Shenanigan


Universo Alternativo. Desconsiderando o Epílogo (as always...). Pós-guerra.


Sinopse: Contratos de casamento são artimanhas de séculos passados, certo? CERTO?! | Uma pena que o mundo mágico seja ainda tão, uh, retrogrado em certos aspectos, Mr. Potter...

Sinopse²: Não seria a primeira ou a última vez que alguém fazia o mundo mágico de palhaço, de toda forma. Bônus por este alguém ser Harry Potter.

Disclaimer: Harry Potter e companhia limitada não me pertencem, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.


Observação: Capítulo não betado.


Nota: E pontinhos para ti, Fernanda! \o/


Parte quatorze

You sweep all my worries away


No horário almoço, Hermione estava se sentindo melhor. Principalmente desde que não houvera nenhum incidente de sangramento. Harry, no entanto, ainda estava ao seu redor como algum tipo de guarda-costas. E apesar de entendê-lo, estava começando a se irritar. Ela estava bem. E sim, a poção para dor não estava mais nublando tanto seus pensamentos. E é claro que ela queria ir almoçar no salão principal, ela não daria à Pansy o mínimo gostinho de vitória.

Mas pelo tempo que Hermione conseguiu convencer Harry de que era absolutamente capaz de descer as escadas, que dirá se alimentar sozinha, o horário de almoço estava quase no fim. E a morena não estava exatamente contente.

- xxx -

Quando finalmente chegaram ao salão comunal, dois aurores estavam se dirigindo à saída do local junto à Andrômeda, que tinha Ted em seu colo.

-Estávamos indo ao encontro de vocês – Andrômeda comentou, beijando e abraçando ambos em cumprimento. – Você está bem, querida? – perguntou, sua mão livre no rosto de Hermione. Seus olhos percorrendo a jovem mulher com preocupação.

Hermione assentiu com um sorriso fraco. – Bem.

Andrômeda franziu o cenho, mas assentiu. – Estes senhores precisam de seu depoimento, Hermione. - Então voltou-se completamente para Harry. – Eu já consegui, no entanto, executar a ordem de restrição – Harry e ela trocaram um sorriso que teria deixado qualquer um assustado.

-Apenas algumas perguntas, senhora – um dos aurores se dirigiu a Hermione, que aquiesceu num suspiro.

Enquanto Hermione era entrevistada pelos aurores, ainda de pé, ao lado de Harry e Andrômeda – que observavam tudo com o objetivo de interferir se houvesse qualquer problema -, quase todas as cabeças do local os encaravam. Famintos por qualquer traço de informação... Afinal não era sempre que dois aurores apareciam para "entrevistar" alunos sobre o que ocorrera no café da manhã, ou com documentos para Pansy Parkinson assinar.

Alheio a tudo isso, estava Teddy... que borbulhava tentando chamar a atenção de Harry. Distraidamente, Harry e Andrômeda trocaram o bebê de mãos, permitindo que o jovem homem o segurasse. Teddy, entretanto, ainda não estava feliz com o arranjo. E se fez ouvir. Fazendo finalmente Harry o encarar: menino o fazia beicinho e estava preste a chorar.

Apertando o ombro de Andrômeda como aviso, Harry passou a caminhar pelo local, tentando distrair Teddy. O que por si só fez Hermione se distrair horrivelmente enquanto espiava o rapaz brincar, apontar, apertar beijos e fazer cocegas no bebê tentando distraí-lo, que por sua parte já havia esquecido a birra e estava a dispensar ao lugar risadinhas barulhentas e deliciadas.

Observando-os mordendo o lábio inferior, Hermione piscou. Tornando a atenção para os aurores que a encaravam com pequenos sorrisos divertidos. – Perdão, o quê?

-Eles perguntaram sua reação, querida – Andrômeda disse gentilmente, sem esconder sua própria diversão.

-Oh! – murmurou corando, balançando a cabeça quando seus olhos vagaram novamente para Teddy e Harry, que alcançavam a mesa da lufa-lufa. – Yeah, certo... Eu, uh, eu me ergui e - as meninas mais próximas já se amontoavam animadamente ao redor deles. Hermione franziu o cenho. – Eu me ergui, estava sangrando muito pelo nariz – Gina havia se aproximado e ao momento estava tentando que Teddy fosse para seu colo, sem sucesso. Ainda que o menininho parecesse encantado com a atenção, ele ainda se aferrava a Harry. – Girei para encarar Pansy Parkinson e a soquei. Então ela não se sustentou em seus próprios pés e caiu de costas... - as garotas estavam tocando Harry. - Suponho que tenha batido a cabeça. Eu me sentei novamente, então tudo escureceu, soube mais tarde que havia desmaiado também.

De repente, Harry soltou uma exclamação surpresa olhando para a garota atrás dele com uma expressão desconfortável.

-Senhora Potter, por que não usou sua varinha?

-... Foi um movimento instintivo – Harry cerrou os dentes tentando recuar, sem muito sucesso. - Eu não estava exatamente pensando enquanto meu nariz sagrava e – A garota atrás de Harry o beliscou. - com licença.

Hermione marchou ao encontro do grupinho, que abriu caminho assim que ela chegou perto. Sem mais, ela estendeu as mãos para Teddy que voou para seu colo, colocando-o em sua cintura e segurando-o com um dos braços, Hermione estendeu a mão livre para Harry; este a agarrou como se fosse um naufrago avistando resgate. Ela então lançou um olhar de 'eu sei o que você fez' para a garota atrás de Harry que de repente não estava mais com uma expressão sem remorso. – Então, meus meninos, se divertindo? – Teddy deu risadinhas escondendo o rosto no ombro da morena.

-Tanto – Harry retrucou sem emoção. Apenas feliz que Hermione viera ao seu auxílio.

Ao voltar para sua entrevista com Harry e Teddy a tiracolo, Hermione ofereceu um sorriso educado para os aurores que a fitavam sem qualquer ideia do que fazer. – Sinto muito. Como estava dizendo, instintivamente reagi ao assalto da senhorita Parkinson.

Os aurores a fitavam ainda piscando. – uh... okay – comentou um deles finalmente voltando para seu bloco de notas.

-Mais alguma pergunta? – ela indagou. Sua atenção em Teddy, fazendo junto a Harry (às suas costas), caretas para o menininho.

-Eu acredito que seja isso, por enquanto. Seu depoimento confere com o das pessoas que entrevistamos.

A jovem mulher assentiu. - Tenham um bom dia.

Quando os aurores foram embora trás alguns minutos de discussão com a advogada, Hermione a interceptou: - Andrômeda, vocês já comeram? Por favor, fique conosco. Precisamos falar com você. Depois. Em particular.

- xxx -

Quando eles se sentaram à mesa da Grifinória, por fim, havia um sem número de olhos os espreitando. Talvez "espreitar" não fosse a palavra certa, desde que sugeria ao menos um pouco de descrição... Com Hermione entre Andrômeda e Harry, e Teddy voltando para o colo do padrinho, eles decidiram ignorar a todos.

-Meu Merlin, faz décadas que não como no salão principal. E definitivamente é a primeira vez na mesa da Grifinória.

-Ninguém é perfeito – Harry ofereceu prestativo enquanto procurava algo que Teddy, com seu único dentinho, pudesse comer. Recebendo um tapa brincalhão da senhora em resposta. Harry riu, finalmente postando os olhos numa das bandejas cheias de fruta para sobremesa, retirando de lá uma banana. – Tenho de dizer que é uma melhoria, hm? – comentou marotamente, machucando a banana em um dos pratos distraidamente.

-Oh você! – a senhora virou os olhos, tratando de fazer seu prato. - Sonserina não é tão ruim assim.

Hermione bufou zombeteira. – Os exemplos que temos não dão muito crédito ao seu comentário.

-Eu fui uma sonserina – contrapôs erguendo a sobrancelha.

-Consideramos você uma exceção para a regra – Harry disse, sua atenção em Teddy. Ele fazia movimentos com a boca e sons como "aah" para que o menininho abrisse a boca e "vrum" como se o garfo em sua mão fosse um aviãozinho. Teddy parecia satisfeito, batendo as mãozinhas na mesa animadamente sempre que engolia.

Hermione e Andrômeda se entreolharam sorrindo e tornaram a atenção para o show que era Harry alimentando Teddy. O menininho acidentalmente metera uma das mãozinhas no prato e parecia encantando em esmagar a banana entre os dedos antes de tentar enfiar toda a mão na boca, fazendo sons de deleite. Harry suspirou largando o garfo.

-Ok, a sua maneira então. Muito mais divertido, hm? Eu sei, eu sei – arrulhava o moreno limpando o rosto do garotinho e lhe dando com a mão.

Parvati fez um som estranho com a boca, algo como um pigarrear e uma risadinha. - Hermione você está babando!

A monitora-chefe ergueu a vista, Parvati estava sentada a sua frente com um sorrisinho cretino. Jesus. – a propósito, parece que se recuperou bem Mione. Foi a receita especial do Harry?

Corando furiosamente Hermione engasgou com a própria saliva, lançou um olhar de repreensão para a jovem indiana enquanto Andrômeda lhe oferecia tapinhas nas costas, olhando-a com curiosidade. Hermione encolheu os ombros como se não fosse nada e a mulher deixou o assunto passar.

-Bem, desde que isso não teria acontecido se ele tivesse aqui... – Simas meteu o bedelho.

-Que diabos, Simas? – Neville rezingou. - Do que está falando? Nós estávamos de lado dela e não conseguimos impedir a insana da Parkinson.

-Só estou dizendo que Hermione é responsabilidade dele – Harry enrijeceu sob o comentário.

Hermione fuzilava Simas com o olhar. – Harry é meu marido, não babá. E como Neville disse, não havia como impedir o que aconteceu. Eu estou grata que Harry não tenha presenciado esse incidente – Ela acariciou o braço do moreno, sabendo muito bem que ele se culpava. – Todos nós sabemos como teria terminado do contrário – se aproximou mais e apertou um beijo no queixo de Harry, e então um no top da cabeça de Teddy.

Andrômeda observava a interação mastigando cuidadosamente sua comida. Interessada na atitude do casal ao redor dos colegas de classe.

Neville bufou uma risada. – É, um banho de sangue. Só que não de Hermione, neste caso.

-Nojento! Eu ainda 'to comendo. Por favor, só não! Obrigada. – do outro lado da mesa, Lilá franziu o nariz em aborrecimento.

-Eu só acho que como marido—

-Pra alguém que não é sequer nosso amigo, você parece ter muita opinião em nosso relacionamento. Pena que nem eu ou Harry pedimos seu julgamento – Hermione interrompeu venenosamente. – Pare de agir como se fosse o dono da verdade. Ou como alguma velha alcoviteira. Se precisarmos de opiniões, esteja certo, você sequer estaria na lista de possíveis candidatos.

O silêncio durou alguns segundos até Parvati, Dino e Lilá caírem na gargalhada. Neville parecia em dúvida se ria ou ficava constrangido por Simas. Harry fingia limpar o afilhado, Teddy acompanhou as risadas com gosto, o que só acarretou mais risadas. – É tão refrescante Hermione 2.0, modo harpia – A garota indiana falou secando lágrimas.

Andrômeda parecia ter sido apresentada a "versão 2.0" de Hermione só agora e quando a monitora a encarou com um pedido de desculpas no olhar, a senhora teve de usar toda sua indiferença Black para não transparecer qualquer reação. Concordava com a colega da garota, no entanto: era impressionante a sempre tão racional Hermione destilar veneno a torto e a direito apenas porque alguém tentou atingir Harry. Era fascinante quão protetora a jovem podia ser de seu amigo.

-PIA! – Teddy guinchou.

Parvati levou a mão até a boca, rindo tanto dessa vez que lágrimas caiando de seus olhos. Anos mais tarde Andrômeda ainda se recusaria a admitir que a primeira palavra de seu neto fora "harpia". (*)

- xxx -

[Quarto de Harry e Hermione, após o almoço]

Teddy cochilava a sono solto na cama do casal sob uma pequena redoma que impedia que sons viessem do externo, enquanto os adultos discutiam.

-Você vê? Ele não se ajusta.

-Nós teremos de fazer outra cerimônia de casamento? – Harry perguntou com curiosidade.

-Não necessariamente, ainda que possam se quiserem. Ela seria simbólica, no entanto. Desde que já são 'casados' – Andrômeda respondeu ainda observando a aliança frouxamente disposta no dedo de Hermione.

-Então qual é o problema? Você tem ideia?

A senhora assentiu e suspirou. – Oh, eu sei qual é o problema. A boa notícia é que é algo bem simples. A má notícia... é que eu estou mentindo - Intrigado, o jovem casal fez sinal para que a mulher prosseguisse. – Supostamente a segunda aliança se ajustaria assim que colocada na mão da esposa. A questão é que o casamento de vocês não é exatamente real. Não houve consumação. Então segundo a magia da segunda aliança, Hermione não pode ser a senhora Black.

-Oh.

-Sim. Sinto muito, meus queridos. Eu deveria ter atentado para este fato. Mas não é como se houvesse precedentes para o seu caso em particular.

-Então... – Hermione começou. – Tudo que temos de fazer é consumar o primeiro casamento e então a aliança Black se ajustará ao meu dedo?

Andrômeda assentiu lentamente. – Sim, mas... – franziu o cenho, desconfortável em apontar para a peça chave daquele relacionamento: que era de fachada. Principalmente quando sabia que Harry e Hermione se amavam. Mesmo que um não soubesse dos sentimentos do outro. Que bagunça.

-Oh Andrômeda, obrigada! – Hermione a abraçou apertado. – Eu já estava imaginando se o anel não me aceitava por conta do que eu sou e – a morena continuou balbuciando seu temor em seu ouvido, a voz falhando.

Se fosse honesta consigo mesma, ela admitiria estar surtando pelo tempo que as poções deixaram de fazer efeito. O pensamento do porquê o anel não encaixava em seu dedo e as possíveis providências para que outro alguém pudesse usá-lo, assim como a aliança dos Potter ocupando sua mente.

Hermione se acalmara o suficiente para soltar a senhora. Andrômeda lhes assegurou que esta era a questão e que eles teriam que decidir o que fazer. Ela precisava ir embora com Teddy, no entanto.

-Qualquer coisa que precisarem meus queridos, entrem em contato – oferecendo mais um abraço a Hermione.

-Eu vou acompanhá-los até Hogsmead – Harry afirmou. Andrômeda protestara, mas o casal achou melhor dessa forma. Os nervos de Hermione estavam em pedaços e honestamente ela precisava desse momento a sós com seus pensamentos.

- xxx -

Assim que Harry chegou no quarto, Hermione se voltou completamente para ele, um sorriso fraco nos lábios, os olhos marejando.

O rapaz meneou a cabeça, enquanto a trazia para si. – Deus, Mione, por que você sempre...? – ele a abraçou mais forte. – Não há nada de errado com o que você é.

-Eu só estava assustada, Harry.

-O que você pensou que íamos ter de fazer? Encontrar uma nova esposa pra mim? – ele zombou, mas Hermione resmungou baixinho sem encará-lo. – Bem, parabéns, eu suponho que acabou de ter seu primeiro pensamento estúpido.

Hermione o fitou confrontada. Tão ofendida que sua boca já estava aberta, praticamente com o gosto do protesto. – Não é um pensamento estúpido. É pura lógica, se o caso não fosse a consumação do casamento teríamos de encontrar outra pessoa para você! Que pudesse livrá-lo de uma vez por todas de Pansy Parkinson - Harry a fitou condescendente e a morena o estapeou. – Seria o certo, Harry!

O rapaz meneou a cabeça.

-Só há três problemas nessa sua "lógica" – Hermione virou os olhos com incredulidade e impaciência, mas ele continuou mesmo assim. – Um: eu nunca me casaria de novo com outra pessoa-

Hermione o encarou furiosamente. – Bem, não é como se eu quisesse tal coisa também, seu idiota! A questão é que seria necessário para que se visse livre daquele maldito contrato. Você não está me ouvindo?!

Fingindo não ter sido interrompido:

– E dois: nós estamos discutindo sobre algo que sequer é relevante. Desde que sua "condição", ou "natureza" não tem nada a ver com o problema da aliança.

Hermione continuou o encarando esperando a terceira razão, mas ele parecia ter terminado seus comentários. Impaciente, a morena perguntou com secura:

-E três?

Harry moveu a cabeça de lado, encarando-a com curiosidade. Como se indagasse "você não sabe mesmo?". A forma que ele estava agindo, deliberadamente a provocando, por si só a enfurecia. – E três: eu amo você, idiota.

Hermione abriu a boca para redarguir, protestar ou sabatina-lo e então se deu conta do que o rapaz falou. Sem querer sorrir, ou dar o braço a torcer, Hermione desviou o olhar. Segundos depois, Hermione tornou a encarar seu marido que a fitava com uma expressão hilária de arrogante satisfação. Fechando os olhos, desejando que o riso tolo se formando no canto de sua boca não escapasse, ela respirou fundo. Mas era uma batalha perdida. E estapeando o braço dele por boa maneira, ela riu voltando a se encolher em seu abraço.

-O que achou quando disse que não queria mais ninguém...? Que não podia me ver com mais ninguém? Passando pelo que passamos? Quando disse que te amava todos aqueles dias atrás? Hermione, sempre foi você. E Deus! Eu sei, eu sei, que demorou eras para me dar conta, mas nem mesmo eu sou tão estúpido a ponto de não entender depois de todas essas pistas. E eu não faço mais ideia de como posso demonstrar para que me entenda de uma vez que eu amo você, que eu só quero você. Então, talvez, soletrando faça isso chegar em sua cabecinha brilhante – Harry lhe ofereceu um sorriso pequeno, suas mãos segurando seu rosto:

-Envelheça comigo, Mione.

Soluçando, a morena assentiu.

- xxx -

-Sabe que eu – um esgar. – Você sabe - ela pausou respirando fundo. – Oh Deus, Harry! Eu- eu amo você também!

O riso dele entre suas pernas reverberou por todo seu corpo e antes que pudesse acrescentar qualquer outra palavra, seu corpo tomou controle. Curvando-se e estremecendo toda, Hermione tinha certeza que sufocaria Harry com a força que suas pernas se fecharam ao redor dele. – Agora. Agora. Esse não é o timing perfeito? – brincou assim que ela o libertou, perpassando a língua pelos lábios.

Ela estava de muito bom humor e sonolenta demais para se sentir auto-consciente ou mesmo constrangida. Rindo-se, Hermione enfiou uma mão entre seus cabelos, puxando-o para si.

-Eu quero dizer, estou começando achar que sua afeição depende de orgasmos, Mione – comentou entre beijos. O riso dela se tornou uma gargalhada e suas bocas se encontravam entre golfadas de ar. E era apenas uma bagunça e tão, tão deliciosa.

-Shush!

-Sim, querida.

Ela o apertava contra si, acomodando-o entre suas pernas, rindo e beijando-o e acariciando-o. – Eu o faço – continuou eventualmente. – Tanto Harry. Que é incoerente. E estava surtando porque eu sabia que meu coração não ia suportar abrir mão de você.

-Eu suponho que seja uma boa coisa que não precise – Movendo a mão entre eles, ele acrescentou:

-Não é mesmo, pixuquinha?

Entre um esgar, um grito de indignação e uma risada, Hermione obrigou a si mesma a empurrar a mão de Harry – trás alguns minutos que apenas não podia se privar - antes de forçar uma mudança de posição.

Esfregando-se contra ele e rindo deliciada com o silvo do moreno, ela postou uma das mãos na cama, ao lado do peito dele, a outra se movendo para baixo e, erguendo-se cuidadosamente, indagou suavemente – Pronto?

Harry parecia hipnotizado enquanto assentia, suas mãos fechando-se ao lado de sua cintura.

- xxx -

Poppy Pomfrey suspirou exasperada quando conseguiu finalmente adentrar o quarto dos Potter: para ter acesso, ela precisara da autorização da Professora Babbling - esta que aparentemente era, juntamente com a diretora McGonnagal, a única que tinha acesso livre ao quarto além do casal. Honestamente!

Esfregando a testa, Poppy analisou o quarto, mais bem: o casal dormindo na cama. Deveria ter sabido. Qual a parte de "sem esforços físicos" eles não assimilavam?

Merlin todo poderoso.


N/a: fic acabandooo \o/.


N/a: Ok. Então eu sou uma pessoa horrível. Mas eu estou doente e nem estou conseguindo pensar direito. Senão eu teria feito estrago nesse capítulo. Lol. Então é meio que bom pra vocês que eu esteja ruim a ponto de não conseguir pensar o suficiente para um pequeno (sqn) angst... Minha decepção não conhece limites, no entanto.

(*) A minha primeira "palavra" – assim como a do meu irmão - foi com aproximadamente sete meses. Desde que Teddy nasceu em abril, eu considero que ele esteja com quase oito meses. Por isso o dentinho. E a primeira palavra.

Obrigada por todos os comentários!