Capítulo 12

Michael e Haruka andavam, lado a lado, porém sem trocar uma palavra. O Anjo do Fogo tinha um olhar tenso e não parecia pensar no presente momento, a menina achava tudo aquilo muito estranho, Michael andava preocupado e tenso, não parecia o garoto explosivo que conhecia.

- Mika-chan, está tudo bem com você...? – Ela perguntou e o garoto pegou-a pelo pulso puxando-a.

- Vamos pra minha casa... – Ele disse, sem olhar para a menina, apenas puxava-a sem deixar chance de recusar.

- Mas! Mas eu estou imunda! As roupas, as asas, totalmente suja de sangue. Preciso voltar pra casa, Mika-chan! – Ela tentou puxar o braço pelo qual era levada.

- Não se preocupa... Cê faz isso em casa também. – Ele afirmou sem se preocupar ou ao menos pensar direito.


Estava o casal de anjos parado a porta de uma mansão enorme (Será que o Mika vive numa mansão? O.o) que lembrava a mansão de Raphael, era bela e bem estruturada, mas parecia um lugar um pouco descuidado, o jardim era imenso, mas havia várias árvores que, apesar de possuírem folhas, tinha seu tronco suavemente queimado... Tudo lá parecia estar sendo restaurado de uma grande queimada.

- Entra. Nossa, faz tempo que eu não vinha pra essa joça. – Michael olhou a sala completamente bagunçada, com várias coisas jogadas ao chão.

- Mika... Chan... Como você consegue viver nessa bagunça? – A menina olhou incrédula a sala de entrada.

- Ahn? Quem falou que eu vivo aqui? Aqui é muito chato, nunca tem nada pra fazer. – Ele se jogou num sofá.

- Ahh... Tudo bem, então... Vou tomar banho... Onde fica o banheiro? – Ela olhou, tentando enxergar algo além de coisas ao chão.

- Ahh, é só subir as escadas, cê encontra ele no corredor... Acho... – Michael pensou por instantes.

- Tá, pode deixar que eu acho... – Haruka começou a subir as escadas, mas parou e se virou para o jovem ruivo. -... Não me diz que... O banheiro também tá nesse estado...? O que vou encontrar lá? Com certeza não tem móveis pra bagunçar no banheiro, só... – O rosto da menina corou, as palavras escaparam de seus lábios sem pensar.

- Heim...? Que nada, eu volto pra tomar banho pelo menos, né. Lá não tem nada. – Ele se espreguiçou no sofá.


Haruka estava tomando seu banho em água morna. O banheiro era grande tinha banheira, chuveiro e várias toalhas limpas... Alguém arrumava aquilo para ele? Mas por que a sala continuava naquele estado? A menina deixou a água escorrer por todo seu corpo, o banho era maravilhoso. Após o bom banho, ela desligou o chuveiro e puxou uma das toalhas brancas, se secando e depois se enrolando na toalha.

Naquele instante, a porta do banheiro se abriu e um garoto ruivo com cara de tédio entrou no banheiro, trazendo algo em suas mãos. Sem nem ao menos notar que a garota já havia saído do banho.

- Olha, Haruka. Esqueci que cê não tinha roupas pra usar então pode pegar essas aqui emprestado e... - Quando direcionou seu olhar para o lado do chuveiro viu uma menina olhando-o, surpresa, e por instantes eles se encararam.

No segundo seguinte o rosto dos dois coraram bruscamente e se viraram de costas um para o outro. Michael olhava fixamente a parede do banheiro sem acreditar na ousadia de sua burrice ao não ter nem batido a porta para verificar se poderia entrar.

- Eh... Ah... Tá aqui as roupas. Foi mal. – Ele deixou as roupas no canto da pia e saiu do banheiro sem olhar para trás.


Haruka desceu as escadas em direção a enorme sala onde Michael se encontrava. Assim que desceu, Michael passou por ela e se direcionou ao banheiro sem trocar qualquer palavra com a menina.

Haruka escondeu os risos e se sentou no sofá, mas ao olhar a sala bagunçada, levantou-se e começou a arrumar a sala. Foi à cozinha atrás de uma vassoura, arrumou os móveis caídos, recolheu as coisas quebradas, pegou um espanador, limpou os sofás e tomou gosto pelo passatempo que havia arranjado. Sorrindo, foi terminar de arrumar o resto das coisas, cantarolando uma canção desconhecida.


Michael estava de olhos fechados, tomando um banho gelado para esfriar sua cabeça dos recentes acontecimentos. Depois, jogou-se na banheira, se encostando num canto e olhando para a água turva, lembrou de Haruka e a imagem que veio a cabeça foi a menina de toalha, encarando-o com o rosto corado... A toalha era consideravelmente comprida, não...? Michael balançou a cabeça, como era capaz de pensar algo assim dela?! Ele esfregou a mão nos cabelos molhados, fazendo-os voltar a ficarem totalmente desarrumados.

Encostou-se a banheira, mas logo se levantou impaciente, odiava ficar parado. Pegou a toalha e se secou, vestiu a roupa habitual, uma camisa preta aberta e uma calça comprida na qual ele pisava suavemente na barra do calcanhar, e se direcionou a sala, percebendo que havia movimentação lá embaixo e que os pés da escada estavam limpos, ele se apressou, descendo dois degraus em cada passo de seus pés descalços.

Quando olhou a sala, só pôde ficar paralisado, estava tudo arrumado na sala, seu olhar percorreu o local e ele encontrou a menina arrumando uma prateleira baixa, ali agachada. Ela percebeu o garoto, levantou-se, virando para olhá-lo.

- Mika-chan! – Ela disse sorrindo alegremente, estava muito animada e nada entediada.

- Haruka... Cê arrumou tudo isso? – Ele perguntou olhando assustado ainda o ambiente. Parecia perdido, era acostumado com a bagunça do local.

- Ah, sim! Eu pensei que ficaria entediada, então comecei a arrumar, aí gostei e comecei a arrumar tudo. – Ela sorriu contagiante e colocou o espanados no ombro.

Michael só notara agora as roupas largas dele que ela usava. Uma camisa branca, a qual ela não fechara totalmente, deixando a gola suavemente larga e embaixo também aberto, os shorts pretos que para ele eram curtos para facilitar sua movimentação, nela era largo e, só por causa do cinto se prendia a sua fina cintura. O jovem não pôde evitar corar, ela estava... Linda...

- Não quer me dar uma mãozinha? Depois eu faço algo para comermos, tem muita coisa na dispensa. Coisas recentes... Afinal, vem alguém aqui arrumar alguns pedaços dessa casa, Mika-chan? – Ela disse enquanto caminhava em direção a cozinha para arrumar por lá.

- Eu sei lá. – Ele respondeu, afastando seus tolos pensamentos e seguindo-a.

- Hm, tudo bem, vamos arrumar isso tudo logo. Coloca esses montes de coisa na pia, depois eu lavo. – Ela riu, enquanto começou a limpar a mesa e Michael a colocar a louça empoeirada e suja na pia.


No final, a menina fizera uma verdadeira e maravilhosa refeição que o anjo ruivo degustou com muito prazer. Após todo o trabalho, ambos se jogaram no sofá da sala, exaustos pelo dia de caçada, somado a limpeza da casa, isso só no andar de baixo, ainda havia trabalho a ser feito.

- Nossa... Dá pra se ter uma verdadeira vida de rei aqui dentro! – Ela riu, zombando das regalias que o garoto tinha e não aproveitava.

-... Sei não... É chato ficar aqui. – Ele disse suspirando satisfeito pela comida.

- Isso é porque você fica sozinho! Passarei a vir mais veze... – A menina parou a frase no meio e baixou o olhar, levando ao corpo, sua doença...

-... Venha. – Michael desviou o olhar da menina tristonha. – Venha quantas outras vezes quiser. – Ele se levantou e coçou a cabeça. "Aqui é sempre vazio, por isso odeio ficar aqui. Falta coisa mais do que em qualquer outro lugar."

-... Tá. Vamos ao andar de cima! Tem o quarto do Mika-chan para arrumarmos ainda! – A menina se levantou e subiu as escadas com o jovem atrás dela, em desânimo puro.

O quarto estava incrivelmente bagunçado, não havia uma coisa se quer no lugar, talvez apenas as roupas no armário, mas estava escancarado e bagunçado do mesmo modo. A menina arregaçou as mangas da camisa e o garoto suspirou em tédio.


Quando o serviço terminou, os dois deitaram-se na imensa cama, exaustos e ofegantes. Depois começaram a rir e conversar sobre quaisquer bobagens, até que um momento de silêncio se fez e eles permaneceram se olhando... Ambos deitados na cama, a face da menina corou e ela se moveu.

- Acho melhor eu ir pra casa. Tá muito tarde. – Ela se virou de costas e ia se levantar da cama, mas dois braços a envolveram pela cintura, não deixando que saísse dali.

- É, tá tarde. Vamos dormir. – Michael encostou sua cabeça nas costas da menina e fechou os olhos.

- Mi-Mika-chan! E-Eu vou pra casa, não precisa. – Ela tentou tirar os braços que a envolviam enquanto seu rosto corava mais.

- Não precisa mesmo... Eu quero... – Ele disse de olhos fechados, enquanto puxava-a para mais perto.

- Q-Quer...? Quer... O quê...? – Ela perguntou em tom nervoso.

- Que fique aqui comigo. – Ele sussurrou, sem hesitar. "Não estou pronto... Nem se quer pra pensar que posso te perder. Quero que seja só minha, quero que olhe só pra mim! Não percebe? Por favor... Me diga que também quer ser só minha, olhe para mim e sorria de um jeito único que me faça sentir... Que não vou te perder..." O anjo pensou consigo mesmo enquanto respirava o suave perfume dos cabelos da menina.

-... Mika-chan... – Haruka parou de reagir e não se moveu por instantes, segurando os braços que a envolviam com carinho, como se pedisse para que não a soltasse também. -... Boa noite...


Desta vez, quem abriu os olhos primeiro foi o jovem anjo, que, lembrando-se que ela estava ali, não se moveu. Ainda estava olhando as costas da menina e a preguiça tomava conta de seu corpo, então demorou a perceber que estavam muito mais colados do que quando dormiram, o que fez com que ele corasse muito.

Michael percebeu que uma de suas pernas estava entre as dela, podia sentir o calor de suas peles se tocando e quase se afastou bruscamente quando percebeu que uma de suas mãos estava por baixo da camisa meio aberta da menina, tocando sua barriga macia. O jovem tentou nem ao menos respirar, estava encabulado, fechou os olhos novamente, com força, desejando que fosse só um sonho.

Mais um tempo se passou e o garoto conseguiu se acostumar à idéia, ao menos enquanto ela não chamasse pelo seu nome, aí sim seria a hora de entrar em pânico... Mas, só naquele momento, ela era sua. Ninguém jamais tocaria sua pele daquele modo, ninguém dormiria ao lado dela daquele modo... Ninguém nunca seria capaz de ter tantos beijos dela sem serem ditos amantes... Ninguém... Ao menos, aquela Haruka era sua e de mais ninguém.

-... Haruka... – Ele sussurrou quase inaudível, mas percebeu que o corpo da jovem havia aumentado de temperatura e que parecia estar arrepiada. – Ha-Haruka! Cê tá acordada?! – Um Michael corado se afastou dela bruscamente, se levantando da cama.

A menina não se movia, estava de costas para ele ainda, mas após alguns segundos ela se virou e fitou o teto do quarto. Seu rosto estava completamente corado e ela abraçou os próprios braços. Michael permaneceu ali, olhando assustado e corado, a menina que não disse uma palavra, nem se quer o encarou ou disse um "Bom dia".

-... Eh... Bom dia...? – Ele questionou as próprias palavras por não raciocinar direito, seu pensamento ainda estava preso à pele e cheiro da menina.

-... Acho que vou arrumar o resto dos cômodos aqui em cima... Pelo menos assim eu agradeço pela estadia. – Ela levantou-se da cama, sem olhá-lo.

Michael não saberia dizer se ela estava com vergonha pela cena ou se estava o rejeitando por ter sussurrado seu nome em seu ouvido. Ele apenas a viu deixando o aposento e ele se acalmou, se jogando na cama novamente. De onde surgiam tantos pensamentos sobre ela nessa cabeça que nunca gostara de pensar?

Não importava. Precisava esquecer... Quanto mais pensasse nela, maior era o impacto que vinha ao seu coração ao pensar que amanhã poderia perdê-la. Preferia pensar que nada havia, que estava apenas vivendo um romance alheio – que no fundo desejava que fosse eterno. – e que no fim tudo seria o mesmo. Ele, o grupo de rebeldes, a fronteira, muito sangue e diversão, Raphael... Raphael... Não suportaria ver o amigo se algo desse errado! Explodiria a cara dele.

Michael se levantou e deu um forte soco na cama. Quanto mais pensava, pior a situação se tornava. Por isso odiava pensar. Era melhor tomar um banho frio e relaxar. O jovem ruivo se direcionou ao banheiro e ligou o chuveiro gelado. Por que ela reagira daquela forma? Parecia tão encabulada, mais do que as outras vezes. Michael fechou os olhos e molhou a face.

"Não faz sentido... Eu só disse o nome dela... É claro que quando tem beijo ela também fica com vergonha... Mas dessa vez eu não fiz nada de mais!" Ele pensou consigo mesmo e depois sua mente ficou vazia por um momento. Repentinamente, um pensamento veio à mente. Não era que ela não gostasse daquilo... Talvez, era justamente porque tinha gostado! Assim como os beijos, assim como quando ele dizia aquelas palavras de torná-la só sua!

Michael saiu do banho e nem ao menos se enxugou direito, colocou a calça e de toalha nos ombros e cabelos molhados, saiu do banheiro, procurando a menina pelos quartos. O corredor, já estava limpo, o primeiro quarto após o seu também, mas o seguinte tinha a porta entreaberta. O anjo espiou curioso pela porta e viu a menina cantarolando e dançando, parecia se divertir muito, ao mesmo tempo em que limpava o quarto... Era tão graciosa...

Seus pequenos pés pararam diante do armário bagunçado e ela apenas suspirou e começou a arrumá-lo. Então, Michael entrou no quarto de modo silencioso e se aproximou vagaroso a ela. Como a menina estava distraída nem percebeu o jovem Anjo do Fogo se aproximar e só se deu conta quando ele a abraçou pelas costas mesmo, soprando em seu ouvido, o que fez ela se assustar, soltando uma exclamação.

- M-Mi... Mi-Mika-chan! O que pensa que está fazendo?! – A menina tentou se soltar dele, enquanto seu rosto corou rapidamente.

- Está gaga...? – ele perguntou irônico, sorrindo. -... Haruka... – Ele sussurrou lentamente o nome da menina em seu ouvido.

Haruka sentiu a face corar a ponto de explodir. Seu coração batia acelerado, podia sentir sua camisa umedecer suavemente em contato com o corpo do jovem, podia sentir o calor do corpo dele, das mãos que a envolviam, de sua respiração amena próxima ao ouvido. Estava extasiada no paraíso de seu profundo sentimento que ainda não tivera coragem de revelar.

-... Me... Me solte, Mika-chan... Por favor. – Ela pediu em tom baixo, não conseguia forças para puxar as mãos que a envolviam tão carinhosamente.

-... Cê quer realmente que eu te solte... Haruka...? – Michael estava adorando dar uma certa ênfase ao modo suave e sensual de chamá-la ao ouvido. Ele pôde sentir o corpo da menina estremecer e se arrepiar.

A menina ficara sem resposta, não queria ser solta, mas não podia se entregar àquela loucura... E se no final restassem apenas mágoas? Tinha medo daquele sentimento, fugira com todas suas forças dele durante anos e anos e, mesmo assim, ainda não estava pronta para enfrentá-lo. As palavras não sairiam de sua boca, o que gostaria de realmente dizer jamais poderia ser traduzido em palavras e tinha medo de atos... Ações erradas eram piores do que palavras na maioria das circunstâncias.

-... Cê não quer, né...? Tô errado? – Ele soprou de leve no ouvido da menina novamente.

Aquilo parecia tortura para a jovem. Aquele modo sensual e ao mesmo tempo infantil dele dizer as palavras. Não suportaria mais. Haruka fechou os olhos com força.

-... P-Por favor, Mika-chan... Me solte... – Ela repetiu em vão.

-... Sabe, Haruka... Eu adoro te sentir assim... Nos meus braços... Sentir que posso carregá-la e te ter aqui... Eu disse que nesses dois dias cê seria só minha, não é?... Minha... – Ele sussurrou ao ouvido dela e beijou sua orelha, descendo aos poucos até o ombro.

Ele tinha certeza, ela adorava ser chamada num sussurro suave... Mesmo que jamais admitisse, ele podia sentir. Michael levou a mão direita que a abraçava até o tórax da menina, na região do coração. Não havia malícia em seus atos, queria sentir. Queria saber se o coração dela estava acelerado como o seu, desejando muito mais do que apenas esse jogo de conhecimento entre os dois.

A menina arregalou os olhos e segurou a mão que subia vagarosamente por seu corpo. Aquele não era o Michael que conhecia, ele não era daquele modo, jamais faria aquilo com ela... Ao menos, não daquele modo.

-... Quero sentir o seu coração, Haruka... – Ele disse em tom baixo ainda, olhando as mãos dos dois unidas próximo ao coração dela.

- Mika-chan... Pare com isso... Não parece você assim... – Ela olhou a mão que segurava, não precisara de força pra pará-lo. Bastou apenas um toque.

- Haruka... Me beija... – Ele respirou o perfume do pescoço da menina.

A menina não pôde evitar virar o rosto para encará-lo com surpresa, nesse pequeno instante ele puxou o rosto da menina com a mão esquerda, soltando-a do abraço, mas beijando seu queixo e subindo vagaroso até seus lábios e beijando-a com carinho. Suas palavras eram inocentes, como as de uma criança... Mas possuía um peso de impacto incrivelmente grande. A menina segurou a mão direita dele, entrelaçando os dedos, não desejava fugir. Não daria mais certo. Provavelmente estava escrito em seu rosto o quanto gostava dele, mas não era o suficiente...

Queria que ele fosse capaz de ver muito mais do que um "gostar". Ela o admirava, sua força, seu jeito de ser, suas palavras... Queria que ele enxergasse muito além daquilo. Se tudo se perdesse no "gostar", ele simplesmente a esqueceria? Não desejava mais isso... Se não podia apagar... Queria que ele guardasse-a para sempre como uma boa lembrança em seu coração... Era isso que realmente desejava, era isso o que tinha medo de não atingir. Não precisava que ele a amasse como ela o amava. Precisava apenas que ele jamais se esquecesse daquele pouco tempo em que realmente conviveram. Todas as alegrias, todas as angústias... Para se tornarem boas lembranças... Caso nunca mais pudessem se ver ou se tocar.

As lágrimas desceram a face da pequena anjo, morrendo no silêncio dos lábios unidos. Michael apartou o beijo e limpou as lágrimas do rosto dela, recolhendo-as com os lábios, até chegar aos olhos dela, beijando-os com carinho, depois ele se afastou da face da menina um pouco.

Haruka abriu os olhos e as lágrimas caíram mais e mais por sua face. Precisava dizer a verdade... Poderia ser sua última chance. Ao menos, contar a verdade sobre a mentira que disse a ele no parque... Haruka o encarou nos olhos e, num raio de luz, teve a impressão de que não seria necessário confessar nada. Como se ao se tocarem, ao colarem seus lábios, ele tivesse o poder de ver tudo o que se passava dentro dela. A menina apenas baixou a cabeça no tórax do jovem e se aconchegou aos braços calorosos dele, ouvindo o coração dele bater tranqüilamente. Como um impulso, ela levou a mão ao próprio coração e, para sua surpresa, batia tranqüilamente, como se não houvesse preocupações... Apenas eles dois...

Continua...

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Aaah, não... Poxa vida, o Mika-chan está crescendo T-T que tristeza... Tá, mas é lindo do mesmo modo xDD

Ah, devem ter percebido que esse cap ficou suavemente mais longo, não? o.õ Normalmente dá 7 páginas e para na metade da sétima... Desta vez veio até o meio da 8ª. Isso sem contar que certos diálogos são curtos e ocupam grande espaço, mas...

Tudo bem, tudo bem! Tenho uma novidade! Caso dê tudo certo, antes de terminar esta fic, estarei apresentando para vocês a Haruka em desenho xD e o Mika também, se der tudo certo... Não depositem lá muita confiança porque não depende só de mim, ok? O.o (Eu não tenho scanner... Tive que pedir a uma pessoa.)

Ah, deixem reviiiiiiiiiiiiiiiiiew, como podem ver, o grande final se aproxima!! Será que a Haru-chan vai continuar viva?! Ou será que o Mika vai ser fadado a viver o resto da eternidade sem ao menos vê-la?... Não percam o(s) próximo(s) capítulo(s) de Ienakkata Kotoba!!! (... Eu sempre quis dizer isso...hihihi...e eu não faço idéia de onde isso vai terminar O.o Não tinha feito planos pra tudo isso... As idéias fluíram... Perdão, perdão...)

Bom, é só (Só?! Ainda diz só?!) por esse cap.

Muitíssimo obrigada por lerem.

Bai bai!