ou sorrindo e meneavam a cabeça com indulgência. "Amor jovem" ouviram alguns deles murmurarem em diversos tons: com sarcasmo, em um suspiro, em risadinhas.
O casal apenas ouviu sem coragem sequer para dizer "sentimos muito". Minerva estava fumegando. Era tão injusto!, pensaram silenciosamente. Nem eram casados de verdade! E lá estavam eles, pela terceira vez ouvindo.
-Agora – a senhora espirou, de repente com uma expressão mais suave. – Como já sabem, têm uma nova chefe de casa – como uma deixa, eles ouviram a passagem da diretoria ser aberta e passos pela escada. – Professora Babbling – Minerva cumprimentou a mulher que acabara de entrar no local.
Com um pequeno sorriso, Bathsheba cumprimentou Minerva, depois se voltou para Harry e Hermione. – Como vão? Parabéns pelo casamento - o casal assentiu e agradeceu educadamente.
-Depois de pensarmos muito para resolver o problema de logística que nos causaram – lançou mais um olhar para o casal. – Decidimos que a torre da grifinória ainda seria o melhor lugar para ambos.
Bathsheba parecia entusiasmada quando tomou a palavra. – Precisamos de alguns feitiços realmente desagradáveis, além de uma complexa combinação de runas. E Merlin sabe que o trabalho de transfiguração da diretora foi um salva-vidas! Mas conseguimos criar uma comunicação entre os dormitórios masculino e feminino. Mais bem: uma fenda.
-Hm?
-Desde que são casados, dormitórios distintos simplesmente não seria uma solução viável. Mas não podíamos deixar que o senhor Potter invadisse o dormitório feminino. E vice-versa – Bathsheba acrescentou. – Desse modo, criamos uma alternativa. Um quarto fissura – o casal franziu o cenho e a professora riu ligeiramente. – Eu sei, precisamos de um nome melhor. De toda forma, não é nada tão diferente. Vocês continuarão entrando em seus dormitórios cada qual pela respectiva escada, mas ao abrir a porta...
-Estaremos no mesmo quarto - Hermione resfolegou.
-Exatamente! – a mulher bateu palmas.
–Oh, isso é incrível! – Hermione exclamou fascinada, imaginando o tipo de magia utilizado para fazer tal tipo de local. Seria algo remotamente similar à sala de requerimentos? Hmm, talvez.
Harry a cutucou, erguendo a sobrancelha. Outra vez fingindo ter mal interpretado a reação da morena. Hermione riu meneando a cabeça de forma negativa, empurrando-o com o ombro.
Eles pararam apenas sob o erguer de sobrancelha de Minerva e a risadinha da professora Babbling, corando furiosamente.
-Sejam responsáveis.
Oh meu Deus. Que vergonha.
No fim da reunião, o casal estava mais que chocado. A diretora lhes oferecera tamanha liberdade que era um pouco assustador... Saíram do local como se estivessem sendo submetidos a um teste que, se não passassem, traria consequências nefastas.
Por exemplo: apesar de ainda terem de respeitar o horário de recolher – a não ser quando em função do "cargo" – Harry e Hermione tinham agora a oportunidade de sair do castelo todo fim de semana! O que era terrivelmente conveniente, desde que tinham que entrar em contato com Andrômeda e / ou Crookfang.
[Fim do flashbak]
-Vixi, Mione – Parvati fez beicinho. - Modo super-bitch on de manhã cedo... Isso tem algo a ver com mudanças de humor das grávidas?
-FORA!
O grito da morena foi tão repentino que as duas outras garotas saltaram. Com os olhos flamejando e a varinha em punho, Hermione se levantou. - Agora – Sibilou.
Harry que até o momento só observava a cena em uma espécie de estupor, acrescentou para as garotas ainda imóveis em choque e terror. – Oh, e nós estaremos reportando isso para a nossa chefe de casa, professora Babbling.
As garotas correm do local, fechando com bastante força a porta atrás delas.
-Oh meu Deus eu as odeio – Hermione murmurou voltando para a cama. – É claro que não acordaram cedo para as aulas, não! Madrugaram para ver meu quarto e me insultar! – ela suspirou quando Harry retirou os cabelos dela do caminho. – Eu suponho que é culpa minha. Eu deveria terchecado a porta.
-Tenho certeza que a lição foi aprendida.
-Oh sim, eu aprendi – Hermione abriu um olho e sorriu diabolicamente. – Elas não perdem por esperar, no entanto.
Harry apenas sorriu, voltando a fechar os olhos - Ainda tinham meia hora de descanso, afinal.
O moreno abriu os braços e em instantes, Hermione estava voltando para seu abraço, escondendo o rosto em seu pescoço.
-Quanto tempo você acha que vai levar para esse caso vazar também?
Hermione empurrou ainda mais o rosto em seu pescoço, como se quisesse se esconder. – Oh, provavelmente antes do fim do café da manhã.
-Harry suspirou. – Bem vindos de volta a Hogwarts!
-Bem vindos de volta, de fato – ela acrescentou sarcasticamente.
N/a: Obrigada por todos os comentários!
Feliz Natal atrasado. E um feliz ano novo se eu não postar nada até lá.
Ps: Sim Amelia Greengrass é a mãe de Daphne e Astoria Greengrass nessa estória. E eu não faço ideia se o nome dela é Amelia mesmo. LOL.
