Nota: Capítulo não betado.

Feliz Natal!


Desculpem a demora, perdi o prazer em escrever esses tempos e estava a ler loucamente fanfictions de TWD (e sim o vício nessa bendita série retornou #Oh God Why?!)


Parte dezesseis


I just wanna be by your side

(and as long we are together doesn't matter where we go)


Quarta-feira, 16 de dezembro de 1998.

A primeira coisa que Madame Pomfrey fez naquela manhã foi praticamente enfiar a poção contraceptiva goela abaixo de Hermione. Seus olhos cintilando de maneira maníaca enquanto ela magistralmente ignorava todos os olhos do salão principal sobre si ao fazer o mesmo com Harry. "Para prevenção", dissera.

Ela não queria que, com o recesso, Harry e Hermione se debandassem para os falhos métodos contraceptivos trouxas... O que obviamente acarretaria num desastre. Ou mais bem: com Hermione grávida antes mesmo do Natal.

Ela parecia um tanto ou quanto exasperada enquanto lançava olhares sujos para Hermione, como se esta tivesse lhe ferido mortalmente. A jovem mulher, por sua vez, aparentava estar terrivelmente divertida.

Curiosamente, Harry tinha as bochechas coradas e não encarava a matrona nos olhos, mesmo quando esta estava empurrando a poção contraceptiva em sua boca. O que, por si só, apenas causava mais diversão em Hermione.

Poppy vez ou outra resmungava e eventualmente as pessoas pescavam algumas coisas: desde que Hermione não estava mesmo grávida, Poppy tomara para si a missão de que ela não engravidasse até o final do ano letivo... E não fazia diferença que agissem como malditos coelhos, oh não senhor, porque a poção dela preveniria qualquer acidente. Nem mesmo Harry Potter poderia ir contra a absolutamente eficaz poção contraceptiva – aparentemente a senhora estava surtando porque coisas estranhas tendem a acontecer ao redor de Harry...

Era estranho, mas Hermione sequer escondia as risadas e a presunção enquanto Harry parecia tão roxo quanto uma beterraba.

- xxx -

Harry e Hermione auxiliam os alunos de última hora a colocar os malões – Morgana, quem leva seu malão de volta pra casa apenas para o recesso?, Harry indagou silenciosamente para a esposa - no trem. O expresso sairia em alguns minutos e ainda havia alguns estudantes perambulando pelo local. Merlin, até para as férias de recesso as pessoas se atrasavam!

E ainda precisavam fazer um sem número de coisas... finalizar as compras natalinas, alguns tramites com Gringots, resolver ainda alguns problemas jurídicos em relação ao casamento... Mas em especial ver como convenceriam Andrômeda a passar o feriado com eles na Austrália.

Era um tanto ou quando irritante ter de fazer o trajeto de volta para a estação 9 e ¾ de trem por serem monitores-chefes, especialmente quando podiam ter adquirido uma chave de portal e simplesmente ir para Hogsmead, esperando lá até que a chave fosse ativada e, em instantes, estarem na Austrália. Ou – o que realmente desejavam – ir à Hogsmead, utilizar o Flu para voltar para Londres e fazer as compras natalinas... Mas era responsabilidade deles instruir os outros monitores que também estavam voltando para casa, assim como os alunos.

Trás horas exaustivas naquele trem, Harry e Hermione queriam apenas banho e cama. Haviam decidido passar a noite em Londres e então ir até a casa de Andrômeda e tentar convencê-la a passar o recesso na Austrália, com a família de Hermione.

O casal ficou surpreso ao encontrar a senhora Tonks sozinha os esperando na plataforma. A senhora conversava com alguns dos pais que se encontravam no local e lhes sorriu e acenou quando os avistou.

-Andrômeda, tudo bem? – Hermione a abraçou e depois a senhora puxou Harry para um abraço.

-Está. Está tudo bem, não se assustem - a senhora riu. – Eu só achei que gostariam de um descanso antes de viajarem novamente. E eu ficaria ofendida se não jantassem comigo e Ted essa noite! – Então ergueu a sobrancelha:

-E nós temos tanto para conversar - a senhora riu ainda mais ao observar o jovem casal ganhar cor.

-E... onde está o Ted?

-Sua babá ficou um tempinho a mais em casa para que eu viesse buscar vocês.

-Oh Andrômeda, não precisava se dar ao trabalho...

-Tolice, eu não poderia deixá-los partir sem ao menos um jantar!

- xxx -

Tudo o que não esperavam, entretanto, era encontrar a senhora Granger acalentando um sonolento Teddy, um sorriso saudoso nos lábios. Muito menos o senhor Granger pairando próximo à esposa, como uma coruja vigilante. E sob a risada divertida de Andrômeda, o casal saiu do estupor. Finalmente indo cumprimentar o casal mais velho, que pareciam muito cômodos naquela sala.

Harry tirou Teddy dos braços da senhora Granger com um sorriso, distraindo o garotinho ao cumprimentá-lo lhe apertando num abraço exagerado e brincalhão, permitindo assim que Hermione – ainda parecendo confusa – abraçasse a mãe.

A mulher mais velha estreitou Hermione num abraço forte. – Surpresa!

-O que estão fazendo aqui? Eu pensei que tinham um congresso nesse fim de semana? – indagou ao ser empurrada suavemente para os braços do pai, ainda olhando de um para o outro em busca de respostas.

-Meu Deus, querida, rude! – sua mãe brincou.

E apesar de si mesma, Hermione corou. – Não quis ser grosseira, só estou surpresa. É claro que eu amei que estejam aqui! – afirmou abraçando mais uma vez seu pai.

-E respondendo a sua pergunta: Andrômeda nos fez um convite que nunca poderíamos ter recusado! – Comentou a senhora Granger, oferecendo um beijo no rosto de Harry, abraçando-o de lado enquanto o rapaz ainda tinha Teddy nos braços.

O moreno apertou a mão do sogro – este que por sua vez fora ligeiramente impelido por Hermione em sua direção – enquanto a jovem pegava Teddy e lhe apertava beijos para fazer o menininho rir.

O casal finalmente se voltou para Andrômeda, ambos de sobrancelha erguida. A senhora os encarava de volta com uma expressão presunçosa. – Eu pensei que seria muito mais interessante um natal em família.

Hermione fitou a mulher bruxa em gratidão. Virando os olhos, mas incapaz de esconder o sorriso quando sua mãe puxou Harry para mais um abraço, comentando sobre os incríveis aparatos de uma cozinha bruxa e oh como eles estariam se divertindo naquele lugar! As facilidades daquela cozinha!

-Mamãe, honestamente! Nós mal chegamos e já está tentando atrair meu pobre marido para a cozinha.

Rindo-se, a senhora piscou os olhos inocentemente. - Ele me ama. E não se importa. Não é querido?

-Com toda certeza – Harry sequer pestanejou.

-Francamente! E não a incentive, Harry Potter.

-Não fique com ciúmes de sua mãe, querida. É inadequado.

Hermione bufou uma risada sob o tom professoral de sua mãe. Deus. Como sentira falta dela! - Não vai se embrenhar na cozinha com meu marido dessa vez. Eu tenho um monte de planos para ele.

A senhora Granger levou a mão à boca, parecendo horrorizada. - Muita informação, meu bem. Não que eu me importe... – fingiu ponderar e fazendo uma careta exagerada. - tanto. Mas seu pobre pai!

Hermione olhou em pânico para Andrômeda, que parecia estar segurando o riso. E então para o pai, que estava mais pálido que papel enquanto lançava olhares de soslaio a Harry.

Oh Merlin, pobre Harry!, pensou entre diversão e culpa. Porque ela não tivera a intenção de falar sugestivamente, só estava considerando tudo que precisavam fazer, honestamente! Mas, por outro lado, era só a coisa mais fofa vê-lo todo enrubescido...

Voltou-se então para sua mãe, ainda chocada. Segurando Teddy como se quisesse protegê-lo daquelas palavras. Como se ele pudesse entende. - Mamãe! Eu... eu não estava falando sobre, oh meu Deus! Eu não estava falando sobre – baixou o tom consideravelmente: - isso!

As gargalhadas da senhora Granger e de Andrômeda ecoaram pela sala de estar. – Eu lhe disse, ela é adorável quando está tartamudeando.

Andrômeda assentiu. Sua mão fechando-se na da mulher trouxa enquanto ambas ainda tentavam controlar as risadas.

Hermione suspirou, desejando que a cor de seu rosto voltasse ao normal. Oh sim, sentira falta de sua mãe.

- xxx -

Os dias na casa de Andrômeda foram maravilhosos, apesar de certas situações serem inevitáveis... Mais precisamente: Harry e o senhor Granger ainda tinham dificuldades de interação. Harry estava certo de que o homem o odiaria para sempre e tinha absoluta certeza que o Senhor Granger ainda o considerava a mente criminosa por trás do fiasco do feitiço de esquecimento...

Bem, ele se sentia culpado por Hermione ter feito o que fez... e se levar a culpa por conta daquilo aliviava minimamente a relação entre pai e filha, Harry estava pronto para ser o laranja.

Não é como se ele visse a si mesmo caindo nas graças de seu sogro são cedo, de toda forma. Roubara Hermione, afinal. A senhora Granger, por outro lado, parecia querer compensar a situação incomoda entre Harry e seu marido e era toda carinhos, abraços e arrulhos com rapaz. Hermione não estava com ciúmes.

-É oficial, seu pai me odeia de verdade agora. E é tudo culpa sua!

-Eu já pedi desculpas! – Hermione praticamente guinchou seguindo-o. Caminhavam para o quarto deles na casa de Andrômeda depois de um jantar extremamente desconfortável - com o senhor Granger dardejando Harry com o olhar enquanto Andrômeda e a senhora Granger mal podiam esconder a diversão – que quase se transformou em assassinado por conta de algumas palavras realmente – realmente – mal empregadas...

-Isso não muda o fato dele ter visto aquele chupão em meu pescoço antes do jantar!

Hermione riu.

Parando de supetão, Harry estreitou os olhos pra ela. – Não é engraçado!

A morena mordeu o lábio inferior, mas não conseguiu segurar o riso. – Só um pouquinho.

-Hermione!

-Me desculpe! É só... eu amo seu pescoço. Bem, cada parte sua, na verdade – ela ergueu a vista levemente, uma expressão cheia de arrependimento. – E é dificilmente minha culpa se não posso me controlar.

Harry riu sem vontade e virou os olhos quando a morena ergueu o queixo com altivez, de repente a imagem da impenitência.

-O que eu vou fazer com você?

-Posso pensar em uma ou duas coisas...

Ele permitiu que ela o abraçasse – Alguma delas envolve palmadas?

-How kinky (*).

Dessa vez Harry riu abertamente. – O que aconteceu a você, hm?

Hermione fungou. – Pelo menos eu não falei nada escandaloso.

-Eu estava falando da sua boca e sabe disso! – Harry protestou imediatamente.

-Não foi o que as pessoas, dentre elas meu pai – fingiu horror. – pensaram... - ela encolheu os ombros quando Harry a fitou em traição. – Só estou dizendo... Dos erros cometidos esta noite, não podemos exatamente determinar qual causou mais estrago.

-Oh, eu sei quem está sendo culpado por tudo – reclamou lhe oferecendo um olhar sujo.

Fazendo um som de pena, Hermione finalmente o beijou até sua carranca desaparecer.

[Flashback]

-Hermione sempre tem o gosto bom – Harry comentou distraidamente.

-Harry!

Ele ergueu a vista para esposa, que o fitava muito vermelha e de olhos arregalados.

-O quê? – o moreno franziu a testa e então subitamente entendeu. – Oh meu Deus. Eu quis dizer sua boca – ele olhou freneticamente para as pessoas ao seu redor. – Eu quis dizer sua boca!

O choque de Hermione finalmente deu lugar às risadas e, ainda muito corada, a jovem mulher parecia não conseguir mais se controlar. Uma crise de riso que só deixava Harry ainda mais mortificado.

Harry praticamente se encolheu em seu canto e com um dar de ombros petulante, murmurou:

-Bem, você tem – ele ficou um pouco satisfeito ao ver a morena corar ainda mais e enterrar o rosto em seu ombro enquanto ainda ria.

A senhora Granger ao momento se segurava em um nada divertido senhor Granger enquanto tentava se recompor. Andrômeda ainda estava se recuperando da suspeita crise de tosse que tivera, secando as lágrimas que cobriam seu rosto.

[Fim do Flashback]

- xxx –

Terça-feira, 29 de dezembro de 1998.

[A Toca]

A senhora Weasley, para variar, apertou ambos em um abraço monstruoso assim que o casal passou pela soleira da porta, agradecendo profusamente pelos presentes de Natal, assim como lamentando porque eles não vieram À Toca.

-Meus queridos! Que saudade! Venham, venham. Como estão? – ela lhes lançou de cima a baixo. – Parecem exaustos! – falou de maneira acusatória.

Harry riu sem jeito coçando o pescoço. – Estamos bem...

Molly o encarou descrente e se voltou para Hermione, esperando uma explicação. – Nós realmente estamos bem, Senhora Weasley – assegurou a morena. - Estamos, de fato, um pouco cansados... Mas é porque aproveitamos esse pequeno feriado para procurar nossa casa... e tem sido, bem – ela lançou um olhar para Harry, sorrindo ligeiramente.

-Um pesadelo. Nós visitamos, eu não sei, umas 15 casas e 5 apartamentos e nenhum deles parecem...

-Certos – Hermione complementou assentindo num suspiro. - Está nos deixando loucos. E temos apenas mais essa semana.

-E Andrômeda nos assegurou que podíamos ficar lá o quando precisássemos, no fim do ano letivo.

-Oh, quanta gentileza dela – Molly lhes ofereceu o sorriso, tentando soar sincera, mas ainda não havia perdoado Andrômeda por ter estado no casamento do casal, quando ela não estivera.

Harry fingiu que não ouviu a amargura na voz da mulher mais velha e assentiu. – Mas a verdade é que queríamos mesmo ter nossa própria casa.

-E quem pode lhes culpar não é? – Molly disse apertando o ombro de Hermione. – Venham para a cozinha, o jantar está quase pronto. E podem me contar tudo sobre a aventura de vocês na busca de um lar.

- xxx -

Gina estava na cozinha resmungando bem baixinho enquanto observava o que quer estivesse ao fogo, varinha em punho, fazendo distraídos movimentos de rotação. – Mãe! Eu não acho que estou fazendo certo! – chamou alto e quase saltou quando Molly a empurrou ligeiramente com os quadris.

-Honestamente, Ginny!

-Bem, está muito quente! – se queixou. - E eu nunca sei quando – ela se interrompeu quando seus olhos recaíram sobre Harry e Hermione. - Oh, oi gente – sorriu sem graça.

-Hey Gina – disseram em uníssono. O moreno lhe ofereceu um aceno amigável de mão e Hermione, fazendo esforço para não torcer a boca, moveu a cabeça em cumprimento.

-Então... eu vou subir. Mãe pode me chamar quando o jantar estiver pronto?

-Pode ficando onde está, mocinha – Molly reclamou lhe apontando uma colher de pau. – Você vai me ajudar na salada.

-Mas mamã-

-Sem "mas" ou meio "mas".

-Nós podemos ajudar senhora Weasley.

-Não meu querido, você e Hermione sentem-se. Não vai demorar nenhum pouco. E precisam me contar sobre sua caçada.

-Caçada? – Gina perguntou em confusão.

-Ah sim. Eles estão em busca de uma casa.

-Oh. Oh.

-Honestamente eu não tinha ideia do quão exaustivo poderia ser encontrar uma casa. Harry e eu entramos em cada lugar esquisito! – Hermione olhou para Harry, este nem conseguia conter a risada.

-Pra dizer no mínimo! Nos deparamos até mesmo com uma casa trouxa supostamente mal assombrada.

A senhora Weasley girou nos próprios pés para encará-los com incredulidade, a sobrancelha erguida.

-A casa não era mal assombrada – Hermione virou os olhos. - Os donos da casa só queriam mesmo se livrar daquele lugar. Que, vamos combinar, era um pesadelo de tão danificada que estava. Mas não havia qualquer fantasma. Eles só acharam que podiam enganar Harry, desde que ele se mostrou francamente interessado à possibilidade de fantasmas!

-Bem, Hogwarts está cheio deles – o moreno deu de ombros.

-Não vamos comprar uma casa arruinada só porque há uma possibilidade de existir fantasmas nela, Harry!

-Ainda seria melhor que viver em Grimmauld Place. O que, na verdade, não diz muita coisa – Harry retrucou e Hermione assentiu num suspiro. – Não se preocupe, na pior das hipóteses podemos passar algumas semanas num hotel. Ou com Andrômeda. Ou, bem, com seus pais – Harry fez uma pequena careta com a última sugestão, a morena lhe ofereceu um olhar suave e um pequeno beijo no queixo.

-Qual o problema de ficarem com os pais de Hermione? – Gina olhava de um para o outro, sem realmente compreender a interação.

-Nenhum.

-É mesmo? Por que você parece tão relutante então? Eu te conheço mais que isso, Harry!

Rindo levemente, o rapaz coçou a cabeça. – O pai da Mione não é exatamente um grande fã meu.

A senhora Weasley os fitou por sobre os ombros, o cenho franzido. – E por que em nome de Merlin não?! Você é um rapaz maravilhoso.

-Pra ser honesto, por um sem número de razões. A maior delas, acredito, nosso casamento relâmpago – Harry suspirou. O som derrotado, cansado.

Sua esposa imediatamente encostou mais o corpo no dele, puxando sua mão entre as dela. – Ele tem sido... difícil. E irracional.

-Não posso culpá-lo, eu realmente-

-Pare. Eu escolhi você e ele sabe disso. Papai eventualmente vai parar de ser tão implicante – Harry a encarou com ceticismo. – Ele vai – afirmou com segurança. – Meu pai sabe como me sinto.

-Eu não acho que o problema seja como você se sente. E sim, como ele se sente sobre mim. E vamos combinar? Não é lisonjeiro.

-Meu amor – Hermione começou, em tom firme. – Nós dois sabemos como ele se sente sobre você. Mas você deve saber também que não importa o quão reprovador sobre o que é nosso ele pode ser ou mesmo se ele nunca aprender a lidar adequadamente com nosso casamento, não é?

-Como pode não importar, Hermione? Seu pai me odeia!

-Porque eu sou sua esposa! E dane-se as outras opiniões, mesmo que seja do meu pai! Eu amo meu pai infinitamente, Deus sabe. Mas ele não tem o direito de se meter entre nós ou decidir minhas escolhas, que dirá nossa vida. E se não me fiz suficientemente clara que eu escolho você... – redarguiu fitando-o. Harry assentiu silenciosamente. A morena segurou o rosto dele entre as mãos – Eu sei, oh eu sei, que quer a aprovação dele. E eu amo que tente tanto, Harry. Não me entenda mal. Mas, honestamente, meu pai tem sido impossível, desagradável e um completo... bem – ela ergueu a sobrancelha, mas não continuou. – E enquanto inicialmente considerava sua atitude superprotetora "adorável", não é nem perto de divertida ao momento. É cansativo. E, diabos, suas tiradas condescendentes estão realmente me dando nos nervos.

-Eu gostei daquela sobre como nossas perspectivas irão mudar quando tivermos filhos e finalmente descobrirmos o que é responsabilidade – O rapaz opinou muito mais relaxado.

Hermione riu. – Pois é. Quero dizer, nós temos vivido todos esses anos apenas focados em nossos estudos, o que sabemos sobre responsabilidade e sacrifício por outras pessoas, certo?

Harry bufou uma gargalhada.

Molly, que apenas os ouvia enquanto cozinhava, ofereceu sua opinião:

– Bem, ter filhos é uma grande responsabilidade.

-É claro que sim – Harry concordou de imediato.

-E é por isso que não temos planos imediatos de aumentar nossa família – acrescentou Hermione.

-Oh?

-Nossa intenção é revisar este tópico em sete ou dez anos – Harry completou assentindo.

-Que... interessante.

-Em toda honestidade, é tão somente conveniente. Harry e eu planejamos revezar em horas o cuidado de nossas crianças. E não estamos remotamente preparados para filhos ao momento.

-Yeah. É muito bom por um tempo depositar todas as energias em nosso relacionamento. E sermos apenas o tio e tia super legais – Harry continuou com um sorriso.

Hermione mordeu o lábio inferior, tentando esconder o sorriso tolo enquanto lançava olhares para o marido. – Além disso, não conseguimos um acordo sobre quantos queremos.

-Estou certa que chegarão a uma solução – Molly comentou movendo a varinha para que copos, talheres e pratos se organizassem sobre a mesa.

Hermione riu ligeiramente. – Harry acha que o único mágico é quatro. Mas eu realmente prefiro cinco.

-WHOA WHOA WHOA... Eu não sabia que você também era do tipo que desejava um time de quadribol para si mesma, minha querida Hermione! – Jorge apareceu na soleira da porta, de braços cruzados e um sorriso de canto, olhando de soslaio para a Angelina que parecia surpresa com a presença do casal de amigos. – Surpresa! Viemos jantar – o jovem homem comentou, dirigindo-se a passos largos ao encontro de Molly, abraçando-a por trás e lhe apertando um beijo barulhento no rosto. – Mulher, isso cheira divinamente – acrescentou, sua mão já se movendo para abrir toda e cada panela ao fogo. A senhora virou os olhos e estapeou a mão do filho.

-Você. Espere até o jantar ser servido.

O homem deu de ombros e voltou sua atenção para Harry e Hermione. – Então – ergueu as sobrancelhas sugestivamente. – Seu próprio time de quadribol, hm?

-E eu aqui pensando que você gostaria de um filho, no máximo, Hermione – Angelina comentou ao ir cumprimentar Molly.

Hermione franziu o cenho. – Ser filho único não é exatamente a melhor experiência do mundo...

-Bem, ter meia dúzia também não é exatamente estelar – Gina retrucou sarcasticamente.

-Awnn, irmãzinha. Meus frágeis sentimentos foram quebrados – Jorge dramaticamente postou uma das mãos sobre o peito ao se sentar ao lado dela. Gina virou os olhos antes de se recostar no ruivo, rindo suavemente quando ele a abraçou apertado.

-Oh, não! Não cinco bebês. Uma família de cinco pessoas.

-Ou quatro – Harry acrescentou prestativo.

-Maçante – Jorge cantarolou trazendo para si Angelina.

-Deixe-os em paz – Molly repreendeu sem muita preocupação, esquadrinhando a cozinha. – Onde está Ron? Ele já devia estar aqui.

-Ele fez besteira, de novo, com um dos novos protótipos das orelhas extensíveis e eu o fiz fechar a loja – Jorge sorriu de maneira magnânima mesmo sob o olhar de repreensão da mãe. – Fome – acrescentou lançando um olhar significativo para seu prato.


- xxx -

(*) Eu não conseguia pensar em uma expressão em português que se adequasse! E sim, algumas vezes as frases me vêm em inglês. Eu não consigo mais evitar essa bagaça. Só há algumas expressões que ficam melhores em inglês. E outras que não fariam sentido senão em português.

Enfim, a tradução seria meio "que malvado" – mais num sentido... pervertido da palavra. Mais ou menos. Argh.

Ok, urban dictionary sempre me salvando. Definição de kinky: Práticas sexuais que muitas pessoas veem como selvagem, incomum, ou extrema. As definições desta palavra podem variar de pessoa para pessoa. Alguém poderia pensar que usando um sutiã vermelho é "kinky", ou ter relações sexuais com as luzes acesas, mas alguém vai classificar "Kinky" algo como ser suspenso no teto, chicoteado e / ou amordaçado.

Pra quem ainda não sacou, Hermione brincou que Harry estava sugerindo BDSM. Se alguém souber uma expressão em português adequada, só me falar. Porque não consigo pensar em nada.


PS: Como você viaja com um bebê com magia? Isso é mesmo possível? Quero dizer... Imagina a bagaça que seria usando uma chave de portal?! Ou flu (!).

Talvez aparatação? – digo side-along apparition – como se não fosse um pensamento insano! Primeiro há uma distância para tal coisa. E porque tipo o guri nem tem um ano?! É uma sensação ruim para adolescentes e adultos, imagina um bebê?! WTF. E ele nem estaria consciente disso (supostamente não é possível aparatar outra pessoa consigo se ela não estiver disposta...). Deus, eu odeio ficar debatendo comigo mesma essas coisas. Como se fosse um dilema real. É tão frustrante (e francamente, você não vai querer saber quantos textos eu li para tentar descobrir isso. #fml)!

ENFIM. Agora. Nessa estória. É possível transportar uma criança. De alguma forma. Uma forma rápida. Whatever. Bom... Esse era o plano antigo, anyway. Mas depois de considerar inaceitável, eu o alterei.

Então nada de uma forma rápida de transportar bebês com magia.

(sério, eu não acredito que demorei uma vida pra parar de pensar nisso, e ainda não obtive sucesso).


Mais um ponto:Ok... Eventualmente eu termino essa fic. Na boa. Esse capítulo está me matando lentamente, não queria postá-lo sem um final. Mas meh.

Eventualmente.