Shenanigan
Universo Alternativo. Desconsiderando o Epílogo (as always...). Pós-guerra.
Sinopse: Contratos de casamento são artimanhas de séculos passados, certo? CERTO?! | Uma pena que o mundo mágico seja ainda tão, uh, retrogrado em certos aspectos, Mr. Potter...
Sinopse²: Não seria a primeira ou a última vez que alguém fazia o mundo mágico de palhaço, de toda forma. Bônus por este alguém ser Harry Potter.
Disclaimer: Harry Potter e companhia limitada não me pertencem, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.
Observação: Capítulo não betado.
Advertência: Tão açucarado que pode causar caries. Linguagem obscena.
Parte treze
Rock 'n' Roll Lullaby (*)
Sábado, 21 de novembro de 1998.
Hermione estava ridiculamente animada com a perspectiva de ir à Hogsmead. O que por si só era realmente, realmente patético. Ela tinha ciência disto. Afinal, quantas vezes Harry e ela estiveram lá, de passagem, desde setembro? Dezenas. Sem contar todas as vezes ao longo dos anos que caminhara por aquele vilarejo, poderia andar por ali de olhos fechados!
Honestamente.
Em sua defesa, hoje era um pouco diferente. Harry havia lhe chamado para o primeiro encontro oficial deles. Só de pensar sorria pra si mesma. Tudo bem, ela também sabia que era um caso perdido quando dizia respeito a Harry. Ela só não se importava o suficiente para negar a si mesma qualquer mínima oportunidade de agir como a jovem mulher que era. A jovem mulher que fora chamada em um encontro.
[Flashback]
Sexta-feira, 20 de novembro de 1998.
Hermione estava indo para a aula de aritmancia quando Harry segurou sua mão, efetivamente mantendo-a no lugar. Confusa, a jovem se voltou para o amigo, mas ele olhava para os próprios pés.
-Então... amanhã tem passeio para Hogsmead, gostaria de ir comigo?
Hermione quase derreteu no lugar. Como ele podia agir de forma tão tímida algumas vezes nunca ia deixar de espantá-la.
Quando finalmente ergueu a vista, ele parecia quase incerto e Hermione ergueu a sobrancelha sem conseguir esconder a diversão. - Você está chamando sua esposa para um encontro? Uau, Potter, tão romântico – riu, antes de acrescentar:
- Eu adoraria.
Apesar de si mesmo, Harry virou os olhos. – Eu estava pensando... - Hermione fingiu arregalar os olhos e postou a mão em sua testa e pescoço, como se medisse sua temperatura. – Ok, ok. Quer saber, eu não quero mais te levar a canto nenhum.
-Azar, eu já aceitei o pedido – ela então fingiu um ar de entusiasmo e numa voz que mais parecia um guincho, numa imitação assustadoramente parecida com Lilá Brown, continuou:
– Nós podemos ir à Madame Puddifoot? Por favorzinho, docinho de abóbora?
– Essa. - Harry bem que tentou se segurar, mas no fim se rendeu às risadas. - Foi a coisa mais aterrorizante que eu vi desde Voldemort. Nunca mais faça isso. Por favor.
Eles ficaram em silêncio por um instante e Hermione suspirou, percebendo que ele não ia falar mais nada:
-Então, vai me dizer por que estava tão nervoso? Sou só eu, Harry.
-Eu sei. É que... bem, será de fato nosso primeiro encontro de verdade, não é? – falou em tom baixo, olhando para os lados do corredor vazio. - Eu só queria fazer isso oficial.
Hermione lhe lançou um olhar irritado. - Droga Harry! - seu tom de voz furioso.
- O quê? – recuou um passo, surpreso com o tom dela.
-Por sua culpa, eu vou chegar atrasada em Aritmancia!
-O que? Por quê? Ainda faltam cinc-
Ela apenas o empurrou contra a parede bruscamente. – Pare de ser tão adorável – resmungou contra sua boca.
-Não há maneira no inferno – retrucou por sua vez antes de beijá-la de volta.
[Fim do flashback]
-Então, Madame Puddifoot? – Hermione o encarou com incredulidade. Harry deu de ombros. – Eu pensei que podíamos ir até lá e zombar os outros casais enquanto pedimos todo e qualquer tipo de chá do lugar e fazíamos uma competição de quem consegue ficar sério sob o ar ridículo daquele lugar. Vence quem fizer o outro engasgar primeiro.
Quando percebeu seu sorriso de lado, Hermione o estapeou de leve. – Melhor encontro pra sempre – afirmou com sarcasmo. – E eu achei que fosse traumatizado para a vida com aquele lugar?
-Eu posso lidar com qualquer coisa com você ao meu lado – e então ele se voltou dramaticamente para ela, erguendo as sobrancelhas sugestivamente. – Quão adorável foi isso?
–Você está se tornando, muito rapidamente, a pessoa mais ridícula que conheço.
-Espera, isso significa que eu não ganho beijos?
Rindo-se, Hermione o puxou consigo. – Vamos comprar um sorvete, Dom Juan.
O rapaz suspirou de maneira teatral, antes de assentir com um sorriso. – Você sabe que eu iria, não é? Se você quisesse. Não seria a mesma coisa que... antes. Com alguém que eu conheço, com alguém que eu me importo.
Hermione parou, girando nos próprios pés. - Ok. Ok. Agora sim – ela enlaçou as mãos em seu pescoço. - Isso foi terrivelmente adorável – murmurou ficando na ponta dos pés.
-Eu ganho beijos quando ela pensa que sou adorável – ele murmurou de volta de uma forma arrogante, mantendo-a contra si quando Hermione tentou se afastar, rindo de seu ar tolo. – Ok, vamos com isso, senhora Potter. Onde está minha recompensa?
-Harry!
Ele continuou dessa vez erguendo as sobrancelhas, inclinando a cabeça para ela e fazendo beicinho. Virando os olhos, Hermione apertou um pequeno beijo em sua boca.
-Isso é o meu prêmio por ser terrivelmente adorável? Não, não. Vem aqui – Hermione soltou um gritinho quando ele a ergueu pela cintura para que seus pés não tocassem o chão, apertando instintivamente os braços ao redor do pescoço dele. Rindo baixinho quando Harry choveu pequenos beijos em seu nariz e testa e queixo e bochechas.
Quando Hermione finalmente avançou tocando com seus lábios o de Harry, alguém pigarreou ao lado deles:
-Urgh! Por favor, parem de jogar na nossa cara a felicidade e satisfação de vocês! – Parvati reclamou, apesar de seu tom ser divertido e interposto com risadinhas.
Harry deslizou Hermione cuidadosamente para o chão. – Alô meninas.
-Então, nada de passeio fantástico esse fim de semana?
Hermione fitou Lilá com um olhar de "qual é o seu problema?", mas antes que pudesse lhe dar uma resposta, Harry riu encolhendo os ombros. - Não dessa vez. A gente se vê depois! - E simplesmente puxou Hermione consigo.
A morena ainda fitava com os olhos estreitos a garota loira sobre os ombros. – Eu odeio essa garota.
-Não? É sério? Ninguém nunca notou - De olhos arregalados, Harry disse fingindo surpresa.
Sem se dar ao trabalho de responder, Hermione o arrastou para a loja Dedosdemel.
- xxx -
Esse era o problema de Hogsmead. Para qualquer lugar que fossem, sempre havia uma horda de conhecidos. Pessoas que queriam cumprimentá-los, agradecê-los, tomar só um pouquinho do tempo deles... Sorrindo pesarosamente um para o outro, o casal conseguiu chegar à Dedosdemel apenas meia hora depois do 'planejado'.
-Essa foi a pior ideia que tive – Harry suspirou. – Nós não vamos ter quase nenhum momento de paz nesse vilarejo. Eu deveria alguma coisa fora do mundo bruxo.
-Haverá outras oportunidades, Harry.
-Yeah, eu sei. Só queria que não fosse, você sabe, um desastre – ele franziu o cenho. – Eu deveria saber melhor que trazê-la pra cá.
Hermione riu e pagou pelos doces que escolhera antes de tomar a mão dele de novo. – Vamos lá.
Mas ao invés de levá-lo para fora da loja, a morena o levou silenciosamente para os fundos do local, mais precisamente o porão. Ela verificou sobre os ombros e sorriu secretamente para o dono da loja que os observava discretamente, soltando Harry a garota fez um sinal de silêncio para o senhor que lhe ofereceu uma piscadela.
-Só você usaria uma passagem secreta para voltar para a escola. Lumus.
Tocando seu rosto de maneira condescendente, Hermione comentou marotamente:
– Você não está vendo o todo, doçura. A maior parte da escola está nesse bendito vilarejo, então faremos o caminho de volta e encontraremos nossa privacidade.
-Meu Merlin, você é um gênio! – exclamou, beijando-a no instante seguinte até apagar aquela expressão presunçosa do rosto dela. - Sei exatamente onde te levar!
-Espera, não está me levando para o quarto?
-Hermione, pervertida - Ela recuou de bom grado contra a parede quando viu Harry se aproximou, sua mão se erguendo e fechando-se em seu braço esquerdo, puxando-o para si. - Nox.
Sua respiração estava acelerada quando finalmente sentiu a de Harry contra seu rosto e ela só podia imaginar o sorriso de canto que ele estava portando.
- xxx -
Por fim, Harry a levou à cozinha do castelo. Sob os olhares dos elfos domésticos muito agitados – e em parte ainda desconfiados de Hermione -, o casal recebeu uma bandeja com chá e biscoitos. Eles passaram praticamente toda tarde ali, conversando e trocando pequenos beijos.
Eles só perceberam a hora, na verdade, quando Minerva McGonagall apareceu no local. Ela estava para falar com um dos elfos quando viu o casal a encarando com surpresa. Franzindo o cenho, a senhora fez uma pausa antes de tornar a fitar seus alunos.
-Boa tarde, professora – Hermione saiu primeiro do estupor.
-Boa tarde - a senhora assentiu, erguendo a sobrancelha então.
Harry fez uma pequena careta. – Nós tentamos Hogsmead. Não deu muito certo...
-Nós só queríamos um pouco de silêncio...
-E obviamente havia outras opções, mas aqui tem comida.
Hermione riu empurrando Harry ligeiramente. – O que meu marido ridículo quis dizer é que quase ninguém conhece o caminho para a cozinha e tudo que queríamos eram pelo menos dez minutos sem sermos interrompidos... E não dói que podemos fazer um pequeno lanche aqui.
-Eu vejo. Vou insistir, entretanto, para que ambos deixem a cozinha, os elfos precisam preparar o jantar.
Harry e Hermione a fitaram mais uma vez em confusão antes de da morena segurar o braço de Harry para si, observando seu relógio de pulso. – Oh meu Deus, são quase cinco horas!
-Sentimos muito professora, não vimos o tempo passar.
-Eu posso ver – o tom dela não transmitia nada. Nenhuma mínima sugestão. Mas ambos coraram violentamente enquanto tentavam checar um ao outro discretamente.
Em seu tempo na passagem secreta, Hermione pode ter aproveitado um pouquinho e marcado o pescoço de Harry novamente no momento que ele parou de beijá-la em busca de ar. Bem. Antes de forçar uma troca de posições enquanto ela se ajoelhava num recém-conjurado travesseiro... Harry não estava reclamando.
Basta dizer, a lembrança praticamente conjurava a palavra "culpados" em suas testas. Não que eles tivessem feito qualquer coisa semelhante da cozinha da escola!
Ok. Tudo bem. Harry teria tentado algo... Se os elfos domésticos tivessem saído da cozinha – o que não aconteceu. Em nenhum momento. Harry comentara, zombando, que provavelmente eles estavam com medo de Hermione esconder alguma roupa por ali (pratos caíram no chão e os olhares de horror dos elfos quase fizeram Harry se sentir culpado, até observar o olhar de horror de Hermione, isto é).
- xxx -
Era quase início de dezembro quando Andrômeda tomou a decisão de permitir que Ted fosse herdeiro da casa dos Black. Ela também finalmente havia terminado sua pesquisa e - obrigada Merlin! – não havia nenhuma lei que impedisse uma esposa de possuir mais de um título. Não era recomendado - principalmente por conta do problema de séculos atrás com as relações consanguíneas...
Harry não se importava com recomendações. Ele havia resolvido a questão dos títulos e herança, tudo que precisava agora era fazer Hermione sua Lady Black e se livrar de vez do tormento que eram Pansy e seu pai. Ele sorria de orelha a orelha ao pensar em Walburga. Deus ele teria de convencer Hermione a uma última passada em Grimmauld Place...
[Flashback]
-Eu acho uma ideia maravilhosa que ponha Ted como seu herdeiro. Mas e sobre a Pansy? Aquela garota é insana! Nada vai impedi-la de tentar tirar vantagem sobre isso. Deus, eu até posso ver as manchetes – a morena estremeceu em repugnância.
Harry meneou a cabeça. - É por isso que eu gostaria de discutir outra coisa com você. Se Andrômeda aceitar minha sugestão, teremos de cobrir todas as bases para que Pansy e seu pai sequer sonhem sobre Ted como meu herdeiro na família Black. É por isso que perguntei para Crookfang e Andrômeda se você poderia ser também a Lady Black.
Hermione franziu o cenho. – Isto não é ilegal? Quero dizer, há um contrato para a família Black. E eu acho que li em algum lugar sobre a impossibilidade de uma mulher ser senhora de duas casas...
-É claro que você saberia disso – o moreno riu levemente. – Quanto a primeira pergunta, não é ilegal. Desde que o contrato foi revogado no momento em que nos casamos na linha Potter. Sendo assim, o contrato não vale de nada e eu posso supostamente fazer o que quiser nessa linha. Quanto a segunda pergunta – Harry suspirou. - Essa é a parte complicada... Andrômeda e Crookfang não sabiam me informar sobre essa ideia. Na verdade, eles estão para me avisar se encontrarem algo a respeito, positivo ou negativo.
-Se isso for possível, todos os nossos problemas seriam resolvidos.
Harry assentiu. – Eu, na verdade, queria ter transferido a titulação para Andrômeda. Digamos que não deu muito certo.
A jovem mulher ergueu a sobrancelha e Harry passou a lhe contar como Andrômeda havia lhe zombado cruelmente. – Oh, poor baby – Hermione arrumou brincalhona.
O rapaz virou os olhos, ignorando-a. – Mas pense nas possibilidades! Se isto for possível, nós podemos até mesmo fazer um casamento real dessa vez.
Hermione parou de rir de imediato. – Não vai acontecer, Harry.
-Mas Mione, pense na sua mãe!
-É exatamente nela que estou pensando – retrucou sem expressão e então acrescentou com uma risada:
-Você tem ideia do carnaval que ela faria?
-Bem, você é a única filha dela. E eu meio que me sinto culpado...
Hermione segurou a cabeça dele entre suas mãos carinhosamente, fitando-o com firmeza. - Harry, é exatamente o que ela quer que você sinta. Ela é diabólica. Eu aposto que nas suas trocas de cartas ela tem dispensado pequenas dicas do que a faria incrivelmente feliz e oh tão grata – Harry a olhou em choque e Hermione riu, beijando-lhe a boca. - Acredite-me, eu a conheço. Anos e mais anos de chantagem emocional...
-Mas... Mas isso realmente a faria feliz, não é?
Hermione meneou a cabeça. –Você não entende. Ela provavelmente tomaria toda a responsabilidade para si no instante que comentarmos que decidimos nos casar de novo. Mamãe sequer vai querer saber o por que da súbita mudança. E então nos veríamos em alguma parte da Toscana com centenas de convidados e uma banda que só tocaria músicas do David Bowie e 10cc! E então meus pais iriam nos fazer dançar a música deles. Come softly to me (**).
Harry piscou. – Você 'tá brincando, certo? - Hermione balançou a cabeça negativamente. - Bem, pelo menos não é Escape (***)...
Hermione fez um som de escarnio, recostando sua cabeça no peito do rapaz e gargalhou. – Pode imaginar?
-Nós podemos arranjar tudo e só depois contar pra eles, o que acha? Quero dizer, não são apenas seus pais que ficaram ofendidos com o nosso 'casamento relâmpago' não é? Professora McGonagall e Molly... Nós até podíamos usar os bruxos que convidarmos para que seus pais não chamem tantas pessoas?
-Harry? Você é insano? Nós não podemos deixar mamãe e Molly perto uma da outra – Hermione disse horrorizada. – Elas provavelmente iriam se estapear até a morte ou coisa do tipo por sua causa ou se tornariam as melhores amigas do universo. Honestamente eu não saberia dizer o que é pior.
-O quê? É claro que não, não seja exagerada - a morena ergueu a vista para fitá-lo. – Ok, talvez não seja exatamente uma boa ideia... Além do mais não é como se seu pai fosse parar de me odiar porque nos casamos na frente dele, de toda forma.
-Ele não odeia você... - foi a vez de Harry encará-la com incredulidade. – ele não! Papai só não suporta a ideia de que não sou mais uma criança. Que quando estou ferida ou magoada não é para os braços dele que eu corro primeiro...
Harry a abraçou, beijando sua testa. – Eu amo que confie em mim assim. E meio que me sinto mal, sempre que tento me pôr no lugar dele... Eu teria chorado como uma criança provavelmente. Mas então eu só sei que ele está esperando a minha vez chegar? Seu pai sim é diabólico.
-Como assim?
-Vai chegar o dia em que eu terei de entregar a mão de nossa absolutamente perfeita filha para alguma criança nem de perto tão brilhante... e ele provavelmente vai estar ao meu lado dizendo "bom né?"
Hermione não conseguiu evitar rir: o tom de Harry era de genuíno terror, como se só o pensamento fizesse seu estomago embrulhar. E ela podia ver oh tão claramente... Harry aterrorizando a pobre pessoa que ousou tocar em sua filhinha.
-Não é engraçado – Harry afirmou.
-Desculpe-me. Desculpe-me. Eu apenas imaginei a cena – disse suavemente. – Você será um pai maravilhoso, Harry.
O rapaz prendeu a respiração. – Yeah?
-Absolutamente.
-Você também, você sabe? – comentou baixinho e então apertou um pequeno beijo em seu pescoço antes de acrescentar de forma abafada pelo contato:
-Ela só poderá namorar aos trinta.
Hermione riu mais.
[Fim do Flashback]
- xxx -
Domingo, 29 de novembro de 1998.
[09h20 AM]
Depois de uma desagradável viagem via flu para o beco diagonal e uma passagem ligeira em Gringotts, Harry estava de volta a Hogwarts com um sorriso excitado e um pequeno embrulho no bolso. Ele voltou ao salão principal achando que ainda encontraria Hermione tomando café - só havia, afinal, passado pouco mais de quinze minutos fora.
-Onde você estava?!
O moreno franziu o cenho, lançando um olhar intrigado para Parvati que aparentava pânico.
-Harry! Que bom que chegou – Neville comentou fazendo sinal para que ele o acompanhasse. - Vem comigo que eu te conto o que houve. Não se preocupe, Hermione está bem.
O monitor chefe parou em seus traços e só tornou a andar quando Parvati enganchou um braço no seu e praticamente o arrastou consigo para continuar seguindo o outro rapaz. – O que aconteceu, Neville?
-Er... bem... Hermione e Pansy meio que saíram no tapa meros minutos depois de você se afastar do salão principal.
-O quê?! – então riu. – Ok. Ok. Muito engraçado. Sério, gente? Qual é o – ele emudeceu quando observou o ar completamente sério dos seus colegas. – Onde está Hermione? Ela está na enfermaria? – em segundos, Harry se desvencilhara de Parvati e estava se preparando para correr quando Neville o segurou com firmeza.
-Eu disse que ela está bem! Na verdade, a diretora pediu que nós esperássemos por você pra te informar a senha. Elas estão na diretoria...
Parvati bufou. – Oh, elas foram à enfermaria, ok? Com a quantidade de sangue que Hermione estava expelindo, ela meio que desmaiou... E eu pensei que Pansy estivesse morta. Infelizmente não dessa vez. - Neville lhe lançou um olhar de repreensão. – O quê? Elas tiveram!
Harry tinha uma expressão assustadora: uma mistura de pânico e fúria. Ele passou a correr para a diretoria sem dizer mais nada.
-Obrigada Parvati! – Neville disse sarcasticamente enquanto ambos corriam atrás de Harry. – Agora ele provavelmente vai assassinar a Parkinson!
-Bem, era melhor que ele descobrir na hora, você não acha?!
Neville não se deu ao trabalho de responder.
Harry só parou de correr quando chegou à frente das gárgulas de diretoria, Neville e Parvati arfando em seu encalço.
-Ok. Olha. Então elas tiveram que ir pra enfermaria, mas...
-Neville.
-...Mas foi porque Hermione deu um soco tão forte em Pansy, que Pansy não sustentou seu próprio peso e caiu, bateu a cabeça no chão tão duramente na queda que desmaiou – Neville continuou apressadamente.
-Neville...
-Você quer dizer depois de Pansy do nada lhe lançar uma maldição. Foi super divo! MEU MERLIN! Hermione se ergueu e voltando para a idiota da Parkinson, o nariz sangrando a bicas e BAM, um soco bem na cara dela e então Hermione desmaiou – Parvati gargalhava enquanto Neville, atrás de Harry, fazia sinais de corte para garota.
-Você está me dizendo que Pansy a acertou pelas costas? – o tom de Harry era baixo. O rapaz loiro fez uma careta.
-Bem, sim. Hermione estava comendo e completamente a ignorando enquanto Pansy dizia um monte de bosta de hipógrifo e-
-Neville.
Titubeando um segundo antes de murmurar relutantemente a senha, Neville puxou Parvati para seu lado. – Puta Merda, Parvati. Você não podia ter ficado calada?! – perguntou com secura enquanto ele e a garota seguiam rapidamente atrás de Harry.
- xxx -
Harry não sabia o que esperar, mas definitivamente não era Hermione com um chumaço de algodão enfiado no nariz lhe sorrindo estupidamente no instante que encontrou seu olhar.
Com algumas passadas, já estava ao seu lado. Hermione havia se erguido e ele a colocou em seu abraço, checando-a a procura de algum machucado. Harry espirou ao não encontrar nada errado e a apertou mais contra si quando erHe Hermione cambaleou.
-Senhor Potter! Ela perdeu muito sangue, ponha-a sentada imediatamente!
Harry ergueu a vista para encontra Madame Pomfrey de pé ao lado de Minerva, seu olhar duro enquanto ele vasculhava o local. Sua chefe de casa estava lá, assim como o professor de poções; este que ao momento se encontrava de pé ao lado alguém que ele supôs ser Pansy Parkinson. Ele não conseguia distinguir, com a enorme pança do senhor encobrindo o perfil da pessoa sentada ao seu lado.
Antes que ele pudesse até mesmo fazer menção de erguer sua varinha na direção da sonserina, Hermione riu levemente e empurrou Harry para a cadeira onde estava. Então sentou sobre ele. Sua cabeça recostando em seu ombro, seus braços sobre ele frouxamente e, fechando os olhos, Imediatamente caiu no sono. Como se tivesse desmaiado.
Em pânico, ele ergueu a vista outra vez para Madame Pomfrey. A mulher parecia ter se materializado ao lado deles e já estava escaneando Hermione antes que o moreno pudesse abrir a boca. – Como eu suspeitava.
-O quê? O quê? O que ela tem?
-Hermione perdeu muito sangue e a poção repositora que lhe dei ainda está fazendo efeito.
-Então por que ela está aqui e não na enfermaria?!
Poppy fez uma carranca. – Esteja certo que não foi minha decisão!
-Ela disse que estava bem para resolver o incidente... – Slughorn comentou brandamente.
-ELA PARE- - Harry cortou a si mesmo quando seu olhar caiu em Hermione ainda imóvel em seu colo, antes de continuar num tom muito mais baixo, mas ainda venenoso. – Ela parece bem?! E como assim "resolver o incidente?", o que há para resolver? Até onde eu sei, há pelo menos duas testemunhas de que Parkinson lançou uma maldição na minha esposa em primeiro lugar! O que estamos fazendo aqui é a minha pergunta. Hermione deveria estar descansando enquanto Pansy Parkinson estar numa viagem só de ida para casa, bem – ele riu sarcasticamente, sem qualquer emoção. – Isto é, até que eu entre em contato com nossa advogada!
-Agora, agora senhor Potter... Sua esposa feriu a senhorita Parkison também.
-Depois de ter sido atingida pelas costas.
-Senhor Potter...
-Que se dane, para o inferno com isso! – Ele acomodou melhor Hermione em seu colo e se ergueu. - Eu vou levar Hermione para nosso quarto e deixar Parvati e Neville vigiando-a. E quando eu voltar, iremos resolver isto. E quanto a "resolver", quero dizer que serei eu usando cada pedacinho da minha maldita fama para chegarmos a uma... solução "viável".
Ele quase ficou satisfeito quando ouviu Pansy ganir miseravelmente.
-Você não pode nos ameaçar, meu garoto...
-Acabei de fazer isso – retrucou antes de lhes dar as costas.
Harry sabia muito bem que o máximo que Pansy iria receber era uma suspensão - Gina havia lhe dado uma tacada na cabeça e nem sequer isso levara, afinal. -, mas isto não o impediria de assustar a garota. Quanto mais temerosa melhor e se ela acreditava que podia ser expulsa por conta disso...
A sala permaneceu em silêncio enquanto Harry saia do lugar com a ajuda de Neville. Isto é, até Parvati guinchar:
-Isso foi tão quente!
A garota corou ligeiramente sob o olhar de Minerva e tratou de seguir Harry e Neville.
- xxx -
Depois de permitir Neville e Parvati em seu quarto para vigiar Hermione, o moreno fez o caminho de volta à diretoria e retornou apenas uma hora depois.
Parvati estava sentada na cama ao lado de Hermione foleando um dos inúmeros livros da morena sem real interesse. Hermione, graças a Merlin, já estava acordada. E, pelo jeito, um tanto ou quanto mal-humorada. Neville estava ao chão brincando com Bichento.
-Como está se sentindo?
-Bem.
Harry franziu o cenho, mas não comentou. – Aqui, Poppy pediu que eu lhe trouxesse isso. Vai evitar as dores em sua fronte e nariz, foi o que ela disse pelo menos – Hermione assentiu e abrindo o frasco bebeu de uma vez. – Você está bem?
-Sim, apenas cansada. Foi tolo ter decidido resolver tudo antes de estar cem por cento bem...
-Ela está chateada porque você não estava sob ela quando acordou. Ha.
-Não seja ridícula, Parvati.
-Te disse! – motejou quando as bochechas da monitora chefe ficaram vermelhas.
-Eu tive de falar com a diretora, aparentemente eu sou seu responsável – o tom dele era quase divertido. - De toda forma, quando voltei, Edward Parkinson estava gritando a plenos pulmões sobre como a garotinha dele fora assaltada e queria ressarcimento – Harry comentou com um bufar. – Obviamente o tom dele mudou drasticamente quando sugeri não ser contrário a deixar que um tribunal decidisse o que Pansy merecia... Obviamente, isso não me impediu de contatar Andrômeda e ela já está redigindo um pedido de ordem de restrição, assim como uma nota para o profeta sobre como, apesar da atitude vil da senhorita Parkinson, você passava bem – Harry sorriu diabolicamente. – E eu, hm, meio que estou de detenção?
-Por quê?
Quando Harry continuou em silêncio, Parvati respondeu:
- Ele meio que mandou todo mundo se danar. Para inferno. Ou ambos...
-Harry!
O rapaz deu de ombros, impenitente.
-Você estava desmaiada no meu colo e metade da sala só queria resolver o "imprevisto" no salão principal. Eu fiquei impaciente.
Hermione estava prestes a começar uma palestra pelo olhar que lançou ao marido, e aquela era a deixa para Neville dar o fora. - Ok, nós estamos indo – comentou se erguendo ao observar Harry movendo-se para o lado de Hermione. Parvati abriu a boca para protestar, mas ele simplesmente lhe lançou um olhar severo.
-Yeah. Eu tenho que falar com a Lilá de toda forma... – murmurou fazendo beicinho enquanto se dirigia para a porta que dava em direção ao dormitório feminino.
Os outros dois saíram, Hermione passou a fazer seu discurso sobre a irresponsabilidade e total falta de respeito de Harry de xingar as pessoas porque ele "estava impaciente". Harry a interrompeu com um beijo, tratando de distraí-la.
-Hmmm.
-Como está se sentindo?
-Bem – o fitou com um pequeno sorriso, os olhos enevoados.
-Terei de monitorá-la, ok? Madame Pomfrey disse que qualquer retorno do sangramento, eu a levasse para ela imediatamente.
-Tem de me monitorar? – indagou mordendo o lábio inferior. – Por todos os meios, Potter – acrescentou com um movimento de mãos abrangendo a si mesma:
– Fique a vontade.
-Não acho que seja uma ação que Poppy recomendaria...
Hermione o fitou com um ar quase implorante. – Eu estou bem, Harry. Eu prometo.
Harry a estudou demoradamente antes de assentir devagar. E, triunfante, Hermione deslizou sua mão pela blusa dele antes de puxá-la para cima, retirando-a num movimento ligeiro. – Mione... Eu quis dizer que acredito em você. Mas esse não é definitivamente o momento para... brincarmos de médico.
Ela riu ligeiramente e, mesmo sob o comentário, retirou sua própria camisa.
A morena estava movendo-se para lhe retirar a calça quando Harry tomou as mãos dela nas suas. – Você precisa descansar. Perdeu uma grande quantidade de sangue.
Hermione franziu o cenho. – Você não...?
-Oh Deus, Hermione, sim! Eu adoraria brincar com você – em ênfase, deslizou as mãos pelo lado de seus seios, sobre o sutiã, fazendo-a arfar. - E eu tenho certeza que haverá outras oportunidades. Só não agora, com você correndo o risco de se machucar outra vez. E sob o efeito de poções.
Hermione finalmente assentiu. Relutantemente. – Mas vou continuar te beijando – afirmou com teimosia, já se ajeitando sobre ele. Poppy não queria que deitasse, caso seu nariz tornasse a sangrar. Tinha de seguir ordens médicas não é?
Harry sorriu enquanto acariciava suas costas, arrastando suas mãos até fechá-las dos lados de suas coxas, puxando-a mais para si. Hermione sorriu de volta, esquecendo tudo sobre Poppy, fechando seus braços ao redor do pescoço dele.
-Bom dia.
-Oh, definitivamente um bom dia – ela afirmou baixinho em sua boca.
- x
Hermione estava quase obtendo sucesso em fazer Harry esquecer tudo sobre sua promessa à curandeira da escola, uma de suas mãos entre eles acariciando-o com firmeza. Seu sutiã há muito retirado, encontrava-se displicentemente dependurado à beira da cama. Suas bocas, línguas e dentes se encontrando – mordiscando, lambendo e sugando - entre as golfadas de ar e grunhidos de Harry.
Apertando a boca contra a dele e beijando-o por tudo que valia a pena, Hermione se ajoelhou na cama, cada perna ao lado das dele. Finalmente ela moveu a outra mão a fim de desabotoar as calças do rapaz, ignorando o pequeno protesto de Harry quando afastou sua mão, atrás do ziper.
O protesto do rapaz não durou muito: quando cortaram o beijo em busca de ar, ele se distraiu com a tentadora visão dos seios dela. Umedecendo os lábios inchados, a cabeça se inclinando para frente e a boca se fechando num deles antes que qualquer pensamento de queixume viesse a sua mente.
Hermione pausou em sua tarefa, sorrindo para si mesma e arqueando involuntariamente. Harry estava para além de perdido.
-Hermione, gata, eu me esqueci de devolver seu livro e OH MEU MERLIM!
O pescoço da morena quase estalou ao virar o rosto para encarar a intrusa em confusão, Harry ainda entre seus seios. Hermione piscou diversas vezes para sair do torpor e compreender o que estava acontecendo. Quando o fez, entretanto, suas mãos voaram para os ombros de Harry. Que estava se afastando muito mais lentamente.
Parvati ergueu a sobrancelha, seus olhos abrangendo ambos com interesse. – Nice. Oh, don't mind me (****).
Dessa vez, Harry virou o rosto para fitar Parvati em choque, a garota sorriu astutamente enquanto deslizava os olhos por Hermione, antes de seu olhar recair sobre Harry e fitá-lo com a mesma apreciação.
-Parvati.
-Hmm?
-Você pode ir agora? – Hermione havia fechados os braços ao redor de Harry, aproximando-se dele e escondendo seu torso da melhor forma possível, sentando-se sobre ele para protegê-lo dos olhos gulosos de Parvati. O que por si só, não estava ajudando Harry a pensar com coerência.
-Eu preciso mesmo? – indagou sorrindo marotamente de volta para Hermione.
-Parvati!
-Ok. Estraga-prazeres. Meu Merlin! – se queixou, deixando o livro num canto e se afastando depois de mais uma olhadela.
Hermione pegou sua varinha e a moveu para revogar a autorização que Harry provavelmente dera à garota indiana para passar pela porta. Quando tornou para o moreno, ele a encarava em acusação.
-Isso foi um jogo muito sujo, Mione – ele respirou fundo diversas vezes antes de fazê-la sair de seu colo. – Você não está bem. A poção para dor logo fará efeito.
Hermione maldisse Parvati pela enésima vez em pensamento enquanto Harry a fez colocar a blusa dele e se sentar recostada à cabeceira da cama. Estivera tão perto! Forçou a si mesma a não fazer beicinho porque era indigno e era provavelmente a poção para dor fazendo efeito. Já sentia sua cabeça leve.
Seu marido – conteve uma risadinha. Oh Deus, estava chapada com a poção de dor... – estava completamente desconfortável enquanto ajustava sua calça. Ela sorriu maliciosamente sem piedade, pensando que era tudo culpa dele e seu senso de herói. E de Parvati.
Estúpida Parvati.
Harry parou de lutar com sua calça, retirando do bolso uma pequena caixa (aparentemente ele não estava tentando se aliviar. Pena). Abrindo-a para ela. – Eu finalmente peguei o anel de senhora Black.
Mordendo o lábio, a jovem mulher esqueceu que estava chateada com Harry e perpassou a mão sobre a joia antes de pegá-la. E então Hermione franziu o cenho ao deslizar o anel em seu dedo anular.
Por que ele não se ajustava?
Eu sou uma old soul e eu amo todas essas músicas. Shut up.
(*) Porque 10cc é vida. I regret nothing.
(**) The Fleetwoods (Come softly to me)
(***) Rupert Holmes (Escape - The Piña Colada Song)
(****) Legal. Oh, não se importem comigo.
N/a: Até mais.
Sorry, sorry, sorry. Eu simplesmente perdi a inspiração do nada. Eu tenho essa fic toda na cabeça, mas não conseguia escrever uma linha que me agradasse nesse capítulo. Tão frustrante.
PS: Luana Evans, quero minha banda de ovo de chocolate. Obrigada. heuehuehueheuheuheue
Não. É sério. Se vira ai, tia.
Outra coisa: Gente sinto muito, improvável que eu mude a classificação dessa fic.
