*saindo do esconderijo* Oi galera, como vão vocês? Acho que primeiramente devo-lhes desculpas não é? Foi mal gente, um ano sem atualizar é fogo. Podem me xingar, eu deixo... Mas é que aconteceram muitas coisas em minha vida, 2015 foi ~aquele ano e deixei a fanfic de lado. Mas agora prometo que foi atualizá-la até terminar, ainda mais agora que tive um surto de criatividade.
Esse capítulo é um pouco menor que os outros porque ele é mais de transição e também para mostrar que a fanfic não está morta; por isso não acontece muita coisa. Mas como eu disse tive um surto e escrevi ele quase que de uma vez, sem pausa. Enfim, espero que eu esteja perdoada e que vocês continuem curtindo como sempre ;) Boa leitura s2.


Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem a Masashi Kishimoto.


"Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez? " ― Jane Austen

- Sakura! Eu já estava preocupada com você! – Mebuki esbravejou assim que viu a filha passar pela porta. Sakura já tirara as botas ninjas e retirava os cabelos molhados do rosto enquanto se dirigia para os pais na mesa de jantar. Os dois encontravam-se sentados ali, e seu pai devorava um prato de comida que Sakura não identificou o que exatamente era. Deu um beijo em seu rosto, que foi devolvido com um afago do mesmo em sua mão que estava pousada no ombro do patriarca.

- Desculpem a demora, mas é que eu fiquei presa com a tempestade. – esperava que convencesse como mentirosa, pelo menos uma vez na vida.

- Olha só para você, toda encharcada! – exclamou como se sua filha tivesse cometido o maior sacrilégio da humanidade. – é melhor trocar de roupa rápido ou vai pegar um resfriado. – apontou-lhe um dedo acusatório. Kusashi revirou os olhos para a esposa.

- Deixa de ser exagerada... Saki é médica e sabe muito bem onde está se metendo. – retrucou brandamente.

- Só estou tentando dizer qu...

- Nem continue porque você só se torna mais insuportável ainda tentando se explicar. – soltou com uma risada ao final, que fez Mebuki lançar lhe seu olhar mais mortal. Ao ver a cena, Sakura não conteve a gargalhada. Seus pais eram tão inacreditáveis, com toda essa química perfeita. Eles trocavam farpas praticamente o dia inteiro, que estava longe de ser uma briga, mas se amavam tanto. Somente Mebuki para consegui aguentar alguém como Kusashi.

A loira piscou para a filha quando notou a gargalhada vinda da mesma. Arqueou as sobrancelhas e tinha uma expressão que misturavam surpresa e contentamento.

- Ora Sakura, há quanto tempo que eu não ouvia você gargalhar tão gostoso assim...

Sakura olhou-a ainda rindo e retrucou enquanto secava uma lágrima:

- Ah mamãe, só tive um dia... Tranquilo. – deu de ombros, o sorriso contido praticamente um esboço na face alva e bela.

- Que bom querida. Sua mãe e eu ficamos muito felizes em saber disso. – a voz do seu pai era grossa e amável, fazendo Sakura sorrir largamente. Eles não precisavam saber dos detalhes, mas compartilhar um pouco dessa sensação leve em seu peito lhe era suficiente.

- Ah, a propósito – começou Mebuki – Tsunade esteve aqui à tarde procurando por você. Como não havia chegado disse que viria depois.

- Tudo bem. Vou tomar um banho quente. – com aceno breve de sua mãe, Sakura subiu até seu quarto praticamente saltitando.

Tomou um breve banho quente e colocou um pijama de flanela. Optou por não jantar porque não sentia-se faminta (e Mebuki obviamente deu-lhe aquela bronca) e decidiu fazer um chá para esquentar-se mais.

Sentada a mesa e observando o líquido na caneca enquanto subia e descia o saquinho de forma distraída, os pensamentos de Sakura voltaram-se novamente para o que acontecera aquela tarde. As cenas iam e vinham sempre, algumas nubladas e outras bem especificas de formas nítidas. Seu rosto esquentou e um sorriso bobo brotou nos lábios rosados. O que será que Sasuke estaria fazendo agora? Talvez pensando nela e sentindo-se da mesma maneira? ''Que boba você é Sakura. Pare de pensar desse jeito, ainda duvidando dele. Ele já provou por a+b como se sente'' Esfregou o pescoço e suspirou antes de bebericar um pouco do chá. Não queria admitir que estava preocupada com o futuro, ainda mais que a situação de Sasuke com Konoha ainda não estava resolvida. Quando saiu do hospital tudo parecia tão certo e dentro do lugar... Mas agora aos poucos os problemas e dúvidas surgiam, assombrando-a.

- SAKURA!

- Sim! – como acordando de um torpor, Sakura notou sua mãe a porta da cozinha com as sobrancelhas franzidas e as mãos no quadril.

- Estava com a mente aonde menina?! Estou lhe chamando há tempos!

- Que susto a senhora me deu! – ela levou uma mão ao coração acelerado enquanto levantava-se. Mebuki ainda lhe causaria um infarto.

- Desculpe, eu estava distraída pensando em coisas do hospital. – Mebuki soltou um suspiro e balançou a cabeça negativamente.

- Sempre isso... – murmurou para si mesma. – Tsunade está lhe esperando na sala.

- Vou num minuto.

Depois de um tempo ainda se recuperando do susto e limpando a mente dos pensamentos antigos, dirigiu-se a sala com sua caneca de chá.

- Boa noite Sakura. – Tsunade cumprimentou-a de uma das poltronas, sentada elegantemente com as pernas cruzadas e uma mão apoiada no queixo.

- Boa noite Tsunade-sama. – cumprimentou de volta com um aceno breve, sentando-se na poltrona adjacente.

- Mamãe me falou que a senhora veio me procurar mais cedo.

- Exatamente. Quando cheguei ao hospital você já não estava mais. Só achei estranho o fato de você não estar em casa também... – Tsunade levantou uma sobrancelha perfeita. A rosada pigarreou antes de responder:

- Na verdade estava no hospital sim, fiquei presa pela tempestade e tudo mais. – ''não me faça mais perguntas, por favor'' repetia como um mantra em sua cabeça.

- Ah sim, claro... – alguma coisa dentro de Sakura dizia que não tinha sido tão fácil assim.

- Então, onde a senhora esteve a manhã toda? – mudou logo de assunto torcendo para que o anterior fosse esquecido.

Tsunade suspirou pesadamente e esfregou o nariz.

- Fui resolver assuntos ainda pendentes, depois da guerra tudo ficou uma bagunça, você sabe. E uma dessas coisas é justamente o nosso querido Uchiha. – o coração de Sakura acelerou e ela ficou mais alerta.

- Como assim...?

- Está sendo difícil convencer o conselho a perdoá-lo de seus crimes. Mas a boa notícia é que eles estão considerando, Kakashi tem sido bem convincente. O primeiro passo foi dado com o ANBU sendo retirado da guarda em seu quarto de hospital – isso explicava muita coisa. Sakura soltou um suspiro aliviado e sorriu para a caneca em suas mãos. Tsunade lançou um meio sorriso para sua pupila que não fora notado pela mesma. Tomando mais um gole do chá, a médica-nin voltou a olhar para sua shishou.

- Naruto já sabe disso?

- Obviamente.

- Foi pra isso que a senhora me procurou? – a loira soltou uma risada pelo nariz. Ao que parecia sua pupila continuaria fingindo que não se importava.

- Sim e para outra coisa também. – seu semblante ficou sério e juntando as mãos no colo continuou:

- Sabe Sakura, estive pensando muito nisso e finalmente tomei uma decisão muito importante.

- Estou ouvindo.

- Vou renunciar ao posto de Hokage. – as esmeraldas imediatamente arregalaram-se. Boquiaberta, a rosada começou a gaguejar.

- O que... como... Tem certeza disso?

- Totalmente. Como falei, pensei nisso com muito cuidado. Estou ficando velha, cansada e impaciente para esse tipo de responsabilidade. Fora que já está na hora, estou há tempo demais nesse posto.

- E tem alguém em mente para substitui-la? – Sakura ainda estava perplexa pela noticia.

- Kakashi, obviamente. – respondeu enquanto esfregava o indicador em uma sobrancelha – ele pode ser maluco algumas vezes e irresponsável com horários...

- Totalmente! – Sakura concordou energicamente.

-...mas não vejo ninguém mais competente para assumir o cargo. Fora que ele é de minha total confiança. – a médica não podia deixar de concordar. Kakashi sempre fora um shinobi de alto nível, com certeza ele se dedicaria ao máximo.

- Bom, e quando a senhora deixará o cargo? – tomou mais um gole ao perguntar.

- No máximo em um mês, preciso conversar com ele primeiro.

- Entendo... Bom, se a senhora acha que é o melhor não posso fazer nada se não concordar. Estou aqui para apoiá-la como sempre faço.

- Fico contente em saber que entende Sakura. Ainda não está nada certo, contei-lhe primeiro porque você já foi minha aluna e somos confidentes. Mas peço que não conte a ninguém ainda, por favor. Não até tudo estar acertado pelo menos. – a rosada fez um gesto como se estivesse fechando a boca com um zíper. Tsunade a estudou com olhos semicerrados, rindo ao mesmo tempo. Sakura piscou inocentemente.

- O que foi?

- Nada. Só que... Seu semblante está mais leve. Você mesma está mais leve. No jeito de falar, de olhar... Não a via assim há anos. – Sakura soltou um suspiro e voltou o olhar para a caneca novamente. Era engraçado como tudo o que mudou dentro de si transparecia tão facilmente em seu exterior. Levantou a cabeça com um meio sorriso.

- Só me aconteceram coisas boas hoje. – retrucou simplesmente.

- Algo que queira compartilhar?

- Hmm... É algo muito pessoal shishou... – amaldiçoou internamente o fato de estar corando.

- Ok, Ok. – ergueu as mãos em sinal de redenção. – o que irão fazer quando os dois tiverem alta amanhã?

- Naruto planeja ir ao Ichikaru para uma comemoração.

- Justo. O quanto nosso Uchiha concorda com isso? – Sakura não sabia ao certo, mas jurou que notara um tom jocoso vindo da loira.

- A senhora sabe que não converso com ele.

- Claro... – ela estava sendo irônica ou era só mais uma impressão?

- Mas tenho certeza que Naruto irá arrastá-lo de qualquer maneira. – ficar nervosa não estava ajudando em nada.

Sem mais tocar no assunto, as duas conversaram por mais alguns minutos sobre os assuntos do hospital. Sakura a acompanhou até a porta e antes de sair, Tsunade virou-se para sua pupila.

- Sakura, quando visitei Sasuke hoje notei que os curativos dele já tinham sido trocados. Perguntei a Shizune e ela me disse que não sabia de nada. – olhou-a bem profundamente e a rosada começou a entra em pânico.

- Tsunade-sama...

- Não precisa me dizer nada Sakura. Só lhe dou apenas um conselho: cuidado para não machucar seu coração outra vez, tudo bem? A última coisa que quero nessa vida é vê-la sofrer. Mas não posso impedi-la de que siga os seus sentimentos. Tudo o que desejo é que seja feliz. – e afagando carinhosamente o braço da rosada e lhe dando um sorriso, Tsunade saiu para a noite chuvosa, deixando Sakura sem palavras enquanto observava a figura daquela que considerava como uma segunda mãe sumir em meio aos chuviscos.